Missão Juno, da NASA, completa 10 anos em órbita de Júpiter

Uma missão da NASA dedicada a estudar em detalhes Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, celebra um marco importante neste domingo (5). Desenvolvida e operada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), a sonda Juno entrou em órbita do gigante gasoso há exatos 10 anos, dando início a uma nova fase de observações sobre sua atmosfera, estrutura interna e campo magnético. 

Diferentemente de missões anteriores que apenas sobrevoaram o planeta, a Juno foi concebida para permanecer em órbita e realizar observações repetidas e de alta precisão. 

Para isso, ela foi equipada com um conjunto de nove instrumentos científicos capazes de analisar a atmosfera, o campo gravitacional, o campo magnético e o ambiente de radiação ao redor do planeta. Entre seus objetivos principais estão medir a quantidade de água e amônia nas camadas profundas da atmosfera e compreender a estrutura interna de Júpiter.

sonda luno lua io
Imagens da lua Io capturadas de abril a dezembro de 2024 pela sonda Juno, da NASA, mostram mudanças significativas e visíveis (indicadas pelas setas) na superfície perto do polo sul da lua joviana. – Crédito: NASA / JPL-Caltech / SwRI / MSSS Processamento de imagem por Jason Perry

Viagem até Júpiter levou quase quatro anos

A missão foi lançada em 5 de agosto de 2011, a bordo de um foguete Atlas V 551, partindo da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. Após uma longa viagem interplanetária, que incluiu correções de trajetória e uma assistência gravitacional da Terra em 2013, a espaçonave finalmente se aproximou de seu destino. Mas o momento mais crítico da missão não foi a chegada, e sim a inserção em órbita ao redor de Júpiter.

Essa manobra marcou a entrada definitiva da sonda no sistema joviano. Para ser capturada pela gravidade do planeta, a Juno precisou acionar seu motor principal por cerca de 35 minutos. O início da queima ocorreu às 00h18 de 5 de julho (horário de Brasília), com o término da manobra acontecendo às 00h53.

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Imagem composta, derivada de dados coletados em 2017 pelo instrumento JIRAM a bordo da sonda Juno, mostra o ciclone central no polo norte de Júpiter e os outros oito que o circundam. – Crédito: NASA / JPL-Caltech / SwRI / ASI / INAF / JIRAM

A inserção foi um sucesso e colocou a Juno em uma órbita polar altamente elíptica, permitindo que ela passasse regularmente sobre os polos do planeta – uma região pouco explorada e essencial para entender o campo magnético joviano. 

Inicialmente, a órbita tinha período de 53 dias, com passagens próximas (os chamados perijoves) durante as quais a sonda sobrevoava as camadas superiores das nuvens. Ao longo da missão, no entanto, sucessivos sobrevoos por grandes luas de Júpiter, especialmente Ganimedes, alteraram sua trajetória. Atualmente, a Juno completa uma órbita em cerca de 33 dias e já realizou 76 perijoves, mantendo aproximações periódicas que permitem a coleta de dados científicos. 

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Júpiter, fotografado pela JunoCam em 28 de janeiro de 2025 a uma distância de 58 mil quilômetros. – Crédito: NASA / JPL – Caltech / SwRI / MSSS Processamento de imagem: Jackie Branc (CC BY)

NASA estendeu missão Juno para muito além do previsto

Júpiter é um mundo colossal. Hoje, o planeta possui 101 luas confirmadas. As quatro maiores – Io, Europa, Ganimedes e Calisto – foram descobertas em 1610 por Galileu Galilei, com Ganimedes sendo não só a maior lua do Sistema Solar, como também maior até do que o planeta Mercúrio.

Ao redor desse gigante gasoso, a sonda Juno enfrenta um ambiente extremo. A radiação intensa é um dos maiores desafios da missão, capaz de danificar sistemas eletrônicos e instrumentos científicos. Para suportar essas condições, a espaçonave foi projetada com uma blindagem especial e tem demonstrado grande resistência ao longo dos anos. 

Os nove instrumentos a bordo trabalham de forma integrada:

  • Radiômetro de Micro-ondas (MWR): investiga as camadas profundas da atmosfera de Júpiter, medindo a quantidade de água, amônia e a temperatura.
  • Mapeador Auroral Infravermelho (JIRAM): registra imagens das auroras e analisa a composição da atmosfera superior do planeta.
  • Magnetômetro (MAG): mede o intenso campo magnético de Júpiter e ajuda a entender a estrutura de seu interior.
  • Experimento de Ciência da Gravidade (GS): revela como a massa está distribuída dentro do planeta por meio de pequenas variações nos sinais de rádio enviados pela sonda.
  • Experimento de Distribuição Auroral Joviana (JADE): analisa partículas de baixa energia presentes nas auroras de Júpiter.
  • Detector de Partículas Energéticas de Júpiter (JEDI): estuda partículas de alta energia encontradas nas auroras do planeta.
  • Sensor de Ondas de Rádio e Plasma (Waves): detecta ondas de rádio e de plasma produzidas pela interação entre o campo magnético e partículas carregadas.
  • Espectrógrafo Ultravioleta (UVS): observa as auroras em luz ultravioleta para ajudar os cientistas a compreender como elas se formam.
  • JunoCam: registra imagens detalhadas das nuvens, tempestades e polos de Júpiter, além de aproximar o público das descobertas da missão.

Originalmente prevista para durar até julho de 2018, de acordo com a NASA, a missão foi prorrogada sucessivas vezes devido ao excelente desempenho e ao alto valor científico dos dados coletados. Dez anos após entrar em órbita de Júpiter, a sonda continua enviando informações e imagens que ajudam os cientistas a compreender melhor o maior planeta do Sistema Solar. 

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México x Inglaterra: onde assistir, horário e escalação das oitavas de final da Copa do Mundo

Neste domingo (5), México e Inglaterra se enfrentam nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 21h (horário de Brasília) no Estádio Azteca, na Cidade do México, no México.

  • México x Inglaterra:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Rodada: Oitavas de final
    • Data: 05/07 (domingo)
    • Horário: 21h (horário de Brasília)
    • ​Local: Estádio Azteca, na Cidade do México, no México

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir México e Inglaterra?

O duelo entre México e Inglaterra será transmitido pela CazéTV, no YouTube.

Prováveis escalações

  • México: Rangel; Sánchez, Montes, Vásquez e Gallardo; Lira, Romo e Gilberto Mora; Alvarado, Quiñones e Jiménez.
    • Técnico: Javier Aguirre.
  • Inglaterra: Pickford; Spence, Konsa, Guéhi e O’Reilly; Rice, Anderson, Madueke, Rashford e Bellingham; Kane.
    • Técnico: Thomas Tuchel.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

México e Inglaterra na Copa do Mundo

O México se classificou na liderança do Grupo A, com três vitórias em três jogos na fase de grupos. Na fase de 16 avos de final, superou o Equador por 2×0.

Do outro lado, a Inglaterra também ficou na liderança do Grupo L e superou o Congo por 2×1 na rodada anterior.

Quem vencer, enfrenta Brasil ou Noruega.

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Brasil x Noruega: onde assistir, horário e escalação das oitavas de final da Copa do Mundo

Neste domingo (5), Brasil e Noruega se enfrentam nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 17h (horário de Brasília) no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

  • Brasil x Noruega:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Rodada: Oitavas de final
    • Data: 05/07 (domingo)
    • Horário: 17h (horário de Brasília)
    • ​Local: MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Brasil x Noruega?

O duelo entre Brasil e Noruega será transmitido pela Globo e SBT (TV aberta), SporTV e N Sports (canais fechados), ge TV e CazéTV (YouTube).

Prováveis escalações

  • Brasil: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Casemiro, Bruno Guimarães, Martinelli, Vinicius Júnior, Matheus Cunha e Rayan.
    • Técnico: Carlo Ancelotti.
  • Noruega: Nyland, Pedersen, Kristoffer Ajer, Heggem, David Wolfe, Sander Berge, Patrick Berg, Martin Ødegaard, Antonio Nusa, Sørloth e Erling Haaland.
    • Técnico: Stale Solbakken.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Brasil x Noruega na Copa do Mundo

O Brasil passou em 1º lugar do Grupo C, com duas vitórias e um empate na fase de grupos. Na etapa de 16 avos de final, superou o Japão por 2×1.

Do outro lado, a Noruega passou em 2º lugar do Grupo I, atrás da França, e venceu a Costa do Marfim por 2×1 na última etapa.

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EUA: onda de calor extrema cancela desfiles, shows e queima de fogos em feriado

Uma intensa onda de calor atingiu amplas regiões do centro e do leste dos Estados Unidos e provocou o cancelamento ou adiamento de dezenas de eventos das celebrações do feriado de 4 de Julho, data da Independência do país.

As altas temperaturas também colocaram pressão sobre as redes elétricas, provocaram interrupções no fornecimento de energia e levaram autoridades a emitir alertas para mais da metade da população estadunidense.

Entre os eventos afetados está a Great American State Fair, realizada no National Mall, em Washington. A feira, considerada uma das principais iniciativas do presidente Donald Trump para marcar os 250 anos dos Estados Unidos, foi criada para representar os 50 estados do país.

Na tarde desta sexta-feira (3), o evento foi temporariamente fechado após os termômetros atingirem 38°C.

Mais tarde, os organizadores do Desfile do Dia da Independência, promovido pelo Serviço Nacional de Parques, anunciaram o cancelamento da tradicional parada, que estava prevista para começar às 11h30 (horário de Brasília) deste sábado (4). A decisão foi tomada por questões de segurança, já que o Serviço Nacional de Meteorologia projetava índices de calor de até 46°C.

Fenômeno conhecido como “domo de calor” elevou temperaturas

  • As temperaturas recordes começaram a se espalhar do Centro-Oeste para o leste dos Estados Unidos no início da semana, em razão da formação de um sistema de alta pressão conhecido como “domo de calor” (heat dome);
  • Esse fenômeno aprisiona uma massa de ar quente sobre determinada região e também favorece o aumento da umidade, intensificando a sensação térmica;
  • Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, mais de 185 milhões de pessoas — mais da metade da população dos Estados Unidos — estavam sob alertas de calor na sexta;
  • Em algumas regiões, os índices de calor poderiam atingir até 46°C, enquanto diversas cidades registravam temperaturas recordes;
  • Meteorologistas e autoridades governamentais alertaram que a onda de calor pode ser fatal e recomendaram que a população mantenha hidratação constante, procure locais com sombra e fique atenta aos sinais de doenças relacionadas ao calor durante eventos públicos e reuniões ao ar livre.

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Bandeira nacional dos Estados Unidos da América no céu com fogo de artifício
Neste sábado (4), estadunidenses celebram o Dia da Independência; calor cancelou queima de fogos, confraternizações e eventos por todo o país – Imagem: Dmytro Balkhovitin/Shutterstock

Rede elétrica sofre com alta demanda

O calor extremo também afetou o sistema elétrico do país. A PJM, maior operadora de rede elétrica dos Estados Unidos, responsável pelo fornecimento para cerca de 67 milhões de pessoas nas regiões do Meio-Atlântico, Sul e Washington, D.C., pediu aos consumidores inscritos em programas emergenciais de conservação de energia que reduzissem o consumo.

Segundo a empresa, a medida foi necessária devido à combinação de falhas em geradores, sobrecarga nas linhas de transmissão e ao aumento expressivo da demanda por aparelhos de ar-condicionado.

Em Nova York, a concessionária Con Edison informou que aproximadamente 17 mil consumidores estavam sem energia no fim da tarde de sexta. Diante do aumento no consumo, a companhia pediu que moradores da cidade de Nova York e do condado de Westchester economizassem eletricidade.

Calor extremo marca rotina em Nova York

Na cidade de Nova York, o calor foi tão intenso que as solas dos sapatos chegaram a grudar nas ruas de Manhattan devido ao amolecimento dos adesivos utilizados em sua fabricação, segundo a Reuters.

Mesmo sob alerta de calor extremo, fãs permaneceram nas calçadas em frente ao Madison Square Garden para acompanhar a chegada de convidados para o que era amplamente esperado como a celebração do casamento da cantora Taylor Swift com o jogador de futebol americano Travis Kelce.

Um funcionário orientava os veículos utilitários esportivos que levavam os convidados, enquanto segurava uma garrafa de água em uma das mãos e utilizava uma toalha para enxugar o suor com a outra.

Cidades cancelam celebrações do Dia da Independência

Os efeitos da onda de calor se espalharam por diversas cidades da costa leste durante o fim de semana do feriado de 4 de Julho, período em que os estadunidenses tradicionalmente celebram a Declaração de Independência de 1776 com churrascos, desfiles e queima de fogos.

Na Filadélfia, autoridades cancelaram o Salute to Independence Parade, um dos principais eventos das comemorações locais, citando as temperaturas extremas. A decisão foi tomada após os termômetros alcançarem 39,4°C na quinta-feira (2), igualando o recorde histórico registrado em 1901.

Em Haddon Township, no estado de Nova Jersey, o desfile anual de 4 de Julho também foi cancelado. Já a cidade de Watertown, no norte do estado de Nova York, suspendeu tanto o concerto do Dia da Independência quanto a tradicional queima de fogos.

Em Boston, as autoridades optaram por adiar em quatro horas a abertura do acesso ao tradicional evento de fogos de artifício às margens do rio. Em vez do meio-dia, a entrada do público foi transferida para as 16h.

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Brasileiros identificam estrelas devoradoras de planetas com nova técnica

Com base na análise do elemento químico berílio, um estudo colaborativo indica que sistemas planetários estáveis — capazes de sustentar a vida — podem ser incomuns no Universo.

Cientistas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, em colaboração com pesquisadores da Polônia, Austrália, China e Itália, descobriram uma nova maneira de identificar estrelas que engoliram seus planetas, baseando-se unicamente na composição química de um único elemento: o berílio.

O estudo, descrito em artigo publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics, sugere que sistemas planetários estáveis, como o nosso Sistema Solar, com potencial para o desenvolvimento de formas complexas de vida, podem ser menos comuns do que se pensava anteriormente.

Estrelas gêmeas com composições distintas

  • Em um sistema estelar binário, ambas as estrelas nascem aproximadamente ao mesmo tempo e da mesma nuvem (presumivelmente homogênea); portanto, espera-se que sejam compostas pelo mesmo material. No entanto, o par “gêmeo” HD 129171/HD 129209 é um dos vários sistemas identificados com composições químicas surpreendentemente diferentes;
  • Diante dessa constatação, os astrônomos buscam entender por que alguns pares binários gêmeos apresentam composições químicas heterogêneas;
  • Há duas explicações possíveis: ou as teorias atuais de formação estelar se baseiam em premissas incorretas — ou seja, as nuvens que formam estrelas não são homogêneas e precisam de revisão —, ou uma das estrelas passou por um fenômeno que alterou sua composição, como a ingestão de um planeta, uma ocorrência ainda não totalmente compreendida.

Para distinguir entre esses dois cenários, os astrônomos recorrem às pistas contidas na composição química das estrelas. “Podemos separar os elementos químicos em dois grupos: aqueles geralmente encontrados no estado gasoso, chamados elementos voláteis, e aqueles geralmente encontrados no estado sólido, chamados elementos refratários”, explicou a astrônoma Anne Rathsam, doutoranda do IAG e principal autora do estudo, ao Jornal da USP.

“Se as diferenças entre as estrelas resultam da ingestão de um planeta rochoso por uma delas, esperamos que os elementos refratários apresentem as maiores diferenças. Por outro lado, se as diferenças são primordiais e causadas por sua formação, elementos refratários e voláteis se comportariam, em princípio, de forma semelhante.”

As pistas do lítio e do berílio

Os pesquisadores também realizaram um estudo detalhado de dois elementos refratários que podem fornecer pistas essenciais: o lítio e o berílio. “Esses elementos são lentamente destruídos pelas estrelas conforme envelhecem e, portanto, é fácil identificar uma quantidade de lítio ou berílio maior do que a esperada”, disse Rathsam.

Além disso, nenhum dos elementos é produzido dentro das estrelas; portanto, a única maneira de aumentar sua abundância é pela acreção de material rochoso. Consequentemente, eles podem fornecer evidências importantes de planetas sendo engolidos. No entanto, como esses elementos são destruídos dentro das estrelas, as assinaturas da ingestão planetária desaparecem com o tempo.

Como o lítio é muito mais sensível às condições no interior estelar do que o berílio, ele é destruído mais facilmente, o que significa que a assinatura de berílio pode persistir por mais tempo e facilitar a detecção desses eventos por meio das abundâncias de berílio. Ainda assim, devido às inúmeras dificuldades envolvidas na análise do berílio, estudos anteriores de candidatos à ingestão planetária não haviam investigado esse elemento.

Duas estrelas estudadas pela pesquisa
Par “gêmeo” HD 129171/HD 129209 é um dos vários sistemas identificados com composições químicas surpreendentemente diferentes – Imagem: A. Rathsam, gerada com Adobe Firefly

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Elementos químicos nas estrelas

Com base em dados obtidos com o Ultraviolet and Visual Echelle Spectrograph (UVES), montado no Very Large Telescope (VLT) de 8,2 metros do Observatório Europeu do Sul, no Chile, a equipe determinou as quantidades de lítio, berílio e outros elementos químicos nas estrelas HD 129171 e HD 129209. O espectrógrafo age como um prisma, decompondo a luz estelar em diferentes frequências e revelando assinaturas únicas para cada elemento.

“Ao examinar cuidadosamente as diferenças no conteúdo de cada um dos elementos químicos estudados, descobrimos que a estrela primária, HD 129171, é mais rica em elementos refratários do que a HD 129209, e quanto mais refratário o elemento, maior a diferença na composição. Interpretamos esses dados como evidência de que a diferença química entre as estrelas ocorreu devido à ingestão planetária”, afirmou a pesquisadora.

Além disso, a HD 129171 aparece enriquecida em lítio e berílio, como esperado no cenário de ingestão planetária. “Com isso, demonstramos, pela primeira vez, que a detecção de diferenças de berílio em um par binário pode servir como indicador de ingestão planetária. Agora podemos potencialmente identificar estrelas que engoliram seus planetas com base apenas em suas abundâncias de berílio.”

Implicações para a vida no Universo

A possibilidade de que planetas sendo engolidos sejam a principal causa da falta de homogeneidade química em alguns sistemas estelares binários levanta reflexões interessantes sobre a vida no Universo.

“No Sistema Solar, temos oito exemplos de planetas bem-comportados, com baixa excentricidade e sem migração radial — exceto, talvez, por episódios moderados de migração no passado —, e é fácil acreditar que esse seja o exemplo típico de sistemas planetários por toda a Galáxia, e talvez por todo o Universo”, explicou Rathsam.

“No entanto, se as inomogeneidades químicas entre estrelas em sistemas binários surgem da ingestão planetária, isso significaria que uma fração significativa da população planetária tem órbitas instáveis e é eventualmente engolida por suas estrelas hospedeiras”, esclareceu a pesquisadora.

“Uma implicação interessante é que isso tornaria a existência de vida avançada ainda mais improvável, porque ela não apenas precisaria surgir, persistir e evoluir por milhões de anos, mas também precisaria surgir em um planeta com órbita circular e sem grandes perturbações gravitacionais, garantindo assim sua continuidade.”

O estudo foi descrito no artigo Planet Engulfment in the Chemically Anomalous HD 129171/HD 129209 Pair, de Anne Rathsam e colaboradores.

A equipe de pesquisa foi composta por Anne Rathsam (IAG da USP – Brasil; Leibniz Institut für Astrophysik Potsdam – Alemanha), Jorge Meléndez (IAG e Osservatorio Astronomico di Padova – Itália), Rodolfo Smiljanic (Academia Polonesa de Ciências – Polônia), Fan Liu (Academia Chinesa de Ciências – China e Monash University – Austrália) e Lorenzo Spina (Osservatorio Astronomico di Padova e Osservatorio Astrofisico di Arcetri – Itália).

Baseado em observações coletadas no Observatório Europeu do Sul, o estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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Colômbia x Gana: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

Nesta sexta-feira (3), Colômbia e Gana se enfrentam nos 16 avos de final da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 22h30 (horário de Brasília) no Arrowhead Stadium, em Kansas City, nos Estados Unidos.

Colômbia x Gana:

  • Competição: Copa do Mundo 2026
  • Rodada: 16 avos de final
  • Data: 03/07 (sexta-feira)
  • Horário: 22h30 (horário de Brasília)
  • Local: Arrowhead Stadium, em Kansas City, nos Estados Unidos.

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir à Colômbia x Gana?

O duelo entre Colômbia e Gana será transmitido pela CazéTV (YouTube).

Prováveis escalações:

  • Colômbia: Camilo Vargas; Daniel Muñoz, Davinson Sánchez, Lucumí e Johan Mojica; Lerma, Gustavo Puerta, Jhon Arias, James Rodríguez e Luis Díaz; Córdoba.
    • Técnico: Néstor Lorenzo.
  • Gana: Benjamin Asare; Senaya, Jonas Adjetey, Jonathan Opoku e Mensah; Partey, Caleb Yirenkyi, Iñaki Williams, Kwasi Sibo; Antoine Semenyo e Jordan Ayew.
    • Técnico: Carlos Queiroz.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Clement Turpin (FRA).
    • Auxiliares: Nicolas Danos e Benjamin Pages (FRA).
    • VAR: não divulgado.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Colômbia e Gana na Copa do Mundo 2026

A Colômbia se classificou na liderança do Grupo K. Com as vitórias sobre Uzbequistão e República Democrática do Congo, e o empate contra Portugal, a equipe acumulou sete pontos.

Gana garantiu a classificação nos 16 avos de final como um dos melhores terceiros colocados da fase de grupos. A seleção venceu o Panamá, empatou com a Inglaterra e foi derrotada pela Croácia. Com quatro pontos, os ganeses terminaram na terceira colocação do Grupo L e ficaram em terceiro lugar no ranking dos melhores terceiros, assegurando a vaga no mata-mata.

vencedor do confronto enfrentará a equipe que se classificar entre Suíça e Argélia.

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Austrália x Egito: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

Nesta sexta-feira (3), Austrália e Egito se enfrentam nos 16 avos de final da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 15h (horário de Brasília) no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos.

  • Austrália x Egito:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Rodada: 16 avos de final
    • Data: 03/07 (sexta-feira)
    • Horário: 15h (horário de Brasília)
    • Local: AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos.

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir à Austrália x Egito?

O duelo entre Austrália e Egito será transmitido pela CazéTV (YouTube), SporTV e TV Globo.

Prováveis escalações:

  • Austrália: Beach; Lucas Herrington, Circati e Harry Souttar; Aziz Behich, Irvine, O’Neill e Jordan Bos; Cristian Volpato e Connor Metcalfe; Irankunda.
    • Técnico: Tony Popovic.
  • Egito: Mostafa Shobeir; Mohamed Hany, Yasser Ibrahim, Rabia e Karim Hafez; Attia e Mahmoud Saber; Ziko, Mohamed Salah e Ashour; Omar Marmoush.
    • Técnico: Hossam Hassan.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Gustavo Tejera (URU).
    • Auxiliares: não informados.
    • VAR: não informado.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Austrália e Egito na Copa do Mundo 2026

A Austrália se classificou como segunda colocada no Grupo D. Com a vitória sobre a Turquia por 2 a 0, a derrota pelo mesmo resultado contra os Estados Unidos e o empate com o Paraguai, os australianos conquistaram quatro pontos.

O Egito também se classificou em segundo, mas no Grupo G. A equipe empatou com Bélgica e Irã, e venceu a Nova Zelândia por 3 a 1. Os egípcios finalizaram a fase de grupos com cinco pontos, a mesma pontuação da líder Bélgica, porém os belgas tiveram um maior saldo de gols e garantiram o primeiro lugar.

O vencedor do confronto enfrentará a equipe que se classificar entre Argentina e Cabo Verde.

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El Niño: temperatura dos oceanos bate recorde e preocupa cientistas

As temperaturas da superfície dos oceanos em todo o planeta atingiram um novo recorde para o mês de junho, segundo dados divulgados em 1º de julho pelo programa europeu de observação da Terra Copernicus. O aumento ocorre em meio ao fortalecimento do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico e amplia as preocupações de especialistas sobre eventos climáticos extremos, enchentes, elevação do nível do mar e impactos nos ecossistemas marinhos.

O novo recorde supera a marca registrada em junho de 2024. Especialistas do Copernicus alertam que novos recordes de temperatura poderão ser registrados nos próximos meses.

“Condições atuais podem indicar o início de uma nova fase, levando, mais uma vez, a um território desconhecido”, afirmou Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), em comunicado.

“Com as temperaturas dos oceanos nesses níveis e o El Niño no horizonte, é provável que vejamos mais recordes de temperatura serem quebrados nos próximos meses”, acrescentou.

Segundo o Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus, o recorde foi alcançado em 21 de junho, quando a temperatura média da superfície dos oceanos do planeta chegou a 20,86 °C. O valor superou o recorde anterior de 20,83 °C, registrado em 2023 e repetido em 2024.

A medição também foi confirmada pelo Copernicus Marine Service, conjunto de dados independente que registrou temperatura de 21,0 °C.

Aquecimento ocorreu de forma desigual

  • O aquecimento da superfície dos oceanos não ocorreu de maneira uniforme ao redor do mundo;
  • De acordo com dados registrados em 29 de junho pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), algumas regiões apresentaram aquecimento muito acima da média;
  • No Mar Mediterrâneo, por exemplo, as temperaturas chegaram a ficar até 8 °C acima da média observada entre 1990 e 2020;
  • Os maiores aumentos foram registrados no Mediterrâneo, no Mar Báltico, em faixas do Oceano Pacífico e nas áreas costeiras do norte do Canadá.

Dois gráficos que mostram o aumento da temperatura global da superfície do mar
Gráficos que mostram o aumento da temperatura global da superfície do mar a partir de duas fontes de dados independentes – Imagem: Reprodução/Copernicus

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Segundo representantes do Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus, o aquecimento dos oceanos produz uma série de efeitos sobre o clima global.

“Temperaturas mais elevadas dos oceanos mantêm a atmosfera aquecida por mais tempo, fornecem energia adicional para tempestades e aumentam a evaporação, ampliando assim o potencial para precipitações extremas e inundações”, informaram no mesmo comunicado.

O órgão também destacou que o aquecimento dos oceanos contribui para a elevação do nível do mar, acelera o derretimento do gelo e provoca estresse nos ecossistemas marinhos.

El Niño pode intensificar aquecimento global

Dados do Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus indicam que o El Niño recentemente declarado no Oceano Pacífico — fase quente de um ciclo climático natural — deverá atingir níveis não observados há décadas.

Segundo o serviço, esse aquecimento no Pacífico tende a se somar ao aumento já observado nas temperaturas globais, favorecendo o registro de novos recordes ao longo dos próximos meses.

Apesar da preocupação, o Copernicus ressalta que ainda será necessário acompanhar a evolução do fenômeno para determinar se esses picos de temperatura representam apenas uma condição temporária ou se indicam uma tendência de aquecimento de longo prazo.

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Frutas poderão passar por uma mão robótica antes de chegar à sua mesa

A robótica já faz parte da agricultura moderna, mas uma tarefa continua desafiando até as máquinas mais avançadas: colher frutas delicadas sem danificá-las. Enquanto equipamentos maiores conseguem acelerar a colheita de culturas mais resistentes, frutas como morangos, framboesas e tomates ainda dependem, em grande parte, de um cuidado muito grande para evitar amassados e perdas.

Agora, pesquisadores da Universidade da Virgínia Ocidental acreditam ter encontrado uma solução. Eles desenvolveram recentemente uma mão robótica com cinco “dedos” macios e flexíveis, projetada para colher frutos pequenos e sensíveis sem comprometer sua qualidade. A tecnologia busca enfrentar a perda estimada de cerca de 25% das frutas delicadas durante a colheita, muitas vezes por danos causados pela pressão exercida por mãos humanas ou máquinas convencionais.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores desenvolveram uma mão robótica inspirada em estrelas-do-mar para colher frutas delicadas, como morangos e framboesas, sem danificá-las;
  • O dispositivo tem cinco “dedos” macios, uma câmera e sensores que combinam visão e tato para identificar se a fruta está madura antes da colheita;
  • Após bons resultados nos testes, a equipe pretende levar a tecnologia para plantações nos próximos anos e avalia aplicações futuras em missões espaciais e subaquáticas.

Inspiração nas estrelas-do-mar

Robô em formato de estrela do mar conectados por cabos
O protótipo final foi aprovado nos testes feitos pelos pesquisadores – Imagem: Divulgação/Anand Kumar Mishra

O desenvolvimento da mão robótica foi inspirado nas estrelas-do-mar. Com cinco “dedos” macios feitos de silicone e poliuretano, ela consegue se adaptar ao formato da fruta para colhê-la com mais segurança. O robô é capaz de levantar objetos de até 1 kg.

Mais do que desenvolver uma espécie de garra flexível, a ideia dos pesquisadores era tornar a tecnologia capaz de identificar o grau de maturação das frutas.

Para isso, eles instalaram uma pequena câmera no centro da mão robótica, permitindo que o sistema identificasse visualmente se os frutos estavam prontos para a colheita. Com essa solução, porém, surgiu outro desafio.

Algumas frutas são difíceis de avaliar apenas pela aparência. Uma das técnicas mais eficazes utilizadas pelos colhedores é o tato, em que podem sentir o peso do fruto, as características da casca e o quanto ele ainda está preso ao caule. Com isso em mente, os cientistas buscaram reproduzir essa habilidade na mão robótica.

O protótipo final foi equipado com sensores nas pontas dos dedos, capazes de tocar suavemente a fruta e avaliar seu grau de maturação com maior precisão.

Com aprovação em todos os testes, o robô segue em desenvolvimento. Um dos líderes do projeto, Anand Mishra, professor assistente do Departamento de Engenharia Mecânica, de Materiais e Aeroespacial da universidade, afirmou que a ideia é levá-lo para o campo nos próximos anos.

Para implantação comercial, estamos atualmente desenvolvendo uma versão mais escalável da garra, com o objetivo de implementá-la em campo nos próximos dois a quatro anos.

Anand Mishra.

Os pesquisadores ainda observam a possibilidade de posicionar a tecnologia além da agricultura. Eles acreditam que o robô e suas habilidades podem ser utilizados em missões espaciais ou subaquáticas, onde são necessárias precisão e, muitas vezes, cuidados no toque.

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Espanha x Áustria: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

Nesta quinta-feira (2), Espanha e Áustria se enfrentam nos 16 avos de final da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 16h (horário de Brasília) no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

  • Espanha x Áustria:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Rodada: 16 avos de final
    • Data: 02/07 (quinta-feira)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir à Espanha x Áustria?

O duelo entre Espanha e Áustria será transmitido pela CazéTV (YouTube)GeTV (YouTube), SporTV, TV GloboSBT, NSports.

Prováveis escalações:

  • Espanha: Unai Simón, Porro (Marcos Llorente), Cubarsí , Laporte e Cucurella; Rodri, Pedri e Olmo (Mikel Merino); Baena, Lamine Yamal e Oyarzábal.
    • Técnico: Luis de la Fuente.
  • Áustria: Schlager, Stefan Posch, David Alaba, Lienhart e Phillipp Mwene; Laimer; Xaver Schlager, Nicolas Seiwald, Sabitzer e Romano Schmid; Arnautovic.
    • Técnico: Ralf Rangnick.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Glenn Nyberg (SUE).
    • Auxiliares: Mahbod Beigi e Andreas Soderkvist (SUE).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Espanha e Áustria na Copa do Mundo 2026

A Espanha se classificou na liderança do Grupo H com sete pontos. A seleção marcou cinco gols, não sofreu nenhum e encerrou a primeira fase com duas vitórias, sobre o Uruguai e a Arábia Saudita, e um empate sem gols diante de Cabo Verde. Caso vença a Áustria, os espanhóis enfrentarão o vencedor do confronto entre Portugal e Croácia nas oitavas de final.

Já a Áustria avançou aos 16 avos de final após terminar na segunda colocação do Grupo J, com quatro pontos. A seleção venceu a Jordânia, foi derrotada pela Argentina e empatou em 3 a 3 com a Argélia na última rodada da fase de grupos. Esta é a primeira participação dos austríacos em uma Copa do Mundo desde o Mundial de 1998.

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Este suplemento comum pode estar relacionado à insuficiência cardíaca

A melatonina é um dos suplementos mais populares entre pessoas que têm distúrbios do sono ou apenas dificuldades para dormir. Embora seja considerada segura para uso de curto prazo, uma nova pesquisa sugeriu que seu uso ao longo dos anos pode trazer sérias complicações.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York (SUNY Downstate), nos Estados Unidos, observou uma possível relação entre o uso contínuo de melatonina e o desenvolvimento de insuficiência cardíaca.

A pesquisa analisou dados de cerca de 130 mil adultos com insônia e constatou que aqueles que utilizaram o suplemento por pelo menos um ano apresentaram um risco 89% maior de desenvolver a doença nos cinco anos seguintes, em comparação com pessoas que não faziam uso da substância.

Os resultados ainda são preliminares e não comprovam que a melatonina seja a causa do aumento desse risco. No entanto, eles levantam um alerta sobre a segurança do uso prolongado do suplemento e reforçam a necessidade de novos estudos para investigar seus possíveis efeitos e impactos na saúde cardiovascular.

Para quem tem pressa:

  • Um estudo com cerca de 130 mil adultos com insônia encontrou uma associação entre o uso contínuo de melatonina por pelo menos um ano e um risco 89% maior de insuficiência cardíaca nos cinco anos seguintes;
  • Além do aumento no risco da doença, os pesquisadores identificaram taxas mais elevadas de mortalidade por qualquer causa entre os usuários de longo prazo do suplemento;
  • Os autores reforçam que os resultados são preliminares e que mais estudos são necessários antes de qualquer mudança nas recomendações sobre o uso da melatonina.

A análise durou cerca de cinco anos

Pandemia aumenta insônia de profissionais de saúde
Imagem: Tero Vesalainen (iStock)

Os pesquisadores analisaram informações de 130.828 adultos diagnosticados com insônia. Para reduzir possíveis diferenças entre os participantes, eles os separaram em dois grupos: um formado por pessoas que utilizaram melatonina por pelo menos um ano e outro composto por indivíduos que nunca haviam feito uso do suplemento.

Após cinco anos de acompanhamento, o grupo que utilizava melatonina apresentou chances significativamente maiores de insuficiência cardíaca. Além do aumento de 89% no risco da doença, os pesquisadores também observaram mais hospitalizações relacionadas ao problema e uma taxa mais alta de mortalidade por qualquer causa.

Segundo os autores, as diferenças permaneceram mesmo após o ajuste para fatores como idade, sexo e outras condições médicas que poderiam influenciar os resultados.

Leia mais:

Associação não significa causa

Apesar de os números chamarem atenção, os próprios pesquisadores ressaltam que os resultados devem ser interpretados com cautela.

Isso porque o estudo é observacional, um tipo de pesquisa que trabalha com associações e comparações, mas não demonstra uma relação direta de causa e efeito. Em outras palavras, os dados não permitem concluir que a melatonina provoque insuficiência cardíaca.

Outro ponto importante é que pessoas com insônia frequentemente apresentam outros fatores de risco para doenças cardiovasculares, como obesidade, diabetes, hipertensão e distúrbios no metabolismo. Embora a equipe tenha tentado minimizar essas diferenças na análise, é impossível eliminar completamente a influência dessas variáveis.

Os pesquisadores afirmam que os resultados não justificam mudanças imediatas nas recomendações médicas sobre a melatonina. O principal objetivo do estudo é chamar atenção para a necessidade de investigar melhor os possíveis efeitos do uso prolongado da substância.

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Inglaterra x RD Congo: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

Nesta quarta-feira (1º), Inglaterra e RD Congo se enfrentam nos 16 avos de final da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 13h (horário de Brasília) na Arena Mercedes-Benz, em Atlanta, nos Estados Unidos.

  • Inglaterra x RD Congo:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Rodada: 16 avos de final
    • Data: 01/07 (quarta-feira)
    • Horário: 13h (horário de Brasília)
    • Local: Arena Mercedes-Benz, em Atlanta, nos Estados Unidos

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir à Inglaterra x RD Congo?

O duelo entre Inglaterra e RD Congo pelos 16 avos de final será transmitido na CazéTV.

Prováveis escalações:

  • Inglaterra: Jordan Pickford; Quansah, Ezri Konsa, John Stones e Nico O’Reilly; Elliot Anderson e Declan Rice; Noni Madueke, Jude Bellingham e Anthony Gordon; Harry Kane.
    • Técnico: Thomas Tuchel.
  • RD Congo: Lionel Mpasi Nzau; Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe e Steve Kapuadi; Aaron Wan-Bissaka, Noah Mukau, Samuel Moutoussamy, Edo Kayembe e Arthur Masuaku; Cédric Bakambu e Yoane Wissa.
    • Técnico: Sébastien Desabre.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Adham Makhadmeh (JOR).
    • Auxiliares: Mohammad Alkalaf (JOR) e Ahmad Alroalle (JOR).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Inglaterra e RD Congo na Copa do Mundo

A seleção da Inglaterra chega ao mata-mata após liderar o Grupo L. Os ingleses estrearam com uma vitória convincente por 4 a 2 sobre a Croácia, depois empataram sem gols com Gana e fecharam a fase de grupos com triunfo por 2 a 0 diante do Panamá.

A seleção da República Democrática do Congo mostrou força na fase de grupos ao segurar Portugal em um empate sem gols e fazer jogo duro na derrota por 1 a 0 para a Colômbia. A classificação veio na última rodada, com uma virada por 3 a 1 sobre o Uzbequistão, resultado que garantiu aos Leopardos uma vaga no mata-mata como um dos melhores terceiros colocados.

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Rede subterrânea de fungos é tão extensa que alcançaria 10% da Via Láctea

Uma pesquisa produziu o primeiro mapa global das redes subterrâneas de fungos conhecidas como micorrízicos arbusculares. Segundo os pesquisadores, se todos os filamentos desses organismos fossem colocados em linha reta, eles alcançariam cerca de 110 quatrilhões de quilômetros. Essa distância corresponde a aproximadamente 10% da largura da Via Láctea.

Esses fungos vivem em uma espécie de “cooperação” com mais de 70% das plantas terrestres. Eles formam redes de filamentos chamadas hifas, responsáveis por transportar nutrientes e água para as raízes das plantas. Em troca, recebem carbono produzido durante a fotossíntese, segundo informações do The New York Times.

O que as simulações químicas revelam sobre o passado da Via Láctea
Se alinhadas em uma única linha, essas hifas alcançariam cerca de 10% da largura da Via Láctea, revelando sua escala impressionante. – (Imagem gerada por
inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Para criar o mapa, os cientistas reuniram informações de 16.669 amostras de solo coletadas em 322 estudos realizados em diferentes continentes e biomas. Em seguida, utilizaram inteligência artificial para estimar a distribuição dessas redes em áreas de até um quilômetro quadrado, considerando fatores como clima, vegetação e características químicas do solo.

Para quem tem pressa:

  • Primeiro mapa global das redes de fungos micorrízicos estima extensão total de 110 quatrilhões de km de hifas;
  • Estrutura subterrânea, se linearizada, alcançaria cerca de 10% da largura da Via Láctea;
  • Fungos vivem em simbiose com mais de 70% das plantas, trocando nutrientes por carbono;
  • Maior densidade ocorre em ecossistemas naturais; áreas agrícolas têm até 50% menos redes;
  • Rede fúngica é crucial para armazenamento de carbono, saúde do solo e equilíbrio climático.

Campos naturais concentram a maior densidade de fungos

Os pesquisadores identificaram que as maiores concentrações dessas redes subterrâneas estão em ecossistemas de gramíneas preservadas. Ambientes como áreas inundadas e campos de altitude apresentaram densidades muito superiores às observadas em regiões utilizadas para agricultura. Em média, os campos naturais registraram 6,6 metros de hifas por centímetro cúbico de solo.

A descoberta cientificas de que cogumelos conversam entre si usando sinais elétricos parecidos com a fala humana
Os fungos vivem associados a mais de 70% das plantas terrestres, transportando água e nutrientes em troca de carbono da fotossíntese. (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

A descoberta reforça a importância desses ambientes para o armazenamento de carbono. Segundo os autores, as redes fúngicas absorvem enormes quantidades de carbono e ajudam a manter o equilíbrio climático. A pesquisa destaca ainda que campos naturais sofrem degradação acelerada em várias partes do mundo, principalmente devido à conversão para atividades agrícolas.

Agricultura pode reduzir a densidade das redes subterrâneas

O levantamento também mostrou diferenças significativas entre áreas preservadas e solos destinados à produção agrícola. Em terras cultivadas, a densidade média das redes de fungos foi cerca de 47% a 50% menor que em ecossistemas naturais. Os pesquisadores apontam que práticas agrícolas podem estar associadas a essa redução, embora o estudo não tenha identificado quais fatores exercem maior influência.

Leia mais:

Os autores afirmam que ainda existem regiões pouco amostradas, especialmente desertos e florestas tropicais. Novas coletas deverão reduzir as incertezas do mapa nos próximos anos. Além de revelar a escala dessa rede subterrânea, o trabalho fornece uma base para futuras pesquisas sobre resistência à seca, armazenamento de carbono e funcionamento dos ecossistemas terrestres.

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México x Equador: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

Nesta terça-feira (30), México e Equador se enfrentam na 2ª fase da Copa do Mundo 2026, na etapa dos 16 avos de final. A bola rola às 22h (horário de Brasília) no Estádio Azteca, na Cidade do México, no México.

  • México x Equador:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Rodada: 16 avos de final
    • Data: 30/06 (terça-feira)
    • Horário: 22h (horário de Brasília)
    • Local:  Estádio Azteca, na Cidade do México (MEX).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a México x Equador?

O duelo entre México e Equador será transmitido na TV Globo, no SporTV, e na CazéTV e Ge TV (canais do YouTube).

Prováveis escalações:

  • México: Raúl Rangel; Sánchez, Edson Álvarez, Vásquez e Jesús Gallardo; Erik Lira, Luis Romo e Brian Gutiérrez; Alvarado, Quiñónez e Raúl Jiménez.
    • Técnico: Javier Aguirre.
  • Equador: Galíndez; Alan Franco, Ordóñez, Pacho e Hincapié; Angulo, Moisés Caicedo e Pedro Vite; Gonzalo Plata, Valencia e John Yeboah.
    • Técnico: Sebastián Beccacece.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Slavko Vinčić (ESL)
    • Assistentes: não informados.
    • VAR: não informado.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

México e Equador na Copa do Mundo 2026

O México, um dos países-sede, liderou o Grupo A com nove pontos após vencer as três partidas da fase de grupos. A equipe ainda não sofreu gols na competição.

O Equador se classificou na última partida como terceiro colocado no Grupo E. Com quatro pontos, os equatorianos venceram a Alemanha na última rodada para garantir a classificação.

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Costa do Marfim x Noruega: onde assistir, horário e prováveis escalações na Copa do Mundo 2026

Nesta terça-feira (30), Costa do Marfim e Noruega se enfrentam na 2ª fase da Copa do Mundo 2026, na etapa dos 16 avos de final. A bola rola às 14h (horário de Brasília) no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos.

  • Costa do Marfim x Noruega:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Rodada: 16 avos de final
    • Data: 30/06 (terça-feira)
    • Horário: 14h (horário de Brasília)
    • Local: AT&T Stadium, em Dallas (EUA).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Costa do Marfim x Noruega?

O duelo entre Costa do Marfim e Noruega será transmitido na TV Globo, no SporTV, e na CazéTV Ge TV (canais do YouTube).

Prováveis escalações:

  • Costa do Marfim: Fofana; Konan, Kossounou, Ousmane Diomande, Guéla Doué; Sangaré; Yan Diomande, Christ Inao Oulaï, Franck Kessié; Diallo; Nicolas Pépé.
    • Técnico: Emerse Faé.
  • Noruega: Nyland; David Wolfe, Torbjorn Heggem, Ajer, Ryerson; Sander Berge, Aursnes, Odegaard; Nusa, Sorloth, Erling Haaland. 
    • Técnico: Stale Solbakken.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Jesús Valenzuela Sáez (VEN).
    • Assistentes: não informados.
    • VAR: não informado.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Costa do Marfim e Noruega na Copa do Mundo 2026

A Costa do Marfim se classificou para a fase 16 avos da Copa do Mundo 2026, como segunda colocada no Grupo E com seis pontos, com duas vitórias e uma derrota. O grupo ainda contou com as classificações de Alemanha e Equador.

A Noruega também se classificou em segunda em seu grupo. Com os mesmos seis pontos e o histórico da rival atual, os noruegueses se classificaram no Grupo I com França e Senegal.

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Disney+: lançamentos da semana (29 de junho a 5 de julho)

Toda semana, o Olhar Digital destaca as novidades do Disney+ no Brasil. Entre os dias 29 de junho e 5 de julho de 2026, o streaming recebe novos episódios de séries em andamento e algumas das principais estreias do mês.

Nesta atualização, o Disney+ recebe a segunda temporada de X-Men ’97. O catálogo também ganha novos episódios de Doutor à Beira do Amor.

Lançamentos do Disney+ de 29 de junho a 5 de julho de 2026

Confira abaixo mais detalhes sobre os lançamentos da semana no Disney+ entre 29 de junho e 5 de julho de 2026:

Segunda-feira – 29/06

  • Doutor à Beira do Amor — Temporada 1, Episódio 9
    • Série | Original Hulu | Comédia | Romance | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • Do Jiui é um renomado cirurgião plástico que vê sua vida mudar completamente após ser enviado para uma ilha remota como médico de saúde pública. Enquanto tenta lidar com seus traumas e se adaptar ao novo ambiente, ele desenvolve uma relação cada vez mais próxima da misteriosa enfermeira Yuk Hari.

Terça-feira – 30/06

  • Doutor à Beira do Amor — Temporada 1, Episódio 10
    • Série | Original Hulu | Comédia | Romance | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • Do Jiui é um renomado cirurgião plástico que vê sua vida mudar completamente após ser enviado para uma ilha remota como médico de saúde pública. Enquanto tenta lidar com seus traumas e se adaptar ao novo ambiente, ele desenvolve uma relação cada vez mais próxima da misteriosa enfermeira Yuk Hari.

Quarta-feira – 01/07

  • X-Men ’97 — Temporada 2, episódios 1 a 3
    • Série | Original Marvel Animation | Animação | Ação | Aventura | Drama | Ficção científica | Ano de Produção: 2026 (EUA e Coreia do Sul)
    • Os X-Men estão divididos e espalhados por diferentes épocas enquanto tentam encontrar o caminho de volta para casa. Ao mesmo tempo, novos inimigos e formas de intolerância contra mutantes surgem na década de 1990, colocando a equipe diante de novos desafios.

Todos os dias

  • Casa do Patrão — ao vivo 24 horas por dia
    • Reality Show | Record TV | Ano de Produção: 2026 (Brasil)
    • Idealizado por Boninho e com exibição multiplataforma, com câmeras exclusivas 24h no Disney+, Casa do Patrão traz um novo olhar sobre as relações de poder, transformando esse elemento em tema central do jogo.

Esportes da ESPN no Disney+

  • Copa do Mundo da FIFA: a competição segue como principal atração esportiva do mês, com cobertura especial da ESPN diretamente de Miami;
  • Campeonato Brasileiro Série B: a competição entra na reta final das rodadas previstas para junho;
  • Tênis: os torneios ATP e WTA 500 de Londres seguem em andamento, preparando os atletas para Wimbledon;
  • IndyCar: destaque para o GP de Road America, realizado em 21 de junho;
  • NASCAR: o GP de San Diego acontece em 21 de junho, antecedendo a rodada dupla marcada para o fim do mês.

Até o momento, o Disney+ não divulgou a lista completa de estreias de julho de 2026. Esta publicação reúne os lançamentos já confirmados e será atualizada assim que novos títulos forem anunciados.

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