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As seleções da Inglaterra e da Costa Rica se enfrentam nesta quarta-feira (10) em amistoso internacional. A bola rola às 17h (horário de Brasília) no Inter&Co Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos.
Os ingleses vêm de vitória e entram em campo às vésperas da Copa do Mundo.
A Inglaterra disputa a Copa do Mundo 2026 no Grupo L e vai enfrentar Croácia, Gana e Panamá. Os ingleses jogaram um amistoso nos Estados Unidos contra a Nova Zelândia e venceram por 1×0.
Do outro lado, a Costa Rica não se classificou para o mundial.
As seleções de Portugal e da Nigéria se enfrentam nesta quarta-feira (10) em amistoso internacional. A bola rola às 16h45 (horário de Brasília) no Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria, em Portugal.
Os portugueses entram em campo às vésperas da Copa do Mundo. Logo após o amistoso, a seleção embarca rumo aos Estados Unidos.
Portugal x Nigéria:
Competição: amistoso internacional
Data: 10/06 (quarta-feira)
Horário: 16h45 (horário de Brasília)
Local: Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria (Portugal)
A Seleção Brasileira feminina volta a campo nesta terça-feira (9) contra os Estados Unidos para o segundo amistoso entre as equipes. A bola rola às 21h30 (horário de Brasília) na Arena Castelão, em Fortaleza.
O primeiro duelo foi na Neo Química Arena, em São Paulo, no sábado e terminou 2×1 para o Brasil.
O duelo entre a Seleção Brasileira Feminina e os Estados Unidos terá transmissão pela Globo (TV aberta), SporTV (TV fechada) e ge TV (canal do YouTube).
O Seleção Brasileira Feminina enfrenta os Estados Unidos em dois amistosos em solo brasileiro.
O primeiro, em São Paulo, começou com gol de Sophia Wilson do lado norte-americano. Pouco tempo depois, Thainá Maranhão empatou o jogo, com o gol da virada por conta de Bia Zaneratto – tudo no primeiro tempo.
Brasil e EUA são grandes rivais no futebol feminino. Recentemente, nas Olimpíadas de Paris em 2024, as americanas derrotaram as brasileiras por 1×0 na final e ficaram com a medalha de ouro.
Os Estados Unidos, inclusive, são os maiores vencedores do mundo na categoria feminina, com 4 títulos. O Brasil vai em busca do primeiro na Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontece em terras brasileiras. Tanto a Neo Química Arena quanto a Arena Castelão são estádios confirmados para receberem jogos da competição.
A empresa afirmou ter redesenhado sua base de IA para atuar de forma mais integrada aos seus sistemas operacionais, combinando processamento local e infraestrutura em nuvem privada. A principal mudança está na nova geração da Apple Intelligence, construída sobre uma arquitetura redesenhada que combina modelos próprios com tecnologias desenvolvidas em colaboração com o Google. Os sistemas passam a utilizar modelos do Gemini como base para parte das funções mais avançadas.
Siri turbinada com IA
A assistente repaginada se chama Siri AI. A marca promete que a Siri vai entender melhor o seu contexto – seja no iPhone, no iPad ou no Mac.
Pela demonstração da empresa, vai dar para conversar com a Siri AI de forma parecida com a que você fala com outros chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google). Só que em janelinhas nos sistemas operacionais dos aparelhos.
Além de estar mais conversacional e, digamos, esperta, a Siri vai ter um aplicativo dedicado. Isso significa que vai aparecer o ícone de um “Siri App” no seu aparelho da Apple.
iOS 27
Assim como no macOS 27, o iOS 27 seguirá com a tecnologia Liquid Glass, mas aprimorada. A versão anterior registrou problemas de legibilidade de texto relatados pelos usuários. Para corrigir as falhas, a Apple implementou um controle deslizante de opacidade no iOS 27.
O usuário terá que aguardar e testar. Os recursos estão sendo liberados para desenvolvedores, mas os consumidores só terão acesso em uma versão de testes até o final do ano. Para Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, há sinais positivos:
“A Apple finalmente faz essa grande parceria com o Google para usar o Gemini. Precisou fazer uma série de adaptações – por isso falaram muito em privacidade e segurança. A Apple, que é de longe a empresa que mais tenta resguardar a privacidade em sistemas móveis, diz que vai ter uma estrutura separada do Google para fazer isso. E começou a, finalmente, mostrar recursos. Lá em 2024, no mesmo evento, os recursos eram pífios, pontuais, da chamada Apple Intelligence.
E essa história da Siri nós temos anos e anos de promessa de que ‘agora vai’. Nós temos que usar para tirar essa prova, mas os sinais são positivos. Finalmente temos usabilidade transversal: a Siri deixa de ser algo isolado do iOS do ecossistema da Apple para interagir, de fato, com os aplicativos – inclusive com aplicativos terceiros”.
Reação do mercado
O que é fato? As ações da Apple vinham crescendo, inclusive pouco antes do início do WWDC. Mas, ao final do evento, as ações caíram mais de 1%.
Para esse fato, há duas interpretações.
Para alguns, é a cautela do mercado diante das incertezas da Apple na corrida das IAs. Afinal, já ouvimos promessas que não se concretizaram e atrasaram.
Para outros, é um movimento que nada tem a ver com isso. É o chamado “comprar no boato e vender na notícia”. Isso significaria que o mercado já tinha ‘comprado’ o WWDC antes do evento esperando boas novidades — e, quando o WWDC finalmente aconteceu, parte dos investidores lucrou, vendendo as ações mesmo sem uma notícia necessariamente “ruim”.
E, claro, pode ser um pouco de cada coisa.
Mais contexto: a Apple na corrida das IAs
O chefe da divisão de software da Apple, Craig Federighi, cutucou outras empresas que parecem estar “fazendo IA pela IA em si”. Ele argumentou que a Apple Intelligence é mais útil porque utiliza informações e dados pessoais. “Alguns parecem estar avançando a passos largos, aparentemente buscando a IA pela IA em si, sem levar em consideração as pessoas, todos nós, que ela deveria servir em última instância”.
Vamos mergulhar nessa fala?
Essa crítica ao mercado vem em um momento aparentemente oportuno. Primeiro, porque a Apple ficou taxada por estar “atrasada” na corrida das IAs. Ao mesmo tempo, ao argumentar que a empresa centra sua estratégia de IA nos seres humanos, a Apple dialoga com um público preocupado. Nos EUA, principalmente, pesquisas apontam sentimentos muito negativos sobre essa tecnologia. Estamos falando de protestos contra a construção de data centers até insegurança com o mercado de trabalho.
Nesse momento, a Apple tem uma postura muito mais cautelosa que outros players da corrida tech. E isso está nos números. A imprensa americana chama a atenção desde ontem para o capex (despesas de capitais) das big techs. Em resumo, estamos falando do quanto do capital de uma companhia está comprometido com a aquisição de bens materiais, seja em maquinário, veículos, imóveis – ou, no caso da corrida das IAs, hardware, data centers, GPUs, servidores, energia e infraestrutura de computação. Enquanto na Apple o número de 2026 gira em torno de US$ 14 bilhões, outras big techs somadas passam de US$ 700 bilhões (Meta: US$145 bilhões; Google: US$ 190 bilhões; Microsoft: US$ 190 bilhões; Amazon: US$ 200 bilhões).
E estar atrás na corrida das IAs não significa, neste momento, um peso nas vendas da Apple. No final de janeiro, no balanço financeiro, a Apple informou que “o iPhone teve seu melhor trimestre de todos os tempos, impulsionado por uma demanda sem precedentes, com recordes históricos em todos os segmentos geográficos”. Dados da Counterpoint Research mostraram que o iPhone 17 foi o smartphone mais vendido do mundo no primeiro trimestre de 2026. Sozinho, o aparelho respondeu por 6% das unidades comercializadas globalmente.
E agora, na parceria com o Google/Gemini, a Apple não precisa se preocupar muito em ter os melhores modelos de IA do mundo. Afinal, um dos líderes da corrida assumiu essa frente pela big tech. Em vez disso, a empresa pode focar em seu próprio ecossistema e na experiência do usuário, evitando gastar bilhões de dólares com LLMs.
Poderia parecer um plano incrível de quem pensou em tudo desde o começo. Mas quem assistiu ao WWDC 2024 sabe que não é bem assim.
A Apple Intelligence foi anunciada com muitas especulações sobre “mais novidades” que estariam a caminho. Em meio a poucos progressos em dois anos, vimos muitos tropeços – principalmente com a Siri.
Para Arthur Igreja, a Apple tenta encaixar uma narrativa diante de como a corrida vem se desdobrando:
“As empresas de tecnologia vivem não só de seus resultados, mas de narrativas e anúncios. Senão, a Apple não faria esses grandes eventos. A Apple suspira aliviada, encontra um caminho. E, depois, usa esse argumento de que ‘olha, no final das contas demoramos mais, porque estávamos fazendo mais bem feito’. A pergunta que fica é ‘que empresas são essas?’. Se ela estiver falando das principais concorrentes, uma delas se tornou uma das principais parceiras – o Google, com o Gemini. Se ela estiver mencionando seu principal concorrente de sistemas operacionais, o Android, que é do Google, ou a Samsung, que tem recursos de IA faz tempo, o argumento não para de pé. Sim, existem empresas que fazem IA pela IA, mas não é um argumento que sustenta a demora que a Apple teve. A Apple teve escolhas equivocadas e investimentos infrutíferos quando tentou fazer a própria tecnologia, nunca entrou na corrida dos LLMs. Acho que é muito mais uma narrativa para tentar encaixar o que aconteceu”.
Sai Tim Cook, entra John Ternus
Tim Cook deixará o cargo de diretor-executivo da empresa da maçã após 15 anos, em setembro. Em seu lugar, John Ternus, chefe de engenharia de hardware, irá comandar o império. Aliás, senti falta dele no WWDC. Não foi dessa vez que o conhecemos melhor.
Em setembro, a gente costuma ter o lançamento da nova linha de iPhones. Talvez sua “estreia” nas lives da Apple ocorra justamente em seu primeiro mês no comando da big tech.
Arthur Igreja destacou o legado de Tim Cook:
“Tim Cook conseguiu acelerar muito porque pegou uma casa muito organizada do ponto de vista de produtos e estratégias. Mas foi importantíssimo e trouxe resultados muito grandes. Espera-se do novo CEO algo muito parecido. Com mudanças para que a Apple consiga se manter relevante na era da IA. Lançou produtos muito importantes nesse período, desenvolveu as divisões de serviços e acessórios. A Apple é muito mais equilibrada em termos de receita, menos dependente do iPhone.”
A Apple realizou o WWDC 2026, sua conferência mundial de desenvolvedores, nesta segunda-feira (8). Entre as novidades, a empresa da maçã anunciou atualizações de seus sistemas operacionais, Siri turbinada com inteligência artificial e uma nova geração da Apple Intelligence.
O evento também foi o último de Tim Cook como CEO. Isso porque ele passará o bastão para John Ternus. O Olhar Digital fez um resumão de tudo que aconteceu no WWDC neste link.
No Olhar Digital News de hoje, Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, avalia os lançamentos da Apple e como a companhia está se posicionando na corrida de IA. Confira!
O Olhar Digital apresenta os lançamentos da semana do Amazon Prime Video. Na semana entre 8 e 14 de junho de 2026, a Amazon terá a chegada de produções à sua plataforma de streaming.
Entre as produções que chegam ao streaming da Amazon nesta semana, estão a série Depois Daquele Ano e o suspense Hallow Road: Caminho Sem Volta.
Para um teste grátis de 30 dias de Prime Video clique aqui.
Lançamentos da Prime Video de 8 a 14 de junho de 2026
Filme | Original Prime Video | Família | Romance | Ano de Produção: 2026 (Turquia)
Selin, uma jovem de 21 anos, viaja misteriosamente para o verão de 1996 e acaba se tornando amiga da própria mãe durante a juventude. Ao acompanhar seus romances, sonhos e dilemas, ela passa a entender melhor as escolhas que moldaram sua família e descobre que nem sempre é possível mudar o passado.
Terça-feira – 09/06
O Roubo da Taça
Filme | Comédia | História | Ano de Produção: 2016 (Brasil)
Para quitar uma dívida, Peralta decide roubar um dos itens mais valiosos do Brasil nos anos 1980: a taça Jules Rimet.
Quarta-feira – 10/06
Depois Daquele Ano — Temporada 1
Série | Original Prime Video | Drama | Romance | Ano de Produção: 2026 (EUA | Canadá)
Contada ao longo de seis anos e uma semana em Barry’s Bay — a típica cidade à beira do lago —, Depois Daquele Ano é uma história romântica e nostálgica sobre os primeiros amores, as pessoas e escolhas que deixam marcas para sempre.
A Lenda de Vox Machina — Temporada 4, Episódios 4-6
Série | Original Prime Video | Animação | Ação | Aventura | Comédia | Fantasia | Ano de Produção: 2026 (EUA)
Em uma tentativa desesperada de pagar uma aba de bar gigantesca, um grupo de desajustados acaba embarcando em uma missão para salvar o reino de Exandria de forças mágicas e sombrias.
Na Fazenda com Clarkson — Temporada 5 (Episódios 5-6)
Série | Original Prime Video | Documentário | Comédia | Reality show | Ano de Produção: 2026 (Reino Unido)
Na Fazenda com Clarkson está de volta em meio a cortes do governo que colocam a comunidade agropecuária britânica em polvorosa. Jeremy decide implementar mudanças para melhorar a eficiência da fazenda, mas novidades ainda maiores prometem trazer desafios inesperados.
Viagem Sem Retorno
Filme | Ação | Comédia | Suspense | Ano de Produção: 2026 (EUA)
Um casal em crise viaja para uma cabana isolada, cada um com planos secretos para eliminar o outro. O encontro se transforma em um confronto cheio de tensão e reviravoltas em meio à selva.
Sexta-feira – 12/06
Hallow Road: Caminho Sem Volta
Filme | Drama | Terror | Suspense | Ano de Produção: 2025 (Irlanda | Reino Unido | República Tcheca)
Dois pais entram em uma corrida contra o relógio após receberem uma ligação angustiante da filha, que se envolveu em um trágico acidente de carro durante a noite.
O Olhar Digital traz os lançamentos da Netflix semanalmente. Nesta semana, você confere as produções que chegam ao catálogo do streaming entre 8 e 14 de junho de 2026.
Entre as estreias, estão a quinta temporada de Doces Magnólias, a animação mexicana Sou a Frankelda e o reality show Sobreviventes: Na Selva. Também chegam ao catálogo do streaming filmes como Vírus, Não Fale o Mal e Duas De Mim.
O que chega à Netflix entre 8 e 14 de junho de 2026
Confira abaixo a lista das produções que chegam ao catálogo da Netflix entre 8 e 14 de junho de 2026:
Segunda-feira – 08/06
Juacas (novas temporadas)
Terça-feira – 09/06
Noruega: O Retorno que Promete
Minissérie | Original Netflix | Documentário | Esporte | Ano de Produção: 2026 (Noruega)
A nova série documental esportiva de duas partes acompanha de perto e com exclusividade uma das viradas de jogo mais emocionantes do futebol: o retorno do time masculino da Noruega a um grande torneio internacional após 26 longos anos. O país não chegava aos holofotes há mais de uma geração, minando qualquer esperança dos torcedores. Agora, com estrelas globais como Martin Ødegaard, Erling Haaland, Alexander Sørloth e Antonio Nusa sob o comando do treinador Ståle Solbakken, a Noruega finalmente quebrou a maldição. Após uma qualificação em grande estilo, o time surge como azarão da Copa do Mundo em um grupo extremamente desafiador que inclui a França e o Senegal.
Quarta-feira – 10/06
Sobreviventes: Na Selva
Série | Original Netflix | Reality shows | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
Numa ilha tropical isolada, 16 participantes precisam resistir a situações extremas, superar os rivais e continuar em equipe para ganhar o prêmio de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5 milhões).
As Cores do Mal: Preto
Filme | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Polônia)
Um menino desaparece numa cidadezinha. Agora, um novo promotor começa a descobrir conexões inesperadas com outro caso de desaparecimento.
Rosario Tijeras – Temporada 5
Série | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (México)
Inimigos novos e antigos perseguem Rosario, enquanto ela e O Anjo reconstroem suas vidas. Mas como sobreviver contra uma rival do seu próprio sangue?
A História da Minha Família – Temporada 2
Série | Original Netflix | Drama | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Itália)
Um pai com uma doença terminal prepara sua família caótica para seguir a vida sem ele nesta série.
The Rest is Football (novo episódio)
Quinta-feira – 11/06
Doces Magnólias – Temporada 5
Série | Original Netflix | Drama | Romance| Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
A série gira em torno de três melhores amigas (Maddie, Helen e Dana Sue) nascidas e criadas em Serenity, uma cidadezinha no sul dos Estados Unidos onde todo mundo se conhece e se intromete na vida dos outros.
Viral Hit – Temporada 1
Série | Original Netflix | Ação | Drama | Ano de Produção: 2026 (Japão)
Kota Shimura está no ensino médio e vive sofrendo para pagar as contas da mãe doente, além de aturar os valentões do colégio. A vida dele não podia ser mais deprimente… Até que um dia, surge uma oportunidade. Uma briga dele com um colega é transmitida ao vivo por acidente e acaba viralizando. Quando percebe que as lutas podem dar lucro, Kota abre um canal de streaming e começa a sair do desespero.
No Limite da Lei – Temporada 1
Série | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Tailândia)
Após ser acusado de matar o filho de um policial do alto escalão, um jovem advogado certinho precisa se unir a uma colega de profissão com fama de má, explorando todas as brechas jurídicas para provar que é inocente.
Bonnie Bears: Aventura em Miniatura (filme)
Felicidade em Dobro (filme)
Sexta-feira – 12/06
Instinto Materno
Filme | Original Netflix | Documentário | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
A polícia aborda uma mulher que diz ter acabado de parir. Mas o bebê e o sangue não são dela. Mentiras sinistras vêm à tona neste documentário sobre um crime real.
Sou a Frankelda
Filme | Original Netflix | Musical | Ano de Produção: 2026 (México)
México, século 19. Frankelda é uma escritora talentosa e, apesar de seus contos sombrios serem desacreditados, ela se recusa a desistir. Quando é levada a mergulhar nas profundezas do seu subconsciente, Frankelda vê os monstros que criou ganharem vida. Guiada por Herneval, um príncipe atormentado preso entre sonhos e pesadelos, ela precisa restaurar o equilíbrio entre ficção e realidade antes que ambas as dimensões entrem em colapso.
Perdendo o Juízo – Temporada 1
Série | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Espanha)
Uma advogada antes promissora vê sua carreira ruir após um surto durante um julgamento, até que um caso familiar a obriga a voltar à ativa numa pequena firma.
O Polígamo – Temporada 1
Série | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (África do Sul)
O CEO Jonasi Gomora construiu um império por conta própria e uma vida pessoal complicada, mas tudo começa a desmoronar sob o peso das escolhas que fez, enquanto suas mulheres e amantes mostram quem ele realmente é por trás de tanto poder.
Sabemos que a Copa do Mundo provoca impactos significativos na economia, no turismo e principalmente na logística global. O aumento repentino na circulação de pessoas, mercadorias e serviços gera pressão sobre cadeias de suprimentos, sistemas de transporte, redes de distribuição e operações urbanas. Nesse cenário, a inteligência artificial (IA) surge como uma ferramenta estratégica para reduzir gargalos operacionais e aumentar a eficiência das operações.
Essa será a Copa do Mundo masculina mais tecnológica da história. Recursos como sensores inteligentes, inteligência artificial e análise de dados em tempo real estão transformando não apenas a arbitragem, mas também a preparação dos atletas e a tomada de decisões dentro de campo.
Um dos principais exemplos dessa transformação está na própria bola oficial da competição. Na Copa de 2026, ela contará com chip de IA e sensor de movimento integrados, capazes de transmitir em tempo real dados como posição, rotação e impacto do chute para as equipes de arbitragem.
O sistema de rastreamento óptico utilizado pela FIFA opera com 16 câmeras instaladas sob a cobertura dos estádios e consegue monitorar 29 pontos do corpo de cada jogador até 50 vezes por segundo. Integrado aos sensores presentes na bola, o sistema gera alertas praticamente instantâneos para auxiliar a arbitragem. Na prática, a tecnologia promete partidas com menos interrupções e decisões mais precisas.
Mas, mais do que automatizar tarefas, a IA permite prever demandas, antecipar riscos, otimizar recursos e tomar decisões em tempo real. Em períodos de alta complexidade operacional, como eventos esportivos globais, essas capacidades tornam-se essenciais para empresas e governos.
O impacto dos grandes eventos na operação logística
Em ano de grandes eventos, como a Copa do Mundo, alteram-se drasticamente os padrões de consumo e mobilidade. Entre os principais desafios operacionais estão:
aumento do fluxo de passageiros em aeroportos e rodovias;
crescimento da demanda em hotéis, restaurantes e varejo;
pressão sobre entregas urbanas;
necessidade de reforço na segurança;
maior consumo de energia e serviços;
risco de congestionamentos logísticos.
A Copa do Mundo coloca pressão nas rodovias (Imagem: rawpixel/Freepik)
Sem planejamento adequado, esses fatores podem causar atrasos, desperdícios, aumento de custos e falhas operacionais.
Diante desse cenário, é preciso usar a IA para reduzir gargalos. Uma das principais aplicações da IA está na análise preditiva. Com base em dados históricos, comportamento do consumidor, venda de ingressos, reservas e fluxo turístico, algoritmos conseguem prever aumentos de demanda com maior precisão.
Isso permite reforçar estoques, aumentar equipes, reposicionar produtos e ainda evitar rupturas na cadeia de abastecimento.
Empresas conseguem se preparar antecipadamente para picos operacionais sem depender apenas de estimativas tradicionais.
Otimização de rotas e mobilidade urbana inteligente
A otimização de transporte e rotas é outro ponto importante. Com maior circulação de pessoas, o trânsito urbano tende a se tornar mais caótico. Sistemas baseados em IA conseguem monitorar tráfego em tempo real, identificar bloqueios viários, acompanhar condições climáticas, controlar o fluxo de veículos e mensurar o tempo médio de deslocamento.
Com essas informações, plataformas inteligentes recalculam rotas automaticamente, reduzindo atrasos e melhorando a eficiência das entregas. Além disso, operadores logísticos conseguem distribuir cargas de maneira mais estratégica, minimizando impactos operacionais.
Gestão de estoques e eficiência em centros de distribuição
A IA também reduz gargalos em centros de distribuição e armazéns. Sistemas inteligentes conseguem prever consumo por região, identificar produtos com maior giro, automatizar reposições e reduzir excesso de estoque.
Durante eventos como a Copa do Mundo, itens específicos apresentam alta demanda, como alimentos, bebidas, produtos licenciados e equipamentos eletrônicos. A IA ajuda empresas a responder rapidamente a essas oscilações.
Um planejamento de demanda mal calculado afeta a reposição de produtos em supermercados Crédito: Nicoleta Ionescu, Shutterstock (divulgação)
Monitoramento contínuo e visibilidade ponta a ponta com IoT
Outra vantagem importante é a capacidade de monitoramento contínuo das operações. Sensores IoT integrados com IA permitem acompanhar:
localização de cargas;
temperatura de produtos;
desempenho operacional;
filas e congestionamentos;
indicadores de risco.
Isso aumenta a capacidade de resposta diante de incidentes e reduz impactos operacionais.
Smart cities: a gestão pública no controle de multidões
Governos e cidades também utilizam IA para administrar grandes eventos. Sistemas inteligentes ajudam no controle de tráfego, monitoramento de multidões, gestão do transporte público, reforço da segurança e também na coordenação de emergências.
Em cidades-sede, a análise de dados em tempo real melhora o fluxo urbano e reduz colapsos operacionais.
(Imagem: metamorworks/Shutterstock)
O futuro dos grandes eventos é autônomo e conectado
A tendência é que futuros eventos esportivos sejam cada vez mais apoiados por inteligência artificial integrada a tecnologias. Essas soluções permitirão operações mais autônomas, preditivas e conectadas.
A inteligência artificial tornou-se uma aliada fundamental na gestão operacional de grandes eventos como a Copa do Mundo. Sua capacidade de prever demandas, otimizar recursos e responder rapidamente a mudanças reduz gargalos e melhora significativamente a eficiência logística.
Em um cenário de alta pressão operacional, empresas e governos que investem em IA conseguem não apenas evitar falhas, mas também criar experiências mais organizadas, seguras e eficientes para milhões de pessoas.
A Copa do Mundo do futuro não será marcada apenas pelo espetáculo esportivo, mas também pela inteligência tecnológica por trás de toda a operação.
Um artigo publicado na revista Nature Geoscience revela que a camada de gelo da Antártida passou por uma mudança abrupta de comportamento há cerca de um milhão de anos.
Segundo a pesquisa, após ultrapassar um limite climático específico, o gelo se tornou muito mais sensível às mudanças ambientais, um resultado que pode trazer novas implicações para as projeções futuras do nível do mar.
Em resumo:
Estudo revela mudança brusca no comportamento do gelo antártico;
Transição ocorreu após limite climático há cerca de um milhão de anos;
Menos CO₂ tornou o gelo mais sensível ambientalmente;
Resfriamento oceânico e queda do nível do mar favoreceram transformação;
Descoberta pode melhorar previsões futuras da elevação do nível do mar.
Esta imagem ilustra como os níveis de CO₂ afetaram o volume da camada de gelo da Antártica nos últimos 3 milhões de anos. O gráfico mostra que concentrações mais altas de CO₂ correlacionam-se com a redução do gelo, enquanto os mapas detalham visualmente como a elevação do gelo diminui sob condições de aquecimento. – Crédito: Instituto de Ciências Básicas
Mudanças antigas com efeitos duradouros
Os cientistas que estudam a elevação dos oceanos geralmente consideram que as grandes camadas de gelo respondem ao aquecimento global de forma gradual e relativamente previsível. À medida que as temperaturas aumentam, espera-se que o gelo recue em um ritmo que pode ser estimado pelos modelos climáticos.
O novo estudo sugere que essa visão pode não ser suficiente. Segundo os pesquisadores, a camada de gelo antártica já demonstrou no passado a capacidade de mudar rapidamente sua forma de responder às alterações climáticas, sem passar por uma transição lenta.
A descoberta está relacionada à chamada Transição do Pleistoceno Médio, período ocorrido entre cerca de 1,2 milhão e 700 mil anos atrás. Nessa época, o clima da Terra passou por mudanças significativas que alteraram o comportamento das eras glaciais.
Antes dessa fase, os ciclos de glaciação e aquecimento aconteciam aproximadamente a cada 41 mil anos. Depois da transição, passaram a durar cerca de 100 mil anos, com períodos frios mais intensos e prolongados.
Apesar de essa mudança já ser conhecida pela ciência, ainda faltavam informações detalhadas para compreender como as camadas de gelo reagiram durante o processo. O principal problema era a escassez de registros climáticos de um período tão distante.
Para preencher essa lacuna, uma equipe liderada por Kyung-Sook Yun, do Centro de Física Climática da Universidade Nacional de Pusan, na Coreia do Sul, reconstruiu a evolução do clima terrestre ao longo dos últimos três milhões de anos.
Os ciclos climáticos da Terra mudaram de uma periodicidade de 41 mil anos para cerca de 100 mil anos, resultando em glaciações mais longas e intensas. – Crédito: NOVA/BBC Studios/BBC
Modelo simula comportamento do gelo da Antártida
Os pesquisadores utilizaram modelos computacionais para recriar variações de temperatura e precipitação ao longo desse intervalo. Em seguida, essas informações foram inseridas em um modelo especializado em simular o comportamento das camadas de gelo da Antártida.
Esse sistema acompanha processos como o fluxo do gelo, mudanças de espessura, aquecimento interno e interação com o oceano. A simulação exigiu o uso de um dos supercomputadores científicos mais avançados da Coreia do Sul.
Ao analisar a evolução da camada de gelo ao longo de milhões de anos, os cientistas identificaram um ponto de inflexão até então desconhecido. O resultado apareceu quando a concentração de dióxido de carbono na atmosfera caiu para menos de aproximadamente 240 partes por milhão.
A partir desse limite, a camada de gelo deixou de responder de maneira gradual às mudanças de temperatura. Sua reação passou a ser muito mais intensa, indicando uma alteração fundamental no funcionamento do sistema.
Mudança foi repentina
Segundo os autores, a mudança ocorreu de forma relativamente abrupta. Em vez de se adaptar lentamente às novas condições climáticas, o gelo atravessou um limiar e passou a reagir de maneira amplificada aos estímulos ambientais.
Os pesquisadores apontam que três fatores podem ter contribuído para essa transformação. O primeiro foi o resfriamento dos oceanos durante os períodos glaciais, que reduziu o derretimento da base das geleiras.
Vista aérea de parte da Antártida – Crédito: Artsiom P – Shutterstock)
Outro fator importante foi a queda do nível global do mar. Com menos água sobre a crosta terrestre, o leito rochoso sob a Antártida começou lentamente a se elevar.
Essa elevação favoreceu o acúmulo de gelo nas regiões costeiras e permitiu a formação de camadas mais espessas e estáveis. Junto com as águas mais frias, o processo ajudou a fortalecer o crescimento das massas de gelo.
Os cientistas acreditam que a combinação desses fatores criou um novo estado climático, no qual a camada de gelo se tornou mais resistente e, ao mesmo tempo, mais sensível às mudanças das condições ambientais.
História reforça existência dos pontos de inflexão climáticos
Embora os eventos analisados tenham ocorrido há cerca de um milhão de anos, as conclusões têm relevância direta para o presente. O motivo é que elas reforçam a existência dos chamados pontos de inflexão climáticos.
Se a camada de gelo foi capaz de alterar drasticamente sua sensibilidade em resposta ao resfriamento, ela também pode apresentar mudanças bruscas diante do aquecimento global. Essa possibilidade preocupa os pesquisadores porque pode afetar as previsões sobre o aumento do nível do mar.
Segundo o coautor Axel Timmermann, o estudo mostra que a camada de gelo antártica pode responder de forma mais intensa às forças externas do que se imaginava anteriormente. Isso sugere que algumas projeções podem não captar totalmente mudanças rápidas no sistema.
A Antártida é considerada uma das maiores fontes de incerteza nas estimativas de elevação dos oceanos para este século. Por isso, compreender seus mecanismos de resposta é essencial para aprimorar os modelos climáticos.
A principal contribuição da pesquisa foi fornecer evidências de que a camada de gelo já ultrapassou um limite crítico no passado. Com a identificação desse ponto de inflexão, os cientistas ganham uma nova ferramenta para melhorar as previsões sobre o futuro das regiões costeiras em um planeta em aquecimento.
Quase toda a internet internacional depende de uma infraestrutura invisível para a maioria das pessoas: os cabos submarinos espalhados pelos oceanos. Responsáveis por transportar cerca de 99% do tráfego global de dados, essas estruturas levam mensagens, chamadas de vídeo, e-mails e conteúdos digitais entre continentes em velocidades impressionantes.
O tema voltou a ganhar destaque após a retirada do TAT-8, o primeiro cabo transatlântico de fibra óptica do mundo. Instalado há 38 anos, ele permaneceu abandonado no fundo do Oceano Atlântico por quase 25 anos após sair de operação em 2002, quando uma falha tornou seu reparo economicamente inviável.
Atualmente, existem mais de 500 cabos submarinos em funcionamento. Somados, eles ultrapassam um milhão de quilômetros de extensão (distância suficiente para dar várias voltas ao redor da Terra).
Apesar da importância estratégica, os cabos têm aparência relativamente simples, parecidos com uma mangueira de jardim. É no interior que fica a tecnologia por trás do funcionamento dessas estruturas, com fibras ópticas extremamente finas, comparáveis a fios de cabelo humano. Por elas, lasers enviam pulsos de luz codificados bilhões de vezes por segundo, transportando enormes volumes de informação entre diferentes pontos do planeta.
Uma única fibra pode transmitir diversos fluxos de dados simultaneamente por meio de diferentes comprimentos de onda de luz. Graças a essa tecnologia, cada cabo é capaz de movimentar centenas de terabits de dados por segundo, conectando usuários em continentes distintos quase instantaneamente.
Infraestrutura invisível no fundo do oceano sustenta a conexão global em tempo real – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Cabos submarinos têm instalação complexa
Instalar essa infraestrutura é uma tarefa complexa e demorada. Antes da fabricação, engenheiros precisam definir rotas capazes de evitar obstáculos geográficos e áreas de risco no fundo do mar. Depois, os cabos são carregados em grandes navios especializados, onde ficam armazenados em enormes tanques circulares.
A etapa de carregamento pode levar cerca de um mês. Já durante a instalação, as embarcações avançam lentamente, a cerca de 9,6 quilômetros por hora, enquanto liberam o cabo gradualmente sobre o leito oceânico. Em casos de tempestade, as equipes podem interromper a operação, prender a extremidade do cabo a uma boia e retomar o trabalho somente quando as condições melhorarem.
Ao chegar ao destino, o cabo é conectado a data centers que distribuem as informações para redes locais. Apenas nesse estágio o tráfego costuma seguir por infraestrutura sem fio, como redes Wi-Fi ou antenas de telefonia móvel.
Embora a internet via satélite tenha ganhado visibilidade nos últimos anos, especialmente com sistemas como o Starlink, ela ainda representa apenas uma pequena parcela do tráfego global quando comparada aos cabos submarinos.
Apesar de robustos, os cabos não estão livres de problemas. Segundo dados da ONU, entre 150 e 200 incidentes são registrados anualmente.
A maioria dos danos não ocorre por falhas técnicas, mas por ações humanas. Aproximadamente 80% dos casos estão relacionados a atividades como ancoragem de navios e operações de pesca. Também houve registros recentes de suspeitas de sabotagem em algumas regiões, como no Mar Vermelho.
Desastres naturais também podem causar interrupções significativas. Em 2022, por exemplo, a erupção de um vulcão rompeu o único cabo que conectava Tonga ao restante do mundo, deixando a ilha sem acesso à internet e às comunicações telefônicas por mais de um mês.
Quando ocorre um rompimento, o reparo físico nem sempre é o maior desafio. “O que costuma ser mais complexo é obter todas as permissões e licenças necessárias, especialmente quando há múltiplas jurisdições envolvidas ou jurisdições sobrepostas”, disse Tomas Lamanauskas, Secretário-Geral Adjunto da União Internacional de Telecomunicações (UIT), à ONU News.
Além dos danos acidentais, existe o desgaste natural. Em média, um cabo submarino permanece em operação por cerca de 25 anos antes de precisar ser substituído.
Foi justamente esse cenário que levou à remoção do TAT-8. Embora estivesse desativado há décadas, sua retirada trouxe benefícios ambientais e econômicos. Além de liberar espaço para novas instalações, a operação permitiu recuperar materiais valiosos presentes na estrutura, especialmente o cobre utilizado em sua construção.
Neste sábado (6), Brasil e Egito se enfrentam em amistoso internacional preparatório para a Copa do Mundo 2026. A bola rola às 19h00 (horário de Brasília) no Huntington Park Field, em Cleveland, nos Estados Unidos.
Brasil x Egito:
Competição: Amistoso Internacional
Data: 06/06 (sábado)
Horário: 19h00 (horário de Brasília)
Local: Huntington Park Field, em Cleveland (Estados Unidos)
O amistoso contra o Egito será o último compromisso da Seleção Brasileira antes da estreia na Copa do Mundo de 2026. A equipe de Carlo Ancelotti chega embalada pela goleada por 6 a 2 sobre o Panamá e deve utilizar a partida para fazer os últimos ajustes antes do Mundial.
Do outro lado, o Egito aposta no talento de Mohamed Salah e em uma sequência positiva de amistosos, que inclui empate com a Espanha e vitória sobre a Rússia. A seleção africana também disputará a Copa do Mundo e busca ganhar confiança antes da estreia no torneio.
Elas estão nos motores de carros elétricos, nas turbinas eólicas, em celulares, computadores, satélites, equipamentos médicos, sistemas de defesa, drones, sensores industriais e em parte da infraestrutura que sustenta a economia digital. As terras raras deixaram de ser um assunto restrito a geólogos, mineradoras e laboratórios para se tornarem uma das disputas estratégicas mais importantes do século XXI. O nome, no entanto, pode enganar: esses elementos não são necessariamente raros na natureza. O que é raro — e caro — é encontrá-los em concentrações economicamente viáveis, separá-los com alto grau de pureza e transformá-los em produtos industriais de alto desempenho. As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos: os 15 lantanídeos, além do escândio e do ítrio. Entre os mais estratégicos estão neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, usados na fabricação de ímãs permanentes de alta performance.
Para Sidney Ribeiro, professor do Instituto de Química de Araraquara da Unesp, a presença desses elementos na vida cotidiana é tão ampla que muitas vezes passa despercebida. “Hoje, tudo relacionado à tecnologia envolve terras raras na sua fabricação, desde o celular até turbinas eólicas ou carros elétricos. Então, a gente tem uma grande dependência tecnológica das terras raras”, afirma. Essa dependência explica por que um tema antes técnico passou a ser tratado por governos, empresas e centros de pesquisa como assunto de segurança econômica, industrial e até militar.
Terras raras – Imagem: Joaquin Corbalan/Shutterstock
O recurso por trás dos ímãs que movem carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares
A principal aplicação estratégica das terras raras está nos ímãs permanentes de alto desempenho, especialmente os de neodímio-ferro-boro. Eles são pequenos, leves, resistentes e capazes de gerar campos magnéticos muito fortes. Por isso, aparecem em motores elétricos, aerogeradores, equipamentos de automação, aparelhos médicos, sistemas aeroespaciais, data centers, robótica e aplicações de defesa. Segundo a Agência Internacional de Energia, os ímãs permanentes representam a aplicação mais importante e de crescimento mais acelerado das terras raras, respondendo por cerca de 95% do consumo total desses elementos em valor. A demanda por neodímio, praseodímio, disprósio e térbio dobrou desde 2015 e deve crescer mais de um terço até 2030, impulsionada pela eletrificação, pelas energias renováveis e pela digitalização da economia.
Esse crescimento transformou as terras raras em uma espécie de elo invisível da indústria contemporânea. Sem elas, motores elétricos ficam menos eficientes, turbinas eólicas perdem desempenho, equipamentos eletrônicos encarecem e setores estratégicos passam a depender de substitutos menos eficazes. Por isso, o debate não é apenas sobre mineração. É sobre quem controla as etapas industriais que ligam o minério ao produto final.
O Brasil tem potencial, mas ainda precisa transformar reserva em cadeia produtiva
É nesse contexto que o Brasil aparece como uma promessa global. O Serviço Geológico do Brasil aponta que o país tem cerca de 21 milhões de toneladas em reservas ou recursos de terras raras, algo em torno de 23% do total mundial, o que colocaria o Brasil entre os maiores detentores desse tipo de recurso no planeta. O potencial, porém, ainda não se traduz em presença industrial equivalente. O SGB informou que o país produziu apenas 20 toneladas em 2024, menos de 1% da produção mundial daquele ano. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos, em sua síntese de 2026, estimou para 2025 uma produção brasileira de 2 mil toneladas, diante de 270 mil toneladas da China e de um total mundial de 390 mil toneladas. Mesmo com metodologias e anos diferentes, os números mostram o mesmo contraste: o Brasil tem recurso, mas ainda não tem escala comparável aos grandes produtores.
Essa distância entre potencial geológico e produção real é um dos pontos centrais para André Pimenta, coordenador do CIT SENAI ITR. Segundo ele, a existência de reservas não significa, automaticamente, uma mina pronta para operar. “Esse número primeiro é um número de mapeamento, ou seja, o pessoal vai descobrindo os novos depósitos e vai comunicando isso para as nossas agências reguladoras, a ANM, Serviço Geológico do Brasil. Mas isso ainda, até que vire uma mina, até que a gente consiga realmente explotar, tem um caminho muito longo. Então tem uma questão de licenciamento, licenciamento ambiental, tem uma questão de investimento. Desde o momento em que você descobre um depósito, você precisa perfurar, caracterizar, fazer as solicitações de licenciamento. Algumas vezes você precisa de infraestrutura, energia elétrica, rodovia, etc. Então isso demanda tempo.”
Da descoberta à mina: o caminho longo entre potencial geológico e produção real
A fala de Pimenta ajuda a explicar por que o Brasil pode ser visto como uma potência futura em terras raras e, ao mesmo tempo, ainda ter participação reduzida na oferta global. Identificar um depósito é apenas o começo. Depois vêm sondagens, estudos geológicos detalhados, avaliação econômica, licenciamento ambiental, definição de rota tecnológica, infraestrutura, logística, energia, água, segurança operacional e financiamento. Em muitos casos, os elementos terras raras aparecem associados a outros bens minerais, como nióbio, fosfato, bauxita ou monazita, o que aumenta a complexidade de extração e aproveitamento industrial. Segundo o SGB, os principais recursos brasileiros estão em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe, com destaque para Araxá, Minaçu, Seis Lagos, Pitinga, Jequié e áreas do litoral sergipano.
Em Minas Gerais, Araxá abriga a única reserva oficialmente reconhecida de terras raras do Brasil, segundo o SGB. Em Goiás, Minaçu ganhou projeção por ter uma mina ativa de elementos terras raras e por abrigar um depósito de argila iônica, tipo de mineralização importante para terras raras pesadas. No Amazonas, Seis Lagos tem grande potencial, mas está em área com restrições legais. Na Bahia, projetos no Complexo de Jequié chamam atenção pelos teores de terras raras associados a outros minerais estratégicos. O mapa brasileiro, portanto, é amplo, mas desigual: há regiões com pesquisa, regiões com potencial, regiões com restrições e poucas áreas em produção efetiva.
Terras raras são essenciais para baterias de carros elétricos, turbinas (Imagem: Fellipe Abreu/iStock)
Por que terras raras são mais química do que mineração tradicional
O grande gargalo não está apenas na lavra. Depois de retirar o minério do solo, é preciso separar os elementos, transformá-los em óxidos, purificá-los, converter óxidos em metais, produzir ligas e chegar aos ímãs ou componentes finais. A Agência Internacional de Energia descreve essa cadeia como uma sequência tecnicamente exigente que inclui extração, beneficiamento, separação química, produção de óxidos, refino metálico, formação de ligas e manufatura de ímãs. Cada etapa agrega valor, mas também exige conhecimento técnico, equipamentos especializados e escala industrial.
Para Pimenta, esse é o ponto que diferencia as terras raras de outras atividades minerais mais conhecidas no Brasil. “Trabalhar com tecnologias de terras raras é um pouco diferente da mineração que a gente conhece. É quase um processo mais químico do que mineral. Então essas tecnologias também acabam impactando nesse tempo. Precisa desenvolver, conhecer, etc. Basicamente, o que a gente precisa é desenvolver um processo que seja viável economicamente. Então a gente precisa desenvolver métodos que sejam mais baratos, rápidos e eficientes. Às vezes até procurar novos reagentes ou novos extratores. A China domina isso muito bem, mas a gente ainda precisa fazer esses estudos para desenvolver de uma forma que seja viável economicamente.”
Sidney Ribeiro aponta o mesmo gargalo por outro ângulo. Para ele, o Brasil tem experiência mineral, mas ainda precisa avançar justamente na etapa de separação dos elementos de maior valor. “Exatamente. O processamento do minério o Brasil faz. Agora, a extração das terras raras do minério ainda é o gargalo”, afirma. Em outras palavras: não basta retirar material do subsolo. O valor estratégico aparece quando o país consegue dominar a rota química que transforma minério em óxidos purificados, metais, ligas e, finalmente, ímãs.
Maior controle busca “salvaguardar a segurança nacional” e impedir o uso dos minerais por setores de defesa (Imagem: William Potter/Shutterstock) – Imagem: William Potter/Shutterstock
A China domina a cadeia porque controla mais do que a mina
A liderança chinesa não se resume ao volume extraído. O poder está principalmente no controle das etapas intermediárias e finais da cadeia. Segundo a Agência Internacional de Energia, em 2024 a China respondeu por cerca de 60% da produção minerada global das terras raras usadas em ímãs, 91% da produção refinada e 94% da fabricação de ímãs permanentes. Isso significa que, mesmo quando outros países extraem terras raras, muitos ainda dependem da China para separar, refinar e transformar esses materiais em insumos industriais de alto valor agregado.
Para Ribeiro, é aí que aparece o ponto mais sensível da cadeia. “Aí aparece o problema do século, porque toda a produção, extração e produção, que é uma atividade muito poluidora, se concentra hoje na China.” A avaliação combina dois fatores que explicam a dependência global: a concentração produtiva e o custo ambiental. Durante décadas, muitos países aceitaram que as etapas mais complexas, caras e ambientalmente sensíveis ficassem concentradas fora de seus territórios. A conta agora aparece na forma de vulnerabilidade industrial.
Pimenta também vê essa concentração como o principal risco do mercado. “Esse é o risco do mercado. Esse é o temor de quem quer entrar nesse mercado pela dominância da China em relação ao fornecimento de todas as matérias-primas e produtos finais relativos a isso. Toda vez que tem uma tensão geopolítica, o pessoal da China tende a fazer restrições de comércio. Eles usam isso como forma de retaliação, de controle ou de pressão política. Então essa questão de gerar um player alternativo é importante para o mundo e para a questão da globalização.”
O fim da confiança ingênua nas cadeias globais
Durante décadas, a lógica dominante era simples: se o comércio global funcionasse sem interrupções, não seria necessário reproduzir toda a cadeia produtiva em outros países. Essa visão começou a mudar com a pandemia, com a guerra comercial entre China e Estados Unidos, com conflitos militares e com sucessivos controles de exportação sobre materiais críticos. Em 2025, a China introduziu controles sobre sete terras raras pesadas e produtos relacionados; depois, ampliou o escopo para outros elementos, equipamentos e tecnologias. A IEA afirma que essas restrições causaram dificuldades de fornecimento para fabricantes fora da China e, em alguns casos, obrigaram empresas a reduzir produção ou até interromper temporariamente operações.
Ribeiro resume esse histórico como uma sequência de choques que desembocou na disputa atual. “Houve um caos mundial. A China parou de vender, alguns países retomaram a produção e a extração, inclusive o Brasil, mas isso também não andou, e isso culminou com a situação de hoje, esse problema geopolítico imenso.” A fala traduz o sentimento de urgência que tomou conta de governos e indústrias: a dependência deixou de ser apenas um problema de preço e passou a ser tratada como risco de soberania tecnológica.
Pimenta define essa aposta anterior como uma “crença ingênua” na globalização. “Os países optaram por deixar isso com a China também pela questão ambiental. Mas outra coisa importante foi uma crença muito forte, quase ingênua, na globalização, no livre comércio, nas supply chains. Se acreditava demais que seriam honrados os contratos e as parcerias comerciais. Hoje a gente vê que não é bem assim. E não é só uma questão da China. O Ocidente e o Oriente, quando existe tensão geopolítica, tendem a usar principalmente o comércio como ferramenta de retaliação.”
A dependência brasileira atravessa setores críticos
No caso brasileiro, a vulnerabilidade não está apenas na mineração ou na indústria de ímãs. Ela aparece em cadeias inteiras que dependem de componentes importados: telecomunicações, eletrônicos, automóveis, equipamentos médicos, geração de energia, defesa, automação e infraestrutura digital. Parte importante das terras raras consumidas no país não chega como minério ou óxido, mas embutida em produtos prontos, componentes, motores, sensores e equipamentos industriais. Essa dependência é difícil de medir, justamente porque os elementos estão escondidos dentro de bens manufaturados.
Para Sidney Ribeiro, a consequência é direta: “Se o Brasil parar de comprar terra rara, o país para, simplesmente. São vários setores críticos. Telecomunicações, veículos elétricos, energia eólica, tudo isso depende desses elementos terras raras.” A frase é forte porque desloca o tema do campo mineral para o cotidiano da economia. Terras raras não são apenas um insumo para mineradoras ou laboratórios; elas sustentam parte da infraestrutura que permite ao país se comunicar, produzir energia, mover veículos, operar equipamentos e participar da economia digital.
Chegada de modelos chineses acessíveis pressiona montadoras tradicionais a buscarem rápida adaptação – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Near shore e friendly shore: a nova geografia das terras raras
A disputa por terras raras também mudou o vocabulário da indústria. Dois termos passaram a aparecer com frequência: near shore e friendly shore. O primeiro se refere à tentativa de produzir mais perto dos centros consumidores. O segundo indica a busca por fornecedores considerados aliados ou politicamente alinhados. A lógica é reduzir a dependência de cadeias longas, concentradas e vulneráveis a disputas comerciais. Nesse cenário, países com reservas relevantes, estabilidade institucional e capacidade tecnológica passam a ser observados com atenção por Estados Unidos, Europa, Japão e Coreia do Sul.
Pimenta vê essa movimentação como uma nova corrida global. “Agora existe uma corrida pelas terras raras. Hoje são dois termos muito usados. O primeiro é o near shore, ou seja, você produzir próximo de onde existe consumo. E no caso dos Estados Unidos existe também o friendly shore, que são fornecedores amigáveis, estrategicamente alinhados. Então a gente acredita que sim, haverá um fomento a outros players para diminuir essa dependência e também regular melhor os preços de mercado. Porque quando existe um único fornecedor, ele controla o valor.”
A própria IEA afirma que a diversificação não depende apenas de abrir novas minas. Segundo a agência, os projetos existentes e anunciados fora da China ainda são insuficientes para atender à demanda futura, especialmente nas etapas de refino e fabricação de ímãs. Pelas projeções da agência, em 2035 a capacidade fora do fornecedor dominante cobriria apenas cerca de metade das necessidades de mineração, um quarto das necessidades de refino e menos de um quinto da demanda por ímãs. O gargalo, portanto, está no conjunto da cadeia produtiva.
Para Pimenta, o objetivo não deve ser apenas exportar recurso mineral, mas ocupar um lugar mais alto na cadeia tecnológica. “Posicionar o Brasil nessa cadeia significa posicionar o país como desenvolvedor de tecnologia, fornecedor de tecnologia. Isso traz um potencial diferente de ser só fornecedor de matéria-prima ou fornecedor de materiais de base. É uma mudança de posicionamento estratégico do país.”
Sidney Ribeiro também avalia que o país tem condições científicas de participar dessa cadeia de forma mais ambiciosa. “O Brasil tem tecnologia, tem possibilidade, tem massa crítica de pesquisadores e gente para trabalhar nessa área e contribuir. Eu acho que dá para fazer, sim.” A fala aponta para um ativo que vai além das reservas minerais: a existência de universidades, centros de pesquisa, pesquisadores e infraestrutura técnica capazes de desenvolver rotas próprias de processamento e aplicação industrial.
Um mercado bilionário em expansão
A oportunidade econômica é grande porque a demanda já existe e tende a crescer. Os ímãs permanentes de terras raras são usados em setores que estão no centro da economia do futuro: mobilidade elétrica, energia renovável, automação, defesa, eletrônica, saúde, robótica, aeroespacial e data centers. A Agência Internacional de Energia afirma que as terras raras se tornaram indispensáveis para tecnologias ligadas à eletrificação, à digitalização e à segurança econômica, mas também destaca que suas cadeias permanecem entre as mais concentradas de todos os minerais críticos.
Pimenta afirma que o mercado já não é uma promessa distante. “O mercado é crescente. São dois pontos específicos. Ele já é um mercado bem estabelecido. Já existe demanda real, neste momento, para os ímãs permanentes de terras raras, para diversas aplicações. E a tendência desse mercado é crescer. A gente está falando hoje de um mercado que tem potencial para chegar até 2030 com 50 bilhões de dólares. Hoje é um mercado na casa dos 13,5 bilhões, alguns autores falam 25 bilhões. Então estabelecer uma cadeia de valor aqui no Brasil traz uma alternativa ao player principal que é a China.”
Ambientalistas e indústria travam batalha sobre o que é melhor para o meio ambiente (Imagem: PARALAXIS/Shutterstock)
A questão ambiental será decisiva para o Brasil
A expansão das terras raras no Brasil também terá de enfrentar um ponto sensível: o impacto ambiental. A extração e o processamento podem envolver uso de reagentes químicos, geração de rejeitos, consumo de água, abertura de cavas, movimentação de solo e riscos associados a elementos radioativos presentes em alguns minerais, como a monazita. Por isso, licenciamento, fiscalização, rastreabilidade e tecnologia de baixo impacto serão decisivos para diferenciar o Brasil de modelos de exploração marcados por passivos ambientais. O SGB observa que as terras raras são consideradas críticas não por serem necessariamente escassas na natureza, mas pela complexidade dos processos envolvidos em sua extração e beneficiamento.
Esse ponto é importante porque a nova corrida global não deve repetir, sem ajustes, a lógica de antigas cadeias minerais. Se o Brasil quiser ocupar espaço em um mercado que se apresenta como base da transição energética, precisará demonstrar que é capaz de produzir com controle ambiental, eficiência tecnológica, segurança jurídica e agregação de valor. Não basta substituir a China no fornecimento de matéria-prima; será necessário construir uma cadeia competitiva, rastreável e ambientalmente defensável.
A escolha estratégica: exportar minério ou vender tecnologia
O ponto central da corrida pelas terras raras é que a riqueza não está apenas no subsolo. Está na capacidade de transformar recurso mineral em tecnologia. Países que dominam separação, refino, metalurgia e fabricação de componentes capturam mais valor, geram empregos mais qualificados e ganham influência sobre cadeias industriais estratégicas. O Brasil tem reservas relevantes, projetos em desenvolvimento, uma mina em produção, centros de pesquisa e uma janela geopolítica favorável. Mas ainda precisa resolver gargalos de escala, licenciamento, infraestrutura, financiamento, tecnologia e coordenação entre governo, empresas, universidades e indústria.
Para Sidney Ribeiro, esse é um dos grandes paradoxos da vida contemporânea. “É o paradigma da sociedade atual. A gente tem essa dependência incrível desses elementos e essa limitação na obtenção deles.” A frase sintetiza a contradição: quanto mais a sociedade avança em eletrificação, digitalização e automação, mais depende de uma cadeia mineral concentrada, complexa e vulnerável.
Imagem: hyotographics/Shutterstock
O que está em jogo para o país
As terras raras colocam o Brasil diante de uma escolha conhecida, mas agora em um setor muito mais estratégico. O país pode repetir o papel histórico de exportador de matérias-primas ou tentar construir uma posição mais sofisticada, entrando na produção de óxidos purificados, metais, ligas, ímãs e componentes industriais. A diferença é que, desta vez, o recurso está ligado diretamente à transição energética, à mobilidade elétrica, à defesa, à indústria digital e à soberania tecnológica.
Como resume André Pimenta, entrar nessa cadeia significa mais do que abrir minas: significa decidir se o Brasil será apenas origem do minério ou também fornecedor da tecnologia que move parte da economia do futuro. E, como reforça Sidney Ribeiro, o país não parte do zero: tem pesquisadores, centros tecnológicos e conhecimento acumulado. O desafio é transformar essa capacidade em escala industrial antes que a nova corrida global pelas terras raras defina, mais uma vez, quem fornece matéria-prima e quem controla a tecnologia.