HBO Max: lançamentos da semana (25 a 31 de maio)

O Olhar Digital apresenta as novidades das plataformas de streaming no Brasil, incluindo os lançamentos da HBO Max. No período entre os dias 25 e 31 de maio de 2026, o serviço de assinatura recebe diferentes produções.

Nesta semana, a HBO Max recebe a nona temporada de Rick and Morty. Além disso, o streaming exibe a grande final da UEFA Champions League, entre PSG e Arsenal.

Lançamentos da HBO Max de 25 a 31 de maio de 2026

Confira abaixo mais detalhes dos lançamentos da semana da HBO Max entre os dias 25 e 31 de maio de 2026:

Segunda-feira – 25/05

  • Rick and Morty — Temporada 9
    • Série | Original Adult Swim | Animação Adulta | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Este programa ensina a respeitar os mais velhos, mesmo que se trate de um alcoólatra perigoso, que vive em uma realidade paralela e que é o seu próprio avô. A série nº 1 do [adult swim] retorna com uma temporada maior, mais ousada e ambiciosa do que nunca na HBO Max.
  • Benjaman Kyle: O Homem Sem Identidade (documentários e docusséries)
  • Batwheels — Temporada 4 (conteúdo infantil)

Terça-feira – 26/05

  • Blue Lock — Temporada 2 (animação adulta)

Quarta-feira – 27/05

  • A Casa Torta (filmes)

Quinta-feira – 28/05

  • Hacks — Temporada 5, Episódio 10 (episódio final da série)
    • Série | Original HBO Max | Comédia | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Após notícias equivocadas e inoportunas afirmarem que Deborah Vance (Jean Smart) havia falecido, ela e Ava (Hannah Einbinder) retornam a Las Vegas mais determinadas do que nunca a garantir o legado de Deborah como comediante.
  • Onde Estiver Estarei: Uma Paixão Rubro-negra (realities)

Sexta-feira – 29/05

  • Pela Metade Temporada 1, Episódio 6 (final de temporada)
    • Série | Original HBO Max | Drama | Ano de Produção: 2026 (Reino Unido)
    • Niall e Ruben são irmãos; não são parentes consanguíneos, mas são o mais próximo disso. Um é feroz e leal, e o outro é dócil e gentil: dois jovens inseparáveis. Unidos pela morte e pelas circunstâncias, tudo o que têm é um ao outro, mas quando Ruben aparece no casamento de Niall, três décadas depois, tudo parece diferente. Ele está inquieto, desconfiado. Não age como ele mesmo. E logo ocorre uma explosão de violência que nos lança de volta às suas vidas, dos anos 80 até os dias atuais. A série, que retrata 30 anos da vida desses homens destruídos, é uma série limitada de seis episódios que explora a irmandade, a violência e a intensa fragilidade das relações masculinas. Afinal, quando tudo começa a desmoronar, às vezes são os laços mais próximos que se rompem com mais força.
  • Spinal Tap II: The end continues (filmes)
  • Josh Johnson: Sinfonia (documentários e docusséries)
  • Acoustic Home — Temporada 4 (documentários e docusséries)
  • MasterChef Brasil — Temporada 13 (realities)

Sábado – 30/05

  • Escape from Pretoria (2020) (filmes)

Domingo – 31/05

  • Euphoria Temporada 3, Episódio 8 (final de temporada)
    • Série | Original HBO Max | Drama | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • A nova temporada traz de volta o grupo de amigos de infância enquanto eles enfrentam profundas questões sobre a virtude da fé, a possibilidade de redenção e o problema do mal.

Esportes ao Vivo na HBO Max

  • PSG x Arsenal
    • UEFA Champions League
    • Fase: Final
    • Data: 30 de maio (sábado), às 13h00
  • Paulistão Feminino — início do campeonato com transmissões na HBO Max a partir de 6 de maio

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Netflix: lançamentos da semana (25 a 31 de maio)

O Olhar Digital traz os lançamentos da Netflix semanalmente. Nesta semana, você confere as produções que chegam ao catálogo do streaming entre 25 e 31 de maio de 2026.

Entre as estreias, estão a segunda temporada de As Quatro Estações do Ano, segunda temporada de Manual de Assassinato para Boas Garotas e a minissérie Brasil 70: A Saga do Tri. Também chegam ao catálogo da Netflix filmes nacionais como Operações Especiais e Meu Passado Me Condena (o primeiro e o segundo), além da primeira temporada de Entrevista com o Vampiro.

O que chega à Netflix entre 25 e 31 de maio de 2026

Confira abaixo a lista das produções que chegam ao catálogo da Netflix entre 25 e 31 de maio de 2026:

Segunda-feira – 25/05

  • Blue Lock (segunda temporada do anime)
  • My Dress-Up Darling (segunda temporada do anime)
  • Moshoku Tensei: Jobless Reincarnation (novos episódios)

Terça-feira – 26/05

  • Untold Reino Unido: Vinnie Jones
    • Série | Original Netflix | Documentário | Esporte | Ano de Produção: 2026
    • A série documental Untold aborda o Reino Unido pela primeira vez para revelar eventos épicos e as histórias do universo do futebol. Com Jamie Vardy, Vinnie Jones e o time do Liverpool campeão da Champions League de 2005, Untold Reino Unido vai além das manchetes e contesta verdades estabelecidas. Com exibição semanal, os episódios têm relatos sinceros e sem papas na língua de quem viveu tudo com raça, resiliência, mágoas e brigas nos vestiários com intuito de mostrar a verdade por trás dos bastidores.
  • A Pousada do Jae-seok – Temporada 1, episódio 1
    • Série | Original Netflix | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • O hóspede é rei, mas o anfitrião também é! Yu Jae-seok abre sua primeira pousada, gerenciando tudo do jeito dele e servindo os hóspedes com os jogos que são sua marca registrada.

Quarta-feira – 27/05

  • Manual de Assassinato para Boas Garotas – Temporada 2
    • Série | Original Netflix | Drama | Suspense | Ano de Produção: 2026
    • Após resolver o caso de Andie Bell, Pip (Emma Myers) está decidida a reparar os danos e deixar as investigações para trás. Mas com o julgamento de Max Hastings (Henry Ashton) se aproximando, Jamie (Eden H. Davies), irmão de Connor (Jude Morgan-Collie), desaparece sem deixar rastro e Pip precisa correr contra o tempo para tentar encontrá-lo.
  • Movimento
    • Filme | Original Netflix | Documentário | Dança | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Quando um diagnóstico de autismo tira seu chão, a dançarina e coreógrafa Jenn Freeman tenta recuperar seu centro criativo. É o que esse documentário intimista mostra.
  • Não Tem Dinheiro que Pague – Temporada 1
    • Série | Original Netflix | Drama | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Itália)
    • Quando seu amigo Javali arranja encrenca com a máfia, Zero e sua turma se juntam para salvá-lo, mesmo sem conseguir dar conta da própria vida.
  • Operações Especiais (filme)
  • Ponte Aérea (filme)
  • Meu Passado Me Condena (filme)
  • Meu Passado Me Condena 2 (filme)
  • Carrossel: O Filme
  • Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina (filme)
  • Uma História Nebulosa (filme)
  • Kylie: Tension Tour Live (show)

Quinta-feira – 28/05

  • As Quatro Estações do Ano – Temporada 2
    • Série | Original Netflix | Drama | Comédia | Ano de Produção: 2026
    • Após um ano difícil, nosso amado grupo de amigos mantém a tradição de passar as férias juntos, mas agora com um bebê a tiracolo. As Quatro Estações do Ano dá continuidade à história de um grupo de amigos muito próximos, formado por Kate (Tina Fey), Jack (Will Forte), Anne (Kerri Kenney-Silver), Danny (Colman Domingo), Claude (Marco Calvani) e Ginny (Erika Henningsen). Juntos, eles partem da Costa Leste dos Estados Unidos para conhecer as belas paisagens da Itália. Com afeto e perspicácia, o grupo descobre pontos fracos pessoais enquanto cada um lida com o luto da perda de Nick e embarca em novas aventuras. Uma cocriação de Tina Fey, Lang Fisher e Tracey Wigfield, As Quatro Estações do Ano continua sendo uma homenagem cômica e emocionante a relacionamentos de longa data, explorando ainda mais os altos e baixos da amizade e do amor.
  • Entrevista com o Vampiro – Temporada 1
    • Série | Drama | Terror | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Um vampiro de Nova Orleans reencontra um jornalista à beira da morte e conta sua vida de sangue e romances tóxicos ao lado do francês sinistro que o transformou.
  • Assassino Zen – Temporada 2
    • Série | Original Netflix | Comédia | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Alemanha)
    • Björn Diemel parece ter a vida sob controle: ele internalizou os princípios da atenção plena, abandonou o trabalho estressante como advogado de defesa e abriu o próprio negócio. Agora, ele passa mais tempo com a filha Emily, discute com a futura ex-esposa Katharina com mais cuidado, e acrescentou uma responsabilidade incomum a sua carreira: ele é o representante jurídico de dois clãs mafiosos cujos chefes ele fez desaparecer, com muita atenção plena. Mas apesar desse equilíbrio bizarramente harmonioso, Björn sofre com angústia e teme perder o controle. Por que ele não consegue simplesmente apreciar tudo isso?
  • Dibu Martínez: O Garoto que Parava o Tempo
    • Filme | Original Netflix | Documentário | Ano de Produção: 2026 (Argentina)
    • O filme revela a verdade por trás do mito: como Emiliano, um menino sonhador da cidade de Mar del Plata, se tornou o famoso “Dibu”, um dos maiores heróis do futebol argentino. Com roteiro de Hernán Casciari e direção de Gustavo Cova, a produção conta a história de um garoto que descobre o poder de parar o tempo e conversa com uma bola que mostra todos os desafios que ele tem pela frente. Combinando sequências em animação criadas por Liniers, imagens de arquivo e entrevistas com amigos, familiares e colegas, o filme é um relato sensível e corajoso de como a força interior levou o goleiro a alcançar a glória e se tornar uma inspiração para as novas gerações.
  • O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim (filme de animação)
  • Food Truck do Amor (filme)

Sexta-feira – 29/05

  • Brasil 70: A Saga do Tri
    • Minissérie | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Brasil)
    • A minissérie recria jogadas clássicas e os bastidores que ajudaram a construir o legado de uma das maiores seleções de todos os tempos. É um mergulho nos dramas, nos medos e na emoção que cercaram os craques do Brasil na jornada rumo ao Tri em 1970. Entre a genialidade em campo e o peso de representar uma nação inteira, a equipe enfrentava uma pressão sufocante em meio ao auge da ditadura militar. No gramado, a glória. Fora dele, um dos períodos mais tensos da nossa história política.
  • Rafa – Temporada 1
    • Série | Documentário | Original Netflix | Ano de Produção: 2026
    • Rafa é um retrato cinematográfico da incrível jornada de Rafael Nadal, combinando depoimentos de pessoas próximas a ele de dentro e de fora das quadras, e momentos inéditos que revelam ainda mais sobre essa lenda do tênis. Desde o início, aos três anos de idade, até o retorno aos torneios em 2024, o documentário mostra a evolução de um campeão, além dos revezes físicos e emocionais que influenciaram sua trajetória ao enfrentar seu maior rival: o próprio corpo. Rafa é um tributo a um grande nome do esporte, com toda a sua sinceridade e vulnerabilidade. Cada episódio vai além do tênis para explorar a vida, a história e o legado de um ícone inigualável.
  • Calabasas Confidencial – Temporada 1
    • Série | Original Netflix | Ano de Produção: 2026
    • Depois de se formar na faculdade, um grupo de amigos, ex-namorados e rivais volta a Calabasas para um verão inesquecível. Morando de novo nas mansões luxuosas dos pais, eles vão ter que encarar a realidade dos dramas não resolvidos, além de tentar definir um caminho para suas vidas e seus relacionamentos. Essa turma pode até ter se distanciado ao longo desses quatro anos, mas novas paixões, antigos conflitos e segredos inesperados mal podem esperar para vir à tona no bairro mais cobiçado de Los Angeles.
  • 15 Minutos (filme)
  • Qualquer Gato Vira-Lata 2 (filme)
  • Em Busca do Amor (novela tailandesa)
  • Eraserheads: Combo on the Run (documentário)

Domingo – 31/05

  • AFI Life Achievement Award: Tributo a Eddie Murphy
    • Especial | Original Netflix | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • O especial é uma homenagem a uma das figuras mais queridas e influentes do cinema, celebrando uma carreira que revolucionou a comédia e deixou sua marca no mundo todo. O maior prêmio do American Film Institute reconhece artistas que reinventaram a sétima arte, com obras que resistiram ao teste do tempo. Esse reconhecimento reflete como Murphy influenciou a cultura ao longo de décadas, com suas performances aclamadas e personagens marcantes. Com a participação de diversas estrelas entre colaboradores, amigos e fãs, a cerimônia transmite todo o humor, a emoção e a versatilidade que definem o legado de Murphy, oferecendo um panorama divertido e intimista de um verdadeiro pioneiro do cinema.
  • WWE Clash at the Castle (ao vivo, 15h no horário de Brasília)
  • The New Key (série)

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Arsenal, City, United, Chelsea… veja onde assistir à última rodada da Premier League

A temporada 2025/26 da Premier League chega ao fim neste domingo (24) com os 10 jogos da última rodada disputados simultaneamente, às 12h (horário de Brasília). Apesar de o Arsenal já ter garantido o título inglês após 22 anos, a rodada ainda definirá vagas em competições europeias e o último rebaixado para a Championship.

Clubes como Liverpool, Manchester City, Chelsea, Manchester United e Tottenham Hotspur entram em campo com objetivos importantes na rodada decisiva. Todas as partidas terão transmissão ao vivo no Brasil.

O que está em jogo na rodada final da Premier League?

A principal disputa envolve as últimas vagas para a próxima edição da UEFA Champions League. Liverpool e Bournemouth chegam à rodada brigando diretamente por classificação, enquanto o Brighton ainda mantém chances matemáticas.

Na parte de baixo da tabela, Tottenham e West Ham tentam escapar da última vaga de rebaixamento. Os Spurs dependem apenas de si para permanecer na elite inglesa, enquanto o West Ham precisa vencer e torcer por um tropeço do rival londrino.

Também seguem abertas as disputas por vagas na Liga Europa e na Liga Conferência. Chelsea, Brentford, Sunderland e Brighton ainda podem terminar a temporada classificados para competições continentais.

Onde assistir aos jogos da última rodada da Premier League

Como já mencionamos, todos os jogos acontecem às 12h (horário de Brasília). Veja onde assistir:

  • Brighton x Manchester United
    • Transmissão: ESPN Brasil (YouTube) e Disney+
  • Burnley x Wolverhampton
    • Transmissão: Disney+
  • Crystal Palace x Arsenal
    • Transmissão: ESPN e Disney+
  • Fulham x Newcastle
    • Transmissão: Disney+
  • Liverpool x Brentford
    • Transmissão: Xsports e Disney+
  • Manchester City x Aston Villa
    • Transmissão: Disney+
  • Nottingham Forest x Bournemouth
    • Transmissão: Disney+
  • Sunderland x Chelsea
    • Transmissão: Disney+
  • Tottenham x Everton
    • Transmissão: ESPN 3 e Disney+
  • West Ham x Leeds United
    • Transmissão: Disney+

Arsenal encerra jejum histórico

O Arsenal chega à rodada final já campeão da Premier League. O clube londrino voltou a conquistar o Campeonato Inglês após um jejum de 22 anos, encerrando uma longa sequência sem títulos nacionais.

Mesmo sem pressão na tabela, os Gunners ainda entram em campo fora de casa contra o Crystal Palace para fechar a campanha do título.

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Corinthians x Atlético-MG: onde assistir, horário e escalações do jogo do Brasileirão

Neste domingo (24), Corinthians e Atlético-MG se enfrentam em partida válida pela 17ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola às 18h30 (horário de Brasília) na Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

  • Corinthians x Atlético-MG:
    • Competição: Brasileirão 2026
    • Rodada: 17ª
    • Data: 24/05 (domingo)
    • Horário: 18h30 (horário de Brasília)
    • ​Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Corinthians x Atlético-MG no Brasileirão?

O duelo entre Corinthians e Atlético-MG terá transmissão ao vivo na TV aberta pela Record, no pay-per-view pelo Premiere e no YouTube pela CazéTV.

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Prováveis escalações e arbitragem

  • Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Angileri; Raniele, André Carrillo e Breno Bidon; Rodrigo Garro; Lingard e Yuri Alberto.
    • Técnico: Fernando Diniz.
  • Atlético-MG: Éverson; Natanael, Ruan Tressoldi, Júnior Alonso e Renan Lodi; Maycon e Alan Franco; Alan Minda, Cuello e Bernard; Cassierra.
    • Técnico: Eduardo Domínguez.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS).
    • Assistentes: Rafael da Silva Alves e Anne Kesy Gomes de Sá.
    • VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Corinthians e Atlético-MG no Brasileirão

O Corinthians entra pressionado para a 17ª rodada do Brasileirão. A equipe paulista ocupa a 17ª colocação, com 18 pontos, e tenta aproveitar o apoio da torcida na Neo Química Arena para deixar a zona de rebaixamento.

Já o Atlético-MG busca se aproximar das primeiras posições da tabela. O Galo aparece em 10º lugar, com 21 pontos, e tenta manter a sequência positiva após vitória sobre o Mirassol na última rodada.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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Cruzeiro x Chapecoense: onde assistir, horário e escalação do Brasileirão

Neste domingo (24), Cruzeiro e Chapecoense se enfrentam na 17ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola às 16h (horário de Brasília) no Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

  • Cruzeiro x Chapecoense:
    • Competição: Brasileirão 2026
    • Rodada: 17ª
    • Data: 24/05 (domingo)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • ​Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Cruzeiro x Chapecoense no Brasileirão?

O duelo entre Cruzeiro e Chapecoense será transmitido exclusivamente pelo streaming Amazon Prime Video.

Prováveis escalações

  • Cruzeiro: Otávio; Kauã Moraes (Fagner), Jonathan Jesus, Fabrício Bruno (João Marcelo) e Kaiki Bruno; Lucas Romero (Lucas Silva), Gerson, Christian e Matheus Pereira (Rhuan Gabriel); Sinisterra (Bruno Rodrigues) e Kaio Jorge (Villareal).
    • Técnico: Artur Jorge.
  • Chapecoense: Anderson; Eduardo Doma, Bruno Leonardo e João Paulo; Marcos Vinícius, Rafael Carvalheira, Higor Meritão e Bruno Pacheco; Marcinho, Neto Pessoa e Bolasie.
    • Técnico: Fábio Matias.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP).
    • Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Joverton Wesley de Souza Lima (RO).
    • VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Cruzeiro e Chapecoense no Brasileirão

O Cruzeiro ainda luta para subir na tabela do Brasileirão. A Raposa vem de empate contra o Palmeiras por 1×1 e terminou a última rodada na 13ª posição, com 20 pontos (apenas dois acima da zona de rebaixamento). No meio da semana, a equipe mineira ficou no empate por 1×1 contra o Boca Juniors e ainda precisa lutar pela classificação.

Do outro lado, a Chapecoense é lanterna da competição, com apenas 9 pontos, e vem de derrota por 3×2 contra o Remo.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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Estamos perto de um Red Dead Redemption 3?

Com o lançamento de GTA VI se aproximando, a esperança pelo lançamento de um Red Dead Redemption 3 é cada vez maior. Entretanto, a internet é um prato cheio para especulações, rumores e boatos. Por isso, procuramos apurar o que temos até o momento, para descobrir o que temos de fato até agora, e o que podemos esperar sobre isso.

Red Dead Redemption 3: o que sabemos até agora

Oficialmente, o CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, disse que GTA e Red Dead seriam franquias eternas. Porém, essa foi a única declaração oficial dele, sem qualquer confirmação oficial do projeto, nem mesmo em fase conceitual.

Ainda, houve uma situação um tanto quanto polêmica. Um programador de Gameplay e Lead de IA da Rockstar, ao atualizar seu perfil no Linkedin, revelou estar trabalhando em Red Dead Redemption 3, liderando a equipe de IA. Algo que surgiu inicialmente no Reddit, mas que foi confirmado por sites de notícias em jogos, como o CharlieIntel.

Print Linkedin de funcionário da Rockstar
Print do perfil de funcionário da Rockstar, cintando o desenvolvimento de Red Dead Redemption 3 (como RDR3), confirmado pela mídia especializada – Imagem: Reprodução / Reddit

O nome do funcionário não foi divulgado, para evitar retaliações da empresa, enquanto as informações foram editadas posteriormente, removendo a menção por completo. Apesar disso, não houve qualquer pronunciamento oficial da empresa, que costuma adotar uma política padrão de “protocolo de silêncio” para vazamentos secundários.

Boatos e especulações

Uma das primeiras especulações foi ainda em 2023. Nessa época, o perfil MyTimeToShineH, conhecido por vazamentos precisos de roteiros e produções internas de grandes estúdios de cinema, noticiou que Red Dead Redemption 3 estava oficialmente em produção.

Porém, esse perfil é conhecido por seus vazamentos na indústria do cinema, principalmente de filmes de super-heróis, não tendo notoriedade nos games. Além disso, considerando o ciclo de desenvolvimento da Rockstar e seu empenho no último GTA, isso indicaria apenas que o projeto teria entrado em pré-produção. Basicamente, na fase conceitual.

Divulgação Red Dead Redemption 2
Uma das imagens iniciais de Red Dead Redemption 2, ainda antes do seu lançamento, já mostrando uma qualidade gráfica impressionante – Imagem: Divulgação / Rockstar

Mais recentemente, o cofundador da Rockstar, Dan Houser, declarou que Dead Redemption 3 é algo que provavelmente vai acontecer. Entretanto, ele saiu da Rockstar em 2020, não tendo mais acesso nem influência nos planos da empresa.

Também circula, inclusive em portais de notícias de games, que Red Dead Redemption 2 vai ganhar um update para a geração atual. Com isso, o jogo iria rodar em 60 FPS nativo, além de permitir recursos atuais como ray tracing. Algo que, de acordo com o insider Kiwi Talkz no começo do ano, ainda está em desenvolvimento. Porém, não há nenhum anúncio oficial da Rockstar até o momento, nem pronunciamento sobre esse vazamento.

O ciclo de vida dos jogos da Rockstar

Red Dead Redemption 2 ficou reconhecido também pela beleza visual, e detalhes, de suas paisagens, com imagens de encher os olhos – Imagem: Reprodução / Rockstar

A empresa é bem conhecida pelos seus ciclos de vida bem longos no desenvolvimento de seus jogos. Isso porque são jogos de mundo aberto, contendo muitos recursos, enquanto a empresa é bem detalhista e perfeccionista, em todos os aspectos do game.

O que podemos ver no próprio Red Dead Redemption 2, que saiu 8 anos depois do primeiro jogo. Isso ignorando Red Dead Revolver, lançado em 2004, basicamente 6 anos antes de Red Dead Redemption. Além disso, o próprio GTA 6 está em desenvolvimento desde 2014, sendo que seu lançamento foi adiado mais uma vez, atualmente previsto para novembro de 2026.

Dessa forma, podemos concluir que um Red Dead Redemption 3 ainda está um tanto quanto longe. As estimativas do mercado giram em torno de 2030, enquanto alguns especulam até mesmo 2036. Quanto a anúncios da Rockstar, normalmente eles ocorrem com o lançamento do primeiro trailer, o que parece estar bem longe de acontecer no momento.

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Cientistas criam robô que se move sem computador ou controlador central

Recentemente, pesquisadores da University of Amsterdam desenvolveram uma estrutura robótica capaz de alternar entre diferentes formas de locomoção sem depender de computador central, sensores complexos ou comandos eletrônicos externos. O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, tem como principal pesquisador o cientista Jack Binysh e pode ser lido neste link.

O projeto reúne cientistas da universidade holandesa e da University of New South Wales, na Austrália. A tecnologia utiliza uma corrente composta por hastes motorizadas conectadas entre si, que respondem mecanicamente aos estímulos recebidos e mudam de comportamento conforme a maneira como o material é pressionado ou apoiado.

Segundo os pesquisadores, o material consegue rastejar sobre superfícies planas, caminhar quando recebe pequenas bases de apoio e até escavar materiais soltos sem precisar ser reprogramado. A proposta pode abrir caminho para robôs mais resistentes em ambientes instáveis, como áreas de desastre, tubulações industriais e espaços confinados.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores criaram uma corrente robótica que muda de forma de locomoção sem computador central ou comandos externos;
  • A estrutura usa motores interligados e princípios físicos para manter movimentos contínuos mesmo após impactos e mudanças no ambiente;
  • O estudo aponta possíveis aplicações em resgates, inspeções industriais e operações em locais de difícil acesso.

Estrutura mecânica substitui o papel de um controlador

emaranhado de estruturas robóticas interligadas
Estruturas usam a pressão causada por estímulos externos para se mover – (Divulgação: Sami Al-Izzi & Yao Du)

O funcionamento da corrente robótica se baseia em um princípio físico conhecido como acoplamento não recíproco. Na prática, cada segmento motorizado reage de maneira diferente dependendo da direção da força aplicada. Essa assimetria altera o modo como o movimento percorre toda a estrutura.

Em materiais convencionais, uma compressão excessiva costuma provocar apenas uma deformação estática. No sistema criado pelos pesquisadores, porém, a pressão gera um movimento contínuo de oscilação. Enquanto os motores permanecem ligados, a corrente alterna de direção repetidamente sem perder estabilidade.

O pesquisador Sami Al-Izzi, que participou do desenvolvimento do projeto pela universidade australiana, afirmou que o comportamento observado superou as expectativas iniciais da equipe. “O resultado surpreendente foi que as correntes construídas dessa forma continuaram apresentando deformação e estalos quando forças externas eram aplicadas, mas não apenas uma única deformação e um único estalo”, disse o cientista, em declaração ao site Earth.

estruturas robótica andando sobre uma superfície plana e cavando por entre bolinhas
Estrutura “cavando” entre bolinhas – (Divulgação: Sami Al-Izzi & Yao Du)

Leia mais:

Os autores explicam que o sistema atravessa um fenômeno chamado de “ponto excepcional crítico”, no qual diferentes modos de deformação tornam-se instáveis simultaneamente. Em vez de assumir uma forma fixa, a estrutura passa a alimentar continuamente o próprio movimento.

Essa característica permite que o robô mantenha um padrão estável mesmo após sofrer interferências externas. Alterações de atrito, mudanças de superfície ou impactos no meio do ciclo não interrompem a movimentação da corrente, que retorna rapidamente ao ritmo original.

A pesquisadora Yao Du, doutoranda da universidade holandesa e coautora do estudo, destacou que a mesma estrutura conseguiu executar diferentes tarefas sem alteração de programação. “Em termos simples, isso significava que as correntes agora conseguiam começar a rastejar, caminhar e até cavar.”

Os cientistas avaliam que o experimento representa um avanço importante para a robótica macia, área que busca criar máquinas mais flexíveis e adaptáveis. Diferentemente dos modelos tradicionais, que dependem de chips, fios e sistemas centralizados de controle, o novo material transforma a própria estrutura física em mecanismo de coordenação.

A expectativa é que futuras aplicações permitam o desenvolvimento de robôs capazes de explorar escombros, atravessar encanamentos ou penetrar em terrenos instáveis sem comprometer o funcionamento caso haja falhas em sistemas de controle convencionais.

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SpaceX: a história da empresa que pode mudar a exploração espacial

Fundada em 2002 em Hawthorne, na Califórnia, pelo engenheiro e empreendedor sul-africano Elon Musk, com o objetivo de baratear o acesso ao espaço e romper o monopólio das agências governamentais, a SpaceX – que hoje tem sede oficial no Texas, a chamada Starbase – foi a primeira empresa privada a colocar espaçonaves em órbita e a transportar astronautas até a Estação Espacial Internacional (ISS).

Antes de chegar a esse ponto crucial, vamos retroceder para o distante ano de 1999. Naquela época, muito antes da era das redes sociais, Musk fundou uma empresa de serviços financeiros chamada X.com. O nome pode soar familiar hoje, já que é o mesmo domínio que o empresário utilizaria décadas depois para rebatizar o Twitter, mas, no fim do século passado, era um banco digital pioneiro que, após fundir-se com a Confinity, deu origem ao PayPal. 

Com a venda do PayPal ao eBay em 2002, Musk embolsou entre US$100 milhões e US$180 milhões líquidos. Com isso, ele tomou uma decisão incomum e arriscada. Em vez de buscar estabilidade, investiu tudo em três frentes simultâneas: energia renovável (SolarCity, atual Tesla Energy), carros elétricos (Tesla) e exploração espacial (SpaceX).

Essa aposta deu início a uma jornada que transformou a SpaceX de um projeto improvável na força que hoje domina o setor espacial. Acompanhe, a seguir, os principais marcos dessa trajetória.

Tudo começou com o Falcon 1

O início foi marcado por dificuldades técnicas e falhas sucessivas nos testes de lançamento, o que quase levou a SpaceX à falência antes de qualquer sucesso em órbita. Nesse período de forte pressão financeira, a empresa concentrou seus esforços no desenvolvimento do Falcon 1, seu primeiro foguete de dois estágios, projetado como uma alternativa de baixo custo voltada ao lançamento de pequenos satélites. 

O projeto se destacava pelo uso do motor Merlin, tecnologia própria que simbolizava a estratégia da empresa de reduzir dependências externas e competir com gigantes do setor, como Boeing e Lockheed Martin. Outro elemento central da abordagem da companhia era a busca por maior eficiência operacional e a perspectiva de reutilização de componentes, em contraste com o modelo predominante de foguetes descartáveis.

A prova de fogo começou em 24 de março de 2006, com o voo inaugural do Falcon 1, que terminou de forma prematura após um vazamento de combustível provocar um incêndio cerca de 30 segundos após a decolagem. 

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Em março de 2006, o primeiro voo do Falcon 1 falhou após um vazamento causar um incêndio 30 segundos após a decolagem. – Crédito: SpaceX

Cerca de cinco meses depois, enquanto ainda estava nesse período inicial de testes, a SpaceX venceu uma licitação da NASA no programa Serviços Comerciais de Transporte Orbital (COTS, na sigla em inglês), que buscava financiar o desenvolvimento e a demonstração de tecnologias de transporte espacial por empresas privadas, testando sua capacidade de realizar missões de carga à ISS, após o fim do programa do ônibus espacial. 

Em março de 2007, uma nova tentativa de lançamento também deu errado, com o foguete perdendo estabilidade antes de alcançar a órbita. A terceira tentativa, realizada em agosto do ano seguinte, terminou novamente em fracasso. Na ocasião, o foguete transportava pequenos satélites para a NASA e para o Departamento de Defesa dos EUA, além de cargas simbólicas, como as cinzas do astronauta Gordon Cooper e do ator James Doohan. Durante o voo, após a separação dos estágios, ocorreu uma colisão entre eles, provocando um incêndio e a perda da missão.

Finalmente, em 28 de setembro de 2008, veio o sucesso. Apenas oito semanas após a terceira falha, um Falcon 1 foi lançado com êxito a partir da Ilha de Omelek, no Pacífico, com uma carga útil simulada, tornando a SpaceX a primeira empresa privada a colocar em órbita um foguete desenvolvido de forma independente. 

Em dezembro daquele mesmo ano, a companhia conquistou mais um contrato com a NASA, desta vez no programa Serviços Comerciais de Reabastecimento (CRS), avaliado em mais de um bilhão de dólares, para realizar missões regulares de transporte de suprimentos ao laboratório orbital.

Falcon 9 e Dragon: a consagração da SpaceX no espaço

Em 2010, a SpaceX lançou o Falcon 9 a partir da Estação da Força Aérea em Cabo Canaveral, na Flórida, marcando um salto na trajetória da empresa. Maior e mais potente que o Falcon 1, o sistema foi projetado com um objetivo audacioso e inédito para foguetes orbitais modernos: a reutilização do primeiro estágio, visando reduzir custos e aumentar significativamente a frequência de voos.

Enquanto o Falcon 1 tinha caráter experimental, o novo veículo foi projetado desde o início para missões de pequeno e médio porte. Sua estrutura com nove motores no primeiro estágio foi pensada para aumentar a confiabilidade e o volume de carga. Para efeito de comparação, o Falcon 1 podia levar cerca de 420 kg à órbita baixa da Terra e realizou cinco lançamentos, com dois sucessos, servindo principalmente para validação tecnológica. Já o Falcon 9 elevou essa capacidade para mais de 22 toneladas e passou a operar com alta previsibilidade.

Paralelamente aos primeiros passos do Falcon 9, a SpaceX realizou outro marco importante ao lançar a cápsula Dragon, demonstrando pela primeira vez a capacidade de uma espaçonave privada realizar um voo orbital completo e ser recuperada com sucesso. No ano seguinte, a empresa iniciou o desenvolvimento do Falcon Heavy, um veículo lançador ainda mais potente, capaz de transportar cargas pesadas e abrir caminho para futuras missões ao espaço profundo.

Em maio de 2012, a cápsula Dragon voltou a fazer história ao se tornar a primeira espaçonave comercial a acoplar-se à ISS, realizando uma entrega de suprimentos com êxito. Três meses depois, a SpaceX anunciou que havia sido selecionada pela NASA para desenvolver uma versão tripulada da nave, destinada a transportar astronautas à estação como sucessora do programa de ônibus espaciais.

Lançamento de foguete Falcon 9 da SpaceX ocorrido na manhã de 24 de setembro de 2025 nos Estados Unidos
O foguete Falcon 9, da SpaceX, é lançado com frequência pela empresa. – Crédito: SpaceX

A primeira reutilização de estágio a gente nunca esquece

O grande diferencial competitivo da SpaceX sempre foi a tese de que, para colonizar o espaço, os foguetes precisariam ser operados como aviões: abastecer e voar novamente, em vez de serem descartados no oceano a cada missão. E, como dito anteriormente, o Falcon 9 foi o primeiro veículo orbital projetado com esse “gene” em seu “DNA”.

O caminho para provar essa teoria foi repleto de tentativas frustradas e explosões espetaculares. O êxito veio finalmente em dezembro de 2015, quando, após colocar satélites em órbita, o estágio inferior do Falcon 9 executou uma manobra de retorno e pousou verticalmente na Zona de Pouso 1, em Cabo Canaveral. Pela primeira vez na história, um propulsor orbital retornou intacto ao local de lançamento.

A partir de 2016, a empresa refinou a técnica com as balsas-drone (plataformas marítimas autônomas). Pousar no oceano não era apenas uma exibição de precisão, mas uma necessidade logística: missões que exigem mais velocidade não têm combustível reserva para “voltar” até a terra firme, precisando pousar em uma plataforma posicionada na trajetória de descida do foguete.

A consolidação dessa estratégia aconteceu em 30 de março de 2017, quando a SpaceX reutilizou um estágio pela primeira vez. Naquela ocasião, o satélite SES-10 foi enviado ao espaço por um propulsor que já havia voado e pousado um ano antes. O sucesso da missão provou que a recuperação não era apenas um troféu de engenharia, mas o início de um modelo de negócio viável. 

Para completar o ciclo de sustentabilidade, no mesmo ano, uma cápsula Dragon também voou pela segunda vez em uma missão de reabastecimento à ISS, inaugurando oficialmente a era das espaçonaves “seminovas”.

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Imagem meramente ilustrativa mostrando uma cápsula SpaceX Crew Dragon chegando à Estação Espacial Internacional (ISS). – Crédito: Paopano – Shutterstock

Falcon Heavy triplica a capacidade de carga da SpaceX

Em fevereiro de 2018, a SpaceX expandiu significativamente suas capacidades operacionais com o lançamento do foguete superpesado Falcon Heavy. Derivado da integração de três núcleos do Falcon 9, o veículo estreou com capacidade de cerca de 63 toneladas para órbita baixa da Terra, aproximadamente o triplo de seu antecessor, assumindo o posto de lançador mais potente em operação da empresa.

O voo inaugural marcou também um feito inusitado na demonstração de carga útil. Em vez de um simulador convencional, a SpaceX enviou ao espaço um carro Tesla Roadster cereja pertencente a Musk, com um manequim apelidado de “Starman” sentado ao volante. A trajetória rumo à órbita solar, registrada em imagens memoráveis com a Terra ao fundo, transformou a missão em uma demonstração técnica sem precedentes e um marco para o marketing da empresa. 

Além da demonstração de capacidade, o lançamento também serviu como teste do sistema de reutilização em escala. Os dois propulsores laterais retornaram com sucesso e pousaram de forma sincronizada em Cabo Canaveral, enquanto o núcleo central não conseguiu realizar o pouso previsto e caiu no oceano próximo à balsa-drone. Ainda assim, o desempenho geral validou o conceito operacional do veículo, permitindo sua entrada em missões comerciais a partir de 2019.

Atualmente, o Falcon Heavy permanece como o principal foguete de alta capacidade em operação da SpaceX, sendo utilizado em missões complexas e contratos governamentais estratégicos. Esse papel tende a se manter até a estreia operacional do megafoguete Starship, ainda em fase de testes.

Lançamento de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX. – Crédito: SpaceX

Ainda em 2019, a SpaceX iniciou a construção da constelação Starlink, uma infraestrutura global voltada ao fornecimento de internet de alta velocidade. Com a frequência intensa de lançamentos do Falcon 9, que transporta cerca de 50 unidades por missão, a rede expandiu-se em um ritmo sem precedentes.

Atualmente, a Starlink já opera mais de 10 mil satélites, representando cerca de dois terços de todos os objetos ativos na órbita terrestre. Com autorização para expandir a malha com modelos de segunda geração e planos de longo prazo para atingir 42 mil unidades, a empresa é hoje a maior operadora de satélites de internet do mundo. 

Presente em cerca de 100 países e com mais de cinco milhões de usuários, o serviço atende principalmente regiões sem cobertura terrestre e os setores de aviação e navegação. Essa base de operação também se tornou uma importante fonte de receita para o desenvolvimento do Starship, que tem como objetivo principal viabilizar a futura exploração de Marte e ajudar a tornar a humanidade “multiplanetária”, como Musk costuma se referir. 

Neste lote de 25 satélites Starlink da SpaceX, lançado em 17 de março de 2026 da Califórnia, está o satélite de número 10 mil da megaconstelação do serviço de internet da empresa. – Crédito: SpaceX

Transportando vidas humanas e ciência pelo espaço

Em 30 de maio de 2020, a cápsula Dragon da SpaceX lançou seres humanos ao espaço pela primeira vez, com a missão Demo-2, que levou os astronautas da NASA Bob Behnken e Doug Hurley até a ISS. O voo encerrou um período de nove anos em que os EUA dependiam de naves russas para acessar a órbita terrestre, após a aposentadoria dos ônibus espaciais em 2011.

O sucesso da operação transformou a SpaceX na principal operadora logística da NASA para o envio de tripulações ao laboratório orbital.

Para além das missões governamentais, a SpaceX também passou a atuar diretamente no mercado privado, diversificando o perfil de quem viaja ao espaço. Em 2021, a missão Inspiration4 – financiada pelo bilionário Jared Isaacman (que viria a se tornar o atual administrador-chefe da NASA) – levou a primeira tripulação formada exclusivamente por civis à órbita. Paralelamente, a empresa estabeleceu uma parceria sólida com a Axiom Space, viabilizando missões (série Ax) que transportam astronautas particulares e representantes de nações que buscam realizar pesquisas científicas na ISS sem depender de um programa espacial próprio.

A exploração comercial atingiu novos patamares com o programa Polaris, também liderado por Isaacman. A missão Polaris Dawn ultrapassou a marca de 1.400 km de distância (a órbita mais alta da Terra desde as missões Apollo), levando os tripulantes a regiões de intensa radiação no cinturão de Van Allen para estudos de saúde humana. O grande marco foi a primeira caminhada espacial privada da história, realizada pelo próprio Isaacman e pela engenheira da SpaceX, Sarah Gillis, validando os novos trajes de atividade extraveicular (EVA) da companhia.

Durante a missão Polaris Dawn, financiada e liderada por Jared Isaacman, o bilionário executou a primeira caminhada espacial privada da história. – Crédito: SapceX/YouTube

Em abril do ano passado, a missão Fram2 expandiu ainda mais essas fronteiras ao se tornar a primeira missão tripulada a orbitar os polos da Terra. A bordo de uma cápsula Crew Dragon, a tripulação estudou fenômenos atmosféricos únicos e a geologia das calotas polares a partir da cúpula de observação da espaçonave, consolidando a SpaceX como uma prestadora de serviços científicos de alta complexidade.

SpaceX se consolida como principal transportadora da NASA 

Todo o aprendizado obtido é sustentado por uma cadência de lançamentos sem precedentes. Até o momento, a SpaceX já realizou 57 missões de carga com a família Dragon, garantindo o fluxo contínuo de mantimentos e experimentos científicos para a ISS desde o início do contrato CRS da NASA.

No transporte de seres humanos, os números são igualmente robustos. Entre missões operacionais para a NASA (desde a Demo-2 até a Crew-12, atualmente acoplada à estação), voos de teste e missões privadas (incluindo as quatro missões da série Axiom e os programas Inspiration4 e Polaris), a cápsula Crew Dragon já completou 19 voos tripulados, transportando com segurança 72 pessoas para a órbita terrestre.

Resumo das missões espaciais da SpaceX:

  • 12 missões para a NASA: Desde o voo de validação Demo-2, passando pela Crew-1 (primeira missão operacional, em novembro de 2020), até a Crew-12 (lançada em fevereiro de 2026 e atualmente acoplada à ISS);
  • 7 missões privadas: Inspiration4, a série Axiom (Ax-1 a Ax-4), a histórica Polaris Dawn e a recente Fram2 (primeira missão tripulada a orbitar os polos da Terra, lançada no final de 2025).

Essa regularidade transformou o que antes era um evento extraordinário em uma rotina logística de alta confiabilidade. Ao garantir um fluxo estável de lançamentos e retornos, a SpaceX consolidou-se como a principal e indispensável transportadora da NASA para a ISS, sendo hoje o pilar fundamental que permite aos EUA e seus parceiros internacionais manterem a presença humana ininterrupta e a continuidade das pesquisas científicas no laboratório orbital. 

O início de uma nova era com o revolucionário Starship

O caminho que transformou a SpaceX na potência que é hoje foi pavimentado por uma série de falhas públicas. Diversos protótipos e estágios foram perdidos durante sucessivos experimentos, enquanto a equipe coletava dados essenciais para refinar os sistemas e provar que foguete não apenas “dá ré”, como pode ser recuperado e reutilizado inúmeras vezes. 

Essa estratégia de “tentar, falhar e corrigir rápido” também dita agora o ritmo do megafoguete Starship – o maior e mais potente sistema de lançamento já construído está sendo moldado sob o mesmo princípio: colocar protótipos para voar, testar os limites do hardware e não temer os possíveis fracassos. Pelo contrário: usá-los como aprendizado para atingir a perfeição.

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Starship V3 posicionada na plataforma de lançamento. – Crédito: SpaceX

Composto por dois estágios, o propulsor Super Heavy e a espaçonave Starship, o complexo veicular tem atualmente 121 metros de altura – número que deve crescer em breve. As futuras versões do foguete, já em desenvolvimento, preveem um alongamento da nave para aumentar a capacidade de carga, o que deve elevar o conjunto colossal para além dos 140 metros.

Enquanto o Falcon 9 e o Falcon Heavy foram concebidos para recuperar o primeiro estágio e descartar o segundo, o Starship representa uma mudança de paradigma: um veículo de recuperação total, capaz de colocar mais de 100 toneladas de carga em órbita e transportar até 100 pessoas em missões de longa duração. 

Diferente dos foguetes tradicionais, o Starship tem estrutura em aço inoxidável e é impulsionado por uma força massiva: são 33 motores Raptor no propulsor Super Heavy e outros seis na nave Starship, todos alimentados por metano e oxigênio líquidos (methalox). Essa escolha de combustível é estratégica para a principal meta da SpaceX, a exploração de Marte, pois permite a futura produção de propelente em solo marciano a partir de recursos locais, utilizando a reação de Sabatier.

Com o Starship, a empresa pretende tornar os lançamentos de foguetes tão comuns quanto os voos de aviões comerciais. Para isso, utilizará a torre ‘Mechazilla’ para capturar o Super Heavy ainda no ar, eliminando a necessidade de pernas de pouso e reduzindo drasticamente o tempo entre missões. 

Pode parecer ambicioso, mas a viabilidade dessa manobra já foi comprovada. Em outubro de 2024, durante o histórico quinto voo de teste, a SpaceX conseguiu capturar o booster com sucesso logo em sua primeira tentativa de retorno à Starbase. A companhia almeja replicar esse procedimento com o segundo estágio, a nave que dá nome ao complexo veicular, consolidando o sistema como o primeiro veículo espacial do mundo integralmente e rapidamente reutilizável. 

Até o momento, a SpaceX realizou 11 voos de teste integrados com o sistema completo. Veja a seguir um resumo com os marcos desses lançamentos:

Voo 1 – Abril de 2023

A Starship explodiu ainda acoplada ao Super Heavy. Falhas nos motores levaram à ativação do sistema de destruição do veículo.

Voo 2 – Novembro de 2023

A Starship conseguiu se separar do Super Heavy pela primeira vez. O propulsor explodiu logo depois, enquanto a nave perdeu sinal após cerca de oito minutos e acabou sendo destruída antes de completar o voo.

Voo 3 – Março de 2024

Em um grande avanço, o terceiro teste durou cerca de 50 minutos. A Starship foi perdida, mas nunca havia chegado tão longe. Apesar do sucesso da decolagem, a equipe perdeu contato com a nave pouco antes do horário previsto para o pouso.

Voo 4 – Junho de 2024

Pela primeira vez, a Starship realizou um pouso controlado no Oceano Índico, enquanto o Super Heavy pousou no Golfo do México, como planejado.

Voo 5 – Outubro de 2024

O quinto teste marcou um passo importante rumo à reutilização rápida do sistema. Pela primeira vez, a SpaceX conseguiu retornar e capturar o propulsor Super Heavy na torre de lançamento. A Starship também completou uma reentrada controlada e amerissou no Oceano Índico com sucesso.

Propulsor Super Heavy retornando para a base de lançamento em pouso histórico que finalizou o quinto voo de teste do Starship. – Crédito: SpaceX.

Voo 6 – Novembro de 2024

Mais um voo bem-sucedido. O propulsor foi direcionado para um pouso controlado no Golfo do México. Já a Starship conseguiu reacender um de seus motores no espaço, um avanço importante para futuras missões orbitais.

Voo 7 – Janeiro de 2025

O sétimo voo terminou com a perda da Starship após uma explosão durante o teste. Ainda assim, a SpaceX afirmou ter identificado rapidamente a causa do problema.

Voo 8 – Março de 2025

O oitavo voo também não saiu como planejado. Cerca de oito minutos após o lançamento, o estágio superior começou a girar descontroladamente, perdeu altitude e acabou explodindo.

Voo 9 – Maio de 2025

Pouco mais de 80 dias após o voo anterior, a Starship voltou a decolar. Foi a primeira reutilização de um Super Heavy, usando o mesmo propulsor do sétimo teste. Falhas impediram parte dos experimentos planejados para o booster, enquanto o estágio superior alcançou a trajetória suborbital prevista, mas acabou perdendo controle durante o voo.

Voo 10 – Agosto de 2025

Primeiro grande sucesso completo do ano. A missão cumpriu seus principais objetivos, incluindo a implantação de simuladores de satélites Starlink, reacendimento de motor no espaço e reentrada controlada da Starship.

Voo 11 – Outubro de 2025

O décimo primeiro voo marcou o encerramento da fase “V2” da Starship. A missão foi considerada um grande sucesso: o Super Heavy realizou um pouso controlado no Golfo do México, enquanto a nave completou testes de reentrada, reacendimento de motor no espaço e implantação de simuladores de satélites Starlink antes de pousar no Oceano Índico. Apesar do resultado positivo, um dos motores do propulsor apresentou falha momentânea durante a manobra de retorno, sem comprometer a missão. 

Starship no céu em seu 11º voo
Versão 2 do Starship voando pela última vez, durante 11º lançamento do megafoguete. – Crédito: SpaceX

Voo 12 – Maio de 2026

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Starship: pilar central do programa Artemis

Todo esse progresso coloca o Starship no posto de peça-chave no programa Artemis – a iniciativa da NASA para o retorno de seres humanos à Lua. A agência adotou uma variante da nave, o chamado Human Landing System (HLS), para realizar o histórico pouso no polo sul lunar, previsto para 2028, com a missão Artemis 4.

Antes disso, com a missão Artemis 3, esperada para o ano que vem, a NASA pretende realizar testes de acoplamento na órbita da Terra. O objetivo é validar a transferência de tripulação entre a cápsula Orion e os módulos de pouso em um ambiente seguro antes de enviar o conjunto para o espaço profundo. 

Essa etapa coloca não apenas a SpaceX, como também a Blue Origin, sob pressão. As duas empresas, responsáveis pelo Starship e pelo módulo Blue Moon, respectivamente, correm contra o tempo para provar que seus sistemas de suporte de vida e mecanismos de acoplagem são plenamente seguros para operar com astronautas a bordo. Sem o sucesso desses testes em órbita terrestre, o cronograma para o retorno ao solo lunar fica seriamente ameaçado. 

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Representação artística do módulo de pouso Starship pousando na Lua com a futura missão Artemis 4 – Crédito: SpaceX

Essa etapa coloca pressão total sobre a SpaceX, que precisa correr contra o tempo para provar que os sistemas de suporte de vida e os mecanismos de acoplagem da Starship são plenamente seguros para astronautas. O mesmo vale para a Blue Origin, também selecionada pela NASA para o serviço com o módulo Blue Moon. Sem o sucesso desses testes em órbita terrestre, o cronograma para o retorno ao solo lunar fica seriamente ameaçado.

Diferente dos módulos da era Apollo, o Starship funcionará como um “elevador espacial” de alta capacidade. Enquanto os astronautas partem da Terra na cápsula Orion, impulsionada pelo foguete Space Launch System (SLS), o encontro com o veículo da SpaceX ocorre na órbita da Lua. A partir dali, a nave assume o papel de módulo de pouso, oferecendo um espaço interno e uma capacidade de carga sem precedentes.

Elon Musk quer colonizar Marte

Embora a Lua seja o foco imediato, para Elon Musk ela é uma etapa intermediária. Desde o início, a Starship não foi projetada pela SpaceX apenas para cumprir contratos da NASA, mas para viabilizar o objetivo de transformar a humanidade em uma espécie “multiplanetária”. Na visão do empresário, a nave será a base de uma futura estrutura de transporte espacial, capaz de levar centenas de pessoas e grandes cargas de suprimentos até Marte. 

Os planos de Musk incluem, no longo prazo, o envio frequente de frotas de Starships ao Planeta Vermelho, aproveitando as janelas de transferência orbital que se abrem aproximadamente a cada 26 meses. A proposta visa a criação de uma colônia autossustentável em Marte – meta que o bilionário cita há anos, mas que ainda depende de avanços significativos em áreas como reabastecimento orbital, suporte de vida, proteção contra radiação e pousos seguros em outro planeta. 

Mesmo com os avanços recentes do sistema Starship e sua participação no programa Artemis, transformar essas projeções em operações reais ainda exigirá anos de testes, desenvolvimento tecnológico e aportes financeiros robustos.

Ecossistema tecnológico e expansão financeira

Paralelamente aos avanços no setor espacial, a SpaceX também amplia sua presença no mercado financeiro. A companhia avalia a possibilidade de abrir seu capital na bolsa por meio de uma oferta pública inicial (IPO), operação que pode acontecer já este ano. Caso avance, o movimento representará uma das etapas mais importantes da trajetória da empresa, permitindo captar recursos para acelerar projetos de longo prazo, como a expansão da rede Starlink e o desenvolvimento das futuras versões da Starship. A abertura de capital também deve fortalecer a posição da companhia entre as organizações mais valiosas do planeta.

Ao mesmo tempo, a empresa fortaleceu sua estratégia em inteligência artificial com a integração da xAI, que passou a operar como a divisão SpaceXAI. A fusão oficializa a união entre os modelos de linguagem Grok, a infraestrutura de supercomputação Colossus e os projetos aeroespaciais. Essa aproximação reforça a integração entre IA, comunicação digital e exploração espacial dentro do ecossistema de negócios ligado a Elon Musk, que também inclui a plataforma X, antigo Twitter. 

Em abril de 2026, a SpaceX anunciou também uma parceria estratégica com a startup de IA Cursor, especializada em ferramentas de programação. O acordo prevê dois caminhos: a aquisição da companhia por até US$60 bilhões ou, alternativamente, um aporte de US$10 bilhões para um projeto conjunto. A colaboração é voltada ao desenvolvimento de sistemas para programação avançada e tarefas complexas, unindo a infraestrutura computacional da SpaceX às soluções de software da Cursor para acelerar o desenvolvimento de software crítico para suas missões.

Em pouco mais de duas décadas, a SpaceX expandiu sua atuação de operadora de lançamentos para um ecossistema tecnológico global. Ao integrar foguetes reutilizáveis, a rede Starlink e iniciativas em inteligência artificial, a companhia estruturou uma operação na qual infraestrutura orbital, conectividade e processamento de dados se complementam. Enquanto amplia contratos, fortalece receitas e avalia uma possível abertura de capital, a empresa busca transformar essa base tecnológica em uma estrutura capaz de sustentar seus planos de expansão lunar e interplanetária.

O post SpaceX: a história da empresa que pode mudar a exploração espacial apareceu primeiro em Olhar Digital.



source https://olhardigital.com.br/2026/05/23/ciencia-e-espaco/spacex-a-historia-da-empresa-que-pode-mudar-a-exploracao-espacial/

Harvard está pronta para imprimir “músculos” 3D para robôs

Recentemente, pesquisadores da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Harvard apresentaram uma técnica de impressão 3D capaz de produzir “músculos” para robôs: filamentos sintéticos que se dobram, torcem, expandem ou contraem de forma programada. O estudo foi publicado no periódico PNAS e tem como principais autores Jennifer A. Lewis e L. Mahadevan; leia a pesquisa online clicando aqui.

A tecnologia combina dois materiais com comportamentos distintos ao calor: um polímero ativo, que muda de forma quando aquecido, e outro passivo, responsável por limitar e direcionar o movimento. A disposição dos materiais durante a impressão define como cada fibra reagirá posteriormente.

Segundo os pesquisadores, o objetivo é aproximar sistemas artificiais da complexidade observada em músculos biológicos, abrindo caminho para robôs maleáveis, filtros adaptáveis e dispositivos biomédicos capazes de alterar sua estrutura sem motores ou engrenagens tradicionais.

Para quem tem pressa:

  • Harvard criou fibras impressas em 3D que mudam de forma quando aquecidas, simulando parte do comportamento muscular natural;
  • A técnica usa materiais ativos e passivos organizados durante a impressão para controlar torções, contrações e expansões;
  • Os testes já produziram pinças robóticas e estruturas que se transformam sozinhas, mas a tecnologia ainda está em fase experimental.

Tecnologia tenta reproduzir comportamento de músculos naturais

A pesquisa foi conduzida no laboratório da engenheira Jennifer Lewis, professora da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Harvard. A equipe utilizou um método chamado impressão rotacional multimaterial em 3D, no qual dois compostos são depositados simultaneamente por um bico giratório.

Um dos materiais empregados é um elastômero de cristal líquido, polímero capaz de encolher em uma direção específica quando submetido a determinada temperatura. O segundo componente é um elastômero flexível que mantém sua forma mesmo sob aquecimento. A interação entre os dois gera movimentos previamente definidos pelos pesquisadores.

Polímeros musculares para estruturas robóticas
Polímeros musculares para estruturas robóticas – (Divulgação: Harvard)

O sistema dispensa mecanismos externos normalmente associados à robótica flexível, como compressores, cabos, motores rígidos ou estruturas hidráulicas. Em vez disso, o próprio filamento passa a funcionar como elemento de movimentação.

A rotação do bico de impressão também interfere diretamente no comportamento final das fibras. Ao girar durante a deposição do material, o equipamento cria padrões helicoidais internos que determinam se o filamento irá espiralar, endireitar, encolher ou expandir após o aquecimento.

Os pesquisadores produziram diferentes protótipos para validar o conceito. Entre eles estavam filamentos ondulados capazes de reagir de maneiras opostas ao calor, além de estruturas em formato de grade que mudavam de geometria conforme a temperatura.

Em um dos experimentos, uma estrutura plana assumiu formato semelhante ao de uma cúpula após ser aquecida. Em outro teste, grades flexíveis atuaram como pinças robóticas capazes de envolver objetos, levantá-los e soltá-los posteriormente.

A equipe também demonstrou filtros térmicos que alteram sua porosidade de acordo com a temperatura. Quando aquecidas, determinadas estruturas se expandem e permitem a passagem de partículas; ao esfriar, voltam a se contrair.

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Parte da pesquisa envolveu colaboração com especialistas em mecânica estrutural e caracterização molecular. Os cientistas utilizaram medições de espalhamento por raios X, realizadas no Brookhaven National Laboratory, para analisar o alinhamento interno dos materiais.

Mustafa Abdelrahman, pesquisador de pós-doutorado e primeiro autor do estudo, afirmou que buscava um método mais adaptável para explorar o potencial dos elastômeros de cristal líquido. “Vi essa plataforma de impressão rotacional e pensei: ‘E se inserirmos materiais ativos e criarmos padrões dentro do filamento? Conseguimos provocar mudanças de forma dessa maneira?’”, declarou o pesquisador ao material divulgado por Harvard.

Os cientistas acreditam que a técnica pode futuramente ser usada em robótica macia, dispositivos biomédicos e sistemas reconfiguráveis. Jennifer Lewis afirmou que o método pode acelerar a aplicação prática desse tipo de material fora do ambiente laboratorial. “Essa estrutura de design e impressão pode acelerar a transição de materiais semelhantes a músculos artificiais do laboratório para tecnologias do mundo real”, disse a pesquisadora em comunicado da universidade.

Apesar dos avanços, os próprios autores reconhecem limitações. Atualmente, o sistema depende de calor para ativação, o que ainda impõe desafios relacionados à velocidade de resposta e à eficiência energética. A tecnologia também permanece distante de aplicações que exijam alta potência mecânica.

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