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A Microsoft anunciou uma mudança histórica na assinatura do Xbox Game Pass, reduzindo os valores mensais para ampliar sua base de usuários. No entanto, a estratégia traz um custo para os fãs de FPS: os novos títulos de Call of Duty não chegarão mais no catálogo no dia do lançamento. Essa reestruturação busca equilibrar a receita de vendas diretas com a acessibilidade do serviço de streaming.
Como fica o cronograma da assinatura do Xbox Game Pass?
De acordo com um comunicado oficial publicado pelo Xbox Wire, a empresa decidiu priorizar o volume de assinantes através de preços mais baixos. A decisão reflete uma mudança de postura após a aquisição da Activision, visando maximizar o lucro de grandes lançamentos antes de disponibilizá-los aos membros do serviço.
A nova dinâmica estabelece uma janela de exclusividade para compras avulsas, o que significa que o “Day One” para Call of Duty deixa de existir no modelo tradicional. Abaixo, detalhamos como essa transição será implementada para os usuários atuais e novos interessados no ecossistema da marca, focando na sustentabilidade do serviço.
💰 Redução de Preços: Mensalidades ficam mais baratas globalmente para atrair novos perfis de jogadores.
🔫 Fim do Day One: Títulos de Call of Duty terão janelas de venda obrigatórias antes de entrar no catálogo.
🔄 Conversão Automática: Assinaturas ativas serão atualizadas para o novo valor no próximo ciclo mensal de cobrança.
Quais são os benefícios desta nova política de preços?
A principal vantagem é a democratização do acesso, permitindo que mais pessoas experimentem centenas de títulos por um custo mensal reduzido. Em um cenário econômico instável, baixar o preço da porta de entrada é uma jogada agressiva para combater a rotatividade de clientes e fortalecer o engajamento de longo prazo dentro da plataforma Xbox.
Mesmo com a ausência de grandes estreias imediatas no gênero de tiro, o catálogo continua recheado com os jogos do Xbox Game Studios que ainda mantêm o lançamento simultâneo. Essa diferenciação cria categorias de peso dentro da biblioteca, onde alguns jogos são acessíveis na hora e outros exigem paciência ou a compra individual definitiva.
Economia imediata no custo fixo mensal de entretenimento digital.
Acesso garantido a mais de 400 jogos de diversos gêneros e produtoras.
Inclusão de benefícios do EA Play sem custo adicional no plano Ultimate.
Descontos exclusivos em DLCs e expansões para jogos instalados.
A nova política foca na economia mensal e no acesso a centenas de jogos – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Qual o novo valor da assinatura do Xbox Game Pass?
A tabela de preços foi simplificada para que o usuário consiga identificar rapidamente qual plano se encaixa melhor no seu bolso e nos seus dispositivos. É importante notar que a redução de preço atinge as versões de console, PC e a modalidade Ultimate, que segue sendo a opção mais completa e robusta oferecida pela Microsoft.
Com a mudança, o foco se desloca da novidade absoluta para a manutenção de uma biblioteca rotativa de alta qualidade técnica. Abaixo, preparamos uma comparação visual para que você entenda exatamente quanto vai pagar e quais os principais limites de cada modalidade após os ajustes estratégicos anunciados pela empresa nesta semana.
Plano de Assinatura
Novo Preço (EUA)
Call of Duty
Game Pass Ultimate
US$ 19,99
Pós-lançamento
PC Game Pass
US$ 9,99
Pós-lançamento
Game Pass Core
US$ 7,99
Não incluído
Por que Call of Duty saiu dos lançamentos simultâneos?
A razão é estritamente comercial, visando proteger as vendas massivas que a franquia gera em seu período de estreia global. Colocar um produto que vende dezenas de milhões de cópias a preço “zero” para assinantes estava criando um desafio financeiro difícil de justificar para os acionistas após a fusão bilionária com a Activision Blizzard.
Ao remover o Day One, a Microsoft incentiva a compra direta por quem deseja a experiência competitiva no primeiro minuto, enquanto usa o catálogo para dar sobrevida ao jogo meses depois. É um modelo híbrido que tenta capturar o máximo de receita possível em diferentes estágios do ciclo de vida de um título de alto orçamento.
O serviço ainda compensa para jogadores competitivos?
A resposta depende da sua prioridade entre economia financeira e imediatismo no cenário dos eSports atuais. Se você joga múltiplos títulos e não se importa em esperar alguns meses pelos novos mapas de Call of Duty, a redução de preço torna o serviço imbatível em termos de variedade, suporte técnico e custo-benefício.
No entanto, para os jogadores profissionais ou criadores de conteúdo que precisam estar na onda do lançamento, o custo total agora inclui a compra do jogo separadamente. A decisão final recai sobre quanto o jogador valoriza a exclusividade temporária frente a uma mensalidade mais amigável para o uso diário em casa.
Quanto custa tirar habilitação para caminhão em 2026 é uma dúvida comum entre quem busca novas oportunidades profissionais. Além disso, entender os custos envolvidos ajuda a evitar surpresas ao longo do processo. Portanto, conhecer taxas, etapas e exigências é essencial para um bom planejamento. Contudo, alguns fatores podem elevar o valor final de forma significativa.
Quanto custa tirar habilitação para caminhão em 2026 e o que encarece o processo?
Segundo dados do Senatran, o processo para obter a CNH categoria C envolve diversas etapas obrigatórias, como exames médicos, aulas práticas e taxas administrativas. Além disso, o custo total varia conforme o estado e a autoescola, podendo chegar a valores elevados no Brasil.
Esse valor pode aumentar devido a fatores como necessidade de aulas extras, reprovações e custos regionais. Contudo, candidatos que já possuem experiência na direção tendem a gastar menos ao longo do processo. Assim, planejamento financeiro é fundamental para evitar gastos inesperados.
📝 Matrícula: Inscrição na autoescola com abertura de processo.
🚛 Aulas práticas: Treinamento com veículo de carga.
✅ Prova final: Avaliação prática para obtenção da CNH.
Quais são as etapas para tirar habilitação de caminhão?
O processo começa com exames médicos e psicológicos obrigatórios. Além disso, o candidato precisa já possuir CNH categoria B e cumprir o tempo mínimo exigido. Portanto, essa etapa inicial garante que o motorista esteja apto física e mentalmente.
Depois disso, são realizadas aulas práticas específicas para condução de caminhões. Contudo, a carga horária pode variar conforme o desempenho do aluno. Assim, quanto mais rápido for o aprendizado, menor tende a ser o custo final.
Processo obrigatório envolve exames e taxas variando conforme estado e autoescola escolhida – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Quanto custa tirar habilitação para caminhão em diferentes situações?
O custo pode variar bastante dependendo da região e da autoescola escolhida. Além disso, cidades maiores tendem a apresentar preços mais altos devido à demanda e estrutura. Portanto, pesquisar antes de iniciar o processo pode gerar economia.
Outro fator relevante é a necessidade de aulas extras. Contudo, candidatos que precisam de mais prática acabam pagando valores adicionais. Assim, o custo final pode ultrapassar a média inicial prevista.
Situação
Custo médio
Observação
Processo básico
R$ 3.500
Sem aulas extras
Com aulas extras
R$ 4.500+
Maior prática necessária
Vale a pena investir na habilitação para caminhão?
A habilitação para caminhão pode abrir portas no mercado de trabalho. Além disso, a demanda por motoristas qualificados continua alta em diversas regiões. Portanto, o investimento tende a ter retorno ao longo do tempo.
Contudo, é importante avaliar custos e objetivos profissionais antes de iniciar o processo. Assim, com planejamento e dedicação, a habilitação pode se tornar um diferencial competitivo relevante.
Neste sábado (25), Botafogo e Internacional se enfrentam na 13ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola às 18h30 (horário de Brasília) no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF).
Onde assistir Botafogo x Internacional no Brasileirão?
O duelo entre Botafogo e Internacional será transmitido com exclusividade pelo streaming Amazon Prime Video.
Prováveis escalações e arbitragem
Botafogo: Neto; Vitinho, Ferraresi, Barboza e Alex Telles; Allan, Danilo e Edenilson; Matheus Martins, Júnior Santos e Arthur Cabral.
Técnico: Franclim Carvalho.
Internacional: Anthoni; Bruno Gomes, Mercado e Félix Torres; Allex, Villagra, Paulinho (Alan Patrick), Bruno Henrique e Bernabei; Carbonero e Alerrandro.
Técnico: Paulo Pezzolano.
As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.
O Botafogo vem de quatro rodadas invicto no Brasileirão, com três vitórias e um empate, e está na 9ª posição da tabela, com 16 pontos. No meio da semana, o Glorioso venceu a Chapecoense por 1×0 na Copa do Brasil.
Do outro lado, o Internacional vem de derrota por 2×1 para o Mirassol no Brasileirão e está em 14º lugar, com 13 pontos. No meio da semana, o Colorado venceu o Athletic por 2×1 na Copa do Brasil.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou um alerta diplomático global sobre supostos esforços generalizados de empresas chinesas, incluindo a startup de inteligência artificial (IA) DeepSeek, para roubar propriedade intelectual de laboratórios estadunidenses de IA, segundo documento diplomático obtido pela Reuters.
O documento afirma que seu propósito é “alertar sobre os riscos de utilizar modelos de IA destilados de modelos proprietários dos EUA e estabelecer as bases para possível acompanhamento e contato do governo americano”.
Processo de destilação e acusações
A destilação é o processo de treinar modelos menores de IA usando saídas de modelos maiores e mais caros como parte de um esforço para reduzir os custos de treinamento de uma nova ferramenta poderosa de IA. A DeepSeek, startup chinesa cujo modelo de baixo custo surpreendeu o mundo no ano passado, lançou na sexta-feira uma prévia de um novo modelo altamente antecipado, adaptado para a tecnologia de chips Huawei, destacando a crescente autonomia da China no setor.
O cabo também mencionou as empresas chinesas de IA Moonshot AI e MiniMax. O Departamento de Estado, a DeepSeek e a Embaixada Chinesa em Washington não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
DeepSeek, que deixou o mundo da IA de queixo caído, estaria envolvida na atividade – Imagem: Mojahid Mottakin/Shutterstock
Resposta Chinesa e Contexto Diplomático
Esta semana, a Casa Branca fez acusações similares, que a Embaixada Chinesa em Washington chamou de “alegações infundadas”, acrescentando que Pequim “atribui grande importância à proteção dos direitos de propriedade intelectual”.
O cabo, datado de sexta-feira e enviado a postos diplomáticos e consulares ao redor do mundo, instrui funcionários diplomáticos a falar com suas contrapartes estrangeiras sobre “preocupações com a extração e destilação de modelos de IA dos EUA por adversários”.
“Um pedido e uma mensagem de protesto separados foram enviados a Pequim para serem discutidos com a China”, afirma o documento. Ele, que não foi reportado anteriormente, sinaliza que a administração Trump está levando a sério as crescentes preocupações sobre a destilação chinesa de modelos estadunidenses de IA.
“Modelos de IA desenvolvidos a partir de campanhas de destilação sub-reptícias e não autorizadas permitem que atores estrangeiros lancem produtos que parecem ter desempenho comparável em benchmarks selecionados por uma fração do custo, mas não replicam o desempenho completo do sistema original”, disse o documento, acrescentando que as campanhas também “deliberadamente removem protocolos de segurança dos modelos resultantes e desfazem mecanismos que garantem que esses modelos de IA sejam ideologicamente neutros e busquem a verdade”.
Advertências anteriores da OpenAI
A OpenAI alertou legisladores estadunidenses que a DeepSeek estava mirando a fabricante do ChatGPT e as principais empresas de IA do país para replicar modelos e usá-los para seu próprio treinamento, reportou a Reuters em fevereiro.
O memorando e o documento de acompanhamento, divulgados apenas semanas antes de o presidente estadunidense Donald Trump visitar o presidente chinês Xi Jinping em Pequim, prometem elevar as tensões em uma guerra tecnológica de longa data entre as superpotências rivais, que havia sido diminuída por uma distensão negociada em outubro passado.
A disputa global por semicondutores deixou de ser um tema restrito à indústria de tecnologia para ocupar o centro das decisões estratégicas de governos ao redor do mundo. Presentes em praticamente todos os dispositivos eletrônicos — de smartphones e carros a data centers e sistemas de inteligência artificial — os chips se tornaram um dos principais pilares da economia digital e da infraestrutura tecnológica contemporânea.
Nos últimos anos, essa importância ganhou ainda mais evidência diante de crises de abastecimento, tensões geopolíticas e uma demanda crescente impulsionada por novas tecnologias. A concentração da produção em poucos países, especialmente na Ásia, expôs vulnerabilidades na cadeia global e levou diferentes nações a repensarem suas estratégias industriais. Ao mesmo tempo, os investimentos no setor se multiplicaram, com planos bilionários voltados à expansão da capacidade produtiva e à redução da dependência externa.
Nesse cenário, qual é o papel do Brasil na indústria de semicondutores? O país ainda não participa da fabricação de chips avançados, mas mantém presença em etapas específicas da cadeia e busca ampliar sua atuação em um setor considerado estratégico para o desenvolvimento tecnológico e econômico.
Para entender onde o Brasil está hoje e quais são as possibilidades de avanço, o Olhar Digital conversou com o presidente do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC), Augusto Gadelha, e com a diretora de Negócios da empresa pública federal, Edelweis Ritt. Na entrevista, eles detalham a posição do país na cadeia global, explicam os desafios estruturais do setor e apresentam as estratégias em curso para tentar inserir o Brasil de forma mais competitiva nessa indústria.
Olhar Digital: Como vocês enxergam hoje a posição do Brasil nessa cadeia global de semicondutores?
Augusto Gadelha:
“O setor de semicondutores é extremamente complexo e de altíssima tecnologia. Produzir semicondutores, principalmente os de fronteira, exige conhecimento tecnológico muito avançado, recursos humanos altamente qualificados e um maquinário de altíssima complexidade — e muito caro. Não é uma coisa barata.”
Hoje, a fabricação de semicondutores está concentrada em poucos países. Quando falamos das tecnologias mais avançadas, essa produção está principalmente na Ásia, com destaque para Taiwan e Coreia do Sul. Nos Estados Unidos, que já chegaram a ter 80% ou 90% do mercado mundial, hoje essa participação é bem menor.
O Brasil está começando a se inserir em algumas etapas. Temos iniciativas na área de encapsulamento e outros projetos, mas ainda dependemos do exterior para a fabricação dos chips em si.
Edelweis Ritt:
O Brasil tem feito tentativas há bastante tempo de entrar nessa cadeia, inclusive com a criação do Ceitec. E essa indústria deve passar por uma transformação importante, porque estamos falando de um setor que pode chegar a 1 trilhão de dólares nos próximos anos.
Com o crescimento da demanda, especialmente com inteligência artificial, é difícil imaginar que essa produção continue concentrada em poucos lugares. Deve haver uma descentralização, e o Brasil pode se posicionar como uma alternativa para receber parte desses investimentos.
Hoje já temos uma indústria de semicondutores na parte de encapsulamento, com alguns players atuando no país. O próximo passo é ampliar essa presença e atrair mais investimentos para outras etapas da cadeia.
Olhar Digital: O Ceitec busca avançar em qual etapa da cadeia de semicondutores no país?
Augusto Gadelha:
A nossa busca é termos a competência para começar a fabricar chips. É importante entender que não existe ‘um tipo de chip’. São várias tecnologias, várias aplicações e diferentes níveis de complexidade.
O que estamos fazendo no Ceitec é trabalhar na possibilidade de fabricar um tipo de semicondutor que seja viável comercialmente para o Brasil. Isso permite sustentar a operação e, ao mesmo tempo, abrir espaço para atrair investimentos e criar uma cadeia de negócios no país.
Nós estamos focando, neste momento, em semicondutores de potência. São chips usados, por exemplo, em automóveis elétricos, geração de energia eólica e solar e motores elétricos. É uma área importante e que está em crescimento.
Isso também contribui para a formação de recursos humanos e para o desenvolvimento de novas empresas. Já vimos isso acontecer: empresas surgiram a partir do ecossistema criado em torno do Ceitec.
Edelweis Ritt:
O nosso foco principal é a fabricação do wafer, que é a base onde os chips são produzidos. Hoje, temos a única fábrica de wafer com capacidade produtiva na América do Sul.
Também vamos atuar, em certa medida, na parte de design e na etapa final do processo, mas o objetivo principal é dominar a fabricação.
Mesmo no caso dos semicondutores de potência, existe um trabalho de design envolvido. E essa é uma área em que ainda temos pouca atuação no Brasil, especialmente para esse tipo específico de tecnologia.
Além disso, também temos uma atuação em pesquisa e desenvolvimento. Como beneficiários do PADIS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores), somos obrigados a investir parte do faturamento em inovação, o que ajuda a impulsionar esse ecossistema.
Desenvolver a indústria de chips é um objetivo de longo prazo. Imagem: Mahir Asadli/Shutterstock
Olhar Digital: O que hoje trava o avanço do Brasil nessa tentativa de entrar de forma mais relevante na indústria de semicondutores?
Augusto Gadelha:
O principal fator é o custo. É um setor que exige investimentos muito elevados. Além disso, ainda temos uma carência de recursos humanos especializados — e isso só se resolve com investimento contínuo.
Mas, acima de tudo, é uma questão de decisão estratégica. Países que avançaram nessa área, como Coreia do Sul, Taiwan e, mais recentemente, China e Índia, tiveram uma vontade clara de Estado de desenvolver essa indústria.
E isso precisa ser uma política de longo prazo. Não pode ser uma política de governo de quatro anos. Estamos falando de projetos que levam 15, 20 anos ou mais para amadurecer.
Nos Estados Unidos, por exemplo, houve o Chips Act, com mais de 50 bilhões de dólares direcionados só para a indústria de semicondutores, além de investimentos em formação de mão de obra.
Edelweis Ritt:
Existe também a questão do mercado. Para uma fábrica se sustentar, ela precisa ter escala e acesso a mercados, muitas vezes internacionais.
O Brasil importa bilhões de dólares em semicondutores, mas são muitos tipos diferentes. Não dá para produzir tudo em uma única fábrica. Cada unidade produtiva precisa ser especializada.
Além disso, é preciso construir credibilidade. Isso leva tempo. Não é só instalar uma fábrica — é desenvolver tecnologia, qualidade e capacidade de competir globalmente.
Por outro lado, como a indústria está crescendo muito, isso também abre espaço para novos players entrarem. E isso pode ser uma oportunidade para o Brasil.
Olhar Digital: Diante desse cenário, qual é o caminho para o Brasil ganhar espaço na indústria de semicondutores?
Augusto Gadelha:
Existe um exemplo clássico que ajuda a entender esse processo, que é a Embraer. No início, ninguém acreditava que o Brasil poderia ter uma indústria aeronáutica competitiva. Mas houve persistência, investimento e formação de recursos humanos ao longo de décadas.
Na área de semicondutores, a lógica é semelhante. É um setor complexo, que exige qualificação elevada e investimentos contínuos. Não existe retorno no curto prazo.
O Brasil precisa entender que esse é um projeto de longo prazo. Não é algo que vai gerar resultado em dois ou três anos. Mas, com consistência, é possível construir uma posição relevante.
O nosso mercado não pode ser apenas interno. A indústria de semicondutores é global. Para competir, precisamos estar inseridos em mercados internacionais.
Edelweis Ritt:
Essa indústria está crescendo muito rapidamente, impulsionada por novas aplicações, especialmente com inteligência artificial. Isso tende a aumentar o número de players e abrir espaço para novos países.
O Brasil já tem alguns pontos positivos. Temos energia limpa, proximidade com grandes mercados e capacidade de formar mão de obra qualificada.
Se conseguirmos estruturar esse ecossistema — com indústria, pesquisa e formação — existe potencial para atrair empresas e investimentos.
É um processo gradual, mas que pode ganhar escala à medida que o mercado global continua se expandindo.
Augusto Gadelha:
Hoje, nós temos várias casas de design no Brasil, que são empresas voltadas ao projeto de semicondutores. Essa é uma etapa importante da cadeia.
Também temos presença na parte de encapsulamento, que é a fase final do processo, quando o chip já fabricado é preparado para ser integrado a outros componentes eletrônicos.”
O grande ponto é que ainda não temos a fabricação do chip em si em escala comercial. Isso faz com que precisemos enviar esses projetos para fora do país para serem produzidos.
A proposta do Ceitec é justamente avançar nessa etapa intermediária, que é a fabricação.
China e Estados Unidos têm protagonismo na chamada “Guerra dos Chips”. Imagem: William Potter/Shutterstock
Edelweis Ritt:
A gente conseguiu desenvolver uma indústria de encapsulamento no Brasil, com alguns players já estabelecidos. Essa indústria já movimenta bilhões de reais.
Além disso, temos uma base de conhecimento na área de design, formada ao longo dos anos com investimentos em capacitação.
O desafio agora é conectar essas pontas e avançar na parte produtiva, especialmente na fabricação.
E isso não significa fazer tudo. A indústria de semicondutores é altamente especializada. Cada país e cada empresa atua em nichos específicos.
Augusto Gadelha:
A cadeia de semicondutores pode ser dividida em três grandes etapas: o design, a fabricação e o encapsulamento. O Brasil já atua nas duas pontas — projeto e encapsulamento — e está buscando avançar na etapa central, que é a fabricação.
Se conseguirmos consolidar essa etapa, abrimos caminho para criar uma cadeia mais completa dentro do país.
Olhar Digital: Como vocês enxergam o papel do Brasil nessa indústria daqui para frente?
Edelweis Ritt:
Eu acredito que o Brasil tem potencial para ter essa indústria, principalmente porque já houve investimento na formação de mão de obra ao longo dos anos, especialmente na área de design.
A gente já viu que, quando você cria um ecossistema, as empresas vêm atrás dessa mão de obra. Isso aconteceu aqui no Rio Grande do Sul: empresas internacionais vieram para absorver profissionais formados no país.
Então, se conseguirmos estruturar esse ambiente — com indústria, pesquisa e formação — existe uma tendência de atração de novos investimentos.
Augusto Gadelha:
Nós tivemos aqui no Ceitec um dos maiores centros de design do país. Quando esses profissionais foram desligados em um determinado momento, duas empresas estrangeiras se instalaram no Rio Grande do Sul para absorver essa mão de obra.
Isso mostra que o Brasil tem capacidade técnica. O que falta é continuidade e investimento.
O país pode crescer nessa área, mas precisa de vontade política e persistência. Não pode ser uma iniciativa pontual.
Em dois anos, já podemos começar a produzir. Mas para ganhar relevância global, é um processo gradual, que leva anos.
O importante é entender que os semicondutores são a base de praticamente tudo na sociedade moderna. Dominar essa tecnologia é fundamental para o desenvolvimento do país.
Olhar Digital: Por que o Brasil ainda não produz chips mais avançados, como os utilizados em inteligência artificial?
Augusto Gadelha:
O Brasil começou a se movimentar nessa área ainda nos anos 1970. Já existiam iniciativas em universidades e tentativas de desenvolver essa indústria.
O que talvez tenha faltado foi perceber, naquele momento, o quanto os semicondutores se tornariam estratégicos no futuro. Outros países fizeram essa aposta como prioridade nacional.
Taiwan, por exemplo, tinha um nível de desenvolvimento parecido com o do Brasil em determinado momento. Mas houve uma decisão clara de investir nesse setor de forma consistente.
Hoje, estamos falando de uma indústria extremamente cara, que exige investimentos de bilhões de dólares. Não é algo que se constrói rapidamente.
Edelweis Ritt:
Também tem a questão da escala. No início, a demanda por semicondutores era muito menor e mais concentrada em poucos setores.
Com o tempo, os chips passaram a estar em praticamente tudo — carros, eletrodomésticos, sistemas industriais. Essa expansão aumentou a necessidade de produção e também a complexidade da indústria.
Hoje, para competir na fronteira tecnológica, é preciso ter escala, especialização e acesso a mercados globais.
Mas, ao mesmo tempo, esse crescimento também abre espaço para novos participantes, especialmente em áreas específicas da cadeia.
Augusto Gadelha:
Tudo hoje envolve semicondutores. Da câmera ao celular, do carro aos sistemas industriais. Isso só tende a crescer.
Por isso, é importante que o Brasil participe desse processo, mesmo que inicialmente em áreas específicas, e vá avançando gradualmente.
Olhar Digital: Na prática, como o Ceitec pretende atuar nos próximos anos?
Augusto Gadelha:
Neste momento, o Ceitec está focado em adquirir a capacidade tecnológica para fabricar semicondutores no Brasil. Isso envolve aprender todo o processo — desde os insumos até a produção final do chip.
Escolhemos trabalhar com a tecnologia de carbeto de silício, voltada para aplicações de eficiência energética. É uma área relevante e ainda em desenvolvimento no mundo, o que abre espaço para o Brasil entrar.
A ideia é dominar esse processo, formar recursos humanos e, a partir disso, começar a produzir chips comercialmente.
No primeiro momento, buscamos atender o mercado nacional. Depois, à medida que tivermos produtos competitivos, podemos avançar para o mercado internacional.
Também estamos buscando parcerias com empresas estrangeiras para transferência de tecnologia e aceleração desse processo.
Edelweis Ritt:
O Ceitec é uma empresa e, como tal, precisa atuar de forma sustentável. Isso significa produzir, gerar receita e, ao mesmo tempo, investir em inovação.
Então, nossa atuação combina produção industrial com pesquisa e desenvolvimento, além de parcerias estratégicas.
É um modelo que busca equilibrar curto prazo — com geração de receita — e longo prazo, com desenvolvimento tecnológico.
Olhar Digital: Programas como o Redata podem influenciar o desenvolvimento da indústria de semicondutores no Brasil?
Augusto Gadelha:
O Redata é uma iniciativa importante, especialmente pela expansão dos data centers. Esses centros demandam não apenas processadores, mas também uma grande quantidade de semicondutores de potência.
O principal desafio dos data centers hoje é energético — fornecimento e eficiência. E é justamente nessa área que podemos contribuir.
O Ceitec não vai produzir processadores para esses sistemas, mas pode atuar nos componentes ligados à eficiência energética, que são fundamentais para o funcionamento desses centros.
Edelweis Ritt:
A gente vê o Redata como uma oportunidade de estimular a demanda interna. Isso é importante porque ajuda a dar escala para a indústria nacional.
Se não há demanda local, as empresas precisam depender exclusivamente de exportação, o que torna o processo mais difícil.
Por isso, iniciativas que valorizem o que é produzido no Brasil podem ajudar a impulsionar toda a cadeia.
E, no nosso caso, os semicondutores de potência podem ser uma peça importante dentro desse ecossistema de data centers.
Olhar Digital: De que forma o cenário global impacta as escolhas feitas pelo Brasil e pelo Ceitec?
Augusto Gadelha:
O mercado de semicondutores é internacionalizado. Nenhum país produz apenas para si. Taiwan não produz só para Taiwan, a Coreia não produz só para a Coreia.
Isso significa que, desde o início, precisamos pensar em competitividade global. Não adianta criar uma indústria voltada apenas para o mercado interno.
A especialização é uma característica desse setor. Cada empresa, cada país, acaba focando em determinados tipos de semicondutores.
Por isso, nossa estratégia é escolher áreas em que possamos ser competitivos e crescer a partir delas.
Edelweis Ritt:
A indústria foi se tornando cada vez mais especializada ao longo do tempo. Existem fábricas focadas em memória, outras em processadores, outras em semicondutores de potência.
Isso também define como novos players entram no mercado. Ninguém começa fazendo tudo.
O crescimento da demanda global abre espaço para essa especialização. E é isso que pode permitir que países como o Brasil encontrem seu espaço.
Mas, para isso, é preciso estar conectado ao mercado internacional, tanto para vender quanto para aprender e evoluir tecnologicamente.
Olhar Digital: Por que investir em semicondutores é considerado estratégico hoje?
Augusto Gadelha:
Hoje, praticamente tudo envolve semicondutores. A câmera, o celular, o computador, o carro — tudo depende disso.
Não existe inteligência artificial sem semicondutores. Não existe computação sem semicondutores. Eles são a base de toda a tecnologia moderna.
Por isso, dominar essa tecnologia é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país.
Se o Brasil quiser ter autonomia tecnológica e crescer economicamente, precisa estar inserido nesse setor.
Edelweis Ritt:
Essa é uma indústria que só tende a crescer. Estamos falando de um mercado que pode chegar a 1 trilhão de dólares nos próximos anos.
E, com a expansão da inteligência artificial e de outras tecnologias, a demanda por semicondutores vai continuar aumentando.
Isso abre oportunidades, mas também exige planejamento de longo prazo.
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O Olhar Digital News vai ao ar de segunda a sexta-feira nas nossas redes sociais!
Elon Musk, CEO da Tesla, anunciou, na quarta-feira (22), que a montadora de veículos elétricos planeja usar o processo de fabricação 14A de próxima geração da Intel para produzir chips em seu projeto Terafab, complexo avançado de chips de inteligência artificial (IA) que Musk vislumbra para o Texas (EUA).
O contrato marcaria o primeiro grande cliente da Intel para a tecnologia 14A, representando avanço significativo para a fabricante de chips, que tem enfrentado dificuldades para estabelecer seu negócio de manufatura por contrato, essencial para competir com a rival TSMC.
Projeto Terafab
A SpaceX, sua unidade xAI e a Tesla construirão duas fábricas avançadas de chips em uma vasta instalação em Austin, Texas. Uma será usada em veículos Tesla e robôs humanoides Optimus, enquanto outra será projetada para data centers de IA no espaço;
“Ou construímos o Terafab ou não temos os chips“, disse Musk durante apresentação em Austin em março, acrescentando que a produção global atual de chips atenderia apenas uma pequena fração das necessidades futuras de suas empresas;
Musk disse que era grato aos fornecedores de chips existentes, citando Samsung, TSMC e Micron, mas afirmou que a demanda de suas empresas eventualmente excederia a produção global total de chips;
Ele não forneceu cronograma para o projeto e tem histórico de anunciar projetos altamente ambiciosos, embora vários tenham enfrentado atrasos ou sido abandonados.
Musk disse ainda que o Terafab lidará com cada etapa da produção de chips, incluindo o design. Na teleconferência de resultados da Tesla realizada nesta quarta-feira (22), Musk afirmou que os detalhes da implementação do Terafab ainda estão sendo definidos.
No curto prazo, a Tesla construirá o laboratório de pesquisa em seu campus Giga Texas, na área de Austin. A iniciativa deve custar cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) e ser “capaz de talvez algumas milhares de wafers por mês, mas é realmente destinada a testar ideias”, disse Musk.
“O que descobrimos até agora é a Tesla fazendo o laboratório de pesquisa e a SpaceX fazendo a parte inicial do Terafab em grande escala. E temos que descobrir o resto”, disse ele.
O Terafab eventualmente produzirá um terawatt de capacidade computacional por ano, comparado com cerca de 0,5 terawatt atualmente gerado nos Estados Unidos, disse Musk em março. Construir capacidade suficiente para alimentar um terawatt de computação anual custaria entre US$ 5 trilhões e US$ 13 trilhões (R$ 25,1 trilhões/R$ 65,4 trilhões) em gastos de capital, segundo estimativas da Bernstein.
CEO da Intel, Lip-Bu Tan recebeu Elon Musk na sede da big tech – Imagem: Reprodução/X/Intel
Musk disse que, quando o Terafab expandir, o processo de fabricação 14A da Intel “provavelmente estará bastante maduro ou pronto para uso” e “parece a decisão certa“.
A equipe de Musk entrou em contato com fornecedores da indústria de chips, incluindo Applied Materials, Tokyo Electron e Lam Research, além da Samsung, para o projeto Terafab, segundo a Bloomberg.
A equipe buscou cotações de preços e prazos de entrega para uma variedade de equipamentos de fabricação de chips, relatou a Bloomberg na semana passada, acrescentando que, nas últimas semanas, entrou em contato com fabricantes de fotomáscaras, substratos, gravadores, depositores, dispositivos de limpeza, testadores e outras ferramentas.
A Reutersinformou que a SpaceX planeja fazer suas próprias unidades de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês), os chips no centro do treinamento de modelos de IA.
As incógnitas
Embora Musk tenha dito que o Terafab visaria chips para carros, robôs humanoides e data centers espaciais, muitos detalhes são desconhecidos, como quem pagará pelos caros equipamentos de fabricação de chips, quem operará a fábrica e quando entrará em operação.
A União Europeia aprovou uma nova regulamentação que promete revolucionar a indústria de dispositivos móveis nos próximos anos. A obrigatoriedade de baterias substituíveis em smartphones visa facilitar o reparo por parte dos próprios consumidores. Essa mudança histórica busca reduzir o lixo eletrônico e aumentar consideravelmente a vida útil dos aparelhos de todos os usuários.
Como funcionará a transição para as baterias substituíveis em smartphones?
De acordo com o Regulamento (UE) 2023/1542 da União Europeia, os fabricantes terão um prazo de adaptação para redesenhar seus produtos. A medida foca na sustentabilidade e no fortalecimento do direito ao reparo, permitindo que qualquer pessoa troque a peça sem ferramentas profissionais.
Os smartphones atuais são selados, o que exige ferramentas complexas e calor para qualquer manutenção interna básica. Com a nova regra, o acesso ao componente interno deve ser simples e intuitivo para o usuário comum, permitindo a substituição em poucos segundos ou minutos.
📅 2024 – 2026: As empresas de tecnologia começam a redesenhar o hardware para facilitar o acesso manual.
🏗️ 2027: Todos os novos modelos vendidos na Europa devem possuir baterias facilmente removíveis.
♻️ 2030: Meta de reciclagem de lítio e cobalto atinge níveis máximos de eficiência na indústria.
Quais são os principais benefícios para o consumidor final?
A principal vantagem reside na economia financeira direta, já que o usuário não precisará descartar um aparelho funcional apenas por desgaste químico da fonte de energia. O custo de uma peça nova comprada avulsa é infinitamente menor do que o valor de um smartphone inédito no mercado.
Além disso, a autonomia do usuário aumenta, permitindo que baterias extras sejam carregadas e trocadas rapidamente durante viagens ou longos períodos longe de tomadas. Confira abaixo os pontos positivos essenciais que essa mudança estrutural trará para o seu cotidiano tecnológico.
Maior longevidade: Aparelhos duram 5 anos ou mais com o desempenho original da bateria.
Redução de custos: Eliminação de taxas de serviço em assistências técnicas especializadas.
Menor impacto ambiental: Redução drástica do descarte incorreto de dispositivos eletrônicos.
Independência: O usuário tem total controle sobre a manutenção básica do seu próprio bem.
Fabricantes terão prazo até 2027 para adaptar hardware e permitir troca manual – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
A medida de baterias substituíveis em smartphones afeta marcas globais?
Embora a lei seja restrita ao território europeu, o impacto será global, pois as fabricantes dificilmente manterão linhas de produção totalmente distintas para diferentes mercados. Gigantes como Apple e Samsung precisarão adaptar o design interno de seus principais modelos globais.
A padronização facilita a logística e garante que o padrão de qualidade europeu se torne a norma mundial para a indústria tecnológica. Veja a comparação direta entre o modelo de fabricação atual e o futuro regulamentado na tabela detalhada a seguir.
Característica
Modelo Atual (Selado)
Modelo 2027 (Removível)
Manutenção
Requer técnico especializado
Realizada pelo proprietário
Resistência à água
Alta (Certificação IP68)
Novas tecnologias de vedação
Vida Útil
Limitada pela bateria (2-3 anos)
Estendida pelo reparo fácil
O que muda no design dos aparelhos modernos?
Para garantir que os dispositivos voltem a ter tampas removíveis sem perder a resistência à água e poeira, os engenheiros enfrentarão desafios técnicos significativos. O objetivo central é manter a estética slim e premium que os consumidores atuais tanto apreciam nos aparelhos topo de linha.
Espera-se que novas tecnologias de vedação emborrachada e encaixes modulares inovadores surjam para atender às exigências legais sem comprometer a durabilidade. O design deixará de ser focado apenas na aparência externa para priorizar a funcionalidade de acesso interno.
Como a sustentabilidade impulsiona esta nova legislação?
O volume de lixo eletrônico gerado anualmente atinge níveis alarmantes, e a dificuldade de reciclagem de componentes colados é um dos maiores entraves para a economia circular. A lei obriga uma taxa mínima de recuperação de materiais valiosos como o lítio e o cobalto.
Ao incentivar o reparo em vez da substituição total do produto, a Europa lidera um movimento que prioriza o meio ambiente sobre o consumo desenfreado. Essa visão estratégica força a indústria a ser mais responsável com os recursos finitos do planeta Terra.
Nesta quarta-feira (22), Goiás e Cruzeiro se enfrentam pelo jogo de ida 5ª rodada da Copa do Brasil. A bola rola às 19h00 (horário de Brasília) no Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO).
O Goiás começou a Copa do Brasil na 2ª rodada. Para chegar até aqui, a equipe catarinense precisou superar o Gama (2×2 no tempo normal, 5×4 nos pênaltis), o Fluminense-PI (3×0) e o Maringá (1×0).
Já o Cruzeiro estreia na competição nesta 5ª rodada.
A Microsoft deve enfrentar um processo coletivo de US$ 2,8 bilhões (R$ 14 bilhões) que alega cobrança excessiva de milhares de empresas britânicas pelo uso do Windows Server em serviços de computação em nuvem fornecidos pela Amazon, Google e Alibaba, decidiu um tribunal de Londres nesta terça-feira (21).
A advogada de concorrência Maria Luisa Stasi está movendo o caso em nome de quase 60 mil empresas que executam o Windows Server em plataformas de nuvem rivais.
Seus advogados argumentaram em audiência no ano passado que as empresas foram cobradas excessivamente porque a Microsoft cobra preços no atacado mais altos para o Windows Server do que para usuários do Azure, custos que são repassados aos clientes e tornam o Azure mais barato que o AWS da Amazon ou o Google Cloud.
A Microsoft alegou que o caso de Stasi falhou em estabelecer um método viável para calcular as supostas perdas e deveria ser arquivado. Mas o Tribunal de Apelação de Concorrência de Londres certificou o caso para prosseguir rumo ao julgamento, um passo inicial no processo.
Uso do Windows Server em serviços de computação em nuvem fornecidos pela Amazon, Google e Alibaba pode custar bilhões à empresa cofundada por Bill Gates – Imagem: Reprodução
Stasi disse em declaração que a decisão foi “um momento importante para as milhares de organizações impactadas pela conduta da Microsoft”.
A Microsoft argumentou na audiência do ano passado que seu modelo de negócios verticalmente integrado — usando o Windows Server como entrada para o Azure enquanto também o licencia para rivais — pode beneficiar a concorrência;
Reguladores no Reino Unido, Europa e Estados Unidos estão examinando separadamente as práticas da Microsoft e outras empresas na computação em nuvem;
Em julho passado, um grupo de inquérito da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA, na sigla em inglês) disse que as práticas de licenciamento da Microsoft reduziram a concorrência para serviços de nuvem “ao desavantajar materialmente a AWS e o Google”;
A Microsoft disse na época que o relatório havia ignorado que “o mercado de nuvem nunca foi tão dinâmico e competitivo“. No mês passado, a CMA disse que investigaria novamente as práticas de licenciamento de software da Microsoft no mercado de nuvem.
A big tech não respondeu a um pedido de comentário feito pela Reuters.
Nesta terça-feira (21), São Paulo e Juventude se enfrentam na 5ª rodada da Copa do Brasil. A bola rola às 19h15 (horário de Brasília) no Estádio MorumBIS, em São Paulo (SP).
O São Paulo estreia na Copa do Brasil nesta 5ª rodada.
Já o Juventude participa da competição desde a 2ª rodada. Para chegar até aqui, o Jaconero teve que superar o Guaporé (5×0), Tuna (1×1 no tempo normal, 4×1 nos pênaltis) e Águia de Marabá (3×0).
Nesta terça-feira (21), Botafogo e Chapecoense se enfrentam na 5ª rodada da Copa do Brasil. A bola rola às 17h (horário de Brasília) no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ).
Botafogo x Chapecoense:
Competição: Copa do Brasil 2026
Rodada: 5ª
Data: 21/04 (terça-feira)
Horário: 17h (horário de Brasília)
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta segunda-feira (20), um alerta vermelho para uma onda de calor que deve atingir parte do Brasil por até sete dias consecutivos. O aviso, que teve início no domingo (19), permanece válido até as 18h de sábado (25).
A previsão indica que as temperaturas podem ficar até 5 °C acima da média histórica durante o período, o que eleva os riscos à saúde da população nas regiões afetadas.
Onde o alerta do Inmet está valendo?
O alerta se concentra principalmente em Mato Grosso do Sul, avançando sobre áreas do oeste do Paraná e alcançando também trechos de Santa Catarina e do noroeste do Rio Grande do Sul;
Ao todo, 359 municípios devem ser impactados pela onda de calor;
Segundo o Inmet, o nível de alerta vermelho representa uma “situação meteorológica de grande perigo”, com previsão de fenômenos de “intensidade excepcional”;
O órgão também destaca que há “grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana”.
Mapa do Inmet mostra alerta vermelho de onda de calor no Centro-Sul do país, com maior intensidade em Mato Grosso do Sul e áreas próximas à fronteira com o Paraguai – Imagem: Reprodução/Inmet
Diante desse cenário, o instituto orienta que a população se mantenha informada sobre as condições meteorológicas e os possíveis riscos associados ao fenômeno. Em comunicado, reforça ainda que é fundamental que as pessoas sigam “as instruções e conselhos das autoridades em todas as circunstâncias”, além de se prepararem para eventuais medidas de emergência.
A onda de calor prolongada coloca as regiões sob alerta máximo, com temperaturas persistentemente elevadas ao longo da semana e potencial impacto direto na saúde e na segurança da população.
O Olhar Digital apresenta os lançamentos da semana do Amazon Prime Video. Na semana entre os dias 20 e 26 de abril de 2026, a Amazon terá a chegada de produções à sua plataforma de streaming.
Entre as produções que chegam ao streaming da Amazon nesta semana, está a segunda temporada da série original brasileira Cangaço Novo. Além disso, o filme Marty Supreme estreia no Prime Video.
Para um teste grátis de 30 dias de Prime Video clique aqui.
Lançamentos da Prime Video de 20 a 26 de abril de 2026
Confira mais detalhes sobre os lançamentos da semana entre os dias 20 e 26 de abril de 2026:
Segunda-feira – 20/04
Kevin — Temporada 1
Série (1 Temporada) | Original Prime Video | Animação | Comédia | Ano de Produção: 2026 (EUA)
Vagamente inspirado por um término da vida real e pelo gato que acabou ficando no meio da situação, KEVIN é uma história divertida e emocionante sobre encontrar seu lugar no mundo. Após a separação inesperada de seus “donos” humanos, Kevin vai parar em um abrigo local para animais em Astoria, no Queens, onde um grupo caótico de bichos deslocados o ajuda a descobrir o que ele realmente quer da vida.
Quarta-feira – 22/04
Marty Supreme
Filme | Drama | Esporte | Ano de Produção: 2025 (EUA)
Mostra a jornada de Marty Reisman, um traficante que se tornou campeão de tênis de mesa e se tornou o mais velho a vencer uma competição nacional de raquete, aos 67 anos.
The Boys — Temporada 5, Episódio 4
Série (1 Temporada) | Original Prime Video | Ação | Comédia | Policial | Drama | Ficção científica | Ano de Produção: 2026 (EUA)
A quinta temporada mostrará o Capitão Pátria envolto em seu mundo, completamente sujeito aos seus caprichos egocêntricos, enquanto Hughie, Leitinho e Frenchie estão presos nos Campos de Liberdade. Já Annie luta para organizar uma resistência contra a força esmagadora dos Supers e Kimiko está desaparecida. Além disso, Butcher reaparece, pronto e disposto a usar um vírus que eliminará todos os Supers do mapa, desencadeando uma série de eventos que mudarão para sempre o mundo e todos os seus habitantes. Grandes acontecimentos estão por vir.
Quinta-feira – 23/04
A Vida de Chuck
Filme | Drama | Fantasia | Ficção científica | Ano de Produção: 2024 (EUA)
Uma história de afirmação da vida e de mudança de gênero baseada no romance de Stephen King sobre três capítulos da vida de um homem comum chamado Charles Krantz.
Sexta-feira – 24/04
Cangaço Novo — Temporada 2
Série (1 Temporada) | Original Prime Video | Ação | Policial | Drama | Ano de Produção: 2026 (Brasil)
Na segunda temporada de “Cangaço Novo”, os irmãos Ubaldo, Dilvânia e Dinorah enfrentam desafios ainda mais perigosos na guerra contra os Maleiros. A brutal morte de Ernesto incita Ubaldo a uma busca impiedosa por justiça, levando-o a questionar cada vez mais sua vida criminosa e equilibrando suas responsabilidades como líder com crises internas. Dinorah, fortalecida e determinada, é implacável como a nova líder do bando, mas seu temperamento pode colocar tudo em risco, especialmente com figuras novas chegando do Sudeste. Enquanto isso, Dilvânia, mais sensitiva do que nunca, lida com crises de fé e visões que se tornam cruciais para a sobrevivência de toda a comunidade. Já Leinneane se vê em um dilema moral, dividida entre lealdade ao marido candidato a prefeito e sua crença na causa dos Vaqueiros. Seu relacionamento com Ubaldo complica ainda mais a situação, criando intrigas e traições que podem obliterar o destino de todos.
Filme | Terror | Mistério | Suspense | Ano de Produção: 2023 (Coreia do Sul)
Uma jovem esposa grávida precisa descobrir como interromper os hábitos de sonambulismo de seu marido antes que ele cause danos a si mesmo ou à sua família.