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A readaptação à gravidade terrestre após uma missão espacial nem sempre é simples para os astronautas.
Em entrevista à CNN Internacional, Jason Norcross, cientista-chefe do elemento de Saúde Humana e Contramedidas do Programa de Pesquisa Humana (HRP, na sigla em inglês) da NASA, afirmou que alguns tripulantes enfrentam episódios intensos de enjoo de adaptação espacial, o que pode dificultar o retorno às condições normais na Terra.
Apesar desse desafio, a situação da tripulação da missão Artemis 2 tende a ser menos preocupante. Isso porque os astronautas permaneceram no espaço por apenas dez dias, o que deve facilitar a recuperação e a retomada das atividades no ambiente terrestre.
Além disso, Christina Kock, Reid Wiseman, Victor Glover e Jeremy Hansen saíram dos helicópteros que os resgataram andando, dispensando o uso de cadeiras de rodas.
Ainda assim, a NASA pretende coletar dados detalhados sobre as capacidades físicas dos tripulantes imediatamente após o retorno. O objetivo é entender melhor o que os astronautas conseguem — ou não — fazer logo após missões desse tipo.
Astronautas saíram bem dispostos da cápsula e dispensando uso de cadeira de rodas – Imagem: NASA
Como a NASA estuda os corpos dos astronautas ao voltarem da Artemis 2?
Para isso, a agência desenvolveu um teste específico que foi aplicado pouco depois do pouso na água;
A equipe liderada por Norcross elaborou uma série de avaliações pós-voo que foram realizadas em conjunto com os exames de saúde da tripulação;
Entre uma e quatro horas após o retorno à Terra, os astronautas participam de uma prova curta que inclui subir uma escada e simular uma saída de emergência de uma cápsula espacial;
Embora se trate apenas de um experimento, os dados obtidos ajudarão a NASA a compreender melhor os limites físicos dos astronautas nesse momento crítico.
Antes do lançamento, a tripulação já havia realizado o mesmo teste, completando o percurso em cerca de um minuto. De acordo com Norcross, outros astronautas que passaram por estadias de vários meses na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) também conseguiram concluir a avaliação após o retorno, geralmente em aproximadamente 90 segundos.
As informações coletadas com esses testes devem contribuir para aprimorar o planejamento de futuras missões espaciais, especialmente no que diz respeito à segurança e à capacidade de resposta dos astronautas logo após o retorno à Terra.
Na noite desta sexta-feira (10), chegou ao fim uma das maiores missões espaciais da humanidade. A Artemis 2 levou quatro astronautas à Lua para um sobrevoo que propiciou belíssimas imagens e descobertas incríveis.
Por volta das 21h07 (horário de Brasília), a equipe chegou à Terra e amerissou no Oceano Pacífico, onde foi resgatada pela NASA e pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos.
Após o resgate, a agência espacial realizou uma coletiva de imprensa, da qual participaram Amit Kshatriya, administrador associado da NASA; Lori Glaze, administradora associada interina da Diretoria de Missão de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração; Rick Henfling, diretor de voo de entrada da Artemis 2; Howard Hu, gerente do Programa Orion; e Shawn Quinn, gerente do Programa de Sistemas Terrestres de Exploração.
Artemis 2: uma experiência inesquecível
A NASA reforçou que os preparativos para a missão Artemis 3 já estão em andamento e que a próxima etapa do programa espacial deve acontecer em breve.
Durante a missão recente, a espaçonave Integrity, com quatro astronautas a bordo, percorreu 1.126.922,21 quilômetros, atingiu velocidade máxima de 39.692,86 km/h e alcançou o ângulo de trajetória de voo com precisão de 0,4%. A reentrada foi realizada em um raio de 3149,486 quilômetros, com pouso a menos de dois quilômetros do alvo previsto.
O desempenho técnico foi destacado por Kshatriya, que ressaltou a precisão obtida pela equipe mesmo após uma longa viagem até a Lua. “Ontem [quinta-feira], o diretor de voo Jeff Radigan disse que tínhamos menos de um grau de ângulo para atingir o alvo depois de percorrermos 400 mil quilômetros até a Lua”, afirmou. “E a equipe deles conseguiu. Isso não é sorte; é o resultado de mil pessoas fazendo seu trabalho.”
Ainda durante a coletiva, Kshatriya afirmou que o anúncio da tripulação da Artemis 3 ocorrerá em breve. “Não vou atribuir unidades a esse valor, mas em breve o farei”, disse.
A missão Artemis 3 está planejada para meados de 2027 e terá como objetivo realizar demonstrações tecnológicas em órbita baixa da Terra com módulos de pouso lunar desenvolvidos comercialmente. Esses equipamentos, que estão sendo construídos por empresas, como SpaceX e Blue Origin, deverão se acoplar à espaçonave Orion, etapa fundamental para futuras missões tripuladas à superfície lunar.
Segundo Henfling, o cronograma apertado exige que as equipes iniciem os preparativos operacionais em breve. Ele destacou que as lições aprendidas em missões recentes serão essenciais para o sucesso das próximas etapas.
“Quando chegar a hora certa, voltaremos ao treinamento específico de voo”, disse. “Temos um grupo central de cerca de 30 diretores de voo e todos eles são extremamente capazes. E, sabe, acho que qualquer um que for designado para a próxima missão terá sucesso.”
Já Hu ressaltou o caráter histórico do momento. “Vamos aprender com esta missão. Vamos estudar os dados e seguiremos em frente. Este é o início de uma nova era da exploração espacial humana.”
Durante a coletiva, a agência também enfatizou que seus objetivos atuais diferem daqueles do programa Apollo. De acordo com Kshatriya, a corrida espacial da época tinha metas geopolíticas e tecnológicas específicas.
“Devido à natureza do ambiente em que se encontravam, estavam numa corrida”, afirmou. “Eles alcançaram seus objetivos, tanto geopolíticos quanto tecnológicos. Mas, uma vez concluído, estava concluído.”
Após o fim do programa Apollo, a NASA direcionou seus esforços para o desenvolvimento do ônibus espacial e para a criação de uma estrutura que permitisse a permanência prolongada de astronautas em órbita baixa da Terra, o que levou à construção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Agora, o foco da agência é estabelecer uma presença de longo prazo na Lua.
“É uma estranha ironia da história que, sabe, tenha levado tanto tempo para fazermos isso, mas não ficamos parados enquanto acontecia”, disse Kshatriya. “Agora vamos aproveitar isso, agora que conseguimos chegar à Lua novamente.”
A importância da missão também foi destacada por Glaze, que ressaltou o impacto para gerações que cresceram após o programa Apollo. “A Apollo foi uma época em que eu era criança. E estar aqui agora e dizer: ‘Nós realmente fizemos isso, voltamos e vamos construir uma base lunar, vamos ter uma presença permanente na Lua’ — é simplesmente incrível”, afirmou.
A última vez que humanos pisaram na Lua foi em 1972, durante a missão Apollo 17. O primeiro pouso ocorreu em 1969, com a Apollo 11.
Além dos avanços técnicos, a missão também teve um tom inspirador. Hu incentivou jovens a seguirem suas paixões e considerarem carreiras no setor espacial.
“Sigam seus sonhos”, disse. “Digo aos meus filhos para também seguirem aquilo que os apaixona. E a minha paixão é o programa espacial. A minha paixão é a NASA e hoje consegui realizar isso. Espero que muitas outras vezes no futuro. Mas vocês têm a oportunidade de fazer o que amam e espero que essas crianças que são apaixonadas por voos espaciais tripulados, apaixonadas por ir às estrelas, se inspirem em nós, especialmente nas nossas equipes. Venham para a NASA, venham trabalhar conosco, temos muitas missões pela frente.”
O lançamento: às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. Saiba como foi o lançamento histórico aqui;
Painéis solares: pouco após entrar em órbita, a Orion abriu seus quatro painéis solares em formato de “X”, garantindo os 11 quilowatts de energia necessários para a viagem;
Ajuste de órbita:a nave realizou uma manobra de elevação, estabelecendo uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude para testes iniciais de sistemas.
Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua
Rotina e exercícios: a tripulação testou o novo dispositivo de exercícios flywheel e despertou ao som de “Green Light”, de John Legend, escolhida pelo controle de missão;
Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.
Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion
No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6).
Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion
Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.
Dia 6 (6 de abril): quebra de recordes e vislumbre de um eclipse solar total
Os tripulantes a bordo da cápsula Orion bateram o recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, quebrando o recorde (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13;
A equipe sobrevoou a Lua e fez análises sobre sua topografia e batizou uma cratera;
No fim do dia, durante quase uma hora, eles puderam acompanhar um eclipse solar total que só pôde ser visto por eles. Eles aproveitaram para observar mais a Lua e o Sol.
Dia 7 (7 de abril): descanso merecido
Orion saiu da esfera de influência lunar;
Donald Trump, presidente dos EUA, conversou com os tripulantes;
Um dos motores da cápsula foi acionado para realizar a primeira de três manobras de correção de rota;
Restante do dia livre para os astronautas.
Dia 8 (8 de abril): dia de testes
Testes de vestuário para intolerância ortostática;
Testes de pilotagem manual.
Dia 9 (9 de abril): muito próximos do retorno à Terra
Revisão dos procedimentos de reentrada na atmosfera e do pouso no oceano;
Organização da cabine;
Execução de manobra de correção de trajetória de retorno.
Dia 10 (10 de abril): pouso na água e missão concluída com sucesso
Configuração da cabine da Orion para a reentrada;
Realizada última queima de motor para correção da trajetória de retorno;
Uniformes especiais para o retorno vestidos;
Separação do módulo da tripulação e do módulo de serviço da Orion;
Veja os destaques do Olhar Digital News desta sexta-feira:
Apollo: como foi a primeira era da corrida espacial
Estamos na era da Artemis, mas bem antes do atual programa lunar ganhar força, o programa Apollo, da NASA, transformou ficção científica em realidade entre 1962 e 1972 ao levar 12 astronautas para caminhar na Lua. Com 11 missões tripuladas e seis pousos bem-sucedidos, a iniciativa marcou a vantagem dos Estados Unidos na corrida espacial contra a União Soviética durante a Guerra Fria.
Artemis 1: o caótico lançamento inaugural da volta à Lua
Se hoje estamos falando da Artemis 2 é graças aos resultados de uma missão anterior. A Artemis 1 marcou a estreia do programa lunar da NASA e funcionou como um ensaio geral para o retorno dos humanos ao entorno da Lua. Mas a trajetória dessa missão foi longa e cheia de desafios. Confira!
Artemis 2 e os limites do corpo humano fora da Terra
Muito mais do que representar a volta da humanidade à órbita da Lua, a Artemis 2 marca uma importante junção entre astronomia e medicina. Afinal, o corpo humano não evoluiu para ir ao espaço. E a chegada da tripulação da Artemis 2 de volta à Terra não significa o fim dos trabalhos: todos os projetos científicos realizados a bordo da cápsula Orion começarão a ser analisado com o retorno.
Artemis 2: o que virá depois da missão da NASA?
A NASA adiou recentemente o retorno de astronautas à Lua: o primeiro pouso tripulado, antes previsto para a Artemis 3, deve ocorrer apenas na Artemis 4. A mudança reflete uma reformulação mais ampla do programa, motivada principalmente por atrasos em tecnologias críticas.
Artemis: o fim de uma era na corrida espacial – e o começo de outra
O que vem depois da Artemis 2? Daqui em diante, as empresas privadas – como SpaceX, de Elon Musk, e Blue Origin, de Jeff Bezos – terão um papel fundamental no setor.
O Olhar Digital News vai ao ar de segunda a sexta-feira nas nossas redes sociais!
A frase Aristóteles dúvida sabedoria atravessa séculos como um convite à reflexão profunda. Além disso, ela revela um dos pilares do pensamento filosófico clássico. Portanto, compreender seu significado ajuda a desenvolver senso crítico e autonomia intelectual. Assim, essa ideia continua extremamente atual no mundo moderno.
O que significa Aristóteles dúvida sabedoria?
Segundo estudos da Stanford Encyclopedia of Philosophy, o pensamento de Aristóteles valoriza a investigação racional como caminho para o conhecimento. Além disso, a dúvida não representa fraqueza, mas sim o início de qualquer processo de aprendizado verdadeiro.
Portanto, questionar é essencial para alcançar compreensão mais profunda. Contudo, essa postura exige coragem intelectual, já que desafiar certezas pode gerar desconforto e mudanças de perspectiva.
🤔 Questionamento
A dúvida surge como o primeiro passo para o conhecimento.
📚 Investigação
O pensamento crítico leva à busca por respostas fundamentadas.
💡 Sabedoria
O conhecimento adquirido transforma a forma de ver o mundo.
Por que a dúvida é essencial para o conhecimento?
A dúvida impede a aceitação cega de ideias e incentiva a análise crítica. Além disso, ela estimula o pensamento independente e a busca por evidências concretas.
Consequentemente, indivíduos que questionam mais tendem a desenvolver maior capacidade de argumentação. Portanto, a dúvida se torna uma ferramenta poderosa para evolução intelectual e pessoal.
A dúvida é o início necessário para qualquer processo de aprendizado verdadeiro e profundo. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Como aplicar Aristóteles dúvida sabedoria no dia a dia?
Aplicar esse conceito exige uma postura ativa diante das informações. Além disso, é importante avaliar fontes, refletir sobre opiniões e evitar conclusões precipitadas.
Por outro lado, cultivar o hábito de perguntar “por quê” pode transformar decisões cotidianas. Portanto, essa prática fortalece o pensamento crítico e contribui para escolhas mais conscientes.
Situação
Aplicação da Dúvida
Leitura de notícias
Verificar fontes e comparar informações
Tomada de decisões
Analisar diferentes possibilidades
Debates
Questionar argumentos e buscar lógica
A dúvida pode levar à sabedoria?
Sim, pois questionar abre espaço para novas ideias e aprendizados. Além disso, a dúvida evita a estagnação intelectual e incentiva o crescimento contínuo.
Assim, ao adotar essa postura, o indivíduo se torna mais consciente e preparado para lidar com a complexidade do mundo. Portanto, a dúvida não é um obstáculo, mas um caminho essencial para a sabedoria.
É hoje! A missão Artemis 2 será concluída nesta noite.
No último dia completo no espaço, a tripulação iniciou a manhã ao som de “Lonesome Drifter”, de Charley Crockett, enquanto a nave se aproximava da Terra a uma distância de 237.115 km.
Os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do astronauta Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), continuam os preparativos para o retorno ao planeta.
Entre as atividades programadas estavam a revisão dos procedimentos de reentrada na atmosfera e do pouso no oceano, além da execução de uma manobra de correção de trajetória de retorno.
A NASA destacou que o momento atual da missão coloca em evidência o trabalho de engenheiros e técnicos responsáveis por garantir uma reentrada segura na Terra.
A fase de reentrada é considerada crítica, exigindo precisão absoluta nos cálculos e na execução dos procedimentos. O diretor de voo da missão Artemis 2, Jeff Radigan, reforçou a necessidade de exatidão durante o processo.
“Vamos direto ao ponto”, disse Radigan durante o briefing de ontem. “Precisamos acertar o ângulo corretamente, caso contrário, não teremos uma reentrada bem-sucedida.”
Com a Orion ganhando velocidade em direção à Terra, o foco da missão se volta totalmente para a atuação das equipes técnicas, responsáveis por conduzir a nave com segurança através da atmosfera terrestre.
De dentro da cápsula Orion, os astronautas da Artemis 2 conversaram com a imprensa sobre a missão à Lua – Crédito: NASA
Preparação da cabine para reentrada
Como parte das tarefas do dia, Christina Koch e Jeremy Hansen iniciaram a organização da cabine da espaçonave. A atividade incluiu guardar os equipamentos utilizados durante a missão, remover cargas e redes de armazenamento, bem como instalar e ajustar os assentos da tripulação. O objetivo é garantir que todos os itens estejam devidamente seguros antes da reentrada na atmosfera terrestre.
Assista com o Olhar Digital!
A partir das 19h30, entramos no ar com o Olhar Digital News. Marisa Silva e Bruno Capozzi trarão uma retrospectiva do programa Artemis e o que podemos esperar do futuro da exploração espacial. Na sequência, o astrônomo Marcelo Zurita e o editor Lucas Soares se juntam à transmissão para trazer todos os detalhes do retorno dos astronautas.
A NASA prevê o pouso na água às 21h07 na costa de San Diego (horário de Brasília).
No último dia completo da missão Artemis 2 no espaço, a tripulação iniciou a manhã ao som de “Lonesome Drifter”, de Charley Crockett, enquanto a nave se aproximava da Terra a uma distância de 237.115 km.
Os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do astronauta Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), continuam os preparativos para o retorno ao planeta, previsto para esta sexta-feira (10).
Entre as atividades programadas estavam a revisão dos procedimentos de reentrada na atmosfera e do pouso no oceano, além da execução de uma manobra de correção de trajetória de retorno.
Segundo a NASA, os astronautas chegaram à metade do caminho em sua jornada de volta à Terra, partindo da Lua.
A agência espacial destacou que o momento atual da missão coloca em evidência o trabalho de engenheiros e técnicos responsáveis por garantir uma reentrada segura na Terra.
Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (9), o administrador associado da agência, Amit Kshatriya, enfatizou a importância da equipe técnica na etapa decisiva da missão.
“A cada engenheiro, a cada técnico que tocou nesta máquina, o amanhã pertence a vocês”, afirmou. Segundo ele, após o desempenho da tripulação, cabe agora às equipes em solo assegurar o sucesso da operação. “A tripulação fez a sua parte. Agora temos que fazer a nossa.”
A fase de reentrada é considerada crítica, exigindo precisão absoluta nos cálculos e na execução dos procedimentos. O diretor de voo da missão Artemis II, Jeff Radigan, reforçou a necessidade de exatidão durante o processo.
“Vamos direto ao ponto”, disse Radigan durante o briefing de quinta. “Precisamos acertar o ângulo corretamente, caso contrário, não teremos uma reentrada bem-sucedida.”
Com a Orion ganhando velocidade em direção à Terra, o foco da missão se volta totalmente para a atuação das equipes técnicas, responsáveis por conduzir a nave com segurança através da atmosfera terrestre.
Preparação da cabine para reentrada
Como parte das tarefas do dia, Christina Koch e Jeremy Hansen iniciaram a organização da cabine da espaçonave. A atividade incluiu guardar os equipamentos utilizados durante a missão, remover cargas e redes de armazenamento, bem como instalar e ajustar os assentos da tripulação. O objetivo é garantir que todos os itens estejam devidamente seguros antes da reentrada na atmosfera terrestre.
A tripulação também está revisando as informações mais recentes sobre as condições meteorológicas, o status das equipes de recuperação e o cronograma de entrada. Ao longo do dia, os astronautas trabalharam nos procedimentos que serão executados após o pouso.
Os propulsores da espaçonave Orion estão programados para serem acionados às 23h53 (horário de Brasília) para a segunda manobra de correção da trajetória de retorno. A operação tem como objetivo ajustar com maior precisão o caminho da nave em direção à Terra e garantir o alinhamento adequado para a reentrada na atmosfera.
Durante a execução da manobra, Jeremy Hansen será responsável por revisar as etapas do procedimento e monitorar os sistemas de orientação, navegação e propulsão da Orion. Com essas atividades, a missão entra em sua fase final, concentrando esforços para assegurar um retorno seguro da tripulação à Terra.
Equipe de engenheiros na Terra passam a ter protagonismo a partir de agora – ROBERT MARKOWITZ NASA-JSC
O lançamento: às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. Saiba como foi o lançamento histórico aqui;
Painéis solares: pouco após entrar em órbita, a Orion abriu seus quatro painéis solares em formato de “X”, garantindo os 11 quilowatts de energia necessários para a viagem;
Ajuste de órbita:a nave realizou uma manobra de elevação, estabelecendo uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude para testes iniciais de sistemas.
Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua
Rotina e exercícios: a tripulação testou o novo dispositivo de exercícios flywheel e despertou ao som de “Green Light”, de John Legend, escolhida pelo controle de missão;
Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.
Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion
No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6).
Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion
Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.
Dia 6 (6 de abril): quebra de recordes e vislumbre de um eclipse solar total
Os tripulantes a bordo da cápsula Orion bateram o recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, quebrando o recorde (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13;
A equipe sobrevoou a Lua e fez análises sobre sua topografia e batizou uma cratera;
No fim do dia, durante quase uma hora, eles puderam acompanhar um eclipse solar total que só pôde ser visto por eles. Eles aproveitaram para observar mais a Lua e o Sol.
Dia 7 (7 de abril): descanso merecido
Orion saiu da esfera de influência lunar;
Donald Trump, presidente dos EUA, conversou com os tripulantes;
Um dos motores da cápsula foi acionado para realizar a primeira de três manobras de correção de rota;
Restante do dia livre para os astronautas.
Dia 8 (8 de abril): dia de testes
Testes de vestuário para intolerância ortostática;
Testes de pilotagem manual.
Dia 9 (9 de abril):
Revisão dos procedimentos de reentrada na atmosfera e do pouso no oceano;
Organização da cabine;
Execução de manobra de correção de trajetória de retorno.
Artemis 2: o que está planejado para os próximos dias
O último dia da missão Artemis 2 concentra-se em trazer a tripulação de volta para casa em segurança. Uma última queima de correção de trajetória de retorno garantirá que a Orion esteja no caminho certo para o pouso na água.
A tripulação retornará sua cabine à configuração original, com os equipamentos guardados e os assentos em seus lugares, e vestirá seus trajes espaciais.
O módulo da tripulação se separará do módulo de serviço, cujos motores os guiaram ao redor da Lua e de volta à Terra. Isso vai expor o escudo térmico do módulo da tripulação, que protegerá a espaçonave e a tripulação enquanto atravessam a atmosfera terrestre e temperaturas de até cerca de 1.650ºC.
Uma vez que tenham passado com segurança pelo calor da reentrada, a cobertura que protegia o compartimento dianteiro da espaçonave será ejetada para dar lugar a uma série de paraquedas (dois paraquedas de frenagem que reduzirão a velocidade da cápsula para cerca de 495 km/h, seguidos por três paraquedas piloto que acionarão os três paraquedas principais finais).
Essas manobras reduzirão a velocidade da Orion para aproximadamente 27 km/h para um pouso no Oceano Pacífico, onde pessoal da NASA e da Marinha dos EUA estarão esperando, concluindo a missão Artemis 2.
Os quatro astronautas da Artemis 2 estão a caminho de casa. Depois de sobrevoar a Lua e se aventurar mais longe da Terra do que qualquer ser humano na história, a cápsula Orion se prepara para reentrar na atmosfera nesta sexta-feira (10), às 21h07 (horário de Brasília), com pouso no Oceano Pacífico, na costa de San Diego. Você poderá acompanhar tudo ao vivo com o Olhar Digital a partir das 19h30.
A etapa final da jornada de 1.118.624 quilômetros é uma das mais exigentes para a engenharia da nave. A Orion vai penetrar a atmosfera a 38.367 km/h. Nessa velocidade, o atrito com o ar eleva a temperatura externa da cápsula a 2.760°C — o suficiente para derreter aço.
Para proteger a tripulação, a NASA fez ajustes na trajetória de reentrada. A decisão veio após a missão não tripulada Artemis 1, em 2022, quando o escudo térmico da Orion sofreu danos. Gases ficaram presos no material Avcoat que reveste a base de titânio e, com o calor extremo, se expandiram, arrancando fragmentos carbonizados.
Na Artemis 2, a cápsula vai descer em um ângulo mais fechado, reduzindo o tempo de exposição às altas temperaturas. A estratégia busca evitar que o problema se repita agora com humanos a bordo.
Durante o retorno da Lua, o sistema de proteção térmica do módulo de tripulação da Orion precisa suportar temperaturas escaldantes para manter os tripulantes em segurança. Imagem meramente ilustrativa – Crédito: NASA
Oito minutos de tensão
Durante a descida, a Orion será envolvida por uma bola de fogo. O plasma incandescente vai interromper as comunicações com o solo por alguns instantes — um silêncio sempre angustiante para as equipes em terra.
Quando a cápsula estiver a cerca de 8 km de altitude, ainda caindo a mais de 500 km/h, uma sequência de paraquedas começará a ser acionada. Primeiro, três pequenos paraquedas de 2 metros de diâmetro serão liberados para estabilizar a nave. Em seguida, dois paraquedas de frenagem, com 7 metros cada, entrarão em ação.
O momento mais espetacular virá a aproximadamente 3 km do solo. Três paraquedas pilotos puxarão os três paraquedas principais, cada um com 35 metros de largura e 140 quilos. A Orion descerá pendurada a 81 metros abaixo desse conjunto, com a velocidade reduzida para menos de 32 km/h — um toque suave nas ondas do Pacífico.
Duas horas antes da amerissagem, equipes a bordo do navio USS John P. Murtha já estarão de prontidão. Helicópteros da Marinha farão o resgate dos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (NASA) e Jeremy Hansen (Agência Espacial Canadense). A operação foi ensaiada 12 vezes com um módulo simulado e já testada na volta da Artemis 1.
Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2
O lançamento: às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. Saiba como foi o lançamento histórico aqui;
Painéis solares: pouco após entrar em órbita, a Orion abriu seus quatro painéis solares em formato de “X”, garantindo os 11 quilowatts de energia necessários para a viagem;
Ajuste de órbita:a nave realizou uma manobra de elevação, estabelecendo uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude para testes iniciais de sistemas.
Lançamento da missão Artemis 2 à Lua, em 1º de abril de 2026 – Crédito: NASA/Bill Ingalls
Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua
Rotina e exercícios: a tripulação testou o novo dispositivo de exercícios flywheel e despertou ao som de “Green Light”, de John Legend, escolhida pelo controle de missão;
Realizaram testes no sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo da NASA;
Também puderam conversar com a imprensa e familiares, destacando suas primeiras impressões sobre o espaço e a Terra vista de longe;
Com a realização da TLI um dia antes, a Orion entrou na chamada magnetocauda, extensão do campo magnético do planeta, semelhante a um cometa, que se estende por milhões de quilômetros, formada pelo vento solar que comprime e alonga o campo magnético.
Dia 4 (4 de abril): a pilotagem manual da Orion
No quarto dia de missão, cada membro da tripulação teve uma hora dedicada à revisão dos alvos geográficos que deverão fotografar no sexto dia de voo;
A equipe também teve que resolver problemas no banheiro da cápsula Orion. A resolução foi parcial;
Durante a noite, os astronautas Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), realizaram um teste de pilotagem manual da nave. Eles se revezaram no comando da Orion e executaram manobras em dois modos distintos de propulsão;
Paralelamente, os astronautas analisaram uma lista de alvos fornecida pela equipe de ciência lunar. O material reúne características da superfície da Lua que serão registradas durante o sobrevoo previsto para segunda-feira (6).
Dia 5 (5 de abril): a pilotagem manual da Orion
Testes dos trajes: a tripulação dedicou grande parte da manhã a avaliar o Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion em ambiente espacial;
Correção de trajetória: a Orion executou com sucesso a queima final (que seria a terceira) para ajustar o curso rumo à Lua.
Dia 6 (6 de abril): quebra de recordes e vislumbre de um eclipse solar total
Os tripulantes a bordo da cápsula Orion bateram o recorde de distância percorrida por alguém a partir da Terra, quebrando o recorde (400 mil km) estabelecido em 1970 pela tripulação da Apollo 13;
A equipe sobrevoou a Lua e fez análises sobre sua topografia e batizou uma cratera;
No fim do dia, durante quase uma hora, eles puderam acompanhar um eclipse solar total que só pôde ser visto por eles. Eles aproveitaram para observar mais a Lua e o Sol.
Dia 7 (7 de abril): descanso merecido
Orion saiu da esfera de influência lunar;
Donald Trump, presidente dos EUA, conversou com os tripulantes;
Um dos motores da cápsula foi acionado para realizar a primeira de três manobras de correção de rota;
Restante do dia livre para os astronautas.
Dia 8 (8 de abril): dia de testes
Testes de vestuário para intolerância ortostática;
Construir uma casa de madeira em 2026 tornou-se uma opção cada vez mais popular para quem busca rapidez, sustentabilidade e custo-benefício. Além disso, o mercado da construção vem oferecendo tecnologias modernas que tornam esse tipo de projeto mais acessível e seguro. Contudo, entender os fatores que influenciam o preço é essencial antes de iniciar a obra. Este artigo explica os detalhes mais importantes para planejar seu investimento.
Quais fatores influenciam o custo de construir uma casa de madeira?
Além do tipo de madeira, o tamanho da construção, a complexidade do projeto e a localização da obra impactam diretamente no orçamento. Portanto, é essencial analisar detalhadamente os valores antes de iniciar a construção.
🌱 Escolha da madeira: Tipos de madeira mais nobres custam mais, mas oferecem maior durabilidade.
🛠️ Mão de obra: Profissionais especializados garantem qualidade, mas impactam o orçamento.
🏡 Acabamento: Pintura, isolamento e detalhes internos aumentam o custo final.
Quanto custa construir uma casa de madeira por metro quadrado em 2026?
O preço médio por metro quadrado de uma casa de madeira em 2026 varia de R$ 2.500 a R$ 5.500, dependendo do padrão da madeira e da região. Além disso, projetos personalizados podem superar essa faixa.
Portanto, calcular o valor total exige analisar todos os elementos, desde fundação até acabamentos. Planejamento detalhado é essencial para evitar surpresas no orçamento.
Preços por metro quadrado variam conforme o padrão da madeira escolhida. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Quais são os tipos de madeira mais indicados para construção residencial?
Madeiras como pinus, eucalipto e peroba são as mais utilizadas. Além de serem resistentes, elas oferecem bom custo-benefício e facilidade de manutenção.
Além disso, madeiras tratadas com preservativos aumentam a durabilidade, evitando pragas e umidade. Portanto, a escolha correta influencia diretamente o investimento a longo prazo.
Tipo de Madeira
Preço Médio (R$/m²)
Durabilidade
Pinus
2.500 – 3.200
Boa
Eucalipto
3.000 – 4.000
Excelente
Peroba
4.000 – 5.500
Excelente
Como reduzir custos ao construir uma casa de madeira sem comprometer a qualidade?
Optar por projetos padronizados e madeiras de reflorestamento é uma maneira eficaz de reduzir despesas. Além disso, contratar profissionais qualificados ajuda a evitar retrabalhos caros.
Portanto, planejamento e pesquisa de fornecedores são fundamentais. Comparar orçamentos e materiais antes da obra garante economia sem perda de qualidade.
Quando a Fórmula 1 abriu a temporada de 2026, os motores das equipes passaram a rodar com um combustível que não vem do petróleo. Produzido a partir de CO₂ capturado da atmosfera e hidrogênio gerado por energia renovável, o e-fuel estreou na categoria mais exigente do automobilismo como parte de um plano de descarbonização que a F1 quer concluir até 2030.
Para muitos no setor, foi um marco. Para outros, foi a confirmação de que a tecnologia ainda está longe do uso cotidiano. A pergunta que fica para o motorista comum é direta: esse combustível funciona no meu carro? E, se funciona, quanto custa?
O que a Fórmula 1 revela sobre o e-fuel
A Fórmula 1 adotou combustíveis sintéticos em 2026 como parte de um plano para atingir emissões líquidas zero até 2030. Na categoria, os chamados combustíveis sustentáveis avançados são produzidos sem uso de petróleo na composição.
Esses combustíveis são desenvolvidos para funcionar como substitutos diretos dos fósseis, sem necessidade de adaptações nos motores. Na prática, isso significa que poderiam ser usados também em carros de rua, mantendo características semelhantes às da gasolina.
Fórmula 1 adotou combustíveis sintéticos como parte de plano para reduzir emissões até 2030 – Imagem: Shahjehan / Shutterstock
Segundo Clayton Zabeu, professor de Engenharia Mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia, esse comportamento já era esperado. O e-fuel já vinha sendo testado em laboratório e em outras categorias, e, por ser um combustível do tipo “drop-in”, ou seja, que pode substituir os combustíveis fósseis sem exigir adaptações, não deve apresentar diferenças relevantes no funcionamento imediato dos motores.
Por ser sintetizado, o combustível também tende a ter uma composição mais controlada do que a gasolina comum. Ainda assim, o principal desafio segue fora das pistas: o custo elevado e a baixa escala de produção continuam limitando o uso no dia a dia.
O que é o combustível sintético e como ele é feito
A ideia por trás do combustível sintético é fazer o caminho inverso da queima de gasolina. Segundo Roberto Pena Spinelli, físico pela USP e colunista do Olhar Digital, em vez de extrair petróleo do subsolo e queimá-lo gerando CO₂, o processo captura esse CO₂ — da atmosfera ou de fontes industriais — e o combina com hidrogênio para produzir um combustível líquido, como gasolina, diesel ou querosene.
O resultado é um hidrocarboneto quimicamente semelhante à gasolina convencional, mas produzido sem petróleo. Por isso, pode ser usado na infraestrutura que já existe — motores, postos, dutos de distribuição — sem grandes adaptações.
Combustível sintético é produzido a partir de CO₂ e hidrogênio com uso de energia renovável – Imagem: istock-tonko / iStock
O processo, porém, não é novo. Zabeu lembra que os primeiros combustíveis sintéticos líquidos foram produzidos ainda na década de 1920, por meio de reações químicas conhecidas como síntese de Fischer-Tropsch. Nesse processo, uma mistura de monóxido de carbono e hidrogênio — conhecida como gás de síntese — é convertida em combustíveis líquidos por meio de reações químicas em condições controladas.
Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha já produzia combustível sintético em larga escala por falta de acesso ao petróleo.
O que torna o e-fuel sustentável
O que mudou desde então é a proposta de tornar esse processo renovável. Para ser classificado como combustível sintético sustentável (ou ASF, na sigla em inglês), o carbono usado na síntese precisa vir de fontes renováveis: biomassa de resíduos urbanos, sobras da produção de alimentos ou CO₂ capturado diretamente da atmosfera.
O hidrogênio, por sua vez, é obtido pela eletrólise da água — a separação do oxigênio e do hidrogênio por meio de corrente elétrica —, gerada por usinas eólicas ou fotovoltaicas. Vale destacar que nem todo combustível sintético é sustentável: processos que usam carvão ou gás natural como insumo geram um produto que não pode ser considerado neutro em carbono.
Segundo Zabeu, há empresas especializadas que fazem a análise de toda a cadeia produtiva desses combustíveis e verificam sua neutralidade seguindo normas internacionais.
O paradoxo energético
Mas há um paradoxo no centro do processo. Segundo Pena, cada etapa da produção — capturar CO₂, produzir hidrogênio e sintetizar o combustível — gera perdas de energia. Quando somadas, a eficiência total fica relativamente baixa.
“No final, não parece muito vantajoso gastar um monte de energia elétrica para criar um pouco de energia química. A grande vantagem do combustível fóssil é justamente que a natureza, durante milhões de anos, já fez esse trabalho. Num mundo em que a energia está sendo tão requisitada, parece uma contramão desperdiçar energia para reconstruir gasolina”, avalia.
Funciona em qualquer motor? E no carro flex brasileiro?
Para o motorista que dirige um carro convencional — ou um flex, como é comum no Brasil —, a boa notícia é que o e-fuel não exige troca de veículo nem modificações no motor. Zabeu explica que as moléculas do e-fuel são hidrocarbonetos de cadeia similar à da gasolina, o que o torna compatível com veículos projetados para rodar com gasolina de origem fóssil ou mesmo com os motores flex brasileiros. No jargão técnico, é chamado de combustível drop-in.
Por ser sintetizado, o e-fuel tem uma composição mais previsível e padronizada — com moléculas definidas — do que a gasolina comum, que é uma mistura de um grande número de hidrocarbonetos diferentes.
Combustível sintético pode ser usado em carros atuais sem necessidade de adaptação no motor – Imagem: jittawit21 / Shutterstock
O alerta do longo prazo
Fernando Augusto Pinto, professor de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), porém, faz uma ressalva importante. No curto prazo, o combustível sintético funciona em motores convencionais. Mas no longo prazo, depois de centenas de milhares de quilômetros, podem surgir problemas que hoje ainda não estão mapeados.
Ele recorre a um paralelo histórico brasileiro para ilustrar o argumento. Quando o carro a álcool chegou nos anos 1980, o combustível funcionava nos motores existentes, mas logo surgiram problemas de corrosão e entupimento que levaram anos para ser resolvidos. “Você botava o álcool, o carro funcionava, mas começava a entupir, a ter corrosão, até uma série de problemas que foram resolvidos porque foi uma decisão de que nós vamos ter o carro a álcool“, explica.
Para o professor, o mesmo ciclo se repetiria com o combustível sintético. As propriedades químicas do e-fuel são ligeiramente diferentes das da gasolina, o que pode gerar desgaste diferenciado em catalisadores e outros componentes ao longo do tempo. “É um combustível diferente, então precisa de uma adaptação de engenharia. No primeiro momento, essa adaptação não vai estar dada, então vai gerar algum problema”, diz. E completa: “Um problema resolvível? Certamente resolvível.”
O e-fuel já existe — mas em escala minúscula
O combustível sintético sustentável já sai de plantas industriais em pelo menos dois países. Zabeu cita como exemplos a planta Haru Oni, no Chile, inaugurada em 2022 com participação da Porsche, que produz e-gasolina e e-metanol a partir de CO₂ capturado da atmosfera, e a Era One, na Alemanha, que produz e-diesel e combustível sustentável para aviação usando carbono de fontes biogênicas e hidrogênio verde.
Há ainda outras plantas menores nos Estados Unidos, Austrália, Europa e Ásia. Os volumes de produção atuais giram em torno de 130 a 150 mil litros por ano — suficientes para abastecer nichos específicos de alto custo, como a Fórmula 1, mas muito distantes de qualquer impacto real na frota global de veículos.
O problema do preço — e quando ele pode cair
O principal obstáculo do combustível sintético não é tecnológico: é econômico. Segundo Zabeu, estimativas atuais indicam que o e-fuel custa cerca de US$ 50 por litro, enquanto a gasolina no Brasil gira em torno de US$ 1 por litro. Uma diferença de 50 vezes.
Para que esse custo caia a níveis competitivos, seria necessário reduzir drasticamente o preço da produção de hidrogênio verde e da captura de CO₂ da atmosfera — duas tecnologias que ainda precisam ser escaladas para atender volumes mundiais relevantes.
Pena reforça o argumento pelo ângulo da eficiência energética: o processo consome muito mais energia do que entrega na forma de combustível, o que estruturalmente limita sua competitividade enquanto energia renovável for escassa ou cara.
Produção de combustível sintético exige grande consumo de energia elétrica ao longo do processo – Imagem: Denis Klimov 3000/Shutterstock
Fernando Pinto é mais direto. “Não vai ter combustível sintético que você vai trocar pela gasolina, vai funcionar como se nada acontecesse. E, ainda assim, vai ser bem mais caro que a gasolina. A gente já está reclamando do preço da gasolina, vai ficar mais caro ainda”, afirma.
Para quem o e-fuel faz sentido?
Diante do custo elevado e dos volumes de produção ainda irrisórios, a questão central passa a ser para quais setores o combustível sintético faz sentido como alternativa de descarbonização.
Zabeu aponta que o e-fuel, com as tecnologias produtivas atuais, custa cerca de US$ 50 por litro — o que ainda o coloca como um dos instrumentos de descarbonização mais caros do setor de transportes. Ainda assim, por ser um combustível líquido e de alta densidade energética, pode se tornar uma alternativa viável para setores que demandam baixo peso e onde a eletrificação direta ainda não é possível, como o transporte aeronáutico.
Aviação é um dos setores em que combustíveis sintéticos podem ser utilizados como alternativa aos fósseis – Imagem: Bulent camci / Shutterstock
Não é concorrente do carro elétrico
Nesse cenário, o e-fuel não compete com os carros elétricos. Para o transporte rodoviário de passeio, a conta não fecha: com um carro elétrico já disponível no mercado e um e-fuel que custa 50 vezes mais que a gasolina, a escolha do consumidor é evidente.
Como observa Pena, a grande vantagem do combustível sintético seria aproveitar a infraestrutura existente de motores e distribuição. Mas essa vantagem se dilui quando o preço é tão discrepante.
E o Brasil nessa história?
O Brasil ocupa uma posição singular nesse debate. Segundo Zabeu, o país tem condições climáticas excepcionais para a produção de energia renovável: ventos intensos e alta irradiação solar criam condições favoráveis para gerar hidrogênio verde a custos competitivos, insumo essencial para a produção de e-fuel.
Isso abre uma possibilidade estratégica: o Brasil poderia se tornar um exportador de e-fuel para países que não conseguem produzir hidrogênio verde de forma barata, enquanto mantém o uso interno dos biocombustíveis — mais baratos e já consolidados na frota nacional.
Produção de combustíveis sintéticos sustentáveis depende de hidrogênio verde e energia renovável – Imagem: Piyaset / Shutterstock
Etanol e e-fuel: concorrentes ou complementares?
A comparação com o etanol revela diferenças importantes. Zabeu explica que, embora ambos sejam combustíveis renováveis, etanol e e-fuel partem de rotas de produção completamente distintas.
O etanol captura carbono pela fotossíntese da cana-de-açúcar, o que exige grandes áreas de terra e levanta a crítica recorrente de competição entre produção de combustível e de alimento. O e-fuel, por sua vez, captura carbono diretamente do ar ou de resíduos, sem disputar área agrícola.
Em termos de densidade energética, o e-fuel leva vantagem sobre o etanol. Mas em custo e velocidade de adoção, o etanol brasileiro segue imbatível. “Temos um combustível muito mais barato do que um e-fuel e que tem capacidade de ser rapidamente adotado pela frota flex do nosso país”, conclui Zabeu.
O futuro do combustível sintético
O combustível sintético é real, funciona e já movimenta os motores da Fórmula 1. Mas o caminho entre as pistas e o posto de gasolina do bairro depende de uma queda de custo de proporções históricas e de uma escala de produção que ainda está muito longe de existir.
Para o Brasil, o cenário mais inteligente pode ser justamente não escolher entre etanol e e-fuel, mas usar cada um onde faz mais sentido: o etanol para a frota nacional, e o e-fuel como produto de exportação para um mercado global que vai precisar dele — especialmente na aviação e no transporte marítimo.
“Sinceramente, eu acho que a gente como humanidade tem um problema, tem uma demanda de energia e a gente tem que resolver essa demanda por energia”, resume Fernando Pinto. O combustível sintético é uma das respostas possíveis. Por enquanto, é uma resposta cara.
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a missão Artemis 2 deixou a Lua para trás e agora se aproxima da Terra. A cápsula Orion, batizada de Integrity pela tripulação, realizou na noite de terça-feira (7) uma manobra de correção para seguir a trajetória correta de retorno. A fase de reentrada será delicada, com previsão de atingir velocidade recorde para seres humanos.
Os propulsores da espaçonave foram acionados por 15 segundo às 21h03, pelo horário de Brasília, o que aumentou a velocidade em cerca de 50 centímetros por segundo, ajustando o caminho para o pouso no Oceano Pacífico, próximo à Califórnia, esperado para sexta-feira (10), às 21h07 – e com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital, é claro!
Em resumo:
A missão Artemis 2 deixou a Lua e agora segue em direção à Terra;
A cápsula Orion ajustou sua trajetória acionando brevemente os propulsores;
A nave viajará mais rápido que qualquer veículo espacial anterior com humanos a bordo;
O pouso será no Oceano Pacífico, perto da Califórnia;
Uma embarcação da Marinha dos EUA vai ser usado pela NASA como navio de resgate da tripulação.
Representação visual da cápsula Orion atravessando a atmosfera da Terra em altíssima velocidade – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini
Reentrada da Artemis 2 será a mais veloz da história
A nave que conduz Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, os quatro astronautas da missão Artemis 2, está acelerando em direção à Terra. Segundo a NASA, a gravidade aumenta a velocidade da cápsula para aproximadamente 40 mil km/h – o que permitiria viajar do Brasil ao Japão em menos de meia hora. Isso pode superar o recorde da Apollo 10, que atingiu 39.937 km/h na reentrada.
No caso da missão não tripulada Artemis 1, a velocidade foi menor, e a trajetória ligeiramente diferente. A cápsula naquela ocasião usou a reentrada por ricochete, quicando na atmosfera antes de abrir os paraquedas. Esse método ajudou a desacelerar, mas causou estresse extra no escudo térmico.
O escudo térmico da Orion suporta temperaturas de milhares de graus. Na missão anterior, surgiram pequenas rachaduras durante a reentrada. Por segurança, a Artemis 2 adotou um método diferente, reduzindo o tempo em altas temperaturas.
Kenna Pell, da NASA, explicou ao site Space.com que a mudança limita a distância percorrida entre a entrada na atmosfera e o pouso. Assim, o escudo térmico sofrerá menos estresse, aumentando a segurança da tripulação.
Registro em alta resolução da nave Orion capturado por uma câmera instalada em um dos painéis solares no segundo dia da missão Artemis 2 – Crédito: NASA / Divulgação
O planejamento da reentrada é fundamental para o sucesso da missão. Pequenas alterações de trajetória e velocidade podem reduzir riscos e proteger a cápsula. Cada ajuste é calculado para evitar sobrecarga no escudo térmico.
A equipe da NASA monitora a posição da Orion em tempo real. O horário e o ponto exato do pouso dependerão das condições meteorológicas no Pacífico. O porta-aviões USS John P. Murtha, que será usado como balsa de resgate da tripulação, já saiu do porto.
Mais detalhes sobre a reentrada serão divulgados nos próximos dias. E na noite de sexta vamos saber se realmente a Artemis 2 vai alcançar a maior velocidade já atingida por seres humanos – o que se soma aos recordes superados pela missão:
Primeira missão tripulada do século XXI a sobrevoar a Lua: nenhuma missão humana desde a Apollo 17 em 1972 chegou tão longe;
Diversidade: além de ter a primeira mulher e o primeiro homem negro a ultrapassar a órbita baixa da Terra, a tripulação forma a primeira equipe internacional a sobrevoar a Lua – todos os astronautas das missões Apollo eram dos EUA;
Distância recorde: a cápsula Orion alcançou cerca de 407 mil km da Terra, superando o recorde da Apollo 13 (400.171 km) e se tornando a missão humana a ir mais longe no espaço.