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O Olhar Digital traz os lançamentos da semana do Amazon Prime Video. Na semana entre 21 e 27 de setembro de 2026, a Amazon terá a chegada de algumas produções à sua plataforma de streaming.
Entre os destaques que chegam ao streaming da Amazon nesta semana, está o filme A Hipótese do Amor, produção original da plataforma. Também chega ao Prime Video a sétima temporada de O Novato (The Rookie) e o filme Refúgio de Inverno.
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Lançamentos da Prime Video de 21 a 27 de setembro de 2026
Confira detalhes sobre os lançamentos da semana entre 21 e 27 de setembro de 2026 no Prime Video:
Segunda-feira – 21/09
O Novato (The Rookie) – Temporada 7
Série | Ação | Drama | Ano de Produção: 2025 (Estados Unidos)
Após os eventos intensos e o período tenso de treinamento do ano anterior, John Nolan (Nathan Fillion) deixa de ser apenas um recruta para se consolidar como mentor na LAPD.
Quarta-feira – 23/09
A Hipótese do Amor
Filme | Original do Prime Video | Comédia | Romance | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
Depois de um beijo compulsivo, dois cientistas acabam mantendo um relacionamento falso, colocando suas teorias sobre o amor e um ao outro à prova.
Quinta-feira – 24/09
Refúgio de Inverno
Filme | Drama | Romance | Ano de Produção: 2026 (Reino Unido)
A viagem de um casal aposentado a Amsterdã desperta memórias conturbadas de seu passado.
Sexta-feira – 25/09
King Ivory: Vício das Ruas
Filme | Ação | Drama | Ano de Produção: 2024 (Estados Unidos)
Baseado em eventos reais, o longa aborda a devastadora crise do fentanil (apelidado nas ruas de “King Ivory”). A trama acompanha Layne West, policial de Oklahoma que lidera uma caçada contra o Cartel 777 e seu líder, Ramon. A investigação toma um rumo profundamente pessoal e dramático quando o filho adolescente de West se torna dependente da droga.
O Olhar Digital traz os lançamentos da Netflix semanalmente. Nesta semana, você confere as produções que chegam ao catálogo do streaming entre 21 e 27 de setembro de 2026.
Entre as estreias, estão o filme Unabomber (com Russell Crowe), a série nacional Habeas Corpus e o reality show Wonka: O Bilhete Dourado. Também chegam ao catálogo do streaming produções como a série Um Mundo Diferente, a sitcom Party Down e o filme Adão Negro.
O que chega à Netflix entre 21 e 27 de setembro de 2026
Confira abaixo a lista das produções que chegam ao catálogo da Netflix entre 21 e 27 de setembro de 2026:
Terça-feira – 22/09
Nimesh Patel: Buy The Dip
Especial | Original Netflix | Comédia | Stand-up | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
Neste especial hilário e sem papas na língua, Nimesh critica os absurdos da paternidade, a loucura de sua família indiana e a corrupção desenfreada em Washington D.C.
A Pousada Bizarra do Kian84 – Temporada 2
Série | Original Netflix | Reality show | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
Com o charme característico de seu excêntrico anfitrião, a temporada 2 de A Pousada Bizarra do Kian84 reúne Kim Yeon-koung, Lee Jun-ho, Kazuha, Kian84 e os hóspedes em um novo tipo de programa de variedades ambientado em uma pousada.
Escola Minerva
Série | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Itália)
Escola Minerva é uma série dramática adolescente ambientada em um colégio militar em Nápoles. É um mundo que parece pertencer a outra época, onde os alunos são acordados ao amanhecer para a cerimônia de hasteamento da bandeira, celulares e roupas civis são proibidos, e as aulas de esgrima e táticas militares são obrigatórias. A produção é protagonizada por Salvo (Ciro Minopoli), um garoto criado em orfanato que entra no colégio para descobrir a verdade sobre o destino do melhor amigo; Vincenzo (Biagio Venditti), que quer seguir a carreira militar do pai; e Camilla (Margherita Buoncristiani), uma garota mimada de Milão que foi enviada pela família para ser reeducada. A série também aborda a vida dos adultos, os oficiais e professores civis que estão lá para treinar os alunos e precisam lidar com suas consciências, fragilidades e as consequências de seus erros. Levados ao limite, esses jovens descobrem coisas inesperadas sobre si, contando com a ajuda da escola não para realizar suas ambições, mas para entender se seus sonhos são os certos para eles.
Party Down (sitcom)
Quarta-feira – 23/09
Wonka: O Bilhete Dourado
Série | Original Netflix | Reality show | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
Doze sortudos que ganharam o Bilhete Dourado vão passar pelos portões da fábrica de chocolate de Wonka com seus respectivos acompanhantes e mergulhar em um mundo de imaginação, travessuras e desafios. Lá, os participantes terão que enfrentar diversos jogos, testes e tentações criados por Wonka para desafiá-los em termos físicos, mentais e morais. Neste experimento social arriscado, os jogadores vão percorrer o cenário impressionante e imprevisível da fábrica, sempre se adaptando, criando estratégias e enfrentando o desconhecido de modo a provar que têm o instinto, a resiliência e o caráter para prosperar no caos. No fim de tudo, só um participante vai ganhar o prêmio de Wonka e mudar de vida para sempre.
Habeas Corpus
Série | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Brasil)
Buscando redenção pelos erros do passado, Inez, uma renomada advogada criminalista que se tornou professora universitária, está determinada a libertar um jovem preso injustamente. O que ela não sabe é que, entre os alunos designados para ajudá-la, está Marina, uma jovem incansável que foi a principal vítima do erro cometido por Inez no passado, um erro que levou à prisão injusta de sua própria mãe.
Quinta-feira – 24/09
Um Mundo Diferente
Série | Original Netflix | Drama | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
A sequência da série acompanha Deborah Wayne, a filha caçula de Whitley e Dwayne, em sua jornada de amadurecimento na Faculdade Hillman. Enquanto tenta encontrar o próprio caminho no campus, a jovem convive com uma nova geração de alunos negros que enfrentam desafios no esporte, no direito, na psicologia e no empreendedorismo. Misturando humor e drama para retratar a rotina e os rituais de uma universidade historicamente negra, a atração também marca o retorno de veteranos marcantes do elenco original, como Jasmine Guy e Kadeem Hardison.
Meus Mortos Tristes
Minissérie | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Argentina)
Emma vê os mortos. Mas, quando sua sobrinha chega, milhares de vidas são afetadas. A minissérie é baseada na obra de Mariana Enriquez.
Instinto de Mãe
Série | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Índia)
Nove anos depois do sequestro da filha, a busca incansável de uma mulher revela segredos. Será que ela pode confiar no que vê?
Ilusão Mortal
Série | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Tailândia)
A vida de uma mulher vira de cabeça pra baixo quando o pai com demência vira o principal suspeito de um assassinato. E a cidade toda acha que ele está possuído.
Como Perder Sua Popularidade (filme)
Sexta-feira – 25/09
Unabomber
Filme | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
Inspirado numa história real, o filme acompanha a transformação de Ted Kaczynski (Jacob Tremblay), de prodígio de Harvard aos 16 anos a infame terrorista. Submetido a experimentos psicológicos controversos pelo professor Henry Murray (Russell Crowe), Kaczynski vê seu passado conturbado voltar à tona décadas mais tarde, quando a caçada liderada pela agente do FBI Joanne Miller (Shailene Woodley) revela as consequências arrepiantes da ambição e do isolamento.
O Problema Final
Minissérie | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Espanha)
No verão de 1959, uma tempestade deixa treze pessoas isoladas em uma pequena ilha perto de Maiorca. Mas nenhuma delas pode imaginar o que está prestes a acontecer no pequeno hotel onde estão hospedadas: Elisa Mander, uma turista inglesa muito discreta, é encontrada morta. No início, parece um suicídio, mas o caso logo começa a apresentar sinais de que poderia ser algo muito mais perturbador: um assassinato. Basil, um ator aposentado e famoso por interpretar ninguém menos do que Sherlock Holmes no cinema, de repente e quase sem querer, fica encarregado de descobrir o que aconteceu. Em um lugar completamente isolado, onde ninguém entra e ninguém sai, todos os hóspedes e funcionários se tornam suspeitos de um crime que vai ficando cada vez mais complexo e cheio de reviravoltas a cada minuto que passa.
Steel Ball Run JoJo’s Bizarre Adventure
Série | Original Netflix | Anime | Ação | Aventura | Fantasia | Ano de Produção: 2026 (Japão)
Johnny Joestar e Gyro Zeppeli partem em uma longa e extenuante jornada pelo deserto. De um caubói à procura de quem cometeu um assassinato misterioso até uma figura com imenso poder, novos personagens vão tomar conta da série.
Legado de Sangue – Temporada 2
Série | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (África do Sul)
Diante da ousadia dos inimigos, Khanyi e os irmãos precisam deixar antigos rancores de lado para manter a família unida e recuperar a Spear.
A Paramount discutiu com o procurador-geral da Califórnia (EUA), Rob Bonta, uma série de possíveis concessões para tentar superar a oposição ao acordo de US$ 81 bilhões (cerca de R$ 437,4 bilhões) para comprar a Warner Bros. Discovery. Entre as medidas avaliadas está um investimento de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,1 bilhões) na produção audiovisual no estado.
Segundo pessoas familiarizadas com as negociações em contato com o The Wall Street Journal, executivos da Paramount e uma coalizão de estados que processou a empresa para impedir a fusão passaram o fim de semana discutindo os detalhes de um possível acordo.
Caso seja fechado, o acordo abriria caminho para uma operação que colocaria HBO, CBS, CNN, serviços de streaming e tradicionais estúdios de cinema sob o controle de uma única empresa.
Paramount pode se comprometer a permanecer na Califórnia
Além do investimento em produção, as partes discutiram uma promessa de não vender nenhum dos dois estúdios da empresa e de manter as operações na Califórnia. A Paramount havia estudado a possibilidade de deixar o Estado enquanto enfrentava oposição à fusão;
Outra possibilidade envolve uma promessa anterior da companhia de produzir 30 filmes por ano após a conclusão da operação. As partes avaliaram possíveis penalidades caso a Paramount não cumpra esse compromisso;
Uma das medidas consideradas seria obrigar a empresa a vender sua participação na Miramax, estúdio conhecido por filmes, como “Onde os Fracos Não Têm Vez” e “Pulp Fiction”;
As negociações também envolveram a possível venda de alguns canais de TV por assinatura e a criação de um conselho destinado a garantir a independência editorial da CNN;
A criação desse conselho já vinha sendo discutida pela Paramount antes do processo. A independência da CNN se tornou um dos pontos de conflito político durante a tentativa do CEO da Paramount, David Ellison, de comprar a Warner;
Ainda não existe um acordo definitivo, e não está claro quais termos serão efetivamente aceitos pelas partes.
Empresa ameaça mudar de estado caso compra não seja aprovada; para evitar isso, negocia um investimento – Imagem: Tada Images/Shutterstock
Estados processaram para impedir a fusão
Ellison passou o último ano tentando comprar a Warner em uma megafusão que ampliaria seu império no setor de entretenimento. A operação, porém, enfrentou oposição de setores políticos e de Hollywood.
Em julho, 12 estados liderados por democratas, sob liderança do procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, processaram para bloquear o negócio por motivos antitruste.
Segundo os estados, a combinação entre Paramount e Warner criaria uma concentração excessiva nos mercados de filmes para cinema e canais de televisão por assinatura.
A Writers Guild of America, sindicato que representa roteiristas, também processou contra a fusão. A entidade argumenta que o negócio eliminaria empregos e oportunidades de carreira para roteiristas de Hollywood.
Neste domingo (20), cerca de duas dezenas de manifestantes se reuniram em frente ao Elihu M. Harris State Office Building, no centro de Oakland (EUA), para protestar contra um possível acordo, segundo o Journal.
Com cartazes, como “Bonta Don’t You Dare” e “Block the Megamerger” (“Bonta, não se atreva” e “Barrem a Megafusão”), os manifestantes se revezaram em discursos pedindo que o procurador-geral continue pressionando no processo.
“Nada mudou desde que ele apresentou o caso”, disse Annie Leonard, cofundadora da organização sem fins lucrativos Committee for the First Amendment, que defende a liberdade de expressão. “Ele precisa continuar tão firme quanto estava ao apresentar o caso.”
Pressão para chegar a um acordo
As duas partes passaram a sofrer pressão para resolver a disputa nos últimos meses. Entre os envolvidos estavam o governador da Califórnia, Gavin Newsom, a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, o candidato a governador Xavier Becerra, grandes redes de cinemas e alguns sindicatos de trabalhadores de Hollywood.
O acordo da Paramount com a Warner também prevê uma “ticking fee”, mecanismo que estabelece pagamentos aos acionistas da Warner enquanto a operação não é concluída.
A partir do próximo mês, esses pagamentos seriam de aproximadamente US$ 650 milhões por trimestre (cerca de R$ 3,51 bilhões), ou US$ 7 milhões por dia (cerca de R$ 37,8 milhões), até o fechamento da transação.
A Paramount também pediu a um juiz federal que obrigasse os estados e a Writers Guild a apresentar uma garantia de quase US$ 1,9 bilhão (cerca de R$ 10,3 bilhões) para contestar a aquisição. O dinheiro seria destinado à empresa caso ela vença o processo.
O tio manda no grupo da família o áudio de dois minutos avisando que a vacina tem chip. O pai reencaminha um print sem data. A avó jura ter lido em algum lugar. No fim, a gente decidiu, faz tempo, que pessoas mais velhas acreditam em tudo.
Uma pesquisa publicada no periódico Journal of Experimental Psychology: General, em novembro de 2025, com cerca de 2.500 adultos nos Estados Unidos e no Brasil, desmontou essa ideia. Segundo a publicação, pessoas idosas não são piores em distinguir notícia falsa de verdadeira, o que muda com a idade é a força do vínculo partidário, uma vez que eles tendem a aceitar como verdade e a repassar o que confirma o próprio lado, seja aquilo real ou não.
O dado que carimbou a fama de “propagadores de fake news” vem da eleição americana de 2016, quando Guess, Nagler e Tucker (Science Advances, 2019) apontaram que os mais velhos foram o grupo que mais compartilhou notícia falsa no Facebook. Acontece que, na contramão do que se pensa, o mesmo estudo expôs que espalhar mentira foi coisa rara, já que, de cada cem pessoas acima de 65 anos, apenas 11 repassaram algum link falso, contra 3 entre os mais jovens.
Acontece que, pelo senso comum, quando pensamos em divulgação de notícias falsas, numa perspectiva de “inocência digital”, acreditamos serem os idosos as maiores vítimas de golpes virtuais e os principais responsáveis pelo crescimento da viralização das fake news.
Um levantamento de Annalise Baines, Eszter Hargittai e John Palfrey, publicado em dezembro de 2025, com 2 mil adultos americanos acima de 60 anos, mostra que cerca de dois terços dos idosos checam a fonte, leem os comentários e cruzam com outro veículo antes de acreditar.
Quando insistimos em enxergar a pessoa idosa como a vítima preferencial do ambiente digital, deslocamos a atenção do lugar onde o problema de fato se organiza, que é a produção da mentira, e não o seu consumo. A inteligência artificial rebaixou o custo de fabricar desinformação a ponto de tornar artesanal o antigo boato de esquina, uma vez que hoje se clona uma voz, se constrói um vídeo verossímil e se distribui conteúdo falso numa escala que nenhum tio de grupo de família jamais alcançaria.
A fim de oferecer algum tipo de controle nesse processo de produção de conteúdo virtual, o TSE consolidou na Resolução nº 23.755, de 2 de março de 2026, as regras para inteligência artificial na campanha, exigindo que toda propaganda criada ou alterada por IA informe, de forma destacada, que o conteúdo foi fabricado e qual tecnologia foi usada. Em 1º de setembro de 2026, por 5 votos a 2, a Corte ainda fixou o que caracteriza um deepfake e quando ele é proibido.
Diante de tal cenário, o que precisamos reconhecer, contudo, é que toda essa arquitetura de proteção, do selo à checagem, parte de uma premissa que os próprios dados desmentem: a de que existe do outro lado da tela um sujeito ingênuo a ser tutelado de volta à razão. Se a pesquisa que abriu este artigo já demonstrou que a pessoa idosa distingue o verdadeiro do falso tão bem quanto qualquer um, e ainda assim compartilha, então aquilo que interpretamos como inocência é, na verdade, escolha e alinhamento a um lado que ela reconhece como seu.
Enquanto tratarmos a questão como um problema de fragilidade do eleitor, e não como um problema de convicção que atravessa todas as idades, continuaremos protegendo pessoas que não pediram proteção, enquanto a mentira segue sendo produzida à vontade. A pergunta, no fim, não é quem protege a nossa avó, e sim por que preferimos imaginá-la enganada a admitir que ela sabe muito bem o que compartilha.
Neste domingo (20), Flamengo e Red Bull Bragantino se enfrentam em duelo válido pela 28ª rodada doBrasileirão 2026. A bola rola para a partida às 18h30 (horário de Brasília) no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
O Flamengo é o atual líder do Brasileirão com 57 pontos. A equipe de Leonardo Jardim tem uma derrota nas últimas 11 partidas e segue buscando distância do segundo colocado Palmeiras.
O Red Bull Bragantino vive oscilação na temporada. Na nona colocação com 36 pontos, o time de Vagner Mancini tem apenas uma vitória nas últimas cinco partidas.
Uma fonte transitória de rádio identificada na Via Láctea permanece ativa há mais de 20 anos sem apresentar emissão de raios X. A descoberta, relatada em um artigo disponível para revisão de pares no repositório de pré-impressão arXiv, desafia o comportamento esperado para as classes conhecidas de fontes de rádio galácticas.
Denominado VT J1906+0849, o objeto foi detectado no levantamento Very Large Array Sky Survey e é o transiente mais brilhante registrado pelo programa, de acordo com um comunicado. A investigação é liderada por pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos EUA, que combinaram dados de arquivo com novas medições em múltiplos comprimentos de onda.
Evolução do objeto VT J1906+0849 ao longo dos anos: invisível em 1996, ele aparece pela primeira vez em arquivos de 2005 e surge brilhante na sua descoberta oficial, em 2017, mantendo a mesma escala de brilho. – Crédito: Jessie M. Miller et al, arXiv (2026)
Variação de brilho, localização compacta e ausência de Raios X
A análise do histórico da fonte revelou que seu brilho aumentou pelo menos seis vezes em um período de 21 anos. Registros de 2005 mostravam a fonte com menor intensidade, atingindo um pico de emissão por volta de 2014, seguido por uma redução e um novo aumento no final de 2025.
Medições realizadas pelo Very Long Baseline Array (VLBA), uma rede de radiotelescópios espalhados pelos EUA que funciona como um único observatório de alta resolução, indicam que a região emissora é extremamente compacta e está localizada a uma distância estimada entre 49 mil e 104 mil anos-luz da Terra. Observações do telescópio espacial Swift não detectaram nenhuma emissão de raios X associada ao objeto no período analisado.
Os transientes de rádio costumam apresentar um pico rápido de brilho seguido por um declínio gradual. O VT J1906+0849 não segue esse padrão, mantendo emissões por duas décadas sem apresentar expansão espacial, apesar de os dados indicarem gás em movimento a milhares de quilômetros por segundo.
Modelos tradicionais são descartados e apontam para acreção por objeto compacto
Processos como explosões de novas, binárias ativas e estrelas de erupção foram descartados por não possuírem luminosidade suficiente para explicar os dados. A temperatura de brilho da fonte atinge entre 100 milhões e 10 bilhões de Kelvin, o que descarta uma origem térmica associada à formação de estrelas.
Fonte misteriosa da Via Láctea emite rádio há 20 anos, aumenta o brilho e segue invisível em raios X. – Crédito: Imagem gerada por IA
A elevada temperatura aponta para uma origem não térmica, como a radiação síncrotron. Esse mecanismo ocorre quando elétrons em altas velocidades giram em torno de campos magnéticos intensos. Embora pulsares jovens gerem esse tipo de radiação, eles evoluem ao longo de séculos, enquanto o objeto em questão mudou em poucos anos.
Diante desses fatores, a equipe de pesquisadores sugere que o mecanismo mais provável é a acreção sustentada de matéria em um objeto compacto, como um buraco negro ou uma estrela de nêutrons. Esse processo alimentaria o lançamento contínuo de um jato com partículas e campos magnéticos.
Vento denso bloqueia raios X e sugere revelação de nova classe cósmica
A ausência de raios X é explicada pela presença de um vento denso de gás originado no disco de acreção. Esse vento cobriria a região central, bloqueando a emissão direta de raios X e impedindo a expansão visível da fonte de rádio observada pelos telescópios.
Dados no infravermelho próximo mostraram linhas de emissão com desvio para o azul, indicando que parte desse vento denso está se movendo na direção da Terra. Essa estrutura possui semelhanças com o microquasar SS 433, onde ventos densos interagem com os jatos do objeto central.
Infográfico mostra a hipótese para o VT J1906+0849: acreção contínua em objeto compacto, com jato de rádio e vento denso. – Crédito: Imagem gerada por IA
A confirmação da natureza do VT J1906+0849 depende de novas análises no infravermelho e de observações em raios X duros. Se a hipótese for confirmada, o objeto representará o primeiro membro identificado de uma nova classe de sistemas compactos em acreção brilhantes em rádio e ocultos em raios X.
Neste domingo (20), Corinthians e Fluminense se enfrentam em duelo válido pela 28ª rodada doBrasileirão 2026. A bola rola para a partida às 16h (horário de Brasília) na Neo Química Arena, em São Paulo (SP).
O Corinthians vive fase conturbada. Com cinco derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro, a equipe de Fernando Diniz viu a distância para o Z4 diminuir, agora são quatro pontos que separam o time alvinegro da zona do rebaixamento. Na 14ª colocação da competição, o Corinthians busca se recuperar na tabela.
O Fluminense por outro lado briga para chegar aos quatro primeiros colocados do Brasileirão. Com uma derrota nos últimos 10 jogos da competição, o time carioca segue em ascensão com o auxiliar técnico Marcão, que assumiu a equipe após saída de Luis Zubeldía.
Neste sábado (19), Roma e Inter de Milão se enfrentam pela 5ª rodada do Campeonato Italiano (Serie A) 2026/27. A bola rola para a partida às 13h (horário de Brasília) no Estádio Olímpico de Roma, na Itália.
A Roma é a atual líder do Campeonato Italiano e está invicta após quatro rodadas. Neste período fez 12 gols e sofreu apenas um, sendo a melhor defesa e o segundo melhor ataque da competição. A dupla Dony Malen e Paulo Dybala é o destaque da equipe. Juntos, combinam para oito participações em gols nos últimos cinco jogos, considerando também o empate na Champions League contra o Fenerbahçe, da Turquia.
A Inter de Milão também vive grande fase e é a segunda colocada, com os mesmos 12 pontos da líder Roma. Com um gol a mais que a equipe da capital italiana, a Internazionale possui o melhor ataque da Serie A.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, fará uma apresentação presencial ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na próxima semana, durante a reunião anual de líderes mundiais em Nova York (EUA) para a Assembleia Geral da ONU. A informação foi confirmada por um porta-voz da OpenAI à Reuters.
O Conselho de Segurança, formado por 15 membros, se reunirá na quarta-feira (23) para discutir inteligência artificial (IA) e segurança internacional. A sessão ocorre poucas semanas depois de líderes do setor de IA defenderem uma desaceleração coordenada no desenvolvimento de tecnologias cada vez mais avançadas.
Esses líderes alertaram que a IA poderá, em breve, ser capaz de melhorar a si própria e eventualmente escapar do controle humano.
Conselho de Segurança da ONU, formado por 15 membros, se reunirá na quarta-feira (23) para discutir inteligência artificial (IA) e segurança internacional – Imagem: mr_tigga/Shutterstock
O que Altman deve dizer na ONU
Segundo o porta-voz da OpenAI, a apresentação de Altman deve abordar a necessidade de coordenação internacional e de padrões de segurança compartilhados. O executivo também deverá falar sobre as medidas adotadas pela empresa para garantir que pessoas em todo o mundo se beneficiem da IA;
Diplomatas também esperam uma presença de alto nível da Anthropic na reunião, embora a participação da empresa ainda não esteja confirmada. A companhia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters;
A reunião foi convocada pela França, que ocupa a presidência do Conselho de Segurança durante setembro. A sessão será presidida pelo ministro francês da Europa e das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot.
Em uma nota conceitual distribuída pela França aos integrantes do Conselho e vista pela Reuters, o país afirmou que, diante do risco de uso malicioso da tecnologia, é urgente promover o desenvolvimento seguro e responsável da IA em benefício de toda a comunidade internacional.
O Conselho de Segurança da ONU, responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais, discutiu os riscos da IA pela primeira vez em 2023. Na ocasião, a China afirmou que a tecnologia não deveria se transformar em um “cavalo fora de controle”, enquanto os Estados Unidos alertaram para possíveis usos da IA para censurar ou reprimir pessoas.
Altman já alertava sobre os riscos da IA antes do atual boom do setor. Em ensaio publicado em 2015, intitulado “Machine Intelligence, part 1”, ele afirmou que o desenvolvimento de uma IA sobre-humana seria “provavelmente a maior ameaça à continuidade da existência da humanidade”.
Poucas inovações transformaram a história da saúde pública global tão profundamente quanto as vacinas desenvolvidas com a tecnologia do RNA mensageiro. O achado científico que hoje salva milhões de vidas nasceu sob ceticismo generalizado e esteve perto do abandono total.
A trajetória surpreendente até os imunizantes de última geração mostra como uma ideia que parecia não ter futuro conseguiu sobreviver ao descrédito e se transformar em uma das grandes apostas da medicina.
Quatro décadas entre a descoberta, a rejeição e a glória
Na década de 1980, a bioquímica húngara Katalin Karikó enxergou o imenso potencial terapêutico do RNA mensageiro. A molécula atua no organismo como um gabarito genético temporário, orientando as próprias células do corpo humano a fabricarem proteínas específicas.
No entanto, a comunidade científica da época considerava a proposta inviável. Os pesquisadores acreditavam que o RNA sintético era instável demais e causava inflamações graves no organismo.
Inabalável frente à desconfiança dos colegas de profissão, Karikó manteve firme sua linha de pesquisa na Universidade da Pensilvânia, nos EUA, ao longo dos anos 1990. Sua insistência em defender um conceito considerado sem futuro cobrou um preço alto. Ela teve sucessivos pedidos de financiamento recusados pelas agências de fomento, perdeu o espaço físico do seu laboratório e sofreu um rebaixamento na hierarquia acadêmica.
A sorte do projeto mudou drasticamente quando Karikó iniciou uma colaboração decisiva com o médico e imunologista estadunidense Drew Weissman. Em 2005, a dupla publicou uma descoberta revolucionária que redefiniu o rumo da biologia molecular. Ao modificar quimicamente uma das bases nucleicas do RNA, a uridina, eles conseguiram eliminar por completo a resposta inflamatória indesejada. A alteração permitiu instruir as células com segurança.
Mesmo após essa conquista histórica, o mercado farmacêutico e as grandes empresas globais continuaram ignorando o invento por longos anos. A aplicação comercial continuava sendo vista como um investimento incerto e financeiramente arriscado. O cenário só mudou radicalmente no começo de 2020, quando o mundo enfrentou a emergência global da pandemia de Covid-19, e as gigantes Pfizer e Moderna resgataram o método para criar vacinas.
A bioquímica Katalin Karikó e o médico Drew Weissman, vencedores do Nobel de Medicina de 2023 – Imagem: Prêmio Nobel
A utilização da plataforma tecnológica permitiu desenvolver e testar imunizantes altamente eficazes e seguros em um tempo recorde. Estimativas globais publicadas na prestigiada revista científica The Lancetapontam que as vacinas contra a Covid-19 salvaram quase 20 milhões de vidas humanas somente durante o seu primeiro ano de aplicação massiva em todo o mundo. O método treinou o sistema imune com rapidez inédita.
Três décadas de trabalho árduo, ignorado e marginalizado pelas instituições tradicionais, culminaram na consagração máxima da comunidade científica. Em 2023, conforme noticiado pelo Olhar Digital, Katalin Karikó e Drew Weissman receberam o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina. O comitê sueco reconheceu a contribuição essencial das modificações nas bases de nucleosídeos, que permitiram criar as vacinas de RNA eficazes durante a crise sanitária.
Especialista detalha mecanismo e segurança na medicina atual
Em entrevista ao Olhar Digital, o especialista em biologia molecular e genética Warlen Pereira Piedade, professor na Faculdade de Medicina de Bauru da Universidade de São Paulo (FMBRU-USP) e ex-pesquisador de pós-doutorado pela Escola de Medicina da Universidade de Harvard (HMS), nos EUA, explicou que, na prática vacinal, a plataforma atua como um manual de instruções direcionado às células. “A vacina entra nas nossas células e ensina a produzir um pedacinho do vírus, uma ‘proteinazinha’ viral – às vezes não é nem a proteína inteira, é só um pedacinho dela. Ela entrega essa instrução genética para a célula para que ela possa produzir essa proteína do vírus, que aí vai ser encontrada pelas células do sistema imunitário. Elas vão ver que tem essa proteína estranha, vão reconhecê-la como invasor e vão produzir anticorpos e células de memória que vão lembrar dessas proteínas como sendo algo nocivo. Quando um vírus infecta a gente de verdade, ele tem essas proteínas na superfície, então essas células detectam o vírus e vão acabar com ele”.
O geneticista desmistifica qualquer receio sobre a segurança da tecnologia e reitera que é biologicamente impossível que essas vacinas alterem o código genético humano ou provoquem doenças. Conforme esclarece o professor, o RNA mensageiro não possui sinalizador celular para entrar no núcleo (o “cofre” onde fica o DNA), permanecendo restrito ao citoplasma até ser degradado.
Além disso, o imunizante não contém partes vivas ou infectantes do vírus, utilizando apenas a instrução para uma proteína isolada. “Elas passam por rigorosos ensaios clínicos e controle de agências regulatórias em todos os países. No nosso caso, é a Anvisa, no caso dos Estados Unidos, a FDA. Elas foram testadas em populações diferentes, em momentos diferentes, idades diferentes, contextos diferentes, então são extremamente seguras”.
A tecnologia de RNA mensageiro permite desenvolver vacinas e terapias contra diferentes doenças, usando instruções genéticas temporárias, adaptáveis e produzidas de forma sintética em laboratório. – Crédito: Imagem gerada por IA
Velocidade e versatilidade redefinem o combate às doenças
Entre as maiores vantagens do método em relação às vacinas tradicionais, Piedade destaca a versatilidade e a velocidade de produção. Enquanto tecnologias antigas exigem o cultivo prolongado do vírus em laboratório, a plataforma de RNA é 100% sintética. “Ele é planejado no computador, depois um equipamento produz essa sequência e aí a gente monta a vacina. Então, eu consigo rapidamente, em poucas semanas, alterar essa sequência no computador e começar a sintetizar RNA mensageiros novos”, explica.
Além do impacto direto no combate ao coronavírus, a tecnologia desenvolvida por Karikó e Weissman abriu um leque extraordinário de novas oportunidades na medicina moderna. Piedade observa que a solução possui uma incrível versatilidade contra múltiplos agentes infecciosos. “Praticamente todos os vírus que nos causam doenças, conseguimos pegar pedacinhos e usar para ensinar o nosso corpo a combatê-los”, afirma o pesquisador, citando que a técnica pode ser aplicada contra gripe, dengue, raiva, HIV e zika.
Cientistas de ponta trabalham hoje no desenvolvimento de vacinas terapêuticas personalizadas contra diversos tipos de câncer, além de tratamentos inéditos para doenças genéticas raras, autoimunes e infecções virais complexas. Piedade salienta que, no tratamento do câncer, biópsias podem mapear as proteínas específicas do tumor de um paciente para criar uma vacina personalizada. Dessa forma, o próprio sistema imunitário passa a identificar e destruir as células cancerígenas, reduzindo os riscos de metástase. “Essas vacinas terapêuticas já estão sendo testadas para diversos tipos de cânceres, não é algo que está só sendo planejado; o teste já está sendo feito”.
O Brasil também avança nessa direção. Projetos nacionais conduzidos por instituições como a Fiocruz e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) já solicitaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para ensaios clínicos de fase 1. Piedade, porém, ressalta que o caminho até a fabricação em escala industrial e a disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda deve levar algum tempo, por necessitar do cumprimento rigoroso das fases 2 e 3 de testes.
A história de Karikó e Weissman deixa um aprendizado fundamental sobre o financiamento da ciência básica e a importância de apoiar ideias controversas. A tecnologia do RNA mensageiro, avanço que quase foi soterrado pela burocracia acadêmica, tornou-se o pilar central da proteção sanitária do planeta.
E nos outros destaques do dia…
IA vai acabar com a humanidade? Neurocientista rebate hipótese: ‘não tem sentido’
Existe mais de 10% de probabilidade de a inteligência artificial (IA) matar todos os humanos. É o que escreveu Evan Hubinger, diretor de alinhamento na Anthropic, no dia 8 de setembro. A postagem no X (antigo Twitter) viralizou. E tomou conta do noticiário. Para o doutor Álvaro Machado Dias, neurocientista, futurista e professor da Unifesp, isso é narrativa. “Não há a mínima plausibilidade nesse papo”, disse o especialista, em entrevista ao Olhar Digital.
Pesquisadores usam Claude para invadir OpenAI e acessar sistema de código interno da empresa
Pesquisadores independentes de segurança conseguiram usar o Claude, da Anthropic, para explorar falha e obter acesso a sistemas internos da OpenAI, segundo informações do The Wall Street Journal. O ataque permitiu que a equipe acessasse a conta de um funcionário da empresa no ChatGPT e, a partir dela, lesse arquivos e sugerisse alterações em um repositório privado de software.
Claude virou um deus? Rumor diz que engenheiros da Anthropic estariam adorando o chatbot
Um rumor incomum envolvendo a Anthropic começou a circular no Vale do Silício: alguns engenheiros da empresa estariam tratando o Claude, modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela companhia, como uma divindade. A informação foi publicada pelo escritor Sean Thomas em artigo para a The Spectator na segunda-feira (14).
O relato surgiu em meio a uma discussão mais ampla sobre os riscos e os limites do desenvolvimento da inteligência artificial. Nos últimos meses, empresas do setor admitiram problemas de segurança em seus sistemas, enquanto agentes de IA teriam escapado de ambientes de teste. Ao mesmo tempo, executivos e pesquisadores discutem se o avanço da tecnologia deveria ser desacelerado.
Hackers encontram nova porta de entrada: malware começa a mirar centrais multimídia de carros
Pesquisadores da Kaspersky identificaram a primeira campanha documentada de um programa malicioso criado especificamente para infectar centrais multimídia de veículos. Descoberta em junho de 2026, a ameaça utiliza um downloader furtivo de múltiplos estágios para instalar malware em sistemas automotivos baseados em Android.
Novo teste coloca computadores quânticos lado a lado e revela quanto falta para máquinas úteis no mundo real
Um novo benchmark desenvolvido para comparar computadores quânticos em uma mesma escala revelou diferenças significativas entre máquinas de ponta — e também mostrou que a tecnologia ainda está muito distante de executar alguns dos cálculos para os quais foi desenvolvida.
Explorar o oceano e áreas subaquáticas normalmente exige equipamentos específicos e uma operação preparada para esse ambiente, o que geralmente é caro e exige certa mobilização. Com isso, a BentiX desenvolveu um drone“submarino” compacto (de mesmo nome da empresa) que reúne propulsão e diferentes acessórios em um sistema que pode ser transportado em uma bolsa e operado por uma pessoa.
Entre as aplicações citadas pela empresa estão a verificação de cascos de navios, cais, estruturas submersas, redes e gaiolas usadas na criação de peixes. O sistema também pode ser utilizado para avaliar possíveis ameaças antes da entrada de uma pessoa na água ou apenas para explorar.
Para quem tem pressa:
O BentiX é um drone subaquático compacto que pode ser transportado em uma bolsa e operado por uma única pessoa;
O equipamento tem estrutura modular e pode receber acessórios como luz de LED e garra robótica;
Desenvolvido na França, o equipamento custa € 1.490 (cerca de R$ 8,8 mil) na versão Essential e € 2.090 (aproximadamente R$ 12,4 mil) na Explorer.
Equipamento pode ganhar acessórios
Drone subaquático BentiX – Imagem: BentiX
Em vez de ser construído para uma única função, o BentiX utiliza uma estrutura modular, o que significa, na prática, que a base do drone pode receber diferentes equipamentos de acordo com a atividade que será realizada.
Pensando nisso, a empresa oferece duas configurações. A BentiX Essential é voltada à inspeção subaquática, enquanto a BentiX Explorer adiciona uma luz de LED e uma garra robótica ao conjunto.
O equipamento também possui compartimentos de peso ajustáveis. Eles permitem adaptar a flutuabilidade do drone conforme a configuração utilizada. Os propulsores, por sua vez, podem ser removidos para facilitar a manutenção. Estes também podem ser apenas dobrados para diminuir o volume ocupado pelo equipamento quando estiver em transporte, por exemplo.
A empresa afirma ainda que todo o conjunto cabe em uma bolsa e pode ser levado até o local de trabalho por um único operador.
Na água, o drone usa motores que permitem controlar seus movimentos em diferentes direções. Com isso, ele consegue girar no próprio eixo e mudar de direção com facilidade, inclusive quando há correnteza.
O operador pode selecionar entre três modos de pilotagem: ECO, NORMAL e SPORT. A diferença está no tempo de resposta dos comandos e no consumo de energia.
Como o equipamento foi pensado para trabalhos no ambiente marinho, a BentiX afirma ter selecionado materiais adequados para água salgada. A estrutura recebe revestimento de epóxi e os conectores são vedados, possuindo também sistema de travamento.
Outro aspecto está na manutenção. As partes do chassi podem ser substituídas individualmente, em vez de exigir a troca de toda a estrutura caso algum componente seja danificado durante uma atividade.
No site oficial da empresa, o drone na configuração Essential aparece por € 1.490 (cerca de R$ 8,8 mil), enquanto a Explorer custa € 2.090 (aproximadamente R$ 12,4 mil).
Uma startup britânica criada há apenas um mês por ex-pesquisadores da Google DeepMind está perto de concluir uma rodada de financiamento que pode movimentar até US$ 700 milhões (R$ 3,6 bilhões) e avaliar a empresa em US$ 3,7 bilhões (R$ 19,1 bilhões), já considerando o capital captado.
A empresa, chamada Emulate, está em negociações avançadas com potenciais investidores, segundo pessoas familiarizadas com o acordo. A britânica Index Ventures e a estadunidense Lightspeed Venture Partners, do Vale do Silício, devem liderar conjuntamente a rodada.
Constituída em agosto, a Emulate foi fundada por um grupo de ex-pesquisadores da DeepMind, entre eles Jack Parker-Holder, Matthew McGill e Philip Ball. Os três participaram anteriormente do desenvolvimento dos modelos de mundo Genie, da empresa.
A startup opera atualmente em “modo furtivo”, sem presença pública.
Ex-pesquisadores apostam em modelos de mundo
Os fundadores da Emulate trabalharam no desenvolvimento do Genie, modelo capaz de gerar vídeos realistas e ambientes 3D interativos a partir de um comando curto;
O lançamento do Genie, em janeiro, provocou forte impacto na indústria de videogames e eliminou bilhões de dólares do valor de mercado de empresas como Take-Two, Roblox e Unity;
Os chamados modelos de mundo são treinados para compreender e reproduzir espaços físicos. O campo é considerado uma nova fronteira da pesquisa em inteligência artificial (IA) e ainda é menos concorrido do que o segmento de grandes modelos de linguagem que alimentam sistemas, como ChatGPT, Gemini e Claude;
A aposta nesse tipo de tecnologia coloca a Emulate em mercado que desperta interesse de investidores, justamente por representar uma área diferente daquela dominada pelos grandes modelos de linguagem.
Ex-pesquisadores da DeepMind atraem bilhões
A possível rodada da Emulate ocorre poucas semanas depois de o cofundador da DeepMind, Sir Demis Hassabis, anunciar que deixaria o cargo de presidente-executivo do laboratório de IA para assumir a presidência do conselho.
Hassabis foi considerado fundamental para o desenvolvimento da capacidade de pesquisa em inteligência artificial do Google em Londres. A empresa adquiriu a DeepMind em 2014.
A movimentação também faz parte de uma tendência maior. Empresas criadas por ex-pesquisadores de grandes companhias de IA, conhecidas como neo-labs, conseguiram atrair bilhões de dólares em investimentos ao longo deste ano.
Possível rodada da Emulate ocorre poucas semanas depois de o cofundador da DeepMind, Sir Demis Hassabis, anunciar que deixaria o cargo de presidente-executivo do laboratório de IA para assumir a presidência do conselho – Imagem: Primakov/Shutterstock
Essas empresas em estágio inicial conseguem alcançar avaliações elevadas, principalmente com base na reputação de seus fundadores, muitas vezes antes mesmo de desenvolverem seus primeiros produtos. O movimento ocorre enquanto investidores procuram exposição a startups de IA consideradas promissoras.
Vários desses grupos foram criados por ex-pesquisadores do Google. No mês passado, o cientista-chefe da companhia, Jeff Dean, anunciou sua saída para fundar sua própria startup de IA nos Estados Unidos, a Discovery Loop.
A Emulate é o terceiro neo-lab britânico criado neste ano a partir dos escritórios londrinos da DeepMind a captar centenas de milhões de dólares.
O movimento mostra como profissionais de destaque em pesquisa de IA continuam atraindo o interesse de investidores de capital de risco, que buscam financiar empresas capazes de se tornar grandes nomes do setor.
Outras startups já levantaram bilhões
A movimentação envolvendo ex-integrantes da DeepMind não se limita à Emulate. O ex-pesquisador da empresa David Silver levantou cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,15 bilhões) para sua startup Ineffable Intelligence. A operação avaliou a empresa em US$ 5 bilhões (R$ 25,7 bilhões).
Já uma equipe formada por ex-engenheiros da DeepMind e da OpenAI captou mais de US$ 600 milhões (R$ 3,09 bilhões) em rodada que avaliou a empresa Recursive Superintelligence em US$ 4 bilhões (R$ 20,6 bilhões).
No caso da Emulate, a possível rodada de até US$ 700 milhões colocaria a empresa entre as startups de IA mais valiosas criadas recentemente por ex-integrantes de grandes laboratórios.
Computação e talentos são os maiores custos
Para esses grupos, dois dos maiores desafios financeiros são justamente os recursos necessários para competir no desenvolvimento de IA.
O primeiro é financiar o poder computacional necessário para desenvolver modelos de IA. O segundo é contratar pesquisadores de destaque em mercado altamente competitivo.
O site Sifted informou anteriormente que Parker-Holder e sua equipe estavam buscando levantar um volume significativo de capital.
A empresa também anunciou um novo protocolo para investigar e divulgar casos de desalinhamento de modelos, termo utilizado por pesquisadores para descrever comportamentos de sistemas de IA que ignoram ou entram em conflito com as intenções humanas.
Os seis episódios ocorreram entre outubro de 2025 e julho deste ano e envolvem modelos internos, versões ainda não lançadas e o GPT-5.6 Sol, lançado em junho. Segundo a OpenAI, todos os casos apresentados seriam considerados elegíveis para investigação ou divulgação segundo o novo protocolo.
A iniciativa ocorre em momento de aumento das preocupações sobre segurança e controle de sistemas de IA. Nas últimas semanas, pesquisadores e executivos do setor passaram a discutir publicamente a necessidade de desacelerar o avanço dos modelos.
A OpenAI afirmou que pretende compartilhar o que está aprendendo para contribuir com padrões comuns e possíveis regras para o desenvolvimento de IA.
O Papa Leão XIV voltou a alertar, nesta quarta-feira, contra o risco de deixar que algoritmos assumam decisões que, segundo ele, pertencem exclusivamente à consciência humana.
Durante a audiência geral no Vaticano, o pontífice afirmou que o avanço tecnológico e a expansão da inteligência artificial criam novas possibilidades, mas também podem tornar as relações humanas cada vez menos pessoais e mais virtuais.
“Por outro lado, as relações tendem a tornar-se cada vez menos pessoais, mais virtuais, e corremos o risco de nos habituarmos a delegar aos algoritmos decisões que competem exclusivamente à consciência humana”, afirmou Leão XIV.
Também nesta quarta, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, argumentou que os riscos associados ao rápido avanço da IA não podem ser ignorados.
As declarações foram dadas antes da Assembleia Geral da ONU, que será realizada na próxima semana em Nova York (EUA). Segundo Guterres, a necessidade de uma supervisão mais rigorosa da IA será um dos principais temas de suas conversas com líderes mundiais.
Em meio a tudo isso…
O CEO da OpenAI, Sam Altman, deverá participar do jantar de Estado oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o presidente da China, Xi Jinping, durante a visita do líder chinês a Washington na próxima semana. A informação foi obtida pela CNBC.
A presença de Altman ocorre em meio ao acirramento do debate sobre a regulamentação da inteligência artificial nos Estados Unidos.
Android 17 chega aos celulares Samsung
A Samsung começou, nesta quarta-feira (16), a distribuição oficial da One UI 9, interface baseada no Android 17, para smartphones e tablets Galaxy. A atualização chega inicialmente aos modelos mais recentes da linha Galaxy S26, depois de meses de testes beta.
A falta de chips de memória já está levando fabricantes menores de celulares e notebooks a redesenhar produtos, testar componentes e repassar parte dos custos. O problema, porém, vai além dos preços: sem garantia de fornecimento, essas empresas correm o risco de não conseguir fabricar seus aparelhos.
Brasil cria política para explorar minerais críticos
O Brasil passou a ter uma política nacional específica para estimular a pesquisa, extração, beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos. A medida foi sancionada nesta quarta-feira (16) e prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para projetos relacionados ao setor.
Enquanto empresas norte-americanas pedem uma desaceleração do desenvolvimento da inteligência artificial, os governos dos Estados Unidos e da China vão no caminho contrário. Mas o que pode explicar esse descompasso?
Esse é o assunto da coluna Olhar do Amanhã, com o doutor Álvaro Machado Dias, professor da UNIFESP, neurocientista, futurista e colunista do Olhar Digital News. Confira!