Artemis 2: saiba como será a emocionante reentrada dos astronautas

Os quatro astronautas da Artemis 2 estão a caminho de casa. Depois de sobrevoar a Lua e se aventurar mais longe da Terra do que qualquer ser humano na história, a cápsula Orion se prepara para reentrar na atmosfera nesta sexta-feira (10), às 21h07 (horário de Brasília), com pouso no Oceano Pacífico, na costa de San Diego. Você poderá acompanhar tudo ao vivo com o Olhar Digital a partir das 19h30.

A etapa final da jornada de 1.118.624 quilômetros é uma das mais exigentes para a engenharia da nave. A Orion vai penetrar a atmosfera a 38.367 km/h. Nessa velocidade, o atrito com o ar eleva a temperatura externa da cápsula a 2.760°C — o suficiente para derreter aço.

Para proteger a tripulação, a NASA fez ajustes na trajetória de reentrada. A decisão veio após a missão não tripulada Artemis 1, em 2022, quando o escudo térmico da Orion sofreu danos. Gases ficaram presos no material Avcoat que reveste a base de titânio e, com o calor extremo, se expandiram, arrancando fragmentos carbonizados.

Na Artemis 2, a cápsula vai descer em um ângulo mais fechado, reduzindo o tempo de exposição às altas temperaturas. A estratégia busca evitar que o problema se repita agora com humanos a bordo.

reentrada nave orion artemis 2
Durante o retorno da Lua, o sistema de proteção térmica do módulo de tripulação da Orion precisa suportar temperaturas escaldantes para manter os tripulantes em segurança. Imagem meramente ilustrativa – Crédito: NASA

Oito minutos de tensão

Durante a descida, a Orion será envolvida por uma bola de fogo. O plasma incandescente vai interromper as comunicações com o solo por alguns instantes — um silêncio sempre angustiante para as equipes em terra.

Quando a cápsula estiver a cerca de 8 km de altitude, ainda caindo a mais de 500 km/h, uma sequência de paraquedas começará a ser acionada. Primeiro, três pequenos paraquedas de 2 metros de diâmetro serão liberados para estabilizar a nave. Em seguida, dois paraquedas de frenagem, com 7 metros cada, entrarão em ação.

O momento mais espetacular virá a aproximadamente 3 km do solo. Três paraquedas pilotos puxarão os três paraquedas principais, cada um com 35 metros de largura e 140 quilos. A Orion descerá pendurada a 81 metros abaixo desse conjunto, com a velocidade reduzida para menos de 32 km/h — um toque suave nas ondas do Pacífico.

Duas horas antes da amerissagem, equipes a bordo do navio USS John P. Murtha já estarão de prontidão. Helicópteros da Marinha farão o resgate dos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (NASA) e Jeremy Hansen (Agência Espacial Canadense). A operação foi ensaiada 12 vezes com um módulo simulado e já testada na volta da Artemis 1.

Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2

Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo

nasa artemis 2 lançamento
Lançamento da missão Artemis 2 à Lua, em 1º de abril de 2026 – Crédito: NASA/Bill Ingalls

Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua

Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto

  • A equipe testou vários equipamentos de primeiros socorros, como termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio;
  • Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
  • Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
  • Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.

Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion

  • No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
  • A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
  • Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
  • Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6). 

Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion

  • Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
  • Operação inédita: os astronautas se tornaram os primeiros a vestir e operar os novos trajes no espaço, testando rapidez e pressurização em emergências;
  • Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.

Dia 6 (6 de abril): quebra de recordes e vislumbre de um eclipse solar total

  • Os tripulantes a bordo da cápsula Orion bateram o recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, quebrando o recorde (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13;
  • A equipe sobrevoou a Lua e fez análises sobre sua topografia e batizou uma cratera;
  • No fim do dia, durante quase uma hora, eles puderam acompanhar um eclipse solar total que só pôde ser visto por eles. Eles aproveitaram para observar mais a Lua e o Sol.

Dia 7 (7 de abril): descanso merecido

  • Orion saiu da esfera de influência lunar;
  • Donald Trump, presidente dos EUA, conversou com os tripulantes;
  • Um dos motores da cápsula foi acionado para realizar a primeira de três manobras de correção de rota;
  • Restante do dia livre para os astronautas.

Dia 8 (8 de abril): dia de testes

  • Testes de vestuário para intolerância ortostática;
  • Testes de pilotagem manual.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

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Quanto custa construir uma casa de madeira em 2026?

Construir uma casa de madeira em 2026 tornou-se uma opção cada vez mais popular para quem busca rapidez, sustentabilidade e custo-benefício. Além disso, o mercado da construção vem oferecendo tecnologias modernas que tornam esse tipo de projeto mais acessível e seguro. Contudo, entender os fatores que influenciam o preço é essencial antes de iniciar a obra. Este artigo explica os detalhes mais importantes para planejar seu investimento.

Quais fatores influenciam o custo de construir uma casa de madeira?

O custo de construir uma casa de madeira varia conforme materiais, mão de obra e acabamento, segundo os dados oficiais do SINAPI.

Além do tipo de madeira, o tamanho da construção, a complexidade do projeto e a localização da obra impactam diretamente no orçamento. Portanto, é essencial analisar detalhadamente os valores antes de iniciar a construção.

  • 🌱 Escolha da madeira: Tipos de madeira mais nobres custam mais, mas oferecem maior durabilidade.

  • 🛠️ Mão de obra: Profissionais especializados garantem qualidade, mas impactam o orçamento.

  • 🏡 Acabamento: Pintura, isolamento e detalhes internos aumentam o custo final.

Quanto custa construir uma casa de madeira por metro quadrado em 2026?

O preço médio por metro quadrado de uma casa de madeira em 2026 varia de R$ 2.500 a R$ 5.500, dependendo do padrão da madeira e da região. Além disso, projetos personalizados podem superar essa faixa.

Portanto, calcular o valor total exige analisar todos os elementos, desde fundação até acabamentos. Planejamento detalhado é essencial para evitar surpresas no orçamento.

Quanto custa construir uma casa de madeira em 2026?
Preços por metro quadrado variam conforme o padrão da madeira escolhida. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Quais são os tipos de madeira mais indicados para construção residencial?

Madeiras como pinus, eucalipto e peroba são as mais utilizadas. Além de serem resistentes, elas oferecem bom custo-benefício e facilidade de manutenção.

Além disso, madeiras tratadas com preservativos aumentam a durabilidade, evitando pragas e umidade. Portanto, a escolha correta influencia diretamente o investimento a longo prazo.

Tipo de Madeira Preço Médio (R$/m²) Durabilidade
Pinus 2.500 – 3.200 Boa
Eucalipto 3.000 – 4.000 Excelente
Peroba 4.000 – 5.500 Excelente

Como reduzir custos ao construir uma casa de madeira sem comprometer a qualidade?

Optar por projetos padronizados e madeiras de reflorestamento é uma maneira eficaz de reduzir despesas. Além disso, contratar profissionais qualificados ajuda a evitar retrabalhos caros.

Portanto, planejamento e pesquisa de fornecedores são fundamentais. Comparar orçamentos e materiais antes da obra garante economia sem perda de qualidade.

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Combustível sintético: solução climática ou aposta inviável?

Quando a Fórmula 1 abriu a temporada de 2026, os motores das equipes passaram a rodar com um combustível que não vem do petróleo. Produzido a partir de CO₂ capturado da atmosfera e hidrogênio gerado por energia renovável, o e-fuel estreou na categoria mais exigente do automobilismo como parte de um plano de descarbonização que a F1 quer concluir até 2030.

Para muitos no setor, foi um marco. Para outros, foi a confirmação de que a tecnologia ainda está longe do uso cotidiano. A pergunta que fica para o motorista comum é direta: esse combustível funciona no meu carro? E, se funciona, quanto custa?

O que a Fórmula 1 revela sobre o e-fuel

A Fórmula 1 adotou combustíveis sintéticos em 2026 como parte de um plano para atingir emissões líquidas zero até 2030. Na categoria, os chamados combustíveis sustentáveis avançados são produzidos sem uso de petróleo na composição.

Esses combustíveis são desenvolvidos para funcionar como substitutos diretos dos fósseis, sem necessidade de adaptações nos motores. Na prática, isso significa que poderiam ser usados também em carros de rua, mantendo características semelhantes às da gasolina.

Equipe de Fórmula 1 realiza pit stop durante corrida com carro cercado por mecânicos
Fórmula 1 adotou combustíveis sintéticos como parte de plano para reduzir emissões até 2030 – Imagem: Shahjehan / Shutterstock

Segundo Clayton Zabeu, professor de Engenharia Mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia, esse comportamento já era esperado. O e-fuel já vinha sendo testado em laboratório e em outras categorias, e, por ser um combustível do tipo “drop-in”, ou seja, que pode substituir os combustíveis fósseis sem exigir adaptações, não deve apresentar diferenças relevantes no funcionamento imediato dos motores.

Por ser sintetizado, o combustível também tende a ter uma composição mais controlada do que a gasolina comum. Ainda assim, o principal desafio segue fora das pistas: o custo elevado e a baixa escala de produção continuam limitando o uso no dia a dia.

O que é o combustível sintético e como ele é feito

A ideia por trás do combustível sintético é fazer o caminho inverso da queima de gasolina. Segundo Roberto Pena Spinelli, físico pela USP e colunista do Olhar Digital, em vez de extrair petróleo do subsolo e queimá-lo gerando CO₂, o processo captura esse CO₂ — da atmosfera ou de fontes industriais — e o combina com hidrogênio para produzir um combustível líquido, como gasolina, diesel ou querosene.

O resultado é um hidrocarboneto quimicamente semelhante à gasolina convencional, mas produzido sem petróleo. Por isso, pode ser usado na infraestrutura que já existe — motores, postos, dutos de distribuição — sem grandes adaptações.

Ilustração mostra produção de e-fuel a partir de hidrogênio e energia renovável
Combustível sintético é produzido a partir de CO₂ e hidrogênio com uso de energia renovável – Imagem: istock-tonko / iStock

O processo, porém, não é novo. Zabeu lembra que os primeiros combustíveis sintéticos líquidos foram produzidos ainda na década de 1920, por meio de reações químicas conhecidas como síntese de Fischer-Tropsch. Nesse processo, uma mistura de monóxido de carbono e hidrogênio — conhecida como gás de síntese — é convertida em combustíveis líquidos por meio de reações químicas em condições controladas.

Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha já produzia combustível sintético em larga escala por falta de acesso ao petróleo.

O que torna o e-fuel sustentável

O que mudou desde então é a proposta de tornar esse processo renovável. Para ser classificado como combustível sintético sustentável (ou ASF, na sigla em inglês), o carbono usado na síntese precisa vir de fontes renováveis: biomassa de resíduos urbanos, sobras da produção de alimentos ou CO₂ capturado diretamente da atmosfera.

O hidrogênio, por sua vez, é obtido pela eletrólise da água — a separação do oxigênio e do hidrogênio por meio de corrente elétrica —, gerada por usinas eólicas ou fotovoltaicas. Vale destacar que nem todo combustível sintético é sustentável: processos que usam carvão ou gás natural como insumo geram um produto que não pode ser considerado neutro em carbono.

Segundo Zabeu, há empresas especializadas que fazem a análise de toda a cadeia produtiva desses combustíveis e verificam sua neutralidade seguindo normas internacionais.

O paradoxo energético

Mas há um paradoxo no centro do processo. Segundo Pena, cada etapa da produção — capturar CO₂, produzir hidrogênio e sintetizar o combustível — gera perdas de energia. Quando somadas, a eficiência total fica relativamente baixa.

“No final, não parece muito vantajoso gastar um monte de energia elétrica para criar um pouco de energia química. A grande vantagem do combustível fóssil é justamente que a natureza, durante milhões de anos, já fez esse trabalho. Num mundo em que a energia está sendo tão requisitada, parece uma contramão desperdiçar energia para reconstruir gasolina”, avalia.

Funciona em qualquer motor? E no carro flex brasileiro?

Para o motorista que dirige um carro convencional — ou um flex, como é comum no Brasil —, a boa notícia é que o e-fuel não exige troca de veículo nem modificações no motor. Zabeu explica que as moléculas do e-fuel são hidrocarbonetos de cadeia similar à da gasolina, o que o torna compatível com veículos projetados para rodar com gasolina de origem fóssil ou mesmo com os motores flex brasileiros. No jargão técnico, é chamado de combustível drop-in.

Por ser sintetizado, o e-fuel tem uma composição mais previsível e padronizada — com moléculas definidas — do que a gasolina comum, que é uma mistura de um grande número de hidrocarbonetos diferentes.

Pessoa abastece carro em posto de combustível com bomba de gasolina
Combustível sintético pode ser usado em carros atuais sem necessidade de adaptação no motor – Imagem: jittawit21 / Shutterstock

O alerta do longo prazo

Fernando Augusto Pinto, professor de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), porém, faz uma ressalva importante. No curto prazo, o combustível sintético funciona em motores convencionais. Mas no longo prazo, depois de centenas de milhares de quilômetros, podem surgir problemas que hoje ainda não estão mapeados.

Ele recorre a um paralelo histórico brasileiro para ilustrar o argumento. Quando o carro a álcool chegou nos anos 1980, o combustível funcionava nos motores existentes, mas logo surgiram problemas de corrosão e entupimento que levaram anos para ser resolvidos. “Você botava o álcool, o carro funcionava, mas começava a entupir, a ter corrosão, até uma série de problemas que foram resolvidos porque foi uma decisão de que nós vamos ter o carro a álcool“, explica.

Para o professor, o mesmo ciclo se repetiria com o combustível sintético. As propriedades químicas do e-fuel são ligeiramente diferentes das da gasolina, o que pode gerar desgaste diferenciado em catalisadores e outros componentes ao longo do tempo. “É um combustível diferente, então precisa de uma adaptação de engenharia. No primeiro momento, essa adaptação não vai estar dada, então vai gerar algum problema”, diz. E completa: “Um problema resolvível? Certamente resolvível.”

O e-fuel já existe — mas em escala minúscula

O combustível sintético sustentável já sai de plantas industriais em pelo menos dois países. Zabeu cita como exemplos a planta Haru Oni, no Chile, inaugurada em 2022 com participação da Porsche, que produz e-gasolina e e-metanol a partir de CO₂ capturado da atmosfera, e a Era One, na Alemanha, que produz e-diesel e combustível sustentável para aviação usando carbono de fontes biogênicas e hidrogênio verde.

Há ainda outras plantas menores nos Estados Unidos, Austrália, Europa e Ásia. Os volumes de produção atuais giram em torno de 130 a 150 mil litros por ano — suficientes para abastecer nichos específicos de alto custo, como a Fórmula 1, mas muito distantes de qualquer impacto real na frota global de veículos.

O problema do preço — e quando ele pode cair

O principal obstáculo do combustível sintético não é tecnológico: é econômico. Segundo Zabeu, estimativas atuais indicam que o e-fuel custa cerca de US$ 50 por litro, enquanto a gasolina no Brasil gira em torno de US$ 1 por litro. Uma diferença de 50 vezes.

Para que esse custo caia a níveis competitivos, seria necessário reduzir drasticamente o preço da produção de hidrogênio verde e da captura de CO₂ da atmosfera — duas tecnologias que ainda precisam ser escaladas para atender volumes mundiais relevantes.

Pena reforça o argumento pelo ângulo da eficiência energética: o processo consome muito mais energia do que entrega na forma de combustível, o que estruturalmente limita sua competitividade enquanto energia renovável for escassa ou cara.

Estrutura de transmissão de energia elétrica em rede de alta tensão
Produção de combustível sintético exige grande consumo de energia elétrica ao longo do processo – Imagem: Denis Klimov 3000/Shutterstock

Fernando Pinto é mais direto. “Não vai ter combustível sintético que você vai trocar pela gasolina, vai funcionar como se nada acontecesse. E, ainda assim, vai ser bem mais caro que a gasolina. A gente já está reclamando do preço da gasolina, vai ficar mais caro ainda”, afirma.

Para quem o e-fuel faz sentido?

Diante do custo elevado e dos volumes de produção ainda irrisórios, a questão central passa a ser para quais setores o combustível sintético faz sentido como alternativa de descarbonização.

Zabeu aponta que o e-fuel, com as tecnologias produtivas atuais, custa cerca de US$ 50 por litro — o que ainda o coloca como um dos instrumentos de descarbonização mais caros do setor de transportes. Ainda assim, por ser um combustível líquido e de alta densidade energética, pode se tornar uma alternativa viável para setores que demandam baixo peso e onde a eletrificação direta ainda não é possível, como o transporte aeronáutico.

Técnico abastece aeronave em pista de aeroporto
Aviação é um dos setores em que combustíveis sintéticos podem ser utilizados como alternativa aos fósseis – Imagem: Bulent camci / Shutterstock

Não é concorrente do carro elétrico

Nesse cenário, o e-fuel não compete com os carros elétricos. Para o transporte rodoviário de passeio, a conta não fecha: com um carro elétrico já disponível no mercado e um e-fuel que custa 50 vezes mais que a gasolina, a escolha do consumidor é evidente.

Como observa Pena, a grande vantagem do combustível sintético seria aproveitar a infraestrutura existente de motores e distribuição. Mas essa vantagem se dilui quando o preço é tão discrepante.

E o Brasil nessa história?

O Brasil ocupa uma posição singular nesse debate. Segundo Zabeu, o país tem condições climáticas excepcionais para a produção de energia renovável: ventos intensos e alta irradiação solar criam condições favoráveis para gerar hidrogênio verde a custos competitivos, insumo essencial para a produção de e-fuel.

Isso abre uma possibilidade estratégica: o Brasil poderia se tornar um exportador de e-fuel para países que não conseguem produzir hidrogênio verde de forma barata, enquanto mantém o uso interno dos biocombustíveis — mais baratos e já consolidados na frota nacional.

Representação de moléculas de hidrogênio sobre painel solar com turbina eólica ao fundo
Produção de combustíveis sintéticos sustentáveis depende de hidrogênio verde e energia renovável – Imagem: Piyaset / Shutterstock

Etanol e e-fuel: concorrentes ou complementares?

A comparação com o etanol revela diferenças importantes. Zabeu explica que, embora ambos sejam combustíveis renováveis, etanol e e-fuel partem de rotas de produção completamente distintas.

O etanol captura carbono pela fotossíntese da cana-de-açúcar, o que exige grandes áreas de terra e levanta a crítica recorrente de competição entre produção de combustível e de alimento. O e-fuel, por sua vez, captura carbono diretamente do ar ou de resíduos, sem disputar área agrícola.

Em termos de densidade energética, o e-fuel leva vantagem sobre o etanol. Mas em custo e velocidade de adoção, o etanol brasileiro segue imbatível. “Temos um combustível muito mais barato do que um e-fuel e que tem capacidade de ser rapidamente adotado pela frota flex do nosso país”, conclui Zabeu.

O futuro do combustível sintético

O combustível sintético é real, funciona e já movimenta os motores da Fórmula 1. Mas o caminho entre as pistas e o posto de gasolina do bairro depende de uma queda de custo de proporções históricas e de uma escala de produção que ainda está muito longe de existir.

Para o Brasil, o cenário mais inteligente pode ser justamente não escolher entre etanol e e-fuel, mas usar cada um onde faz mais sentido: o etanol para a frota nacional, e o e-fuel como produto de exportação para um mercado global que vai precisar dele — especialmente na aviação e no transporte marítimo.

“Sinceramente, eu acho que a gente como humanidade tem um problema, tem uma demanda de energia e a gente tem que resolver essa demanda por energia”, resume Fernando Pinto. O combustível sintético é uma das respostas possíveis. Por enquanto, é uma resposta cara.

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Artemis 2 se prepara para quebrar o recorde de maior velocidade já atingida por humanos  

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a missão Artemis 2 deixou a Lua para trás e agora se aproxima da Terra. A cápsula Orion, batizada de Integrity pela tripulação, realizou na noite de terça-feira (7) uma manobra de correção para seguir a trajetória correta de retorno. A fase de reentrada será delicada, com previsão de atingir velocidade recorde para seres humanos.

Os propulsores da espaçonave foram acionados por 15 segundo às 21h03, pelo horário de Brasília, o que aumentou a velocidade em cerca de 50 centímetros por segundo, ajustando o caminho para o pouso no Oceano Pacífico, próximo à Califórnia, esperado para sexta-feira (10), às 21h07 – e com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital, é claro!

Em resumo:

  • A missão Artemis 2 deixou a Lua e agora segue em direção à Terra;
  • A cápsula Orion ajustou sua trajetória acionando brevemente os propulsores;
  • A nave viajará mais rápido que qualquer veículo espacial anterior com humanos a bordo;
  • O pouso será no Oceano Pacífico, perto da Califórnia;
  • Uma embarcação da Marinha dos EUA vai ser usado pela NASA como navio de resgate da tripulação.
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Representação visual da cápsula Orion atravessando a atmosfera da Terra em altíssima velocidade – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

Reentrada da Artemis 2 será a mais veloz da história

A nave que conduz Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, os quatro astronautas da missão Artemis 2, está acelerando em direção à Terra. Segundo a NASA, a gravidade aumenta a velocidade da cápsula para aproximadamente 40 mil km/h – o que permitiria viajar do Brasil ao Japão em menos de meia hora. Isso pode superar o recorde da Apollo 10, que atingiu 39.937 km/h na reentrada.

No caso da missão não tripulada Artemis 1, a velocidade foi menor, e a trajetória ligeiramente diferente. A cápsula naquela ocasião usou a reentrada por ricochete, quicando na atmosfera antes de abrir os paraquedas. Esse método ajudou a desacelerar, mas causou estresse extra no escudo térmico.

O escudo térmico da Orion suporta temperaturas de milhares de graus. Na missão anterior, surgiram pequenas rachaduras durante a reentrada. Por segurança, a Artemis 2 adotou um método diferente, reduzindo o tempo em altas temperaturas.

Kenna Pell, da NASA, explicou ao site Space.com que a mudança limita a distância percorrida entre a entrada na atmosfera e o pouso. Assim, o escudo térmico sofrerá menos estresse, aumentando a segurança da tripulação.

cápsula orion no espaço
Registro em alta resolução da nave Orion capturado por uma câmera instalada em um dos painéis solares no segundo dia da missão Artemis 2 – Crédito: NASA / Divulgação

Leia mais:

NASA ajusta trajetórias para proteger astronautas

O planejamento da reentrada é fundamental para o sucesso da missão. Pequenas alterações de trajetória e velocidade podem reduzir riscos e proteger a cápsula. Cada ajuste é calculado para evitar sobrecarga no escudo térmico.

A equipe da NASA monitora a posição da Orion em tempo real. O horário e o ponto exato do pouso dependerão das condições meteorológicas no Pacífico. O porta-aviões USS John P. Murtha, que será usado como balsa de resgate da tripulação, já saiu do porto.

Mais detalhes sobre a reentrada serão divulgados nos próximos dias. E na noite de sexta vamos saber se realmente a Artemis 2 vai alcançar a maior velocidade já atingida por seres humanos – o que se soma aos recordes superados pela missão:

  • Primeira missão tripulada do século XXI a sobrevoar a Lua: nenhuma missão humana desde a Apollo 17 em 1972 chegou tão longe;
  • Diversidade: além de ter a primeira mulher e o primeiro homem negro a ultrapassar a órbita baixa da Terra, a tripulação forma a primeira equipe internacional a sobrevoar a Lua – todos os astronautas das missões Apollo eram dos EUA;
  • Distância recorde: a cápsula Orion alcançou cerca de 407 mil  km da Terra, superando o recorde da Apollo 13 (400.171 km) e se tornando a missão humana a ir mais longe no espaço.

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Cusco (PER) x Flamengo: onde assistir, horário e escalações do jogo da Libertadores

Nesta quarta-feira (8), Cusco (PER) e Flamengo se enfrentam em duelo válido pela 1ª rodada da Copa Libertadores 2026. A bola rola para a partida às 21h30 (horário de Brasília) no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, no Peru.

  • Competição: Copa Libertadores da América
  • Rodada: 1ª
  • Data: 08/04 (quarta-feira)
  • Horário: 21h30 (horário de Brasília)
  • Local: Estádio Inca Garcilaso de la Vega, no Peru.

Onde assistir ao Cusco (PER) x Flamengo pela Libertadores 2026?

O jogo entre Cusco (PER) e Flamengo terá transmissão ao vivo na TV Globo, GeTV (YouTube) e Paramount+ (streaming).

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Cusco (PER): Vidal; Zevallos, Choi, Ampuero e Bolívar; Díez, Aucca, Colman e Silva; Callejo e Carabajal.
    • Técnico: Alejandro Orfila.
  • Flamengo: Rossi; Varela (Danilo), Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Evertton Araújo e Jorginho; Carrascal, Arrascaeta e Lucas Paquetá (Samuel Lino); Pedro.
    • Técnico: Leonardo Jardim.

Arbitragem:

  • Árbitro: Derlis Lopez (PAR).
  • Assistentes: Roberto Cañete e José Cuevas (PAR)
  • VAR: Fernando Lopez.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Cusco (PER) x Flamengo na atual temporada:

Após uma das maiores temporadas de sua história, com a classificação para a Libertadores e o vice-campeonato peruano, o Cusco (PER) perdeu o técnico Miguel Rondelli para o Melgar, um de seus maiores rivais. Na estreia do novo comandante, Alejandro Orfila, o time venceu o antigo treinador por 3 a 1. No recorte recente, a equipe soma quatro vitórias nos últimos seis jogos e ocupa a sexta colocação na Liga 1 Apertura (campeonato peruano).

O Flamengo atravessa um momento parecido. A equipe carioca trocou inesperadamente de técnico após a goleada sobre o Madureira, por 8 a 0, na semifinal do Campeonato Carioca. Desde então, o novo técnico Leonardo Jardim tem seis jogos e quatro vitórias no Brasileirão 2026.

O grupo das equipes é o Grupo A na Copa Libertadores, que ainda conta com Estudiantes (ARG) e Independiente Medellín (COL).

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Astronautas ouviram sons estranhos na Lua no passado

No dia 1º de abril (e não é mentira!), os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), partiram em uma jornada histórica: a missão Artemis 2. O voo os levou a contornar a Lua e chegar a mais de 406 mil km da Terra, estabelecendo um novo recorde de distância do planeta percorrida por humanos.

A Artemis 2 é a primeira missão tripulada do programa lunar da NASA e é comparável à Apollo 10, realizada no passado como um voo de reconhecimento antes do pouso lunar da Apollo 11. A missão atual e a histórica compartilham o objetivo de explorar e testar procedimentos críticos para futuras missões de pouso.

Em resumo:

  • Apollo 10 fez voo de reconhecimento lunar em maio de 1969;
  • Astronautas ouviram sons estranhos no lado oculto da Lua;
  • Gene Cernan descreveu ruídos como assobios misteriosos;
  • Michael Collins também ouviu sons semelhantes na missão seguinte;
  • NASA explicou ruído como interferência nos rádios VHF.
O módulo de comando da missão Apollo 10, com John Young a bordo, chamado “Charlie Brown”, é fotografado pela câmera do módulo lunar “Snoopy”, levando os tripulantes Thomas Stafford e Eugene Cernan, após a separação na órbita lunar. Crédito: NASA

Tripulação da Apollo 10 relatou ruídos e “objetos” inusitados 

Durante o voo da Apollo 10, ocorreram episódios curiosos, que não ofereceram qualquer risco à tripulação. Em um deles, os astronautas se depararam com um inesperado “indicador de gravidade zero”: um resíduo humano que escapou e passou a flutuar pela cabine, causando surpresa e constrangimento.

O segundo episódio chamou mais atenção. No lado oculto da Lua, a tripulação ouviu assobios misteriosos, descritos como uma música espacial típica de ficção científica. O piloto do módulo lunar, Gene Cernan, comentou: “Essa música até parece de outro planeta, não é? Vocês ouvem isso?”

apollo 10
A tripulação da missão de órbita lunar Apollo 10: o piloto do Módulo Lunar, Eugene A. Cernan, o Comandante Thomas P. Stafford e o piloto do Módulo de Comando John W. Young – Crédito: NASA

Apesar da estranheza, a tripulação, formada por Cernan, Thomas Stafford e John Young, manteve a calma e seguiu com as tarefas programadas. O fenômeno também foi registrado em outras missões lunares, como na Apollo 11, quando Michael Collins, sozinho no módulo de comando orbitando a Lua enquanto Armstrong e Aldrin estavam na superfície, ouviu sons semelhantes do lado oculto do satélite.

Leia mais:

NASA explicou origem dos ruídos

A NASA havia previsto esses ruídos e assegurou que não representavam perigo. Depois, os técnicos confirmaram que o som era interferência entre rádios VHF do módulo lunar e do Módulo de Comando.

Segundo a transcrição oficial das comunicações da tripulação da Apollo 10 registradas durante a missão, o ruído começou quando o módulo lunar se separou do módulo principal e terminou com o pouso na Lua. A interrupção temporária da comunicação aumentou a sensação de mistério para os astronautas.

Segundo a CNN, Collins relatou em seu livro Carrying the Fire que, sem aviso prévio, teria se assustado bastante com o som sinistro. A explicação da NASA tranquilizou toda a equipe e esclareceu que não havia elementos extraterrestres envolvidos.

O áudio original da Apollo 10, divulgado em 2018 pela NASA, mostra por alguns segundos que o espaço sideral soou realmente estranho. O episódio mostra como pequenas falhas técnicas podem se transformar em histórias de mistério espacial. Ao mesmo tempo, destaca o rigor das missões lunares e a capacidade dos astronautas em lidar com situações inesperadas sem comprometer a segurança .

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Artemis 2: sétimo dia de viagem chega ao fim; confira o que rolou

A terça-feira (7) marcou o sétimo dia da missão Artemis 2, que levou quatro astronautas para um sobrevoo lunar. Diferentemente dos dias anteriores, os astronautas tiveram menos trabalho — mas não menos importante.

Às 14h23 (horário de Brasília), a cápsula Orion com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen deixou a zona de influência lunar. A nave deixou de ser puxada principalmente pela gravidade da Lua, começando oficialmente o trajeto de volta à Terra, que passou a exercer a maior influência sobre sua trajetória.

Após uma chamada direta com a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS), os astronautas da Artemis 2 passaram cerca de meia hora conversando com Kelsey Young, líder científica da missão em solo, para compartilhar suas impressões sobre o sobrevoo lunar.

Depois da reunião, os tripulantes iniciaram períodos de folga escalonados para descansar e recuperar energia, preparando-se para realizar as tarefas finais antes da tão aguardada reentrada na atmosfera da Terra.

Já às 22h03 (horário de Brasília), foi realizada a primeira de três manobras para correção de rota rumo à Terra. Essas manobras são necessárias para que a nave entre em linha com a atmosfera de nosso planeta.

Durante essa operação, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA, na sigla em inglês), acompanharam os sistemas da espaçonave e verificaram cada etapa do procedimento, garantindo que a cápsula siga corretamente o trajeto rumo ao planeta.

A manobra foi realizada com a queima de um dos motores e durou cerca de 15 segundos. Ela utilizou os propulsores de controle de reação da Orion e acelerou a espaçonave em cerca de 40 cm/s.

A única coisa que ficou fora do esperado foi um comportamento inesperado do software da Orion, mas, segundo a NASA, a nave está em boas condições e os tripulantes, ao lado da equipe em solo, estão analisando o ocorrido.

Leia mais:

artemis 2 orion lua
Emoção dos astronautas da Artemis 2 ao superar o recorde de distância da Terra na segunda-feira (6) – Imagem: NASA

Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2

Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo

Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua

Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto

  • A equipe testou vários equipamentos de primeiros socorros, como termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio;
  • Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
  • Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
  • Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.

Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion

  • No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
  • A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
  • Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
  • Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6). 

Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion

  • Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
  • Operação inédita: os astronautas se tornaram os primeiros a vestir e operar os novos trajes no espaço, testando rapidez e pressurização em emergências;
  • Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.

Dia 6 (6 de abril): quebra de recordes e vislumbre de um eclipse solar total

  • Os tripulantes a bordo da cápsula Orion bateram o recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, quebrando o recorde (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13;
  • A equipe sobrevoou a Lua e fez análises sobre sua topografia e batizou uma cratera;
  • No fim do dia, durante quase uma hora, eles puderam acompanhar um eclipse solar total que só pôde ser visto por eles. Eles aproveitaram para observar mais a Lua e o Sol.

Dia 7 (7 de abril): descanso merecido

  • Orion saiu da esfera de influência lunar;
  • Donald Trump, presidente dos EUA, conversou com os tripulantes;
  • Um dos motores da cápsula foi acionado para realizar a primeira de três manobras de correção de rota;
  • Restante do dia livre para os astronautas.

Artemis 2: o que está planejado para os próximos dias

A agência espacial dos Estados Unidos detalhou o plano de dez dias da missão Artemis 2. Confira abaixo:

Dia 8

As principais atividades do oitavo dia do voo incluem duas demonstrações da Orion.

Primeiro, a tripulação avaliará sua capacidade de se proteger de eventos de alta radiação, como erupções solares. Eles usarão os suprimentos e equipamentos da Orion para construir um abrigo, se necessário.

A radiação será uma preocupação constante à medida que os humanos se aventurarem no espaço profundo. E vários experimentos serão realizados com o objetivo de coletar dados sobre os níveis de radiação dentro da Orion.

Ao final do dia, a tripulação testará a capacidade de pilotagem manual da Orion, conduzindo a espaçonave por diversas tarefas. Eles vão: 

  • Centralizar um alvo escolhido nas janelas da Orion;
  • Posicionar a espaçonave com a cauda voltada para o Sol;
  • Executar manobras de atitude, comparando os modos de controle de atitude de seis e três graus de liberdade da espaçonave.

Dia 9

O último dia completo da Artemis 2 no espaço começará com os preparativos para o retorno à Terra. 

A tripulação reservou um tempo para estudar os procedimentos de reentrada e pouso na água, além de conversar com a equipe de controle de voo. Outra queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a espaçonave permaneça no caminho certo.

A tripulação executará mais demonstrações para concluir sua lista de tarefas: sistemas de coleta de resíduos, caso o banheiro da Orion não funcione corretamente, e testes de ajuste das roupas para intolerância ortostática. 

A intolerância ortostática, que pode causar sintomas como tontura e vertigem ao ficar em pé, é uma possibilidade para os astronautas quando retornarem à Terra e seus corpos precisarem se readaptar à força da gravidade sobre o fluxo sanguíneo. Roupas de compressão, usadas sob os trajes espaciais, podem ajudar.

Os membros da tripulação experimentarão suas roupas, terão suas circunferências corporais medidas e responderão a um questionário sobre o ajuste e a facilidade para vesti-las e retirá-las.

Dia 10

O último dia da missão Artemis 2 concentra-se em trazer a tripulação de volta para casa em segurança. Uma última queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a Orion esteja no caminho certo para o pouso na água. 

A tripulação retornará sua cabine à configuração original, com os equipamentos guardados e os assentos em seus lugares, e vestirá seus trajes espaciais.

O módulo da tripulação se separará do módulo de serviço, cujos motores os guiaram ao redor da Lua e de volta à Terra. Isso vai expor o escudo térmico do módulo da tripulação, que protegerá a espaçonave e a tripulação enquanto atravessam a atmosfera terrestre e temperaturas de até cerca de 1.650ºC. 

Uma vez que tenham passado com segurança pelo calor da reentrada, a cobertura que protegia o compartimento dianteiro da espaçonave será ejetada para dar lugar a uma série de paraquedas (dois paraquedas de frenagem que reduzirão a velocidade da cápsula para cerca de 495 km/h, seguidos por três paraquedas piloto que acionarão os três paraquedas principais finais). 

Essas manobras reduzirão a velocidade da Orion para aproximadamente 27 km/h para um pouso no Oceano Pacífico, onde pessoal da NASA e da Marinha dos EUA estarão esperando, concluindo a missão Artemis 2.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

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Deportivo La Guaira (VEN) x Fluminense: onde assistir, horário e escalações do jogo da Libertadores

Nesta terça-feira (7), Deportivo La Guaira (VEN) e Fluminense se enfrentam em duelo válido pela 1ª rodada da Copa Libertadores 2026. A bola rola para a partida às 19h (horário de Brasília) no Estádio Olímpico UCV em Caracas, na Venezuela.

  • Deportivo La Guaira x Fluminense
    • Competição: Copa Libertadores da América
    • Rodada: 1ª
    • Data: 07/04 (terça-feira)
    • Horário: 19h (horário de Brasília)
    • Local: Estádio Olímpico UCV em Caracas, na Venezuela.

Onde assistir ao Deportivo La Guaira (VEN) x Fluminense pela Libertadores 2026?

O jogo entre Deportivo La Guaira (VEN) e Fluminense terá transmissão ao vivo na Paramount+ (streaming).

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Deportivo La Guaira (VEN): Varela; Peña, Rivero, Gianoli, Ascanio; Perdomo, Correa, Cáceres; Meza, Paredes, Londoño (Uribe).
    • Técnico: Héctor Bidoglio.
  • Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Jemmes, Freytes, Renê; Martinelli, Hércules, Lucho Acosta, Savarino; Canobbio, John Kennedy.
    • Técnico: Luis Zubeldía.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: José Burgos (URU).
    • Assistentes: Horacio Ferreiro (URU) e Pablo Llarena (URU).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Deportivo La Guaira (VEN) e Fluminense na atual temporada:

O Deportivo La Guaira (VEN) chega em ótima fase para enfrentar o Fluminense. A equipe não perde há 10 jogos no Torneio Apertura da Venezuela e é a segunda colocada da competição.

O Fluminense também atravessa grande momento no futebol brasileiro. A equipe carioca venceu quatro dos últimos seis jogos e ocupa a terceira posição no Brasileirão 2026.

O grupo das equipes é o Grupo C na Copa Libertadores, que ainda conta com Bolívar e Independiente Rivadavia.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (03/04/2026)

Veja os destaques do Olhar Digital News desta sexta-feira:

Explosão solar coloca rastro de radiação no caminho da missão Artemis 2

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos emitiu um alerta de tempestade geomagnética de nível moderado (G2) que se estende até este sábado. O fenômeno, provocado por uma erupção solar registrada por satélites da NASA, coincide com os dias iniciais da missão Artemis 2, que transporta quatro astronautas em direção à órbita da Lua.

Artemis 2 é a última missão lunar da NASA sem auxílio do Vale do Silício

Em um desenvolvimento significativo para o programa espacial, a missão Artemis 2 marcará a última ocasião em que a NASA seguirá rumo à Lua sem um envolvimento substancial das empresas tecnológicas do Vale do Silício.

Imagens do James Webb revelam o nascimento de estrelas “invisíveis”

Registros feitos pelo Telescópio Espacial James Webb, da NASA, revelam detalhes inéditos do nascimento de estrelas na região W51, uma das áreas mais ativas de formação estelar da Via Láctea, localizada a 17 mil anos-luz da Terra. De uma ponta a outra, W51 tem 350 anos-luz. Ele conseguiu identificar astros jovens que permaneciam invisíveis para telescópios tradicionais, por estarem encobertos por densas nuvens de gás e poeira.

Medo do “rastro digital” faz usuários abandonarem redes sociais

A forma como as pessoas interagem com a internet está mudando radicalmente. Segundo dados do órgão regulador de comunicações do Reino Unido, o Ofcom, os usuários de redes sociais estão se tornando significativamente menos ativos em termos de postagens, comentários e compartilhamentos. O motivo principal? O avanço de aplicativos focados em vídeo e o medo crescente de que postagens antigas possam ser usadas contra eles no futuro.

Meta pode parar de financiar seu próprio Conselho de Supervisão

A Meta avalia encerrar o financiamento de seu Conselho de Supervisão independente após 2028, segundo informações do portal Platformer. O órgão foi criado para revisar decisões de moderação de conteúdo e políticas da plataforma. Entre os cenários considerados está a possibilidade de o grupo se desvincular da empresa e operar de forma independente.

O Olhar Digital News vai ao ar de segunda a sexta-feira nas nossas redes sociais!

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Artemis 2: saiba como foi o sexto dia da missão rumo à Lua

Nesta segunda-feira (6), a missão Artemis 2, da NASA, chegou ao seu sexto dia e alcançou muitos marcos importantes. Houve recordes quebrados e até o vislumbre de um eclipse solar total e exclusivo.

A tripulação foi despertada na manhã desta sgeunda-feira (6) com uma mensagem especial gravada pelo astronauta veterano da NASA Jim Lovell, falecido no ano passado. Ele participou das missões Apollo 8, a primeira a atingir o lado oculto da Lua, e também da 13, antiga recordista de distância da Terra.

Durante o dia, a missão Artemis 2 superou o recorde de cerca de 400 mil km de distância da Terra atingido em 1970 pela missão Apollo 13. Isso aconteceu às 14h56 (pelo horário de Brasília). Cerca de 10 minutos mais tarde, os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), iniciaram oficialmente suas observações lunares, com duração de aproximadamente sete horas.

Poucos minutos após a aproximação da Lua, Koch compartilhou suas primeiras impressões da missão. “Um dos relatos da tripulação nas janelas é que, neste momento, conseguimos ver a Lua e a Terra ao mesmo tempo”, disse ela. “É interessante, porque a Terra parece muito mais brilhante. Portanto, a própria Terra parece ter um albedo muito maior do que a Lua.”

Albedo é o brilho de uma superfície, medindo quanto da luz solar é refletida. Koch explicou que essa diferença não se deve ao tamanho aparente dos astros. “Acreditamos que isso seja independente do foco dos nossos olhos, porque, obviamente, a Terra é muito menor que a Lua em nossa visão. Como estamos vendo ambas no mesmo campo de visão, acreditamos que isso pode ser inferido como resultado de que a Terra, como um todo, possui um albedo maior.”

O líder da Artemis 2, Jeremy Hansen, aproveitou para fazer uma homenagem póstuma, dedicando uma das crateras lunares à esposa de um dos membros, que morreu de câncer em 2020. “O nome dela era Carroll, esposa de Reid, mãe de Katie e Ellie”, disse o comandante enquanto os astronautas a bordo enxugavam as lágrimas.

A cratera Carroll, recém-dedicada, pode ser encontrada perto da cratera Glushko, “logo a noroeste desta, na mesma latitude da Terra”, disse Hansen, acrescentando que “é um ponto brilhante na Lua”, visível da Terra. As filhas e a família de Wiseman estavam presentes na sala de controle da missão durante a passagem pela Lua.

Entre 19h43 e 20h25 (horários de Brasília), a equipe em solo perdeu comunicação com a equipe, mas isso já era esperado, pois a cápsula estava passando atrás da Lua nesta segunda-feira (6), o que bloqueia os sinais de rádio necessários para manter o contato com a Terra.

Conforme previsto, a interrupção das comunicações durou cerca de 40 minutos. Durante esse período, a sonda Orion fez a maior aproximação da Lua, passando a uma altitude estimada de 6.546 km, o que, segundo a NASA, aconteceu às 20h.

Apenas dois minutos depois, às 20h02, os astronautas alcançaram o ponto mais longe da Terra em toda a missão, a 406.800 km – a maior distância do planeta já atingida por qualquer ser humano.

Para fechar o dia com chave de ouro, os quatro astronautas acompanharam, durante quase uma hora, um eclipse solar total. O evento foi diferente do comum, pois o fenômeno não pôde ser visto da Terra e foi muito mais longo do que os eclipses tradicionais.

O eclipse começou às 21h35 e terminou às 22h32 (horários de Brasília), cerca de 90 minutos após a espaçonave Orion atingir sua maior distância da Terra.

A equipe da Artemis 2 aproveitou o eclipse para fazer mais análises sobre a topografia da superfície lunar e observar a coroa do Sol, algo que não é possível da Terra por conta do forte brilho da estrela.

Durante o fenômeno, os astronautas relataram ter visto quatro flashes de impacto (rochas espaciais atingem a Lua e criam um flash de luz) e filamentos, que descreveram como “fios de cabelo”, na coroa solar, visíveis ao redor da Lua.

Imagem do Sol voltando a aparecer na Orion
Momento final do eclipse, no qual o Sol começa a aparecer – Imagem: Reprodução/NASA

Leia mais:

Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2

Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo

Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua

Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto

  • A equipe testou vários equipamentos de primeiros socorros, como termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio;
  • Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
  • Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
  • Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.

Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion

  • No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
  • A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
  • Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
  • Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6). 

Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion

  • Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
  • Operação inédita: os astronautas se tornaram os primeiros a vestir e operar os novos trajes no espaço, testando rapidez e pressurização em emergências;
  • Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.

Dia 6 (6 de abril): quebra de recordes e vislumbre de um eclipse solar total

  • Os tripulantes a bordo da cápsula Orion bateram o recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, quebrando o recorde (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13;
  • A equipe sobrevoou a Lua e fez análises sobre sua topografia e batizou uma cratera;
  • No fim do dia, durante quase uma hora, eles puderam acompanhar um eclipse solar total que só pôde ser visto por eles. Eles aproveitaram para observar mais a Lua e o Sol.

Artemis 2: o que está planejado para os próximos dias

A agência espacial dos Estados Unidos detalhou o plano de dez dias da missão Artemis 2. Confira abaixo:

Dia 7

A Orion sairá da esfera de influência lunar na manhã do sétimo dia do voo. Antes que a tripulação da Artemis 2 se afaste muito da Lua, cientistas em solo, terão a oportunidade de conversar com a tripulação.

Na segunda metade do dia, o motor da Orion será acionado novamente para a primeira de três manobras de correção de trajetória de retorno, que ajustarão o caminho da Orion para casa.

O restante do dia será, em grande parte, livre para a tripulação, dando-lhes a oportunidade de descansar antes de retomarem suas tarefas finais antes do retorno à Terra.

Dia 8

As principais atividades do oitavo dia do voo incluem duas demonstrações da Orion.

Primeiro, a tripulação avaliará sua capacidade de se proteger de eventos de alta radiação, como erupções solares. Eles usarão os suprimentos e equipamentos da Orion para construir um abrigo, se necessário.

A radiação será uma preocupação constante à medida que os humanos se aventurarem no espaço profundo. E vários experimentos serão realizados com o objetivo de coletar dados sobre os níveis de radiação dentro da Orion.

Ao final do dia, a tripulação testará a capacidade de pilotagem manual da Orion, conduzindo a espaçonave por diversas tarefas. Eles vão: 

  • Centralizar um alvo escolhido nas janelas da Orion;
  • Posicionar a espaçonave com a cauda voltada para o Sol;
  • Executar manobras de atitude, comparando os modos de controle de atitude de seis e três graus de liberdade da espaçonave.

Dia 9

O último dia completo da Artemis 2 no espaço começará com os preparativos para o retorno à Terra. 

A tripulação reservou um tempo para estudar os procedimentos de reentrada e pouso na água, além de conversar com a equipe de controle de voo. Outra queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a espaçonave permaneça no caminho certo.

A tripulação executará mais demonstrações para concluir sua lista de tarefas: sistemas de coleta de resíduos, caso o banheiro da Orion não funcione corretamente, e testes de ajuste das roupas para intolerância ortostática. 

A intolerância ortostática, que pode causar sintomas como tontura e vertigem ao ficar em pé, é uma possibilidade para os astronautas quando retornarem à Terra e seus corpos precisarem se readaptar à força da gravidade sobre o fluxo sanguíneo. Roupas de compressão, usadas sob os trajes espaciais, podem ajudar.

Os membros da tripulação experimentarão suas roupas, terão suas circunferências corporais medidas e responderão a um questionário sobre o ajuste e a facilidade para vesti-las e retirá-las.

Dia 10

O último dia da missão Artemis 2 concentra-se em trazer a tripulação de volta para casa em segurança. Uma última queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a Orion esteja no caminho certo para o pouso na água. 

A tripulação retornará sua cabine à configuração original, com os equipamentos guardados e os assentos em seus lugares, e vestirá seus trajes espaciais.

O módulo da tripulação se separará do módulo de serviço, cujos motores os guiaram ao redor da Lua e de volta à Terra. Isso vai expor o escudo térmico do módulo da tripulação, que protegerá a espaçonave e a tripulação enquanto atravessam a atmosfera terrestre e temperaturas de até cerca de 1.650ºC. 

Uma vez que tenham passado com segurança pelo calor da reentrada, a cobertura que protegia o compartimento dianteiro da espaçonave será ejetada para dar lugar a uma série de paraquedas (dois paraquedas de frenagem que reduzirão a velocidade da cápsula para cerca de 495 km/h, seguidos por três paraquedas piloto que acionarão os três paraquedas principais finais). 

Essas manobras reduzirão a velocidade da Orion para aproximadamente 27 km/h para um pouso no Oceano Pacífico, onde pessoal da NASA e da Marinha dos EUA estarão esperando, concluindo a missão Artemis 2.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

O post Artemis 2: saiba como foi o sexto dia da missão rumo à Lua apareceu primeiro em Olhar Digital.



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