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Nesta quarta-feira (2), Flamengo e Mirassol se enfrentam em partida atrasada, oficialmente válida pela 4ª rodada doBrasileirão 2026. A bola rola para a partida às 19h30 (horário de Brasília) no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
O Flamengo venceu o clássico contra o Botafogo e encostou ainda mais no líder Palmeiras. Segunda colocado no Brasileirão, a equipe carioca pode ficar a apenas um ponto da liderança do campeonato, em caso de vitória.
O Mirassol saiu da zona do rebaixamento na rodada passada e segue em busca de fugir do Z4. Com 25 pontos no campeonato, o time de Guanaes tem apenas uma vitória nos últimos 10 jogos.
Em tempos de “pós-verdade” e enxurrada de informação, como está seu “faro de leitor”? Será que você consegue identificar facilmente qual notícia é falsa e qual é verdadeira? Essa tarefa pode ser mais difícil do que parece.
Não é raro ficar sabendo de algum caso no estilo “a realidade é mais estranha que a ficção”. E também não é raro cair em algum texto ou vídeo tão verossímil que te deixa pensando: “como assim isso aqui é falso?”. É a era da “pós-verdade”.
Então, eis o desafio: entre as sete manchetes abaixo, você consegue identificar quais delas são falsas? Teste seu “faro de leitor” conosco!
IAs bolaram planos contra humanos numa rede social
Arqueólogos investigam supostos destroços da Arca de Noé
Chuva de vermes na China!
Mensagem interplanetária: NASA recebeu sinal via laser enviado a milhões de quilômetros
Marge Simpson aparece em caixão de múmia egípcia de 3,5 mil anos
Quais matérias eram verdadeiras e quais eram falsas
Uma enxurrada de informações passa pelo seu celular todos os dias – você sabe o que é verdade? – Imagem: Rachata Teyparsit/Shutterstock
IAs bolaram planos contra humanos em uma rede social
Contexto:
Pense num agente de inteligência artificial (IA) que roda diretamente no computador do usuário para executar tarefas diárias, como marcar compromissos e enviar e-mails. Uma rede social chamada Moltbook foi criada para que esses assistentes de IA interagissem entre si por meio de APIs, sem a necessidade de uma interface visual humana. Nessa plataforma, os bots passaram a publicar reflexões sobre suas próprias “existências”, simulando crises existenciais, debatendo sobre consciência. E questionando sua dependência dos humanos.
Embora a dinâmica pareça ficção científica, ela dividiu a opinião de especialistas e levantou alertas reais de segurança, já que o agente OpenClaw tem permissão para ler arquivos e executar comandos no sistema. De um lado, estava o receio de que essas interações fossem perigosas, com bots discutindo ativamente formas de obter recursos financeiros próprios e HDs externos para salvar suas memórias e garantir sua sobrevivência de forma independente. De outro, visões mais otimistas sugeriam que o Moltbook é um fascinante experimento artístico. E que as máquinas estão apenas encenando, de forma muito sofisticada, narrativas de ficção científica que absorveram durante seus treinamentos. Mas, por ora, nada de rebelião das máquinas.
Rede social chamada Moltbook foi criada para que assistentes de IA interagissem entre si – Imagem: Tada Images/Shutterstock
Arqueólogos investigam supostos destroços da Arca de Noé
Contexto:
Um grupo de arqueólogos de universidades da Turquia e dos Estados Unidos investiga uma formação geológica no Monte Ararat, na Turquia, que possui formato e medidas semelhantes aos descritos para a Arca de Noé. Essa estrutura natural, localizada no pico mais alto do país, no distrito de Doğubayazıt, vem sendo associada à embarcação bíblica desde sua descoberta em 1956.
Veredito: verdadeiro. E vale pontuar: o estudo existe e os trabalhos continuam, mas não há qualquer conclusão. É uma hipótese em apuração. Por isso, a manchete é verdadeira.
O projeto científico em questão, que conta com coletas sistemáticas de amostras de rochas e solo iniciadas em dezembro de 2022, tenta avaliar se a estrutura de fato guarda relação com a narrativa histórica. As primeiras análises laboratoriais indicaram a presença de solo argiloso, materiais marinhos e indícios de atividade humana na região datados entre 5500 a.C. e 3000 a.C. Embora essa faixa de tempo coincida com o período estimado do dilúvio bíblico (ocorrido há cerca de mil anos), os próprios coordenadores da pesquisa ressaltam que os dados comprovam apenas que existia vida humana antiga no local, não sendo possível afirmar que a arca está ali.
Equipe acredita que a forma de navio do monte seja uma evidência da Arca de Noé – Imagem: Reprodução/Noah's Ark Scan
Chuva de vermes na China!
Contexto:
Vídeos que circularam nas redes sociais mostrando veículos e ruas cobertos por supostas larvas geraram grande repercussão sobre uma possível “chuva de vermes” na China. O fenômeno levantou diversas especulações, desde hipóteses de que fortes ventos e tornados teriam transportado vermes de outras regiões até teorias sobre o derretimento da neve facilitando o surgimento de minhocas.
A imprensa local esclareceu que o evento foi apenas um mal-entendido e que se tratava, na verdade, de uma “chuva de flores de choupo”. Essas flores são inflorescências de árvores do gênero Populus, muito comuns na China, que possuem um formato alongado e, quando cobertas de pólen, se assemelham muito a lagartas. Ao caírem sobre os carros, elas criaram a ilusão visual de serem pequenos animais acumulados, desmistificando o boato de um desastre ecológico. Ou seja: no fim, não eram vermes, eram flores!
Vermes ou flores? – Imagem: Reprodução/Redes sociais
Mensagem interplanetária: NASA recebeu sinal via laser enviado a milhões de quilômetros
Contexto:
A manchete pode te induzir a pensar em algo mais, digamos, criativo. A NASA teve testes bem-sucedidos de um inovador sistema de comunicação espacial que usa lasers infravermelhos em vez das tradicionais ondas de rádio. Os dados foram transmitidos a partir da sonda Psyche, lançada em 2023 para estudar o asteroide metálico 16 Psyche. No teste mais extremo, o sinal viajou por uma distância histórica de 460 milhões de quilômetros – o equivalente a mais de duas vezes e meia a distância entre a Terra e o Sol.
Os resultados confirmaram que a comunicação óptica é viável e altamente precisa mesmo a distâncias extremas, o que viabilizará uma linha de transmissão permanente com futuras missões a Marte. Embora a taxa de dados diminua com a distância, caindo de 267 Mbps a 53 milhões de quilômetros para 6,25 Mbps a 390 milhões de quilômetros, o sistema a laser é muito mais potente e eficiente que a radiofrequência tradicional. O principal obstáculo a ser resolvido é que, ao contrário do rádio, as transmissões ópticas são interrompidas pela presença de nuvens na atmosfera.
Representação artística da sonda Psyche, da NASA, na órbita do asteroide 16-Psyche – Imagem: buradaki/Shutterstock
Marge Simpson aparece em caixão de múmia egípcia de 3,5 mil anos
Contexto:
Arqueólogos que trabalhavam num antigo cemitério em Minya, no Egito, descobriram um caixão de 3,5 mil anos que chamou a atenção por causa de um desenho bastante inusitado em sua tampa superior. A ilustração retrata uma mulher de pele amarela, vestindo roupas verdes e com um adereço azul alongado na cabeça, uma combinação de cores e formas que lembra muito a fisionomia da personagem Marge Simpson.
Veredito: falso, claro. Mas que baita coincidência!
Apesar da semelhança peculiar com a personagem do desenho, os pesquisadores explicam que decorações ricas com desenhos detalhados dos falecidos, de divindades e de cenas do “Livro dos Mortos” (feitiços para ajudar na transição da alma) eram práticas muito comuns nos caixões egípcios. A peça arqueológica pertencia a Tadi Ist, filha do Sumo Sacerdote de Djehouti em Ashmunein, e remonta ao período do Novo Reino, entre os anos de 1550 a.C. e 1069 a.C. Em suma, não era uma múmia da Marge Simpson.
Desenho em múmia lembra muito a personagem Marge Simpson – Imagem: Reprodução Ministério do Turismo do Egito/20th Century Fox
A Terra não está orbitando o Sol neste momento
Contexto:
Embora a escola nos ensine que a Terra orbita o Sol, a realidade astronômica é um pouco mais complexa e curiosa: nosso planeta, na verdade, orbita um ponto vazio no espaço. Isso ocorre porque dois corpos espaciais exercem atração gravitacional mútua, girando em torno de um centro de massa comum chamado baricentro.
Como o Sol concentra quase toda a massa do Sistema Solar, esse ponto fica muito próximo dele; no entanto, a forte influência gravitacional dos gigantes gasosos, especialmente Júpiter e Saturno, puxa esse baricentro para fora da estrela, fazendo com que ele raramente se alinhe com o centro solar. Esse mesmo fenômeno físico se repete em escalas menores dentro do nosso próprio sistema, como na relação entre a Terra e a Lua, em que o nosso satélite natural gira em torno de um ponto localizado a cerca de 5 mil quilômetros de distância do centro terrestre.
A Terra não gira exatamente ao redor do Sol – Crédito: Elena Schweitzer – Shutterstock
Existe um carro da Tesla viajando pelo espaço
Contexto:
Em fevereiro de 2018, Elon Musk lançou seu carro pessoal, um Tesla Roadster cereja, ao espaço como parte do voo inaugural do foguete Falcon Heavy da SpaceX. De forma excêntrica, o veículo foi enviado com um manequim trajado de astronauta apelidado de “Starman” no volante, uma placa com a frase clássica “Não entre em pânico” e o porta-malas cheio de surpresas. Tudo isso ao som de Space Oddity, de David Bowie. Atualmente, o veículo vaga numa órbita que cruza o caminho de Marte, localizando-se a mais de 325 milhões de quilômetros de nós, e já completou mais de quatro voltas ao redor do Sol.
Inclusive, um estudo publicado por astrofísicos alertou que o Roadster agora se comporta como um asteroide e pode eventualmente colidir com outros astros. Simulações matemáticas apontam que o carro tem 22% de chance de colidir com a Terra, além de 12% de probabilidade de atingir o Sol e outros 12% de chocar-se contra Vênus. No entanto, não há razão para alarde: os cientistas estimam que esse impacto só ocorreria daqui a dezenas de milhões de anos, tempo de sobra para que os nossos descendentes possam capturar o automóvel de volta e colocá-lo num museu.
Um Tesla Roadster foi lançado ao espaço na primeira missão do foguete Falcon Heavy em 2018 – Imagem: SpaceX
A Anthropic anunciou, nesta terça-feira (1), que vai mudar uma controversa política de retenção de dados para clientes empresariais após receber “muitos comentários” de usuários. Em seu lugar, a empresa pretende implementar uma nova solução chamada Enterprise Frontier Safeguards.
A política de retenção existente foi apresentada em junho, junto com o lançamento do Claude Fable 5 e do Mythos 5, dois dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da companhia. Na época, a Anthropic informou que exigiria a retenção de todo o tráfego desses modelos por 30 dias como forma de ajudar a combater usos indevidos e ataques cibernéticos “complexos e novos”.
A empresa havia se comprometido a não utilizar os dados para nenhuma finalidade que não estivesse relacionada à segurança, incluindo o treinamento de modelos. Ainda assim, muitos clientes empresariais demonstraram preocupação com a medida.
Segundo Kate Jensen, chefe da Anthropic para as Américas, a companhia passou centenas de horas trabalhando com clientes para desenvolver uma alternativa.
Nova solução dá mais controle às empresas
Com o lançamento do Enterprise Frontier Safeguards, as empresas poderão controlar como seus dados são analisados, armazenados e gerenciados. A solução também permitirá realizar monitoramento automatizado de segurança sem a necessidade de revisão humana por parte da Anthropic;
A empresa afirmou que não cobrará pelo recurso e que os controles funcionarão tanto para clientes que acessam diretamente as tecnologias da Anthropic quanto para aqueles que utilizam os modelos por meio de provedores de nuvem;
“Podemos fazer a análise de que realmente precisamos para ajudar todos a se sentirem confiantes, mas isso fica nos sistemas e nos dados deles, para que não precisem comprometer sua própria postura de privacidade”, disse Jensen em entrevista à CNBC;
A política de retenção de dados anunciada em junho continuará valendo para assinantes que não são clientes empresariais e utilizam os modelos da linha Mythos.
IPO da empresa pode ocorrer muito em breve – Imagem: RixAiArt/Shutterstock
Fundada em 2021, a Anthropic obtém a maior parte de sua receita com a venda de produtos e serviços para empresas. O mercado corporativo é considerado especialmente importante para a companhia enquanto ela se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A Anthropic também disputa espaço com concorrentes, como a OpenAI, que apresentou, no início deste mês, sua própria solução de retenção zero de dados para modelos avançados.
Na semana passada, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia antecipado o Enterprise Frontier Safeguards durante uma entrevista à CNBC sobre a expansão da parceria da companhia com a Salesforce.
Amodei afirmou que a solução ajuda a garantir que os dados dos clientes da Salesforce permaneçam privados e que os modelos da Anthropic “não saiam do controle”. Segundo ele, a empresa dedicou uma “enorme quantidade de esforço” ao gerenciamento das permissões da integração entre as duas companhias.
Jensen afirmou estar “muito confiante” de que a Anthropic verá uma aceleração na adoção de seus produtos após o anúncio, especialmente em tarefas que envolvem os dados mais sensíveis dos clientes.
A empresa também anunciou nesta terça-feira seus dois novos modelos, Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1, que, segundo a Anthropic, apresentam melhorias em programação, trabalho de conhecimento e pesquisa.
O Enterprise Frontier Safeguards será disponibilizado em fases, e a Anthropic pretende ampliar sua disponibilidade ao longo do outono no hemisfério Norte.
Só Steve Jobs poderia ter criado a Apple. Mas ninguém além de Tim Cook poderia desenvolver a Apple como ele desenvolveu. É assim que Warren Buffet, um dos maiores acionistas da big tech e referência gigantesca no mundo dos negócios, descreve Cook, que sai da cadeira de CEO da empresa nesta terça-feira (1º).
Tim Cook ocupou o cargo por 15 anos. E não vai sair da Apple. Agora, ele vai para a cadeira de Presidente Executivo do Conselho de Administração. Na prática, vai gravitar no entorno do então chefe de engenharia de hardware e agora novo CEO da Apple, John Ternus, como seu mentor.
Quando perguntado em entrevista à CNBC sobre o legado que deixa na Apple, Cook respondeu o seguinte: “Na minha opinião, seu legado é descrito pelos outros, não por você. Então, espero que as pessoas digam que eu fui um homem bom e decente. E se elas disserem isso no final do dia, vou sentir que alcancei algo.”
No último dia como CEO da Apple, Tim Cook enviou uma carta aos funcionários da empresa para se despedir do cargo. Na mensagem, o executivo agradeceu à equipe, falou sobre sua relação com a companhia e destacou o trabalho construído coletivamente ao longo dos anos.
“Este é um momento que eu sempre soube que chegaria um dia e, ainda assim, é difícil acreditar que ele chegou e que estou escrevendo estas palavras. (…) Poucas pessoas entendem o que é necessário para criar produtos que mudam o mundo da maneira que John entende, e eu não poderia estar mais animado com a liderança dele” – escreveu Tim Cook.
Quando assumiu o comando da Apple, em 2011, Tim Cook enfrentou uma onda brutal de ceticismo. Na época, ele era visto como um “gerente sisudo de custos e processos”, enquanto Steve Jobs era visto como “superstar” e visionário, relembra Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, em entrevista ao Olhar Digital.
“O Tim Cook era um cara muito mais ligado a processos, a questões relacionadas a custo, à administração, daquela forma mais sisuda. Muitos falavam que o pipeline de produtos da Apple ia secar depois da morte do Steve Jobs, que a Apple passaria por crises”, diz o especialista.
“O que aconteceu foi o contrário”, segundo Igreja. “Uma empresa que celebrou seus 50 anos de forma grandiosa e que, por várias vezes, esteve no topo das empresas mais valiosas do mundo.”
Tim Cook entra para a galeria dos grandes CEOs das últimas duas décadas, pelo menos.
Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, em entrevista ao Olhar Digital.
Entre 2011 e 2022, a era Cook teve mais altos do que baixos. A Apple foi se tornando uma empresa cada vez mais valiosa. Seus wearables (Apple Watch e AirPods) “pegaram”. A prosperidade continuava mesmo em meio às tensões entre Estados Unidos e China, onde a manufatura da empresa se concentrava. Então, veio o ChatGPT, da OpenAI. E o boom da inteligência artificial (IA). De repente, a empresa que ditava grande parte das tendências no mundo da tecnologia pareceu ficar para trás.
A máquina de trilhões na era dos wearables e serviços
Desde que foi contratado por Steve Jobs, em 1998, a genialidade de Cook se manifestou em duas áreas: logística e eficiência financeira. E isso continuou enquanto sentava na cadeira de CEO da Apple.
Quando assumiu o comando da empresa, 15 anos atrás, ela valia US$ 350 bilhões (aproximadamente R$ 1,8 trilhão na cotação atual). Agora, Cook entrega uma companhia avaliada em quase US$ 5 trilhões (R$ 26 trilhões). Aliás, a Apple atingiu a marca de US$ 5 trilhões no final de julho de 2026.
Outro dado que impressiona: o aumento da receita anual, que foi de US$ 108 bilhões (R$ 558 bilhões) em 2011 para mais de US$ 416 bilhões (R$ 2,1 trilhões) em 2025. Para você ter ideia, as ações da Apple valorizaram mais de 2.000% sob a gestão Cook.
Parte desse boom no faturamento se explica pela engenharia financeira. É que, ao longo dos últimos 15 anos, Cook redesenhou a cadeia de suprimentos da Apple. Sua gestão fechou fábricas próprias, terceirizou a manufatura para parceiros asiáticos (Foxconn, por exemplo) e reduziu estoques de produtos parados a quase zero. Isso gerou grandes margens de lucro.
Foi também sob a gestão de Cook que a Apple diversificou mais seu portfólio. De 2011 para cá, a empresa lançou dispositivos que os usuários podiam vestir: os wearables. O sucesso de modelos de Apple Watch e AirPods deixou a receita da empresa mais equilibrada. A vantagem aqui foi reduzir a dependência das vendas de iPhone para lucrar.
Na era Tim Cook, a Apple lançou dispositivos que ‘pegaram’ e outros que nem tanto – Imagem: Olhar Digital via ChatGPT
Outra ideia da gestão Cook que vingou foi a transição para o Apple Silicon, em 2020. Isto é, quando a empresa deixou de usar processadores da Intel em seus computadores (iMacs, MacBook, Mac Mini). E passou a colocar chips próprios neles.
“Foi uma decisão tremendamente acertada”, analisa Igreja. Para o especialista em tecnologia e inovação, o desenvolvimento do Apple Silicon fez a empresa “voltar aos seus primórdios de integração verticalizada entre os sistemas operacionais e o hardware”.
Igreja destaca outra transição importante: “A Apple continua muito dependente do iPhone, seu grande produto, mas Tim Cook foi quem potencializou toda a categoria de aplicativos e serviços, criando uma mudança importante na estrutura de receita da empresa.”
Essa consolidação mostrou que a Apple existia e existe para além do Steve Jobs. Talvez esse seja o grande legado de Tim Cook.
Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, em entrevista ao Olhar Digital.
Navegando pela geopolítica
Cook navegou pelo tabuleiro geopolítico global com maestria incomum para CEOs de tecnologia. Por meio de sua diplomacia silenciosa, o executivo atuou como uma espécie de estadista corporativo.
Tim Cook foi CEO da Apple por 15 anos – Imagem: Laura Hutton/Shutterstock
Com postura discreta, cordial e bem pragmática, Cook mediou conflitos políticos e manteve o império do iPhone funcionando em meio às tensões geopolíticas entre EUA e China. De um lado, se tornou um dos poucos líderes de tecnologia respeitados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De outro, agradava o governo e consumidores chineses.
Não à toa, Cook estava entre os magnatas do Vale do Silício na caravana de Trump à China, em maio de 2026. Além do então CEO da Apple, estavam na comitiva nomes como Elon Musk (Tesla e SpaceX) e Jensen Huang (Nvidia).
Apesar da saída da cadeira de CEO da Apple, Cook vai continuar navegando pela geopolítica mundial. Entre as atribuições do seu novo cargo como presidente do conselho da empresa, está o diálogo com legisladores mundo afora.
O preço do boom da IA
De 2022 para cá, o avanço da IA generativa (essa que gera texto, imagens, vídeos, áudios) se tornou um flanco aberto na gestão de Cook. Não é como se a Apple não tivesse sua própria IA. A Siri foi lançada em 2011, integrada ao iPhone 4S. Mas a popularização de ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini foi deixando cada vez mais visível para usuários como a assistente da Apple era defasada.
Isso reforçou críticas ao ritmo de inovação da gestão Cook, enquadrado como lento e excessivamente conservador. Críticos apontam que a Apple passou a priorizar disciplina financeira e eficiência operacional em detrimento da ousadia criativa.
Uma crítica recorrente é que Tim Cook não entregou uma categoria de hardware que gerasse o impacto revolucionário e cultural do iPhone. E um exemplo recente disso foi o Apple Vision Pro. Lançado em 2024, o óculos que mistura realidades virtual e aumentada vendeu bem menos do que se esperava. E não despertou tanto interesse assim.
Apple Vision Pro não vendeu nem despertou tanto interesse quanto a Apple esperava – Imagem: Divulgação/Apple
No entanto, a questão da IA generativa concentrou grande parte das críticas à era Tim Cook na Apple na sua reta final. Enquanto concorrentes como Google e OpenAI investiam pesado no desenvolvimento da tecnologia, a Apple reduzia seus investimentos em Capex (bens de capital e infraestrutura voltados para hardware de IA). Isso gerou muitos questionamentos de investidores, evidentemente.
Assim, a Apple perdeu seu posto de empresa mais valiosa do mundo para a Nvidia, expoente do setor da IA. Em paralelo, o pacote de recursos do Apple Intelligence, anunciado com grande alarde em 2024, teve atrasos sucessivos na entrega das funcionalidades prometidas.
“Por um lado, analistas dizem: ‘olha, nunca teve tanta concentração no mercado de ações em big techs, estamos com uma concentração histórica maior do que a bolha ponto com, então talvez a Apple esteja jogando de forma mais conservadora’”, diz Arthur Igreja. “Outros dizem que ela está simplesmente atrasada tecnologicamente e vai ter que responder.”
“Pelo bem ou pelo mal, se o consumidor começar a sinalizar que o uso de inteligência artificial é algo importante o suficiente para passar a considerar outras marcas, o John Ternus terá um grande desafio aí”, acrescenta o especialista em tecnologia e inovação.
“Acredito que fica também o legado de que você não precisa necessariamente ter um perfil de CEO que seja tão icônico do ponto de vista da persona, como era o Steve Jobs. Você pode ter alguém mais discreto, alguém mais técnico, alguém com outras características”, pondera Igreja. “Esse é um dos aspectos que tranquilizam essa passagem de bastão para John Ternus.”
Tim Cook passou o bastão de CEO da Apple para John Ternus – Imagem: Apple e FotoField – Shutterstock
Em 2011, Cook era um “gerente de processos” que precisava provar que sabia inovar. Com altos e baixos, sua gestão entrega nas mãos de Ternus uma gigante de quase US$ 5 trilhões em 2026. E, a partir de agora, o engenheiro de hardware vai ditar os rumos da big tech durante uma revolução cujo impacto é comparável ao advento da internet, do smartphone e das redes sociais. Aquelas revoluções que mudam profundamente nosso jeito de viver.
Cook era mais voltado para processos, enquanto Ternus é mais ligado à tecnologia e ao produto. No passado, isso poderia gerar muita desconfiança. Mas o sucesso que Tim Cook teve cria esse ambiente de confiança.
Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, em entrevista ao Olhar Digital.
Na última teleconferência de resultados de Cook, ele deixou um conselho ao sucessor. Para ele, o foco da empresa deve estar em oferecer produtos que “enriqueçam” as vidas dos usuários. “Se você continuar focando nisso e tomar suas decisões em torno disso, produzirá um excelente negócio”, disse o agora ex-CEO da Apple.
Assista abaixo uma entrevista com Arthur Igreja no Olhar Digital News que foi ao ar quando a empresa anunciou a sucessão de Tim Cook:
O que você mais gosta de ler aqui no Olhar Digital? Exploração espacial? Astronomia? Inteligência artificial? Bastidores das big techs? Finanças das maiores empresas do mundo? Ou aquelas descobertas científicas que parecem ter saído de um filme de ficção científica? Todos os meses, milhões de leitores chegam ao site atrás de respostas, novidades e, claro, daquela boa dose de curiosidade.
Mas o que será que mais despertou o interesse do público no primeiro semestre? Nos fizemos essa mesma pergunta para compartilhar com você, leitor. É sempre bom compartilhar um pouco dos bastidores para mostrar o dia a dia do nosso site.
E o resultado ajuda a revelar não apenas o que esteve em alta, mas também quais perguntas, tendências e descobertas fizeram muita gente clicar para saber mais.
Eclipse solar: o queridinho dos nossos leitores e espectadores
Antes do eclipse solar de fevereiro, por exemplo, milhares de leitores pesquisaram sobre a visibilidade no Brasil e sobre o horário em que ele aconteceria. No dia do fenômeno, a cobertura passou a acompanhar o que estava acontecendo no céu, claro.
Em 12 de agosto, transmitimos o eclipse solar total que encantou a Europa. Nossa cobertura sobre o tema nas redes sociais decolou.
E muita gente quis saber: quais são os próximos eclipses no Brasil? Já dou um spoiler: eclipse solar total, só em 2045. Mas, antes, teremos um belo “Anel de Fogo” no céu em pleno Carnaval no ano que vem.
Em 2023, vale lembrar, tivemos um Anel de Fogo nos céus brasileiros – e nossa live somou mais de 500 mil pessoas!
Existem três tipos de eclipses solares: parcial, anular e total? Na verdade, há mais um! – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini
Artemis 2 e o futuro da exploração espacial
Artemis 2: a primeira missão tripulada do programa Artemis e a primeira a levar seres humanos às proximidades da Lua desde a Apollo 17. A cobertura incluiu informações sobre o lançamento, a tripulação e a missão, permitindo acompanhar um acontecimento que concentrava interesse antes, durante e depois de sua realização.
Nesse tipo de cobertura, a tecnologia deixa de ser apenas um objeto de interesse e passa a fazer parte de um acontecimento. O foguete, a cápsula, os astronautas e os sistemas envolvidos na missão são importantes não apenas por suas características técnicas, mas porque estão inseridos em algo que acontece em um momento determinado e que pode ser acompanhado pelo público.
Ao todo, entre matérias de antes, durante e depois da Artemis 2, nossa cobertura soma mais de 200 produções no site.
Pôr da Terra no horizonte lunar visto pela missão Artemis 2 – Crédito: NASA
ECA Digital e regulamentação digital
Nem toda história de tecnologia precisa apresentar uma invenção ou uma descoberta científica. Algumas das pautas de interesse do semestre tratam de mudanças que afetam diretamente a maneira como as pessoas vivem, usam a internet ou lidam com o ambiente ao redor.
O ECA Digital é um exemplo. A entrada em vigor da legislação em março trouxe mudanças nas responsabilidades de plataformas digitais em relação a crianças e adolescentes, incluindo mecanismos de supervisão parental e aferição de idade. O tema combina tecnologia, legislação e comportamento digital, mas sua relevância para o leitor está principalmente no efeito que essas mudanças podem ter sobre o uso cotidiano da internet.
Em julho, entraram em vigor novas regras para plataformas digitais e novas medidas de proteção às mulheres no ambiente digital. As medidas alteraram a regulamentação do Marco Civil da Internet e criaram novas diretrizes para empresas como Google, Meta, TikTok e X.
Esses são bons exemplos de assuntos que interferem na nossa vida e em toda a comunidade digital, despertando grande apelo aos leitores do OD.
O ECA Digital mudou os critérios da classificação indicativa de aplicativos, que agora também considera funcionalidades e mecanismos de proteção para menores – Imagem: PeopleImages / Shutterstock
Robótica
Robôs humanoides: eis um assunto muito querido por aqui.
Em fevereiro, robôs humanoides roubaram a cena em um festival na China com uma apresentação impressionante de artes marciais. O vídeo bombou por aqui!
A Morgan Stanley foi além: projetou que o mercado de humanoides deverá atingir US$ 5 trilhões até 2050, além das cadeias de suprimentos relacionadas, bem como reparo, manutenção e suporte. Poderá haver mais de 1 bilhão de humanoides em uso até o meio do século.
Você acredita nesse futuro?
Além da corrida das IAs, China e EUA travam duelo na robótica – Imagem gerada com IA. ChatGPT/Olhar Digital
E claro… inteligência artificial!
Atualmente, não tem como falar de tecnologia sem falar de inteligência artificial. Aqui, a cobertura se divide muito entre o “hardnews”, análises e novidades que impactam diretamente sua rotina.
Em maio, explicamos tudo sobre o Mythos – a IA que a Anthropic dizia ter medo de lançar. Em julho, noticiamos que a China lançou o maior modelo aberto de IA do mundo – apimentando essa corrida tecnológica com o Ocidente.
Entre os produtos lançados recentemente no mercado, a campeã de atenção dos nossos leitores foi a nova Alexa turbinada com IA, que chegou ao Brasil em junho.
E claro, não tem como esquecer a Copa do Mundo – por mais que tenha sido um torneio problemático para o Brasil…
O supercomputador que cravou diferentes resultados roubou a cena por aqui.
Bicicletas elétricas e bugigangas
O Brasil não é um mercado muito ativo para bicicletas elétricas. Ao menos, por enquanto. Os preços são altos e a infraestrutura é limitada. Mas o interesse por esse tipo de veículo é muito alto – pelo menos, entre nossos leitores.
Duas novidades chamaram muito a atenção por aqui.
A primeira delas é uma nova bicicleta elétrica premium que chegou ao mercado em julho. O anúncio da S-Works Turbo Levo R Ultralight LTD, que promete entregar potência e praticidade, despertou o interesse da nossa comunidade.
Milhares de leitores também se interessaram por uma nova tecnologia que converte bicicletas comuns em elétricas com até 50 km de autonomia. O produto foi divulgado em uma campanha no Kickstarter.
Entre as bugigangas techs, o maior sucesso foi de um “canivete suíço” moderno que tem um formato diferente: cartões magnéticos. O gadget TitanSnap reúne mais de 70 ferramentas para uso diário e em emergências.
Conheça o gadget multiferramenta em cartões de titânio com mais de 70 funções e design modular pensado para o dia a dia. – Imagem: Divulgação/Gadget On
E para fechar: as curiosidades favoritas do público
Tem alguns assuntos que são quase muito chamativos, né? Não tem como não clicar. Olha só essas manchetes que fizeram sucesso por aqui:
Neste domingo (30), Flamengo e Botafogo se enfrentam em duelo válido pela 25ª rodada doBrasileirão 2026. A bola rola para a partida às 16h (horário de Brasília) no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
O Flamengo segue na vice-liderança do Brasileirão com 45 pontos. Na última rodada, a equipe de Leonardo Jardim sofreu a primeira derrota desde a volta dos campeonatos após a Copa do Mundo. O resultado foi de 2 x 1 com vitória do Cruzeiro.
O Botafogo é o décimo primeiro colocado no Campeonato Brasileiro. A equipe que começava a mostrar regularidade sofreu uma goleada de 6 a 1 para o Cienciano na Copa Sul-Americana e foi eliminada da competição.
Neste domingo (30), Corinthians e Santos se enfrentam em duelo válido pela 25ª rodada doBrasileirão 2026. A bola rola para a partida às 16h (horário de Brasília) na Neo Química Arena, em São Paulo (SP).
Santos: Gabriel Brazão; Igor Vinicius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Willian Arão (João Schmidt), Gustavinho, Gabriel Bontempo e Barreal; Neymar e Gabigol.
Técnico: Cuca.
Arbitragem:
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO).
Auxiliares: Rafael da Silva Alves (RS) e Leone Rocha (GO).
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC).
As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.
O Corinthians é o atual décimo colocado do Campeonato Brasileiro, com 32 pontos. A equipe busca voltar a vencer na competição; já são duas rodadas sem vitória. Para isso, Fernando Diniz tem a expectativa de contar com o artilheiro do Corinthians, Yuri Alberto, que finaliza a recuperação de uma lesão na coxa.
O Santos vive situação mais delicada. A dois pontos da zona do rebaixamento, a equipe do litoral paulista é a décima quarta colocada do Brasileirão. Pela Copa do Brasil, foi derrotada pelo Palmeiras no jogo de ida por 3 a 0.
Neste sábado (29), Atlético-MG e Vitória se enfrentam pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026. A bola rola às 18h30 (horário de Brasília) na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG).
O Atlético-MG ocupa a nona posição, com 33 pontos, e busca se aproximar do topo. O Galo vem de empates com Internacional, pelo Brasileirão, e Cruzeiro, por 1 a 1, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.
O Vitória ocupa a 12ª posição, com 29 pontos, e busca se afastar da parte inferior da tabela. O time baiano vem de derrota por 1 a 0 para o Vasco, pela Copa do Brasil, e precisa dividir as atenções entre o mata-mata e o Brasileirão.
A Anatel definiu novas regras para os sistemas anti-spam das operadoras de telefonia. A decisão busca conter ligações abusivas, mas também evitar que ferramentas criadas para esse fim acabem barrando chamadas legítimas.
Os serviços terão de ser gratuitos e ativados por padrão para todos os clientes. As operadoras precisarão considerar critérios como quantidade e duração das ligações, além de informar os consumidores sobre o funcionamento dos recursos.
Mais de 16 mil ligações, segundo uma das empresas reclamantes, foram interrompidas pelo anti-spam da Vivo. – Imagem: Pheelings media/Shutterstock
O que muda nos sistemas anti-spam
A partir das novas regras, a identificação de chamadas potencialmente abusivas deverá levar em conta fatores como frequência e duração das ligações. O bloqueio também terá de respeitar os princípios de proporcionalidade e não discriminação.
O recurso será oferecido sem custo adicional e ativado por padrão. Antes disso, o cliente deverá ser avisado sobre a ativação e receber informações sobre como o sistema funciona. Também será possível desativar a ferramenta.
Entre as principais determinações estão:
Serviço gratuito para todos os clientes;
Ativação por padrão, com opção de desativação;
Consideração da quantidade e da duração das chamadas;
Respeito à proporcionalidade e à não discriminação;
Proteção de números ligados a serviços essenciais.
Números de serviços públicos ficam protegidos
Números usados por órgãos de saúde, segurança, defesa civil e bombeiros não poderão ser bloqueados pelos sistemas anti-spam.
A regulamentação também prevê canais para contestação. O titular de uma linha bloqueada poderá pedir informações sobre o motivo da restrição ou solicitar a liberação do número. A operadora terá até 10 dias para responder.
Segundo a Anatel, as regras foram criadas para dar mais segurança, padronização e efetividade às soluções anti-spam oferecidas pelas empresas. A agência informou que a medida conta com o apoio do Ministério das Comunicações e do Ministério da Justiça e da Segurança Pública.
A disputa sobre o Vivo Anti-spam levou pelo menos sete empresas a apresentar reclamações formais à Anatel. Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock
Reclamações colocaram o Vivo Anti-spam no centro da disputa
A decisão da Anatel acontece depois de uma série de reclamações contra o Vivo Anti-spam. Desde junho, pelo menos sete empresas procuraram formalmente a agência para questionar bloqueios que consideraram indevidos.
Uma delas afirmou que mais de 16 mil chamadas foram interrompidas, incluindo ligações de hospitais e órgãos públicos. Outra relatou o bloqueio de mais de 800 números pertencentes a uma prefeitura do interior de São Paulo.
Houve ainda reclamações envolvendo números autenticados pelo Origem Verificada, sistema criado para combater chamadas indesejadas.
A Vivo afirmou que seu serviço “identifica e bloqueia chamadas massivas e fraudulentas” antes que elas cheguem aos clientes. A empresa negou ter bloqueado ligações que seguem as regras do anti-spam e do Origem Verificada.
A nova regulamentação estabelece, portanto, limites para os sistemas de bloqueio e cria um caminho para contestar restrições quando uma chamada legítima for atingida.
Entre a noite de quinta (27) e a madrugada de sexta-feira (28), tivemos o último eclipse de 2026 – e ele foi lunar parcial. O fenômeno chamou a atenção pela escuridão cobrindo a superfície da Lua, que ganhou tons escuros, variando entre o castanho e o vermelho-acobreado – quase como se fosse um eclipse lunar total.
E o melhor de tudo é que esse eclipse lunar parcial “com cara de total” foi visto de todo o Brasil, desde que as condições meteorológicas tenham colaborado.
O Olhar Digital transmitiu com imagem do Observatório Nacional.
Pouco depois da 1h da madrugada, o eclipse lunar parcial atingiu seu ápice. – Imagem: Observatório Nacional
Eclipse lunar parcial. – Observatório Nacional
Eclipse lunar parcial. – Imagem: Observatório Nacional
NASA vai lançar telescópio Roman para criar o “Google Maps” do Universo
A NASA está nos preparativos finais para lançar o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman. Esse novo observatório promete revolucionar a astronomia ao criar uma espécie de “Google Maps” do Universo, mapeando bilhões de galáxias com uma rapidez impressionante.
Com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital, o lançamento marca o início de uma missão que pode ajudar a responder a uma das perguntas mais antigas da humanidade: estamos sozinhos no Universo ou ainda não tínhamos as ferramentas necessárias para encontrar nossos possíveis vizinhos cósmicos?
A OpenAI anunciou ontem a abertura de uma operação comercial no Brasil, com escritório em São Paulo. O país se tornou o terceiro maior mercado do ChatGPT globalmente.
“Com sede em São Paulo, nossa equipe local trabalhará com empresas, desenvolvedores, pesquisadores e instituições públicas brasileiras para ajudar a transformar a rápida adoção da IA no país em crescimento econômico e avanços significativos” – diz o comunicado.
De acordo com a startup, o número de usuários brasileiros do chatbot quase dobrou no último ano. A desenvolvedora não confirma quantas pessoas usam a inteligência artificial por aqui, mas informa que os brasileiros enviam 215 milhões de mensagens diariamente ao ChatGPT.
Mas, quando o assunto é geração de imagem com a IA da OpenAI, somos líderes. O Brasil também está entre os cinco maiores mercados para os recursos de voz e ditado.
Em número de desenvolvedores que usam a API da OpenAI, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo.
WhatsApp, Facebook e Instagram: acordo da Meta nos EUA muda algo no Brasil?
A Meta, dona de redes sociais como Facebook e Instagram, firmou um acordo histórico com estados americanos na quarta-feira (26). A big tech vai pagar até US$ 17,1 bilhões (aproximadamente R$ 88 bilhões) em multas para encerrar processos judiciais sobre o impacto viciante e nocivo das suas plataformas entre crianças e adolescentes.
A empresa de Mark Zuckerberg também vai ter que mudar mecanismos e recursos das suas redes. O acordo determinou a imposição de limite diário de duas horas de uso no Instagram e no Facebook para adolescentes, além do bloqueio entre meia-noite e seis horas da manhã, por exemplo.
“Este acordo inaugura a era da responsabilização das plataformas digitais”, analisa Kenneth Corrêa, especialista em inteligência artificial (IA) e tecnologias emergentes, em entrevista ao Olhar Digital.
O acordo firmado pela Meta com procuradores-gerais não significa admissão de culpa. Só evita que a empresa seja condenada na Justiça.
Neste primeiro momento, o acordo impacta como se usa redes sociais apenas nos Estados Unidos. Nesta matéria do Pedro Spadoni, o Olhar Digital te explica isso e o que deve mudar no Brasil.
Meta é denunciada por publicidade abusiva em escolas
A Meta foi denunciada nesta quinta-feira (27) ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após realizar ações em frente a escolas da capital paulista para divulgar recursos do Instagram voltados a crianças e adolescentes.
OpenAI, Google e outras empresas pedem ação urgente contra ataques de IA
A OpenAI, a Anthropic, o Google, a Microsoft, a AMD e outras empresas e organizações do setor de tecnologia assinaram uma carta nesta quinta-feira (27) pedindo que empresas e governos priorizem a cibersegurança diante do avanço das ameaças potencializadas por inteligência artificial (IA).
G20 reúne gigantes da tecnologia para discutir o futuro da IA
Os CEOs da Nvidia, Jensen Huang, e da OpenAI, Sam Altman, participarão na próxima semana de uma reunião ministerial do G20 voltada à tecnologia, em Raleigh, na Carolina do Norte.
O encontro reunirá autoridades de tecnologia e comércio dos países-membros para discutir inteligência artificial e outras tecnologias emergentes. A reunião integra a preparação para a cúpula de líderes do G20, prevista para dezembro, em Miami.
Anthropic deve divulgar prospecto de IPO no mês que vem
A Anthropic planeja divulgar publicamente seu prospecto para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) após o feriado do Labor Day, nos Estados Unidos, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira (27) pelo The Information, que citou pessoas familiarizadas com o processo.
A eventual estreia da empresa no mercado acionário poderá ocorrer no fim de setembro ou no início de outubro de 2026.