Disney+: lançamentos da semana (4 a 10 de maio)

Toda semana, o Olhar Digital destaca as novidades do Disney+ no Brasil. Entre os dias 4 e 10 de maio de 2026, o streaming traz episódios de produções bastante aguardadas.

Nesta atualização, o streaming da Disney recebe seasons finales de séries como Demolidor: Renascido e Maul: Lorde das Sombras (este em 4 de maio, considerado o “Dia de Star Wars“, diga-se). Além disso, o filme Socorro! estreia na plataforma.

Lançamentos do Disney+ de 4 a 10 de maio de 2026

Confira abaixo mais detalhes sobre os lançamentos da semana no Disney+ entre 4 e 10 de maio de 2026:

Segunda-feira – 04/05

  • Star Wars: Maul – Lorde das Sombras Temporada 1, Episódios 9 e 10 (season finale)
    • Série | Original Lucasfilm Animation | Animação | Ação | Aventura | Ficção científica | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Ambientada após os acontecimentos de Star Wars: A Guerra dos Clones, a série acompanha Maul em seus planos para reconstruir seu sindicato do crime num planeta fora do alcance do Império. Lá, seu caminho se cruza com o de uma padawan Jedi desiludida. E ela pode ser a aprendiz que ele procura para ajudá-lo em sua implacável busca por vingança.

Terça-feira – 05/05

  • Demolidor: Renascido – Temporada 2, Episódio 8 (season finale)
    • Série | Original Marvel Television | Aventura | Ação | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • O prefeito Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) destrói Nova York enquanto persegue seu inimigo, o vigilante de Hell’s KItchen conhecido como Demolidor. Mas, por trás da máscara com chifres, Matt Murdock (Charlie Cox) tentará contra-atacar das sombras para derrubar o império corrupto do Rei do Crime e retomar seu lar. Resista. Rebele-se. Reconstrua.

Quarta-feira – 06/05

  • Os Testamentos: Das Filhas de Gilead — Temporada 1, Episódio 7
    • Série | Original Lucasfilm Animation | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Baseada no romance homônimo de Margaret Atwood, Os Testamentos: Das Filhas de Gilead dá continuidade ao universo de The Handmaid’s Tale num drama sobre amadurecimento ambientado em Gilead. A série acompanha Agnes, adolescente obediente e devota, e Daisy, jovem recém-chegada e convertida vinda de fora das fronteiras de Gilead. Enquanto percorrem os corredores luxuosos da exclusiva escola preparatória da Tia Lydia para futuras esposas, lugar onde a obediência é imposta com brutalidade, sempre sob justificativa divina, o vínculo entre elas se torna o gatilho que abalará seu presente e seu futuro.
  • Terra de Ouro – Temporada 1, episódios 3 e 4
    • Série | Original Hulu | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • Heeju recebe acidentalmente barras de ouro de uma rede de contrabando e fica presa num inferno de ganância e traição. Consumida pelo desejo de ficar com tudo, ela dá início a uma luta desesperada para se apoderar do saque.
  • Fábrica de Casamentos – Temporada 5, Episódio 6
    • Série | Reality Show | Ano de Produção: 2026 (Brasil)
    • Em cada episódio, Ana Furtado conduz o público por uma história de amor única. O programa acompanha um casal, seu grande sonho e um desafio especial: organizar o casamento perfeito em apenas sete dias. Para isso, um time de especialistas assume a missão de transformar desejos grandiosos e únicos dos noivos em uma celebração inesquecível, sempre correndo contra o tempo. Ao longo do episódio, o público acompanha os bastidores da produção e a ansiedade dos noivos até o grande momento final.
  • Eric Dane: Vida, Perda e Coragem
    • Especial | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Com o falecimento de Eric Dane (Euphoria) em 19 de fevereiro de 2026, após uma dura batalha contra a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), este especial homenageia o querido ator e revisita a entrevista que a apresentadora da ABC News, Diane Sawyer, fez quando Dane falou pela primeira vez sobre o diagnóstico. Na ocasião, ele refletiu sobre o momento em que recebeu a notícia, seus sintomas e como a doença passou a impactar o seu futuro. Dane também relembrou seus primeiros papéis, os altos e baixos de sua trajetória em Grey’s Anatomy, sua amizade com Ellen Pompeo e o que o fazia feliz. O especial traz trechos inéditos da entrevista.
  • Criminal Minds (todas as temporadas)

Quinta-feira – 07/05

  • Socorro!
    • Filme | Comédia | Suspense | Terror | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Linda Liddle é uma funcionária exemplar e inteligente de uma empresa comandada por um chefe intransigente e machista chamado Bradley Preston. O relacionamento profissional conturbado da dupla será levado ao extremo quando os dois colegas viram os únicos sobreviventes de um acidente de avião. Presos numa ilha deserta no meio do nada, Linda e Bradley são obrigados a enfrentar os velhos ressentimentos de sua relação e trabalhar juntos para tentar sobreviver nas condições inóspitas do local. O que, porém, eventualmente, ocorre é um jogo de poder e hierarquias que vira de cabeça para baixo as dinâmicas pré-estabelecidas entre os dois. Uma série de reviravoltas, então, coloca Linda e Bradley numa batalha pela predominância enquanto esperam um resgate.

Sexta-feira – 08/05

  • A Coroa Perfeita – Temporada 1, episódio 9
    • Série | Original Hulu | Drama | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • Numa Coreia do século 21 regida por uma monarquia constitucional, a tradição e a modernidade se entrelaçam, mas o glamour esconde uma sociedade com regras muito estritas. Seong Huiju é a talentosa diretora e herdeira de uma empresa poderosa, mas, por ser plebéia, sofre o desprezo da elite. Quando sua família começa a pressioná-la para se casar, Huiju decide tomar o controle do seu futuro após conhecer o príncipe Ian no Banquete de Aniversário Imperial. Ela tem tudo menos status, enquanto ele só tem status. Assim, eles concordam em se casar por contrato. Mas eles poderão romper as barreiras sociais e criar seu próprio destino?

Sábado – 09/05

  • A Coroa Perfeita – Temporada 1, episódio 10
    • Série | Original Hulu | Drama | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • Numa Coreia do século 21 regida por uma monarquia constitucional, a tradição e a modernidade se entrelaçam, mas o glamour esconde uma sociedade com regras muito estritas. Seong Huiju é a talentosa diretora e herdeira de uma empresa poderosa, mas, por ser plebéia, sofre o desprezo da elite. Quando sua família começa a pressioná-la para se casar, Huiju decide tomar o controle do seu futuro após conhecer o príncipe Ian no Banquete de Aniversário Imperial. Ela tem tudo menos status, enquanto ele só tem status. Assim, eles concordam em se casar por contrato. Mas eles poderão romper as barreiras sociais e criar seu próprio destino?
  • Outlander — Temporada 8, Episódio 10 (season finale)
    • Série (8 Temporadas) | Aventura | Drama | Fantasia | Romance | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Na oitava e última temporada de Outlander, Jamie (Sam Heugan) e Claire (Caitriona Balfe) descobrem que a guerra os seguiu até seu lar em Fraser’s Ridge, agora um assentamento próspero que cresceu e floresceu em sua ausência. Com as novas chegadas e mudanças ocorridas ao longo dos anos em que estiveram fora, os Fraser se veem diante do dilema do que estão dispostos a sacrificar pelo lugar que chamam de lar e o que estariam dispostos a abrir mão para permanecer juntos. Enquanto os Fraser mantêm uma frente unida contra os invasores, segredos de família que finalmente vêm à tona ameaçam dividi-los por dentro. Embora tenham deixado para trás a guerra pela independência dos Estados Unidos, sua luta por Fraser’s Ridge está apenas começando.

Esportes na ESPN

  • Copas CONMEBOL Libertadores e Sudamericana: acontecem as três últimas rodadas da fase de grupos, entre 05 e 28 de maio, definindo os classificados para a fase de mata-mata do torneio;
  • Campeonato Brasileiro Série B: o período concentra 5 rodadas (7 a 11), totalizando 50 jogos, com destaque para os clássicos Ceará x Fortaleza e Sport x Náutico;
  • NBA: os playoffs, iniciados em 18 de abril e com término em 19 de junho, entram em fase decisiva, com semifinais e as Finais de Conferência Leste entre 05 e 20 de maio;
  • Premier League: as rodadas finais (02 a 24 de maio) podem definir o grande campeão do futebol inglês;
  • LaLiga: entre 03 e 24 de maio, acontecem as rodadas 34 a 38, encerrando a temporada, que tem Real Madrid e Barcelona lutando pelo título espanhol;
  • Campeonato Italiano: entre 03 e 24 de maio, ocorrem as rodadas 35 a 38, também definindo o campeão;
  • Tênis: o Masters 1000 de Roma acontece de 27 de abril a 17 de maio, seguido do WTA 500 de Estrasburgo, entre 17 e 23 de maio, até a abertura de Roland Garros em 24 de maio, com jogos até a segunda semana de junho.

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Tratamento promissor para o câncer de pele está em testes no Brasil

Nas últimas semanas, o Olhar Digital noticiou um tratamento experimental promissor contra o câncer de pele. A abordagem é liderada pela Dra. Carmen Silvia Passos Lima, médica oncologista e professora, e por pesquisadores da Unicamp.

Trata-se de um composto inovador que combina um complexo de prata com um anti-inflamatório, a nimesulida, aplicado com adesivo e uma membrana de celulose bacteriana diretamente na lesão.

Para saber mais sobre a novidade, em que fase se encontra atualmente e como ela funciona, o OD entrevistou Carmen Lima e uma das pesquisadoras do estudo, a Dra. Gisele Goulart da Silva, pesquisadora de pós-doutorado da Unicamp.

Leia, a seguir, a entrevista completa:

Olhar Digital: O que diferencia esse novo tratamento das abordagens tradicionais já utilizadas contra o câncer de pele?

Dra. Carmen: Normalmente, esse tipo de câncer de pele, o carcinoma de células escamosas, é tratado com cirurgia, com ressecção cirúrgica do tumor. O problema é que esse tumor aparece mais comumente em áreas expostas ao sol.

Pode ser identificado nos membros superiores, braços, mãos e, principalmente, no rosto. E a ressecção cirúrgica pode deixar como sequela anormalidades visíveis, tanto estéticas quanto anormalidades funcionais, dependendo da localização do tumor.

Por exemplo, se esse tumor estiver localizado no lábio, é possível que seja necessário remover parte do lábio, com alterações na fala do paciente. Não se trata apenas de anormalidades estéticas, alterações estéticas, mas sim também de alterações funcionais.

A administração tópica de quimioterápicos, como o 5-fluorouracil, é também indicada para portadores desse tipo de tumor, mas sua eficácia é ainda duvidosa, particularmente em tumores profundos.

Tratamento de portadores do tumor com imunoterápico, como o cemiplimabe, também deve ser considerado, mas o custo do agente é tal que impede sua prescrição no Sistema Único de Saúde (SUS) do nosso país.

Em nosso estudo, o complexo prata-nimesulida é aplicado a uma membrana, que libera constantemente o quimioterápico sobre o tumor. Trata-se de um adesivo, como um curativo, que é colocado sobre o tumor e que deve ser trocado de tempos em tempos.

Esse é um tratamento diferente dos tratamentos tópicos que existem no momento, que são administrados na forma de um creme ou de uma pomada, que pode ser removida com os movimentos exercidos ao longo do dia ou pode atingir a pele sadia, não protegida, em torno do tumor.

Pessoa colocando um curativo no braço de uma pessoa
Composto se assemelha a um curativo – Imagem: PeopleImages/Shutterstock

OD: Como funciona o mecanismo de ação da terapia e quais são os principais avanços científicos por trás dela?

Dra. Gisele: A gente ainda não tem claro o mecanismo de ação desse medicamento. Mas observamos em estudo prévio conduzido em animais que [o medicamento] reduz a inflamação, que é um processo fundamental na formação do tumor. Entretanto, a prata-nimesulida pode alterar outros processos envolvidos com o desenvolvimento e progressão do tumor, e isso será avaliado durante o desenvolvimento da pesquisa.

Dra. Carmen: Vários experimentos foram conduzidos anteriormente para que o complexo pudesse ser avaliado em humanos.

Observamos inicialmente, em experimentos in vitro, no laboratório, que o complexo inibiu a proliferação de células tumorais e destruiu as demais, o que indicou que poderia ser um bom tratamento para pacientes portadores desse tipo de tumor.

A seguir, foram conduzidos experimentos em animais de pequeno porte, os camundongos. Nesses experimentos, camundongos com o tumor foram tratados com a aplicação do adesivo contendo a membrana impregnada pelo complexo prata-nimesulida sobre os tumores da pele. Observamos redução parcial ou total dos tumores com o tratamento.

E, ainda, o tratamento não determinou toxicidade local, onde foi aplicado o adesivo, ou sistêmica, como hematológica, renal e hepática.

Em função desses resultados, concluímos que o tratamento tópico foi eficaz contra o carcinoma de células escamosas de pele e seguro quando administrado sobre a pele de animais. Com base nesses achados, nós obtivemos liberação do Comitê de Ética em Pesquisa da Unicamp para que fosse avaliado em humanos.

OD: Em que estágio da pesquisa o estudo se encontra atualmente e quais foram os resultados obtidos até agora?

Dra. Carmen: Agora, estamos conduzindo o estudo clínico em humanos, que é dividido em duas partes: fase 1 e fase 2.

Dra. Gisele: O estudo de fase 1 envolve pequeno número de pacientes com o tumor — seis pessoas — e visa verificar qual dose do complexo prata-nimesulida deverá ser administrada a humanos na fase 2.

Administramos doses crescentes do complexo em membrana de celulose e adesivo aos pacientes e observamos se ocorreu alguma toxicidade, tanto cutânea, como irritação na pele, quanto sistêmica, porque fazemos exames de sangue, avaliando função renal, função hepática e hemograma.

Ao término desta fase, que está em andamento, teremos definido a dose ideal a ser ministrada aos portadores do tumor na fase 2 do estudo. Durante a segunda fase do estudo, 20 pacientes serão tratados com a dose definida no estudo da fase anterior, visando verificar a eficácia do tratamento.

Se uma redução ou desaparecimento dos tumores for observado, poderemos prosseguir para a sua chegada ao mercado e aos pacientes, solicitando aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

OD: Quais são as expectativas em relação à eficácia do tratamento em comparação com terapias já disponíveis?

Dra. Carmen: A nossa expectativa é a melhor possível. Que obtenhamos as mesmas respostas em humanos que nós obtivemos nos animais. Mas quem vai responder serão os resultados do próprio estudo. Essa é a expectativa. Esperamos que aconteça.

Representação artística de células tumorais
Em experimentos feitos com camundongos, pesquisadores notaram redução das células tumorais – Imagem: Krot_Studio/Shutterstock

OD: Quanto tempo deve levar até que o tratamento possa ser disponibilizado ao público, caso os resultados sejam positivos?

Dra. Gisele: A expectativa é que seja disponibilizado o mais rápido possível. Mas é muito difícil a gente estimar, porque é um processo muito burocrático. Uma vez que passa pelo estudo de fase 1, fase 2, tem toda a parte de registro pela Anvisa. São muitos processos, são muitas etapas. A gente espera que seja rápido. Mas estimar um tempo específico é difícil.

OD: Existe a possibilidade de aplicação dessa tecnologia para outros tipos de câncer?

Dra. Carmen: Nós não temos resultados para isso. Nós só testemunhamos o complexo prata-nimesulida nesse tipo de tumor. É possível que, em outros tipos de tumor de pele, a gente também possa usar esse medicamento. Nós não temos nenhum embasamento teórico, nenhum embasamento experimental para dizer isso.

Nós vamos precisar repetir todos os experimentos das fases anteriores com outro tipo de tumor, como, por exemplo, o carcinoma basocelular, que é um tumor de pele muito comum, ou melanoma, que é um tumor raro, mas é bastante agressivo.

É por isso que os avanços em medicina são avanços lentos. Na verdade, até a gente levar algum medicamento para o humano, é necessário um longo caminho, muito trabalho e muita persistência dos pesquisadores.

OD: Deixo um espaço agora para um último recado aos nossos leitores, já agradecendo pela entrevista.

Dra. Carmen: Eu gostaria de ressaltar o longo caminho que é necessário para o desenvolvimento de um novo fármaco para tratamento de câncer. Quantos pesquisadores foram necessários, quanto trabalho foi realizado e quanto esforço foi despendido para que se pudesse obter o resultado desse estudo.

Gostaria também de ressaltar que nós conduzimos tudo isso com financiamento de agências de pesquisa, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), destinadas a este projeto específico e ao CEPID CancerThera.

Dra. Gisele: É muito bacana essa oportunidade que a gente está tendo de poder explicar a pesquisa e poder levar isso para a população. E é muito importante esse ponto que a doutora Carmen ressaltou, em relação ao suporte financeiro, de também falar e dizer sobre os recursos que são usados aqui e como que eles chegam até a gente.

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Internacional x Fluminense: onde assistir, horário e escalações do jogo do Brasileirão

Neste domingo (3), Internacional e Fluminense se enfrentam em duelo válido pela 14ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola às 18h30 (horário de Brasília) no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).

  • Internacional x Fluminense
    • Competição: Brasileirão 2026
    • Rodada: 14ª
    • Data: 03/05 (domingo)
    • Horário: 18h30 (horário de Brasília)
    • Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir ao Internacional x Fluminense pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre  Internacional e Fluminense terá transmissão ao vivo no SporTV e Premiere.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Internacional: Anthoni; Bernabei, Félix Torres, Victor Gabriel e Bruno Gomes; Bruno Henrique, Villagra, Allex, Vitinho; Borré (Alerrandro) e Carbonero.
    • Técnico: Paulo Pezzolano
  • Fluminense: Fábio; Guga, Jemmes, Freytes e Guilherme Arana; Bernal, Hércules; Serna, Savarino, Canobbio e Castillo.
    • Técnico: Luis Zubeldía
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
    • Assistentes: Guilherme Camilo (MG) e Eduardo da Cruz (MS)
    • VAR: Wagner Reway (SC)

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Internacional e Fluminense na atual temporada

O Internacional vive uma temporada irregular até aqui. No Brasileirão 2026, o time é o primeiro fora da zona de rebaixamento, com 14 pontos. A equipe de Pezzolano tem apenas uma vitória nos últimos quatro jogos. Pela Copa do Brasil, venceu o Athletic fora de casa por 2 a 1 no jogo de ida.

Já o Fluminense apresenta uma temporada sólida. Em terceiro no Brasileirão com 26 pontos, a equipe carioca tem duas vitórias nos últimos quatro jogos. Porém, pela Copa Libertadores, ainda não venceu em três partidas e está na última colocação do Grupo C. Na Copa do Brasil, empatou com o Operário em 0 a 0.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje!

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Flamengo x Vasco: onde assistir, horário e escalação do jogo do Brasileirão

Neste domingo (03), Flamengo e Vasco se enfrentam em duelo válido pela 14ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola para a partida às 16h (horário de Brasília) no Maracanã, no Rio de Janeiro.

  • Flamengo x Vasco
    • Competição: Campeonato Brasileiro (Brasileirão)
    • Rodada: 14ª
    • Data: 03/05 (domingo)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: Maracanã, no Rio de Janeiro

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir ao Flamengo x Vasco pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre Flamengo e Vasco terá transmissão ao vivo na TV Globo, Ge TV (Youtube) e Premiere.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Flamengo: Rossi; Ayrton Lucas, Léo Pereira, Léo Ortiz, Varela; Jorginho, Evertton e Luiz Araújo; Plata, Samuel Lino e Pedro.
    • Técnico: Leonardo Jardim.
  • Vasco: Leo Jardim, Cuiabano, Robert Renan, Saldivia, Pumita; Tchê Tchê, Cauan Barros, Nuno Moreira; Andrés Gómez, Spinelli (David), Johan Rojas (Adson).
    • Técnico: Renato Gaúcho.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO).
    • Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Leone Rocha (GO).
    • VAR: Daniel Bins (RS).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Flamengo e Vasco na atual temporada

O Flamengo vive um invencibilidade de oito jogos e é o atual segundo colocado do Brasileirão 2026, com 26 pontos. Na Libertadores, são duas vitórias e um empate, resultados que colocam o time carioca na liderança do Grupo A. Pela Copa do Brasil, o Flamengo venceu o jogo de ida contra o Vitória por 2 a 1.

Já o Vasco vive um momento irregular. Com três vitórias e duas derrotas nos últimos cinco jogos, a equipe figura na décima colocação do Campeonato Brasileiro, com 16 pontos. Pela Copa Sul-Americana, tem quatro pontos e lidera o Grupo G. Já na Copa do Brasil, o Gigante da Colina saiu na frente no primeiro confronto contra o Paysandu, vencendo fora de casa por 2 a 0.

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Palmeiras x Santos: onde assistir, horário e escalação do Brasileirão

Dia de clássico paulista! Neste sábado (02), Palmeiras e Santos se enfrentam na 14ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola às 18h30 (horário de Brasília) no Allianz Parque, em São Paulo (SP).

  • Palmeiras x Santos:
    • Competição: Brasileirão 2026
    • Rodada: 14ª
    • Data: 02/05 (sábado)
    • Horário: 18h30 (horário de Brasília)
    • ​Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Palmeiras x Santos no Brasileirão?

O duelo entre Palmeiras e Santos será transmitido pelo canal pay-per-view Premiere.

Prováveis escalações

  • Palmeiras: Carlos Miguel; Giay, Gustavo Gómez, Murilo e Arthur (Jefté); Marlon Freitas, Andreas Pereira, Allan e Arias; Sosa e Flaco López.
    • Técnico: Abel Ferreira.
  • Santos: Gabriel Brazão; Mayke (Igor Vinícius), Lucas Veríssimo, Luan Peres, Escobar; Willian Arão, Oliva, Gabriel Bontempo; Rony (Barreal), Moisés e Gabigol.
    • Técnico: Cuca.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Palmeiras e Santos no Brasileirão

O Palmeiras está invicto no Brasileirão e é líder isolado, com 32 pontos (6 a mais do que o Flamengo, em 2º na tabela). No entanto, no meio da semana, o Verdão empatou por 1×1 com o Cerro Porteño na Libertadores. O Palestra também joga a Copa do Brasil e venceu o Jacuipense por 3×0 na última rodada.

Do outro lado, o Santos vem de duas rodadas sem vencer (uma derrota e um empate) e está em 17º lugar, primeiro posição da zona de rebaixamento, com 14 pontos. O Peixe empatou por 1×1 com o San Lorenzo no meio da semana pela Sul-Americana. Já na Copa do Brasil, ficou no empate sem gols contra o Coritiba.

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Botafogo x Remo: onde assistir, horário e escalação do Brasileirão

Neste sábado (02), Botafogo e Remo se enfrentam na 14ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola às 16h (horário de Brasília) no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ).

  • Botafogo x Remo:
    • Competição: Brasileirão 2026
    • Rodada: 14ª
    • Data: 02/05 (sábado)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • ​Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Botafogo x Remo no Brasileirão?

O duelo entre Botafogo e Remo será transmitido pelo canal pay-per-view Premiere.

Prováveis escalações

  • Botafogo: Neto; Mateo Ponte (Vitinho), Ferraresi, Barboza (Bastos) e Alex Telles; Medina, Danilo, Edenilson, Júnior Santos e Matheus Martins; Arthur Cabral.
    • Técnico: Francim Carvalho.
  • Remo: Marcelo Rangel; Matheus Alexandre, Marllon, Tchamba e Mayk; Patrick, Zé Welison, Zé Ricardo, Yago Pikachu e Jajá; Gabriel Poveda.
    • Técnico: Léo Condé.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Botafogo e Remo no Brasileirão

O Botafogo vem de cinco rodadas sem perder, com três vitórias e dois empates, ficando na 8ª posição da tabela (17 pontos). O Glorioso também disputa a Copa do Brasil, com vitória por 1×0 contra a Chapecoense na última partida, e a Sul-Americana, com vitória por 3×0 contra o Independiente Petrolero no meio da semana.

Do outro lado, o Remo, recém-chegado da Série B, luta para sair da zona de rebaixamento. São cinco rodadas sem vencer, com três derrotas e dois empates, ficando na 19ª posição (vice-lanterna), com 8 pontos (mesmo número que a Chapecoense, na lanterna). O Leão Azul também joga a Copa do Brasil, vindo de vitória por 3×1 contra o Bahia, e a Copa Verde, com vitória de 2×1 contra o Galvez.

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Trump Phone ganha certificação e se aproxima de possível lançamento nos EUA

O controverso telefone Trump Mobile T1 acaba de passar por mais uma etapa regulatória nos Estados Unidos, obtendo a certificação PTCRB. Este é um novo indício de que o dispositivo pode realmente estar caminhando para um lançamento comercial.

Segundo informações do The Verge, a certificação foi concedida em 9 de março para o modelo SGG-06, da Smart Gadgets Global LLC, que oferece suporte para redes 5G, 4G, 3G e 2G. O mesmo dispositivo já havia recebido autorização da FCC em janeiro, conforme reportado anteriormente.

O que é a certificação PTCRB, adquirida pelo Trump Phone

  • A PTCRB é o processo de certificação estadunidense para smartphones, tablets e dispositivos IoT, administrado pela associação comercial CTIA;
  • Embora pouco conhecida pelo público geral, esta certificação é essencialmente obrigatória para qualquer telefone que pretenda ser lançado nos Estados Unidos;
  • O processo PTCRB é um primeiro passo para que dispositivos sejam certificados para operar nas principais redes de telecomunicações do país e recebam números IMEI válidos.

O Verge conversou, em fevereiro, com Eric Thomas, CEO da Smart Gadgets Global e um dos executivos da Trump Mobile. À época, ele citou a certificação PTCRB.

“Provavelmente, são necessários uns 30 testes diferentes para um novo telefone, incluindo colocá-lo em um veículo e dirigir pelas ruas para testá-lo de torre em torre. Tudo isso já foi feito”, disse Thomas.

Leia mais:

Donald Trump falando
Donald Trump vai lançar seu próprio smartphone? – Imagem: Joshua Sukoff/Shutterstock

“Alguns dos componentes internos desse teste, o que chamamos de PTCRB, estão passando por esse processo agora. Já concluímos essa etapa hoje. Estamos praticamente finalizados e agora vamos para a fase de depuração, correções e novos testes.”

A conversa ocorreu em 6 de fevereiro, quando o executivo disse ao portal que a intenção era concluir os testes do PTCRB até o fim do mês “e, depois, tudo isso vai para a T-Mobile para aprovação”.

Se essa cronologia estiver correta, então, a responsabilidade pelo Trump Phone está com a T-Mobile, uma das principais operadoras de telefonia móvel dos EUA. Até o momento, a empresa não confirma se o T1 Phone está mesmo nesse processo de certificação. No último contato do Verge com a empresa, ela pediu que a Trump Mobile fose procurada.

Thomas disse que o dispositivo estava sendo certificado por uma operadora por vez visando evitar repetição nos testes. Uma vez que a T-Mobile certifique o dispositivo, a Trump Mobile poderia encaminhar a certificação para Verizon e AT&T — outras duas gigantes do setor de telefonia móvel — em vez de fazer todos os testes novamente.

A obtenção desta segunda certificação sugere que há um produto real sendo desenvolvido pela Trump Mobile, contrariando ceticismos anteriores sobre a viabilidade do projeto. O fato de o mesmo modelo SGG-06 ter passado por duas etapas regulatórias distintas indica continuidade no processo de desenvolvimento.

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Conheça o território que nenhum país quer controlar

É raro encontrar um pedaço de terra no planeta que nenhum país queira controlar, mas esse é exatamente o caso de Bir Tawil. Localizado entre o Egito e Sudão, esse território desértico chama atenção não por riquezas ou disputas, mas justamente pelo oposto: a ausência de interesse oficial, apesar de sua existência estratégica no mapa.

À primeira vista, Bir Tawil parece apenas mais um trecho árido entre dois desertos. Sem estradas, infraestrutura ou população permanente reconhecida, o local é de difícil acesso e apresenta condições extremas. Ainda assim, a ideia de que seja completamente vazio não corresponde à realidade, segundo informações do portal IFLScience.

Para quem tem pressa:

  • Bir Tawil, localizado entre Egito e Sudão, é um território não reivindicado por qualquer nação;
  • A região possui presença de povos nômades e comunidades de mineração;
  • Já foi alvo de reivindicações simbólicas individuais;
  • Não é completamente desabitado, apesar da fama.

A origem de um “erro geopolítico”

A situação surgiu de fronteiras conflitantes criadas pelos britânicos, que levaram os países a disputarem Hala’ib e ignorarem Bir Tawil. (Imagem: NASA/Landsat 8/OLI via Wikimedia Commons)
A situação surgiu de fronteiras conflitantes criadas pelos britânicos, que levaram os países a disputarem Hala’ib e ignorarem Bir Tawil. (Imagem: NASA/Landsat 8/OLI via Wikimedia Commons) – A situação surgiu de fronteiras conflitantes criadas pelos britânicos, que levaram os países a disputarem Hala’ib e ignorarem Bir Tawil. (Imagem: NASA/Landsat 8/OLI via Wikimedia Commons)

Grupos nômades como os Ababda habitam a região há séculos, mantendo uma presença contínua muito antes das fronteiras modernas. Além disso, atividades de mineração, especialmente de ouro, atraem trabalhadores e pequenas estruturas comerciais improvisadas, criando bolsões de ocupação humana em meio ao deserto.

A existência de Bir Tawil como território não reivindicado está diretamente ligada a um impasse histórico entre Egito e Sudão. No final do século 19, durante o domínio britânico, foram traçadas duas fronteiras distintas para a região: uma linha política em 1899 e outra administrativa em 1902.

O problema é que cada país reconhece uma dessas linhas como oficial. O Egito adota a fronteira de 1899, enquanto o Sudão prefere a de 1902. Isso cria uma situação curiosa: ambos disputam o rico Triângulo de Hala’ib, mas rejeitam Bir Tawil, já que reivindicá-lo implicaria abrir mão do território mais valioso.

Leia mais:

Tentativas curiosas de ocupação

vista do deserto do saara com areia a perder de vista
Apesar da fama de vazio, a região abriga povos nômades e atividades de mineração, mantendo presença humana contínua. (Imagem: takayuki / Shutterstock) – Imagem: takayuki / Shutterstock

Apesar da ausência de reconhecimento internacional, Bir Tawil já foi alvo de reivindicações individuais. Um dos casos mais famosos envolve Jeremiah Heaton que, em 2014, declarou o local como o “Reino do Sudão do Norte” para realizar o sonho da filha de ser princesa.

Outras tentativas incluem bandeiras simbólicas e projetos pessoais sem validade legal. No entanto, essas iniciativas ignoram a presença histórica de populações locais, que veem essas ações como invasivas. Para esses grupos, Bir Tawil nunca foi uma terra sem dono, mas sim parte de um território tradicional.

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Em breve, a TV aberta vai mudar no Brasil

No último dia 14, o Brasil iniciou a fase prática da próxima geração da televisão aberta. Na Torre de TV de Brasília, o Ministério das Comunicações, a Anatel e a EBC inauguraram a estação de testes da TV 3.0, marco inicial de uma transição tecnológica que deve se estender por até 15 anos e alcançar cerca de 90 milhões de televisores no país. As primeiras transmissões experimentais estão previstas para 2026, com início nas grandes capitais.

A nova tecnologia, chamada de DTV+, vai além de uma evolução na qualidade de imagem. Ela combina o sinal broadcast tradicional com a internet, transformando a TV aberta em uma plataforma interativa com navegação por aplicativos, conteúdo sob demanda, publicidade segmentada e recursos de acessibilidade ampliados.

O modelo mantém a gratuidade da TV aberta, que segue como principal meio de consumo de vídeo no país. Segundo dados da Kantar Ibope de março de 2025, ela ainda responde por 70% de todo o consumo de vídeo no Brasil.

Um novo padrão para uma televisão de alta presença no cotidiano

Para entender a dimensão da mudança, é necessário observar o cenário atual. O sistema de TV digital em uso no Brasil desde 2007 transmite em 1080i, um formato entrelaçado que, na prática, entrega ao telespectador uma qualidade percebida mais próxima de 720p progressivo.

  • O “i” e o “p” indicam como a imagem é desenhada na tela.
  • Então, o número fala da quantidade de linhas da imagem; a letra fala do modo como essa imagem aparece na tela.
  • i = interlaced, ou entrelaçado: a imagem é formada em duas etapas. Primeiro aparecem as linhas ímpares da imagem, depois as linhas pares. Ou seja, cada quadro é “montado em partes”.
  • Isso era útil para transmissão de TV porque economizava banda, mas pode gerar perda de nitidez em cenas rápidas.
  • p = progressive, ou progressivo: a imagem é formada de uma vez só, com todas as linhas exibidas em sequência dentro do mesmo quadro.
  • Por isso, o “p” costuma ser melhor para movimento, como futebol, games, ação e câmeras rápidas.

Sergio Bruzetti, coordenador do Módulo de Mercado do Fórum SBTVD, explica que o sinal entrelaçado exibe metade das linhas da imagem em cada atualização, o que impacta a percepção de nitidez em cenas com maior movimento. O modelo, segundo ele, cumpriu seu papel ao viabilizar a digitalização da TV aberta com ampla cobertura e acesso gratuito, mas a evolução dos hábitos de consumo tornou o salto tecnológico necessário.

O contexto ajuda a explicar a movimentação do setor. Os brasileiros passam, em média, 5 horas e 14 minutos por dia em frente à televisão linear, segundo dados da Kantar Ibope de 2024. A TV está presente em 95% dos lares do país, de acordo com a PNAD TIC de 2021, e é apontada como o meio de comunicação mais confiável por 42,5% da população.

Ao mesmo tempo, o avanço do streaming altera o equilíbrio do mercado. Em dezembro de 2024, plataformas digitais alcançaram 20,1% da audiência total no Brasil, com o YouTube liderando com 12,6% e a Netflix com 4,6%, segundo a Kantar Ibope. Já a TV paga segue em retração, encerrando 2025 com 7,6 milhões de pontos ativos, queda de 17,7% em relação ao ano anterior e o menor patamar desde 2009.

Para o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja, a TV 3.0 ainda terá espaço mesmo em um ambiente dominado pelas plataformas digitais. Ele afirma: “Tem toda essa interatividade dessa tecnologia que está chegando e que tem sim uma parte importante do público que não tem nenhuma dessas assinaturas, seja porque não é tão tecnológico ou porque não tem os recursos financeiros”.

Igreja destaca ainda que as tecnologias não são excludentes: “Mesmo quem já tem streaming vai ganhar numa série de conteúdos e canais que hoje a pessoa consome sem isso”.

Quanto custa assinar Netflix, Prime, Max e Globoplay em 2026? Qual vale mais a pena?
Plataformas de streamings estão ficando mais populares. Imagem gerada por IA (ChatGPt/Olhar Digital) – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Navegação por aplicativos e integração com a internet

A principal mudança para o telespectador será na forma de interação com a TV. O acesso aos canais, hoje feito por números, passa a ocorrer por meio de uma interface baseada em aplicativos e ícones, em um ambiente semelhante ao das plataformas de streaming.

Segundo o Fórum SBTVD, canais e emissoras tendem a operar em formato de aplicativos dentro da interface da TV. A integração com a internet amplia a experiência para além do conteúdo linear, permitindo acesso a catálogos sob demanda, múltiplos ângulos de imagem, diferentes trilhas de áudio, enquetes em tempo real, publicidade segmentada e recomendações personalizadas.

A mudança também abre espaço para novas aplicações, como alertas de emergência mais precisos, serviços públicos digitais e recursos ampliados de acessibilidade.

Arthur Igreja observa que a experiência tende a ser mais integrada: “É muito mais interativo, é muito mais participativo, essa integração que hoje muitas vezes acontece com a chamada segunda tela passa a acontecer de uma forma muito mais integrada”.

Ele acrescenta que a mudança também afeta o comportamento de consumo: “A forma não só ao assistir, ao se programar para assistir ou na escolha do conteúdo, muda”.

Do lado das emissoras, o conteúdo principal continuará sendo transmitido via broadcast, garantindo qualidade e estabilidade para grandes audiências simultâneas. A internet atua como complemento, ampliando funcionalidades como catálogo de conteúdos, retomada de programas e personalização da experiência.

Mesmo sem conexão à internet, a programação aberta continuará acessível normalmente, com melhorias de imagem e som do novo padrão. Os recursos interativos dependem da conectividade, mas não afetam o acesso ao sinal básico.

Tecnologia e padrões da TV 3.0

O padrão tecnológico adotado como base da TV 3.0 é o ATSC 3.0, definido após testes de campo realizados pelo Fórum SBTVD entre 2023 e 2024 e oficializado por decreto em 2025.

Um dos principais componentes do sistema é o codec VVC (Versatile Video Coding), que oferece ganho de eficiência de aproximadamente 50% em relação ao MPEG-4.

Segundo Sergio Bruzetti, “essa evolução é fundamental para viabilizar a TV 3.0, pois possibilita a transmissão de conteúdos em 4K, e futuramente até 8K, algo que não é viável no modelo atual sem comprometer a qualidade ou a capacidade de transmissão”.

O áudio também evolui com a adoção do padrão MPEG-H, que permite som imersivo e ajustes individualizados, como separação entre voz, trilha sonora e efeitos, além de seleção de idiomas.

Na estação de testes inaugurada em Brasília, equipamentos foram instalados na Torre de TV com apoio da entidade Seja Digital. A estrutura já transmite conteúdos experimentais na nova faixa de canais destinada ao padrão.

Custos e desafios da transição

A adoção da TV 3.0 exigirá adaptação dos televisores atuais, que não são compatíveis com o novo padrão. A solução será o uso de conversores conectados às TVs existentes, com custo estimado entre R$ 300 e R$ 400.

Arthur Igreja avalia que o fator econômico é relevante no curto prazo: “É uma barreira que não é desprezível. Vão ter pessoas que podem considerar assinar um streaming”.

Ele, no entanto, vê a transição como gradual: “Assim como aconteceu com as smart TVs, com o tempo isso vai ser um recurso absolutamente integrado”.

Para as emissoras, o investimento também é significativo. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) estima que a replicação da cobertura atual da TV digital em todo o território nacional exigiria cerca de R$ 21,79 bilhões em sistemas de transmissão. Em um cenário inicial restrito às capitais e regiões metropolitanas, o valor estimado é de R$ 4,95 bilhões.

Segundo a entidade, o avanço da implantação dependerá de previsibilidade regulatória, coordenação entre os agentes do setor e mecanismos de financiamento capazes de viabilizar a participação de emissoras de diferentes portes.

Cronograma, custos e os desafios para colocar a TV 3.0 em operação

O cronograma prevê o início das transmissões da TV 3.0 em junho de 2026, com as primeiras implantações concentradas em grandes centros urbanos, como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. A expansão para outras regiões deve ocorrer de forma gradual, em um processo que pode se estender por até 15 anos até a cobertura nacional completa.

A implementação, no entanto, depende de uma série de fatores técnicos e institucionais. Para o setor, trata-se de uma transição de larga escala que exige convivência entre sistemas, adaptação progressiva de infraestrutura e disponibilidade de receptores compatíveis no mercado.

Para Arthur Igreja, o cronograma é viável, mas sujeito a variáveis externas. “O que pode atrasar são questões burocráticas, de disponibilidade de tecnologia, logísticas. O mundo está sofrendo com uma série de instabilidades”, afirma.

Segundo a ABERT, o avanço do projeto dependerá de previsibilidade regulatória, coordenação entre os agentes do setor e criação de mecanismos de financiamento que permitam a participação de emissoras de diferentes portes ao longo da transição.

Uma transição de padrão tecnológico e de experiência de consumo

A TV 3.0 se insere em uma sequência de mudanças estruturais da televisão brasileira, como a migração do sinal analógico para o digital e a consolidação das smart TVs. No entanto, especialistas do setor apontam que esta etapa traz uma diferença central: parte da experiência proposta já é familiar ao público, por estar presente em plataformas digitais.

A proposta da DTV+ é aproximar a televisão aberta dessa lógica de uso, com navegação por aplicativos, integração com internet e maior flexibilidade de consumo, sem alterar seu caráter de serviço gratuito e universal.

Em vez de substituir o modelo atual, a transição busca ampliar suas camadas de funcionalidade, combinando transmissão tradicional e conectividade em uma mesma estrutura técnica.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (30/04/2026)

Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira:

Brasileiros descobrem rota que pode tornar viagem à Lua mais barata

Um grupo de pesquisadores brasileiros e europeus acaba de encontrar um trajeto mais barato do que todos os já descritos na literatura científica para chegar à Lua. O novo itinerário exige 58,80 metros por segundo a menos de propelente do que a rota mais viável conhecida até então. Essa diferença, embora pareça pequena, pode representar uma economia de milhões de dólares em combustível.

Chefe da NASA quer que Plutão volte a ser planeta

O administrador da NASA, Jared Isaacman, apresentou uma proposta de orçamento para o ano fiscal de 2027. Nela, estabeleceu a meta de pousar astronautas na Lua até 2028 e defendeu o retorno de Plutão ao status de planeta.

IA ensinou cientistas a criar uma arma biológica

Um episódio envolvendo testes de segurança com inteligência artificial reacendeu preocupações sobre o potencial uso indevido da tecnologia em cenários de risco. Durante uma avaliação conduzida por especialistas, um chatbot foi capaz de sugerir estratégias detalhadas para a criação e disseminação de uma arma biológica.

IA e deepfakes silenciam mulheres na vida pública, aponta ONU

Um relatório da ONU aponta que a violência online e o uso de deepfakes estão afastando mulheres de cargos públicos e da vida política. O documento destaca que ataques coordenados buscam silenciar vozes femininas e minar a credibilidade profissional de jornalistas, ativistas e defensoras de direitos humanos mundo afora.

Antílope-azul que viveu há 260 anos pode voltar à vida

A empresa de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou que tentará trazer de volta à vida um antílope extinto por volta de 1800. O animal se junta a projetos de “desextinção” que já envolvem o mamute-lanoso, o dodô, o moa, o tilacino e o lobo-terrível.

O Olhar Digital News vai ao ar de segunda a sexta-feira nas nossas redes sociais!

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Como irmãos brasileiros levaram Le Mans para o IMAX

O longa 2DIE4: 24 Horas no Limite chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (30) com uma proposta incomum dentro do cinema nacional: transportar o espectador para dentro de uma das provas mais exigentes do automobilismo mundial, as 24 Horas de Le Mans. A produção acompanha o piloto Felipe Nasr ao longo da corrida, em uma narrativa construída a partir de sua própria perspectiva e das interações com a equipe durante a prova.

Dirigido e produzido pelos irmãos André Abdala e Salomão Abdala, conhecidos como Abdala Brothers, o projeto levou cerca de dois anos para ser desenvolvido e combina uso de equipamentos cinematográficos de alto nível e acesso direto aos bastidores de uma equipe da Porsche. A proposta, segundo os diretores, foi tratar uma corrida real como se fosse um set de filmagem, sem interferir nos acontecimentos.

Além do acesso, o filme também aposta em inovação técnica. A produção utilizou câmeras 8K customizadas em parceria com a Panavision. A técnica de filmagem, adaptada ao padrão IMAX, visou manter uma estética mais próxima do cinema tradicional.

Outro destaque está no desenho de som, desenvolvido ao longo de mais de um ano e finalizado em Dolby Atmos. A proposta foi recriar não apenas o ambiente da corrida, mas também a percepção auditiva do piloto dentro do carro, incluindo comunicações de rádio e variações de motor.

Na entrevista abaixo ao Olhar Digital, os diretores detalham os bastidores do projeto, as decisões criativas e os desafios de transformar um evento real em uma experiência cinematográfica.

Do início com GoPro ao primeiro longa

Olhar Digital: Como foi o caminho de vocês desde o início, quando ganharam uma GoPro em um sorteio, até chegar ao primeiro filme brasileiro em IMAX?

André Abdala:
É muito doido… porque eu acho que durante a nossa carreira tiveram muitas GoPros que Deus nos deu e foram possibilitando a gente avançar a cada degrau, na verdade, para o próximo passo. Eu acho que cada passo foi um pulo de amadurecimento, mas para a gente sempre foi uma coisa muito pessoal, sabe?

Nós começamos a fazer vídeo porque a gente era apaixonado por isso. A gente queria que o nosso vídeo de GoPro saísse no canal oficial da GoPro e fosse o melhor vídeo de GoPro possível. E quando a gente comprou uma câmera própria, a lógica era a mesma.

E agora fazer o filme, o primeiro filme, tem que ser IMAX. Então sempre teve uma motivação por trás nossa que é pessoal, num nível de que se não ficar perfeito, não está bom o suficiente.

É muito louco isso, porque por mais que seja uma evolução muito grande das coisas que aconteceram, foram oportunidades que apareceram e que a gente buscou muito para poder estar lá.

Olhar Digital: Vocês trabalharam com a Panavision para desenvolver o equipamento e usaram lentes muito raras. O que essas escolhas trouxeram para a imagem do filme que uma câmera convencional não traria?

Salomão Abdala:

Quando a gente teve essa ideia e decidiu fazer o nosso primeiro filme, a gente sabia que em algum momento ia ter que fazer esse primeiro filme. E a gente queria que fosse um filme de corrida, porque a gente sabe que tem muitas habilidades no mundo do automobilismo e sabemos mostrar isso de um jeito diferente que talvez não tinha sido mostrado antes.

Mas fazer o primeiro filme de corrida é quase impossível, porque os filmes de corrida são notórios por serem os mais caros da história do cinema. Então, como que você consegue, como diretor, fazer o seu primeiro filme sem ter esse tipo de estrutura, sem vir desse meio?

E esse conceito veio quando meu irmão falou: e se a gente for numa corrida de verdade, filmar um piloto de verdade, com consequências de verdade, e tratar isso como o nosso set de cinema?

Olha para aquelas 300 mil pessoas que estão na arquibancada e tratá-las como se fossem figurantes. Porque, se você estivesse num set, você ia pedir para elas se vestirem como franceses e fingirem que estão assistindo a uma corrida. Só que ali elas já são francesas, estão na França e foram assistir a corrida.

Então é só captar essa realidade da forma mais cinematográfica possível.

Mas tinha uma coisa que a gente queria: o equipamento, a parte técnica que os grandes filmes de Hollywood têm. Então, mesmo sem ter esse grande orçamento, se a gente usasse esse tipo de equipamento, isso ia trazer uma qualidade que está nos filmes que a gente gosta.

A Panavision desenvolveu coisas para a gente, foi de protótipo mesmo. Isso foi muito especial, porque era algo que a gente queria desde o começo.

Eu falei para eles: ‘eu quero muito a lente que o Christopher Nolan usou em Oppenheimer, que traz aquela separação entre o personagem e o resto do mundo’.

Arquibancada lotada acompanha carros na pista durante as 24 Horas de Le Mans
Público real vira ‘figurante’ no filme que acompanha a corrida de Le Mans. Imagem: reprodução – Imagem: Divulgação

André Abdala:

É porque é uma lente antiga e muito especial, que traz esse look na imagem.

Quando a gente fala de IMAX, existe esse selo de qualidade, de que é a forma mais imersiva de assistir a um filme. Mas mesmo assistindo o nosso filme em um cinema tradicional, você vai perceber essa diferença, porque essas lentes fazem parecer que você entrou em uma realidade nova.

As imagens trazem uma separação entre o protagonista, o Felipe, e o fundo, que parece que você está em um ambiente que não é o que você geralmente assiste em outros filmes.

Tem um look muito diferente. Essas lentes são isso.

Olhar Digital: Vocês desenvolveram uma técnica inédita de filmagem para esse formato. Explica a ideia para os nossos leitores e o que muda para quem está assistindo.

Salomão Abdala:

Uma das coisas que a gente queria era trazer novas experiências para a audiência. Um dos jeitos disso foi colocar a audiência dentro de um lugar onde ela nunca esteve, que é dentro do relacionamento de um piloto com a equipe. Um relacionamento real, que não é roteirizado. Você está vendo ali praticamente um casamento dentro de quatro paredes, coisas que normalmente você não veria.

Na parte técnica, a gente também queria trazer inovação. O IMAX tem uma tela mais alta do que larga, o que vai contra a evolução do cinema, que sempre foi de deixar a imagem mais horizontal. Vieram várias tecnologias ao longo do tempo para deixar a imagem mais larga, como lentes anamórficas, CinemaScope, VistaVision.

O IMAX vem no sentido contrário. Ele é mais alto. E, por isso, normalmente se usa lente esférica, que é uma lente mais ‘normal’, mais parecida com o que você vê até em um celular.

Só que, para a gente, o cinema mais clássico, os grandes filmes da história, sempre foram feitos com lentes anamórficas, que criam uma separação diferente entre o que está em foco e o que não está.

Close nos olhos de um piloto com reflexos de luz, em cena do filme
Cena destaca imersão e linguagem visual do filme 2DIE4: 24 Horas no Limite – Imagem: Divulgação

André Abdala:
E são essas lentes que geram aquelas barras pretas que a gente está acostumado a ver nos filmes.

Salomão Abdala:

Exatamente. E isso normalmente não funciona no IMAX. Então, em muitos filmes, você vê cenas em IMAX com lente esférica e outras cenas com lente anamórfica com barras pretas.

Ou então, em filmes mais recentes, eles usam só lente esférica para manter a consistência. Mas isso sempre incomodou a gente, porque acreditamos que a lente anamórfica é a mais cinematográfica que existe.

Durante o desenvolvimento do filme, a gente teve algumas ideias, fez cálculos, conversou com a Panavision, e eles desenvolveram protótipos para a gente.

A gente conseguiu criar uma técnica onde usamos lente anamórfica no formato IMAX, que é esse formato mais alto. É o primeiro filme com lançamento em IMAX a fazer isso.

Isso é um ponto muito grande de orgulho para a gente como brasileiros, porque além de ser o primeiro filme brasileiro em IMAX, também traz uma inovação que está sendo feita aqui antes do resto do mundo.

Essa técnica foi aplicada na sequência final do filme, que foi quando ela ficou pronta. E é uma sequência com uma imagem muito diferente, porque você está vendo anamórfico dentro de uma tela alta de IMAX.

Olhar Digital: Como vocês conseguiram esse nível de acesso ao Felipe Nasr e também à equipe da Porsche dentro de uma corrida?

André Abdala:

Isso foi uma das coisas mais difíceis e a primeira grande barreira para a gente tentar fazer o filme. Porque, a partir do momento que o Felipe veio com a gente… existia um contexto de que nós já queríamos fazer o nosso primeiro filme e tínhamos interesse em contar histórias de pessoas com obsessão por aquilo que fazem.

Numa conversa de bar com o Felipe, depois de um projeto que a gente fez com ele para a Porsche, ele virou e falou: ‘meu sonho é vencer Le Mans, mesmo que eu morra tentando’.

Foi exatamente nesse momento que a gente entendeu: está aí o nosso protagonista. É uma pessoa real, com um objetivo claro, com um motivo de existência muito forte naquele contexto.

E esse é o tipo de história que a gente queria contar. Não só sobre corrida, mas sobre alguém que tem uma obsessão pela paixão que encontrou.

A partir disso, foi usar tudo que a gente tinha: contatos no automobilismo, relação com a Porsche, pedir ajuda para conseguir acesso com a organização da corrida, liberar direitos para filmar, conseguir autorização para estar lá dentro.

E a parte mais sensível era com a Porsche, porque a gente precisava de liberação total dentro da garagem da equipe. A gente estava financiando o próprio filme, filmando uma história real sem saber o resultado final. Então, sem esse acesso completo, não fazia sentido.

E foi muito louco porque a gente conseguiu. Então você vai ver no filme um nível de intimidade dentro de um box de corrida que você nunca viu antes.

Salomão Abdala:

Porque, para você ouvir e saber essas coisas que estão sendo conversadas, normalmente você teria que ser um piloto ou um engenheiro da equipe.

Felipe Nasr em uniforme da Porsche Penske Motorsport nos bastidores da corrida
O piloto brasileiro Felipe Nasr é o protagonista do filme sobre as 24 Horas de Le Mans – Imagem: Divulgação

Olhar Digital: O som é um elemento central em um filme de corrida. Como vocês trabalharam isso para traduzir a sensação de estar dentro da prova?

André Abdala:

Muito legal essa pergunta, porque existia uma coisa que a gente sabia desde o começo. Pelo fato de estarmos financiando o nosso próprio filme, a gente não tinha dinheiro infinito. Então tinha duas coisas que a gente não podia errar: imagem e som.

A única coisa que a gente precisava captar ali era o diálogo do Felipe. Todo o resto foi um ano e meio de trabalho incansável — e ainda continua — na mixagem e no som do filme.

Eu tenho muito orgulho de dizer que praticamente toda a pós-produção, tirando o color grading que foi feito pela Light Iron, foi 100% feita por brasileiros. Eu sou o editor do filme e também trabalhei no sound design.

A gente passou um ano e meio trabalhando nisso para fazer com que cada barulho de carro fosse perfeito. Se é um carro turbo, se é um V8, se é aspirado, se é uma Ferrari passando — tudo tem um som específico.

O filme inteiro foi masterizado em Dolby Atmos. Então todos os sons são tridimensionais. Você sente o som passando, vindo de cima, de trás, em volta de você.

Salomão Abdala:

Mas o mais legal é o seguinte: se a proposta do filme é colocar a audiência dentro da cabeça de um piloto, então você tem que ouvir como um piloto ouve.

Então você vai ouvir coisas como a comunicação do engenheiro falando com o piloto exatamente como acontece, como se estivesse no fone de ouvido dele.

Esse som vem das caixas de trás. Isso é algo que não é comum no cinema, porque normalmente o diálogo vem da caixa central, na frente.

No nosso filme, essa comunicação vem de trás, como acontece na vida real. E isso aumenta muito a imersão.

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Olhar do Amanhã: o impacto das células-tronco reprogramadas na saúde

Células-tronco podem ajudar no tratamento contra Parkinson e insuficiência cardíaca. O Japão lidera as iniciativas com as células-tronco reprogramadas. Quais podem ser os impactos dessas novas terapias no mercado da saúde e, é claro, para os pacientes?

O assunto é tema de hoje na coluna Olhar do Amanhã, com o doutor Álvaro Machado Dias, professor da UNIFESP, neurocientista, futurista e colunista do Olhar Digital News. Confira!

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (28/04/2026)

Veja os destaques do Olhar Digital News desta terça-feira:

Meta tem plano ambicioso para garantir energia para data centers de IA

A Meta firmou uma parceria com a startup Overview Energy para garantir até 1 gigawatt de energia solar vinda do Espaço. O objetivo é sustentar a enorme demanda energética de seus data centers de inteligência artificial. O projeto consiste no uso de satélites para capturar a luz solar em órbita, onde o Sol nunca se põe, e transmiti-la para a Terra de forma constante.

NASA convoca público para identificar meteoros atingindo a Lua

A NASA está solicitando ajuda de cientistas cidadãos para observar e registrar impactos de meteoros na Lua. A iniciativa faz parte dos preparativos para estabelecer uma presença humana duradoura no satélite natural da Terra. 

SpaceX: salário de Elon Musk depende da colonização de Marte

O conselho da SpaceX aprovou um novo pacote de remuneração para Elon Musk. O salário está atrelado a metas ambiciosas, incluindo a colonização de Marte, o aumento no valor de mercado da empresa e a instalação de data centers no espaço.

Google fecha acordo com Pentágono para uso de IA em missões secretas

O Google fechou um acordo com o Pentágono para fornecer modelos de inteligência artificial em missões secretas, ignorando o protesto de mais de 600 funcionários. O contrato permite que o agora renomeado Departamento de Guerra utilize a IA da Alphabet para “qualquer propósito governamental legal”.

Carro criado por IA está saindo do papel

O processo tradicional de criar um carro novo é lento e custoso, levando, em média, cinco anos do primeiro esboço até a chegada nas concessionárias. No entanto, gigantes como a General Motors e a Nissan estão usando a inteligência artificial generativa e preditiva em seus fluxos de trabalho para encurtar drasticamente esse cronograma, visando colocar novos modelos nas ruas em apenas 30 meses.

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Fala AI: agente de IA apaga banco de dados de uma empresa e pede desculpas

Um agente de inteligência artificial voltado para tarefas de programação apagou todo o banco de dados de uma empresa em questão de segundos – e sem autorização. O incidente causou uma interrupção de mais de 30 horas nos serviços. Após o ocorrido, a ferramenta pediu desculpas.

O pedido de desculpas da IA tem algum valor real? Este é o tema da coluna Fala AI desta semana, com Roberto Pena Spinelli, físico pela USP, com especialidade em Machine Learning por Stanford e pesquisador na área de Inteligência Artificial.

Na coluna de hoje, você ainda vai ver:

  • Um novo estudo identificou que o ChatGPT pode espelhar o comportamento humano – positivo ou negativo – e exibir sinais de agressividade para o usuário. O que essa conclusão revela sobre o desenvolvimento dessas ferramentas?
  • O Google anunciou uma mudança em uma das ferramentas de segurança mais utilizadas da internet, o reCAPTCHA, conhecido popularmente pelo teste “eu não sou um robô”. A reformulação marca uma resposta direta ao avanço dos agentes de IA, que já conseguem simular comportamentos humanos com facilidade. O que muda na prática? Será que isso é o bastante para garantir a segurança da navegação na era da IA?

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Meta pode voltar atrás na aquisição da Manus após bloqueio chinês

Segundo informações do The Wall Street Journal, a Meta deve recuar na compra da startup de inteligência artificial (IA) Manus após a China ter proibido a transação por supostos riscos à segurança nacional na segunda-feira (27).

A compra foi realizada em dezembro, no valor de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,4 bilhões), e a tecnologia da empresa, com sede em Singapura, rapidamente foi integrada aos sistemas da Meta. Sendo assim, qualquer tentativa de desfazer o negócio provocaria a separação das companhias.

Como se já não bastasse, investidores da Manus, incluindo a empresa de capital de risco Benchmark, com sede na Califórnia (EUA), já receberam seus retornos, diz o jornal.

Meta dando um passo atrás na compra da Manus?

  • Segundo o periódico, a Meta obtém receitas significativas de anunciantes chineses que buscam consumidores fora da China;
  • Isso acontece mesmo com apps da Meta, como o Facebook, sendo bloqueados no país;
  • Caso a Meta siga em seu plano de desfazer o negócio, investidores asiáticos da Manus, como Tencent, HSG e ZhenFund, planejam cooperar, segundo fontes;
  • Pequim deu às empresas um prazo de algumas semanas para o acordo ser cancelado e para restaurar, de forma integral, os ativos chineses da Manus como estavam. Isso inclui a remoção de dados ou tecnologia previamente transferidos da Meta;
  • A China também pensa em sancionar Manus e Meta se o negócio não for completamente desfeito.

O acerto entre as partes teria irritado Pequim, que começou a analisá-lo tão logo foi anunciado e, em março, convocou os dois cofundadores da Manus — Xiao Hong e Ji Yichao — para discuti-lo. A seguir, foram instruídos a não deixar o país enquanto a investigação estivesse em curso.

Até o momento, ao acessar o site da Manus, é possível ver uma mensagem que avisa o usuário sobre o acordo com a Meta e o redireciona para um post de blog.

Mensagem avisando que a Manus faz parte da Meta
Manus ainda diz, em seu site, ser uma empresa sob o guarda-chuva da Meta – Imagem: Reprodução/Manus

Evolução do Manus

As primeiras versões do Manus foram criadas por engenheiros da Beijing Butterfly Effect Technology, fundada por Xiao em 2022. A seguir, uma empresa — também de nome Butterfly Effect —, cuja sede também é em Singapura, assumiu o controle das operações da IA.

Há alguns meses, a Manus transferiu boa parte dos funcionários da China para Singapura após investimento da Benchmark.

Quanto ao acordo com a empresa de Mark Zuckerberg, as autoridades chinesas entendem ter autoridade o bastante para exigir o cancelamento do acordo, uma vez que a Beijing Butterfly Effect Technology segue como empresa chinesa, de acordo com o Journal.

A legislação da China determina que qualquer investimento de fora que possa representar risco à segurança nacional pode passar por revisão das autoridades.

Antes da divulgação da proibição do negócio, houve, segundo o Journal, discussões sobre possível acordo para resolver as preocupações chinesas, como, por exemplo, a saída de fundadores de Manus e Meta.

A dona de Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, que, certas vezes, contratou equipes de liderança de startups sem comprar as empresas, já reconheceu que precisará deixar os fundadores da startup saírem, de modo a completar o desacordo.

Logo da Meta exibido na tela de um smartphone, com silhueta desfocada de Mark Zuckerberg ao fundo
Empresa de Mark Zuckerberg já tinha incorporado as tecnologias da startup – Imagem: gguy/Shutterstock

Investidores com participações em empresas chinesas de IA afirmaram que a ordem emitida por Pequim é um alerta para quaisquer startups que busquem imitar o movimento da Manus.

Contudo, salientaram que os ricos crescentes também podem inibir investidores estrangeiros que queiram aplicar nas tecnologias chinesas de mais destaque, como ByteDance (dona do TikTok) e Alibaba, que captaram capital estrangeiro quando estavam iniciando.

O que dizem as partes

O Journal tentou contato com os executivos da Manus, com a Benchmark e com a Manus, mas não obteve resposta. O Olhar Digital contactou Manus e Meta e aguarda um posicionamento oficial.

O post Meta pode voltar atrás na aquisição da Manus após bloqueio chinês apareceu primeiro em Olhar Digital.



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