Lua hoje: confira a fase da Lua deste domingo 28/06/2026

Hoje, 28 de junho de 2026, a Lua está na fase Crescente e 99% visível. Confira o calendário completo de fases da Lua em junho. As informações sobre as fases da Lua do mês de junho são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Lua hoje: confira as próximas fases

As fases da Lua no mês de junho de 2026 começaram no dia 8 com a chegada da Lua Minguante, seguida da Lua Nova, no dia 14. A Lua Crescente iniciou às 18h55 do último domingo (21) e precede a Lua Cheia, que chega no dia 29, às 20h58.

fases da Lua
Lunação: a cada 29,5 dias (em média), a Lua inicia um ciclo lunar, que começa na fase nova e se encerra na minguante. Imagem: Elena11 – Shutterstock

Leia mais:

Calendário fases da lua junho de 2026

  • Lua Minguante: dia 8 às 07h03
  • Lua Nova: dia 14 às 23h56
  • Lua Crescente: dia 21 às 18h55
  • Lua Cheia: dia 29 às 20h58

O que é o ciclo lunar?

Uma lunação ou ciclo lunar, como é chamado o intervalo de tempo entre luas novas, é sutilmente variável, com média de duração de 29,5 dias. Durante esse período, ela passa pelas quatro fases principais (nova, crescente, cheia e minguante), e cada uma se prolonga por aproximadamente sete dias.

Também existem as “interfases”: quarto crescente e crescente gibosa (entre as fases nova e cheia) e minguante gibosa e quarto minguante (entre a cheia e a minguante).

Nova, Crescente, Cheia e Minguante são as quatro fases principais da Lua. – Crédito: Allexxandar – Shutterstock

Entenda cada fase da Lua

Lua Nova

Na Lua Nova, o satélite se posiciona entre a Terra e o Sol. Isso faz com que o lado iluminado da Lua fique voltado para o Sol, enquanto o lado escuro fica voltado para nós. Por esse motivo, a Lua não é visível no céu noturno. Essa fase marca o início de um novo ciclo lunar e está relacionada ao recomeço e a novas possibilidades.

Lua Crescente

Depois da Lua Nova, surge a fase Crescente. Aos poucos, uma pequena faixa iluminada começa a aparecer no céu, aumentando noite após noite. No início, vemos apenas um fino arco de luz, mas com o passar dos dias a parte iluminada cresce até que metade da Lua esteja visível, momento chamado de Quarto Crescente. Essa fase simboliza crescimento, desenvolvimento e a construção de novos caminhos.

Lua Cheia

Na Lua Cheia, a Terra se encontra entre o Sol e a Lua. Isso permite que o lado lunar voltado para nós receba luz por completo, tornando-se totalmente visível e brilhante no céu. É o período de maior intensidade luminosa, quando a Lua nasce no horizonte exatamente no momento em que o Sol se põe. A Lua Cheia é associada à plenitude, ao auge de processos e à energia em seu ponto máximo.

Lua Minguante

Após a Lua Cheia, a luz da Lua começa a diminuir gradualmente. A cada noite, vemos menos da sua superfície iluminada. Quando apenas metade dela está visível, ocorre o Quarto Minguante, fase oposta ao Quarto Crescente. A Lua continua a perder luminosidade até chegar novamente à Lua Nova, reiniciando o ciclo. A fase Minguante simboliza reflexão, encerramento e preparação para novos começos.

Qual a fase da Lua hoje?

Hoje a Lua está na fase Crescente.

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Que horas são na Lua? Fuso horário lunar cria embate entre EUA e China 

Aqui na Terra, a humanidade conseguiu padronizar as horas há mais de um século. Agora, com o retorno das missões tripuladas à Lua, um novo desafio surge: definir que horas são por lá. A questão envolve tecnologia, segurança e uma disputa estratégica entre Estados Unidos e China, as duas maiores potências da exploração espacial na atualidade.

Um exemplo histórico ajuda a entender o problema. Na cidade de Bristol, na Inglaterra, existe um antigo relógio instalado no edifício Corn Exchange com dois ponteiros de minutos. Um marca o horário de Londres e o outro, o de Bristol, que ficava cerca de dez minutos atrasado por causa da diferença na posição do Sol entre as duas cidades.

Na época, cada município seguia seu próprio horário solar, o que funcionava enquanto as viagens eram lentas. Porém, a expansão das ferrovias tornou essa prática inviável. Em 1840, a companhia Great Western Railway adotou um horário único em toda a sua rede de trens, utilizando como referência o Tempo Médio de Greenwich (GMT). Mesmo assim, algumas cidades resistiram à mudança, e o curioso relógio de Bristol acabou mantendo os dois horários ao mesmo tempo.

horário na lua
EUA e China divergem sobre o horário lunar. – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

Agora, uma situação parecida pode se repetir, mas a cerca de 400 mil km da Terra. Estados Unidos e China ainda não chegaram a um consenso sobre qual sistema de horário deverá ser adotado na Lua. Embora pareça um detalhe técnico, especialistas alertam que a falta de um padrão pode dificultar a comunicação entre satélites, sondas e futuras bases lunares, aumentando até o risco de acidentes.

Como cada potência global entende o horário na Lua

Os Estados Unidos encarregaram a NASA de desenvolver o chamado Tempo Lunar Coordenado (LTC, na sigla em inglês), que serviria como referência para todas as futuras operações lunares americanas. O sistema também seria integrado à LunaNet, uma rede de comunicação e navegação semelhante ao GPS terrestre, planejada para apoiar missões científicas e tripuladas.

A China, por sua vez, segue um caminho diferente. Seu programa espacial Chang’e já conta com os satélites retransmissores Queqiao-1 e Queqiao-2, que operam ao redor da Lua e fornecem comunicação até mesmo com equipamentos instalados no lado oculto do satélite natural, região onde sinais enviados diretamente da Terra não conseguem chegar.

Esses satélites representam os primeiros passos para a criação de um sistema de posicionamento lunar próprio, semelhante ao GPS. Como qualquer sistema desse tipo depende de relógios extremamente precisos, a definição de um padrão de tempo torna-se essencial. Até o momento, a China não aderiu ao modelo proposto pelos estadunidenses.

Na prática, isso significa que, no futuro, equipamentos desenvolvidos por cada país poderão utilizar referências de tempo diferentes. Caso não exista uma forma eficiente de sincronização, satélites, veículos espaciais e instrumentos científicos poderão enfrentar dificuldades para trocar informações ou operar em conjunto.

base lunar nasa
A NASA planeja construir uma base permanente perto do polo sul da Lua no início da próxima década. – Crédito: NASA

A estratégia de poder por trás do controle do tempo 

Essa disputa também possui um importante componente econômico e estratégico. Empresas privadas interessadas em participar da futura economia lunar precisam saber quais padrões técnicos serão utilizados antes de investir bilhões de dólares em satélites, sistemas de navegação e equipamentos de exploração. Quem definir primeiro essas regras poderá conquistar vantagem tecnológica e comercial.

Em declaração ao site Space.com, o físico teórico Bijunath Patla, do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST), disse que padrões únicos reduzem riscos para fabricantes e operadores. Quando diferentes sistemas utilizam referências distintas, aumentam as chances de erros, incompatibilidades e falhas na troca de informações.

Essa preocupação faz sentido porque sistemas de navegação dependem diretamente da medição precisa do tempo. O GPS, por exemplo, calcula posições medindo quanto tempo um sinal de rádio leva para viajar entre satélites e receptores. Um erro de apenas um microssegundo pode provocar desvios de centenas de metros na localização.

Em uma missão espacial, diferenças desse tamanho podem comprometer um pouso ou uma manobra delicada. Por isso, manter todos os relógios perfeitamente sincronizados é uma questão de segurança, especialmente quando astronautas estiverem envolvidos.

O funcionamento desse sistema começa muito antes do sinal chegar ao celular. A hora exibida em computadores e smartphones é baseada em centenas de relógios atômicos espalhados pelo mundo. Esses equipamentos estão entre os instrumentos mais precisos já construídos pela humanidade.

Os relógios atômicos utilizam propriedades naturais dos átomos de césio para medir intervalos de tempo com extrema precisão. Como todos os átomos desse elemento se comportam exatamente da mesma maneira, qualquer relógio desse tipo registra segundos praticamente idênticos aos de outro equipamento semelhante.

satélite china Queqiao-2
Um foguete Long March-8, transportando o satélite de retransmissão Queqiao-2, decola do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang em 20 de março de 2024, em Wenchang, província de Hainan, China. – Crédito: Luo Yunfei/China News Service/VCG

Tempo Atômico Internacional 

Com o desenvolvimento dos relógios atômicos foi criado o Tempo Atômico Internacional (TAI), base para o atual Tempo Universal Coordenado (UTC), que hoje serve de referência para a sincronização dos relógios em todo o mundo.

Os dados produzidos pelos laboratórios nacionais são enviados ao Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), localizado na França. A instituição combina as medições recebidas e calcula o Tempo Universal Coordenado (UTC), referência usada para sincronizar sistemas de comunicação, satélites e redes de telefonia em praticamente todo o mundo.

Mesmo com toda essa precisão, existe um detalhe importante: o tempo não passa da mesma forma em todos os lugares do Universo. De acordo com a teoria da relatividade, de Albert Einstein, a gravidade influencia a velocidade com que o tempo transcorre.

Quanto maior a gravidade, mais lentamente o tempo passa. Em regiões onde a gravidade é menor, os relógios funcionam ligeiramente mais rápido. Embora essa diferença seja imperceptível para as pessoas, ela é significativa para equipamentos extremamente precisos, como os utilizados na navegação espacial.

Na Lua, onde a gravidade corresponde a apenas cerca de um sexto da terrestre, os relógios avançam aproximadamente 56 microssegundos por dia em relação aos que permanecem na Terra. Parece um intervalo insignificante, mas ele se acumula continuamente e precisa ser corrigido para evitar erros de navegação.

Por isso, além de concordar sobre os cálculos físicos, as agências espaciais precisam decidir como transformar essa diferença em um padrão único de referência. Sem essa padronização, cada sistema poderá interpretar o horário de maneira diferente.

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A “briga” está apenas começando 

O desafio tende a crescer nos próximos anos. A China pretende enviar astronautas à Lua até 2030 e construir uma base permanente por volta de 2035. A instalação poderá servir como ponto de apoio para futuras missões a Marte e até para atividades de mineração espacial.

Outros países também têm planos ambiciosos. O polo sul lunar tornou-se o principal alvo da exploração porque acredita-se que existam grandes reservas de gelo em crateras permanentemente sombreadas. Essa água poderá ser transformada em hidrogênio e oxigênio, servindo como combustível para espaçonaves.

A região, no entanto, apresenta um terreno acidentado, cheio de crateras e montanhas, tornando os pousos mais difíceis. Em situações de emergência, qualquer erro na sincronização entre satélites e veículos poderá ter consequências graves.

Apesar da disputa entre as duas potências, cientistas dos dois países continuam mantendo diálogo técnico. Pesquisadores do NIST colaboram com especialistas do Observatório da Montanha Púrpura, na China, para discutir formas de melhorar a coordenação das futuras operações espaciais.

Além disso, a China desenvolveu seu próprio modelo matemático de referência temporal, chamado Efeméride do Tempo Lunar (LTE440), que poderá funcionar de forma complementar ao sistema americano. A ideia é facilitar a conversão entre os diferentes padrões caso ambos sejam utilizados.

Para os especialistas, a criação de regras internacionais será indispensável se a humanidade realmente estabelecer uma presença permanente na Lua. Assim como aconteceu com os fusos horários na Terra durante a expansão das ferrovias, a exploração espacial poderá exigir um consenso global sobre algo aparentemente simples, mas essencial: que horas são na Lua.

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África do Sul x Canadá: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

Neste domingo (28), África do Sul e Canadá se enfrentam na 2ª fase da Copa do Mundo 2026, na etapa dos 16 avos de final. A bola rola às 16h (horário de Brasília) no SoFi Stadium, na Califórnia, nos Estados Unidos.

  • África do Sul x Canadá:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Rodada: 16 avos de final
    • Data: 28/06 (domingo)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • ​Local: SoFi Stadium, na Califórnia, nos Estados Unidos

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir África do Sul x Canadá?

O duelo entre África do Sul e Canadá será transmitido no canal do YouTube CazéTV e no SBT.

Prováveis escalações

  • África do Sul: Williams; Mudau, Okon, Mbokazi, Modiba; Sithole, Mokoena; Maseko, Mofokeng, Appollis; Makgopa.
    • Técnico: Hugo Broos.
  • Canadá: Crepeau; Johnston, De Fougerolles, Cornelius, Laryea; Eustaquio, Saliba; Buchanan, Millar, David; Larin.
    • Técnico: Jesse Marsch.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

África do Sul e Canadá na Copa do Mundo

As seleções nunca passaram da fase de grupos numa Copa do Mundo antes.

A África do Sul faz parte do Grupo A e acumulou uma derrota (2×0 para o México), um empate (1×1 contra a República Tcheca) e uma vitória (1×0 contra a Coreia do Sul). Os sul-africanos passam em 2º lugar da chave.

Do outro lado, o Canadá, um dos países sede desta edição da Copa, estreou com empate por 1×1 contra a Bósnia e Herzegovina, depois goleou o Catar por 6×0 e, por fim, perdeu de 2×1 para a Suíça. Os canadenses ficaram na 2ª posição do Grupo B.

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Por que a China está desviando alguns dos maiores rios da Ásia

Embora possua alguns dos maiores rios do planeta, além de grandes reservas de água armazenadas em geleiras e regiões montanhosas, a China enfrenta um grande desafio: a distribuição desigual desse recurso. Enquanto o sul e o centro do país concentram rios caudalosos e chuvas abundantes, o norte abriga algumas das maiores cidades chinesas, mas sofre com escassez de água.

Esse desequilíbrio ocorre porque regiões como Pequim e Tianjin cresceram rapidamente nas últimas décadas. O aumento da população, da atividade industrial e da agricultura elevou a demanda por água muito acima da capacidade natural de abastecimento local. Para enfrentar esse problema, o governo chinês decidiu apostar em uma solução inédita.

Foi criado o Projeto de Transferência de Água Sul-Norte (SNWTP, na sigla em inglês), considerado um dos maiores empreendimentos de engenharia hidráulica do mundo. A iniciativa leva água das regiões mais úmidas do sul para as áreas secas do norte por meio de uma extensa rede de canais, túneis, reservatórios, barragens, tubulações e estações de bombeamento.

Na prática, o sistema conecta quatro grandes bacias hidrográficas, atravessa seis províncias e atende a centenas de milhões de pessoas. O projeto também abastece importantes centros urbanos e industriais, tornando-se uma peça estratégica para a segurança hídrica da China.

reservatório de Danjiangkou, na província de Hubei, no centro da China
Vista aérea do reservatório de Danjiangkou, na província de Hubei, no centro da China – Crédito: Xinhua

Um país rico em água, mas com distribuição desigual

Apesar de concentrar cerca de 20% da população mundial, a China dispõe de apenas aproximadamente 6% das reservas globais de água doce. Além disso, esses recursos estão distribuídos de forma bastante desigual.

Quase metade da população chinesa vive no norte do país, onde também se concentra boa parte da produção agrícola. No entanto, essa região possui apenas cerca de um quinto da água doce disponível no território nacional.

A diferença entre algumas regiões impressiona. Enquanto o Tibete possui enorme disponibilidade de água por habitante, cidades como Tianjin enfrentam índices considerados de escassez hídrica extrema. Segundo parâmetros da Organização das Nações Unidas (ONU), menos de mil metros cúbicos de água por pessoa ao ano já caracteriza escassez. Em algumas áreas chinesas, esse número é muito inferior.

O projeto começou a ser construído em 2002 e atualmente opera por duas grandes rotas.

mapa rota china rios
Mapa mostrando as duas rotas concluídas e o plano oficial para a rota oeste. – Crédito: Zhang et al. (2022) adaptado e traduzido por IA/Gemini

A rota leste utiliza parte do histórico Grande Canal chinês e capta água do rio Yangtzé. Ela percorre mais de mil quilômetros até abastecer cidades do norte, incluindo Tianjin. Como o trajeto apresenta trechos em subida, enormes estações de bombeamento elevam a água ao longo do percurso.

Já a rota central retira água do rio Han, um importante afluente do Yangtzé. Nesse caso, a água percorre cerca de 1.270 quilômetros aproveitando a força da gravidade, reduzindo o consumo de energia durante o transporte.

Juntas, essas duas rotas já movimentaram dezenas de quilômetros cúbicos de água desde que entraram em operação. O volume transportado supera, inclusive, a capacidade máxima de alguns dos maiores reservatórios artificiais do mundo.

Hoje, parte significativa do abastecimento de Pequim depende diretamente desse sistema. Estimativas indicam que cerca de 70% da água consumida na capital chinesa chega por meio da rota central.

Uma ideia antiga que virou realidade

Embora o projeto seja moderno, a ideia de transferir água entre diferentes regiões da China não é nova.

O país possui tradição milenar na construção de canais para irrigação e transporte. O Grande Canal, por exemplo, começou a ser construído há mais de dois mil anos e ainda é utilizado em parte do atual sistema.

Já o conceito de levar água do sul para o norte ganhou força em 1952, quando Mao Tsé-Tung defendeu a necessidade de redistribuir os recursos hídricos para reduzir as desigualdades entre as regiões chinesas.

Décadas depois, os avanços tecnológicos permitiram transformar essa proposta em um gigantesco projeto de infraestrutura.

Benefícios apontados pelo governo

As autoridades chinesas afirmam que o sistema trouxe melhorias importantes para o abastecimento de água das cidades do norte.

Além de ampliar a oferta para milhões de pessoas, o projeto teria ajudado na recuperação dos níveis dos aquíferos subterrâneos, impulsionado a agricultura e favorecido o desenvolvimento econômico de regiões que conviviam com falta de água.

Outro objetivo importante foi melhorar a qualidade da água. Durante muitos anos, diversos rios chineses sofreram com intensa poluição causada pelo crescimento industrial.

Para enfrentar esse problema, o governo instalou estações de tratamento ao longo das rotas e fechou ou transferiu centenas de indústrias que despejavam resíduos nos cursos d’água. Especialistas reconhecem que houve melhora significativa na qualidade da água em vários trechos do sistema.

crise hdrica china
Mapa de estresse hídrico na China por província. O gráfico ilustra o nível de pressão sobre as reservas de água doce no país, onde o estresse hídrico é definido pelo momento em que a demanda por água potável supera a sua disponibilidade natural regional. – Crédito: Informações obtidas a partir da ferramenta Aqueduct do World Resource Institute (base de dados Aqueduct 4.0, licenciada via Creative Commons WRI), adaptado e traduzido por IA/Gemini

Os impactos ambientais e sociais

Apesar dos benefícios, o projeto também recebe muitas críticas. A construção dos reservatórios provocou o deslocamento de centenas de milhares de moradores. Somente a ampliação do reservatório de Danjiangkou exigiu a mudança de aproximadamente 350 mil pessoas.

Além disso, pesquisadores apontam impactos sobre ecossistemas locais, alterações no fluxo natural dos rios e até problemas como a infiltração de água salgada em algumas reservas subterrâneas próximas ao litoral.

Outro ponto levantado por especialistas é que retirar grandes volumes de água das regiões doadoras pode criar novos problemas justamente onde antes havia abundância.

Na prática, parte da solução para o norte acaba reduzindo a disponibilidade hídrica em outras áreas do país.

Resolver um problema criando outro

Alguns pesquisadores defendem que o principal desafio chinês não é apenas a falta de água, mas o alto consumo. A agricultura irrigada responde por grande parte da demanda hídrica nacional. Em muitos casos, sistemas pouco eficientes desperdiçam enormes quantidades de água.

Por isso, especialistas argumentam que investir em conservação, modernização da irrigação e uso mais racional dos recursos poderia reduzir a necessidade de obras tão gigantescas.

Curiosamente, o próprio governo chinês passou a adotar políticas de economia de água nos últimos anos. Mesmo assim, continua expandindo o sistema de transferência.

Algumas obras adicionais já foram necessárias justamente para compensar problemas criados pelo projeto original. Em determinadas regiões, novos canais estão sendo construídos para garantir água às comunidades localizadas abaixo dos reservatórios que abastecem o sistema principal.

A polêmica rota pelo Tibete

Mesmo com as duas rotas em funcionamento, o governo considera que o abastecimento do norte ainda é insuficiente. Por isso, existe um plano para construir uma terceira rota, conhecida como rota ocidental. Ela levaria água do Planalto Tibetano para a bacia do Rio Amarelo, ampliando o fornecimento às regiões mais secas da China.

O desafio é enorme. O planalto está entre três mil e quatro mil e quinhentos metros de altitude, possui relevo extremamente montanhoso e registra intensa atividade sísmica. A construção exigiria centenas de quilômetros de túneis, grandes estações de bombeamento e barragens que estariam entre as mais altas do planeta.

Além das dificuldades técnicas, o derretimento das geleiras, o risco de terremotos e as condições climáticas extremas aumentam a complexidade da obra.

planato tibete
A paisagem elevada, acidentada e propensa a terremotos do Planalto Tibetano cria inúmeros desafios para potenciais projetos de infraestrutura. – Crédito: Tatiana Kashko – iStockPhoto

Preocupação internacional

O Tibete é conhecido como a “caixa-d’água da Ásia”. Diversos rios importantes para países vizinhos nascem nessa região antes de seguirem para Índia, Bangladesh e outros territórios asiáticos. Por isso, qualquer plano de desviar parte dessas águas desperta preocupação internacional.

Embora o governo chinês nunca tenha oficializado projetos para alterar grandes rios que cruzam fronteiras, algumas propostas discutidas por pesquisadores sugeriram transportar enormes volumes de água de bacias internacionais para o interior da China.

Esses estudos aumentaram os receios de países localizados rio abaixo, que temem perder parte do abastecimento necessário para agricultura, geração de energia e consumo humano.

Especialistas afirmam que a falta de transparência e de consultas internacionais contribui para ampliar a desconfiança em torno desses projetos.

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Mudanças climáticas aumentam a incerteza

Outro fator que pode comprometer o futuro do sistema é o aquecimento global. O Planalto Tibetano está aquecendo em ritmo acelerado, provocando o derretimento de geleiras que alimentam vários dos maiores rios asiáticos.

No curto prazo, isso pode aumentar temporariamente o volume de água disponível. Porém, no longo prazo, a tendência é oposta. Com a redução das geleiras, muitos rios poderão perder vazão, diminuindo justamente a oferta de água que abastece o projeto.

O avanço da desertificação em algumas áreas também representa mais um desafio para a segurança hídrica da região.

Especialistas observam que a China costuma responder aos desafios ambientais por meio de grandes obras de engenharia. Além do desvio de rios, o país investe na construção de barragens gigantescas, projetos de reflorestamento, semeadura de nuvens para estimular chuvas e outras iniciativas de grande escala.

Para muitos pesquisadores, essa estratégia reflete a confiança do governo na capacidade tecnológica para resolver problemas naturais. Ao mesmo tempo, cresce o debate sobre a necessidade de combinar essas soluções com medidas de conservação, uso eficiente da água e proteção dos ecossistemas.

Enquanto isso, o SNWTP continua sendo um dos maiores símbolos da engenharia moderna. Ao mesmo tempo em que ajuda milhões de pessoas a terem acesso à água, também evidencia os enormes desafios ambientais, sociais e geopolíticos envolvidos na tentativa de redistribuir um dos recursos mais importantes do planeta.

Com informações do site Live Science.

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El Niño 2026: Brasil corre contra o tempo para evitar desastres

No dia 11 de junho de 2026, a chegada do El Niño foi oficialmente confirmada por centros meteorológicos internacionais. O fenômeno, que ocorre quando as águas do Pacífico Equatorial apresentam temperaturas acima da média, pode influenciar o regime de chuvas e as temperaturas em diversas partes do mundo – e o Brasil não está fora dessa.

Pelo contrário: por aqui, os impactos costumam ser avassaladores, cobrando um preço alto da nossa infraestrutura e, principalmente, colocando milhares de vidas e comunidades inteiras em risco. Por isso, o diagnóstico acendeu o sinal de alerta máximo em governos estaduais, defesas civis e no setor do agronegócio. 

O país se prepara para enfrentar um segundo semestre de forte instabilidade, marcado pelo risco real de que este evento se transforme em um “Super El Niño”, amplificado pelas mudanças climáticas globais.

super el nino
Será que vem aí um “Super El Niño”? – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

No Brasil, isso se traduz em uma perigosa divisão meteorológica: enquanto as regiões Norte e Nordeste entram em estado de atenção devido à seca severa e ao risco de incêndios florestais, o Sul do país se prepara para chuvas torrenciais, enchentes e ciclones. 

Com previsões apontando que a intensidade do fenômeno deve atingir seu ápice entre setembro e novembro de 2026, estados como o Rio Grande do Sul e o Amazonas já começaram a anunciar planos de contingência e medidas de prevenção estruturais.

A ameaça de um “Super El Niño” no segundo semestre

A comunidade científica acompanha com extrema preocupação a velocidade do aquecimento das águas do Pacífico Equatorial neste ano de 2026. Modelos de computação de alta precisão e boias oceânicas indicam que a probabilidade de o fenômeno atingir uma classificação de intensidade forte ou muito forte é altíssima. 

“Há uma probabilidade muito alta, em torno de 96%, de que ele atinja intensidade forte ou até muito forte entre setembro e novembro. As chances de este ser um dos eventos mais intensos já registrados são extremamente elevadas. Por isso, precisamos estar muito preparados”, disse o climatologista Carlos Nobre, doutor em Meteorologia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, e referência internacional em aquecimento global, em entrevista ao Olhar Digital.

Essa aceleração do fenômeno está diretamente ligada ao colapso climático em curso. De acordo com Nobre, o El Niño já não se comporta mais como antes. “No passado, um El Niño muito forte poderia ocorrer apenas uma vez a cada 20 ou 30 anos. Agora, é possível que eventos dessa magnitude aconteçam mais de uma vez por década. Se o aquecimento global continuar avançando, episódios fortes e muito fortes poderão se tornar cada vez mais frequentes.”

carlos nobre
Carlos Nobre alerta que há alta probabilidade de um dos El Niños mais intensos já registrados, exigindo preparação para seus impactos. – Crédito: Divulgação / IEA

Paulo Eduardo Artaxo Netto, físico com mestrado em física nuclear e doutorado em física atmosférica pela Universidade de São Paulo (USP), corrobora a gravidade do cenário e reforça que o momento exige ação imediata, independentemente do rótulo final que o fenômeno receba. “Um super El Niño pode vir no segundo semestre, mas nós temos que confirmar essa hipótese, digamos, no final de julho, começo de agosto. Isso vai depender de como o El Niño se desenvolve de agora até o mês de agosto. Tudo indica que podemos sim ter um El Niño forte, mas a ciência ainda não consegue saber a intensidade exata desse El Niño. Isso não quer dizer que nós não temos que nos preparar já para um El Niño médio, forte ou super forte.”

Outro agravante é que o planeta já não é mais o mesmo de um século atrás. O El Niño atual se desenvolve em um cenário de aquecimento global persistente, onde tanto a atmosfera quanto os oceanos acumulam mais calor. Artaxo detalha esse novo contexto: “A atmosfera terrestre já se aqueceu 1,5 grau Celsius como efeito da emissão de combustíveis fósseis ao longo dos últimos 150 anos. Os oceanos também se aqueceram, cerca de um grau Celsius no caso do Pacífico. Portanto, o El Niño já se inicia num padrão de temperatura mais alto do que existia 50 ou 100 anos atrás. Isso intensifica o fenômeno, que é causado por um aquecimento anômalo das águas do Pacífico. Portanto, vemos as mudanças climáticas intensificando o El Niño.”

Paulo Artaxo
Paulo Artaxo – Crédito: Olhar Digital News

Nobre complementa essa análise dizendo que o aquecimento das águas do oceano serve de combustível para o fenômeno. “O aquecimento global pode tornar os episódios de El Niño mais intensos porque a temperatura do Oceano Pacífico, assim como a do restante do planeta, já está aumentando. Quando um fenômeno de El Niño ocorre sobre um oceano mais quente, sua intensidade tende a ser maior. A ciência vem alertando para isso há bastante tempo.”

O mapa de riscos do Brasil para 2026

O desenho dos impactos do El Niño no território brasileiro segue um padrão clássico bem conhecido pelos meteorologistas, mas que ganha uma nova dimensão devido à sua violência amplificada.  

De acordo com o professor Artaxo, a projeção meteorológica para o segundo semestre deste ano deve repetir os padrões mais severos observados na história recente do país. “Primeiro, secas muito intensas na região amazônica e nordeste brasileiro, um consequente aumento das emissões por queimadas e chuvas muito intensas no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. E também um aumento de fenômenos de calor extremo no sudeste, particularmente em São Paulo e Minas Gerais. Esse é o padrão meteorológico do El Niño, que deve se repetir no segundo semestre de 2026.”

Nas regiões Norte e Nordeste, o aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial altera a circulação atmosférica e tende a reduzir a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas. Na Amazônia, a diminuição das precipitações pode levar à seca severa dos rios, dificultando a navegação e isolando comunidades ribeirinhas que dependem das vias fluviais para transporte e abastecimento. No Nordeste, a estiagem prolongada aumenta a pressão sobre os reservatórios de água e compromete a agricultura familiar. Ao mesmo tempo, a vegetação mais seca na Amazônia e na Caatinga torna essas regiões mais vulneráveis à ocorrência e à propagação de incêndios florestais. 

No Sudeste e no Centro-Oeste, o impacto principal se manifesta na forma de ondas de calor sufocantes e prolongados períodos de estiagem. O aumento térmico sobrecarrega o sistema de saúde e eleva a demanda por energia elétrica para refrigeração, pressionando o sistema elétrico nacional no exato momento em que o volume das hidrelétricas pode sofrer redução pela falta de chuvas nas cabeceiras dos rios.

Já na região Sul, o cenário é o oposto absoluto. O El Niño intensifica e retém frentes frias e sistemas de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, despejando volumes de água acumulados que deveriam cair ao longo de meses em apenas poucos dias. O resultado é a subida abrupta dos níveis dos rios, inundações generalizadas nas áreas urbanas e rurais, e o colapso de encostas.

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El Niño 2026/27 deve provocar chuvas acima da média no Sul do Brasil e agravar a seca no Norte e Nordeste – Crédito: coffeekai – iStockPhoto

Lições da história: os episódios marcantes do El Niño no país

Para compreender o tamanho do risco que o Brasil corre em 2026, é fundamental revisitar o rastro de destruição e os impactos socioeconômicos deixados por eventos anteriores de grande magnitude. O fenômeno moldou a história ambiental do país nas últimas décadas por meio de desastres marcantes.

O El Niño de 1982-1983

Considerado um dos mais severos do século XX, este episódio paralisou a economia nacional. No Sul do Brasil, provocou chuvas torrenciais ininterruptas que causaram enchentes históricas na bacia do Rio Uruguai e do Rio Guaíba, desabrigando dezenas de milhares de pessoas e destruindo plantações inteiras de grãos. Simultaneamente, o Nordeste enfrentou uma das secas mais severas de sua história, resultando em perdas catastróficas na pecuária e na agricultura, além de desencadear fluxos migratórios em massa devido à fome e à falta de água no semiárido.

O El Niño de 1997-1998

Frequentemente classificado como o maior do século por sua intensidade térmica pura, causou impactos globais devastadores. No Brasil, conforme reportagens da época, o fenômeno foi o principal responsável pelo histórico incêndio de Roraima, onde as chamas consumiram vastas extensões de floresta amazônica que haviam perdido sua umidade natural devido à ausência prolongada de chuvas. No Sul, cidades registraram índices recordes de precipitação, com destruição de estradas e pontes essenciais para o escoamento da produção nacional. Em nível global, a Organização das Nações Unidas (ONU) atribuiu a este evento mais de 20 mil mortes e 36 bilhões de dólares em danos estruturais.

O El Niño de 2015-2016

Este episódio levou os termômetros do planeta a recordes históricos e provocou uma estiagem sem precedentes na região Sudeste e na bacia do Rio São Francisco. O esvaziamento dos reservatórios gerou uma crise hídrica severa em estados como São Paulo e Minas Gerais, ameaçando o abastecimento urbano e gerando o risco real de racionamento de energia elétrica. Na Amazônia, o estresse hídrico da floresta atingiu níveis críticos, elevando substancialmente a mortalidade de árvores nativas.

O El Niño de 2023-2024

Classificado como um dos cinco mais fortes já registrados, este El Niño causou tragédias de proporções inéditas devido à sua interação com um Oceano Atlântico extraordinariamente aquecido. 

“Em 2023 e 2024, o fenômeno foi considerado moderado no Pacífico, mas mesmo assim contribuiu para eventos extremos e chuvas excessivas no Rio Grande do Sul”, explica Nobre. “O El Niño cria condições que podem intensificar fenômenos meteorológicos já conhecidos, como os ciclones extratropicais, tornando-os mais fortes no Sul do Brasil. Além disso, naquele período, o Oceano Atlântico registrou temperaturas excepcionalmente elevadas. Esse aquecimento aumentou a evaporação da água, fornecendo mais vapor para a formação de nuvens e chuvas intensas”.

Mulher com água até o joelhos em enchente no Rio Grande do Sul
A enchente histórica no Rio Grande do Sul em 2024 pode ter sido influenciada pelo El Niño, embora o evento extremo tenha resultado da combinação de diferentes fatores climáticos e atmosféricos. – Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

Estados criam medidas de prevenção e enfrentamento

Diante dos alertas emitidos pela comunidade científica, governos estaduais começaram a anunciar pacotes financeiros e operacionais para tentar mitigar os impactos previstos para o segundo semestre.

No Rio Grande do Sul, traumatizado pelas perdas econômicas e humanas de anos anteriores, o governo estadual antecipou as diretrizes de enfrentamento por meio do Plano de Prevenção a Desastres Hidrológicos. 

Com o objetivo de evitar o colapso de infraestruturas urbanas sob o estresse de chuvas volumosas, o estado direcionou investimentos para o desassoreamento de rios críticos, reforço de diques de contenção e aquisição de sistemas avançados de monitoramento meteorológico por radar. 

Além disso, as Defesas Civis municipais receberam repasses para estruturação de abrigos de emergência e treinamento de rotas de fuga em áreas de encosta e faixas ribeirinhas de alto risco.

No Amazonas, o foco das autoridades estaduais está na gestão da escassez hídrica extrema. Diante da previsão de uma seca que pode isolar municípios inteiros localizados nas calhas dos rios Solimões, Negro e Amazonas, o governo estadual acionou a Operação Estiagem. 

O plano envolve a contratação emergencial de serviços de dragagem em canais estratégicos de navegação para garantir a chegada de insumos básicos, alimentos e medicamentos às cidades isoladas. Também foram instalados purificadores de água comunitários em regiões ribeirinhas para conter surtos de doenças de veiculação hídrica que surgem com a redução drástica do volume dos rios. 

O estado ainda reforçou o orçamento do Corpo de Bombeiros para a contratação e treinamento de brigadas civis de combate a incêndios florestais.

oswaldo lucon entrevista
Oswaldo Lucon, especialista em mudanças climáticas e pesquisador do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista ao Olhar Digital. – Crédito: Olhar Digital

Vulnerabilidade social e econômica: o custo humano do fenômeno

Os impactos de um evento climático da magnitude do El Niño expõem de forma cruel as fraturas da desigualdade socioeconômica e urbana do país, como ressalta Oswaldo Lucon, especialista em mudanças climáticas e pesquisador do Instituto de Energia e Ambiente da USP. “Pessoas que vivem em áreas periféricas, com pouca arborização e forte exposição ao calor, sofrem mais com as chamadas ilhas de calor. Isso aumenta problemas de saúde e amplia os desafios para os sistemas públicos de atendimento”.

Crianças, idosos e portadores de doenças crônicas que residem em habitações precárias, sem isolamento térmico adequado ou sistemas de refrigeração, compõem o grupo mais exposto à mortalidade por estresse térmico. Lucon aponta que esses efeitos colaterais nas periferias e nas malhas urbanas do Sudeste são alarmantes. “Em estados como São Paulo, a recorrência de incêndios florestais em áreas de transição urbana torna-se um dos sintomas mais críticos dessa nova realidade climática, ameaçando a qualidade do ar e a segurança das populações periféricas.”

Além do risco direto à saúde, as famílias de baixa renda dispõem de menor resiliência financeira para enfrentar a crise, dispondo de menos recursos para reconstruir moradias destruídas por enchentes, arcar com a alta dos preços dos alimentos ou adaptar suas pequenas atividades econômicas locais às novas e severas condições impostas pelo clima.

Essa vulnerabilidade social acaba amplificada pelo impacto direto nos setores produtivos. “Há riscos de crises hídricas, perdas agrícolas e impactos econômicos, especialmente porque o país depende fortemente da agropecuária e de toda a cadeia produtiva associada”, afirma Lucon.

No front econômico, a agropecuária – um dos principais motores do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – encontra-se na linha de frente dos prejuízos. Artaxo detalha como a desorganização do calendário de chuvas afeta diretamente a segurança alimentar e a estabilidade do país: “Secas intensas no Brasil central reduzem a produtividade e chuvas intensas no Rio Grande do Sul podem acabar com a produção agropecuária do Estado, como aconteceu em 2024. Então, todo cuidado é pouco. Temos que monitorar a situação com cuidado, eventualmente mudando os períodos de plantio e colheita neste segundo semestre para tentar minimizar os impactos do El Niño na produtividade agropecuária do Brasil.”

Quando as consequências de um fenômeno atingem simultaneamente a estrutura social e a base produtiva de um país, a situação exige respostas imediatas e coordenadas. A partir de agora, a velocidade e a seriedade com que os estados e municípios implementarem seus planos de contingência determinarão o preço que o Brasil pagará em perdas econômicas e – ainda mais importante – em vidas humanas.

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Croácia x Gana: onde assistir, horário e escalações do jogo da Copa do Mundo

Neste sábado (27)Croácia e Gana se enfrentam em jogo válido pela terceira rodada do Grupo L da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 18h (horário de Brasília) no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos.

  • Croácia x Gana:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Fase: Grupos, terceira rodada – Grupo L
    • Data: 27/06 (sábado)
    • Horário: 18h (horário de Brasília)
    • Local: Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir à Croácia x Gana pela Copa do Mundo?

O duelo entre Croácia e Gana será transmitido pela CazéTV (YouTube).

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Croácia: Livakovic; Stanisic, Pongracic, Sutalo e Gvardiol; Modric e Kovacic; Pasalic, Baturina e Perisic; Budimir.
    • Técnico: Zlatko Dalic.
  • Gana: Asare; Marvin Senaya, Jonas Adjetey, Opoku e Mensah; Partey; Iñaki Williams, Sibo, Caleb Yirenkyi e Semenyo; Jordan Ayew.
    • Técnico: Carlos Queiroz.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Drew Fischer (CAN).
    • Assistentes: não informados.
    • VAR: não informado.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Croácia e Gana na Copa do Mundo 2026

A Croácia estreou na competição com a derrota por 4 a 2 contra a Inglaterra. Na sequência, venceu o Panamá por 1 a 0 e acumula três pontos. Na terceira colocação, a equipe precisa vencer para garantir a classificação. Em caso de derrota ou empate, teria que estar entre os oito melhores terceiros colocados da Copa do Mundo 2026 para avançar.

Gana precisa de apenas um empate para se classificar. Com a vitória sobre o Panamá por 1 a 0 e o empate em 0 a 0 contra a Inglaterra, a equipe possui quatro pontos e está em segundo lugar. Em caso de derrota, também dependeria do ranking de melhores terceiros colocados.

ranking dos terceiros colocados é uma novidade da Copa do Mundo de 2026. Nele, os oito melhores terceiros colocados de cada grupo garantem uma vaga na fase de mata-mata. Assim, além dos dois primeiros colocados de cada uma das 12 chaves, outras oito seleções avançam ao mata-mata.

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A IA cria uma disputa entre futuro e presente

Esse é um trecho da newsletter Primeiro Olhar, disponível para assinantes do Clube Olhar Digital.

Começo a newsletter de hoje repercutindo os grandes destaques da tecnologia desde ontem.

Começando pela IBM.

A IBM anunciou uma nova tecnologia de chip com arquitetura abaixo de 1 nanômetro, um marco importante na tentativa da indústria de tornar os processadores mais potentes e eficientes.

Para entender a importância do anúncio, vale lembrar o que existe dentro de um chip. Um processador é formado por bilhões de transistores, componentes microscópicos que funcionam como pequenas chaves liga/desliga. Eles controlam a passagem de corrente elétrica e permitem que o chip faça cálculos, processe informações e execute tarefas.

Quanto mais transistores cabem em um chip, maior tende a ser sua capacidade de processamento. É isso que permite, por exemplo, rodar sistemas de inteligência artificial, jogos pesados, aplicativos complexos e serviços em nuvem com mais velocidade.

A nova tecnologia anunciada pela IBM é chamada de 0,7 nanômetro. Um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro. Na prática, estamos falando de estruturas tão pequenas que se aproximam da escala dos átomos. Em chips modernos, porém, esse número não significa que todas as partes do componente tenham 0,7 nm. Ele funciona mais como uma forma de indicar uma nova geração de fabricação, mais avançada e compacta.

Segundo a IBM, essa arquitetura permitiria colocar quase 100 bilhões de transistores em um único chip com área próxima ao tamanho de uma unha. Para comparação, o chip de 2 nanômetros apresentado pela empresa em 2021 comportava cerca de 50 bilhões de transistores no mesmo espaço.

Esse avanço é relevante porque mostra que a indústria ainda busca formas de aumentar o desempenho sem simplesmente aumentar o tamanho físico dos dispositivos. Em vez de fazer chips maiores, o objetivo é organizar melhor seus componentes internos e reduzir o consumo de energia.

Na prática, isso pode significar processadores mais rápidos, celulares com melhor autonomia de bateria, servidores mais eficientes e sistemas de inteligência artificial capazes de lidar com tarefas mais pesadas consumindo menos energia.

A IBM afirma que a nova geração pode oferecer até 70% mais eficiência energética em comparação com tecnologias anteriores. Isso é especialmente importante em um momento em que data centers e aplicações de IA exigem cada vez mais energia para funcionar.

Apesar da repercussão, a tecnologia ainda não deve aparecer tão cedo em produtos do dia a dia. A previsão é que ela leve cerca de cinco anos para chegar à produção comercial, seguindo o ritmo tradicional da indústria de semicondutores, que costuma apresentar avanços em laboratório antes de levá-los à fabricação em larga escala.

Ainda assim, o anúncio indica um novo passo na miniaturização dos chips. Mais do que reduzir tamanho, a corrida agora é para manter o crescimento da capacidade de processamento em um mundo cada vez mais dependente de inteligência artificial, computação em nuvem e dispositivos conectados.

Agora, a Apple

A Apple anunciou nesta quinta-feira o aumento dos preços de iPads, Macs e outros dispositivos da marca. A decisão foi motivada pela forte alta nos custos de chips de memória e armazenamento.

Com a expansão dos data centers de IA, fabricantes de chips passaram a priorizar contratos de grande escala com empresas como a Nvidia, reduzindo a disponibilidade para o mercado de consumo.

Em comunicado, a Apple informou nunca ter visto um aumento tão grande e tão rápido no preço de componentes. Mas disse que, por enquanto, o iPhone não sofrerá reajustes.

Outras empresas do setor de tecnologia também já anunciaram aumentos nos preços e a normalização do mercado pode levar anos.

Explicando o título da newsletter

Sim, a IA me parece criar uma disputa entre futuro e presente. Entendo que as duas notícias acima não estejam diretamente interligadas, mas elas ilustram muito bem o atual cenário dessa maratona tecnológica global.

A corrida da inteligência artificial tem duas faces pra lá de evidentes. E aqui, vou me ater a aspectos imediatos, deixando de lado incertezas ligadas a mercado de trabalho, impacto cognitivo, cibersegurança e outras problemáticas da IA – muitas com as quais eu concordo.

De um lado, ela empurra a indústria para avanços que pareciam distantes, como chips menores, mais potentes e mais eficientes. O anúncio da IBM de uma arquitetura abaixo de 1 nanômetro mostra que a busca por mais capacidade de processamento continua sendo uma das grandes fronteiras da tecnologia.

De outro lado, essa mesma corrida já cobra seu preço. A expansão acelerada dos data centers de IA aumentou a disputa por componentes essenciais, como memória DRAM, e esse gargalo começa a chegar ao consumidor. O reajuste de preços anunciado pela Apple em iPads, Macs e outros dispositivos é um sinal de que a infraestrutura da inteligência artificial não pesa apenas no orçamento das big techs: ela também respinga na prateleira.

A questão, aqui, não é negar a IA.

Chips mais eficientes podem reduzir consumo de energia, melhorar dispositivos e sustentar aplicações mais avançadas. O problema é o descompasso entre promessa e realidade. A indústria vende um futuro de abundância computacional, mas, no presente, a pressa por construir esse futuro encarece produtos que fazem parte do cotidiano.

Em outras palavras, a IA acelera a inovação, mas também reorganiza prioridades. Quando fabricantes passam a atender contratos gigantescos de data centers e a cadeia de suprimentos não acompanha o ritmo, o mercado de consumo perde espaço. O resultado é que o usuário comum, mesmo sem comprar um supercomputador ou treinar um modelo de linguagem, acaba pagando parte da conta dessa corrida.

Então, eu volto a repetir a pergunta que já fiz algumas vezes nesta newsletter: para quem a IA é desenvolvida?

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Senegal x Iraque: onde assistir, horário e escalações do jogo da Copa do Mundo

Nesta sexta-feira (26)Senegal e Iraque se enfrentam em jogo válido pela terceira rodada do Grupo I da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 16h (horário de Brasília) no BMO Field, em Toronto (CAN).

  • Senegal x Iraque:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Fase: Grupos, terceira rodada – Grupo I
    • Data: 26/06 (sexta-feira)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: BMO Field, em Toronto (CAN).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Senegal x Iraque pela Copa do Mundo?

O duelo entre Senegal e Iraque será transmitido pela CazéTV (YouTube).

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Senegal: Diaw; Ismail Jakobs, Koulibaly, Niakhaté e El Hadji Malick Diouf; Camara, Idrissa Gueye e Pape Matar Sarr; Ismaïla Sarr, Nicolas Jackson e Sadio Mané.
    • Técnico: Pape Thiaw.
  • Iraque: Hassan; Hussein Ali, Zaid Tahseen, Sulaka e Doski; Ibrahim Bayesh, Zidane Iqbal, Al-Ammari; Amyn, Ali Al-Hamadi e Mohanad Ali.
    • Técnico: Graham Arnold.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Anthony Taylor (ING).
    • Assistentes: não informados.
    • VAR: não informado.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Senegal e Iraque na Copa do Mundo 2026

O Senegal entra em campo já praticamente eliminado da Copa do Mundo 2026. As derrotas para a França por 3 a 1 e para a Noruega por 3 a 2, colocaram a equipe em terceiro lugar, com nenhum ponto. Com o novo regulamento do Mundial de Seleções, no qual os oito melhores colocados também avançam para a fase de mata-mata, a Seleção Senegalesa ainda tem chance de classificação, mas dependeria de uma grande combinação de resultados.

O Iraque enfrenta uma situação parecida, porém mais delicada. A Seleção Iraquiana foi goleada pela Noruega por 4 a 1 e perdeu para a França por 3 a 0. Com um saldo de gol muito negativo, a equipe precisaria golear Senegal e também esperar pela combinação de vários resultados.

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Noruega x França: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

Nesta sexta-feira (26), Noruega e França se enfrentam na 3ª rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 16h (horário de Brasília) no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos.

  • Noruega x França:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Rodada: 3ª rodada da fase de grupos
    • Data: 26/06 (sexta-feira)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • ​Local: Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Noruega x França?

O duelo entre Noruega e França será transmitido na Globo (TV aberta), no SporTV (canal fechado) e na CazéTV (canal do YouTube).

Prováveis escalações

  • Noruega: Orjan Nyland; Julian Ryerson, Kristoffer Ajer, Torbjorn Heggem e David Wolfe; Patrick Berge, Fredrik Aursnes, Antonio Nusa e Martin Odegaard; Alexander Sørloth e Erling Haaland.co: Sebastián Beccacece.
    • Técnico: Stale Solbakken.
  • França: Mike Maignan; Jules Koundé, William Saliba, Dayot Upamecano e Lucas Digne; Manu Koné, Adrien Rabiot e Barcola; Michael Olise, Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé.
    • Técnico: Guy Stéphan (auxiliar na ausência de Didier Deschamps).
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra).
    • Assistentes: Stuart Burt e James Mainwaring (Inglaterra).
    • VAR: A definir.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Noruega e França na Copa do Mundo

Noruega e França venceram os dois jogos da fase de grupos e já estão classificados para a próxima etapa da Copa do Mundo.

Os noruegueses superaram o Iraque por 4×1 e o Senegal por 3×2. Do outro lado, os franceses fizeam 3×1 no Senegal e 3×0 no Iraque.

As seleções estão empatadas em pontos (6). França fica na liderança da chave por conta do saldo de gols (5 gols), com a Noruega na sequência (4 gols). O resultado deste duelo define quem passa em 1º e 2º lugar.

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Tunísia x Holanda: onde assistir, horário e escalações do jogo da Copa do Mundo

Nesta quinta-feira (25)Tunísia e Holanda se enfrentam em jogo válido pela terceira rodada do Grupo F da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 20h (horário de Brasília) no Arrowhead Stadium, em Kansas City, nos Estados Unidos.

  • Tunísia x Holanda:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Fase: Grupos, terceira rodada – Grupo F
    • Data: 25/06 (quinta-feira)
    • Horário: 20h (horário de Brasília)
    • Local: Arrowhead Stadium, em Kansas City (EUA).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir à Tunísia x Holanda pela Copa do Mundo?

O duelo entre Tunísia e Holanda será transmitido pela CazéTV (YouTube).

Prováveis escalações e arbitragem

  • Tunísia: Mouhib Chamakh; Talbi, Rekik, Dylan Bronn; Ali Abdi, Ellyes Skhiri, Khedira, Yan Valery; Elias Saad, Mejbri; Chaouat.
    • Técnico: Hervé Renard.
  • Holanda: Verbruggen; Dumfries, van Hecke, Virgil van Dijk e Micky van de Ven; Frenkie de Jong, Reijnders e Gravenberch; Malen, Memphis Depay e Gakpo.
    • Técnico: Ronald Koeman.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Katia Itzel García (MEX).
    • Assistentes: não informados.
    • VAR: não informado.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Tunísia e Holanda na Copa do Mundo 2026

A Tunísia entra em campo como a seleção que mais sofreu gols (9) nesta Copa do Mundo. Nas duas primeiras partidas, a equipe foi derrotada por 5 a 1 pela Suécia e por 4 a 0 pelo Japão. No confronto contra os japoneses, os tunisianos não finalizaram em direção ao gol.

Já a Holanda chega à rodada com uma vitória e um empate na competição. Na estreia, a equipe holandesa empatou com o Japão em 2 a 2 e, no jogo seguinte, goleou a Suécia por 5 a 1. Líder do Grupo F, a seleção soma quatro pontos e precisa apenas de um empate para garantir a classificação à próxima fase.

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Equador x Alemanha: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

Nesta quinta-feira (25), Equador e Alemanha se enfrentam na 3ª rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 17h (horário de Brasília) no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

  • Equador x Alemanha:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Rodada: 3ª rodada da fase de grupos
    • Data: 25/06 (quinta-feira)
    • Horário: 17h (horário de Brasília)
    • ​Local: MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Equador x Alemanha?

O duelo entre Equador e Alemanha será transmitido no canal do YouTube CazéTV.

Prováveis escalações

  • Equador: Hernán Galíndez; John Yeboah, Willian Pacho, Joel Ordóñez e Piero Hincapié; Alan Franco, Moisés Caicedo, Pablo Vite e Alan Minda; Gonzalo Plata e Enner Valencia. Técnico: Sebastián Beccacece.
    • Técnico: Sebastián Beccacece.
  • Alemanha: Manuel Neuer; Joshua Kimmich, Jonathan Tah, Nico Schlotterbeck e Nathaniel Brown; Aleksandar Pavlovic, Felix Nmecha, Jamal Musiala (Deniz Undav) e Florian Wirtz; Leroy Sané e Kai Havertz. Técnico: Julian Nagelsmann.
    • Técnico: Julian Nagelsmann.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Tori Penso (EUA).
    • Assistentes: Brooke Mayo (EUA) e Kathryn Nesbitt (EUA).
    • VAR: A definir.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Equador e Alemanha na Copa do Mundo

O Equador ainda não venceu na Copa do Mundo 2026. A equipe estreou com derrota por 1×0 contra a Costa do Marfim e depois ficou no empate sem gols contra Curaçao. Se vencerem, os equatorianos podem passar em 2º lugar (se a Costa do Marfim não pontuar contra Curaçao) ou torcer por uma classificação entre os melhores 3º colocados. Já se perder ou empatar, a seleção está fora do Mundial.

Do outro lado, a Alemanha venceu os dois jogos que disputou: 7×1 contra Curaçao e 2×1 contra a Costa do Marfim. A seleção já está classificada em 1º no grupo.

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