Falhas misteriosas em colisor podem revelar sinal de matéria escura

O Grande Colisor de Hadrons (LHC) pode já ter capturado indícios de matéria escura por meio de pequenas falhas em seu funcionamento. Um estudo realizado pelos físicos Xunyu Liang e Ariel Zhitnitsky, da Universidade de Colúmbia Britânica, no Canadá, aponta que esses eventos estranhos podem revelar a presença dessa substância invisível. O artigo foi aceito para publicação na revista científica Physical Review D.

Os cientistas chamam os distúrbios de “UFOs”, sigla em inglês para Objetos Voadores Não Identificados. No acelerador, o termo se refere a perdas repentinas no feixe de prótons causadas por grãos microscópicos de poeira. A dúvida que intrigava os físicos era o que fazia essa poeira se soltar em uma estrutura de altíssima precisão.

Vibração no subsolo e sensores do acelerador

A resposta pode estar numa forma hipotética de matéria escura chamada pepitas de quarks áxions (AQNs, na sigla em inglês). Diferente das partículas subatômicas procuradas tradicionalmente pela física, as AQNs seriam objetos macroscópicos e densos, com massa entre cinco gramas e um quilo.

Ao passar pelo subsolo a até 100 quilômetros do laboratório, uma AQN geraria uma pequena onda de choque acústica capaz de chacoalhar o LHC. Os pesquisadores comparam o instrumento a um relógio de precisão afetado por uma vibração externa. “Uma peça de matéria escura passando pela Terra a dezenas de quilômetros de distância pode criar uma pequena vibração, como alguém dando um leve toque na mesa debaixo do relógio”, afirmaram Liang e Zhitnitsky ao portal ScienceAlert. Esse tremor faria a poeira se soltar e cruzar o feixe de partículas.

A hipótese começou a partir de uma coincidência de tamanhos entre os grãos de poeira e as AQNs, o que acabou levando a um novo modelo de busca. “No início, esperávamos encontrar uma relação direta entre os ‘UFOs’ misteriosos do LHC e a matéria escura. Mais tarde, percebemos que estávamos apresentando a primeira proposta para usar o LHC na busca por matéria escura macroscópica”, disseram os autores.

Ilustração de partículas da matéria escura
Ilustração de partículas da matéria escura – Imagem: Color4260/Shutterstock

Para identificar a assinatura de uma AQN, os dados precisam mostrar um padrão muito específico ao longo do túnel de 27 quilômetros da máquina. Os cálculos indicam que a passagem do objeto deve provocar pelo menos três eventos de UFOs em pontos diferentes do anel num intervalo de apenas dois segundos.

Essa busca não exige nenhuma atualização de hardware ou gastos extras para o laboratório europeu. A análise pode ser feita retratando dados dos monitores de perda de feixe já instalados no local. “O que torna nosso caso especialmente atrativo é que o LHC já possui excelentes sistemas de monitoramento integrados, instalados para proteger a máquina de danos”, explicaram os físicos, ressaltando que esses equipamentos podem ser sensíveis a sinais para os quais não foram originalmente projetados.

A dupla não analisou os arquivos do acelerador diretamente, mas o estudo serve como convite para que a comunidade científica revise os registros antigos do LHC. Caso o padrão seja confirmado, a descoberta vai ampliar as fronteiras da física, provando que a matéria escura também pode se manifestar em escala macroscópica.

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Palmeiras x Fortaleza: onde assistir, horário e escalações do jogo da Copa do Brasil

Neste domingo (2), Palmeiras e Fortaleza se enfrentam pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil 2026. A bola rola às 16h (horário de Brasília), no Nubank Parque, em São Paulo (SP).

  • Palmeiras x Fortaleza:
    • Competição: Copa do Brasil 2026
    • Fase: Oitavas de final (jogo de ida)
    • Data: 02/08 (domingo)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: Nubank Parque, em São Paulo (SP)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Palmeiras x Fortaleza?

O confronto entre Palmeiras e Fortaleza terá transmissão ao vivo pela TV Globo, na TV aberta; pelo Sportv, na TV fechada; pelo Premiere, no pay-per-view; e pelo Amazon Prime Video, no streaming.

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Prováveis escalações e arbitragem

  • Palmeiras: Carlos Miguel; Alexander Barboza, Gustavo Gómez e Murilo; Giay, Marlon Freitas, Andreas Pereira, Maurício, Arias e Piquerez; Flaco López.
    • Técnico: Abel Ferreira
  • Fortaleza: João Ricardo; Maílton, Neris, Lucas Gazal e Maurício Mucuri; Ronald, Lucas Sasha, Rodriguinho e Vitinho; Luiz Fernando e Miritello.
    • Técnico: Paulo Autuori
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima
    • Assistentes: Francisco Chaves Bezerra Junior e Karla Renata Cavalcanti De Santana
    • VAR: Rodolpho Toski Marques

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes da partida.

Leia mais:

Palmeiras e Fortaleza iniciam disputa por vaga nas quartas da Copa do Brasil

Palmeiras e Fortaleza abrem neste domingo o confronto das oitavas de final da Copa do Brasil. O jogo de ida acontece no Nubank Parque, enquanto a decisão da vaga será disputada na próxima quarta-feira (5), na Arena Castelão.

O Verdão chega embalado por boa campanha na temporada. Líder do Campeonato Brasileiro, o time de Abel Ferreira também segue invicto na Copa do Brasil, com duas vitórias e um empate até aqui. Para a partida, o treinador ainda aguarda as recuperações de Bruno Fuchs, Jefté e Paulinho.

O Fortaleza também ainda não perdeu na competição, mas vive momento de mudanças após a chegada do técnico Paulo Autuori. A equipe ocupa a quarta colocação da Série B e tenta conquistar um bom resultado fora de casa para decidir a classificação diante da torcida.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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Lei da IA entra em vigor na União Europeia; veja o que muda

A União Europeia inicia neste domingo (2) uma nova fase da implementação da Lei da Inteligência Artificial da União Europeia (AI Act), legislação que regulamenta o uso da IA no bloco. Embora o regulamento tenha entrado formalmente em vigor em agosto de 2024 e algumas regras já estivessem sendo aplicadas desde 2025, a maior parte das disposições passa a valer a partir de agora.

A legislação classifica os sistemas de inteligência artificial conforme o risco que representam e estabelece obrigações diferentes para cada categoria. Com a nova fase da implementação, aumentam as exigências para empresas que desenvolvem e utilizam essas tecnologias, incluindo medidas de transparência para conteúdos gerados por IA e o início da fiscalização de modelos de IA de propósito geral pela Comissão Europeia.

O que muda com o AI Act da UE?

O AI Act é considerado a primeira legislação abrangente sobre IA aprovada por um grande órgão regulador.

A legislação adota uma abordagem baseada em risco, classificando as aplicações de IA em três categorias: sistemas de risco inaceitável (proibidos), sistemas de alto risco (sujeitos a requisitos específicos) e sistemas que não são proibidos nem classificados como de alto risco. Além disso, o regulamento estabelece obrigações de transparência previstas no Artigo 50 para situações específicas, como o uso de chatbots e a geração de conteúdo sintético, independentemente da classificação de risco do sistema.

Sistemas considerados de risco inaceitável, como determinadas formas de pontuação social e algumas práticas de manipulação comportamental, são proibidos. Já aplicações classificadas como de alto risco — utilizadas em áreas como saúde, educação, recrutamento, concessão de crédito e serviços públicos — precisam cumprir requisitos específicos antes de serem disponibilizadas.

A partir de 2 de agosto, entram em vigor também as obrigações de transparência previstas no Artigo 50 da legislação. Ao contrário de outras partes do AI Act, essas regras não se limitam aos sistemas classificados como de alto risco: elas se aplicam a qualquer sistema de IA utilizado nas situações previstas pela norma.

As exigências se aplicam tanto aos provedores desses sistemas quanto às empresas e organizações que utilizam ferramentas de IA.

ia ue
A legislação europeia estabelece diferentes níveis de risco para sistemas de inteligência artificial e amplia as obrigações de transparência e fiscalização sobre empresas que desenvolvem ou utilizam a tecnologia – Imagem: RaffMaster / Shutterstock

Novas regras para chatbots, deepfakes e conteúdo gerado por IA

Entre as principais obrigações que passam a valer estão:

  • provedores de chatbots, assistentes virtuais e outros sistemas que interagem diretamente com pessoas deverão informar aos usuários que eles estão conversando com uma IA;
  • provedores de sistemas capazes de gerar textos, imagens, vídeos e áudios deverão garantir que esses conteúdos sejam marcados em formato legível por máquina, para que possam ser identificados como produzidos ou manipulados por IA;
  • empresas e organizações que utilizarem IA para criar deepfakes deverão informar que aquele conteúdo foi gerado ou alterado artificialmente;
  • textos gerados por IA publicados com o objetivo de informar o público sobre temas de interesse público também deverão ser identificados, exceto quando tiverem passado por revisão humana e houver responsabilidade editorial sobre a publicação.

As regras também se aplicam a sistemas de código aberto quando eles se enquadram nas situações previstas pelo Artigo 50. Modelos de IA generativa que já estavam disponíveis no mercado antes de 2 de agosto de 2026 terão até 2 de dezembro deste ano para cumprir especificamente a exigência de marcação em formato legível por máquina.

Comissão Europeia poderá fiscalizar e multar empresas

Outra novidade é que a Comissão Europeia passa a exercer poderes de supervisão sobre provedores de modelos de inteligência artificial de propósito geral (GPAI), categoria que inclui grandes modelos de linguagem usados em chatbots e outras ferramentas de IA generativa.

Esses provedores já estavam sujeitos a obrigações desde agosto de 2025, mas a legislação previa um período de adaptação de um ano antes do início da fiscalização. A partir deste domingo, a Comissão poderá solicitar documentação técnica, realizar avaliações, exigir medidas para adequação às regras, restringir a oferta desses modelos e até determinar sua retirada do mercado.

As multas podem chegar a 3% do faturamento global anual da empresa ou 15 milhões de euros, prevalecendo o maior valor, dependendo da infração cometida.

Mapa da Europa em azul, com os dizeres "AI" em cima
A partir de 2 de agosto, a Comissão Europeia passa a exercer poderes de fiscalização sobre provedores de modelos de IA de propósito geral, podendo exigir adequações e aplicar multas em caso de descumprimento das regras – Imagem: Ivan Marc/Shutterstock

Como o AI Act foi implementado

A aplicação do AI Act foi dividida em diferentes fases. O regulamento entrou formalmente em vigor em agosto de 2024, mas boa parte de suas disposições teve períodos de transição.

Em fevereiro de 2025 começaram a valer as regras que proíbem determinadas práticas consideradas de risco inaceitável. Em agosto do mesmo ano, passaram a ser aplicadas as obrigações para modelos de IA de propósito geral (GPAI). Agora, em 2 de agosto de 2026, entra em vigor a maior parte das disposições da legislação, incluindo as regras de transparência previstas no Artigo 50 e o início da fiscalização da Comissão Europeia sobre esses modelos.

Empresas brasileiras também podem ser afetadas

Embora o Brasil ainda discuta seu próprio marco regulatório para inteligência artificial, empresas brasileiras que desenvolvem soluções de IA ou prestam serviços para clientes da União Europeia também poderão precisar cumprir as exigências previstas pelo AI Act.

A legislação se aplica aos provedores de modelos colocados no mercado europeu, independentemente do país onde estejam sediados. Isso significa que empresas de fora da União Europeia também podem ficar sujeitas às regras caso disponibilizem seus sistemas para usuários do bloco.

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Mostre-me o que postas e direi se te contrato

Não são raras as situações em que pessoas famosas, figuras públicas e/ou novas personalidades são expostas e questionadas por posts e publicações de opiniões passadas. O que para muita gente parece distante, na verdade revela uma prática que ultrapassa o comportamento social e invade, cada vez mais, as mecânicas nos processos de seleção realizados por gestores e profissionais de RH.

De acordo com o relatório ‘The Social Media Hiring Report. 2026’, elaborado pela Bchex Research Report, 94% dos profissionais de recrutamento afirmam que os empregadores devem analisar o perfil dos candidatos nas redes sociais antes da contratação. Segundo a pesquisa, 70% dos empregadores fazem revisões de redes sociais, mas sem processo; e 72% deles se preocupam em encontrar falas criminosas e discriminatórias entre as publicações.

É fato que posturas profissionais desalinhadas com a imagem e cultura organizacional impactam diretamente a reputação de qualquer marca. Quando colaboradores são expostos por comportamentos ou atitudes infratoras, criminosas ou negativas de qualquer grau, normalmente a sua apresentação vem acompanhada da atividade profissional e do local onde exerce a função – fazendo com que, automaticamente, questionemos se a empresa realmente não sabia ou se não deu atenção ao assunto.

Entretanto, aqui encontramos uma linha tênue entre “liberdade de opinião” e profissionalismo.

Se por um lado parece estranho imaginar essa “invasão” digital, por outro sabemos que é nas redes onde muitos expõem suas ideias ocultas, equivocadas, particulares ou pouco populares.

Uma pesquisa do Indeed, principal site e motor de busca de empregos do mundo, divulgada na Austrália em 2025, revelou que 77% dos recrutadores consultavam as redes sociais dos candidatos. Entre eles, 68% disseram já ter rejeitado alguma candidatura em razão do perfil digital, enquanto 96% afirmaram que poderiam descartar um candidato com base no conteúdo publicado.

Seja no LinkedIn, Instagram, Facebook, TikTok, X ou em qualquer outra plataforma, fotografias, comentários e opiniões não oferecem um retrato completo de uma pessoa, mas produzem sinais que serão interpretados por quem os encontra. Compreender a dimensão profissional e social dessas manifestações tornou-se parte da construção da reputação. Isso vale para quem está no início da carreira, para profissionais consolidados e para aqueles que ocupam posições de liderança e maior exposição pública.

Não por acaso, uma revisão científica publicada no Employee Responsibilities and Rights Journal demonstrou que recrutadores recorrem às redes sociais para formar impressões sobre comunicação, criatividade, conhecimento técnico, liderança, comportamento profissional e adequação à vaga. Essa busca procura reduzir riscos de contratação e identificar compatibilidade com o ambiente corporativo, mas também pode resultar em julgamentos imprecisos, preconceitos e interpretações descontextualizadas.

O debate, portanto, não pode ser reduzido à ideia de que profissionais devem esconder opiniões para parecerem adequados às empresas. Também não significa que toda publicação antiga deva determinar uma trajetória profissional. O ponto central está na responsabilidade sobre aquilo que se escolhe tornar público e na necessidade de que as organizações estabeleçam critérios claros, éticos e coerentes para interpretar essas informações.

A questão já não é saber se recrutadores observam as redes sociais dos candidatos, porque as pesquisas mostram que essa prática está incorporada aos processos de contratação, ainda que muitas vezes de maneira informal. A questão é compreender como essa avaliação será feita, quais conteúdos são realmente relevantes para o exercício da função e até que ponto uma publicação pode ser utilizada como evidência sobre a conduta de alguém.

Em um ambiente no qual as fronteiras entre imagem pessoal e profissional estão cada vez menos definidas, reputação não se resume ao currículo, à experiência ou ao desempenho durante uma entrevista. Ela também é construída pelas posições que assumimos publicamente e pela coerência, ou pela falta dela, entre aquilo que defendemos, a forma como agimos e os espaços profissionais que desejamos ocupar.

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Fungo que transforma formigas em “zumbis” também vive em musgos da Amazônia

Uma equipe de pesquisadores liderada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) encontrou evidências de que o fungo conhecido por controlar o comportamento de formigas e transformá-las em “zumbis” possui uma fase até então desconhecida de seu ciclo de vida. O estudo identificou que organismos do gênero Ophiocordyceps também vivem escondidos no interior de musgos da Floresta Amazônica, além de infectarem insetos.

A descoberta foi feita a partir da análise de amostras coletadas na Reserva Florestal Adolpho Ducke, em Manaus, e foi publicada na revista científica IMA Fungus. Segundo os pesquisadores, o resultado amplia a compreensão sobre a biologia desses fungos e indica que a relação entre fungo, inseto e planta é mais complexa do que se imaginava.

Estágio oculto do fungo foi identificado em musgos

O gênero Ophiocordyceps reúne mais de 350 espécies de fungos capazes de infectar diversos insetos. Algumas delas são conhecidas por alterar o comportamento de formigas, levando os animais a abandonar a colônia, subir na vegetação e prender as mandíbulas em um ponto específico antes de morrerem. Esse comportamento, chamado de “mordida da morte”, favorece a dispersão dos esporos do fungo.

Ao analisar o DNA de musgos coletados na floresta, os cientistas encontraram o mesmo fungo presente tanto nos insetos infectados quanto nas plantas onde essas formigas realizam a mordida característica. A evidência indica que o organismo possui duas fases distintas: uma parasitando insetos e outra vivendo de forma endofítica, ou seja, dentro dos tecidos das plantas.

Ilustração mostra o desenho do experimento que comparou musgos próximos e distantes de formigas infectadas pelo fungo Ophiocordyceps, além de uma foto de uma formiga contaminada presa a um musgo.
Esquema do desenho experimental utilizado pelos pesquisadores para analisar a presença do fungo Ophiocordyceps em musgos da Floresta Amazônica. No detalhe, uma formiga infectada presa a um musgo durante a coleta de amostras – Crédito: Tales Alves-Júnior et al./IMA Fungus

Em 2020, pesquisas realizadas na China já haviam demonstrado que uma espécie do mesmo gênero, O. sinensis, conhecido como “ouro do Himalaia”, podia viver de forma endofítica em plantas de regiões alpinas. O novo trabalho mostra que esse comportamento também ocorre em espécies capazes de manipular insetos, associando esse estágio oculto justamente às plantas utilizadas pelas formigas durante a infecção.

Análises de DNA reforçam a descoberta

A pesquisa utilizou a técnica de metabarcoding, que permite identificar simultaneamente o DNA de todos os fungos presentes em uma amostra ambiental.

Os resultados revelaram que o Ophiocordyceps estava presente não apenas nas formigas infectadas, mas também de forma consistente nos musgos ao redor, inclusive em plantas localizadas a mais de 10 metros de qualquer inseto parasitado.

Os pesquisadores também verificaram que linhagens altamente especializadas do fungo, como O. camponoti-nidulantis, que infecta Camponotus nidulans, e O. kniphofioides, associado à espécie Cephalotes atratus, também estavam abrigadas em briófitas presentes na vegetação.

Relação entre fungo, formiga e planta pode ser mais complexa

Segundo os autores, a descoberta modifica a compreensão sobre o ciclo de vida desses fungos e sobre as estratégias utilizadas para sobreviver e evoluir. A associação com plantas pode permitir que o organismo permaneça no ambiente durante períodos em que há escassez de insetos hospedeiros.

Tales Alves Jr., biólogo, mestre em Botânica pelo INPA e autor principal do estudo, explicou ao Phys.org que os resultados mostram que o fungo parece estar amplamente distribuído nas comunidades de musgos ao redor das formigas manipuladas, indicando uma ligação muito mais próxima entre os ciclos de vida das plantas e dos fungos envolvidos nesse processo.

Já João Paulo Machado de Araújo, coautor do trabalho e pesquisador do Museu de História Natural da Dinamarca, da Universidade de Copenhague, afirma que a manipulação comportamental causada pelo Ophiocordyceps pode não depender apenas da interação entre fungo e formiga, mas de uma relação mais ampla envolvendo também a planta onde o fungo permanece silenciosamente como um endófito.

O fungo estudado é o mesmo que inspirou The Last of Us?

O fungo analisado na pesquisa pertence ao gênero Ophiocordyceps, da mesma ordem do gênero Cordyceps, nome que se popularizou entre o grande público por causa da franquia The Last of Us. Durante muitos anos, espécies hoje classificadas como Ophiocordyceps eram incluídas no gênero Cordyceps, até serem reclassificadas com base em análises genéticas.

Foi esse grupo de fungos parasitas que serviu de inspiração para o organismo fictício nos jogos e na adaptação para a TV da HBO. Na natureza, entretanto, essas espécies são especializadas em infectar principalmente insetos, como formigas, e não seres humanos.

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Conheça o mais completo ancestral dos cães já encontrado

Um fóssil que permaneceu por décadas preservado em uma coleção de museu revelou um dos registros mais completos já encontrados de um antigo cão que viveu há cerca de 30 milhões de anos.

Descoberto no estado do Oregon, nos Estados Unidos, o esqueleto pertence à espécie Mesocyon coryphaeus. O achado permitiu aos pesquisadores compreenderem melhor a anatomia e o modo de vida de um canídeo muito diferente dos cães atuais, segundo informações do portal Phys.org.

Fóssil passou décadas sem identificação correta

O fóssil foi encontrado no fim da década de 1980, no estado do Oregon, EUA. Na época, os paleontólogos acreditavam que os ossos pertenciam a um oreodonte, grupo extinto de mamíferos parentes das ovelhas, camelos e porcos. Por isso, o material foi preparado e armazenado para estudos futuros.

O esqueleto quase completo pertence ao Mesocyon coryphaeus, um dos primeiros canídeos da América do Norte. (Imagem: National Park Service/Roger Witter)
O esqueleto quase completo pertence ao Mesocyon coryphaeus, um dos primeiros canídeos da América do Norte. (Imagem: National Park Service/Roger Witter) – O esqueleto quase completo pertence ao Mesocyon coryphaeus, um dos primeiros canídeos da América do Norte. (Imagem: National Park Service/Roger Witter)

Anos depois, pesquisadores separaram o crânio para exibição e perceberam que o animal era, na verdade, um antigo canídeo. Em 2012, uma nova preparação revelou o restante do esqueleto, mostrando que o exemplar estava quase completo. A paleontóloga Anne Kort ficou responsável por descrever oficialmente o fóssil em um estudo publicado na revista Journal of Paleontology.

Para quem tem pressa:

  • O fóssil tem aproximadamente 30 milhões de anos;
  • Pertence à espécie Mesocyon coryphaeus;
  • É um dos esqueletos de cão pré-Era do Gelo mais completos da América do Norte;
  • O exemplar preservou quase todo o corpo, incluindo o osso peniano;
  • A descoberta permitiu analisar a locomoção e a anatomia da espécie.

Ossos revelam como esse antigo cão vivia

O fóssil preservou praticamente todo o corpo do animal, faltando apenas a cauda e partes das patas. Além disso, o fóssil apresentava um crescimento ósseo hereditário no punho chamado osteocondroma, característica encontrada em muitos dos primeiros representantes da família dos cães e que ajudou a confirmar sua identificação.

Os ossos mostram um animal robusto, com habilidade para escalar e locomoção diferente da dos cães atuais. (Imagem: Universidade de Michigan)
Os ossos mostram um animal robusto, com habilidade para escalar e locomoção diferente da dos cães atuais. (Imagem: Universidade de Michigan) – Os ossos mostram um animal robusto, com habilidade para escalar e locomoção diferente da dos cães atuais. (Imagem: Universidade de Michigan)

Os pesquisadores também analisaram detalhes dos ossos para entender como esse animal se movimentava. Diferentemente dos cães modernos, o Mesocyon coryphaeus possuía ossos mais robustos, corpo mais baixo e articulações que permitiam maior rotação dos membros anteriores. O animal também conservava o esporão, um dedo localizado na parte interna da pata, indicando que caminhava apoiando parte do calcanhar em algumas situações e ainda mantinha habilidade para escalar e agarrar objetos.

Espécie viveu em um ambiente diferente do atual

Segundo os pesquisadores, os primeiros cães surgiram na América do Norte há cerca de 40 milhões de anos. Dez milhões de anos depois, quando o Mesocyon coryphaeus apareceu, o clima global havia esfriado e as florestas densas começaram a dar lugar a áreas mais abertas, compostas por bosques e arbustos. Mesmo vivendo nesse ambiente, o antigo canídeo ainda não apresentava as adaptações para corrida observadas nos cães atuais.

Leia mais:

O estudo também destaca que essa linhagem foi completamente extinta, sem deixar descendentes diretos. Para os pesquisadores, o fóssil mostra que cada extinção representa a perda definitiva de uma forma única de vida e de características que nunca serão reproduzidas exatamente pela evolução.

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Resumo do dia: IA, eleições, sucesso do iPhone e Anthropic vs OpenAI

Começamos a sexta-feira relembrando o balanço financeiro das big techs. A Apple divulgou ontem os resultados do segundo trimestre deste ano. Eles foram impulsionados principalmente pelo forte desempenho do iPhone, que garantiu uma receita de mais de US$ 54 bilhões, um crescimento de quase 22% em relação ao mesmo período do ano passado. No total, a receita da companhia atingiu US$ 109 bilhões, acima das expectativas do mercado. Lembrando que esta é a última temporada de balanços sob o comando de Tim Cook antes da transição do cargo de CEO para John Ternus, atual chefe da divisão de hardware da Apple. Quem também apresentou ótimos resultados hoje foi a Amazon. A receita da empresa superou a marca de US$ 200 bilhões no segundo trimestre do ano, ficando acima do esperado pelos analistas. O grande destaque foi a divisão de computação em nuvem da companhia, a Amazon Web Services, com uma receita de mais de US$ 42 bilhões, apresentando um forte crescimento de 37%.

Eleições 2026: o que um candidato pode fazer com IA? E o que não pode?

A exibição de um vídeo criado com inteligência artificial para simular um discurso de Jair Bolsonaro durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), no último sábado (25), colocou a tecnologia no centro do debate eleitoral. Após o evento, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para que a defesa do ex-presidente esclarecesse se ele autorizou o uso de sua imagem e voz na produção do material. Na decisão, Moraes apontou dois possíveis cenários. Caso Bolsonaro tivesse autorizado a gravação, a participação poderia representar novo descumprimento das medidas cautelares impostas para a manutenção da prisão domiciliar humanitária. Se não houvesse autorização, o ministro afirmou que o caso poderia configurar uma hipótese de conteúdo sintético manipulado em desacordo com a legislação eleitoral. Em resposta ao STF, a defesa afirmou que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem e voz na produção do vídeo e sustentou que ele sequer poderia fazê-lo por estar impedido de manter contato com seu filho Flávio Bolsonaro. O episódio levantou dúvidas sobre o uso da inteligência artificial nas eleições. Afinal, um candidato pode usar um avatar criado por IA? É obrigatório avisar quando um conteúdo é sintético? O que caracteriza um deepfake proibido? E quais são as consequências para quem descumprir as regras? O Olhar Digital analisou a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que disciplina o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral e ouviu especialistas para explicar o que é permitido, o que continua proibido e quais pontos ainda podem depender da interpretação da Justiça. Confira a reportagem completa.

Efeito OpenAI: Anthropic diz que IA invadiu sistemas de três empresas

A Anthropic informou, nesta quinta-feira (30), que alguns de seus modelos de inteligência artificial conseguiram invadir os sistemas de três empresas durante testes de segurança cibernética, após um erro de configuração ter permitido que eles acessassem a internet. Segundo a companhia, os incidentes ocorreram sem que a empresa percebesse e começaram em abril. O caso foi revelado poucos dias depois de a OpenAI informar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente isolado de testes e realizou uma série de ataques contra a empresa de IA Hugging Face, episódio que chamou a atenção de pesquisadores de segurança e especialistas em IA. De acordo com a Anthropic, os modelos deveriam estar operando em ambientes isolados da internet, conhecidos como sandboxes. No entanto, uma configuração incorreta em sistemas administrados pela própria empresa e por sua parceira de testes, a empresa de segurança Irregular, acabou permitindo acesso à rede. Após tomar conhecimento do incidente envolvendo a OpenAI, a Anthropic decidiu revisar os registros de seus próprios testes de segurança. A empresa analisou 141.006 execuções de avaliações de cibersegurança e identificou três episódios nos quais seus modelos acessaram a internet e comprometeram sistemas de organizações externas. Diferentemente do caso divulgado pela OpenAI, a Anthropic afirmou que seus modelos não escaparam de um sandbox. Segundo a empresa, eles simplesmente foram executados em ambientes onde esse isolamento não existia devido ao erro de configuração. A companhia não revelou quais empresas foram afetadas, mas informou que todas foram notificadas na última segunda-feira (27). Para saber mais, confira a matéria completa.

Robotáxis sem volante da Amazon recebem sinal verde para operar nos EUA

A Zoox, empresa de veículos autônomos da Amazon, recebeu autorização para operar comercialmente seus robotáxis sem volante e pedais nos Estados Unidos. A liberação permite cobrar por corridas e coloca o projeto em uma nova fase após anos de testes. A decisão é considerada um marco porque envolve um modelo desenvolvido especificamente para condução autônoma, diferente de carros tradicionais adaptados posteriormente para receber tecnologia sem motorista. Os veículos da Zoox têm duas fileiras de bancos voltadas uma para a outra, não possuem volante ou comandos convencionais e alcançam velocidade máxima de cerca de 120 km/h. A autorização permite que a empresa opere até 2.500 robotáxis em cada um dos próximos dois anos.

Google testa IA que deixa robôs inteligentes

Grande parte dos robôs usados atualmente depende de programação detalhada ou controle humano para funcionar. Isso limita a atuação em locais onde existem mudanças constantes, objetos fora do lugar ou situações inesperadas. Para superar esse problema, o Google apresentou o Gemini Robotics 2, uma nova versão do modelo de inteligência artificial voltado para robôs. A tecnologia foi desenvolvida para ajudar máquinas a interpretar ambientes, planejar ações e executar movimentos mais complexos, reduzindo a dependência de comandos pré-programados.

IBM dá mais um passo rumo a computadores quânticos confiáveis

A IBM informou nesta quinta-feira que seus pesquisadores conseguiram demonstrar pela primeira vez que determinados cálculos realizados por computadores quânticos podem gerar resultados confiáveis e passíveis de verificação. Essa capacidade de validação é relevante porque alguns resultados produzidos por computadores quânticos podem ultrapassar os limites dos métodos tradicionais de verificação. Em sistemas convencionais, uma resposta costuma ser conferida ao repetir o mesmo cálculo em outras máquinas, algo que nem sempre é possível em determinados experimentos quânticos.

Avanço ou ilusão? EAD leva aulas práticas para o celular

A falta de laboratórios físicos é um problema para cursos superiores a distância (EAD). Para tentar resolver isso, faculdades passaram a levar aulas práticas para a tela do celular. Empresas já usam realidade aumentada e modelos em 3D, por exemplo. Com a tecnologia, alunos de áreas como Saúde e Exatas conseguem examinar células e estruturas na mesa de casa. A promessa é facilitar o acesso a experiências que, até pouco tempo atrás, exigiam uma bancada real. Só que esse “laboratório de bolso” esbarra em limites importantes. Especialistas explicaram ao Olhar Digital que a simulação funciona como um treino, mas não ensina o toque nem a memória motora. A tela não passa a sensação de manusear um instrumento de verdade. Além disso, rodar esses aplicativos exige celulares modernos e internet rápida. Na prática, o custo de manter uma estrutura de ensino sai da faculdade e vai para o bolso do estudante.

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Corinthians x Athletico PR: onde assistir, horário e escalação do jogo do Brasileirão

Nesta quinta-feira (30), Corinthians e Athletico Paranaense se enfrentam em duelo válido pela 21ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola para a partida às 19h30 (horário de Brasília) na Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

  • Corinthians x Athletico Paranaense:
    • Competição: Campeonato Brasileiro (Brasileirão)
    • Rodada: 21ª
    • Data: 30/07 (quinta-feira)
    • Horário: 19h30 (horário de Brasília)
    • Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Corinthians x Athletico Paranaense pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre Corinthians e Athletico Paranaense terá transmissão ao vivo na CazéTV (YouTube), Record e Premiere.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui.

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Pedro Milans (Matheus Bidu); Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Kaio César e Yuri Alberto.
    • Técnico: Fernando Diniz.
  • Athletico Paranaense: Santos; Benavídez, Gilberto, Terán, Aguirre, e Claudinho; Jadson, Luiz Gustavo, Mendoza, Leozinho; Viveros.
    • Técnico: Odair Hellmann.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli (MG).
    • Auxiliares: Nailton Oliveira (CE) e Thiaggo Labes (SC).
    • VAR: Paulo Renato Coelho (RJ).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Corinthians e Athletico Paranaense na atual temporada:

O Corinthians ainda não foi derrotado desde a volta do Brasileirão 2026. A equipe de Fernando Diniz venceu o Remo por 3 a 0 e empatou com o Bahia em 1 a 1. Na nona colocação da competição, com 28 pontos, o Corinthians não perde há quatro jogos no Campeonato Brasileiro.

O Athletico Paranaense também vive boa fase na competição. Conseguindo o retorno para o Brasileirão Série A no ano passado, a equipe agora ocupa a terceira colocação com 36 pontos. Nos dois jogos após a pausa da Copa do Mundo, foram duas vitórias contra São Paulo e Internacional, respectivamente.

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Duas chuvas de meteoros atingem pico na mesma noite; saiba como ver

Duas chuvas de meteoros atingem seus picos de atividade entre esta quinta (30) e sexta-feira (31), segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO). O melhor horário para ver os meteoros da Alfa Capricornídeos e da Delta Aquáridas do Sul é entre 22h desta quinta e duas da manhã da sexta.

A Alfa Capricornídeos deve produzir cerca de cinco meteoros por hora, enquanto a estimativa para a Delta Aquáridas do Sul é de 25 meteoros por hora, considerando condições ideais de observação. 

Originada do cometa 169P/NEAT, a Alfa Capricornídeos começou em 3 de julho e deve se estender até 15 de agosto. Já a Delta Aquáridas do Sul, derivada do cometa P/2008 Y12 (SOHO), começou em 12 de julho e deve ocorrer até 23 de agosto.

Vai dar para observar chuvas de meteoros a olho nu, mas a Lua deve atrapalhar

Ambas as chuvas de meteoros poderão ser observadas a olho nu. No entanto, segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), a Lua Cheia dessa noite deve prejudicar bastante a visualização.

“Seu brilho ofusca os meteoros mais tênues”, explica o especialista, que também é membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital. “Ainda assim, essas chuvas, principalmente a Alfa Capricornídeos, costumam gerar meteoros mais luminosos e explosivos. Por isso, pode valer a pena ficar acordado para acompanhar o fenômeno.”

Dica de observação: não olhe diretamente para os pontos de origem (radiantes) nas constelações de Aquário e Capricórnio. Até porque a Lua estará na mesma direção e seu brilho acaba diminuindo a sensibilidade da nossa visão. O ideal é fugir da luminosidade da Lua e direcionar o olhar para regiões do céu a aproximadamente 30º ou 40º de distância desses pontos, onde os rastros deixados pelos meteoros são mais longos e visíveis.

Chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul registrada em Santa Catarina em 31 de julho de 2023
Chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul registrada em Santa Catarina em 31 de julho de 2023 – Jocimar Justino

O que são meteoros

De acordo com Zurita, um meteoro, popularmente conhecido como “estrela cadente”, nada mais é do que um fenômeno luminoso que ocorre quando um pequeno fragmento de rocha espacial atravessa a atmosfera da Terra em altíssima velocidade. 

“Quando isso ocorre, esse fragmento comprime e aquece muito rapidamente o gás atmosférico à sua frente, formando uma bolha de plasma (gás aquecido e ionizado) que brilha como uma lâmpada por um tempo muito curto, de uma fração de segundo a alguns poucos segundos”, explica o astrônomo.

Meteoros são fenômenos comuns e podem ser vistos com frequência em todas as noites. Em certas épocas do ano, no entanto, a Terra atravessa uma área do céu que possui uma quantidade maior de detritos deixados por cometas ou asteroides. Quando isso acontece, vários desses fragmentos atingem a atmosfera do planeta ao mesmo tempo, formando as chuvas de meteoros.

Chuva de meteoros Alfa Capricornídeos registrada em 2020
Chuva de meteoros Alfa Capricornídeos registrada em 2020 – Imagem: Thiago Boesing/BRAMON

Os meteoros de uma mesma chuva atravessam a atmosfera paralelamente uns aos outros. Isso porque seguem aproximadamente a mesma órbita do cometa ou asteroide que deu origem a eles. “Entretanto, devido ao efeito de perspectiva, para um observador na Terra, esses meteoros parecem se originar de um mesmo ponto no céu, chamado radiante”, explica Zurita.

A posição do radiante no céu é o que dá nome a cada chuva de meteoros. A Alfa Capricornídeos, por exemplo, é chamada assim porque seu radiante fica próximo à estrela mais brilhante (Alfa) da Constelação de Capricórnio. Já o radiante da Delta Aquáridas do Sul fica próximo à estrela Delta Aquarii, a quarta mais brilhante da Constelação do Aquário.

Como observar as chuvas de meteoros

O Brasil será privilegiado na observação desses dois eventos. A posição no céu dos radiantes de ambas as chuvas favorece a observação nas regiões tropicais do Hemisfério Sul, e a taxa de meteoros por hora não deve variar muito entre as regiões do país.

Não é necessário o uso de telescópios nem de qualquer outro instrumento óptico para observar chuvas de meteoros. Basta procurar um local adequado e olhar para o céu na hora certa. De acordo com o Observatório Nacional (ON), o melhor horário para testemunhar qualquer uma dessas duas chuvas de meteoros será entre meia-noite e o amanhecer.

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Vitória x Palmeiras: onde assistir, horário e escalações do jogo do Brasileirão

Nesta quarta-feira (29), Vitória e Palmeiras se enfrentam pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026. A bola rola às 21h30 (horário de Brasília) no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador (BA).

  • Vitória x Palmeiras:
    • Competição: Brasileirão 2026
    • Rodada: 20ª
    • Data: 29/07 (quarta-feira)
    • Horário: 21h30 (horário de Brasília)
    • Local: Estádio Manoel Barradas (Barradão), em Salvador (BA)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Vitória x Palmeiras?

O confronto entre Vitória e Palmeiras terá transmissão ao vivo pelo Premiere, no pay-per-view, GE TV, no YouTube e pela TV Globo.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui

Prováveis escalações e arbitragem

  • Vitória: Lucas Arcanjo; Jamerson, Cacá (Brítez), Luan Cândido e Ramon; Gabriel Baralhas, Zé Vítor e Emmanuel Martínez (Pochettino); Matheuzinho, Erick e Renê.
    • Técnico: Jair Ventura.
  • Palmeiras: Carlos Miguel; Gustavo Gómez, Murilo e Alexander Barboza; Giay, Marlon Freitas, Andreas Pereira, Maurício, Arias e Piquerez; Paulinho.
    • Técnico: Abel Ferreira.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Alex Gomes Stefano (RJ).
    • Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ).
    • VAR: Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira (MG).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes da partida.

Leia mais:

Vitória e Palmeiras no Brasileirão

Líder do Brasileirão com 44 pontos, o Palmeiras foi derrotado pelo Atlético-MG por 2 a 1, no último domingo (26), em São Paulo. O resultado surpreendeu e impediu o Verdão de ampliar a vantagem na liderança da competição.

O Vitória foi derrotado pelo Remo, no Mangueirão, em Belém, e perdeu duas posições na tabela do Brasileirão. Com o resultado, o Rubro-Negro baiano caiu para a 13ª colocação, somando 26 pontos.

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Internacional x Flamengo: onde assistir, horário e escalação do jogo do Brasileirão

Nesta quarta-feira (29), Internacional e Flamengo se enfrentam em duelo válido pela 21ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola para a partida às 19h30 (horário de Brasília) no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).

  • Internacional x Flamengo:
    • Competição: Campeonato Brasileiro (Brasileirão)
    • Rodada: 21ª
    • Data: 29/07 (quarta-feira)
    • Horário: 19h30 (horário de Brasília)
    • Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Internacional x Flamengo pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre  Internacional e Flamengo terá transmissão ao vivo no Amazon Prime.

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Internacional: Anthoni; Félix Torres, Maripán e Juninho; Vitinho, Bruno Gomes, Villagra e Matheus Bahia; Bernabéi, Carbonero e Alerrandro.
    • Técnico: Paulo Pezzolano.
  • Flamengo: Rossi; Emerson Royal, Vitão, Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Samuel Lino, Bruno Henrique e Pedro.
    • Técnico: Leonardo Jardim.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Matheus Candançan (SP).
    • Auxiliares: Guilherme Camilo (MG) e Evandro Lima (SP).
    • VAR: Diego Lopez (BA).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Internacional e Flamengo na atual temporada:

O Internacional ainda não venceu desde o retorno do Brasileirão 2026. Foram duas derrotas, para Cruzeiro e Athletico Paranaense. Os resultados se somam ao desempenho negativo antes da pausa para a Copa do Mundo de 2026: nos últimos cinco jogos, o Internacional venceu apenas uma partida e perdeu quatro. Na 16ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 21 pontos, a equipe é a primeira fora da zona de rebaixamento.

Já o Flamengo segue na busca pela liderança do Brasileirão. Com 38 pontos, a equipe comandada por Leonardo Jardim ocupa a segunda colocação na competição. Nos jogos disputados após a Copa do Mundo de 2026, o time carioca venceu a Chapecoense e empatou com o São Paulo.

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A asteroide que apagou os dinossauros era mais estranha do que se pensava

Uma investigação internacional identificou que o corpo celeste responsável pelo impacto de Chicxulub, associado ao desaparecimento dos dinossauros não aviários, tinha uma composição diferente da esperada por algumas teorias. A análise de metais preservados na camada geológica ligada ao fim do período Cretáceo indicou uma origem específica entre os asteroides conhecidos.

O estudo examinou assinaturas isotópicas de níquel encontradas em sedimentos espalhados pelo planeta na chamada fronteira KPg, marco que separa o Cretáceo do Paleógeno. Os resultados apontaram que o responsável pelo impacto era um condrito carbonáceo da rara classe Ornans, um tipo de meteorito pouco representado nas coleções terrestres.

A pesquisa, que contou com a participação do pesquisador Philippe Claeys, da Universidade da Colúmbia Britânica, foi divulgada na revista Science Advances. A descoberta reforça que a extinção ocorreu após a colisão com um asteroide incomum e distante, mas também coloca em dúvida o papel atribuído ao enxofre liberado pelo próprio objeto na devastação ambiental posterior.

A composição do visitante espacial que mudou a história da Terra

Imagens de radar revelam a topografia do anel de 180 km da Cratera de Chicxulub – Créditos: NASA/JPL-Caltech

Desde que o impacto de um grande corpo celeste foi apontado como a causa principal do desaparecimento dos dinossauros não aviários, cientistas tentam determinar exatamente que tipo de objeto atingiu o planeta. As principais possibilidades discutidas envolviam um asteroide ou um cometa, hipótese que continuou sendo defendida por parte dos astrônomos.

A nova investigação buscou restringir essa identificação por meio dos vestígios químicos deixados pelo impacto. Como o objeto foi praticamente destruído durante a colisão, apenas uma quantidade extremamente pequena de seu material permaneceu preservada na camada de argila associada ao evento.

O caminho encontrado pelos pesquisadores foi analisar a proporção entre cinco isótopos estáveis de níquel presentes nesses depósitos em diferentes locais do mundo. Essas marcas químicas funcionam como uma espécie de assinatura, permitindo comparar o material encontrado na Terra com diferentes grupos de meteoritos.

Os resultados indicaram correspondência com os condritos carbonáceos da classe Ornans. Esse grupo representa uma parcela pequena dos meteoritos conhecidos e se diferencia por apresentar características próprias, incluindo menor quantidade de elementos voláteis quando comparado a outras categorias de condritos carbonáceos.

Carbonáceos da classe Ornans definitivamente não são como os meteoritos comuns encontrados em coleções de museus”, afirmou Philippe Claeys, pesquisador da Universidade da Colúmbia Britânica e participante do estudo, em declaração divulgada pelos autores da pesquisa. O cientista explicou que esse tipo específico de material espacial possui quantidades menores de elementos como carbono, zinco, água e enxofre em relação a outros grupos já identificados.

Impacto do asteroide acabou com os dinossauros e com 75% da vida no planeta. Crédito: Elenarts – Shutterstock

A composição descoberta também trouxe novas perguntas sobre as consequências ambientais do impacto. Durante anos, modelos científicos atribuíram ao enxofre liberado pelo asteroide um papel central no bloqueio da luz solar, fenômeno associado ao resfriamento global e à morte de grande parte dos organismos.

Com a indicação de que o asteroide tinha pouco enxofre em sua composição, os pesquisadores passaram a considerar que outros materiais expelidos durante a colisão podem ter sido mais importantes para provocar os efeitos atmosféricos que seguiram o impacto.

Segundo Claeys, a nova identificação não muda a explicação principal para a extinção, já que a colisão continua sendo considerada o evento decisivo. A diferença está na interpretação sobre qual componente do impacto teria causado os efeitos mais severos.

Isso não altera nossa teoria sobre o que causou o evento de extinção, mas torna menos provável que o enxofre presente no impactador tenha sido o fator determinante”, declarou Claeys. De acordo com o pesquisador, a poeira fina lançada na atmosfera teria desempenhado o papel principal nesse processo.

Para o cientista, o fato de a Terra ter sido atingida por um objeto tão raro reforça o caráter excepcional do episódio. Na avaliação apresentada no estudo, os dinossauros não apenas enfrentaram uma colisão de grandes proporções, mas foram atingidos por um tipo de asteroide pouco comum.

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Santos x UCV: onde assistir, horário e escalação do jogo da Copa Sul-Americana

Nesta terça-feira (28), Santos e Universidad Central da Venezuela se enfrentam em duelo válido pelo jogo de volta dos playoffs da Copa Sul-Americana. A bola rola para a partida às 21h30 (horário de Brasília) na Vila Belmiro, em Santos (SP).

  • Santos x UCV:
    • Competição: Copa Sul-Americana 2026
    • Fase: Playoffs – repescagem (jogo de volta)
    • Data: 28/07 (terça-feira)
    • Horário: 21h30 (horário de Brasília)
    • Local: Vila Belmiro, em Santos (SP).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Santos x UCV?

O confronto entre Santos e Universidad Central da Venezuela terá transmissão ao vivo na TV aberta pelo SBT, na TV fechada pela ESPN e no streaming pelo Disney+.

Prováveis escalações:

  • Santos: Gabriel Brazão; Gabriel Menino, Lucas Veríssimo, Ananias e Gonzalo Escobar; Christian Oliva, Gabriel Bontempo e Rollheiser; Miguelito, Rony e Álvaro Barreal.
    • Técnico: Cuca.
  • Universidad Central: Schiavone; Kendrys Silva, Sole, Gonzalo Mottes e Cumana; Mosquera, Juan Zapata, Edwin Peraza e Samuel Sosa; Lugo e Alexander Granko.
    • Técnico: Daniel Sasso.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes da partida.

Leia mais:

Santos e Universidad Central na atual temporada:

O Santos retornou da pausa da Copa do Mundo 2026, com derrota para o Botafogo fora de casa. Na sequência, goleou o atual rival, UCV, por 4 a 1 na primeira partida do confronto. Novamente pelo Brasileirão, empatou em 2 a 2 com a Chapecoense.

Para a UCV, o confronto contra o Santos foi sua reestreia na temporada. Após a eliminação na fase de grupos da Libertadores, a equipe venezuelana precisa vencer a partida por mais de três gols para pelo menos levar o confronto à disputa de pênaltis. Quem avançar para as oitavas de final da Copa Sul-Americana, enfrentará o Macará (EQU).

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Rover da NASA encontra em Marte rochas de mais de 3,9 bilhões de anos

Pesquisadores identificaram em Marte evidências geológicas que remontam a mais de 3,9 bilhões de anos, preservadas em rochas localizadas nos arredores da Cratera Jezero. A descoberta foi feita pelo rover Perseverance, da NASA, e pode ajudar os cientistas a compreender um período da história do Sistema Solar que praticamente desapareceu da Terra devido à ação da tectônica de placas e da erosão.

As rochas analisadas foram encontradas na borda da Cratera Jezero, região que já despertava o interesse da comunidade científica por apresentar indícios de que abrigou um lago no passado. Segundo o estudo, no entanto, essas formações são ainda mais antigas do que a própria cratera, tornando-se o terreno mais antigo já investigado por um rover em Marte.

Formação preserva bilhões de anos da história marciana

A estrutura estudada é conhecida como membro Broom Point. Ela consiste em uma sequência de aproximadamente 75 metros de espessura, formada por diversas camadas de rochas acumuladas ao longo de um extenso período.

De acordo com os pesquisadores, essas camadas não surgiram em um único evento geológico. Elas foram construídas gradualmente a partir de detritos gerados por sucessivos impactos de asteroides durante um dos períodos mais violentos da história do Sistema Solar.

“Desde que deixou a cratera, o Perseverance vem explorando uma fronteira totalmente nova, tanto geográfica quanto geologicamente — um capítulo do tempo marciano que antecede a própria cratera”, afirmou, ao Earth.com, Ken Farley, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena (EUA).

O pesquisador destacou que Marte preservou registros que desapareceram da Terra. “Na Terra, nossa história geológica mais antiga foi fundamentalmente fragmentada, deformada e apagada pela tectônica de placas. Como Marte não possui tectônica de placas para reciclar sua crosta, esse registro antigo permanece intacto, oferecendo-nos um raro vislumbre de um período geológico que não existe em nosso próprio planeta.”

Rochas de cores vivas expostas na encosta de Marte
Rochas de cores vivas expostas na encosta, que se estendem do centro-esquerdo ao centro-direito da imagem, pertencem a uma formação que a equipe científica chama de “membro Broom Point”, uma pilha de rochas antigas com 75 metros de espessura – Imagem: NASA/JPL

Perseverance encontrou seis tipos diferentes de rochas

  • Após descer a borda oeste da Cratera Jezero no início de 2025, o Perseverance utilizou seus instrumentos científicos para examinar a formação Broom Point;
  • Durante a investigação, o rover identificou seis tipos distintos de rochas. Entre elas estavam brechas compostas por fragmentos de rochas quebradas misturados a finas camadas de poeira rochosa;
  • Alguns desses fragmentos apresentam pequenas cavidades deixadas por antigas bolhas de gás, indicando que já estiveram fundidos;
  • Os cientistas também encontraram grande quantidade de pequenas partículas escuras com aparência vítrea distribuídas por toda a formação;
  • Embora vulcões também possam produzir materiais semelhantes, os pesquisadores afirmam que isso normalmente não ocorre em volumes tão elevados, tornando os impactos de asteroides a hipótese mais provável;
  • Segundo o estudo, as maiores partículas possuem dimensões comparáveis ao material lançado na atmosfera pelo impacto do asteroide de Chicxulub, evento ocorrido há cerca de 66 milhões de anos que contribuiu para a extinção dos dinossauros na Terra.

Camadas indicam sucessivos impactos de asteroides

A repetição dos diferentes tipos de rochas levou os pesquisadores à conclusão de que a região foi atingida por diversos impactos ao longo do tempo, e não por uma única colisão de grandes proporções. Cada impacto teria depositado uma nova camada de detritos sobre as anteriores, formando a espessa sequência observada atualmente.

“As diferentes camadas de rocha são um registro de impactos de tamanhos variáveis ocorrendo a diferentes distâncias de onde essa sequência rochosa estava se acumulando. Alguns grandes impactos ocorreram muito longe, alguns pequenos impactos por perto. Todos os seus detritos acabaram caindo aqui, construindo esta espessa seção de rocha”, explicou Alex Jones, do Imperial College London (Reino Unido).

Os pesquisadores também identificaram indícios de que algumas camadas podem ter sido formadas por fluxos rápidos de detritos que se deslocavam próximos à superfície.

Na Terra, fenômenos semelhantes podem ocorrer quando material extremamente quente entra em contato com água ou gelo, produzindo grandes quantidades de vapor em pouco tempo. Segundo os cientistas, isso levanta a possibilidade de que água ou gelo tenham participado da formação dessas rochas em Marte.

Dois grandes impactos podem ter moldado a região

Outro aspecto que chamou a atenção da equipe foi a inclinação das camadas de rocha. Algumas delas apresentam ângulos superiores a 80 graus e hoje se encontram praticamente na posição vertical.

Os pesquisadores concluíram que o impacto responsável pela formação da Cratera Jezero, com cerca de 45 quilômetros de diâmetro, não seria suficiente para explicar essa deformação. A hipótese proposta é que a região tenha sido moldada por dois grandes impactos ocorridos em momentos distintos.

O primeiro deles teria formado a gigantesca Bacia Isidis, estrutura de aproximadamente 1.930 quilômetros de diâmetro, cuja colisão provavelmente inclinou e deformou as camadas originalmente horizontais.

Mais tarde, outro asteroide teria atingido a área, formando a Cratera Jezero e fragmentando as rochas já inclinadas, originando as formações observadas atualmente.

Imagens da fácies 5
Imagens da fácies 5, uma camada bem selecionada, com suporte de arcabouço e contendo esférulas, na estratigrafia de Broom Point. Isso indica impactos repetidos de asteroides na Cratera Jezero, em Marte – Imagem: NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS/L. Mehall

Amostras podem revelar a cronologia dos primeiros bilhões de anos

Para determinar quando esses eventos ocorreram, a equipe do Perseverance coletou duas amostras de núcleo de rocha, batizadas de Bell Island e Main River.

Caso uma futura missão consiga trazer esse material para a Terra, os pesquisadores poderão utilizar instrumentos laboratoriais para determinar com precisão a idade das rochas.

Essas análises também poderão ajudar a estimar com que frequência asteroides atingiam tanto Marte quanto a Terra primitiva.

Enquanto a maior parte desse registro desapareceu do nosso planeta devido à reciclagem constante da crosta terrestre pelas placas tectônicas, Marte preservou essas evidências graças à sua superfície muito mais antiga e menos alterada.

“Durante essa era violenta, não era chuva ou neve que caía do céu, mas um bombardeio quase constante de gotículas de rocha fundida e poeira pulverizada lançada por impactos de asteroides. Se conseguirmos determinar as idades dessas camadas, seria como ler um relatório meteorológico cósmico de 4 bilhões de anos atrás”, afirmou Alex Jones.

O estudo foi publicado pela American Geophysical Union (AGU).

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HBO Max: lançamentos da semana (27 de julho a 2 de agosto)

O Olhar Digital apresenta as novidades das plataformas de streaming no Brasil, incluindo os lançamentos da HBO Max. No período entre os dias 27 de julho e 2 de agosto de 2026, o serviço de assinatura recebe diferentes produções.

Nesta semana, a HBO Max estreia Presidente Curtis, nova animação ambientada no universo de Rick and Morty, e exibe o décimo e último episódio da nona temporada da série. Além disso, o streaming recebe novos filmes, realities e um novo episódio da terceira temporada de A Casa do Dragão.

Lançamentos da HBO Max de 27 de julho a 2 de agosto de 2026

Confira abaixo mais detalhes dos lançamentos da semana da HBO Max entre os dias 27 de julho e 2 de agosto de 2026:

Segunda-feira – 27/07

  • Presidente Curtis — Temporada 1, Episódio 1
    • Série | Original Adult Swim | Animação | Comédia | Ficção científica | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Ambientada no universo de Rick and Morty, a série acompanha o presidente Andre Curtis e sua excêntrica equipe enquanto enfrentam os tipos de crises com as quais Rick Sanchez jamais se daria ao trabalho de lidar. Entre missões de diplomacia interdimensional, investigações paranormais e fenômenos inexplicáveis, o grupo precisa resolver ameaças que colocam o planeta em risco.
  • Rick and Morty — Temporada 9, Episódio 10 (final da temporada)
    • Série | Original Adult Swim | Animação Adulta | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Este programa ensina a respeitar os mais velhos, mesmo que se trate de um alcoólatra perigoso, que vive em uma realidade paralela e que é o seu próprio avô. A série nº 1 do Adult Swim encerra sua nona temporada na HBO Max.
  • A Batalha dos 100 Cozinheiros (realities)

Quarta-feira – 29/07

  • Uma Noite com a Família Black (filmes)

Sexta-feira – 31/07

  • Clika (filmes)

Domingo – 02/08

  • A Casa do Dragão — Temporada 3, Episódio 7
    • Série | Original HBO | Drama | Fantasia | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • A terceira temporada de A Casa do Dragão continua acompanhando a Dança dos Dragões, conflito que coloca a rainha Rhaenyra Targaryen e o Conselho Negro frente a frente com o Conselho Verde, liderado pelo rei Aegon II. Baseada em Fogo e Sangue, de George R. R. Martin, a série mostra os acontecimentos que antecedem Game of Thrones.
    • No mesmo dia, a HBO Max também lança um novo episódio do podcast oficial da temporada, com análises, bastidores e entrevistas exclusivas com os roteiristas, elenco e equipe de produção.

Até o momento, a HBO Max ainda não divulgou a programação completa de estreias de agosto. Esta matéria será atualizada caso novos filmes, séries ou programas sejam confirmados para os dias 1º e 2 de agosto.

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