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O jejum intermitente explodiu na mídia em 2010 como um auxílio “milagroso” no processo de emagrecimento. Contudo, um novo estudo, coordenado pelo pesquisador Luis Ignacio Garegnani, aponta que esta forma de jejum não é tão eficaz quanto dietas tradicionais. O trabalho pode ser lido na íntegra clicando aqui.
Para realizar o experimento, os pesquisadores reuniram 22 estudos randomizados com um total de quase 2 mil participantes de quase todos os continentes.
O artigo foi publicado pela Cochrane Library, uma coleção premium e independente de base de dados, conhecida mundialmente por produzir revisões científicas com alto rigor metodológico, geralmente consideradas entre os níveis mais elevados de evidência científica.
Para quem tem pressa:
Grupo de pesquisa revisou 22 análises sobre jejum intermitente para perda de peso;
Os resultados apresentaram que a prática “pode resultar em pouca ou nenhuma diferença na perda de peso ou na qualidade de vida“;
Considerando a falta de alguns dados mais profundos, os pesquisadores afirmaram que a generalização dos estudos dificultou uma análise mais intensa sobre os possíveis benefícios ou não do jejum para a saúde além da perda de peso.
Análise ampla e diferentes vertentes
Mulher com dificuldade para comer uma salada (Imagem: Shutterstock/Pormezz)
Liderados por Luis Garegnani, pesquisador do Hospital Universitário Italiano de Buenos Aires, o grupo de cientistas da revisão reuniu 22 análises de estudos que acompanharam, no total, cerca de 2 mil pessoas durante 12 meses. O período de estudo foi de 2016 a 2024 e ouviu relatos de diversas partes do mundo, como América do Sul e Norte, Europa e países como China e Austrália.
Buscando ampliar os resultados, foram analisadas diversas vertentes dessa prática, como a dieta 5:2, que consiste na diminuição drástica de consumo calórico em dois dias não consecutivos na semana, o jejum alternado e a dieta 16:8, em que é necessário jejuar por 16 horas seguidas.
Pessoas que fizeram jejum intermitente tiveram menor ou nenhuma perda de peso em comparação com as que seguiram dietas tradicionais – Shutterstock/Reprodução
Na revisão, foi concluído que os resultados da média de perda de peso foram de 3%, número qeu fica abaixo da média de 5% considerada como significativa para os médicos.
“Comparado às orientações alimentares convencionais, o jejum intermitente pode resultar em pouca ou nenhuma diferença na perda de peso ou na qualidade de vida“, afirmaram os pesquisadores.
Uma outra hipótese levantada foi a de que o jejum poderia auxiliar em benefícios para a saúde que não estivessem ligados à perda de peso. Seguindo nessa linha, os pesquisadores afirmaram que não é possível tirar tais conclusões pelas “evidências muito incertas”.
Falta de dados e análise por curto período
Imagem: Tatjana Baibakova/Shutterstock
Por mais abrangente que o estudo tenha sido, o grupo de autores sinalizou que, baseado nos dados apresentados, não se pode tirar conclusões mais aprofundadas que aquelas já descritas acima. Uma das alegações é de que o período de 12 meses não é positivo para uma análise sobre obesidade, considerando que essa é uma condição crônica que leva mais tempo para apresentar resultados ou algum desenvolvimento.
A pesquisadora Eva Madrid, que fez parte do estudo afirmou, na revisão e em entrevista à própria Cochrane Library, que a generalização de resultados, não considerando gênero, contexto geográficoe diferentes índices de massa corporal, também dificultou o estudo.
“Com as evidências atualmente disponíveis, é difícil fazer uma recomendação geral. Os médicos precisarão adotar uma abordagem caso a caso ao orientar um adulto com sobrepeso sobre a perda de peso.”, afirmou.
Por fim, alguns pesquisadores questionam o fato de a grande fama que o jejum intermitente ganhou nos últimos anos não ter muita comprovação científica. Em entrevista à BBC News, o professor Baptiste Leurent, associado de estatística médica na University College London, afirmou que esse é “mais um exemplo de desalinhamento entre a percepção pública e as evidências científicas”.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizou ataques com drones contra centros de dados da Amazon no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (4) pela agência estatal iraniana Fars.
As ações teriam como objetivo investigar o papel dessas instalações no apoio a atividades militares e de inteligência consideradas adversárias por Teerã.
Como foi o ataque a drones contra o centro de dados da Amazon
De acordo com a mídia estatal iraniana, o ataque contra o data center localizado no Bahrein foi realizado após a inteligência do país concluir que as instalações da empresa estariam sendo utilizadas para apoiar operações militares e de inteligência dos Estados Unidos;
A agência Fars afirmou que a ofensiva foi lançada “para identificar o papel desses centros no apoio às atividades militares e de inteligência do inimigo”;
O Irã também sustenta que a instalação da Amazon no Bahrein é a maior da companhia na região e funciona como porta de entrada para os serviços avançados de computação em nuvem da empresa nos países do Golfo Pérsico e no Oriente Médio.
A Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da companhia de Jeff Bezos, informou, na segunda-feira (2), que suas instalações foram afetadas por ataques na região. Segundo a empresa, dois centros de dados nos Emirados Árabes Unidos foram atingidos diretamente por drones, enquanto no Bahrein um ataque nas proximidades causou danos à infraestrutura.
“Nos Emirados Árabes Unidos, duas de nossas instalações foram atingidas diretamente, enquanto, no Bahrein, um ataque de drone nas proximidades de uma de nossas instalações causou impactos físicos em nossa infraestrutura”, informou a AWS.
Página de status da AWS aponta problemas na região (Imagem: IB Photography/Shutterstock)
A empresa também relatou que os ataques provocaram danos estruturais, interrupções no fornecimento de energia e a necessidade de combater incêndios, resultando em mais danos provocados pela água.
“Essas descargas elétricas causaram danos estruturais, interromperam o fornecimento de energia à nossa infraestrutura e, em alguns casos, exigiram ações de combate a incêndios que resultaram em danos adicionais causados pela água”, afirmou a companhia.
Segundo o painel de monitoramento da AWS, todas as instalações afetadas permanecem fora do ar após os ataques. Alguns aplicativos populares hospedados na plataforma passaram a registrar “taxas de erro elevadas e disponibilidade degradada”.
Diante da situação, a empresa orientou clientes a adotarem medidas de contingência, incluindo a realização de backups de dados, a migração de cargas de trabalho para outras regiões e o redirecionamento do tráfego para fora do Bahrein e dos Emirados Árabes Unidos.
Guerra
De acordo com a Fars, os ataques fazem parte de operações recentes conduzidas pela Guarda Revolucionária Islâmica contra centros de dados da Amazon em Dubai e outros pontos estratégicos da região.
Os incidentes ocorreram após ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã durante o fim de semana. Em resposta, o governo iraniano lançou ações retaliatórias contra bases militares israelenses e estadunidenses ao longo da região do Golfo.
Até o momento de publicação desta matéria, a Amazon não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
Um relatório do Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês da Câmara dos Representantes dos EUA aponta que a Chinaopera ou possui acesso a várias instalações espaciais na América Latina com potencial militar. E o Brasil está na lista.
O documento cita a “Estação Terrestre de Tucano“, apresentada, da mesma forma que as demais citadas, como projeto civil e científico. Contudo, congressistas estadunidenses a veem com capacidade de uso duplo, ou seja, também podendo servir ao exército chinês.
Explicações
Com a exposição do relatório, o Ministério da Defesa foi convocado para dar explicações à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) sobre o que seria a Estação Terrestre de Tucano.
Nesta terça-feira (3), o CREDN aprovou requerimento de informação destinado à Defesa, de autoria do presidente do Colegiado, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP);
Segundo o presidente, “o relatório do Comitê Seletivo do Congresso dos EUA sobre Competição Estratégica entre os EUA e o Partido Comunista Chinês analisa como a República Popular da China está expandindo sua infraestrutura espacial na América Latina, usando projetos civis e comerciais como fachada para fortalecer a Consciência de Domínio Espacial (CDE) do Exército de Libertação Popular”;
“Considerando as implicações sensíveis que o tema acarreta para a segurança do Estado e a integridade do território nacional, impõe-se o pleno esclarecimento dos fatos pelo Ministério da Defesa”, prosseguiu.
Estação Terrestre de Tucano e relatório dos EUA
No relatório, são apontadas 11 instalações ligadas à China no Brasil, Argentina, Venezuela, Bolívia, Chile e outros. Tucano foi estabelecida em acordo realizado em 2020 como um projeto entre a startup brasileira Ayla Nanossatélites e a chinesa Beijing Tianlian Space Technology.
Não se sabe a localização exata da estação, apenas que se encontra na região de Salvador (BA). No relatório estadunidense, é descrito o laboratório conjunto de radioastronomia em Serra do Urubu, concebido em 2025 após acordo entre Instituto de Pesquisa em Comunicação de Redes de Ciência e Tecnologia Elétrica da China (CESTNCRI) e universidades federais de Campina Grande (UFCG) e Paraíba (UFPB).
A Beijing Tianlian é vinculada à Academia Chinesa de Tecnologia Espacial e à China Aerospace Science and Technology Corporation, do governo. Ambas são chaves do programa espacial da China.
Além disso, a falta de informações concisas sobre o uso da estação preocupa os congressistas, que apontam risco de uso para fins militares. Na documentação oficial, o que a estação faz é apoiar satélites de observação da Terra e comunicações espaciais.
O relatório indica que a Beijing Tianlian fornece comunicações de voz e dados entre satélites e o planeta, inclusive para missões tripuladas e satélites desenvolvidos para reconhecimentos. A Alya declarou que a estação daria suporte à constelação de satélites comerciais Alya-1, que observa a Terra.
Os congressistas estadunidenses dão conta de que o acordo entre as empresas prevê troca e armazenamento de dados operacionais por meio de suas redes de antenas interligadas. Eles entendem que essa conexão aumentaria a cobertura de órbitas polares e equatoriais e, por consequência, a capacidade de rastreamento de satélites.
Os parlamentares entendem, ainda, que essa combinação é capaz de aprimorar a “consciência situacional espacial”, o que envolve monitoramento e rastreamento de objetos espaciais.
Dessa forma, diz o documento, seria possível contribuir para inteligência militar, orientação de mísseis e acompanhamento de ativos estrangeiros. Além disso, há uma citação a uma parceria entre Alya e o Departamento de Ciência e Tecnologia da Força Aérea Brasileira (FAB) como apoio à Tucano.
Assim sendo, o comitê entende que essa ligação é uma integração sensível entre a estação em si e estruturas de defesa do Brasil. Ele recomenda que o governo dos EUA reavalie sua cooperação espacial com países que detenham infraestrutura da China e limite a expansão dessas estruturas no hemisfério ocidental.
O relatório aponta ainda que bases, como Tucano, podem aumentar a capacidade chinesa de vigilância e possível interferência em sistemas espaciais de nações consideradas adversárias por Pequim.
Humberto Barbosa, coordenador do Laboratório de Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas, diminuiu a importância do relatório. “Está muito claro hoje que, pelo nível de desenvolvimento tecnológico que esses dois países [Estados Unidos e China] alcançaram, não há qualquer necessidade de uma base fixa localizada em uma área extremamente fácil de ser rastreada e de fácil espionagem“, afirmou ao UOL.
“Não imagino um chinês colocando sua tecnologia, principalmente na área militar e com equipamentos sofisticados, em uma área tão vulnerável como o Brasil. Isso é uma piada, não dá nem para levar a sério e mostra o nível de um grupo muito específico nos Estados Unidos que ainda traz esse tipo de discussão”, prosseguiu.
Apesar da preocupação estadunidense, não há provas públicas de uso militar dessa base. Inclusive, o próprio texto admite que as instalações são apresentadas como civis e comerciais e que as suspeitas são originárias da análise de capacidades técnicas e vínculos institucionais com a área espacial da China, operada com políticas de integração civil-militar.
Mapa com indicação da localização das supostas bases militares chinesas (Imagem: Reprodução/The Select Committee on the Chinese Communist Party)
A Alya Space alegou, em nota, que atua junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e à União Internacional de Telecomunicações (UIT) e nega ter envolvimento com atividades militares ou de vigilância estratégica. Lembrou, ainda, que sua atuação é inteiramente civil e alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
Leia a nota na íntegra:
A Alya Space é uma empresa brasileira do setor espacial, sediada em Salvador (BA) e fundada no final de 2019, dedicada ao desenvolvimento de soluções espaciais sustentáveis voltadas ao monitoramento ambiental, análise territorial e apoio à tomada de decisão estratégica por meio do uso responsável da tecnologia espacial.
A empresa está desenvolvendo uma constelação e possui as licenças de operação expedidas pela UIT (União das Nações para telecomunicações – Genebra) para o lançamento de 216 satélites em órbita baixa da Terra, destinada à geração de imagens de alta resolução e dados analíticos aplicados a áreas como agricultura sustentável, resiliência climática, energia e gestão ambiental.
Atualmente, suas atividades concentram-se em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e provas de conceito tecnológicas, etapa necessária à construção segura e estruturada de um projeto espacial de longo prazo, com operação comercial ativa prevista para 2027.
A conformidade regulatória é um dos pilares centrais da Alya Space. A empresa conduz seus processos em estrita observância às legislações brasileiras e internacionais aplicáveis, atuando junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para licenciamento de radiofrequências e coordenação internacional junto à União Internacional de Telecomunicações (UIT), onde obteve o status de operadora de satélites e autorização para uso orbital de sua constelação, seguindo rigorosamente as normas vigentes em todas as etapas do projeto.
Como parte de sua estratégia, a Alya Space participa de iniciativas internacionais voltadas ao uso sustentável do espaço e à cooperação tecnológica global, alinhando suas atividades à Agenda 2030 das Nações Unidas, especialmente ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 17, que promove parcerias internacionais para o desenvolvimento sustentável.As interpretações que associam a empresa a atividades secretas de vigilância estratégica ou aplicações militares não refletem sua atuação. A Alya Space opera sob princípios estritamente civis, comerciais e alinhados às legislações nacionais e internacionais aplicáveis.
A empresa permanece à disposição das autoridades, parceiros institucionais e da sociedade para quaisquer esclarecimentos adicionais, reiterando que todas as suas atividades são conduzidas dentro dos marcos legais vigentes e orientadas ao desenvolvimento sustentável da economia espacial e ao benefício coletivo da humanidade.
Alya Space, em nota
O Olhar Digital entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores (por conta de se tratar de um assunto que envolve atores estrangeiros), com o Ministério da Defesa (responsável pela FAB e chamado pela CREDN para dar explicações) e com o Ministério da Ciência, Tenologia e Inovações (que cuida do programa espacial brasileiro). Assim que obtivermos um retorno, atualizaremos esta reportagem.
O sono dos brasileiros apresentou números que classificaram a “síndrome do sono insuficiente” como doença crônica no país. De acordo com o Ministério da Saúde, 20% dos brasileiros dormem menos de seis horas por dia e 31,7% da população sofre de insônia.
O apontamento veio através da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), pesquisa anual que visa analisar os hábitos de saúde da população brasileira. A análise foi feita no Distrito Federal e nas capitais brasileiras, e você pode conferi-la completa na íntegra clicando aqui.
Por que esse estudo sobre o sono é importante?
(Imagem: Vitória Lopes Gomez (gerada com IA)/Olhar Digital)
Em entrevista ao Jornal da USP, Andrea Toscanini, médica do Laboratório do Sono do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, comentou a importância da análise do sono brasileiro pela primeira vez.
“Foi fundamental que o Vigitel tenha colocado a síndrome do sono insuficiente como uma doença crônica no Brasil, visto que, no resto do mundo, ela é, há muitos anos, considerada uma doença crônica, inclusive pela própria Organização Mundial da Saúde, que a considera como a maior doença crônica não comunicável“, afirmou.
Como os fatores sociais e de gênero se relacionam ao sono
Mulher na cama com dificuldades para dormir (Imagem: amenic181/Shutterstock)
Um dos métodos de análise abordados pelo estudo foi a comparação de diferentes parâmetros sociais entre os participantes da pesquisa.
Por exemplo: os pesquisadores perceberam que os indivíduos que não concluíram o Ensino Fundamental (cerca de 26,7% dos participantes) dormem menos que o necessário se comparados a quem concluiu o Ensino Superior (em torno de 15,9% dos entrevistados).
Noutro contexto, a Vigitel também percebeu que as mulheres (aproximadamente 21,3%) sofrem com insuficiência de sono de maneira mais recorrente do que os homens (18,9% dos entrevistados) os quais dormem menos de seis horas por noite.
A mulher, na menopausa, do ponto de vista hormonal, muda completamente e passa a ter todos aqueles sintomas vasomotores, passa a ter uma suscetibilidade maior aos transtornos de humor e à insônia, que está muito ligada à equitabilidade psicológica. A gente sabe, por exemplo, que a insônia de início de noite pode acontecer em pessoas que têm aquela roda de pensamentos pré-sono, pensamentos intrusivos ou preocupações. Nós vimos nesse estudo que o perfil de pacientes que têm mais insônia é daqueles que têm uma renda menor, então, a mulher, que muitas vezes tem uma dupla jornada, que inclui a responsabilidade da casa e dos filhos e tem uma renda um pouco menor, acaba sendo sobrecarregada.
— Andrea Toscanini, médica do Laboratório do Sono do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Consequências e problemas para a saúde
O sono insuficiente e de má qualidade pode ter grandes complicações na saúde, não apenas para o corpo, mas, principalmente, na saúde mental. Andrea comenta:
Esses pacientes que apresentam os sintomas de insônia estão mais suscetíveis a uma série de comorbidades, sendo as principais complicações a depressão, hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e obesidade. Há também efeitos cognitivos que aumentam o risco do paciente desenvolver problemas de memória, atenção, foco ou algum tipo de demência. As consequências do sono encurtado são de ordem muito séria.
Entre crianças e jovens, o sono influencia em questões como desempenho na escola, mas também pode estar relacionado a distúrbios de atenção e até psicológicos.
A especialista destacou que os jovens também apresentam problemas de sono, o que pode afetar diretamente o desempenho escolar. Segundo ela, a falta de descanso tem consequências cognitivas mais intensas nessa faixa etária. No caso das crianças, ela aponta que dificuldades como déficit de atenção ou transtorno opositor desafiador podem estar relacionadas à qualidade do sono, gerando impactos que se acumulam ao longo do tempo.
Como ter uma boa noite de sono?
Para manter uma boa rotina de sono, a Sleep Foundation aponta os seguintes hábitos:
Estabeleça uma rotina de sono, dormindo e acordando no mesmo horário;
Não utilize dispositivos eletrônicos a pelo menos 30 minutos antes de dormir;
Opte por descansar em um ambiente silencioso e escuro;
Não exagere em cochilos durante o dia;
Pratique exercícios de relaxamento de corpo e mente;
A Seleção Brasileira Feminina encara a Venezuela em um amistoso nesta quarta-feira (04) às 18h30h (horário de Brasília) no Centro de Treinamento da Federação Mexicana, em Toluca.
Brasil x Venezuela
Competição: Amistoso
Data: 04/03 (terça-feira)
Horário: 18h30 (horário de Brasília)
Local: Centro de Treinamento da Federação Mexicana, em Toluca.
Com um retrospecto forte nos últimos amistosos e nas edições recentes da Copa América, o Brasil é o favorito diante da Venezuela. Os últimos duelos, pela Copa América (2025 e 2022), terminaram em 2 a 0 e 4 a 0. A Seleção vem de 5 a 2 sobre a Costa Rica, enquanto as venezuelanas perderam por 2 a 1 para o Cruz Azul.
Nesta terça-feira (03), Barcelona e Atlético de Madrid se enfrentam em jogo válido pela volta da semifinal da Copa do Rei. A bola rola às 17h (horário de Brasília) no Spotify Camp Nou, em Barcelona (Espanha).
O Barcelona entra pressionado para reverter o placar de 4 a 0 do jogo de ida, mas tenta usar o cenário adverso como motivação. A equipe vem embalada por goleada sobre o Villarreal CF, com destaque para Lamine Yamal, autor de um hat-trick que garantiu a vitória do time catalão.
Do outro lado, o Atlético de Madrid chega em situação confortável. A vantagem construída na ida permite ao time de Diego Simeone variar estratégias, controlar o ritmo e explorar transições. A tendência é de postura compacta, disciplina tática e foco em capitalizar erros do adversário.
A Anthropic anunciou que está levando mais um recurso antes restrito a assinantes pagos para o plano gratuito do Claude. A partir de agora, usuários da versão gratuita do chatbot poderão optar por permitir que a ferramenta faça referência a conversas anteriores para informar suas respostas.
A empresa tornou o Claude capaz de lembrar interações passadas pela primeira vez em agosto do ano passado. No fim do ano, adicionou a capacidade de compartimentalizar memórias. Agora, a funcionalidade de memória passa a integrar também o plano gratuito.
A mudança ocorre em um momento oportuno: mais cedo, a Anthropic facilitou a importação de conversas anteriores de um chatbot concorrente para o Claude.
Após ativar a memória, o usuário pode desativar o recurso a qualquer momento. É possível apenas pausar a funcionalidade — preservando as memórias para uso futuro — ou excluí-las completamente, garantindo que não fiquem armazenadas nos servidores da Anthropic.
Desenvolvedora do Claude, Anthropic entrou em rota de colisão com o governo dos EUA (Imagem: gguy/Shutterstock)
Anthropic e Claude: popularidade em alta e disputa com o governo dos EUA
O Claude vive um momento de popularidade crescente. Recentemente, o aplicativo alcançou o primeiro lugar entre os apps gratuitos na App Store;
Ao mesmo tempo, a Anthropic está envolvida em uma disputa contratual de alto risco com o governo dos Estados Unidos relacionada a salvaguardas de IA;
Na sexta-feira (27), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, classificou a empresa como um “risco na cadeia de suprimentos” depois que a Anthropic se recusou a assinar um contrato que, segundo a startup, iria contra seus princípios de não militarizar a IA;
Após a declaração de Hegseth, a Anthropic afirmou que vai contestar a designação.
Por enquanto, resta acompanhar como a situação irá evoluir e quais podem ser as implicações para a empresa.
O Olhar Digital traz os principais lançamentos da Netflix semanalmente. Nesta semana, você confere as produções que chegam ao catálogo do streamingentre 2 e 8 de março de 2026.
Dentre as estreias, os assinantes poderão assistir a títulos exclusivos como o filme Máquina de Guerra, o documentário Os Dinossauros, a minissérie Vladimir e a primeira temporada de Namorado por Assinatura. Também chegam ao catálogo da Netflix filmes como Os Fantasmas Se Divertem e Os Fantasmas Ainda Se Divertem, além de novas temporadas de Pessoa de Interesse.
Lançamentos da Netflix de 2 a 8 de março de 2026
Confira abaixo a lista completa de lançamentos da Netflix no período entre 2 e 8 de março de 2026:
Segunda-feira – 02/03
As Fabulosas Aventuras dos Freak Brothers (novas temporadas)
Wind Breaker (anime)
Quarta-feira – 04/03
Street Flow 3
Filme | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (França)
No capítulo final da trilogia “Street Flow”, a vida segue sendo feita de escolhas para os três irmãos. Noumouké alcança um marco na carreira musical, mas as influências da rua ameaçam prejudicar sua trajetória para sempre. Demba constrói uma nova vida ao lado de Djenaba, mas as decisões que tomou no passado cobram um preço. Soulaymaan avança profissionalmente como advogado e reencontra o amor. No entanto, com a proximidade das eleições municipais, seu compromisso com os moradores do bairro vem sendo questionado. As decisões de três irmãos determinarão não só o futuro de cada um, mas o destino de toda a família. Será que eles farão a escolha certa?
Casais em Terapia – Temporada 1
Série | Original Netflix | Reality show | Ano de Produção: 2026 (Reino Unido)
Neste reality, sete casais saem de suas zonas de conforto e vão fazer terapia para tentar resolver os problemas de seus relacionamentos.
DOC – Temporada 1
Série | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (México)
Após uma tentativa de assassinato, Andrés Ferrara, chefe de Departamento de Clínica Médica, perde a memória dos últimos 12 anos. Com uma vida que não reconhece mais, ele é forçado a reaprender várias lições e tentar recuperar tudo o que amava, mas que agora parece perdido. Ferrara vai precisar se conhecer novamente e reconstruir sua vida com a ajuda da família e dos colegas, que também podem dificultar as coisas às vezes.
Re/Member: A Última Noite (filme)
Minha Namorada Assombrosa (filme)
Pessoa de Interesse (novas temporadas)
Quinta-feira – 05/03
Vladimir
Minissérie | Original Netflix | Comédia | Drama | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
Ao ver sua vida virar de cabeça para baixo, uma professora intensa fica perigosamente obcecada por um novo colega de trabalho. Sedução e obsessão se misturam numa minissérie repleta de desejos proibidos, humor ácido e personagens carismáticos e imprevisíveis. À medida que os limites se confundem e os segredos ameaçam vir à tona, ela arriscará tudo para realizar suas fantasias mais escandalosas. Baseada no aclamado livro de Julia May Jonas.
Um Amigo, Um Assassino
Minissérie | Original Netflix | Documentário | Ano de Produção: 2026 (Dinamarca)
Neste documentário, três amigos relembram os crimes que sacudiram a região tranquila da Dinamarca onde moravam.
Sexta-feira – 06/03
Máquina de Guerra
Filme | Original Netflix | Ação | Ficção científica | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
Na última etapa da seleção para os Rangers do exército americano, um treinamento de uma tropa de elite se transforma numa verdadeira luta pela sobrevivência.
Parque Lezama
Filme | Original Netflix | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Argentina)
Um ex-militante comunista e um homem que não gosta de conflitos fazem uma amizade improvável no banco de um parque, onde dividem histórias de vida com humor e emoção.
Os Dinossauros – Temporada 1
Série | Original Netflix | Documentário| Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
Dos primeiros aos últimos dinossauros, esta série documental explora o reinado de 165 milhões de anos dessas criaturas na Terra. E as forças que moldaram essa evolução. A narração é de Morgan Freeman.
O Assassino do TikTok – Temporada 1
Série | Original Netflix | Documentário | Ano de Produção: 2026 (Espanha)
Quando Esther desaparece sem deixar rastros, sua família consegue reconstruir seus últimos passos graças a José Jurado Montilla, viajante que percorre a Espanha compartilhando no TikTok vídeos de suas aventuras. Mas “Dynamite” Montilla, a última pessoa a estar com Esther, esconde um passado sombrio.
Namorado por Assinatura – Temporada 1
Série | Original Netflix | Romance | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
A série acompanha a exausta produtora de webtoons Mi-rae. Em busca de fugir da realidade, ela se inscreve em uma plataforma de simulação de namoro virtual, onde pode viver os encontros dos seus sonhos.
Olá, Bachhon! – Temporada 1
Série | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Índia)
Baseado numa história real, o filme acompanha um professor de Física que decide tornar a educação de qualidade acessível a todos por meio da internet.
Nesta segunda-feira (2), Real Madrid e Getafe se enfrentam em partida válida pela 26ª rodada da La Liga 2025/26. A bola rola para o jogo às 17h00 (horário de Brasília) no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri.
Real Madrid x Getafe:
Competição: La Liga 2025/26
Rodada: 26ª
Data: 02/03 (segunda-feira)
Horário: 17h00 (horário de Brasília)
Local: Estádio Santiago Bernabéu, em Madri (Espanha)
O Real Madrid é o segundo colocado da La Liga, com 60 pontos conquistados em 25 partidas. Com um total de 19 vitórias, três empates e três derrotas, a equipe da capital espanhola está apenas um ponto atrás do líder Barcelona. Apesar do bom desempenho na competição, o Real vem de derrota para o Osasuna, por 1 a 2.
Já o Getafe ocupa a 13ª posição na tabela do Campeonato Espanhol, com 29 pontos e campanha de oito vitórias, cinco empates e 12 derrotas. O Getafe também vem de derrota na La Liga, por 0 a 1 para o Sevilla.
Nesta segunda-feira (2), Flamengo e Madureira se enfrentam no jogo de volta da semifinal do Campeonato Carioca 2026. A bola rola às 21h00 (horário de Brasília) no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
O Flamengo passou pela fase de grupos do Carioca com a quarta melhor campanha do Grupo B, com sete pontos conquistados em seis partidas, totalizando campanha de duas vitórias, um empate e três derrotas. Nas quartas de final, derrotou o Botafogo em jogo único, pelo placar de 2 a 1.
Já o Madureira avançou como segundo colocado também do Grupo B, com oito pontos e campanha de duas vitórias, dois empates e duas derrotas. Nas quartas, eliminou o Boavista, também pelo placar de 2 a 1.
No jogo de ida, o Flamengo abriu grande vantagem para garantir vaga na final, com vitória por 3 a 0 jogando na casa do adversário.
De forma geral, o etanol, enquanto combustível para carro, é menos poluente que a gasolina e, em alguns contextos, menos poluente que a energia elétrica. Então, por que não se fabricam mais os carros com funcionamento 100% a álcool? O Olhar Digital apurou as informações e responde a essas e outras dúvidas nos parágrafos a seguir.
Por que as fabricantes de veículos não produzem carros com funcionamento 100% a etanol?
Por que existem os carros “flex”
Chevrolet Onix é um carro flex (Divulgação: Chevrolet)
Os carros flex são veículos que aceitam como combustível o álcool, gasolina ou a mistura dos dois. Isso é inovador porque permite ao condutor escolher com qual opção deseja abastecer o carro — e esta decisão encontra-se atrelada à questão do preço do combustível na hora do abastecimento.
Contudo, se você tem um carro que funciona apenas à base de um tipo de combustível, seu motor fica preso a essa característica. Em outras palavras, se o preço da gasolina encarecer, por exemplo, não existe a possibilidade de você trocá-lo pelo álcool (e vice-versa).
Carros com funcionamento 100% a etanol não poderiam competir com os modelos “flex”, pois deixariam o consumidor preso a apenas um tipo de combustível. Além disso, alguns modelos de carros flex são mais baratos que certos carros que funcionam apenas a gasolina, então, por que pagar mais caro para ficar limitado a somente uma fonte de combustível?
Etanol tem menor autonomia
Kwid é um dos mais baratos à venda no Brasil, mas não é um dos mais econômicos (Imagem: Divulgação/Renault)
A gasolina é, costumeiramente, mais cara que o álcool. Contudo, seu contraponto é que ela permite uma autonomia maior para o veículo. Isso significa que 20 litros de gasolina permitem ao carro fazer um percurso muito mais longe do que 20 litros de álcool.
Comparando o potencial energético, os veículos tendem a consumir 30% a mais de álcool para rodar a mesma distância que um carro movido a gasolina. Desta forma, um carro com funcionamento 100% a etanol teria uma autonomia menor (se comparado aos abastecidos a gasolina) e precisaria de um tanque maior. Isso facilmente não agradaria aos consumidores.
Em regiões que alcançam uma temperatura baixa, algo pode ser notado dentro do seu carro: o etanol evapora mais rapidamente do que a gasolina. Ou seja, você perde combustível mais facilmente.
Além disso, dar a partida no carro em meio ao frio, quando abastecido apenas por álcool, costuma ser problemático. Os carros flex, contudo, já resolveram esse problema devido à utilização de sistema de pré-aquecimento e injeção eletrônica avançada.
Desta forma, se comparado novamente ao carro flex, um veículo 100% a etanol não parece melhor.
Traumas pelo passado do Brasil
(Imagem: ThePowerPlant / Shutterstock.com)
Durante os anos 80, houve um programa nacional intitulado Proálcool. Seu objetivo era bastante ambicioso: reduzir ao máximo a dependência do Brasil pelo petróleo importado. Além disso, poderia fortalecer a economia interna e até aproveitar a produção nacional de cana-de-açúcar.
O impacto foi tão grande que mais de 90% dos carros novos, vendidos no Brasil em meados dos anos 80, eram movidos a álcool. Essa mudança foi tão significativa que o país tornou-se referência mundial no quesito biocombustível.
Infelizmente, um problema aguardava os condutores em um futuro próximo: o aumento do açúcar no mercado internacional. Ficou tão caro produzir etanol que as usinas deram preferência à produção do açúcar refinado.
Como consequência, faltou etanol nos postos, filas gigantescas se formaram para abastecer com os últimos recursos disponíveis e várias pessoas ficaram com os carros parados, pois se o único combustível que o motor aceitava era álcool, mas não havia combustível disponível, o carro não poderia ser conduzido.
Esse problema, naturalmente, gerou uma quebra de confiança nos consumidores. Assim que possível, muitos mudaram seus carros para aqueles movidos à gasolina e despencaram as vendas de carros movidos apenas a álcool. Em 2003, surgiu o carro flex, uma salvação para muitos.
Clássico na Inglaterra! Neste domingo (01), Arsenal e Chelsea fazem o London Derby, válido pela 28ª rodada da Premier League. A bola rola às 13h30 (horário de Brasília) no Estádio Emirates, em Londres (Inglaterra).
O Arsenal lidera a tabela com 60 pontos. Na última rodada, a equipe de Mikel Arteta venceu o Tottenham Hotspur por 4 a 1. O Chelsea soma 45 pontos e ocupa a quinta colocação. No jogo anterior, os Blues empataram em 1 a 1 com o Burnley.
Por Bruno Capozzi, editor executivo do Olhar Digital
Parte da comunidade do Olhar Digital já me conhece porque, de vez em quando, eu apresento o Olhar Digital News – nossa live diária. Também produzo matérias daqui de Dubai, onde eu moro.
Como Dubai às vezes aparece na programação do Olhar Digital, resolvi escrever este relato — hoje não para falar de ciência e tecnologia, mas para compartilhar como foi o sábado de escalada de tensão aqui no Oriente Médio.
A gente já acordou com as notícias envolvendo Estados Unidos e Irã. No horário de Brasília, era madrugada; aqui em Dubai já era manhã – estamos sete horas à frente.
Por volta de uma da tarde (hora local), a tensão chegou de fato aos Emirados Árabes Unidos. Começamos a ouvir os primeiros estrondos — um barulho forte, com janelas tremendo. Não é algo comum por aqui. Eu nunca tinha ouvido um míssil. Então, a ficha só caiu pelo contexto das notícias e pelo que vinha sendo reportado ao longo do dia.
Esses estrondos se repetiram em ondas ao longo da tarde e seguiram acontecendo até a madrugada. Eu escrevi este relato por volta de cinco da manhã, no horário de Dubai, e até pouco antes ainda era possível ouvir novos barulhos, relacionados a interceptações.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades locais, foram 137 mísseis e 209 drones interceptados.
Pouco depois dos primeiros estrondos, o governo confirmou oficialmente que se tratava da interceptação de mísseis e informou a morte de uma pessoa em Abu Dhabi, causada pelos destroços de mísseis abatidos.
Mais tarde, houve a confirmação de outra morte, dessa vez no aeroporto de Abu Dhabi, após um ataque iraniano. As autoridades também comunicaram que pessoas ficaram feridas em incidentes no aeroporto de Dubai e em um hotel na região de Palm Jumeirah, uma área turística e nobre da cidade.
Antes, voltando para o começo da tarde, o governo anunciou o fechamento do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos. E, quando se fala em fechar o espaço aéreo de Dubai e Abu Dhabi, estamos falando de dois dos maiores hubs de aviação do mundo. As consequências não ficam restritas ao Oriente Médio: há um efeito em cascata no mundo todo, porque muitos voos não apenas chegam aos Emirados, como também passam por aqui em conexões para países da Ásia e até para a Austrália. Foi, portanto, um dia de transtornos para a aviação global.
Eu moro na região de Dubai Marina, um bairro muito movimentado e turístico, com muitos prédios residenciais e comerciais — além de uma área financeira importante. Aqui, ouvimos dezenas de estrondos ao longo do dia, com sensação de vibração e janelas mexendo. Você pode imaginar a apreensão.
No vídeo a seguir, dá para ouvir estrondos e ver o que parece ser um míssil no céu.
Depois das interceptações, a gente via fumaça no céu, como mostra a foto a seguir:
Apesar disso, do ponto de vista do funcionamento da cidade, não houve grandes restrições. Não foi decretado toque de recolher. Serviços continuaram operando normalmente. Agora mesmo enquanto escrevo, da minha janela, vejo um mercado e uma farmácia 24h.
Essa é a ambiguidade do dia: um clima de tensão muito forte, mas com sinais de normalidade na rotina — se é que dá para chamar assim.
Instituições de ensino privadas em Dubai passarão ao ensino à distância até quarta-feira, 4 de março, como medida de precaução.
O governo também enviou alertas. Primeiro, um SMS dizendo que a situação estava sob controle, mas orientando a população a buscar locais seguros. Depois, veio um alerta mais incisivo, semelhante aos alarmes de Defesa Civil no Brasil, em que o celular apita e o aviso toma a tela. A orientação era clara: procurar um lugar seguro, ficar em prédios considerados seguros e longe de janelas.
Ao longo do dia, as autoridades locais também informaram que mantinham reuniões com países vizinhos. Nos comunicados oficiais, a linha adotada foi a de buscar diálogo e saídas diplomáticas, condenando os ataques, mas afirmando ter o direito de responder para defender a soberania nacional.
Aqui entra um contexto importante: os Emirados Árabes Unidos costumam ser vistos como uma “bolha” no Oriente Médio. Em Dubai, estima-se que cerca de 80% da população seja estrangeira. É um país que depende muito dessa estabilidade — tanto por segurança quanto por economia — e, muito por isso, em momentos de escalada regional, o comportamento do governo costuma ser mais voltado à diplomacia.
Eu também faço parte de grupos de brasileiros aqui e, ao longo do dia, as pessoas foram trocando informações, compartilhando comunicados e orientações oficiais. O clima foi, sem dúvida, de muita apreensão.
Agradeço muito pela atenção. Espero que, na próxima vez que eu apresentar o Olhar Digital News direto de Dubai, a situação já esteja melhor. De qualquer forma, a gente volta com informações a qualquer momento.
Neste sábado (28), Botafogo e Boavista se enfrentam no jogo de volta da semifinal da Taça Rio, competição destinada às equipes eliminadas nas quartas de final do Campeonato Carioca. A bola rola às 19h30 (horário de Brasília) no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ).
Botafogo x Boavista:
Competição: Taça Rio, Campeonato Carioca
Rodada: semifinal, jogo de volta
Data: 28/02 (sábado)
Horário: 19h30 (horário de Brasília)
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
O Botafogo foi eliminado do Campeonato Carioca nas quartas de final pelo Flamengo e, por isso, disputa a Taça Rio. No jogo de ida, o Glorioso abriu vantagem de 2×0 no placar. No Brasileirão, o Fogão vem de duas derrotas seguidas e está na 14ª posição da tabela.
Do outro lado, o Boavista acabou eliminado para o Madureira e, agora, precisa de pelo menos três gols diferença para vencer o Botafogo.
Neste sábado (28), Novorizontino e Corinthians se enfrentam pela semifinal do Paulistão 2026, em jogo único. A bola rola às 20h30 (horário de Brasília) no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP).
Novorizontino x Corinthians:
Competição: Paulistão 2026
Rodada: semifinal, jogo único
Data: 28/02 (sábado)
Horário: 20h30 (horário de Brasília)
Local: Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP)
Onde assistir Novorizontino x Corinthians no Paulistão?
O jogo entre Novorizontino e Corinthians terá transmissão pelos canais Record (TV aberta) e TNT (TV fechada), pelo canal do YouTube CazéTV e pelo streaming HBO Max.
Prováveis escalações
Novorizontino: Jordi; Alvariño, Patrick, Dantas (Eduardo Brock) e Mayk; Léo Naldi, Luís Oyama, Tavinho, Maykon e Rômulo; Robson.
Técnico: Enderson Moreira.
Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Ramalho e Bidu; Raniele, Breno Bidon, Carrillo e Garro; Memphis Depay e Gui Negão.
Técnico: Dorival Júnior.
Árbitro: João Vitor Gobi.
As escalações são confirmadas cerca de uma hora antes do jogo.
O Novorizontino fechou a primeira fase do Paulistão na liderança da tabela. Já nas quartas de final, superou o Santos por 2×1 para avançar de fase. Este ano, o Tigre joga novamente a Série B do Brasileirão.
Do outro lado, o Corinthians avançou de fase na 5ª posição e, nas quartas, passou sufoco contra a Portuguesa-SP, com vitória nos pênaltis. No Brasileirão, o Timão vive bom momento e vem de três rodadas sem perder (2 vitórias e 1 empate), ficando na 3ª posição da tabela.
Na madrugada deste sábado (28), o CEO da OpenAI, Sam Altman, anunciou um acordo entre a empresa e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para uso de sua inteligência artificial (IA).
“Esta noite, chegamos a um acordo com o Departamento de Guerra para implantar nossos modelos em sua rede classificada”, escreveu. “Em todas as nossas interações, o DoW [sigla em inglês para Departamento de Guerra] demonstrou profundo respeito pela segurança e um desejo de colaborar para alcançar o melhor resultado possível.”
Quebra de braço entre Anthropic e Pentágono resulta em vitória da OpenAI
O acordo anunciado por Altman é mais um capítulo na queda de braço entre o governo Trump e a Anthropic, desenvolvedora do Claude;
Enquanto o Pentágono exigia que a startup liberasse sua IA para usos militares legais, o CEO da companhia, Dario Amodei, adotou tom que contrariava os desejos dos EUA;
Amodei e sua empresa queriam garantias de que seus modelos de IA não seriam utilizados em armas totalmente autônomas ou para vigilância em massa dos cidadãos estadunidenses;
Por conta da inflexibilidade da Anthropic, o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou que a startup passou a ser considerada um risco à segurança nacional em sua cadeia de suprimentos;
Isso é comum com adversários estrangeiros e poderá forçar os fornecedores do Departamento a garantir que não estão usando os modelos da empresa de Amodei.
A fala do secretário veio de encontro a uma postagem de Trump, afirmando que ordenou que todos os setores do governo parem de usar a tecnologia da startup imediatamente. Apenas o Pentágono terá seis meses para remover a tecnologia de seus equipamentos militares.
Agora, com o acordo da OpenAI com o governo dos EUA, chega ao fim uma semana tumultuada para o setor, que se viu no centro de um debate político sobre quais os limites para uso da IA.
A Anthropic foi a primeira empresa a implantar seus modelos na rede classificada do Departamento de Defesa. Nos últimos tempos, a startup negociava os termos de seu contrato em curso, até que as conversas foram encerradas.
Amodei e sua empresa “bateram o pé” e perderam o contrato com a administração Trump (Imagem: El editorial/Shutterstock)
Segundo a CNBC, na quinta-feira (26), Altman enviou um memorando a seus funcionários no qual dizia que a OpenAI compartilhava as mesmas “linhas vermelhas” que a Anthropic. Já na publicação deste sábado (28), ele disse que os militares aceitaram seus termos restritivos.
“Dois de nossos principais princípios de segurança são proibições de uso para vigilância doméstica em massa e responsabilidade humana para uso da força, incluindo para sistemas de armas autônomas”, explicou. “O DoW concordou com esses princípios, os reflete em suas leis e políticas e entramos em acordo”, prosseguiu.
Conforme a CNBC, ainda não se sabe o motivo pelo qual o governo aceitou as exigências da OpenAI e não as da Anthropic, ao passo em que membros importantes da gestão Trump vinham, há meses, criticando a companhia de Amodei por estar, supostamente, preocupada em excesso com a segurança em torno da IA.
Altman ainda disse que sua empresa criará “salvaguardas técnicas para garantir que seus modelos se comportem como eles devem se comportar”, além de que a startup irá realocar alguns funcionários para “ajudar com nossos modelos e garantir sua segurança”.
“Pedimos ao DoW que ofereça esses mesmos termos a todas as empresas de IA […] entendemos que cada uma delas deve estar disposta a aceitar. Temos expressado nosso profundo desejo de ver as coisas se acalmarem no que tange às ações legais e governamentais e em direção a acordos razoáveis”, finalizou.
Por sua vez, a Anthropic chegou a soltar um comunicado na sexta-feira (27), no qual se disse “profundamente triste” pela decisão do Pentágono de colocar a empresa na lista negra da cadeia de suprimentos. Ela também afirmou que pretende recorrer à Justiça para demover a instituição da decisão.