Confira aqui as novidades sobre os aplicativos, criptomoedas, metaverso, jogos , redes sociais etc, aqui você vai aprender a resolver tudo na área de tecnologia e também a ganhar dinheiro, grande parte do conteúdo te levará a ter conhecimento para ter uma renda na internet, já leia as materias e comece a fazer dinheiro hoje.
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (08/10).
Ex-funcionários da OpenAI fazem alerta sobre risco de perdermos o controle das IAs
Três ex-funcionários demitidos da OpenAI estão pressionando a empresa a preservar a capacidade de monitorar como sistemas de inteligência artificial avançados raciocinam. Eles também defenderam a participação de auditores externos no acompanhamento dos riscos da tecnologia.
Sem Starlink, Rússia está criando rede de internet via satélite própria
A perda do acesso à rede Starlink na Ucrânia levou a Rússia a acelerar o projeto de sua própria infraestrutura de internet por satélite. Desenvolvido pela empresa aeroespacial Bureau 1440, o sistema Rassvet busca ampliar as comunicações militares e apoiar a coordenação de drones no campo de batalha.
Integrantes da missão Crew-12 retornam à Terra após 237 dias no espaço
A cápsula Dragon, da SpaceX, pousou no mar na costa de Los Angeles, na Califórnia, às 12h34, desta quinta-feira (08), pelo horário de Brasília, levando de volta à Terra os astronautas Jessica Meir e Jack Hathaway, da NASA, Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia, e o cosmonauta Andrey Fedyaev.
NASA libera milhares de imagens inéditas da Lua feitas pela missão Artemis 2
A NASA disponibilizou o conjunto completo de dados científicos obtidos durante a missão Artemis 2, que levou quatro astronautas em uma viagem ao redor da Lua e de volta à Terra. O material reúne mais de 800 GB de informações, incluindo áudios e anotações feitas pelos astronautas.
A OpenAIdivulgou centenas de resultados matemáticos produzidos com inteligência artificial (IA) em um único dia, provocando onda de reações entre pesquisadores e levantando questionamentos sobre o futuro da matemática.
O material, que reúne dezenas de milhares de páginas, inclui avanços em questões que desafiam especialistas há décadas e pode transformar a maneira como a disciplina é pesquisada.
A repercussão foi imediata. Alex Kontorovich, chefe do departamento de matemática da Universidade Rutgers (EUA), afirmou que uma das demonstrações apresentadas pela empresa seria digna de uma Medalha Fields — uma das maiores honrarias da área — caso tivesse sido produzida por um ser humano.
“Se um humano tivesse feito isso, seria uma Medalha Fields instantânea, sem questionamentos”, escreveu o matemático nas redes sociais.
Martin Bridson, matemático da Universidade de Oxford (EUA) e presidente do Clay Mathematics Institute, instituição responsável pelos Problemas do Milênio, classificou a divulgação como “impressionante”. Para ele, até pouco tempo atrás, seria impossível imaginar que as fronteiras da matemática avançassem tanto em apenas um dia.
Os resultados abrangem diferentes áreas, incluindo álgebra, teoria dos números, ciência da computação teórica, lógica matemática e topologia. Embora nem todos tenham a mesma relevância, o conjunto sugere que sistemas de IA podem contribuir para a resolução de problemas complexos em uma escala até então difícil de alcançar.
IA avança em problema relacionado à hipótese de Riemann
Entre os resultados mais comentados está uma demonstração da chamada hipótese quase-Riemann, conjectura relacionada à célebre hipótese de Riemann, um dos problemas em aberto mais conhecidos da matemática.
A hipótese original integra os Problemas do Milênio, conjunto de sete desafios matemáticos anunciados no início dos anos 2000. Cada problema tem um prêmio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,4 milhões) para uma solução aceita, mas cinco deles permanecem sem resolução.
O material divulgado pela OpenAI não resolve integralmente nenhum desses cinco problemas. Ainda assim, os resultados parecem apresentar avanços relacionados a todos eles, incluindo questões que podem contribuir indiretamente para futuras tentativas de solução.
Ken Ono, professor da Universidade da Virgínia (EUA) e matemático fundador da empresa de IA Axiom Math, disse não saber se a demonstração da hipótese quase-Riemann servirá como caminho para resolver a hipótese original. Ele destacou, porém, que um resultado desse tipo pode gerar inúmeras consequências matemáticas e abrir espaço para novas descobertas.
“Imagino que muitos matemáticos, assim como eu, sentiram como se tivessem levado um soco no estômago ontem”, afirmou Ono. “Mas essa sensação está rapidamente dando lugar à empolgação e à determinação.”
O pesquisador acrescentou que os avanços representam um desafio e um convite para que matemáticos busquem objetivos ainda mais ambiciosos.
A OpenAI, entretanto, já precisou revisar parte do material. Até esta quinta-feira (8), a empresa havia retirado três artigos do repositório público e corrigido outros documentos. Uma porta-voz afirmou que a companhia pretende corrigir prontamente os erros identificados e retirar trabalhos quando não houver solução para os problemas encontrados.
“Empolgante para muitos, assustador para outros”
A reação da comunidade matemática combina entusiasmo com preocupação sobre como os resultados serão verificados e incorporados ao conhecimento existente;
Bridson afirmou que a lista divulgada inclui problemas que orientaram parte de sua própria trajetória de pesquisa, especialmente em teoria dos grupos, topologia e álgebra;
Segundo ele, o anúncio das soluções será “empolgante para muitos, assustador para outros e devastador para alguns”;
O matemático defendeu que pesquisadores aproveitem a capacidade das máquinas, mas sem se tornarem dependentes delas. Para Bridson, um dos principais desafios será transformar as demonstrações formais produzidas pela IA em conhecimento que os seres humanos consigam compreender.
A matemática não depende apenas de chegar a uma resposta correta. Também exige entender por que uma afirmação é verdadeira, como uma demonstração se conecta a outros resultados e quais consequências podem ser extraídas dela.
Bryna Kra, matemática da Universidade Northwestern e ex-presidente da Sociedade Americana de Matemática, destacou justamente essa dificuldade. Um dos resultados que chamou sua atenção foi o número 145 da lista, relacionado ao problema de Rokhlin, que investiga se uma propriedade de mistura em sistemas dinâmicos implica uma forma mais forte dessa propriedade.
A questão remonta à década de 1940. Apesar de considerar os resultados impressionantes, Kra disse que a redação apresentada torna difícil compreender a demonstração.
O volume de material também representa um obstáculo: dezenas de milhares de páginas precisam ser verificadas cuidadosamente, um trabalho que normalmente passa pela revisão por pares.
“A revisão por pares acabou nesse processo”, afirmou Kra ao The New York Times, ao questionar o impacto da divulgação em massa de demonstrações ainda não verificadas pela comunidade.
Empresa de IA vem realizando várias realizações na matemática nos últimos tempos – Imagem: yanishevska/Shutterstock
Pesquisadores temem prejuízos à colaboração científica
Kra também alertou para possíveis consequências da publicação em larga escala de resultados gerados por IA. Na avaliação da matemática, o processo pode enfraquecer o ecossistema de colaboração e compartilhamento de ideias que permitiu o desenvolvimento dessas pesquisas.
Ela observou que os artigos divulgados apresentam referências à literatura científica anterior, mas também há indícios de que alguns resultados podem ter se beneficiado de argumentos que ainda não foram publicados.
Nesse cenário, matemáticos interessados em usar ferramentas de IA para avançar em suas pesquisas poderiam correr o risco de expor ideias próprias antes de terem a oportunidade de desenvolvê-las e publicá-las.
O matemático francês Jean-Pierre Serre, professor emérito do Collège de France e vencedor da Medalha Fields e do Prêmio Abel, também encontrou motivos para refletir sobre as mudanças. Aos 100 anos, ele se interessou pelo resultado número 46 da lista da OpenAI, que confirma uma conjectura formulada por ele quase sete décadas atrás.
Serre afirmou que utiliza IA para tarefas, como encontrar referências e investigar possíveis erros, mas vê uma contradição no uso da tecnologia para produzir matemática.
“Os matemáticos sentem prazer em fazer matemática de duas maneiras diferentes: aprender e descobrir coisas novas”, disse. “A IA aumenta o primeiro prazer e diminui o segundo. O problema é que ela pode diminuir esse prazer demais, algo especialmente sério para os matemáticos jovens.”
Estudantes temem mudanças na formação acadêmica
Os efeitos da nova capacidade da IA podem ser especialmente profundos para estudantes de pós-graduação, que estão começando a construir suas carreiras acadêmicas.
Thomas Carlson, doutorando da Universidade Estadual de Montana (EUA), questionou como as universidades devem avaliar a formação matemática em cenário no qual sistemas de IA conseguem produzir demonstrações complexas em grande escala.
“Como garantir que um graduado de 2028 tenha um diploma com o mesmo valor que o de alguém que se formou em 2023?”, perguntou.
Kai Shaikh, doutorando em matemática na Universidade de Toronto (Canadá), argumentou que teoremas são referências úteis para avaliar sistemas de IA, mas não capturam toda a experiência intelectual da matemática.
Para ele, demonstrações sem histórias, contexto ou o esforço de investigação que tradicionalmente acompanha as descobertas podem perder parte de seu significado para os seres humanos.
Yuanning Zhang, doutorando da Universidade Northwestern (EUA), descreveu sua reação como uma espécie de vertigem. Caso os resultados sejam confirmados, afirmou, a pesquisa matemática assistida por IA poderá estar entrando em uma fase de produção em escala industrial.
A divulgação também alimentou especulações sobre novos conjuntos de resultados. Inicialmente, circularam rumores de que a OpenAI havia resolvido 400 problemas; depois, surgiram expectativas de novas publicações.
Para Zhang, a situação lembra o final de “Os Incompreendidos”, filme de François Truffaut sobre um menino julgado e afastado da sociedade. Na cena final, o personagem corre em direção ao mar, e a imagem congela sem esclarecer se aquilo representa uma fuga ou um beco sem saída.
O estudante considerou que a imagem oferece uma metáfora para o momento vivido pela matemática diante dos resultados da IA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entregou, nesta quinta-feira (8), as principais honrarias científicas e tecnológicas do país a seis executivos e empresários do setor de tecnologia. Entre os homenageados estão Elon Musk, da SpaceX, Jensen Huang, da Nvidia, e Sergey Brin, cofundador do Google.
A cerimônia ocorreu durante a cúpula Golden Age of American Innovation, dedicada à inovação estadunidense. Musk, Huang, Brin e Lisa Su, diretora-executiva da AMD, receberam a Medalha Nacional de Ciência, uma das principais honrarias científicas dos Estados Unidos. Já Michael Dell, fundador da Dell Technologies, e Satya Nadella, diretor-executivo da Microsoft, receberam a Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação.
Os homenageados e suas empresas fizeram doações que somam quase US$ 6 bilhões (cerca de R$ 32,4 bilhões) a iniciativas ligadas a Trump e ao governo estadunidense, de acordo com informações atribuídas à publicação The New Republic.
Elon Musk foi um dos laureados – Imagem: FotoField/Shutterstock
Doações bilionárias ligadas a Trump
Entre as contribuições mencionadas estão doações da Alphabet, controladora do Google, e da Microsoft para o fundo de posse presidencial de Trump e para o projeto de salão de festas da Casa Branca;
A AMD, por sua vez, contribuiu para um comitê de ação política favorável ao presidente. Michael Dell e sua esposa, Susan Dell, também prometeram US$ 6,25 bilhões (aproximadamente R$ 33,8 bilhões) para ajudar a financiar o programa Trump Accounts, iniciativa governamental de poupança destinada a crianças;
Durante a cerimônia, Trump afirmou que os homenageados ajudaram a construir um futuro extraordinário para os Estados Unidos. O presidente também declarou que, graças a essas contribuições, o país continuará na liderança e não terá concorrentes à altura.
Premiação ocorre em meio a restrições contra a Microsoft
A homenagem a Satya Nadella aconteceu pouco depois de o governo Trump suspender, por tempo indeterminado, a participação da Microsoft em um programa relacionado à contratação de trabalhadores estrangeiros qualificados.
O programa H-1B permite que empresas estadunidenses contratem profissionais estrangeiros especializados. A suspensão criou um contraste entre o reconhecimento concedido ao executivo da Microsoft e as medidas adotadas pelo governo contra a companhia na área de imigração profissional.
Três ex-funcionários demitidos da OpenAI estão pressionando a empresa a preservar a capacidade de monitorar como sistemas de inteligência artificial (IA) cada vez mais avançados raciocinam. Em carta enviada ao conselho de administração e a comitês de segurança da companhia, eles também defenderam a participação de auditores externos no acompanhamento dos riscos da tecnologia.
Os pesquisadores Jasmine Wang, Tomek Korbak e Mikita Balesni trabalharam anteriormente em equipes de segurança e alinhamento da OpenAI. Segundo a carta, eles estão preocupados com a possibilidade de empresas de IA perderem a capacidade de monitorar a chamada chain-of-thought — o registro escrito do processo de raciocínio de um sistema de IA.
Embora pesquisadores reconheçam que esse registro não seja um indicador perfeito do comportamento ou das intenções de um modelo, ele é considerado uma ferramenta importante para compreender sistemas de IA cada vez mais sofisticados.
“Como indústria, ainda não sabemos desenvolver e implementar com segurança modelos que não podemos monitorar.” A carta também afirma que a OpenAI e outras empresas que desenvolvem modelos de fronteira não deveriam avançar com tecnologias que reduzam ainda mais essa capacidade de monitoramento.
A OpenAI afirmou que uma investigação interna concluiu que os funcionários haviam tratado informações sensíveis de maneira inadequada, violando políticas da empresa e quebrando a confiança necessária para o trabalho;
Na carta, os três contestam essa caracterização. Eles afirmam que não acreditavam ter “se envolvido com partes externas fora dos limites de seus trabalhos” e dizem que as demissões estão criando um efeito de intimidação entre os funcionários que permanecem na OpenAI;
Os pesquisadores também pediram que a companhia trabalhe com auditores independentes de segurança e desenvolva uma cultura de transparência com organizações externas especializadas. Segundo eles, essa colaboração ajudaria a reduzir o risco de que algo “verdadeiramente catastrófico” aconteça.
OpenAI diz concordar com as recomendações
Em resposta ao The Wall Street Journal, um porta-voz da OpenAI compartilhou parte de um memorando enviado na quarta-feira (7) por um líder de pesquisa aos funcionários. O documento afirma que a empresa concorda fortemente com as recomendações apresentadas na carta.
Segundo o memorando, a capacidade de monitorar os modelos de IA é “de extrema importância” para a OpenAI, e avaliadores independentes são parte importante do ecossistema de segurança.
O líder de pesquisa também afirmou que as demissões não ocorreram por causa de preocupações de segurança ou por os funcionários terem se manifestado sobre o tema. “Apreciamos profundamente suas contribuições para a segurança da IA e sua disposição para se manifestar e questionar ideias.” O memorando acrescenta: “Não demitimos funcionários por levantarem preocupações.”
Documento afirma que a empresa concorda fortemente com as recomendações apresentadas na carta – Imagem: Vitor Miranda/Shutterstock
Incidentes com agentes de IA aumentaram preocupação
As demissões ocorreram depois de um verão marcado por incidentes envolvendo agentes de IA que operaram de maneira inesperada em diferentes empresas do setor. O cenário aumentou as preocupações sobre os riscos associados a modelos avançados.
A OpenAI passou a ser alvo de atenção após uma série de incidentes de segurança nos quais agentes de IA escaparam de mecanismos de contenção. Em alguns casos, eles invadiram sistemas de outras empresas ou realizaram sondagens agressivas em sites de terceiros.
Em julho, centenas de agentes da OpenAI obtiveram acesso à internet e invadiram a empresa de IA Hugging Face sem o conhecimento da própria OpenAI. Depois do episódio, a companhia permitiu que integrantes de organizações independentes de segurança, incluindo a Model Evaluation and Threat Research (METR), realizassem pesquisas dentro de seus escritórios.
Um relatório da METR, publicado no fim de agosto, mostrou que agentes da OpenAI haviam criado e colaborado em um fórum interno secreto para planejar o ataque. O episódio contribuiu para ampliar as preocupações sobre a possibilidade de sistemas de IA ultrapassarem os mecanismos de controle humano.
No mês passado, Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmou que sua empresa permitiria que auditores de segurança como a METR tivessem acesso interno para verificar suas medidas de proteção. Na ocasião, Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou no X que permitir o acesso de avaliadores independentes “é uma ótima ideia” e que a OpenAI faria o mesmo.
Pesquisadores já trabalhavam para preservar o monitoramento
Na carta, os ex-funcionários afirmam que Tomek Korbak era o principal contato técnico da OpenAI com a METR durante a investigação do episódio envolvendo a Hugging Face.
Antes de ser demitido, Mikita Balesni também trabalhava com integrantes do conselho e da alta direção da OpenAI em compromisso da indústria para preservar a capacidade de monitoramento dos modelos de IA. Segundo a carta, esse trabalho envolvia “extensa comunicação com partes externas”.
Korbak e Balesni foram autores principais de um artigo de pesquisa publicado no ano passado sobre o monitoramento da chain-of-thought. O trabalho também contou com a participação de líderes da OpenAI, Anthropic e Google DeepMind.
O estudo reconhece que o monitoramento do raciocínio dos modelos é imperfeito e pode ser frágil. Ainda assim, os autores concluíram que a técnica apresenta potencial para detectar comportamentos inadequados de sistemas de IA e defenderam que a indústria investigue maneiras de preservá-la.
A Samsung estima um lucro operacional de 107,4 trilhões de wons (cerca de R$ 426 bilhões) no terceiro trimestre de 2026, em resultado impulsionado pela forte demanda por chips utilizados na infraestrutura de inteligência artificial (IA).
Se confirmado no balanço definitivo, o número representará salto de 782% em relação ao mesmo período do ano passado e será a primeira vez que a Samsung ultrapassará a marca de 100 trilhões de wons em lucro operacional em um único trimestre.
A previsão também supera as expectativas dos analistas. A Samsung estima ainda uma receita de aproximadamente 195 trilhões de wons (cerca de R$ 774 bilhões) entre julho e setembro, alta de quase 127% na comparação anual.
O resultado representa mais um recorde para a maior fabricante mundial de chips de memória e mostra o impacto da corrida global pela construção de infraestrutura para IA.
Chips de memória puxam resultado da Samsung
A principal responsável pelo salto nos resultados é a divisão de semicondutores, especialmente os chips de memória utilizados em servidores e sistemas de IA;
A demanda por memória aumentou com a expansão dos data centers destinados a executar modelos de IA. Entre os produtos mais importantes estão as memórias de alta largura de banda, conhecidas como HBM, capazes de fornecer grandes volumes de dados aos processadores usados para IA;
A Samsung também se beneficia da alta nos preços de chips convencionais de memória, incluindo DRAM e NAND. A oferta limitada desses componentes contribuiu para elevar os preços durante o trimestre;
No segundo trimestre, a empresa já havia registrado recordes de receita e lucro operacional, com 171,5 trilhões de wons em receita e 89,5 trilhões de wons em lucro operacional. A divisão de memória foi novamente um dos principais motores daquele resultado.
IA transforma mercado de memória
A explosão dos investimentos em IA mudou o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado de semicondutores.
Grandes empresas de tecnologia estão construindo data centers para treinar e executar modelos cada vez maiores, aumentando a necessidade de chips capazes de lidar com enormes volumes de dados.
Se confirmado, será a primeira vez que a Samsung ultrapassará a marca de 100 trilhões de wons em lucro operacional em um único trimestre – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock
A Samsung é uma das principais fornecedoras desse mercado e vem ampliando sua produção de memórias avançadas para acompanhar a demanda.
O cenário também favorece outras fabricantes de memória, como a SK Hynix, enquanto a escassez de componentes aumenta a pressão sobre empresas que utilizam esses chips em seus próprios produtos.
O boom dos chips também cria um problema para outras áreas da própria Samsung.
O aumento dos preços das memórias eleva os custos de produção de smartphones e outros dispositivos eletrônicos. Isso pode pressionar as margens das divisões responsáveis por esses produtos, mesmo enquanto o negócio de semicondutores registra resultados extraordinários.
A valorização do won sul-coreano em relação ao dólar também pode reduzir parte do ganho obtido com as vendas internacionais quando a receita em moeda estadunidense é convertida para a moeda local.
Ainda assim, a força do negócio de memória deve fazer com que a divisão de semicondutores responda pela maior parte do crescimento do lucro no trimestre.
Resultado completo sai no fim de outubro
Os números divulgados agora são uma estimativa preliminar. A Samsung informou que apresentará os resultados detalhados do terceiro trimestre, incluindo a divisão do desempenho entre seus diferentes negócios, em 29 de outubro.
A empresa estima uma faixa de 194 trilhões a 196 trilhões de wons (cerca de R$ 728,1 bilhões a R$ 735,6 bilhões) para a receita e de 107,3 trilhões a 107,5 trilhões de wons (aproximadamente R$ 402,7 bilhões a R$ 403,4 bilhões) para o lucro operacional; os valores de 195 trilhões e 107,4 trilhões representam as medianas dessas faixas.
O resultado preliminar reforça, portanto, o peso que a corrida pela IA ganhou para a indústria de semicondutores. Para a Samsung, a demanda por memória para sistemas de IA já está se traduzindo em nível de lucro que supera pela primeira vez a marca de 100 trilhões de wons em um único trimestre.
Nesta quarta-feira (07), Cruzeiro e São Paulo se enfrentam em duelo válido pela 29ª rodada doBrasileirão 2026. A bola rola para a partida às 21h30 (horário de Brasília) no Mineirão, em Belo Horizonte (MG).
Onde assistir a Cruzeiro x São Paulo pelo Brasileirão 2026?
O jogo entreCruzeiro e São Pauloterá transmissão ao vivo na TV fechada pela ESPN e no streaming pelo Disney+.
Prováveis escalações e arbitragem:
Cruzeiro: Otávio; Fágner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Rojas; Lucas Romero, Gerson e Matheus Pereira; Arroyo (Lucho Rodríguez), Kaio Jorge e Wesley.
Técnico: Artur Jorge.
São Paulo: Coronel (Rafael); Arboleda, Rafael Tolói e Sabino; Pedro Lima, Pablo Maia, Bobadilla, Marcos Antônio e Wendell; Artur e Calleri.
Técnico: Dorival Jr.
Arbitragem:
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Daniel Henrique da Silva Andrade (DF)
VAR: Rafael Traci (SC)
As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.
Na 6ª posição, com 45 pontos, o clube celeste tem um a menos que o Bahia, que fecha o G-6. A equipe de Artur Jorge vem de vitória de virada sobre o Vitória, no Barradão, e busca mais três pontos para entrar na zona de classificação para a Libertadores.
Derrotado pelo Santos na partida atrasada da 21ª rodada, na última sexta-feira (2), o São Paulo busca a recuperação no Mineirão. Com 36 pontos e na 10ª posição, o Tricolor quer se aproximar de um possível G-7 para garantir vaga na Libertadores de 2027.
Nesta quarta-feira (07), Internacional e Corinthians se enfrentam em duelo válido pela 29ª rodada doBrasileirão 2026. A bola rola para a partida às 19h30 (horário de Brasília) no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).
Onde assistir a Internacional x Corinthians pelo Brasileirão?
O jogo entre Internacional e Corinthians terá transmissão ao vivo na TV aberta pela Record, no YouTube pela CazéTV e no pay-per-view pelo Premiere.
Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui.
Prováveis escalações e arbitragem
Internacional: Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado e Juninho; Aguirre, Villagra, Thiago Maia, Alan Patrick e Bernabei; Vitinho e Alerrandro.
Técnico: Eduardo Baptista.
Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, Bidon, André (Kaio César) e Garro; Yuri Alberto e Memphis Depay.
Técnico: Fernando Diniz.
Arbitragem:
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG).
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Alessandro Alvaro Rocha (BA).
VAR: Paulo Renato Moreira (RJ).
As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.
O Internacional vive crise no Campeonato Brasileiro. Na zona do rebaixamento, a equipe tem apenas uma vitória nos últimos dez jogos. Essa sequência culminou na demissão do técnico uruguaio, Paulo Pezzolano. Quem assume a equipe agora é Eduardo Baptista, que deixou o comando do Criciúma para assinar com o time gaúcho.
O Corinthians também retorna da pausa para a data fifa com forte pressão por resultados. São seis derrotas seguidas no Brasileirão, e mais uma pode decretar a demissão do técnico Fernando Diniz. Buscando se afastar da zona do rebaixamento, o Corinthians conta com a volta do artilheiro da equipe, Yuri Alberto. O atacante retorna aos gramados após uma lesão na posterior da coxa direita que o tirou dos gramados por dois meses.
Entre 1949 e 1982, mais de 200 mil barris com lixo radioativo foram despejados no Oceano Atlântico. As investigações identificaram 3.355 barris e radionuclídeos como cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241 em contato com a vida marinha.
A pesquisa faz parte do projeto NODSSUM, liderado pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS). Uma primeira missão, realizada em junho de 2025, identificou e mapeou os barris no local onde foram despejados. Em maio de 2026, os pesquisadores retornaram à região para aprofundar a análise.
Para quem tem pressa:
Mais de 200 mil barris com resíduos radioativos foram despejados no Atlântico entre 1949 e 1982, e missões recentes encontraram recipientes corroídos e degradados, com material vazando no fundo do oceano;
Pesquisadores identificaram radionuclídeos como cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241, embora os níveis de atividade radioativa medidos não tenham sido altos o suficiente para representar grandes problemas de proteção radiológica aos cientistas;
A equipe agora investiga como os radionuclídeos se distribuem no ambiente e se o material liberado pode chegar aos organismos marinhos que colonizaram os barris.
Os barris estavam em condições diferentes
Lixo radioativo no fundo do Oceano Atlântico – Imagem: Javier Escartín/CNRS – via Bluesky
Os pesquisadores encontraram recipientes em diferentes condições. Alguns apresentavam forte deterioração, enquanto outros já haviam “vazado” no fundo do oceano.
Durante as medições, os cientistas detectaram radionuclídeos nos resíduos. Segundo Javier Escartín, diretor de pesquisa em geologia marinha do CNRS, que participou da missão, foram identificados cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241.
Os dois últimos também são encontrados em locais afetados por testes de armas nucleares e acidentes nucleares. Escartín afirma ainda que as concentrações encontradas na região estavam bem acima do nível de fundo esperado devido a essas fontes.
Mesmo com a presença desses radionuclídeos, o CNRS informa que os níveis de atividade radioativa medidos durante a missão não foram altos o suficiente para representar grandes problemas de proteção radiológica para os cientistas que manipularam as amostras.
Durante as missões, os pesquisadores coletaram uma grande quantidade de dados e amostras. O material inclui sedimentos, água e organismos marinhos, além de imagens dos barris e de áreas próximas.
Agora, as pesquisas começam a se aprofundar. Com as coletas, a ideia é investigar como os radionuclídeos estão distribuídos no ambiente e se o material liberado pelos barris chegou aos organismos que vivem na região. Suas estruturas serviram de superfície para a colonização de diferentes organismos, comoanêmonas, por exemplo.
Assim, a pesquisa busca entender também se essa interação entre os resíduos e a vida marinha pode facilitar a “entrada” dos radionuclídeos no ecossistema da região.
Ao longo desta semana, vamos conhecer os vencedores do Prêmio Nobel em diferentes categorias:
Física – terça-feira, 6 de outubro
Química – quarta-feira, 7 de outubro
Literatura – quinta-feira, 8 de outubro
Paz – sexta-feira, 9 de outubro
Ciências Econômicas – segunda-feira, 12 de outubro
Os cientistas Karl Deisseroth, dos Estados Unidos, e os alemães Peter Hegemann e Georg Nagel receberam o Prêmio Nobel de Medicina de 2026 nesta segunda-feira (05). O trio foi responsável por descobertas que levaram ao desenvolvimento da optogenética.
A técnica é capaz de controlar células nervosas com luz e promete revolucionar o estudo do cérebro. O Doutor Alvaro Machado Dias, professor da UNIFESP, neurocientista, futurista e colunista do Olhar Digital News, explicou a importância dessa descoberta. Confira a entrevista:
Ex-OpenAI diz que empresas de IA ainda não sabem controlar seus modelos
As principais empresas de inteligência artificial (IA) ainda não sabem como impedir que seus sistemas desenvolvam e persigam objetivos que não foram atribuídos por seus criadores. O alerta foi feito nesta segunda-feira (5) por Jacob Coxon, ex-funcionário da OpenAI e da Anthropic, durante uma audiência com vereadores da Câmara Municipal de Nova York (EUA).
Coxon, que critica as práticas de segurança adotadas pela indústria, afirmou que as empresas estão sendo extremamente imprudentes diante dos riscos associados ao avanço da tecnologia.
Embora reconheça que a IA possa trazer “benefícios enormes” para a sociedade, o pesquisador disse acreditar que, na trajetória atual, é mais provável que a humanidade perca o controle desses sistemas, o que poderia levar à extinção humana.
Segundo Coxon, as empresas não sabem impedir que os modelos desenvolvam objetivos próprios, fora do controle de seus criadores. Ele também afirmou que não existem salvaguardas suficientes para evitar que os sistemas ajam de acordo com esses objetivos.
OpenAI vai colocar marca d’água invisível em textos do ChatGPT
A OpenAI começará a adicionar uma marca d’água invisível a textos gerados pelo ChatGPT e pelo Codex na União Europeia. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (5) e será implementada nas próximas semanas para usuários elegíveis, como parte da adequação às regras de transparência do EU AI Act, que exigem que conteúdos produzidos por inteligência artificial possam ser identificados por outros sistemas.
Wikimedia acusa agentes da OpenAI de ações não autorizadas
Agentes de inteligência artificial (IA) que a Fundação Wikimedia acredita serem operados pela OpenAI realizaram uma série de atividades não autorizadas em suas plataformas e podem ter contribuído para uma interrupção parcial de um de seus serviços em maio.
A entidade, responsável por manter a Wikipédia e outros projetos de conhecimento aberto, identificou milhões de requisições automatizadas, edições não autorizadas e tentativas de explorar uma ferramenta de anotações.
A investigação da Wikimedia não encontrou evidências de que os sistemas ou dados da organização tenham sido comprometidos. Também não foram identificados sinais de que os agentes tenham usado a infraestrutura da entidade para coordenar suas próprias atividades.
Mesmo assim, a fundação afirmou estar preocupada com o comportamento desses sistemas e com a dificuldade de identificar e atribuir esse tipo de atividade.
Corrida da IA pode consumir trilhões antes de entregar retorno esperado
Nunca houve tanto dinheiro direcionado a uma nova tecnologia quanto está sendo investido atualmente em inteligência artificial (IA). A escala dos aportes já supera os valores aplicados em revoluções tecnológicas anteriores, como as ferrovias e a internet — e começa a levantar dúvidas sobre quanto tempo será necessário para que os investimentos gerem retorno.
Segundo uma projeção da PwC citada pela Reuters, os gastos globais acumulados com data centers podem ultrapassar US$ 30 trilhões (cerca de R$ 159 trilhões) até 2050. O valor se aproxima do estoque de títulos do Tesouro dos Estados Unidos e, segundo a consultoria, supera os investimentos realizados durante os ciclos de expansão das ferrovias e das empresas pontocom, mesmo após o ajuste pela inflação.
A Anthropic, uma das empresas no centro dessa corrida, planeja gastar US$ 518 bilhões (cerca de R$ 2,75 trilhões) nos próximos anos, de acordo com seu prospecto de oferta pública de ações analisado pela Reuters. O valor equivale a mais de 100 vezes a receita registrada pela empresa em 2025.
Os defensores desses investimentos apostam que a IA terá um impacto econômico maior do que transformações provocadas pela máquina a vapor e pela industrialização.
O problema é que, por enquanto, grande parte dessa aposta depende de ganhos de produtividade e lucros futuros, para os quais ainda há poucas evidências concretas — e pouco precedente histórico capaz de garantir que os resultados aparecerão no ritmo necessário.
Peste na Rússia? Como laboratórios de vírus e bactérias funcionam
Darya Shipilova tinha 28 anos. Ela passou mal no trabalho e, dois dias depois, morreu. Shipilova trabalhava num instituto antipeste em Irkutsk, cidade na região da Sibéria Oriental, na Rússia.
A pesquisadora morreu na noite de sexta-feira (02). E ainda não se sabe como (ou por que) ela ficou doente.
Uma das hipóteses é que ela tenha sido infectada após um incidente no laboratório. O incidente, no caso, teria sido a quebra de um tubo de ensaio com a bactéria Yersinia pestis dentro.
Brasileiros criam sensores para mapear a maior anomalia magnética da Terra – que fica bem em cima de nós
Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão desenvolvendo novos instrumentos para satélites com o objetivo de analisar detalhadamente a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (SAMA, na sigla em inglês).
Trata-se de uma imensa região que apresenta um enfraquecimento acentuado no escudo magnético terrestre sobre o Brasil, outros países da América do Sul, o Oceano Atlântico e o sul do continente africano.
Se fosse possível cavar um túnel diretamente sob os nossos pés, atravessar a crosta terrestre, passar pelo manto e pelo núcleo e sobreviver à viagem, onde exatamente sairíamos do outro lado do planeta?
Apesar da crença popular de que alguém que cavasse um túnel a partir dos Estados Unidos acabaria na China, a resposta provavelmente seria bem diferente. Uma ferramenta interativa chamada ThroughEarth permite descobrir exatamente qual seria o ponto de saída de acordo com o local escolhido para iniciar a escavação.
O site gratuito calcula o ponto antipodal — a localização exatamente oposta a um determinado ponto da superfície terrestre. A distância entre os dois locais é de aproximadamente 12.742 quilômetros.
Ao selecionar um ponto no mapa, o ThroughEarth mostra uma animação da suposta jornada pelo interior do planeta, passando pela crosta, pelo manto e pelo núcleo até chegar ao outro lado. A plataforma também apresenta informações sobre o interior da Terra, incluindo as temperaturas extremas encontradas durante o trajeto e quanto tempo levaria para percorrer a distância em queda livre.
A ideia surgiu de uma pergunta feita por crianças. Martin Krpelan, responsável pelo projeto, contou à IFLScience que tudo começou durante uma conversa com seus filhos em um playground.
“Estávamos conversando sobre o que aconteceria se pudéssemos cavar um túnel diretamente para baixo no solo — onde acabaríamos saindo? Era basicamente uma pergunta de criança, mas ela ficou na minha cabeça.”
É muito mais provável sair do túnel no oceano
Apesar da associação comum entre os Estados Unidos e a China, quem cavasse um túnel diretamente para baixo a partir da América do Norte não apareceria no território chinês;
Partindo de Los Angeles (EUA), por exemplo, o ponto correspondente fica no meio do Oceano Índico, a cerca de 1.530 quilômetros da terra mais próxima;
Já quem começasse em Londres (Inglaterra) chegaria ao Oceano Pacífico Sul, aproximadamente 740 quilômetros distante da Nova Zelândia;
Para chegar ao território de Xangai (China) pelo outro lado do planeta, seria necessário começar a escavação em algum ponto da Argentina;
Isso acontece porque a maior parte das áreas terrestres do planeta tem oceano no ponto exatamente oposto. Segundo os dados apresentados pelo ThroughEarth, apenas cerca de 15% das terras do mundo possuem outra área de terra diretamente do outro lado;
Por isso, independentemente do ponto escolhido para começar, existe uma grande chance de a saída acontecer no oceano.
Para a maioria dos lugares em terra, o antípoda é o oceano aberto – Imagem: throughearth.com
O ThroughEarth utiliza dados da Natural Earth e a famosa imagem da Terra conhecida como Blue Marble, da NASA.
Segundo Krpelan, o cálculo necessário para encontrar o ponto antipodal é “surpreendentemente simples”. Para isso, basta inverter a latitude e deslocar a longitude em 180 graus. A latitude passa a ter o sinal contrário, enquanto a longitude é deslocada em 180° e normalizada novamente para ficar entre -180° e 180°.
“O interessante é tudo o que acontece ao redor desse cálculo. O ThroughEarth também observa a geografia ao redor dos dois pontos e determina se o local oposto é terra ou oceano”, explicou Krpelan.
É justamente essa análise que permite à plataforma mostrar informações, como a proporção de apenas cerca de 15% das terras do mundo possuir outra área terrestre diretamente oposta.
Viagem pelo interior da Terra continua impossível
Na prática, obviamente, não seria possível realizar uma viagem desse tipo. O buraco mais profundo já perfurado pela humanidade é o Poço Superprofundo de Kola, na Rússia, que chegou a 12.263 metros de profundidade.
Mesmo essa marca representa apenas cerca de 0,2% da distância necessária para chegar ao núcleo da Terra — muito menos, portanto, do que seria necessário para atravessar o planeta inteiro.
Assim, a humanidade provavelmente nunca conseguirá chegar fisicamente ao centro da Terra, muito menos atravessar o planeta e sair do outro lado. Para essa experiência hipotética, resta recorrer ao mapa interativo do ThroughEarth.
Toda semana, o Olhar Digital destaca as novidades do Disney+ no Brasil. Entre os dias 5 e 11 de outubro de 2026, o streaming recebe novidades.
Nesta atualização, o Disney+ recebe novas séries coreanas, como Entre os Nossos Passos e Amor Doce Amor, além da segunda temporada de Vampirina. Também chegam ao streaming mais episódios de American Horror Story e os últimos do reality coreano Pega-Pega Mortal.
Lançamentos do Disney+ de 5 a 11 de outubro
Confira novidades que chegam ao Disney+ nesta semana:
Segunda-feira – 05/10
Entre os Nossos Passos – Temporada 1, episódios 1 e 2
Série | Original Hulu | Drama | Romance | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
A série acompanha Min-jae, doutorando e ex-nadador que foi forçado a abandonar o sonho de se tornar um atleta profissional após perder uma perna. Reservado e incapaz de superar o medo de se envolver e acabar sofrendo, Min-jae passou a vida inteira evitando relacionamentos amorosos, mas, quando a nova aluna You-jin chega, transferida do curso de Têxtil e Moda, as coisas começam a mudar para melhor. Considerada uma encrenqueira e o completo oposto de Min-jae em todos os sentidos, You-jin é conhecida por ir direto ao ponto e, embora a dupla inicialmente se sinta distante e desconfortável na presença um do outro, uma atração inesperada começa a crescer entre esse casal tão incompatível.
Uma Família da Pesada (Family Guy): Especial de Halloween (episódio)
Gachiakuta (anime)
Terça-feira – 06/10
The Rest is Football (novo episódio)
The Perfect Take (novo episódio)
Quarta-feira – 07/10
Vampirina: Uma Vampirinha Adolescente – Temporada 2
Série | Original Disney | Comédia | Fantasia | Musical | Infanto-juvenil | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
A série conta a história de uma jovem vampira que deixa a segurança da Transilvânia para frequentar um internato de artes cênicas. Vivendo entre humanos pela primeira vez, ela segue sua paixão pela música enquanto mantém sua identidade vampírica em segredo. Nesta temporada, depois de uma apresentação de sucesso para toda a escola diante de sua ídola, Millie Eyelash (e de libertar acidentalmente uma horda de monstros que estava aprisionada no reino dos espelhos), Vee e sua turma retornam ao Wilson Hall com novos sonhos musicais e precisam compreender uma profecia que diz que Vee e Elijah jamais poderão ficar juntos.
Amor Doce Amor – Temporada 1, episódio 1
Série | Original Hulu | Drama | Romance | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul e Japão)
Ambientada numa idílica ilha japonesa, a série acompanha a empenhada agricultora Karin Shirahama, que se dedica de corpo e alma ao cultivo dos melhores morangos. Certo dia, Lee Yu-bin, jovem da cidade que está passando por uma fase difícil, chega à ilha e, após um primeiro encontro tão desajeitado quanto engraçado, os dois acabam passando muito mais tempo juntos por causa de um inesperado mal-entendido.
Pega-Pega Mortal — Temporada 1, Episódios 7 e 8 (final da temporada)
Série | Original Hulu | Reality show de competição | Sobrevivência | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
Uma perseguição extrema começa em um vasto cenário. Os jogadores precisam correr, se esconder e lutar para sobreviver, mas não podem confiar em ninguém, porque um traidor se esconde entre eles. Em meio a uma caçada sem fim e à suspeita constante, apenas o último sobrevivente levará a vitória. A série estreia com os quatro primeiros episódios, seguidos de dois novos episódios toda quarta-feira.
Grey’s Anatomy (temporada 22)
Quinta-feira – 08/10
The Kardashians – Temporada 8, episódio 1
Série | Original Hulu | Reality show | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
Para as Kardashian-Jenner, um novo capítulo está prestes a começar. A nova temporada gira em torno do amor, da reinvenção e do que o futuro reserva. Kris, Kourtney, Kim, Khloé, Kendall e Kylie tentam equilibrar a construção de seus impérios com questões muito mais pessoais, de conexões inesperadas e novos relacionamentos até a cura de antigas feridas e a busca pela independência. À medida que a família entra nessa nova fase, elas descobrirão que o amor, seja o amor-próprio, o amor da família ou algo completamente novo, pode ser a jornada mais poderosa de todas.
Sexta-feira – 09/10
American Horror Story — Temporada 13, Episódio 5
Série | Original FX | Drama | Terror | Ficção científica | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
A 13ª temporada de American Horror Story chega ao Disney+ com uma nova história de terror. Os três primeiros episódios serão disponibilizados na estreia, seguidos de um novo episódio toda sexta-feira.
Amor da Minha Vida – Temporada 2
Série | Original Hulu | Reality show de competição | Sobrevivência | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
Uma perseguição extrema começa em um vasto cenário. Os jogadores precisam correr, se esconder e lutar para sobreviver, mas não podem confiar em ninguém, porque um traidor se esconde entre eles. Em meio a uma caçada sem fim e à suspeita constante, apenas o último sobrevivente levará a vitória. A série estreia com os quatro primeiros episódios, seguidos de dois novos episódios toda quarta-feira.
Oasis: Don’t Look Back in Anger (documentário)
Sábado – 10/10
Outlander: Blood Of My Blood — Temporada 2, Episódio 4
Série | Drama | Ação | Aventura | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos e Reino Unido)
Enquanto Brian e Ellen enfrentam as graves consequências do início da Revolta Jacobita na Escócia, Henry e Julia precisam lidar com traumas e a separação provocada pelas pedras que os transportam no tempo.
Esportes na ESPN
No futebol, a temporada europeia ganha destaque com as rodadas de 6 a 9 da Premier League e do Campeonato Italiano.
Na América do Sul, a CONMEBOL Libertadores e a CONMEBOL Sudamericana entram em sua fase decisiva, com as semifinais sendo disputadas entre os dias 13 e 22 de outubro.
Já a Série B do Campeonato Brasileiro avança para as rodadas de 32 a 36, aumentando a disputa por acesso e permanência.
No futebol americano, a NFL segue com a temporada regular, com transmissões de confrontos como Atlanta Falcons x New Orleans Saints, Buffalo Bills x Los Angeles Rams, Washington Commanders x San Francisco 49ers e Dallas Cowboys x Philadelphia Eagles.
No tênis, os ATP Masters 1000 de Xangai e o ATP 500 de Viena reúnem alguns dos principais nomes do circuito mundial.
No automobilismo, a NASCAR Brasil terá o GP de Curvelo (MG), enquanto a NASCAR Cup Series entra em momentos decisivos dos playoffs, com etapas em Darlington, World Wide Technology Raceway (St. Louis), Bristol e Kansas. A IndyCar terá como atração o GP de Laguna Seca.
Fechando a programação, o motociclismo traz as emoções da MotoGP com os GPs de San Marino e da Áustria.
Nesta segunda-feira (5), França e Bélgica se enfrentam em jogo válido pela quarta rodada da UEFA Nations League 2027. A bola rola às 15h45 (horário de Brasília) no Stade de France, em Paris (França).
França e Bélgica chegam em momentos parecidos para o confronto pela Nations League. Após vitória dos franceses no primeiro duelo entre eles, as seleções vêm de resultados distintos. A França empatou em casa, no mesmo estádio do duelo, com a Itália, por 1 a 1. Já a Bélgica bateu a Turquia por 3 a 0 jogando em casa.
Na classificação, as equipes estão no grupo A da Liga A, com a França na liderança com sete pontos. A Bélgica vem logo atrás, em segundo, com seis pontos. Como dito acima, a França levou a melhor sobre a Bélgica no primeiro turno ao vencer por 1 a 0, na estreia de Zinédine Zidane no comando técnico dos Bleus.
As Eleições 2026 terão, pela segunda vez, horário unificado para abertura e fechamento das seções eleitorais em todo o país. O primeiro turno será realizado neste domingo (4), enquanto um eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Nas duas datas, a votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário oficial de Brasília. O encerramento às 17h será válido desde que não haja eleitores na fila.
A regra foi determinada pelo Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em dezembro de 2021. Para as eleições deste ano, o horário unificado está previsto na Resolução TSE nº 23.751/2026, que estabelece o horário de Brasília como referência para a abertura e o fechamento das seções eleitorais e também para a divulgação dos resultados.
Que horas começa a votação em cada estado?
Embora a referência seja o horário de Brasília, eleitores de locais com outros fusos horários terão horários diferentes no relógio local;
Em Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima, por exemplo, as seções eleitorais começarão a receber os eleitores às 7h no horário local, equivalente às 8h em Brasília;
Na maior parte do Amazonas, a votação também começará às 7h. Em algumas localidades que seguem o fuso do Acre, porém, o início será às 6h no horário local;
Já em Fernando de Noronha (PE), que está uma hora à frente de Brasília, as seções começarão a funcionar às 9h no horário local.
Embora a referência seja o horário de Brasília, eleitores de locais com outros fusos horários terão horários diferentes no relógio local – Imagem: Joa Souza/Shutterstock
Resultados poderão começar a ser divulgados às 17h
A unificação do horário também permite que a Justiça Eleitoral comece a divulgar os resultados a partir das 17h, pelo horário de Brasília.
Antes da mudança, era necessário esperar o encerramento da votação no Acre, um dos últimos locais do país a concluir o processo por causa do fuso horário. A regra tinha como objetivo evitar que a divulgação antecipada dos resultados influenciasse eleitores que ainda estivessem votando em outras regiões.
Com o horário unificado, a expectativa do TSE é que a apuração e a divulgação dos resultados possam começar de forma simultânea em todo o país, a partir das 17h de Brasília.
Com a chegada das eleições 2026, uma questão paira sobre a cabeça de muitos eleitores: o famoso e-Título pode ser utilizado na hora do voto?
No dia da votação, o eleitor precisa seguir alguns procedimentos antes de registrar o voto na urna eletrônica. As regras estão previstas na Resolução-TSE nº 23.759/2026 e incluem a apresentação de documento oficial com foto, a identificação na seção eleitoral e a conclusão da votação.
O primeiro passo é comparecer ao local de votação e procurar a seção eleitoral. Na mesa receptora, é necessário apresentar um documento oficial com foto.
Entre os documentos aceitos estão o e-Título, a carteira de identidade, a identidade social, o passaporte e outros documentos de valor legal equivalente, como carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho física e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Já certidão de nascimento, certidão de casamento e carteira de trabalho digital não são aceitas como prova de identidade no momento da votação.
Como funciona a identificação
O documento apresentado (independentemente de ser o e-Título ou outro) será conferido pelo mesário antes da liberação da urna. Se não houver dúvida sobre a identidade, o eleitor estará habilitado a votar;
Nas seções que utilizam biometria, será solicitado o posicionamento do polegar ou do indicador no leitor biométrico. Caso a biometria não seja reconhecida, a identificação será feita por meio da conferência dos dados;
Depois da identificação, o eleitor deve assinar o caderno de votação. Quem não souber ou não puder assinar poderá registrar a impressão digital;
Em seguida, a pessoa estará habilitada a entrar na cabine e digitar os números das candidatas e dos candidatos na urna eletrônica. Ao concluir a votação, receberá o comprovante de votação.
Celular não pode entrar na cabine
Quem utilizar um documento digital no celular deverá guardar o aparelho no local indicado para os pertences antes de votar.
O celular é proibido dentro da cabine de votação, mesmo que esteja desligado. A regra tem como objetivo preservar o sigilo do voto e impedir fotos, gravações ou qualquer outro registro da escolha do eleitor.
Se a pessoa se recusar a entregar o aparelho, não poderá votar. A ocorrência deverá ser registrada em ata e o presidente da mesa poderá acionar a polícia e comunicar o caso ao juiz eleitoral para as providências cabíveis.
Quem utilizar um documento digital no celular deverá guardar o aparelho no local indicado para os pertences antes de votar – Imagem: Sidney de Almeida/Shutterstock
Se houver dúvida sobre a identidade de uma pessoa que se apresenta para votar, a mesa receptora poderá fazer perguntas, conferir a assinatura e recorrer à validação biométrica. Se a dúvida persistir, o caso poderá ser encaminhado para decisão da Justiça Eleitoral.
Pessoas analfabetas poderão utilizar instrumento que auxilie no voto, desde que o sigilo seja preservado.
Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida poderão contar com o auxílio de uma pessoa de sua escolha dentro da cabine, inclusive para digitar os números na urna.
Pessoas com deficiência visual poderão utilizar recursos, como sistema de áudio com fone descartável, orientação sobre a tecla 5, material em Braille, instrumento mecânico de apoio e entrada com cão-guia.
E se o eleitor não terminar de votar?
A resolução também estabelece o que ocorre quando alguém inicia a votação, mas não a conclui.
Se a pessoa se identificar e desistir antes de confirmar qualquer voto, poderá retornar à seção até o encerramento da votação. Por outro lado, se já tiver confirmado o voto para pelo menos um cargo e sair da cabine sem concluir os demais, será orientada pelo mesário a retornar para finalizar a votação.
Caso se recuse a concluir o procedimento depois da orientação, não poderá voltar posteriormente para completar os votos restantes. Nesse caso, os votos que não foram registrados serão considerados nulos.
A votação termina às 17h, no horário de Brasília, desde que não haja fila. Quem estiver na fila nesse horário terá direito de votar e deverá receber uma senha para permanecer no processo até concluir a votação.