Ex-atleta paralímpico pode ir ao espaço em missão histórica 

Um ex-atleta paralímpico está perto de entrar para a história da exploração espacial. O britânico John McFall, astronauta da reserva da Agência Espacial Europeia (ESA), poderá se tornar a primeira pessoa com deficiência física a viver e trabalhar em órbita da Terra.

A possibilidade surgiu após a assinatura de um acordo entre o governo do Reino Unido e a empresa americana Vast, responsável pelo desenvolvimento de uma nova geração de estações espaciais privadas. O objetivo da parceria é buscar financiamento para levar McFall a uma missão científica na futura estação Haven-1.

Em resumo:

  • Ex-atleta paralímpico pode integrar missão espacial histórica;
  • John McFall pode se tornar primeira pessoa com deficiência física a viver no espaço;
  • Parceria entre Reino Unido e Vast viabiliza financiamento;
  • Missão é planejada para a futura estação privada Haven-1 da Vast;
  • Projeto simboliza inclusão, ciência e avanços médicos.
John McFall, em entrevista concedida em 2022, quando ele foi selecionado para o corpo de astronautas da ESA. – Crédito: ESA

Aos 45 anos, McFall acumula uma trajetória marcada por superação e conquistas. Ele perdeu a perna direita aos 19 anos em um acidente de motocicleta, mas seguiu carreira no esporte de alto rendimento. Em 2008, conquistou a medalha de bronze nos 100 metros rasos nos Jogos Paralímpicos de Pequim. Além do esporte, formou-se em medicina e atualmente atua como cirurgião no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.

Astronauta vai participar de pesquisas sobre o corpo humano no espaço

A Haven-1 será a primeira estação espacial da Vast e está sendo desenvolvida para operar na órbita baixa da Terra, região onde também se encontra a Estação Espacial Internacional (ISS). O projeto prevê o lançamento da estrutura a bordo de um foguete Falcon 9, da SpaceX, possivelmente já no próximo ano.

Apesar do entusiasmo em torno da iniciativa, o acordo não garante a participação de McFall na missão. O documento assinado estabelece que a Agência Espacial do Reino Unido ajudará a empresa a buscar patrocinadores e recursos financeiros necessários para tornar o voo uma realidade.

Caso a missão seja confirmada, o astronauta participará de pesquisas sobre o comportamento do corpo humano no ambiente espacial. Os estudos deverão abordar temas como fisiologia, mobilidade e o uso de próteses em condições de microgravidade.

estação espacial Heaven
Ilustração da estação Haven-1 em órbita com a cápsula Dragon acoplada. – Crédito: Vast

Os resultados dessas investigações podem trazer benefícios que vão além da exploração espacial. Segundo autoridades britânicas, os conhecimentos obtidos poderão contribuir para o desenvolvimento de próteses mais leves, eficientes e adaptáveis ao cotidiano dos usuários.

As pesquisas também poderão ampliar a compreensão de doenças que afetam músculos e ossos, como osteoporose e atrofia muscular. Os dados coletados no espaço ainda poderão ajudar no aperfeiçoamento de técnicas de reabilitação para pessoas amputadas.

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Missão representa superação de barreiras

Para McFall, a missão teria um significado que ultrapassa os avanços científicos. Em um comunicado, ele disse que o projeto representa uma oportunidade de demonstrar que pessoas com deficiência podem ocupar espaços antes considerados inacessíveis. O astronauta afirma que o voo enviaria uma mensagem poderosa sobre inclusão e superação de barreiras.

A ministra espacial do Reino Unido, Liz Lloyd, elogiou a trajetória de John McFall e afirmou que suas conquistas no esporte, na medicina e na ciência demonstram uma determinação extraordinária. “O Reino Unido está empenhado em estar na vanguarda dos voos espaciais tripulados inclusivos”, declarou. Segundo ela, a iniciativa dá continuidade ao trabalho pioneiro já realizado por McFall e cria uma oportunidade concreta para que ele participe de uma missão espacial. “Estou ansiosa para ver o que podemos alcançar juntos”, acrescentou.

A Vast também vem expandindo sua atuação no setor espacial. Recentemente, a empresa assinou um contrato com o governo francês para realizar duas missões: uma destinada a levar um astronauta francês à ISS e outra à futura Haven-1. O acordo reforça a crescente participação da iniciativa privada na exploração humana do espaço.

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Como era o bafo do T. Rex? Exposições tentam responder curiosidade sobre o predador

Pesquisadores e desenvolvedores de exposições em museus norte-americanos recorreram a evidências paleontológicas e comparações com espécies atuais para tentar responder a uma curiosidade incomum: qual seria o cheiro do hálito de um Tiranossauro Rex? As iniciativas ganharam destaque em mostras dedicadas ao período Cretáceo e ao famoso predador pré-histórico.

Os experimentos foram desenvolvidos em instituições dos Estados Unidos que buscam tornar a experiência dos visitantes mais imersiva por meio do olfato. A proposta é aproximar o público de um ambiente que existiu há cerca de 66 milhões de anos, recriando aromas associados tanto aos animais quanto à vegetação da época.

Com base em características anatômicas do T. rex e em estudos sobre os ecossistemas em que viveu, especialistas concluíram que o predador provavelmente tinha um hálito bastante desagradável, resultado dos hábitos alimentares e do acúmulo de resíduos orgânicos na boca.

Museus transformam hipóteses científicas em experiências sensoriais

Capa - t-rex
Capa – t-rex Imagem: Shutterstock AI Generator

Uma das iniciativas foi desenvolvida pelo Field Museum, em Chicago, durante a reformulação da exposição dedicada a Sue, um dos fósseis de T. rex mais completos já descobertos. A equipe responsável decidiu ampliar a interação dos visitantes, estimulando diferentes sentidos, inclusive o olfato.

Segundo Ben Miller, desenvolvedor de exposições da instituição, a ideia surgiu da tentativa de responder perguntas pouco convencionais sobre o cotidiano desses animais extintos. A partir dessa proposta, foram criadas fragrâncias inspiradas tanto no ambiente natural da época quanto no próprio predador.

A reconstrução do suposto hálito do dinossauro levou em consideração a estrutura de sua dentição e a forma como se alimentava. Conforme explicou Miller à revista Popular Science, a distância entre os dentes favoreceria a retenção de fragmentos de carne por períodos prolongados.

T. rex tem dentes relativamente espaçados. Ele provavelmente engolia grande parte do alimento sem mastigar, o que faria com que pedaços de carne permanecessem na boca por muito tempo”, afirmou Ben Miller, desenvolvedor de exposições do Field Museum.

Para reproduzir esse cenário, os responsáveis pela exposição utilizaram como referência um odor artificial empregado no treinamento de cães de resgate. O resultado inicial foi considerado intenso demais para o público e precisou ser suavizado antes de ser incorporado ao espaço expositivo.

Imagem: Herschel Hoffmeyer/Shutterstock

Além do cheiro atribuído ao predador, a mostra passou a apresentar aromas inspirados na flora que dominava partes da América do Norte no fim do período Cretáceo. Entre as referências escolhidas estavam espécies associadas a gengibre, tulipeiro e cipreste, utilizadas como aproximações modernas de plantas que compunham aquelas paisagens antigas.

Outra instituição a explorar o potencial educativo dos odores foi o Children’s Museum of Indianapolis. Em uma área dedicada aos dinossauros, os visitantes são convidados a identificar, por meio do cheiro, qual opção representaria uma possível fonte de alimento para um T. rex.

De acordo com Melissa Pederson, desenvolvedora de exposições do museu, duas das alternativas apresentadas remetem a plantas, enquanto a terceira tenta reproduzir o esterco de um grande dinossauro herbívoro. Para chegar ao resultado, a equipe buscou uma referência contemporânea em animais de grande porte com dieta baseada em vegetais.

A solução encontrada foi utilizar um aroma inspirado em fezes de elefante. Consoante o relato de Pederson à Popular Science, o cheiro surpreende por não ser necessariamente repulsivo, apresentando características levemente adocicadas.

É um aroma que tem certa doçura”, relatou Melissa Pederson, desenvolvedora de exposições do Children’s Museum of Indianapolis.

Para os organizadores, a inclusão de cheiros contribui para despertar emoções e ampliar o envolvimento do público com temas científicos. A estratégia também ajuda a transformar conceitos abstratos sobre a vida pré-histórica em experiências mais concretas para crianças e famílias.

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Ônibus espaciais: uma história de avanços, segredos e tragédias

Na tarde de 14 de abril de 1981, o deserto da Califórnia foi palco de um feito quase inacreditável. Desafiando a engenharia da época, um veículo com asas, do tamanho de um jato comercial, descia dos céus em silêncio, planando sem propulsão após sobreviver à reentrada atmosférica a 27 mil km/h. O toque das rodas do ônibus espacial Columbia na pista da Base de Edwards, da Força Aérea dos Estados Unidos, fez mais do que encerrar com sucesso a histórica missão STS-1: inaugurou uma era na qual o espaço deveria se tornar um endereço acessível e rotineiro.

O conceito daquela máquina audaciosa havia nascido pouco mais de 10 anos antes, na virada entre as décadas de 1960 e 1970. Enquanto os astronautas do programa Apollo ainda deixavam suas pegadas no solo lunar, a cúpula da NASA já sentia os primeiros sinais de que o interesse político começava a mudar. Os Estados Unidos haviam vencido a União Soviética na corrida até a Lua e, com o objetivo principal cumprido, o entusiasmo do governo esfriou rapidamente, dando lugar a uma cobrança inédita por economia.

ônibus espacial columbia
O ônibus espacial Columbia pousa na pista 23 no leito do lago na Base da Força Aérea de Edwards, Califórnia, ao concluir a primeira missão orbital em 14 de abril de 1981. – Crédito: Arquivo/NASA

O problema estava no desperdício da tecnologia da época. De acordo com a Planetary Society, o programa Apollo havia custado mais de 309 bilhões de dólares em valores corrigidos, baseando-se em um modelo financeiramente inviável. Cada foguete Saturno V, uma obra-prima de engenharia, funcionava como um artigo de luxo descartável. Após o lançamento, suas peças bilionárias eram simplesmente abandonadas no oceano após um único uso.

Para sustentar a presença do país na órbita terrestre, a lógica precisava mudar radicalmente. Em vez de descartar espaçonaves a cada missão, a nova diretriz exigia veículos robustos e reutilizáveis – uma frota permanente capaz de ir e voltar do espaço com a mesma regularidade de um avião comercial.

Sob essa nova premissa econômica e tecnológica, a NASA começou a delinear o projeto do Space Transportation System (STS), que ficou mundialmente conhecido como ônibus espacial. A proposta era fascinante: um sistema híbrido capaz de decolar com a potência de um foguete, atuar em órbita como um laboratório ou cargueiro e retornar à Terra pousando como um avião convencional. 

A promessa de uma nave quase totalmente reaproveitável (à exceção de algumas partes que eram descartadas e da necessidade de recondicionamento de motores para cada voo) alimentava o plano ambicioso de realizar dezenas de voos por ano, reduzindo drasticamente os custos e transformando o acesso ao espaço em uma operação rotineira.

O engenheiro espacial Lucas Fonseca, consultor externo do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA) e propositor da Garatéa-L, primeira missão lunar brasileira, explica que uma das premissas do programa era tentar reutilizar a maior quantidade possível de partes para que abaixasse o custo de chegar ao espaço. 

“Até os ônibus espaciais, tudo que ia ao espaço, com exceção daquelas pequenas cápsulas que retornavam com os astronautas, era descartado. A ideia do ônibus espacial era reutilizar boa parte disso, e aí eles fizeram um veículo que tinha o formato parecido com o de um avião, para ver se conseguiria retornar o veículo para usar o mesmo veículo para o novo lançamento”, disse Fonseca em entrevista ao Olhar Digital. “Só que ele tinha outros componentes, como os dois boosters laterais, que eram aqueles dois pinos brancos do lado do tanque de combustível laranja do ônibus espacial, que ajudavam a tirar a massa do ônibus espacial da Terra, vencer a gravidade e chegar em órbita. Aqueles boosters caíam no mar, eram resgatados e recondicionados para voar novamente. A parte laranja, aquele tanque gigantesco, onde se concentrava todo o combustível necessário para chegar em órbita, era perdido, aquilo não tinha retorno”. 

Lançamento de ônibus espacial
Ao todo, a NASA lançou 135 missões, distribuídas entre cinco ônibus espaciais – Crédito: NASA

Conforme explica o professor e escritor Rui Botelho, editor do canal Brazilian Space e ex-servidor de carreira da Agência Espacial Brasileira (AEB), os ônibus espaciais eram capazes de realizar missões variadas, desde o lançamento e a recuperação de satélites até a manutenção de infraestruturas espaciais, como ocorreu no conserto do telescópio Hubble.

A espaçonave também permitia que os astronautas realizassem pesquisas de forma autônoma. “O próprio ônibus levava no seu compartimento de carga um laboratório próprio, onde os astronautas se deslocavam na cabine pressurizada para esse sistema, que também era pressurizado; este ambiente onde eles faziam experimentos em órbita”, detalha Botelho em entrevista ao Olhar Digital.

O encerramento de cada missão exigia manobras precisas. Após a conclusão das tarefas, a nave reduzia sua velocidade orbital para iniciar a reentrada. O processo envolvia uma frenagem atmosférica realizada com a parte inferior do veículo, protegida por pastilhas térmicas. “Essas pastilhas vão aquecendo, aquecendo, aquecendo, e esse calor não é dissipado para o restante da nave; elas são uma proteção”, explica o professor. Com essa blindagem, o veículo diminuía gradualmente a velocidade durante a descida até atingir a altitude necessária para o planeio final, pousando, por fim, como uma aeronave convencional.

Após cada missão, ele ainda precisava passar por manutenção antes de ser usado novamente. “Então a ideia principal aqui era um sistema que poderia reutilizar parte dele para jogar os preços de acesso ao espaço para baixo”, resume Fonseca.

Na prática, porém, a ideia de tornar os voos orbitais cotidianos e acessíveis esbarrou em desafios muito mais complexos do que o previsto. A manutenção das naves era minuciosa, os custos continuavam elevados e cada lançamento exigia meses de preparação. Aos poucos, o projeto que simbolizava o futuro da exploração espacial também passou a expor os riscos extremos de colocar vidas humanas em jogo. 

O programa revolucionou a engenharia aeroespacial, levou astronautas à órbita por três décadas e serviu como a espinha dorsal para a construção da Estação Espacial Internacional (ISS). Mas a mesma história que consolidou esse legado ficou marcada por duas tragédias que mudaram para sempre os padrões de segurança dos voos tripulados ao espaço.

Como eram e quantos ônibus espaciais existiram?

O chamado veículo orbitador (Orbiter Vehicle) tinha 37 metros de comprimento, 23,8 metros de envergadura e pesava 78 toneladas, contando com três potentes motores RS-25 na cauda. Projetado com capacidade para transportar sete astronautas e até 24 toneladas de carga para a órbita baixa, ele exigia uma força monumental para ser tirado do chão: um gigantesco tanque externo abastecido com mais de 760 toneladas de hidrogênio e oxigênio líquidos, ladeado por dois foguetes auxiliares de combustível sólido que pesavam 600 toneladas cada um.

O lançamento ocorria verticalmente, como o de um foguete convencional. Os motores principais e os dois foguetes auxiliares operavam em conjunto para vencer os primeiros quilômetros de atmosfera. Após o impulso inicial, os propulsores laterais eram ejetados e caíam de paraquedas no oceano, onde eram resgatados para reutilização. 

Visão de lado de um ônibus espacial pousando
Após três décadas de lançamentos, a NASA aposentou seus ônibus espaciais – Crédito: Arquivo Nacional dos EUA

Pouco tempo depois, o tanque externo também se desprendia, mas não era reaproveitado, sendo destruído pelo calor da reentrada atmosférica. Após concluir suas missões em órbita, o ônibus espacial iniciava seu retorno enfrentando a turbulência extrema e o calor incandescente da alta atmosfera, onde o atrito transformava o ar ao redor da nave em um manto de plasma. Vencida essa etapa, o veículo passava a planar com os motores desligados até realizar o pouso na pista. 

Entre o lançamento inaugural em 1981 e o pouso derradeiro em 2011, o programa dos ônibus espaciais cruzou três décadas. Ao longo de 135 missões, a NASA levou ao espaço 355 astronautas (306 homens e 49 mulheres), de 16 nações diferentes. A frota que sustentou essa era foi composta por seis veículos, cada um com uma trajetória única de marcos técnicos e dramas humanos.

A história começou, na verdade, quatro anos antes do primeiro voo orbital, em 1977, com o protótipo experimental Enterprise realizando testes de voo e pouso. Embora crucial para validar o design aerodinâmico, esse modelo nunca recebeu motores ou proteção térmica, jamais cruzando a fronteira do espaço. Segundo Fonseca, “o Enterprise só serviu para fazer testes atmosféricos, mas ele foi necessário para que se dominasse a tecnologia, para que se construísse outros ônibus espaciais”. 

O “batismo de fogo orbital” veio com o Columbia, lançado em 12 de abril de 1981, levando a bordo os tripulantes da missão STS-1, John Young e Robert Crippen. Ao longo de 22 anos, o veículo realizou 28 missões e transportou um total de 160 astronautas até o seu voo final em 2003.

Em 1983, o ônibus espacial Challenger expandiu a capacidade da frota. Em seu voo inaugural (STS-6), levou ao espaço os astronautas Paul Weitz, Karol Bobko, Donald Peterson e Story Musgrave – os dois últimos responsáveis pela primeira caminhada espacial do programa. Ao todo, a nave completou nove missões bem-sucedidas e transportou 60 tripulantes, incluindo Sally Ride, a primeira mulher estadunidense no espaço, e Guion Bluford, o primeiro negro do país em órbita, antes de ser destruída em 1986 com sete astronautas a bordo.

O Discovery assumiu o papel de cavalo de batalha da NASA a partir de 1984, estreando na missão STS-41-D sob o comando de Henry Hartsfield. Esse veículo se tornou a espaçonave mais ativa da história com 39 missões concluídas e 252 astronautas transportados, sendo a responsável por colocar o Telescópio Espacial Hubble em órbita, em 1990 (STS-31), e por levar o veterano John Glenn de volta ao espaço aos 77 anos, em 1998 (STS-95). 

ônibus espacial Discovery
Ônibus espacial Discovery, a espaçonave mais ativa da história da NASA, com 39 missões concluídas e 252 astronautas transportados – Crédito: NASA

“O Discovery colocou em órbita o Telescópio Espacial Hubble, um experimento que modificou todo o estudo e conhecimento da humanidade. O que o Hubble agregou de conhecimento só é comparável ao que o James Webb está fazendo agora, mais recentemente”, ressalta Botelho. “Era uma nave muito confiável, a nave principal. Começou com ela a construção da Estação Espacial Internacional”. 

Em 1985, foi a vez do Atlantis estrear no espaço com a STS-51-J, uma missão militar sigilosa comandada por Karol Bobko. A nave encerrou sua trajetória com 33 voos e 207 tripulantes lançados, destacando-se pelas acoplagens na estação russa Mir e por realizar o último voo da era dos ônibus espaciais, em 2011. 

O caçula da família, Endeavour, foi construído a partir de peças sobressalentes para substituir o Challenger. Seu primeiro voo ocorreu em 1992 com a missão STS-49, comandada por Daniel Brandenstein, e foi marcado pela caminhada espacial inédita de três astronautas – Pierre Thuot, Richard Hieb e Thomas Akers – para resgatar um satélite Intelsat. O veículo realizou 25 missões e levou 173 pessoas ao espaço até ser aposentado, dois meses antes do encerramento do programa.

Durante essas três décadas, os ônibus espaciais funcionaram como verdadeiras “ferramentas multiuso” na órbita terrestre, acumulando um histórico de conquistas que inclui:

  • Lançar e consertar satélites de comunicações e defesa diretamente no espaço;
  • Operar laboratórios científicos em microgravidade a bordo de seus compartimentos de carga;
  • Lançar e manter o Telescópio Espacial Hubble, que recebeu cinco missões complexas de reparo e modernização;
  • Colocar grandes observatórios em órbita, como o renomado telescópio de raios-X Chandra;
  • Transportar e acoplar os principais módulos estruturais da ISS.

133 sucessos e dois fracassos fatais

Embora 133 das 135 missões dos ônibus espaciais tenham sido concluídas com sucesso, o programa ficou marcado por dois acidentes fatais que tiraram a vida de 14 astronautas. As tragédias interromperam as operações da NASA, revelaram falhas técnicas e operacionais e provocaram mudanças profundas nos protocolos de segurança das missões espaciais.

O primeiro desastre ocorreu em 28 de janeiro de 1986, durante o lançamento da missão STS-51-L pelo Challenger, matando os sete tripulantes a bordo. Centenas de pessoas – entre elas, muitas crianças – assistiam ao lançamento no local, enquanto milhões acompanhavam ao vivo pela televisão.

O clima de entusiasmo se justificava pelo apelo educativo da viagem. Para aproximar a ciência das salas de aula, a NASA criou o projeto “Professor no Espaço” e escolheu, entre milhares de candidatos, Christa McAuliffe, professora em uma escola pública de Concord, no estado de New Hampshire. A proposta era que ela gravasse aulas e realizasse experimentos diretamente da órbita da Terra.

Além disso, a missão também carregava objetivos científicos e políticos importantes, como colocar em órbita um satélite de comunicações e outro voltado para observar o famoso cometa Halley. 

A tripulação transmitia uma mensagem de inclusão. O grupo contava com duas mulheres, o primeiro astronauta de origem asiática e o segundo astronauta negro da agência – diversidade que procurava mostrar que o espaço pertencia a todos.

No dia do lançamento, no entanto, uma forte onda de frio atingiu a Flórida, chegando a congelar partes da plataforma. A decolagem foi adiada por algumas horas, mas a autorização final veio no início da tarde.

Apenas 73 segundos após deixar o chão, próximo ao momento de máxima pressão atmosférica, o Challenger se desintegrou pelos ares. Diante das câmeras e do público perplexo, o veículo se rompeu em meio a uma gigantesca nuvem de fumaça, matando todos a bordo.

challenger
A tripulação do ônibus espacial Challenger. Na fileira de baixo, da esquerda para a direita: Michael Smith, Dick Scobee e Ronald McNair. Na fileira de cima, da esquerda para a direita: Ellison Onizuka, Christa McAuliffe, Gregory Jarvis e Judith Resnik. Todos morreram no desastre, com transmissão ao vivo pela TV. – Crédito: NASA

Além da professora McAuliffe, a tragédia vitimou o comandante Francis Scobee, o piloto Michael Smith, os especialistas Ellison Onizuka, Judith Resnik e Ronald McNair, e o engenheiro Gregory Jarvis. Foi o primeiro desastre tecnológico dessa escala transmitido ao vivo para o mundo.

Para entender o que deu errado, o governo dos EUA criou a Comissão Rogers, um grupo formado por investigadores e cientistas. Segundo o relatório final, uma peça de borracha, responsável por vedar um dos foguetes auxiliares, perdeu elasticidade e falhou por causa do frio intenso. 

“Esse anel de vedação é justamente para não deixar com que os gases que estão queimando ali dentro não se dispersem lateralmente. Eles são direcionados para a tubeira do motor, para a parte de baixo do motor, direcionando o empuxo verticalmente para baixo”, explica o professor Botelho. “E, nesse dia muito frio, quebrando até um parâmetro de segurança que a própria empresa fabricante havia especificado, foi decidido que a missão seria lançada. Esse anel de vedação encolheu durante o período anterior ao lançamento, com a exposição do equipamento ao tempo. E esse encolhimento não permitiu que a vedação acontecesse. Os gases e a queima que foi escapando desse anel de vedação de um dos boosters de combustível sólido acabou atingindo o tanque laranja, o que ocasionou a explosão da nave”.

A investigação também revelou um grave problema de comunicação. Engenheiros sabiam do risco de lançar a nave naquela temperatura e tentaram avisar a diretoria, mas essas preocupações não foram tratadas com o devido rigor. O caso virou referência em debates sobre como grandes instituições lidam com riscos e prevenção. 

A segunda tragédia ocorreu 17 anos depois, em 1º de fevereiro de 2003, com o ônibus espacial Columbia. Após uma missão científica bem-sucedida de 16 dias no espaço, a nave iniciava seu retorno à Terra. Faltando apenas 16 minutos para o pouso planejado no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a comunicação com a base foi repentinamente cortada.

Moradores do Texas e da Louisiana olharam para o céu e viram múltiplos rastros de fumaça. O Columbia havia se desintegrado na alta atmosfera, a quase 62 km de altitude e a uma velocidade de 20 mil km/h. O acidente tirou a vida do comandante Rick Husband, do piloto William McCool, dos especialistas de missão David Brown, Kalpana Chawla, Laurel Clark e Michael Anderson, além do primeiro astronauta de Israel, Ilan Ramon. 

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Astronautas mortos no acidente do ônibus espacial Columbia. Da esquerda para a direita: David Brown, Rick Husband, Laurel Clark, Kalpana Chawla, Michael Anderson, William McCool e Ilan Ramon – Crédito: Arquivo NASA

O que mais impressionou o mundo foi a descoberta de que o destino da nave havia sido selado logo nos primeiros segundos do lançamento, 16 dias antes. Durante a decolagem, um pedaço da espuma que isolava o tanque externo de combustível se soltou. Embora fosse um material leve, a velocidade do foguete era tão alta que o impacto daquele bloco abriu um buraco na parte inferior da asa esquerda do ônibus espacial, danificando as placas de carbono que protegiam o veículo contra o calor extremo. 

“A missão ocorreu normal. Só que no retorno à Terra, como a nave volta frenando na atmosfera e gerando aquele aquecimento, o local onde havia ocorrido o desgaste pelo impacto acabou permitindo que esse calor que deveria ser contido por essas pastilhas não fosse retido e ele atingisse a nave, penetrasse e causasse o colapso que acabou acontecendo”, explica Botelho. “Isso já foi em uma altitude que pôde ser acompanhado por algumas câmeras que estavam filmando. E os destroços se espalharam por boa parte dos Estados Unidos. Nenhum dos astronautas sobreviveu”. 

Com a tragédia do Columbia, ficou claro que a NASA ainda sofria dos mesmos problemas de cultura organizacional do passado. Engenheiros chegaram a alertar sobre o impacto da espuma durante o lançamento e pediram imagens de satélite para avaliar possíveis danos, mas a preocupação foi minimizada pela gerência. 

Depois do acidente, a frota permaneceu em solo por mais de dois anos enquanto a agência revisava protocolos de segurança. Embora os voos tenham sido retomados para concluir a construção da ISS, o desastre do Columbia foi o ponto de virada que confirmou a insustentabilidade do programa. A complexidade, os custos elevados e o risco extremo inerentes aos ônibus espaciais tornaram inevitável o encerramento definitivo do programa em 2011. 

Os dois acidentes marcaram muito a humanidade e tiveram um impacto de imagem terrível para o projeto. Ainda assim, na balança do que se propôs, das expectativas dessa realidade, sem sombra de dúvidas, os ônibus espaciais são um marco histórico, uma contribuição muito grande para a humanidade. E, ainda que tenham ocorrido os acidentes, que foram terríveis, valeu muito ter desenvolvido esse sistema.

Rui Botelho, editor do canal Brazilian Space e ex-servidor da AEB
Rui Botelho - AEB
Rui Botelho, ex-servidor de carreira da Agência Espacial Brasileira (AEB), ressalta que os dois acidentes marcaram muito a humanidade – Crédito: Rui Botelho

A herança deixada para a geração SpaceX e Artemis

Mesmo com as cicatrizes e os altos custos, o programa deixou um legado de lições que moldam a forma como a NASA e o setor privado operam hoje. A principal herança é a transição de uma visão centralizada para uma parceria estratégica entre o setor público e empresas privadas, permitindo que a inovação avance com mais agilidade e segurança.

Se os ônibus espaciais foram os pioneiros da reutilização, a era atual (liderada por empresas privadas, como a SpaceX) transformou essa visão em uma rotina industrial. Hoje, o pouso de propulsores de foguetes, algo que até poucos anos atrás parecia um feito tecnicamente improvável, tornou-se um procedimento comum. A diferença crucial é que, agora, a segurança e a automação digital guiam o design dos veículos desde os primeiros desenhos, priorizando sistemas de escape de emergência e redundâncias que a estrutura complexa dos antigos orbitadores não permitia. 

Esse aprendizado é o pilar central do programa Artemis, que tem por objetivo retornar à Lua, estabelecendo por lá uma presença humana sustentável. Diferentemente do projeto dos ônibus espaciais, que se restringia à órbita terrestre baixa, a nova fase da exploração utiliza tecnologias desenvolvidas para serem modulares, mais leves e, sobretudo, menos vulneráveis a falhas críticas. O custo-benefício, que tanto pressionou a gestão da NASA no passado, agora é otimizado por veículos versáteis, adaptáveis a diferentes missões, seja para o transporte de cargas ou de tripulação.

Começamos lá, na década de 1950, com o projeto Mercury, depois o Gemini, finalmente as missões Apollo, até culminar nos ônibus espaciais. Boa parte da tecnologia empregada nos foguetes da SpaceX são herança do que foi aprendido ao longo das décadas com essas missões. Quando você olha para o Programa Artemis, tem uma herança maior ainda, porque o foguete SLS reutiliza os motores da época dos ônibus espaciais. Os boosters laterais no SLS são uma herança clara do ônibus espacial, são os mesmos propulsores com uma seção adicionada, para ter um pouco mais de combustível para queimar, de propulsão sólida. Então, você vê que esses programas todos impactaram o que é hoje a astronáutica moderna.

Lucas Fonseca, engenheiro espacial.
Lucas Fonseca
Lucas Fonseca, consultor do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA), detalhou sobre a história dos ônibus espaciais ao Olhar Digital. – Crédito: Lucas Fonseca

Mais do que máquinas, a principal herança dos ônibus espaciais para a geração atual está na construção de uma cultura mais forte de segurança, transparência técnica e valorização da vida humana. A partir das lições aprendidas com acidentes como os do Challenger e do Columbia, foram criados processos mais formais de revisão independente, regras mais rigorosas para analisar riscos e um ambiente que incentiva o questionamento entre engenheiros e especialistas. 

Hoje, enquanto a nova geração de astronautas se prepara para missões que levam a humanidade de volta ao solo lunar e visam o futuro horizonte de Marte, eles carregam o aprendizado de 30 anos de voos orbitais. 

O sonho de tornar o espaço acessível não morreu com a aposentadoria dos ônibus espaciais; apenas amadureceu, provando que o caminho para as estrelas não é feito só de tecnologia de ponta, mas da responsabilidade constante em proteger aqueles que desbravam o desconhecido.

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Canadá x Bósnia: onde assistir, horário e escalações do jogo da Copa do Mundo

Nesta sexta-feira (12)Canadá e Bósnia se enfrentam em jogo válido pela primeira rodada do grupo B da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 16h (horário de Brasília) no BMO Field, em Toronto (Canadá).

  • Canadá x Bósnia
    • Competição: Copa do Mundo 2026
    • Fase: grupos, primeira rodada – grupo B
    • Data: 12/06 (sexta-feira)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: BMO Field, em Toronto (Canadá)

Onde assistir Canadá x Bósnia pela Copa do Mundo?

O duelo entre Canadá e Bósnia será transmitido ao vivo exclusivamente no streaming, pela CazéTV.

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Prováveis escalações e arbitragem

  • Canadá: Crépeau; Laryea, Derek Cornelius, De Fougerolles, Johnston; Millar, Ahmed, Eustáquio, Buchanan; Larin, Jonathan David.
    • Técnico: Jesse Marsch
  • Bósnia: Vasilj.; Kolasinac, Muharemovic, Katic, Dedic; Memic, Tahirovic, Basic, Bajraktarevic; Demirovic, Bazdar.
    • Técnico: Sergej Barbarez
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Facundo Tello (ARG)
    • Assistentes: Juan Pablo Belatti (ARG) e Gabriel Chade (ARG)
    • VAR: Hernan Mastrangelo (ARG)

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Como chegam Canadá e Bósnia

O Canadá é um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026. Nos dois amistosos realizados antes da competição, venceu o Uzbequistão por 2 a 0 e empatou com a Irlanda em 1 a 1.

Já a Bósnia chega com moral após ter obtido a vaga para a Copa na repescagem, ao vencer a Itália por 4 a 1 no agregado.

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Seu Direito Digital: STF pode mudar a forma como redes sociais respondem por posts de usuários

Quinta-feira é dia da coluna Seu Direito Digital no Olhar Digital News. O consultor de privacidade e segurança Leandro Alvarenga repercute os principais assuntos jurídicos no setor de tecnologia e tira as dúvidas dos nossos leitores. 

STF pode mudar a forma como redes sociais respondem por posts de usuários

O STF retomou nesta quinta-feira (11) o julgamento sobre a responsabilidade das redes sociais por conteúdos publicados por terceiros. O que pode mudar na forma como as redes sociais respondem por posts de usuários a partir desse julgamento do STF?

Recurso do Instagram expõe localização e preocupa usuários no Brasil 

O Instagram liberou no Brasil o novo recurso “Mapa do Instagram”, que permite aos usuários compartilharem suas localizações e visualizarem conteúdos postados em áreas específicas. A funcionalidade já tem gerado debate entre usuários e autoridades.

A deputada federal Erika Hilton prometeu acionar o Ministério Público Federal exigindo a suspensão da ferramenta. Qual é a discussão nesse caso?

CNJ endurece regras para influenciadores mirins nas redes sociais

O Conselho Nacional de Justiça anunciou novas medidas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes que atuam como influenciadores digitais. Quais são as novas regras?

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México x África do Sul: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

As seleções do México e da África do Sul se enfrentam nesta quinta-feira (11) na estreia da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 16h (horário de Brasília) no Estádio Azteca, na Cidade do México, no México.

  • México x África do Sul:
    • Competição: Copa do Mundo
    • Rodada: 1ª rodada da fase de grupos
    • Data: 11/06 (quarta-feira)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • ​Local: Estádio Azteca, na Cidade do México (México)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir México x África do Sul?

O duelo entre México x África do Sul será transmitido pelo streaming Disney+.

Prováveis escalações

  • México: Raúl Rangel; Jorge Sánchez, César Montes, Johan Vásquez e Jesús Gallardo; Erik Lira, Roberto Alvarado e Álvaro Fidalgo; Brian Gutierrez e Julián Quiñonez e Raúl Jiménez.
    • Técnico: Javier Aguirre.
  • África do Sul: Ricardo Gross, Matuludi, Okon, Makhanya e Kabini; Sithole, Mbatha, Sebelebele, Zwane e Moremi; Forster.
    • Técnico: Hugo Broos.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (BRA).
    • Assistentes: Bruno Pires (BRA) e Bruno Boschilia (BRA).
      • VAR: Nicolás Gallo (COL).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Como vem México e África do Sul para a Copa do Mundo

O México volta a sediar uma Copa do Mundo após as edições de 1970 e 1986. A seleção mexicana vem de uma sequência invicta de amistosos: empatou com Portugal e Bélgica, e venceu Gana, Austrália e Sérvia.

Do outro lado, a África do Sul vem de dois empates, em amistosos contra Jamaica e Nicarágua.

Ambas as seleções integram o Grupo A da Copa do Mundo, que ainda conta com República Tcheca e Coreia do Sul.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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O que está em jogo na nova análise do STF sobre a responsabilidade das redes sociais?

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (10) as discussões sobre as responsabilidades das redes sociais sobre os conteúdos publicados por usuários. O julgamento analisa recursos apresentados por big techs como Google e Meta.

Pautada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a análise marca a primeira oportunidade para o STF esclarecer pontos cruciais da tese que alterou a interpretação do Marco Civil da Internet. Na sessão, o Ministro Dias Toffoli afirmou que o Supremo foi “muito equilibrado” ao fixar as regras sobre o tema e descartou as acusações de censura.

O Olhar Digital News recebe Daniella Avelar, Presidente Comissão Direito Digital da OAB de Minas Gerais, para dar detalhes sobre o que está em jogo nesse julgamento. Confira!

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Inglaterra x Costa Rica: onde assistir, horário e escalação do amistoso

As seleções da Inglaterra e da Costa Rica se enfrentam nesta quarta-feira (10) em amistoso internacional. A bola rola às 17h (horário de Brasília) no Inter&Co Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos.

Os ingleses vêm de vitória e entram em campo às vésperas da Copa do Mundo.

  • Inglaterra x Costa Rica:
    • Competição: amistoso internacional
    • Data: 10/06 (quarta-feira)
    • Horário: 17h (horário de Brasília)
    • ​Local: Inter&Co Stadium, Orlando (EUA)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir amistoso entre Inglaterra e Costa Rica?

O duelo entre Inglaterra e Costa Rica será transmitido pelo streaming Disney+.

Prováveis escalações

  • Inglaterra: Pickford; Quansah, Stones, Guehi e Spence; Mainoo e Henderson (Bellingham); Rashford, Rogers e Gordon; Kane.
    • Técnico: Thomas Tuchel.
  • Costa Rica: Patrick Sequeira; Darril Araya, Quirós, Mitchell, Salazar e Faerrón; Carlos Mora, Orlando Galo e Alcócer; Carlos Mora e Ugalde.
    • Técnico: Fernando Batista.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Como vem Inglaterra e Costa Rica para o amistoso

A Inglaterra disputa a Copa do Mundo 2026 no Grupo L e vai enfrentar Croácia, Gana e Panamá. Os ingleses jogaram um amistoso nos Estados Unidos contra a Nova Zelândia e venceram por 1×0.

Do outro lado, a Costa Rica não se classificou para o mundial.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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Portugal x Nigéria: onde assistir, horário e escalação do amistoso

As seleções de Portugal e da Nigéria se enfrentam nesta quarta-feira (10) em amistoso internacional. A bola rola às 16h45 (horário de Brasília) no Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria, em Portugal.

Os portugueses entram em campo às vésperas da Copa do Mundo. Logo após o amistoso, a seleção embarca rumo aos Estados Unidos.

  • Portugal x Nigéria:
    • Competição: amistoso internacional
    • Data: 10/06 (quarta-feira)
    • Horário: 16h45 (horário de Brasília)
    • ​Local: Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria (Portugal)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir amistoso entre Portugal e Nigéria?

O duelo entre Portugal e Nigéria será transmitido pelo canal fechado SporTV.

Prováveis escalações

  • Portugal: José Sá; Semedo, Dias, Veiga e João Cancelo; Samú Costa, Vitinha e Bruno Fernandes; Pedro Neto, Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos.
    • Técnico: Roberto Martínez.
  • Nigéria: Okoye; Bewene, Ogbu, Fernández e Bruno; Simon, Onyeka, Ndidi e Ninadi; Moffi e Adams.
    • Técnico: Eric Chelle.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Como vem Portugal e Nigéria para o amistoso

Portugal disputa a Copa do Mundo no Grupo K e vai enfrentar Colômbia, Uzbequistão e Congo.

Do outro lado, a seleção da Nigéria caiu durante as eliminatórias do continente africano e não conseguiu a classificação para o mundial.

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Brasil x Estados Unidos: onde assistir e horário do amistoso da Seleção feminina

A Seleção Brasileira feminina volta a campo nesta terça-feira (9) contra os Estados Unidos para o segundo amistoso entre as equipes. A bola rola às 21h30 (horário de Brasília) na Arena Castelão, em Fortaleza.

O primeiro duelo foi na Neo Química Arena, em São Paulo, no sábado e terminou 2×1 para o Brasil.

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir amistoso Brasil x Estados Unidos?

O duelo entre a Seleção Brasileira Feminina e os Estados Unidos terá transmissão pela Globo (TV aberta), SporTV (TV fechada) e ge TV (canal do YouTube).

Leia mais:

Seleção Feminina vem de vitória contra os EUA

O Seleção Brasileira Feminina enfrenta os Estados Unidos em dois amistosos em solo brasileiro.

O primeiro, em São Paulo, começou com gol de Sophia Wilson do lado norte-americano. Pouco tempo depois, Thainá Maranhão empatou o jogo, com o gol da virada por conta de Bia Zaneratto – tudo no primeiro tempo.

Brasil e EUA são grandes rivais no futebol feminino. Recentemente, nas Olimpíadas de Paris em 2024, as americanas derrotaram as brasileiras por 1×0 na final e ficaram com a medalha de ouro.

Os Estados Unidos, inclusive, são os maiores vencedores do mundo na categoria feminina, com 4 títulos. O Brasil vai em busca do primeiro na Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontece em terras brasileiras. Tanto a Neo Química Arena quanto a Arena Castelão são estádios confirmados para receberem jogos da competição.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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Quem ri por último, ri melhor? A Apple na corrida das IAs

Ontem, a Apple fez uma série de anúncios em seu evento de desenvolvedores anual, o WWDC. 

Vamos a um resumo:

Apple + Google = ?

A empresa afirmou ter redesenhado sua base de IA para atuar de forma mais integrada aos seus sistemas operacionais, combinando processamento local e infraestrutura em nuvem privada. A principal mudança está na nova geração da Apple Intelligence, construída sobre uma arquitetura redesenhada que combina modelos próprios com tecnologias desenvolvidas em colaboração com o Google. Os sistemas passam a utilizar modelos do Gemini como base para parte das funções mais avançadas.

Siri turbinada com IA

A assistente repaginada se chama Siri AI. A marca promete que a Siri vai entender melhor o seu contexto – seja no iPhone, no iPad ou no Mac.

Pela demonstração da empresa, vai dar para conversar com a Siri AI de forma parecida com a que você fala com outros chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google). Só que em janelinhas nos sistemas operacionais dos aparelhos.

Além de estar mais conversacional e, digamos, esperta, a Siri vai ter um aplicativo dedicado. Isso significa que vai aparecer o ícone de um “Siri App” no seu aparelho da Apple.

iOS 27

Assim como no macOS 27, o iOS 27 seguirá com a tecnologia Liquid Glass, mas aprimorada. A versão anterior registrou problemas de legibilidade de texto relatados pelos usuários. Para corrigir as falhas, a Apple implementou um controle deslizante de opacidade no iOS 27.

Para a newsletter, foi apenas um resumo. Clique aqui para saber mais!

As novidades da Apple convencem?

O usuário terá que aguardar e testar. Os recursos estão sendo liberados para desenvolvedores, mas os consumidores só terão acesso em uma versão de testes até o final do ano. Para Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, há sinais positivos:

“A Apple finalmente faz essa grande parceria com o Google para usar o Gemini. Precisou fazer uma série de adaptações – por isso falaram muito em privacidade e segurança. A Apple, que é de longe a empresa que mais tenta resguardar a privacidade em sistemas móveis, diz que vai ter uma estrutura separada do Google para fazer isso. E começou a, finalmente, mostrar recursos. Lá em 2024, no mesmo evento, os recursos eram pífios, pontuais, da chamada Apple Intelligence.

E essa história da Siri nós temos anos e anos de promessa de que ‘agora vai’. Nós temos que usar para tirar essa prova, mas os sinais são positivos. Finalmente temos usabilidade transversal: a Siri deixa de ser algo isolado do iOS do ecossistema da Apple para interagir, de fato, com os aplicativos – inclusive com aplicativos terceiros”.

Reação do mercado

O que é fato? As ações da Apple vinham crescendo, inclusive pouco antes do início do WWDC. Mas, ao final do evento, as ações caíram mais de 1%.

Para esse fato, há duas interpretações.

Para alguns, é a cautela do mercado diante das incertezas da Apple na corrida das IAs. Afinal, já ouvimos promessas que não se concretizaram e atrasaram.

Para outros, é um movimento que nada tem a ver com isso. É o chamado “comprar no boato e vender na notícia”.  Isso significaria que o mercado já tinha ‘comprado’ o WWDC antes do evento esperando boas novidades — e, quando o WWDC finalmente aconteceu, parte dos investidores lucrou, vendendo as ações mesmo sem uma notícia necessariamente “ruim”.

E, claro, pode ser um pouco de cada coisa.

Mais contexto: a Apple na corrida das IAs

O chefe da divisão de software da Apple, Craig Federighi, cutucou outras empresas que parecem estar “fazendo IA pela IA em si”. Ele argumentou que a Apple Intelligence é mais útil porque utiliza informações e dados pessoais. “Alguns parecem estar avançando a passos largos, aparentemente buscando a IA pela IA em si, sem levar em consideração as pessoas, todos nós, que ela deveria servir em última instância”.

Vamos mergulhar nessa fala?

  • Essa crítica ao mercado vem em um momento aparentemente oportuno. Primeiro, porque a Apple ficou taxada por estar “atrasada” na corrida das IAs. Ao mesmo tempo, ao argumentar que a empresa centra sua estratégia de IA nos seres humanos, a Apple dialoga com um público preocupado. Nos EUA, principalmente, pesquisas apontam sentimentos muito negativos sobre essa tecnologia. Estamos falando de protestos contra a construção de data centers até insegurança com o mercado de trabalho.
  • Nesse momento, a Apple tem uma postura muito mais cautelosa que outros players da corrida tech. E isso está nos números. A imprensa americana chama a atenção desde ontem para o capex (despesas de capitais) das big techs. Em resumo, estamos falando do quanto do capital de uma companhia está comprometido com a aquisição de bens materiais, seja em maquinário, veículos, imóveis – ou, no caso da corrida das IAs, hardware, data centers, GPUs, servidores, energia e infraestrutura de computação. Enquanto na Apple o número de 2026 gira em torno de US$ 14 bilhões, outras big techs somadas passam de US$ 700 bilhões (Meta: US$145 bilhões; Google: US$ 190 bilhões; Microsoft: US$ 190 bilhões; Amazon: US$ 200 bilhões).
  • E estar atrás na corrida das IAs não significa, neste momento, um peso nas vendas da Apple. No final de janeiro, no balanço financeiro, a Apple informou que “o iPhone teve seu melhor trimestre de todos os tempos, impulsionado por uma demanda sem precedentes, com recordes históricos em todos os segmentos geográficos”. Dados da Counterpoint Research mostraram que o iPhone 17 foi o smartphone mais vendido do mundo no primeiro trimestre de 2026. Sozinho, o aparelho respondeu por 6% das unidades comercializadas globalmente.
  • E agora, na parceria com o Google/Gemini, a Apple não precisa se preocupar muito em ter os melhores modelos de IA do mundo. Afinal, um dos líderes da corrida assumiu essa frente pela big tech. Em vez disso, a empresa pode focar em seu próprio ecossistema e na experiência do usuário, evitando gastar bilhões de dólares com LLMs.

Poderia parecer um plano incrível de quem pensou em tudo desde o começo. Mas quem assistiu ao WWDC 2024 sabe que não é bem assim.

A Apple Intelligence foi anunciada com muitas especulações sobre “mais novidades” que estariam a caminho. Em meio a poucos progressos em dois anos, vimos muitos tropeços – principalmente com a Siri.

Para Arthur Igreja, a Apple tenta encaixar uma narrativa diante de como a corrida vem se desdobrando:

“As empresas de tecnologia vivem não só de seus resultados, mas de narrativas e anúncios. Senão, a Apple não faria esses grandes eventos. A Apple suspira aliviada, encontra um caminho. E, depois, usa esse argumento de que ‘olha, no final das contas demoramos mais, porque estávamos fazendo mais bem feito’. A pergunta que fica é ‘que empresas são essas?’. Se ela estiver falando das principais concorrentes, uma delas se tornou uma das principais parceiras – o Google, com o Gemini. Se ela estiver mencionando seu principal concorrente de sistemas operacionais, o Android, que é do Google, ou a Samsung, que tem recursos de IA faz tempo, o argumento não para de pé. Sim, existem empresas que fazem IA pela IA, mas não é um argumento que sustenta a demora que a Apple teve. A Apple teve escolhas equivocadas e investimentos infrutíferos quando tentou fazer a própria tecnologia, nunca entrou na corrida dos LLMs. Acho que é muito mais uma narrativa para tentar encaixar o que aconteceu”.

Sai Tim Cook, entra John Ternus

Tim Cook deixará o cargo de diretor-executivo da empresa da maçã após 15 anos, em setembro. Em seu lugar, John Ternus, chefe de engenharia de hardware, irá comandar o império. Aliás, senti falta dele no WWDC. Não foi dessa vez que o conhecemos melhor.

Em setembro, a gente costuma ter o lançamento da nova linha de iPhones. Talvez sua “estreia” nas lives da Apple ocorra justamente em seu primeiro mês no comando da big tech.

Arthur Igreja destacou o legado de Tim Cook:

Tim Cook conseguiu acelerar muito porque pegou uma casa muito organizada do ponto de vista de produtos e estratégias. Mas foi importantíssimo e trouxe resultados muito grandes. Espera-se do novo CEO algo muito parecido. Com mudanças para que a Apple consiga se manter relevante na era da IA. Lançou produtos muito importantes nesse período, desenvolveu as divisões de serviços e acessórios. A Apple é muito mais equilibrada em termos de receita, menos dependente do iPhone.”

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Apple: quais foram os destaques do WWDC 2026?

A Apple realizou o WWDC 2026, sua conferência mundial de desenvolvedores, nesta segunda-feira (8). Entre as novidades, a empresa da maçã anunciou atualizações de seus sistemas operacionais, Siri turbinada com inteligência artificial e uma nova geração da Apple Intelligence.

O evento também foi o último de Tim Cook como CEO. Isso porque ele passará o bastão para John Ternus. O Olhar Digital fez um resumão de tudo que aconteceu no WWDC neste link.

No Olhar Digital News de hoje, Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, avalia os lançamentos da Apple e como a companhia está se posicionando na corrida de IA. Confira!

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Amazon Prime Video: lançamentos da semana (8 a 14 de junho)

Olhar Digital apresenta os lançamentos da semana do Amazon Prime Video. Na semana entre 8 e 14 de junho de 2026, a Amazon terá a chegada de produções à sua plataforma de streaming.

Entre as produções que chegam ao streaming da Amazon nesta semana, estão a série Depois Daquele Ano e o suspense Hallow Road: Caminho Sem Volta.

Para um teste grátis de 30 dias de Prime Video clique aqui.

Lançamentos da Prime Video de 8 a 14 de junho de 2026

Confira mais detalhes sobre os lançamentos da semana entre 8 e 14 de junho de 2026:

Segunda-feira – 08/06

  • Yaz Evi
    • Filme | Original Prime Video | Família | Romance | Ano de Produção: 2026 (Turquia)
    • Selin, uma jovem de 21 anos, viaja misteriosamente para o verão de 1996 e acaba se tornando amiga da própria mãe durante a juventude. Ao acompanhar seus romances, sonhos e dilemas, ela passa a entender melhor as escolhas que moldaram sua família e descobre que nem sempre é possível mudar o passado.

Terça-feira – 09/06

  • O Roubo da Taça
    • Filme | Comédia | História | Ano de Produção: 2016 (Brasil)
    • Para quitar uma dívida, Peralta decide roubar um dos itens mais valiosos do Brasil nos anos 1980: a taça Jules Rimet.

Quarta-feira – 10/06

  • Depois Daquele Ano — Temporada 1
    • Série | Original Prime Video | Drama | Romance | Ano de Produção: 2026 (EUA | Canadá)
    • Contada ao longo de seis anos e uma semana em Barry’s Bay — a típica cidade à beira do lago —, Depois Daquele Ano é uma história romântica e nostálgica sobre os primeiros amores, as pessoas e escolhas que deixam marcas para sempre.
  • A Lenda de Vox Machina — Temporada 4, Episódios 4-6
    • Série | Original Prime Video | Animação | Ação | Aventura | Comédia | Fantasia | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Em uma tentativa desesperada de pagar uma aba de bar gigantesca, um grupo de desajustados acaba embarcando em uma missão para salvar o reino de Exandria de forças mágicas e sombrias.
  • Na Fazenda com Clarkson — Temporada 5 (Episódios 5-6)
    • Série | Original Prime Video | Documentário | Comédia | Reality show | Ano de Produção: 2026 (Reino Unido)
    • Na Fazenda com Clarkson está de volta em meio a cortes do governo que colocam a comunidade agropecuária britânica em polvorosa. Jeremy decide implementar mudanças para melhorar a eficiência da fazenda, mas novidades ainda maiores prometem trazer desafios inesperados.
  • Viagem Sem Retorno
    • Filme | Ação | Comédia | Suspense | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Um casal em crise viaja para uma cabana isolada, cada um com planos secretos para eliminar o outro. O encontro se transforma em um confronto cheio de tensão e reviravoltas em meio à selva.

Sexta-feira – 12/06

  • Hallow Road: Caminho Sem Volta
    • Filme | Drama | Terror | Suspense | Ano de Produção: 2025 (Irlanda | Reino Unido | República Tcheca)
    • Dois pais entram em uma corrida contra o relógio após receberem uma ligação angustiante da filha, que se envolveu em um trágico acidente de carro durante a noite.

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Netflix: lançamentos da semana (8 a 14 de junho)

O Olhar Digital traz os lançamentos da Netflix semanalmente. Nesta semana, você confere as produções que chegam ao catálogo do streaming entre 8 e 14 de junho de 2026.

Entre as estreias, estão a quinta temporada de Doces Magnólias, a animação mexicana Sou a Frankelda e o reality show Sobreviventes: Na Selva. Também chegam ao catálogo do streaming filmes como Vírus, Não Fale o Mal e Duas De Mim.

O que chega à Netflix entre 8 e 14 de junho de 2026

Confira abaixo a lista das produções que chegam ao catálogo da Netflix entre 8 e 14 de junho de 2026:

Segunda-feira – 08/06

  • Juacas (novas temporadas)

Terça-feira – 09/06

  • Noruega: O Retorno que Promete
    • Minissérie | Original Netflix | Documentário | Esporte | Ano de Produção: 2026 (Noruega)
    • A nova série documental esportiva de duas partes acompanha de perto e com exclusividade uma das viradas de jogo mais emocionantes do futebol: o retorno do time masculino da Noruega a um grande torneio internacional após 26 longos anos. O país não chegava aos holofotes há mais de uma geração, minando qualquer esperança dos torcedores. Agora, com estrelas globais como Martin Ødegaard, Erling Haaland, Alexander Sørloth e Antonio Nusa sob o comando do treinador Ståle Solbakken, a Noruega finalmente quebrou a maldição. Após uma qualificação em grande estilo, o time surge como azarão da Copa do Mundo em um grupo extremamente desafiador que inclui a França e o Senegal.

Quarta-feira – 10/06

  • Sobreviventes: Na Selva
    • Série | Original Netflix | Reality shows | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Numa ilha tropical isolada, 16 participantes precisam resistir a situações extremas, superar os rivais e continuar em equipe para ganhar o prêmio de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5 milhões).
  • As Cores do Mal: Preto
    • Filme | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Polônia)
    • Um menino desaparece numa cidadezinha. Agora, um novo promotor começa a descobrir conexões inesperadas com outro caso de desaparecimento.
  • Rosario Tijeras – Temporada 5
    • Série | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (México)
    • Inimigos novos e antigos perseguem Rosario, enquanto ela e O Anjo reconstroem suas vidas. Mas como sobreviver contra uma rival do seu próprio sangue?
  • A História da Minha Família – Temporada 2
    • Série | Original Netflix | Drama | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Itália)
    • Um pai com uma doença terminal prepara sua família caótica para seguir a vida sem ele nesta série.
  • The Rest is Football (novo episódio)

Quinta-feira – 11/06

  • Doces Magnólias – Temporada 5
    • Série | Original Netflix | Drama | Romance| Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • A série gira em torno de três melhores amigas (Maddie, Helen e Dana Sue) nascidas e criadas em Serenity, uma cidadezinha no sul dos Estados Unidos onde todo mundo se conhece e se intromete na vida dos outros.
  • Viral Hit – Temporada 1
    • Série | Original Netflix | Ação | Drama | Ano de Produção: 2026 (Japão)
    • Kota Shimura está no ensino médio e vive sofrendo para pagar as contas da mãe doente, além de aturar os valentões do colégio. A vida dele não podia ser mais deprimente… Até que um dia, surge uma oportunidade. Uma briga dele com um colega é transmitida ao vivo por acidente e acaba viralizando. Quando percebe que as lutas podem dar lucro, Kota abre um canal de streaming e começa a sair do desespero.
  • No Limite da Lei – Temporada 1
    • Série | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Tailândia)
    • Após ser acusado de matar o filho de um policial do alto escalão, um jovem advogado certinho precisa se unir a uma colega de profissão com fama de má, explorando todas as brechas jurídicas para provar que é inocente.
  • Bonnie Bears: Aventura em Miniatura (filme)
  • Felicidade em Dobro (filme)

Sexta-feira – 12/06

  • Instinto Materno
    • Filme | Original Netflix | Documentário | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • A polícia aborda uma mulher que diz ter acabado de parir. Mas o bebê e o sangue não são dela. Mentiras sinistras vêm à tona neste documentário sobre um crime real.
  • Sou a Frankelda
    • Filme | Original Netflix | Musical | Ano de Produção: 2026 (México)
    • México, século 19. Frankelda é uma escritora talentosa e, apesar de seus contos sombrios serem desacreditados, ela se recusa a desistir. Quando é levada a mergulhar nas profundezas do seu subconsciente, Frankelda vê os monstros que criou ganharem vida. Guiada por Herneval, um príncipe atormentado preso entre sonhos e pesadelos, ela precisa restaurar o equilíbrio entre ficção e realidade antes que ambas as dimensões entrem em colapso.
  • Perdendo o Juízo – Temporada 1
    • Série | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Espanha)
    • Uma advogada antes promissora vê sua carreira ruir após um surto durante um julgamento, até que um caso familiar a obriga a voltar à ativa numa pequena firma.
  • O Polígamo – Temporada 1
    • Série | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (África do Sul)
    • O CEO Jonasi Gomora construiu um império por conta própria e uma vida pessoal complicada, mas tudo começa a desmoronar sob o peso das escolhas que fez, enquanto suas mulheres e amantes mostram quem ele realmente é por trás de tanto poder.
  • Não Fale o Mal (filme)
  • Vírus (filme)

Sábado – 13/06

  • Duas de Mim (filme)

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Como a IA reduz gargalos operacionais em ano de Copa do Mundo

Sabemos que a Copa do Mundo provoca impactos significativos na economia, no turismo e principalmente na logística global. O aumento repentino na circulação de pessoas, mercadorias e serviços gera pressão sobre cadeias de suprimentos, sistemas de transporte, redes de distribuição e operações urbanas. Nesse cenário, a inteligência artificial (IA) surge como uma ferramenta estratégica para reduzir gargalos operacionais e aumentar a eficiência das operações.

Essa será a Copa do Mundo masculina mais tecnológica da história. Recursos como sensores inteligentes, inteligência artificial e análise de dados em tempo real estão transformando não apenas a arbitragem, mas também a preparação dos atletas e a tomada de decisões dentro de campo.

Um dos principais exemplos dessa transformação está na própria bola oficial da competição. Na Copa de 2026, ela contará com chip de IA e sensor de movimento integrados, capazes de transmitir em tempo real dados como posição, rotação e impacto do chute para as equipes de arbitragem.

O sistema de rastreamento óptico utilizado pela FIFA opera com 16 câmeras instaladas sob a cobertura dos estádios e consegue monitorar 29 pontos do corpo de cada jogador até 50 vezes por segundo. Integrado aos sensores presentes na bola, o sistema gera alertas praticamente instantâneos para auxiliar a arbitragem. Na prática, a tecnologia promete partidas com menos interrupções e decisões mais precisas.

Mas, mais do que automatizar tarefas, a IA permite prever demandas, antecipar riscos, otimizar recursos e tomar decisões em tempo real. Em períodos de alta complexidade operacional, como eventos esportivos globais, essas capacidades tornam-se essenciais para empresas e governos.

O impacto dos grandes eventos na operação logística

Em ano de grandes eventos, como a Copa do Mundo, alteram-se drasticamente os padrões de consumo e mobilidade. Entre os principais desafios operacionais estão:

  • aumento do fluxo de passageiros em aeroportos e rodovias;
  • crescimento da demanda em hotéis, restaurantes e varejo;
  • pressão sobre entregas urbanas;
  • necessidade de reforço na segurança;
  • maior consumo de energia e serviços;
  • risco de congestionamentos logísticos.
Tráfego lotado e movimentado na estrada
A Copa do Mundo coloca pressão nas rodovias (Imagem: rawpixel/Freepik)

Sem planejamento adequado, esses fatores podem causar atrasos, desperdícios, aumento de custos e falhas operacionais.

Diante desse cenário, é preciso usar a IA para reduzir gargalos. Uma das principais aplicações da IA está na análise preditiva. Com base em dados históricos, comportamento do consumidor, venda de ingressos, reservas e fluxo turístico, algoritmos conseguem prever aumentos de demanda com maior precisão.

Isso permite reforçar estoques, aumentar equipes, reposicionar produtos e ainda evitar rupturas na cadeia de abastecimento.

Empresas conseguem se preparar antecipadamente para picos operacionais sem depender apenas de estimativas tradicionais.

Otimização de rotas e mobilidade urbana inteligente

A otimização de transporte e rotas é outro ponto importante. Com maior circulação de pessoas, o trânsito urbano tende a se tornar mais caótico. Sistemas baseados em IA conseguem monitorar tráfego em tempo real, identificar bloqueios viários, acompanhar condições climáticas, controlar o fluxo de veículos e mensurar o tempo médio de deslocamento.

Com essas informações, plataformas inteligentes recalculam rotas automaticamente, reduzindo atrasos e melhorando a eficiência das entregas. Além disso, operadores logísticos conseguem distribuir cargas de maneira mais estratégica, minimizando impactos operacionais.

Gestão de estoques e eficiência em centros de distribuição

A IA também reduz gargalos em centros de distribuição e armazéns. Sistemas inteligentes conseguem prever consumo por região, identificar produtos com maior giro, automatizar reposições e reduzir excesso de estoque.

Durante eventos como a Copa do Mundo, itens específicos apresentam alta demanda, como alimentos, bebidas, produtos licenciados e equipamentos eletrônicos. A IA ajuda empresas a responder rapidamente a essas oscilações.

Mulher pagando no supermercado recebendo seu recibo
Um planejamento de demanda mal calculado afeta a reposição de produtos em supermercados Crédito: Nicoleta Ionescu, Shutterstock (divulgação)

Monitoramento contínuo e visibilidade ponta a ponta com IoT

Outra vantagem importante é a capacidade de monitoramento contínuo das operações. Sensores IoT integrados com IA permitem acompanhar:

  • localização de cargas;
  • temperatura de produtos;
  • desempenho operacional;
  • filas e congestionamentos;
  • indicadores de risco.

Isso aumenta a capacidade de resposta diante de incidentes e reduz impactos operacionais.

Smart cities: a gestão pública no controle de multidões

Governos e cidades também utilizam IA para administrar grandes eventos. Sistemas inteligentes ajudam no controle de tráfego, monitoramento de multidões, gestão do transporte público, reforço da segurança e também na coordenação de emergências.

Em cidades-sede, a análise de dados em tempo real melhora o fluxo urbano e reduz colapsos operacionais.

inteligência artificial conectividade internet
(Imagem: metamorworks/Shutterstock)

O futuro dos grandes eventos é autônomo e conectado

A tendência é que futuros eventos esportivos sejam cada vez mais apoiados por inteligência artificial integrada a tecnologias. Essas soluções permitirão operações mais autônomas, preditivas e conectadas.

A inteligência artificial tornou-se uma aliada fundamental na gestão operacional de grandes eventos como a Copa do Mundo. Sua capacidade de prever demandas, otimizar recursos e responder rapidamente a mudanças reduz gargalos e melhora significativamente a eficiência logística.

Em um cenário de alta pressão operacional, empresas e governos que investem em IA conseguem não apenas evitar falhas, mas também criar experiências mais organizadas, seguras e eficientes para milhões de pessoas.

A Copa do Mundo do futuro não será marcada apenas pelo espetáculo esportivo, mas também pela inteligência tecnológica por trás de toda a operação.

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