Botafogo x Santos: onde assistir, horário e escalações do jogo do Brasileirão

Nesta quinta-feira (16), Botafogo e Santos se enfrentam pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola às 19h30 (horário de Brasília) no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.

  • Botafogo x Santos:
    • Competição: Campeonato Brasileiro
    • Rodada: 19ª
    • Data: 16/07 (quinta-feira)
    • Horário: 19h30 (horário de Brasília)
    • Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Botafogo x Santos?

O confronto entre Botafogo e Santos terá transmissão ao vivo pela Record, na TV aberta; pelo Premiere, no pay-per-view; e pela CazéTV, no YouTube.

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Prováveis escalações e arbitragem

  • Botafogo: Léo Linck; Vitinho, Justino, Nahuel Ferraresi e Alex Telles; Cristian Medina, Huguinho e Lucas Villalba; Kauan Toledo, Arthur Cabral e Matheus Martins.
    • Técnico: Franclim Carvalho.
  • Santos: Gabriel Brazão; Gabriel Menino (Igor Vinícius), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Willian Arão, Gustavo Henrique e Rollheiser; Miguelito, Rony (Thaciano) e Barreal.
    • Técnico: Cuca.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
    • Assistentes: Renan Aguiar da Costa (CE) e Karla Renata Cavalcanti de Santana (PE)
    • VAR: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes da partida.

Leia mais:

Botafogo e Santos no Brasileirão

Botafogo e Santos retomam a disputa do Campeonato Brasileiro separados por apenas um ponto e próximos da zona de rebaixamento. O Alvinegro carioca ocupa a 12ª posição, com 22 pontos, enquanto o Peixe soma 21 e tenta ampliar a distância para o Z4.

Antes da pausa do calendário para a Copa do Mundo, o Botafogo foi derrotado pelo Bahia por 2 a 1, fora de casa. Para o retorno à competição, o técnico Franclim Carvalho não poderá contar com o meia Álvaro Montoro, suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos. Léo Linck deve assumir o gol após a saída de Neto, enquanto os reforços Warleson e Gabriel Batista ainda não estão disponíveis para estrear.

O Santos chegou à paralisação após vencer o Vitória por 3 a 1 e deixar a zona de rebaixamento. Cuca terá o desfalque de Gabigol, que cumpre suspensão. Rony é o favorito para ocupar o comando do ataque, embora Thaciano também apareça como alternativa. Na lateral direita, Gabriel Menino e Igor Vinícius disputam uma vaga entre os titulares.

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Starship decola hoje; assista com o Olhar Digital!

Falta muito pouco para o foguete Starship, da SpaceX, voltar a voar. O lançamento acontece nesta quinta-feira, às 19h45, pelo horário de Brasília, a partir da base Starbase, no Texas, e representa o segundo voo de teste da versão V3 do veículo.

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A empresa de Elon Musk terá uma janela de 90 minutos para realizar a decolagem. O voo deve durar pouco mais de uma hora. O foco será acompanhar o desempenho do sistema durante etapas como separação dos módulos, acionamento dos motores e retorno dos veículos.

Um dos pontos de atenção será o comportamento do propulsor Super Heavy. No voo anterior, realizado em maio deste ano, o estágio não conseguiu retornar de forma adequada para um pouso controlado e acabou caindo no oceano. Segundo a SpaceX, ajustes de hardware e software foram realizados para corrigir problemas identificados naquela missão.

Além de testar o foguete, a operação servirá como uma demonstração para novos equipamentos da rede Starlink. Durante o teste, 20 satélites Starlink V3 serão liberados. Eles seguirão uma trajetória suborbital e serão destruídos durante a reentrada na atmosfera.

De acordo com a empresa, os modelos Starlink V3 são maiores e devem ampliar significativamente a capacidade da rede de internet via satélite. Os satélites também tentarão estabelecer comunicação com a constelação Starlink por meio de lasers de alta capacidade antes da reentrada na atmosfera. Seis desses equipamentos terão câmeras para registrar imagens da Starship e do escudo térmico durante o voo.

Caso o lançamento seja adiado por questões técnicas ou condições climáticas, a SpaceX tem uma nova oportunidade prevista para 17 de julho, no mesmo horário. Caso o cronograma seja confirmado, você poderá acompanhar o lançamento ao vivo no Olhar Digital News.

Nossa transmissão começa às 19h30 com os principais destaques da Ciência e da Tecnologia. E, na sequência, Marisa Silva passa a bola para Bruno Capozzi, nosso editor executivo, e Marcelo Zurita, astrônomo e colunista do Olhar Digital. Já deixa anotado na agenda!

Histórico dos voos do Starship

Voo 1 – Abril de 2023
A Starship explodiu ainda acoplada ao Super Heavy. Falhas nos motores levaram à ativação do sistema de destruição do veículo.

Voo 2 – Novembro de 2023
A nave conseguiu se separar do Super Heavy pela primeira vez, mas o propulsor explodiu depois, e a Starship foi perdida antes de completar o voo.

Voo 3 – Março de 2024
O teste durou cerca de 50 minutos e representou um avanço importante, apesar da perda da nave antes do pouso planejado.

Voo 4 – Junho de 2024
A Starship realizou um pouso controlado no Oceano Índico, enquanto o Super Heavy pousou no Golfo do México.

Voo 5 – Outubro de 2024
A SpaceX conseguiu capturar o Super Heavy na torre de lançamento pela primeira vez. A Starship também realizou uma reentrada controlada.

Voo 6 – Novembro de 2024
O propulsor realizou um pouso controlado, e a nave reacendeu um motor no espaço.

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Voo 7 – Janeiro de 2025
A Starship foi perdida após uma explosão durante o teste.

Voo 8 – Março de 2025
O estágio superior perdeu estabilidade cerca de oito minutos após o lançamento e acabou destruído.

Voo 9 – Maio de 2025
O teste marcou a primeira reutilização de um Super Heavy, mas falhas impediram parte dos experimentos planejados.

Voo 10 – Agosto de 2025
A missão cumpriu objetivos importantes, como testes com simuladores de satélites, reacendimento de motor no espaço e reentrada controlada.

Voo 11 – Outubro de 2025
O teste encerrou a fase V2 da Starship com sucesso, incluindo o pouso controlado do Super Heavy, a reentrada da nave e novos testes operacionais.

Voo 12 – Maio de 2026
O primeiro teste da versão V3 da Starship teve avanços importantes, incluindo o lançamento de simuladores de satélite e de dois satélites Starlink modificados. No entanto, o propulsor Super Heavy apresentou uma falha durante a tentativa de retorno, quando os motores não reacenderam corretamente após a separação.

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IA usada na Copa de 2026 deu a todas as seleções a mesma arma tática

A Copa do Mundo de 2026 está sendo marcada não apenas pelo número recorde de seleções participantes, mas também por uma mudança na forma como as equipes se preparam para as partidas. Pela primeira vez, todas as 48 seleções que disputaram o torneio passaram a utilizar o FIFA AI Pro, ferramenta de inteligência artificial (IA) desenvolvida pela Lenovo em parceria com a FIFA para oferecer análises táticas avançadas a todas as delegações.

Segundo as organizações, o sistema reúne e analisa milhões de pontos de dados e mais de duas mil métricas para gerar relatórios, gráficos, animações e outros recursos que auxiliam técnicos e comissões técnicas na preparação para os jogos.

Ferramenta de IA busca democratizar a análise de desempenho

  • De acordo com a Lenovo, o FIFA AI Pro foi criado para ampliar o acesso à análise de dados de alto nível, recurso que até então era restrito, principalmente, às federações com maior capacidade financeira;
  • A ferramenta foi desenvolvida sobre a plataforma de agentes xIQ da Lenovo e utiliza a infraestrutura Lenovo AI Factory;
  • Classificado pela empresa como um Knowledge Super Agent (Superagente de Conhecimento), o sistema coordena múltiplos agentes de IA capazes de examinar milhões de informações, analisar mais de dois mil indicadores e produzir insights em poucos minutos;
  • Segundo a Lenovo, o objetivo é permitir que seleções estreantes ou com menor orçamento tenham acesso ao mesmo nível de preparação tática disponível para as principais potências do futebol mundial.

IA acompanha campanhas surpreendentes no Mundial

A utilização do FIFA AI Pro ocorre em uma edição da Copa do Mundo marcada por resultados considerados surpreendentes.

Entre eles, Cabo Verde encerrou sua participação invicta no tempo regulamentar. A seleção empatou com a Espanha na estreia e foi eliminada apenas na prorrogação diante da Argentina, nas oitavas de final.

Outra estreante, Curaçao, empatou com o Equador. A República Democrática do Congo conquistou empates diante de Colômbia e Portugal, enquanto Gana segurou a Inglaterra em igualdade no placar.

Já a tetracampeã Alemanha acabou eliminada da competição após perder para o Paraguai.

Segundo a Lenovo, embora esses resultados sejam consequência de diversos fatores, todas as seleções tiveram acesso à mesma plataforma de análise durante o torneio.

Tela de demonstração da IA
Segundo a Lenovo, embora esses resultados sejam consequência de diversos fatores, todas as seleções tiveram acesso à mesma plataforma de análise durante o torneio – Imagem: Divulgação/Lenovo

Sistema automatiza análise de dados e vídeos

Para Arsène Wenger, diretor de Desenvolvimento Global do Futebol da FIFA, a adoção do FIFA AI Pro representa uma mudança na forma como técnicos e analistas trabalham antes das partidas.

“O sucesso do FIFA AI Pro na Copa do Mundo de 2026 marca o início de uma nova era na preparação e análise de partidas. Ao automatizar a busca, organização e interpretação de volumes massivos de dados e conteúdos de vídeo, os especialistas de futebol agora podem gastar menos tempo procurando informações ou editando vídeos manualmente, dedicando-se ao que realmente importa: insights de desempenho, tomadas de decisão táticas e suporte para que as equipes conquistem uma vantagem competitiva”, afirmou.

Segundo a Lenovo, a plataforma foi desenvolvida em colaboração com analistas de futebol e utiliza a chamada Linguagem de Futebol da FIFA (FIFA’s Football Language), um modelo criado para compreender termos, conceitos e relações específicas do esporte.

A empresa afirma que o sistema é capaz de compreender sinônimos, consultas em diferentes idiomas e conceitos hierárquicos relacionados ao futebol.

Além de responder perguntas, a inteligência artificial realiza cálculos em tempo real, interpreta múltiplas métricas simultaneamente e utiliza raciocínio contextual para fornecer análises mais detalhadas, alternando entre modos de processamento rápido e aprofundado conforme a necessidade.

Respostas incluem vídeos e recriações em 3D

Segundo a Lenovo, o FIFA AI Pro vai além da geração de respostas em texto.

A plataforma entrega análises contextualizadas acompanhadas de recursos visuais, como gráficos, widgets voltados ao futebol, trechos das transmissões oficiais da Copa do Mundo e recriações tridimensionais das jogadas.

Esses materiais permitem visualizar cada lance sob diferentes ângulos e posições do campo, oferecendo mais elementos para a análise técnica.

Lenovo diz que tecnologia nivelou a preparação das equipes

Para Ken Wong, vice-presidente executivo e presidente do Solutions & Services Group (SSG) da Lenovo, o FIFA AI Pro representa a aplicação prática da estratégia da empresa para ampliar o acesso à IA.

“Na Lenovo, estamos comprometidos com nossa visão de ‘Smarter AI for All’, e o FIFA AI Pro é a personificação disso. Estamos fornecendo os mesmos recursos de ponta e ferramentas analíticas para todas as equipes que competiram nesta Copa do Mundo. Isso ajudou a nivelar o campo de jogo neste torneio histórico, em que vimos os desafiantes competirem de igual para igual com os favoritos tradicionais no maior palco do mundo.”

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Jogo de tabuleiro romano volta a ser jogado após 2 mil anos

Um jogo de estratégia praticado pelos romanos há pelo menos 2 mil anos voltou a ser jogado após pesquisadores recriarem um tabuleiro encontrado no sítio arqueológico de Vindolanda, no norte da Inglaterra. A réplica foi produzida por meio de escaneamento e impressão 3D e está disponível ao público no Roman Army Museum.

Conhecido como Ludus Latrunculorum, o jogo coloca dois participantes frente a frente em um tabuleiro quadriculado. A dinâmica é semelhante à das damas: o objetivo é capturar ou impedir a movimentação das peças do adversário.

Réplica impressa em 3D do tabuleiro romano Ludus Latrunculorum, reconstruída a partir de cinco fragmentos
Réplica do tabuleiro de Ludus Latrunculorum produzida com escaneamento e impressão 3D – Imagem: Newcastle University

Tabuleiro romano foi encontrado em cinco fragmentos

O tabuleiro original foi descoberto em 2019 nas proximidades da Muralha de Adriano, em uma área que fazia parte do assentamento militar de Vindolanda. Fundado no ano 85, o local abrigava milhares de pessoas, entre soldados, mulheres, crianças e outros civis.

A peça de pedra estava ao lado de uma estrada do século 3, e não dentro do forte. A localização indica que o jogo pode ter sido utilizado por integrantes da população civil que vivia na região.

Após o abandono de Vindolanda, o tabuleiro ganhou uma nova função. A peça foi reaproveitada como laje em uma fazenda instalada no sítio e acabou dividida em cinco fragmentos antes de ser encontrada pelos arqueólogos.

Os pesquisadores escanearam cada uma das partes e reconstruíram digitalmente o objeto. Em seguida, produziram uma réplica completa com plástico de ácido polilático (PLA) utilizando uma impressora 3D.

A nova versão está disponível aos visitantes do Roman Army Museum, localizado a poucos quilômetros a oeste de Vindolanda. Com ela, o público pode experimentar o Ludus Latrunculorum quase 2 mil anos depois de o tabuleiro original deixar de ser utilizado.

Jogos de estratégia faziam parte da vida romana

Até o momento, 16 tabuleiros de jogos foram encontrados em Vindolanda. As descobertas ajudam a mostrar a presença dessas atividades no cotidiano dos romanos e o interesse por disputas baseadas em estratégia.

Outros vestígios semelhantes foram identificados em locais associados ao imperador Adriano. Próximo ao Portão de Adriano, em Jerusalém, legionários romanos desenharam um tabuleiro de Alquerque, jogo originário do Egito Antigo e considerado um possível antecessor das damas modernas.

Em Hadrianópolis, na Turquia, pesquisadores também encontraram peças que provavelmente eram utilizadas no Ludus Latrunculorum — também chamado de Ludus Latrunculi — ou no Duodecim Scripta, jogo semelhante ao gamão.

Acredita-se que essas atividades fossem populares entre os soldados por contribuírem para o desenvolvimento do pensamento estratégico. As evidências encontradas em Vindolanda, porém, mostram que os jogos de tabuleiro não ficavam restritos ao ambiente militar e também eram usados como forma de entretenimento por diferentes grupos da população.

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Astronautas podem votar nas eleições?

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos reforçou o direito ao voto de astronautas, militares e profissionais da NASA que permanecem longe de seus domicílios durante missões e treinamentos. O tribunal validou a contagem de cédulas enviadas pelo correio que cheguem após o dia da eleição, desde que tenham sido postadas dentro do prazo legal.

O entendimento da Corte foi anunciado depois que uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump tentou impor novas exigências para o envio e a contabilização de cédulas eleitorais, alterando procedimentos já adotados pelos estados. A medida acabou sendo barrada pelos ministros numa votação acirrada.

Além de beneficiar astronautas em órbita, o resultado alcança familiares, integrantes das equipes de apoio às missões e profissionais que passam longos períodos fora de seus estados de origem, preservando um modelo de votação utilizado há décadas por pessoas que não conseguem comparecer presencialmente às urnas.

Suprema Corte barra restrições e mantém proteção ao voto de quem está longe de casa

suprema corte eua
(Imagem: mariakray / Shutterstock.com)

A decisão da Suprema Corte foi recebida com apoio pela organização Astronauts for America, que reúne ex-astronautas e atua em defesa de princípios democráticos.

Em manifestação publicada nas redes sociais, a entidade afirmou que o julgamento representa um passo importante para garantir que eleitores aptos tenham seus votos considerados, incluindo astronautas que exercem esse direito enquanto estão no espaço e militares que dependem do voto por correspondência durante suas carreiras.

A ex-astronauta da NASA Wendy Lawrence, integrante da organização, explicou ao Space.com que a redução de obstáculos para o voto é essencial para assegurar a participação dos cidadãos no processo eleitoral. “Não queremos ver barreiras sendo criadas [que] tornem mais difícil para alguém exercer seu direito constitucional de votar“, declarou.

Na mesma entrevista, Lawrence avaliou que o entendimento da Suprema Corte contribui para eleições livres e justas ao evitar que dificuldades logísticas impeçam a participação dos eleitores. “Isso é fundamental para garantir que tenhamos eleições livres e justas, que as pessoas tenham a capacidade de depositar seu voto e que isso não represente um fardo excessivo para elas.”

O caso teve origem em uma ordem executiva assinada por Donald Trump em março de 2026. O texto estabelecia novas restrições ao voto por correspondência, incluindo determinações direcionadas ao Serviço Postal dos Estados Unidos, exigências adicionais para o envio das cédulas e mudanças relacionadas aos eleitores aptos a receber esse tipo de votação.

homem na lua astronauta
Ilustração de um astronauta na Lua – Crédito: Alones – Shutterstock

Essas medidas também entravam em conflito com procedimentos adotados pelos estados para o voto ausente. O texto destaca ainda que a Constituição norte-americana atribui ao Congresso a competência para alterar regras eleitorais, contexto mencionado durante a discussão sobre a validade da ordem executiva.

Por cinco votos a quatro, a Suprema Corte impediu, de forma acirrada, que as determinações fossem implementadas pelo Serviço Postal dos Estados Unidos. Com isso, ficou mantida a possibilidade de contabilizar votos recebidos até cinco dias após a eleição, desde que tenham sido postados até a data oficial do pleito.

A utilização do voto ausente faz parte da rotina da exploração espacial há décadas. Desde que a Estação Espacial Internacional passou a ser ocupada continuamente, em novembro de 2000, astronautas contam com um sistema digital disponibilizado pela NASA para registrar seus votos quando estão em missão durante períodos eleitorais.

O impacto da decisão, porém, vai além das missões em órbita. Conforme relatou Wendy Lawrence ao Space.com, parte da preparação de astronautas ocorre em outros países, especialmente em operações desenvolvidas em parceria internacional. A ex-astronauta lembrou que permaneceu durante 16 meses na Rússia em treinamento integral para o programa dos ônibus espaciais da NASA, situação que também exigiu o uso do voto por correspondência.

Ela acrescentou que familiares dos astronautas, gestores de missão e integrantes das equipes de apoio frequentemente acompanham essas atividades de longa duração fora de seus locais de residência. Além disso, muitos astronautas também são veteranos das Forças Armadas e utilizam o voto ausente durante anos em razão de suas funções, circunstâncias que reforçam a importância da preservação desse mecanismo.

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Inglaterra x Argentina: onde assistir, horário e escalações da semifinal da Copa do Mundo

Nesta quarta-feira (15), Inglaterra e Argentina se enfrentam pela semifinal da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 16h00 (horário de Brasília) no Estádio de Atlanta, na Georgia, nos Estados Unidos.

  • Inglaterra x Argentina:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Fase: Semifinal
    • Data: 15/07 (quarta-feira)
    • Horário: 16h00 (horário de Brasília)
    • Local: Estádio de Atlanta, em Atlanta (Estados Unidos)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Inglaterra x Argentina?

O confronto entre Inglaterra e Argentina terá transmissão ao vivo pela TV Globo e pelo SBT, na TV aberta; pelo Sportv, na TV por assinatura; e pela CazéTV, Ge TV e N Sports, no YouTube.

Prováveis escalações e arbitragem

  • Inglaterra: Pickford; Konsa, Stones, Guehi e O’Reilly; Rice e Anderson; Saka, Bellingham e Gordon; Kane.
    • Técnico: Thomas Tuchel.
  • Argentina: Dibu Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Paredes, De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández; Messi e Julián Álvarez.
    • Técnico: Lionel Scaloni.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Ismail Elfath (EUA).
    • Assistentes: Corey Parker (EUA) e Kyle Atkins (EUA).
    • Quarto árbitro: Maurizio Mariani (Itália).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes da partida.

Leia mais:

Inglaterra e Argentina na Copa do Mundo

A Inglaterra chega à semifinal após superar dois confrontos disputados no mata-mata. Nas oitavas de final, a seleção inglesa eliminou o México por 3 a 2 no Estádio Azteca. Depois, venceu a Noruega por 2 a 1 nas quartas de final. Jude Bellingham marcou dois gols em cada uma das partidas e foi decisivo para levar a equipe à primeira semifinal de Copa do Mundo desde 2018.

A Argentina também enfrentou dificuldades no caminho até a semifinal. Depois de eliminar Cabo Verde na primeira fase do mata-mata, a atual campeã mundial venceu o Egito por 3 a 2 nas oitavas de final e superou a Suíça por 3 a 1 nas quartas.

Aos 39 anos, Lionel Messi é um dos principais destaques da campanha argentina, com participação em gols ao longo da competição. A equipe comandada por Lionel Scaloni tenta chegar à segunda final consecutiva e seguir na disputa pelo quarto título mundial.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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O Brasil inteiro entrou no radar dos desastres climáticos

Entre 1991 e 2024, eventos extremos associados ao excesso ou à falta de chuva atingiram 91,5% dos municípios brasileiros, segundo levantamento científico que reuniu dados de quase 60 mil ocorrências. A pesquisa identificou impactos humanos, econômicos e sociais provocados por inundações, secas, tempestades e deslizamentos.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os resultados apontam 4.774 mortes, mais de 3 mil desaparecimentos e prejuízos superiores a US$ 123 bilhões no período analisado.

A investigação, publicada na revista científica Environmental Research Letters, indica que os desastres não estão ligados apenas às condições naturais, mas também a fatores humanos, como dificuldades de gestão pública, falta de estrutura e limitações nos sistemas de prevenção e registro.

Mapa dos desastres revela desigualdade regional e falhas na prevenção

Imagem: hyotographics/Shutterstock

O levantamento analisou 59.658 registros de desastres relacionados a quatro categorias principais: inundações, alagamentos e enxurradas; deslizamentos de terra; tempestades; e secas. Do total de 5.570 municípios brasileiros, apenas uma parcela reduzida não apresentou nenhum desses eventos no intervalo estudado.

A maior quantidade de cidades afetadas ficou no Nordeste, com 1.765 municípios atingidos. O Sudeste apareceu na sequência, com 1.405 localidades, seguido pelo Sul, com 1.152, pelo Norte, com 433, e pelo Centro-Oeste, com 342.

A pesquisa também identificou que 1.814 municípios enfrentaram três tipos diferentes de desastres e 270 tiveram registros dos quatro eventos avaliados. O resultado mostra que muitos territórios brasileiros convivem com múltiplas ameaças climáticas ao mesmo tempo.

Os impactos variaram conforme a região. O Sudeste concentrou o maior número de mortes associadas a enchentes, alagamentos, enxurradas e deslizamentos. O Sul apresentou maior quantidade de óbitos ligados a tempestades, enquanto o Nordeste teve os maiores efeitos humanos relacionados às secas.

Quando considerados os prejuízos financeiros, as inundações, alagamentos e enxurradas provocaram os maiores danos no Sul. Os deslizamentos e as secas pesaram mais sobre o Nordeste, enquanto as tempestades tiveram maior impacto econômico no Sudeste.

Dentre os episódios analisados estão a tragédia registrada em São Sebastião, no litoral norte paulista, durante o Carnaval de 2023, quando chuvas intensas deixaram a cidade parcialmente isolada e causaram ao menos 60 mortes. Também aparece no levantamento o desastre ocorrido no Rio Grande do Sul em maio de 2024, que atingiu 2,3 milhões de pessoas em 471 municípios e provocou mais de 180 mortes.

Vista aérea de cidade alagada
Cidade alagada – Imagem: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

O estudo aponta que a dimensão dos impactos pode ser ainda maior, pois os dados utilizados dependem das notificações feitas pelos próprios municípios. As informações vieram do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) e do Atlas Digital de Desastres no Brasil, plataformas mantidas pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

De acordo com os pesquisadores, a forma de registro pode deixar de fora parte das consequências dos eventos extremos. Municípios com pouca capacidade administrativa podem não conseguir comunicar todos os danos humanos e materiais ocorridos após um desastre.

A análise também identificou limitações relacionadas ao acompanhamento histórico. O S2iD possui dados disponíveis a partir de 2013 e ampliou sua cobertura ao longo dos anos, fazendo com que o crescimento dos registros não represente necessariamente apenas um aumento dos eventos climáticos.

A falta de uma abordagem integrada também foi apontada como um problema. Quando diferentes ameaças acontecem simultaneamente, como uma inundação que provoca um deslizamento, os sistemas podem registrar apenas uma das ocorrências, reduzindo a percepção sobre a complexidade dos desastres.

Para o pesquisador Elton Vicente Escobar Silva, do Cemaden e primeiro autor do estudo, os eventos extremos não devem ser tratados como fenômenos inevitáveis ou fora do alcance humano.

Quisemos sair da mística de que o desastre é algo sobrenatural, que as causas vêm de forças desproporcionais. Há exceções que os modelos climáticos não conseguem prever, mas, para a maioria dos eventos, órgãos nacionais como o Cemaden emitem alertas e o poder público é informado do que pode vir a acontecer. O problema é a negligência, a falta de estrutura e até ausência de atuação“, explicou o pesquisador em entrevista à Agência FAPESP.

tempestade brasil
(Imagem: Ranimiro Lotufo Neto/iStock)

Segundo Silva, a classificação mais adequada para esses episódios seria como desastres “socionaturais” ou socioambientais, pois as consequências dependem tanto das mudanças climáticas quanto das condições de ocupação, planejamento e resposta das áreas atingidas.

O pesquisador ressaltou que o Brasil avançou na produção de dados sobre desastres, mas ainda enfrenta obstáculos para consolidar informações completas e fortalecer as instituições responsáveis pelo acompanhamento dos riscos.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil informou que trabalha em novas versões do S2iD e do Atlas Digital de Desastres. As atualizações previstas devem permitir registros com abordagem multirrisco, além de ampliar detalhes sobre danos humanos e fortalecer a capacitação de gestores locais.

O sociólogo Victor Marchezini, pesquisador do Cemaden e coautor do artigo, defende que as políticas públicas precisam priorizar a redução dos impactos antes que os desastres aconteçam, em vez de concentrar esforços apenas na recuperação das áreas atingidas.

Esse estudo faz uma análise longitudinal dos impactos dos desastres no Brasil, sendo importante para demonstrar que eles são derivados de uma crise crônica, não algo pontual. Precisamos parar de naturalizar os prejuízos econômicos. Até quando vamos investir dinheiro somente em resposta aos desastres e reconstrução, sem pensar nos mecanismos para reduzir as perdas?”, formulou em entrevista concedida à Agência FAPESP.

A pesquisa recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) por meio de bolsas e projetos científicos. Os autores afirmam que o objetivo é transformar os resultados obtidos em ferramentas para orientar ações públicas de prevenção, adaptação e redução de riscos.

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França x Espanha: onde assistir, horário e escalações da semifinal da Copa do Mundo

Nesta terça-feira (14), França e Espanha se enfrentam pela semifinal da Copa do Mundo 2026. A bola rola a partir das 16h00 (horário de Brasília) no Estádio de Dallas, nos Estados Unidos.

  • França x Espanha:
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Fase: Semifinal
    • Data: 14/07 (terça-feira)
    • Horário: 16h00 (horário de Brasília)
    • Local: Estádio de Dallas, em Dallas (Estados Unidos)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir França x Espanha?

O confronto entre França e Espanha terá transmissão ao vivo e com exclusividade pela CazéTV, no YouTube.

Prováveis escalações e arbitragem

  • França: Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Lucas Digne; Koné, Rabiot e Olise; Barcola (Doué), Dembélé e Mbappé.
    • Técnico: Didier Deschamps.
  • Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo; Álex Baena, Lamine Yamal e Oyarzabal.
    • Técnico: Luis de la Fuente.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Iván Barton (El Salvador).
    • Assistentes: David Morán (El Salvador) e Antonio Pupiro (Argentina).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes da partida.

Leia mais:

França e Espanha na Copa do Mundo

A França chega à semifinal com 100% de aproveitamento na Copa do Mundo. Depois de vencer Senegal, Iraque e Noruega na fase de grupos, a seleção eliminou Suécia, Paraguai e Marrocos no mata-mata. Nas quartas de final, os franceses venceram os marroquinos por 2 a 0, com gols de Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé.

Campeã mundial em 2018 e vice em 2022, a equipe comandada por Didier Deschamps tenta alcançar a terceira decisão consecutiva. Caso avance, a França se tornará a segunda seleção europeia a disputar três finais seguidas, repetindo a marca alcançada pela Alemanha entre 1982 e 1990.

A Espanha iniciou a campanha com um empate sem gols diante de Cabo Verde e depois venceu Arábia Saudita e Uruguai para terminar na liderança do Grupo H. No mata-mata, a seleção espanhola eliminou Áustria, Portugal e Bélgica para chegar à segunda semifinal de sua história.

Campeã em 2010, a Espanha busca voltar à final da Copa do Mundo após 16 anos. As duas seleções chegam ao confronto sem desfalques informados.

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Conheça o “sexto sentido” do corpo que pode ser chave para a saúde mental

Todo mundo conhece os cinco sentidos clássicos. Mas um volume crescente de pesquisas aponta para a existência de um sexto — quase nunca mencionado — que pode ser tão importante para o bem-estar quanto qualquer um dos outros. Ele se chama interocepção: a capacidade do corpo de captar e interpretar seus próprios sinais internos.

Esse sentido detecta coisas que parecem invisíveis, mas acontecem o tempo todo: frequência cardíaca, respiração, fome, temperatura corporal. “Embora não prestemos muita atenção a ele, é um sentido extremamente importante, pois garante que todos os sistemas do corpo funcionem de forma ideal”, escreveram as psicólogas Jennifer Murphy, da Royal Holloway University of London, e Freya Prentice, do University College London (Reino Unido), em artigo publicado no The Conversation em 2022.

Segundo elas, o sentido age “alertando-nos quando nosso corpo pode estar fora de equilíbrio, como nos fazer buscar uma bebida quando sentimos sede ou nos dizer para tirar o casaco quando estamos com calor demais”.

Além das necessidades biológicas

  • Pesquisadores estão começando a perceber que a interocepção vai além da regulação de necessidades biológicas básicas;
  • Estudos apontam uma possível relação com condições de saúde mental como ansiedade, depressão, Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e transtornos alimentares;
  • A ideia geral — ainda em fase inicial de investigação — é que a consciência de sinais como tensão muscular, respiração e frequência cardíaca fornece pistas importantes sobre se uma situação é “segura” ou “insegura”;
  • Quando esse processo é interrompido, poderia contribuir para o desenvolvimento dessas condições.

Um exemplo: uma pessoa com ansiedade pode ter percepção muito aguçada da própria frequência cardíaca durante uma interação social, o que a faz sentir desconforto naquela situação.

Uma análise de Murphy e Prentice, publicada em 2022 e baseada em 93 estudos, identificou diferenças significativas na interoceptividade entre homens e mulheres — com mulheres apresentando menor precisão, especialmente em tarefas relacionadas ao coração.

As pesquisadoras escreveram que isso pode ajudar a explicar, em parte, por que condições como ansiedade e depressão são mais prevalentes em mulheres do que em homens a partir da puberdade, ressaltando, porém, que a relação é complexa e não está totalmente compreendida.

Provérbio bíblico: "O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate."
Interoceptividade pode ser chave para saúde mental – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT/Olhar Digital)

Fome, humor e anorexia

Um experimento publicado neste ano na revista eBioMedicine investigou como a fome afeta o humor e mostrou que pessoas com interoceptividade forte e precisa sofreram menos oscilações de humor do que aquelas com interoceptividade fraca.

“Isso não significa que elas nunca sentiram fome — elas apenas pareciam mais capazes de manter seus níveis de humor estáveis”, escreveu no The Conversation Nils Kroemer, psicólogo médico da Universidade de Tübingen (Alemanha) e autor correspondente do estudo.

Uma das evidências mais expressivas sobre o tema vem de pesquisas sobre anorexia nervosa conduzidas por cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

A hipótese investigada era a de que pessoas com anorexia teriam perdido a capacidade de “ouvir” os próprios sinais internos de fome. Para testá-la, os pesquisadores utilizaram uma pílula vibratória ingerível — e os resultados confirmaram a hipótese, mesmo em pacientes que já haviam recuperado peso.

“Pessoas com anorexia nervosa não simplesmente ignoram os sinais do corpo. Em vez disso, o sistema nervoso delas pode processar as sensações intestinais de forma diferente, tornando esses sinais mais difíceis de detectar, confiar e aprender com eles. Com o tempo, isso pode contribuir para a persistência dos sintomas mesmo após a recuperação do peso”, disse Sahib Khalsa, autor sênior do estudo e neurocientista da UCLA.

Um conceito contestado

Nem todos os pesquisadores compartilham do mesmo entusiasmo com o conceito. Uma opinião publicada na Frontiers in Psychology em 2024, liderada pelo cientista cognitivo Felix Schoeller, do MIT, trouxe o título provocativo “Não existe interoceptividade”.

Os próprios autores admitiram que a escolha foi deliberada para chamar atenção; o argumento real é que pesquisadores podem estar simplificando demais muitos fatores distintos sob o termo amplo desse sexto sentido interoceptivo.

“Embora o título deste artigo seja intencionalmente provocativo, ele serve para destacar um problema crítico na área: o termo ‘interoceptividade’ é frequentemente usado de formas que mascaram a complexidade e a diversidade dos fenômenos que pretende descrever”, escreveu a equipe. Barry Smith, da University of London, vai além e afirma que os humanos podem ter até 33 sentidos diferentes.

Apesar das divergências conceituais, Murphy e Prentice concluíram que “entender melhor todos os fatores que afetam a capacidade interoceptiva pode ser importante para, um dia, desenvolver tratamentos mais eficazes para muitas condições de saúde mental”.

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HBO Max: lançamentos da semana (13 a 19 de julho)

O Olhar Digital apresenta as novidades das plataformas de streaming no Brasil, incluindo os lançamentos da HBO Max. No período entre os dias 13 e 19 de julho de 2026, o serviço de assinatura recebe diferentes produções.

Nesta semana, a HBO Max estreia o filme Undertone e exibe o quinto episódio da terceira temporada de A Casa do Dragão. Além disso, o streaming recebe novos episódios de Rick and Morty, Orgulho e Largados e Pelados: Campeões do Mundo, além da terceira temporada de Jujutsu Kaisen e novos filmes, realities e documentários.

Lançamentos da HBO Max de 13 a 19 de julho de 2026

Confira abaixo mais detalhes dos lançamentos da semana da HBO Max entre os dias 13 e 19 de julho de 2026:

Segunda-feira – 13/07

  • Rick and Morty — Temporada 9, Episódio 8
    • Série | Original Adult Swim | Animação Adulta | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Este programa ensina a respeitar os mais velhos, mesmo que se trate de um alcoólatra perigoso, que vive em uma realidade paralela e que é o seu próprio avô. A série nº 1 do [adult swim] retorna com uma temporada maior, mais ousada e ambiciosa do que nunca na HBO Max.

Terça-feira – 14/07

  • Jujutsu Kaisen — Temporada 3 (animação adulta)

Quarta-feira – 15/07

  • Meu Nome Não É Johnny (filmes)
  • O Medalhão (filmes)
  • Criminosos de Novembro (filmes)
  • A Morta-Viva (filmes)
  • Aeroporto – Área Restrita: Estados Unidos — Temporada 2 (realities)
  • Irmãos à Obra: Sob Pressão (realities)

Quinta-feira – 16/07

  • No Caminho — Temporada 2 (documentários e docusséries)

Sexta-feira – 17/07

  • Undertone
    • Filme | Terror | Ficção científica | Suspense | Ano de Produção: 2025 (Canadá)
    • Uma apresentadora de um podcast sobre terror se muda para cuidar da mãe doente. Ao receber gravações paranormais enviadas por um casal que espera um bebê, ela percebe que a história dos dois guarda semelhanças inquietantes com a sua própria. À medida que mergulha nos misteriosos áudios, é arrastada para uma espiral de paranoia e loucura.
  • Orgulho — Temporada 1, Episódio 6
    • Série | Original HBO | Drama | Ano de Produção: 2026 (Polônia)
    • Filip é um jovem gay impulsivo que acredita ter o controle da própria vida e faz de tudo para esconder suas inseguranças. Quando uma tragédia familiar inesperada muda sua realidade, ele passa a enfrentar responsabilidades que jamais desejou e precisa decidir se conseguirá cuidar de uma criança pequena sem abrir mão da liberdade que sempre definiu sua identidade.

Sábado – 18/07

  • Vingar o Sangue (filmes)

Domingo – 19/07

  • A Casa do Dragão — Temporada 3, Episódio 5
    • Série | Original HBO | Drama | Fantasia | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • A contagem regressiva para voltar a Westeros já começou. A série retorna com sua terceira temporada, que colocará a rainha Rhaenyra Targaryen e o Conselho Negro frente a frente com o Conselho Verde, que defende o reinado do Rei Aegon II. Baseada em Fogo e Sangue, de George R. R. Martin, a série, ambientada 200 anos antes dos acontecimentos de Game of Thrones, conta a história da Casa Targaryen.
    • No mesmo dia, a HBO Max também lança um novo episódio do podcast oficial da temporada, com análises, bastidores e entrevistas exclusivas com os roteiristas, elenco e equipe de produção.
  • Largados e Pelados: Campeões do Mundo — Episódio 9
    • Série | Original Discovery | Reality de sobrevivência | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Quatorze estrelas de sobrevivência ao extremo vindas de todo o mundo — incluindo Austrália, Brasil, México e Estados Unidos — competem pelo orgulho nacional e pelo maior prêmio em dinheiro já concedido pela franquia. Divididos em sete duplas que representam seus países de origem, as habilidades de sobrevivência dos participantes serão testadas em três ecossistemas brutais e imprevisíveis em Zululândia, na África do Sul.

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Netflix: lançamentos da semana (13 a 19 de julho)

O Olhar Digital traz os lançamentos da Netflix semanalmente. Nesta semana, você confere as produções que chegam ao catálogo do streaming entre 13 e 19 de julho de 2026.

Entre as estreias, estão o especial Heartstopper Para Sempre, a série O Falcão do Golfe, o talk show Hot Ones: Pimenta Extra e a terceira temporada do reality O Ultimato: Ou Casa ou Vaza. Também chegam ao catálogo do streaming filmes como Morte no Nilo e Albatroz.

O que chega à Netflix entre 13 e 19 de julho de 2026

Confira abaixo a lista das produções que chegam ao catálogo da Netflix entre 13 e 19 de julho de 2026:

Segunda-feira – 13/07

  • Hot Ones: Pimenta Extra
    • Especial | Original Netflix | Talk show | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Hot Ones: Pimenta Extra tira o aclamado formato de entrevistas Hot Ones do estúdio e leva aos principais momentos culturais do mundo. Com apresentação de Sean Evans, os especiais de 30 minutos incluem o famoso desafio das 10 asinhas e as conversas profundas, mas em locações únicas, inspiradas em grandes momentos da Netflix, como esportes ao vivo e estreias de séries e filmes. Ao longo do programa, Sean e seus convidados participam de segmentos exclusivos, criados de acordo com o lugar, com participações surpresa que deixam tudo ainda mais picante. Pensada como uma extensão da série do YouTube, Hot Ones: Pimenta Extra pega a mistura inconfundível de sabor e conteúdo da série original e leva para os eventos imperdíveis que sempre estão na boca de todos.
  • Golden Kamuy 3: Invasão à Prisão Abashiri
    • Filme | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Japão)
    • Numa disputa acirrada pelo ouro do povo Ainu, Asirpa e Sugimoto seguem para a Prisão Abashiri, onde Noppera-Bo e a verdade sobre o pai dela os aguardam.
  • On Purpose with Jay Shetty – Novo episódio
    • Série | Original Netflix | Podcast | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • On Purpose with Jay Shetty é um dos podcasts de maior sucesso no mundo, mostrando conversas instigantes com vozes influentes do entretenimento, da cultura, do wellness, dos esportes e dos negócios. Em entrevistas sinceras e cheias de conselhos práticos, Shetty explora os relacionamentos, desafios e experiências que marcam nossas vidas.
  • MLB Home Run Derby 2026 (evento ao vivo, às 20h no horário de Brasília)
  • Shiboyugi: Jogos Mortais para Colocar Comida na Mesa (novo episódio)
  • José Totoy 4 (filme)
  • José Totoy 5 (filme)

Terça-feira – 14/07

  • Quarterback – Temporada 3
    • Série | Original Netflix | Documentário | Esporte | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • A série de sucesso está de volta com acesso inédito e exclusivo à rotina de três quarterbacks da temporada 2024-25 da NFL, mostrando os altos e baixos do dia a dia de uma das posições mais difíceis do mundo dos esportes, seja dentro ou fora do campo. Acompanhe pela primeira vez os bastidores com Joe Burrow (Cincinnati Bengals) e Jared Goff (Detroit Lions), e mate a saudade do favorito da temporada 1 Kirk Cousins (Atlanta Falcons), que inicia um novo capítulo em sua carreira.

Quarta-feira – 15/07

  • O Ultimato: Ou Casa ou Vaza
    • Série | Original Netflix | Reality show | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Casar ou vazar, eis a questão. Seis casais colocam o amor à prova, passando um mês com parceiros diferentes para descobrir se realmente estão prontos para o altar.
  • Morte no Nilo (filme)
  • O Paciente: O Caso Tancredo Neves (filme)
  • The Tick (novas temporadas)

Quinta-feira – 16/07

  • O Falcão do Golfe
    • Série | Original Netflix | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Lonnie Hawkins (Will Ferrell) foi o melhor golfista de 2004, mas os dias de glória ficaram para trás. Mesmo com o corpo pedindo aposentadoria, o coração diz que ele ainda tem gás para continuar. A ex-esposa e o filho Lance, o novo queridinho do golfe, sabem que ele já era. Mas faltando apenas um torneio para completar o Grand Slam do golfe, Lonnie se recusa a acreditar que seu tempo acabou e quer dar a maior volta por cima da história do esporte.
  • Eu Antes de Mim
    • Filme | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Indonésia)
    • Um aluno brilhante. Um pai exigente. Quando crises de pânico passam a dominar a vida de Jati, fica impossível ignorar os problemas da sua família.

Sexta-feira – 17/07

  • Heartstopper Para Sempre
    • Especial | Original Netflix | Drama | Romance | Ano de Produção: 2026 (Reino Unido)
    • Nick e Charlie são inseparáveis, mas com Nick prestes a ir para a universidade e Charlie descobrindo uma nova independência na escola, a realidade de um relacionamento à distância começa a pesar. As dúvidas surgem e a relação enfrenta seu maior desafio até agora. Enquanto isso, os amigos do casal também encaram os altos e baixos do amor e da amizade, enfrentando as dores e alegrias de crescer e seguir o próprio caminho. Será que o primeiro amor dura mesmo para sempre? Junto ao especial, a Netflix vai lançar um “podcast oficial” sobre a série.
  • Desejo
    • Filme | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (México)
    • Uma mulher com uma vida que parece perfeita vive uma paixão que vira seu mundo de cabeça para baixo. Conforme as consequências vão ficando cada vez mais trágicas, ela descobre o que é capaz de fazer pelas pessoas que ama.
  • 23.000 vidas
    • Filme | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Alemanha)
    • Neste filme inspirado numa história real, um grupo de jovens decide resgatar refugiados em perigo no Mediterrâneo. Mas as ideias deles sobre lei e justiça são colocadas à prova.
  • O Mapa dos Desejos
    • Minissérie | Original Netflix | Drama | Romance | Ano de Produção: 2026 (Espanha)
    • Antes de partir, Lucy cria um jogo para a irmã Greta com o objetivo de levá-la a uma jornada de autoconhecimento e ao charmoso Will Tucker.
  • A Leste do Palácio
    • Série | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • A Leste do Palácio conta a história de Gu-cheon, um homem capaz de transitar pelo mundo dos fantasmas, e Saeng-gang, uma dama da corte com um segredo. Os dois são convocados pelo rei para desvendar os mistérios de seu palácio amaldiçoado.
  • Albatroz (filme)
  • 25 Anos de Você (novo episódio)

Sábado – 18/07

  • Vamos Nessa (filme)
  • Stokes Twins (série)

Domingo – 19/07

  • Acompanhante Perfeita (filme)
  • Até a Camiseta Secar (novo episódio)
  • Sonhos que Voam! (série)
  • Isso Não é Despesa (série)

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Hiperautomação: a nova fronteira da competitividade empresarial

A hiperautomação representa a evolução da automação tradicional ao integrar tecnologias como inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina (machine learning), automação robótica de processos (RPA) e análise de dados para transformar fluxos de trabalho de ponta a ponta. Mais do que automatizar tarefas isoladas, essa abordagem conecta pessoas, processos e sistemas, criando operações mais inteligentes, integradas e capazes de tomar decisões com maior autonomia, eficiência e agilidade.

Nos últimos anos, a automação empresarial passou por uma transformação significativa. Se antes seu principal objetivo era automatizar tarefas repetitivas para reduzir custos e aumentar a produtividade, hoje ela assume um papel muito mais estratégico dentro das organizações.

A evolução da inteligência artificial, da análise de dados e da integração entre sistemas ampliou o alcance da automação, que deixou de atuar em atividades isoladas para orquestrar processos completos de negócio. É nesse contexto que surgiu a hiperautomação, um novo modelo capaz de conectar tecnologias, pessoas e processos para tornar as operações mais inteligentes, ágeis e orientadas por dados, fortalecendo a capacidade das empresas de competir em um mercado cada vez mais dinâmico.

Essa mudança acontece em um momento em que as empresas enfrentam uma pressão crescente para ganhar eficiência sem perder capacidade de inovação. Custos operacionais elevados, escassez de profissionais especializados, necessidade de respostas rápidas ao mercado e aumento das exigências regulatórias tornam a eficiência operacional um diferencial competitivo.

Não por acaso, a hiperautomação deixou de ser uma tendência tecnológica para se tornar uma prioridade estratégica.

Automação deixa de ser operacional e passa a ser estratégica

O conceito de hiperautomação vai além da implementação de uma única tecnologia. Trata-se da integração de ferramentas como inteligência artificial, automação robótica de processos (RPA), plataformas de gerenciamento de processos (BPM), mineração de processos (process mining), integração entre sistemas e análise de dados para automatizar jornadas completas de trabalho.

Na prática, isso significa eliminar gargalos, reduzir intervenções manuais e permitir que decisões operacionais sejam tomadas de forma mais rápida e inteligente.

Segundo o relatório Top Strategic Technology Trends, da Gartner, a hiperautomação permanece entre as principais prioridades tecnológicas das organizações por seu potencial de aumentar produtividade, escalabilidade e capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

Ao mesmo tempo, estudos da McKinsey & Company indicam que a inteligência artificial generativa pode elevar significativamente a produtividade em diversas funções empresariais, especialmente quando integrada aos processos existentes, em vez de utilizada de forma isolada.

Dados mostram que a corrida já começou

Dentro desse mercado e vivendo diariamente os avanços da IA, posso afirmar que a transformação digital vai escalar nos próximos anos em ritmo ainda mais acelerado. A PwC mostra que 69% dos CEOs brasileiros pretendem ampliar o uso de inteligência artificial em suas plataformas tecnológicas, enquanto 56% planejam incorporar a tecnologia diretamente aos processos de negócio e fluxos de trabalho.

O movimento revela uma mudança importante: a IA deixa de ser um projeto experimental e passa a integrar operações críticas das empresas.

Ao mesmo tempo, pesquisas da Deloitte mostram que a adoção de IA generativa está migrando da fase de testes para aplicações em larga escala. O principal desafio, porém, deixou de ser tecnológico e passou a envolver integração, governança e redesenho de processos.

Ou seja, o diferencial competitivo não estará apenas em possuir ferramentas de IA, mas em conseguir conectá-las de forma eficiente aos processos de negócio.

Processos continuam sendo o maior gargalo

Um dos erros mais comuns é imaginar que a hiperautomação consiste apenas em automatizar processos já existentes.

Na realidade, automatizar um fluxo ineficiente apenas acelera seus problemas.

Por isso, organizações mais maduras iniciam a transformação revisando processos, eliminando redundâncias, padronizando atividades e integrando informações antes da adoção das tecnologias.

Nesse contexto, plataformas de BPM, integração de sistemas e mineração de processos tornam-se fundamentais para identificar gargalos e orientar onde a automação realmente gera valor.

A inteligência artificial potencializa a automação

A chegada da IA generativa ampliou ainda mais as possibilidades da hiperautomação.

Além de executar tarefas repetitivas, sistemas inteligentes conseguem interpretar documentos, responder solicitações, resumir informações, apoiar decisões e aprender continuamente com grandes volumes de dados.

Quando combinadas com fluxos automatizados, essas capacidades reduzem significativamente o tempo de execução das atividades e aumentam a qualidade das decisões.

O resultado não é apenas ganho operacional, mas também maior capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

Pessoas continuam no centro da transformação

Apesar do avanço tecnológico, a hiperautomação não elimina o papel das pessoas.

Ao contrário, ela desloca profissionais de atividades repetitivas para funções de maior valor agregado, como análise, inovação, relacionamento com clientes e tomada de decisões.

Essa mudança exige investimento em capacitação, revisão de competências e desenvolvimento de uma cultura organizacional voltada para melhoria contínua.

Tecnologia sem pessoas preparadas dificilmente entrega todo o seu potencial.

Competitividade será definida pela capacidade de integrar

O mercado caminha para um cenário em que eficiência operacional dependerá menos da quantidade de sistemas implantados e mais da capacidade de conectá-los.

Empresas que conseguirem integrar inteligência artificial, automação, dados e processos estarão mais preparadas para responder rapidamente às mudanças econômicas, reduzir custos, melhorar a experiência do cliente e criar novos modelos de negócio.

A hiperautomação representa justamente essa nova etapa da transformação digital: uma estratégia em que tecnologia, processos e pessoas atuam de forma integrada para gerar resultados sustentáveis.

Mais do que automatizar tarefas, ela cria organizações mais inteligentes, resilientes e preparadas para competir em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico.

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Como uma tempestade solar pode derrubar internet, GPS e energia

Tempestades solares são responsáveis por fenômenos como a aurora boreal, mas também podem representar uma ameaça para parte da infraestrutura tecnológica da Terra. Dependendo da intensidade, esses eventos têm potencial para afetar redes elétricas, satélites, sistemas de comunicação por rádio e até conexões internacionais de internet.

Os riscos estão relacionados à interação das partículas e dos campos magnéticos emitidos pelo Sol com a magnetosfera terrestre. Embora eventos extremos sejam raros, registros históricos mostram que eles já provocaram apagões e interrupções em diferentes sistemas tecnológicos, levando especialistas a discutir o nível de preparação da infraestrutura atual para um fenômeno de grande escala.

Aurora Borealis
A aurora boreal é um dos efeitos mais conhecidos das tempestades solares, fenômenos que também podem interferir em redes elétricas, satélites, comunicações e na infraestrutura da internet – Imagem: Smit / Shutterstock

Como surgem as tempestades solares

As tempestades solares são consequência de um processo chamado reconexão magnética, em que a rotação do Sol faz seus campos magnéticos se torcerem até acumularem energia suficiente para se romper e se reorganizar. Nesse momento, grandes quantidades de energia e plasma são lançadas ao espaço.

Esses fenômenos costumam ser divididos em três categorias principais: erupções solares (solar flares), tempestades de radiação e ejeções de massa coronal (CMEs). Cada uma delas interage de forma diferente com a atmosfera terrestre, podendo provocar tempestades geomagnéticas, interrupções nas comunicações por rádio e alterações no campo magnético da Terra.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) classifica esses eventos em uma escala de um a cinco. A maior parte das tempestades solares registradas fica nos níveis mais baixos, enquanto as classificadas como extremas são pouco frequentes ao longo do ciclo solar de 11 anos.

Redes elétricas estão entre as mais vulneráveis

Um dos exemplos mais conhecidos ocorreu em 1989, quando uma tempestade geomagnética provocou um apagão na região de Quebec, no Canadá. Cerca de seis milhões de pessoas ficaram sem energia durante nove horas, em um episódio que ficou conhecido como “o dia em que o Sol trouxe a escuridão”.

Correntes induzidas pelo campo magnético terrestre podem superaquecer transformadores, relés e sensores, além de sobrecarregar linhas de transmissão. Como esses equipamentos são caros e complexos de substituir, uma sequência de danos poderia prolongar os impactos de um grande evento.

Ilustração de uma linha de transmissão de energia elétrica sob o céu noturno, representando os impactos que tempestades solares podem causar na rede elétrica
Redes elétricas estão entre as infraestruturas mais vulneráveis às tempestades solares, que podem induzir correntes capazes de danificar transformadores e provocar apagões – Imagem: arturnichiporenko / Shutterstock

O risco não é uniforme em todo o planeta. Regiões próximas aos polos magnéticos da Terra tendem a sofrer perturbações mais intensas. A resistência elétrica do solo também influencia o nível de vulnerabilidade das redes de energia.

O avanço da inteligência artificial também entrou na lista de preocupações relacionadas às tempestades solares. Como os data centers exigem grande disponibilidade de energia, interrupções prolongadas nas redes elétricas podem afetar um dos setores que mais crescem atualmente. Em artigo publicado no Space News, Scot McIntosh, ex-diretor adjunto do National Center for Atmospheric Research, afirmou que executivos da área de IA estão entre aqueles que deveriam demonstrar maior preocupação com esses riscos.

Satélites podem sofrer danos físicos e operacionais

Os satélites também figuram entre os equipamentos mais expostos. Apesar de serem projetados para suportar parte das condições espaciais, eventos solares intensos podem danificar componentes eletrônicos e reduzir sua vida útil.

Russell DeHart, engenheiro-chefe do Goddard Space Flight Center, da NASA, explica que partículas altamente energéticas podem alterar temporariamente bits da programação dos computadores embarcados, provocando falhas conhecidas como single event upset. Nesses casos, operações não essenciais podem ser interrompidas até que o problema seja resolvido.

As ejeções de massa coronal também aquecem e expandem a atmosfera terrestre, aumentando o arrasto sobre satélites em órbita baixa. Essa mudança pode reduzir altitude e velocidade, elevando o risco de colisões com outros satélites ou detritos espaciais e exigindo manobras que consomem combustível.

Em 2022, uma tempestade solar retirou 38 satélites de internet da SpaceX de órbita. Já em outubro de 2003, uma sequência de eventos solares afetou aproximadamente metade dos satélites em operação no mundo, além de prejudicar voos, transmissões de rádio e TV, sistemas de GPS e missões científicas.

Rádio, GPS e internet também podem ser afetados

As alterações provocadas pelas tempestades solares na ionosfera interferem na propagação das ondas de rádio. Isso pode comprometer sistemas que dependem desse ambiente para transmitir sinais a longas distâncias, como comunicações de embarcações, aeronaves, equipes de resgate e militares.

Os sistemas de navegação por GPS também podem sofrer impactos, já que dependem do posicionamento preciso dos satélites. Em 2024, uma tempestade solar afetou tratores equipados com GPS, gerando prejuízos estimados em US$ 500 milhões.

Já os serviços convencionais de telefonia celular tendem a sofrer menos interferência direta, pois utilizam frequências pouco afetadas pela ionização da atmosfera. Ainda assim, um evento extremo poderia causar impactos indiretos caso comprometesse o funcionamento das redes elétricas que sustentam essas comunicações.

Cabos submarinos estão entre as preocupações

A infraestrutura global da internet também pode ser afetada por tempestades solares. Um estudo publicado em 2021 pela pesquisadora Sangeeth Abdu Jyothi, da UC Irvine, indica que uma ejeção de massa coronal de grande intensidade poderia comprometer parte dos cabos submarinos responsáveis pelo tráfego internacional de dados.

As fibras ópticas não são afetadas diretamente pelas correntes geomagnéticas. O problema estaria nos repetidores eletrônicos instalados ao longo dos cabos para reforçar o sinal, que podem ser danificados por correntes induzidas durante tempestades geomagnéticas.

Segundo a NOAA, mais de 95% dos dados internacionais trafegam por esses cabos submarinos. De acordo com a pesquisa, conexões de longa distância, especialmente entre Estados Unidos e Europa, estariam entre as mais vulneráveis.

Cabo submarino de fibra óptica instalado no fundo do oceano, responsável pela transmissão internacional de dados entre continentes
Cabos submarinos transportam mais de 95% do tráfego internacional de dados e podem ser afetados indiretamente por tempestades solares caso seus repetidores eletrônicos sofram danos causados por correntes geomagnéticas – Imagem: Vismar UK/Shutterstock

Eventos extremos são raros, mas preocupam cientistas

A tempestade geomagnética mais intensa já registrada ocorreu em 1859 e ficou conhecida como Evento Carrington. Na época, sistemas de telégrafo apresentaram falhas e alguns chegaram a pegar fogo.

Pesquisas mais recentes apontam evidências de eventos ainda maiores no passado, chamados de eventos Miyake. Um deles, ocorrido em 774 d.C., pode ter sido cerca de 12 vezes mais intenso que o Evento Carrington.

Embora tempestades dessa magnitude sejam consideradas muito raras, estimativas da National Academy of Sciences indicam que um desastre geomagnético poderia causar prejuízos superiores a US$ 2 trilhões. Um relatório da NOAA publicado em 2025 concluiu que os sistemas de previsão da atividade solar ainda precisam ser aprimorados.

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