Hiperautomação: a nova fronteira da competitividade empresarial

A hiperautomação representa a evolução da automação tradicional ao integrar tecnologias como inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina (machine learning), automação robótica de processos (RPA) e análise de dados para transformar fluxos de trabalho de ponta a ponta. Mais do que automatizar tarefas isoladas, essa abordagem conecta pessoas, processos e sistemas, criando operações mais inteligentes, integradas e capazes de tomar decisões com maior autonomia, eficiência e agilidade.

Nos últimos anos, a automação empresarial passou por uma transformação significativa. Se antes seu principal objetivo era automatizar tarefas repetitivas para reduzir custos e aumentar a produtividade, hoje ela assume um papel muito mais estratégico dentro das organizações.

A evolução da inteligência artificial, da análise de dados e da integração entre sistemas ampliou o alcance da automação, que deixou de atuar em atividades isoladas para orquestrar processos completos de negócio. É nesse contexto que surgiu a hiperautomação, um novo modelo capaz de conectar tecnologias, pessoas e processos para tornar as operações mais inteligentes, ágeis e orientadas por dados, fortalecendo a capacidade das empresas de competir em um mercado cada vez mais dinâmico.

Essa mudança acontece em um momento em que as empresas enfrentam uma pressão crescente para ganhar eficiência sem perder capacidade de inovação. Custos operacionais elevados, escassez de profissionais especializados, necessidade de respostas rápidas ao mercado e aumento das exigências regulatórias tornam a eficiência operacional um diferencial competitivo.

Não por acaso, a hiperautomação deixou de ser uma tendência tecnológica para se tornar uma prioridade estratégica.

Automação deixa de ser operacional e passa a ser estratégica

O conceito de hiperautomação vai além da implementação de uma única tecnologia. Trata-se da integração de ferramentas como inteligência artificial, automação robótica de processos (RPA), plataformas de gerenciamento de processos (BPM), mineração de processos (process mining), integração entre sistemas e análise de dados para automatizar jornadas completas de trabalho.

Na prática, isso significa eliminar gargalos, reduzir intervenções manuais e permitir que decisões operacionais sejam tomadas de forma mais rápida e inteligente.

Segundo o relatório Top Strategic Technology Trends, da Gartner, a hiperautomação permanece entre as principais prioridades tecnológicas das organizações por seu potencial de aumentar produtividade, escalabilidade e capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

Ao mesmo tempo, estudos da McKinsey & Company indicam que a inteligência artificial generativa pode elevar significativamente a produtividade em diversas funções empresariais, especialmente quando integrada aos processos existentes, em vez de utilizada de forma isolada.

Dados mostram que a corrida já começou

Dentro desse mercado e vivendo diariamente os avanços da IA, posso afirmar que a transformação digital vai escalar nos próximos anos em ritmo ainda mais acelerado. A PwC mostra que 69% dos CEOs brasileiros pretendem ampliar o uso de inteligência artificial em suas plataformas tecnológicas, enquanto 56% planejam incorporar a tecnologia diretamente aos processos de negócio e fluxos de trabalho.

O movimento revela uma mudança importante: a IA deixa de ser um projeto experimental e passa a integrar operações críticas das empresas.

Ao mesmo tempo, pesquisas da Deloitte mostram que a adoção de IA generativa está migrando da fase de testes para aplicações em larga escala. O principal desafio, porém, deixou de ser tecnológico e passou a envolver integração, governança e redesenho de processos.

Ou seja, o diferencial competitivo não estará apenas em possuir ferramentas de IA, mas em conseguir conectá-las de forma eficiente aos processos de negócio.

Processos continuam sendo o maior gargalo

Um dos erros mais comuns é imaginar que a hiperautomação consiste apenas em automatizar processos já existentes.

Na realidade, automatizar um fluxo ineficiente apenas acelera seus problemas.

Por isso, organizações mais maduras iniciam a transformação revisando processos, eliminando redundâncias, padronizando atividades e integrando informações antes da adoção das tecnologias.

Nesse contexto, plataformas de BPM, integração de sistemas e mineração de processos tornam-se fundamentais para identificar gargalos e orientar onde a automação realmente gera valor.

A inteligência artificial potencializa a automação

A chegada da IA generativa ampliou ainda mais as possibilidades da hiperautomação.

Além de executar tarefas repetitivas, sistemas inteligentes conseguem interpretar documentos, responder solicitações, resumir informações, apoiar decisões e aprender continuamente com grandes volumes de dados.

Quando combinadas com fluxos automatizados, essas capacidades reduzem significativamente o tempo de execução das atividades e aumentam a qualidade das decisões.

O resultado não é apenas ganho operacional, mas também maior capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

Pessoas continuam no centro da transformação

Apesar do avanço tecnológico, a hiperautomação não elimina o papel das pessoas.

Ao contrário, ela desloca profissionais de atividades repetitivas para funções de maior valor agregado, como análise, inovação, relacionamento com clientes e tomada de decisões.

Essa mudança exige investimento em capacitação, revisão de competências e desenvolvimento de uma cultura organizacional voltada para melhoria contínua.

Tecnologia sem pessoas preparadas dificilmente entrega todo o seu potencial.

Competitividade será definida pela capacidade de integrar

O mercado caminha para um cenário em que eficiência operacional dependerá menos da quantidade de sistemas implantados e mais da capacidade de conectá-los.

Empresas que conseguirem integrar inteligência artificial, automação, dados e processos estarão mais preparadas para responder rapidamente às mudanças econômicas, reduzir custos, melhorar a experiência do cliente e criar novos modelos de negócio.

A hiperautomação representa justamente essa nova etapa da transformação digital: uma estratégia em que tecnologia, processos e pessoas atuam de forma integrada para gerar resultados sustentáveis.

Mais do que automatizar tarefas, ela cria organizações mais inteligentes, resilientes e preparadas para competir em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico.

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Como uma tempestade solar pode derrubar internet, GPS e energia

Tempestades solares são responsáveis por fenômenos como a aurora boreal, mas também podem representar uma ameaça para parte da infraestrutura tecnológica da Terra. Dependendo da intensidade, esses eventos têm potencial para afetar redes elétricas, satélites, sistemas de comunicação por rádio e até conexões internacionais de internet.

Os riscos estão relacionados à interação das partículas e dos campos magnéticos emitidos pelo Sol com a magnetosfera terrestre. Embora eventos extremos sejam raros, registros históricos mostram que eles já provocaram apagões e interrupções em diferentes sistemas tecnológicos, levando especialistas a discutir o nível de preparação da infraestrutura atual para um fenômeno de grande escala.

Aurora Borealis
A aurora boreal é um dos efeitos mais conhecidos das tempestades solares, fenômenos que também podem interferir em redes elétricas, satélites, comunicações e na infraestrutura da internet – Imagem: Smit / Shutterstock

Como surgem as tempestades solares

As tempestades solares são consequência de um processo chamado reconexão magnética, em que a rotação do Sol faz seus campos magnéticos se torcerem até acumularem energia suficiente para se romper e se reorganizar. Nesse momento, grandes quantidades de energia e plasma são lançadas ao espaço.

Esses fenômenos costumam ser divididos em três categorias principais: erupções solares (solar flares), tempestades de radiação e ejeções de massa coronal (CMEs). Cada uma delas interage de forma diferente com a atmosfera terrestre, podendo provocar tempestades geomagnéticas, interrupções nas comunicações por rádio e alterações no campo magnético da Terra.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) classifica esses eventos em uma escala de um a cinco. A maior parte das tempestades solares registradas fica nos níveis mais baixos, enquanto as classificadas como extremas são pouco frequentes ao longo do ciclo solar de 11 anos.

Redes elétricas estão entre as mais vulneráveis

Um dos exemplos mais conhecidos ocorreu em 1989, quando uma tempestade geomagnética provocou um apagão na região de Quebec, no Canadá. Cerca de seis milhões de pessoas ficaram sem energia durante nove horas, em um episódio que ficou conhecido como “o dia em que o Sol trouxe a escuridão”.

Correntes induzidas pelo campo magnético terrestre podem superaquecer transformadores, relés e sensores, além de sobrecarregar linhas de transmissão. Como esses equipamentos são caros e complexos de substituir, uma sequência de danos poderia prolongar os impactos de um grande evento.

Ilustração de uma linha de transmissão de energia elétrica sob o céu noturno, representando os impactos que tempestades solares podem causar na rede elétrica
Redes elétricas estão entre as infraestruturas mais vulneráveis às tempestades solares, que podem induzir correntes capazes de danificar transformadores e provocar apagões – Imagem: arturnichiporenko / Shutterstock

O risco não é uniforme em todo o planeta. Regiões próximas aos polos magnéticos da Terra tendem a sofrer perturbações mais intensas. A resistência elétrica do solo também influencia o nível de vulnerabilidade das redes de energia.

O avanço da inteligência artificial também entrou na lista de preocupações relacionadas às tempestades solares. Como os data centers exigem grande disponibilidade de energia, interrupções prolongadas nas redes elétricas podem afetar um dos setores que mais crescem atualmente. Em artigo publicado no Space News, Scot McIntosh, ex-diretor adjunto do National Center for Atmospheric Research, afirmou que executivos da área de IA estão entre aqueles que deveriam demonstrar maior preocupação com esses riscos.

Satélites podem sofrer danos físicos e operacionais

Os satélites também figuram entre os equipamentos mais expostos. Apesar de serem projetados para suportar parte das condições espaciais, eventos solares intensos podem danificar componentes eletrônicos e reduzir sua vida útil.

Russell DeHart, engenheiro-chefe do Goddard Space Flight Center, da NASA, explica que partículas altamente energéticas podem alterar temporariamente bits da programação dos computadores embarcados, provocando falhas conhecidas como single event upset. Nesses casos, operações não essenciais podem ser interrompidas até que o problema seja resolvido.

As ejeções de massa coronal também aquecem e expandem a atmosfera terrestre, aumentando o arrasto sobre satélites em órbita baixa. Essa mudança pode reduzir altitude e velocidade, elevando o risco de colisões com outros satélites ou detritos espaciais e exigindo manobras que consomem combustível.

Em 2022, uma tempestade solar retirou 38 satélites de internet da SpaceX de órbita. Já em outubro de 2003, uma sequência de eventos solares afetou aproximadamente metade dos satélites em operação no mundo, além de prejudicar voos, transmissões de rádio e TV, sistemas de GPS e missões científicas.

Rádio, GPS e internet também podem ser afetados

As alterações provocadas pelas tempestades solares na ionosfera interferem na propagação das ondas de rádio. Isso pode comprometer sistemas que dependem desse ambiente para transmitir sinais a longas distâncias, como comunicações de embarcações, aeronaves, equipes de resgate e militares.

Os sistemas de navegação por GPS também podem sofrer impactos, já que dependem do posicionamento preciso dos satélites. Em 2024, uma tempestade solar afetou tratores equipados com GPS, gerando prejuízos estimados em US$ 500 milhões.

Já os serviços convencionais de telefonia celular tendem a sofrer menos interferência direta, pois utilizam frequências pouco afetadas pela ionização da atmosfera. Ainda assim, um evento extremo poderia causar impactos indiretos caso comprometesse o funcionamento das redes elétricas que sustentam essas comunicações.

Cabos submarinos estão entre as preocupações

A infraestrutura global da internet também pode ser afetada por tempestades solares. Um estudo publicado em 2021 pela pesquisadora Sangeeth Abdu Jyothi, da UC Irvine, indica que uma ejeção de massa coronal de grande intensidade poderia comprometer parte dos cabos submarinos responsáveis pelo tráfego internacional de dados.

As fibras ópticas não são afetadas diretamente pelas correntes geomagnéticas. O problema estaria nos repetidores eletrônicos instalados ao longo dos cabos para reforçar o sinal, que podem ser danificados por correntes induzidas durante tempestades geomagnéticas.

Segundo a NOAA, mais de 95% dos dados internacionais trafegam por esses cabos submarinos. De acordo com a pesquisa, conexões de longa distância, especialmente entre Estados Unidos e Europa, estariam entre as mais vulneráveis.

Cabo submarino de fibra óptica instalado no fundo do oceano, responsável pela transmissão internacional de dados entre continentes
Cabos submarinos transportam mais de 95% do tráfego internacional de dados e podem ser afetados indiretamente por tempestades solares caso seus repetidores eletrônicos sofram danos causados por correntes geomagnéticas – Imagem: Vismar UK/Shutterstock

Eventos extremos são raros, mas preocupam cientistas

A tempestade geomagnética mais intensa já registrada ocorreu em 1859 e ficou conhecida como Evento Carrington. Na época, sistemas de telégrafo apresentaram falhas e alguns chegaram a pegar fogo.

Pesquisas mais recentes apontam evidências de eventos ainda maiores no passado, chamados de eventos Miyake. Um deles, ocorrido em 774 d.C., pode ter sido cerca de 12 vezes mais intenso que o Evento Carrington.

Embora tempestades dessa magnitude sejam consideradas muito raras, estimativas da National Academy of Sciences indicam que um desastre geomagnético poderia causar prejuízos superiores a US$ 2 trilhões. Um relatório da NOAA publicado em 2025 concluiu que os sistemas de previsão da atividade solar ainda precisam ser aprimorados.

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Fluminense x Bahia: onde assistir, horário e escalações do amistoso

Neste domingo (12), Fluminense e Bahia se enfrentam em um amistoso de intertemporada. A bola rola às 16h (horário de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro.

  • Fluminense x Bahia:
    • Competição: Amistoso
    • Data: 12/07 (domingo)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Fluminense x Bahia?

O amistoso entre Fluminense e Bahia terá transmissão ao vivo na TV aberta pela Band, na TV fechada pelo Sportv 2, no YouTube pela Ge TV e no pay-per-view pelo Premiere.

Prováveis escalações

  • Fluminense: Fábio; Guga, Jemmes, Freytes e Guilherme Arana; Hércules, Martinelli e Lucho Acosta; Hulk, Savarino e John Kennedy.
    • Técnico: Luis Zubeldía.
  • Bahia: Ronaldo; Marcos Victor (Gilberto), David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean Lucas e Rodrigo Nestor (Éverton Ribeiro); Ademir (Erick), Erick Pulga e Willian José.
    • Técnico: Rogério Ceni.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes da partida.

Leia mais:

Fluminense e Bahia em amistoso de intertemporada

O amistoso servirá como preparação para a retomada das competições oficiais após a pausa do calendário para a Copa do Mundo. O Fluminense vive bom momento na temporada, ocupando a terceira colocação do Campeonato Brasileiro e classificado para as oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil.

O Fluminense utiliza o amistoso para dar sequência à preparação visando a retomada da temporada. A tendência é que Luis Zubeldía mantenha a base da equipe testada diante do Nova Iguaçu, enquanto administra a carga física de alguns atletas, como Thiago Silva. Já o Bahia aproveita a intertemporada para realizar ajustes táticos e dar ritmo de jogo ao elenco, com Rogério Ceni utilizando a base da equipe que disputou o primeiro semestre.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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Noruega x Inglaterra: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

Neste sábado (11), Noruega e Inglaterra se enfrentam nas quartas de final da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 18h (horário de Brasília) no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos.

Noruega x Inglaterra:

  • Competição: Copa do Mundo 2026.
  • Rodada: Quartas de final.
  • Data: 11/07 (sábado).
  • Horário: 18h (horário de Brasília).
  • Local: Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos.

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir à Noruega x Inglaterra?

O duelo entre Noruega e Inglaterra será transmitido pela CazéTV (YouTube).

Prováveis escalações:

  • Noruega: Orjan Nyland; Ryerson, Ajer, Torbjorn Heggem e Wolfe; Berge, Patrick Berg e Martin Odegaard; Nusa, Sorloth e Erling Haaland.
    • Técnico: Stale Solbakken.
  • Inglaterra: Pickford; Spence, Ezri Konsa, Marc Guéhi e Nico O’Reilly; Anderson, Declan Rice e Jude Bellingham; Anthony Gordon, Rashford e Harry Kane.
    • Técnico: Thomas Tuchel.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Clement Turpin (FRA).
    • Auxiliares: Nicolas Danos e Benjamin Pages (FRA).
    • VAR: não divulgado.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Noruega e Inglaterra na Copa do Mundo 2026

A Noruega avançou para o mata-mata com o segundo lugar no Grupo I. Na sequência, os noruegueses eliminaram a Costa do Marfim e a Seleção Brasileira nos 16 avos e nas oitavas de final, respectivamente. O destaque da equipe e algoz do Brasil, Erling Haaland, está com sete gols na competição, apenas um atrás de Lionel Messi e Kylian Mbappé na briga pela artilharia da Copa do Mundo 2026.

Já a Inglaterra fechou a primeira fase da competição na liderança do Grupo L. A equipe de Thomas Tuchel eliminou a República Democrática do Congo e um dos países-sede, o México. Viva na competição, a seleção inglesa busca acabar com uma seca de títulos que já dura 60 anos.

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Microlentes gravitacionais: como a astronomia observa o invisível

No início do Século XX, Albert Einstein revolucionou nossa compreensão do Universo ao mostrar que a gravidade é capaz de curvar o espaço-tempo, regendo o movimento dos astros e até mesmo desviando a trajetória da luz, fazendo com que um objeto massivo funcione como uma verdadeira lente cósmica. Décadas mais tarde, essa previsão foi confirmada e, hoje, as lentes gravitacionais se tornaram uma das ferramentas mais poderosas da astronomia moderna.

Entre elas estão as microlentes gravitacionais, um efeito muito mais sutil, produzido por estrelas, planetas e até buracos negros isolados. As microlentes gravitacionais revelam sua presença ao amplificar temporariamente o brilho de estrelas distantes quando ocorre um alinhamento quase perfeito entre observador, lente e fonte de luz.

Essa técnica permite descobrir exoplanetas invisíveis por outros métodos, detectar objetos que praticamente não emitem luz, estudar a distribuição de matéria na Via Láctea e colocar à prova previsões da relatividade de Einstein. É uma forma engenhosa de observar o invisível e ampliar nossa compreensão do cosmos.

No programa Olhar Espacial desta sexta-feira (10), vamos mergulhar no fascinante universo das microlentes gravitacionais ao lado de um dos especialistas brasileiros no tema: Leandro de Almeida, pesquisador da Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e docente da pós-graduação em Astrofísica da instituição. Doutor em Física pela UFRN, desenvolve estudos nas áreas de exoplanetas, microlentes gravitacionais, astrofísica estelar, instrumentação astronômica e astronomia no domínio temporal.

O Olhar Espacial é apresentado por Marcelo Zurita, astrônomo e colunista do Olhar Digital. O programa vai ao ar sempre às sextas-feiras, a partir de 21h (horário de Brasília), em nossas redes sociais.

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“Hobbits” pré-históricos podem não ter caçado nem usado fogo

Uma nova pesquisa publicada na revista científica Science Advances sugere que o Homo floresiensis, espécie humana extinta conhecida como “hobbit”, não caçava grandes animais nem controlava o uso do fogo. O estudo, divulgado na sexta-feira (3), analisou marcas preservadas em fósseis encontrados na caverna de Liang Bua, na ilha de Flores, na Indonésia, e propõe uma nova interpretação sobre o comportamento dessa espécie.

A investigação foi conduzida por uma equipe internacional de pesquisadores e pode influenciar o debate sobre a origem evolutiva do Homo floresiensis. Segundo os autores, as evidências indicam que esses hominínios consumiam restos de animais deixados por dragões-de-komodo, em vez de abater suas próprias presas, o que coloca em dúvida hipóteses anteriores sobre seu nível de sofisticação comportamental.

Marcas nos ossos mudam interpretação

O Homo floresiensis foi descoberto em 2003 e recebeu o apelido de “hobbit” por causa de sua baixa estatura, de cerca de 106 centímetros, além do cérebro pequeno, dentes grandes e pés desproporcionalmente grandes. Evidências encontradas no mesmo sítio arqueológico, como ferramentas de pedra, ossos com marcas de corte e fragmentos considerados queimados, haviam levado pesquisadores a sugerir que a espécie caçava e utilizava o fogo.

No novo estudo, os cientistas concentraram a análise em ossos fósseis de Stegodon florensis insularis, um parente extinto dos elefantes que viveu na ilha de Flores. O objetivo era determinar se as marcas presentes nos ossos haviam sido produzidas durante uma caçada ou se eram resultado do aproveitamento de carcaças já consumidas por outros predadores.

Comparação com dragões-de-komodo

Para diferenciar as marcas deixadas por ferramentas de pedra das produzidas pelos dentes de dragões-de-komodo, os pesquisadores realizaram um experimento com um animal mantido no Zoo Atlanta. Um dragão-de-komodo recebeu a carcaça de uma cabra como alimento e, posteriormente, o esqueleto foi recuperado para documentar detalhadamente marcas, perfurações, entalhes e sulcos deixados pelos dentes do réptil.

A análise mostrou que os dragões concentravam o consumo nas regiões com maior quantidade de carne. Em seguida, os pesquisadores compararam esse padrão aos ossos fósseis do Stegodon encontrados em Liang Bua.

foto de um dragão de komodo com a língua para fora
Pesquisadores realizaram experimento com dragão-de-komodo vivo para diferenciar marcas deixadas por ferramentas de pedra das produzidas pelos dentes do animal – Imagem: Goinyk Production / Shutterstock

Foram identificadas 54 marcas de corte atribuídas às ferramentas de pedra do Homo floresiensis e quase o dobro de marcas produzidas por dentes de dragões-de-komodo. Além da quantidade, chamou atenção a localização dessas evidências: enquanto os répteis consumiam as partes mais carnudas, as marcas humanas apareciam principalmente em áreas com pouca carne.

Segundo os autores, esse padrão sugere que os dragões-de-komodo tinham acesso inicial às carcaças e que o Homo floresiensis chegava posteriormente para aproveitar o que restava.

Ausência de evidências do uso do fogo

Os pesquisadores também não encontraram sinais de cozimento nos ossos de Stegodon analisados. Além disso, mais de 4 mil ossos de camundongos provenientes do sítio arqueológico não apresentaram evidências de queima.

De acordo com o estudo, vestígios anteriormente interpretados como carbonização provavelmente correspondem a manchas naturais provocadas por manganês. Para a equipe, esse resultado reforça a hipótese de que o Homo floresiensis consumia carne crua e não dominava o uso do fogo.

Hipóteses sobre a origem da espécie

A ausência de indícios de caça e controle do fogo também alimenta discussões sobre a ancestralidade do Homo floresiensis.

A primeira autora do estudo, E. Grace Veatch, paleoantropóloga da Universidade de Tübingen, afirmou que uma possibilidade é que o ancestral da espécie tenha se separado do gênero Homo antes do desenvolvimento dessas capacidades. Outra hipótese já discutida é a do nanismo insular, processo evolutivo em que espécies de grande porte reduzem seu tamanho corporal ao longo das gerações devido à limitação de recursos em ilhas. Também existe a possibilidade de que o Homo floresiensis descenda de uma espécie anterior do gênero Homo que já possuía pequeno porte.

Veatch afirma que o novo trabalho destaca a importância de considerar o comportamento na discussão sobre a origem da espécie e sugere que ela pode ter evoluído a partir de uma população de hominínios que não dependia de estratégias como caça e preparo dos alimentos.

Mesmo assim, a pesquisadora ressalta que a posição do Homo floresiensis dentro da árvore evolutiva do gênero Homo permanece uma questão em aberto. Isso ocorre porque ainda há poucas informações sobre o comportamento de hominínios antigos do Sudeste Asiático, como o Homo erectus.

O arqueólogo Adam Brumm, da Griffith University, na Austrália, que não participou do estudo, afirmou que, caso o Homo floresiensis realmente tenha evoluído a partir do Homo erectus em uma ilha isolada, o processo pode ter envolvido não apenas mudanças anatômicas profundas, como a redução do corpo e do cérebro, mas também adaptações comportamentais, incluindo uma possível perda de habilidades como a caça e o uso do fogo.

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Projeto brasileiro usa relógios inteligentes para detectar doenças antes de os sintomas aparecerem

Relógios e anéis inteligentes podem deixar de ser apenas dispositivos voltados ao acompanhamento de atividade física e qualidade do sono para assumir um papel importante na medicina preventiva. Essa é a proposta do Viva Bem: Inteligência Artificial para Saúde e Bem-Estar, novo Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) criado em parceria entre a FAPESP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Samsung.

A iniciativa vai desenvolver sistemas de inteligência artificial capazes de analisar os dados coletados por dispositivos vestíveis para identificar sinais precoces de doenças antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas. Entre as condições que poderão ser monitoradas estão a doença de Parkinson, problemas cardiovasculares, distúrbios do sono e alterações relacionadas ao envelhecimento.

Isso porque os smartwatches e smart rings atuais já reúnem sensores capazes de registrar informações como frequência cardíaca, pressão arterial, temperatura corporal, condutividade elétrica da pele, composição corporal e padrões de movimento. A proposta da iniciativa é utilizar algoritmos de IA para processar os dados e identificar padrões sutis que possam servir como indicadores objetivos de diferentes condições de saúde.

Projeto Viva Bem, da Unicamp e FAPESP
Projeto depende de participação voluntária – Imagem: Rogério Augusto Bordini/Agência FAPESP

Detecção antes dos primeiros sintomas

Segundo Anderson Rocha, professor do Instituto de Computação da Unicamp e coordenador do Viva Bem, estudos anteriores já mostraram o potencial da abordagem. “Já constatamos, por meio de um projeto desenvolvido anteriormente, que a ansiedade e o estresse, por exemplo, causam mudanças na condutividade elétrica da pele detectáveis por um relógio inteligente”, afirmou à Agência FAPESP.

  • No caso do Parkinson, a expectativa é que a IA consiga detectar alterações na marcha, nos tremores e nos padrões de sono anos antes do diagnóstico clínico convencional;
  • Já para doenças cardiovasculares, a ideia é transformar os dispositivos em uma espécie de monitor cardíaco contínuo, capaz de identificar arritmias, alterações na pressão arterial e sinais de risco para infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) a partir da mudança dos batimentos cardíacos;
  • A tecnologia também poderá ser aplicada na identificação de distúrbios do sono associados a doenças neurodegenerativas e no acompanhamento de idosos, detectando antecipadamente a perda de força e de mobilidade para permitir ações preventivas contra quedas.

Para tornar o diagnóstico mais confiável, os pesquisadores pretendem desenvolver modelos capazes de compreender as características individuais de cada pessoa, em vez de se basearem apenas em padrões médios da população. Outra prioridade será garantir a explicabilidade das decisões da IA, permitindo que o sistema apresente os motivos que o levaram a indicar determinado risco.

“Isso é fundamental para que o médico confie na sugestão da IA e tome decisões clínicas seguras”, avaliou Rocha.

O objetivo também é criar algoritmos que funcionem diretamente nos próprios relógios e anéis inteligentes, possibilitando o processamento dos dados em tempo real. Segundo o pesquisador, esses sistemas deverão aprender continuamente a partir dos sinais captados pelos sensores, reduzindo a dependência de classificações manuais.

Uma das vantagens do uso desses dispositivos é a possibilidade de acompanhar o usuário durante o dia a dia. Em vez de depender de exames realizados em consultas ocasionais, os pesquisadores poderão observar padrões que surgem ao longo do tempo.

“Diferentemente da medicina tradicional, que muitas vezes é baseada em dados episódicos [obtidos durante um check-up anual, por exemplo], a IA permite o monitoramento 24 horas por dia, sete dias por semana”, comparou Rocha.

Como o projeto envolve informações consideradas altamente sensíveis, a coleta de dados dependerá da aprovação de comitês de ética e da participação voluntária dos usuários, que deverão autorizar o uso das informações após receberem orientações detalhadas sobre a pesquisa.

galaxy watch
Iniciativa funciona em parceria com a Samsung – Imagem: Framesira / Shutterstock.com

Parceria com a Samsung

O desenvolvimento dos algoritmos contará com especialistas da Unicamp e da Samsung. A empresa ficará responsável pela integração dos dados obtidos por sensores presentes em dispositivos como o Galaxy Watch e o Galaxy Ring à plataforma utilizada nas pesquisas do centro.

Segundo o coordenador do Viva Bem, uma das preocupações do projeto é evitar o vazamento dessas informações, reduzindo riscos como discriminação em processos seletivos ou prejuízos profissionais decorrentes da exposição de dados médicos.

O Centro de Pesquisa Aplicada nasceu com investimento inicial de R$ 20 milhões e representa um novo estágio da colaboração entre Unicamp e Samsung, iniciada há cerca de 15 anos.

De acordo com Otávio Penatti, diretor de pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial da Samsung no Brasil, este é o primeiro Centro de Pesquisa Aplicada da empresa no país estruturado nesse modelo de parceria entre universidade, empresa e fundação de apoio à pesquisa.

O modelo de financiamento também foi destacado pela FAPESP. Segundo Rodolfo Jardim de Azevedo, coordenador-geral de Tecnologias e Parcerias em Inovação da fundação, o formato permite pesquisas de longo prazo, com contratos de cinco anos renováveis por mais cinco.

Além do aporte financeiro da Samsung e do apoio da FAPESP, o centro contará com a participação de mais de 70 pesquisadores da Unicamp, reunindo especialistas de áreas como computação, física, engenharia, educação física, medicina e do Hospital de Clínicas da universidade.

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Por que nunca encontramos alienígenas? A IA pode ser a culpada

Uma nova pesquisa conduzida pelo pesquisador austríaco Sergey Ivliev propõe uma explicação para um dos maiores enigmas da astronomia: por que a humanidade nunca encontrou evidências de civilizações extraterrestres avançadas? O trabalho foi disponibilizado em formato de pré-publicação na plataforma arXiv.

A hipótese parte da ideia de que sociedades tecnologicamente desenvolvidas deixariam de realizar grandes empreendimentos espaciais visíveis ao alcançar um elevado grau de automação baseada em inteligência artificial. Em vez disso, passariam a adotar estratégias discretas de expansão pelo universo.

A proposta busca oferecer uma nova interpretação para o chamado Paradoxo de Fermi, questão formulada na década de 1950 que confronta a alta probabilidade de existência de vida inteligente na galáxia com a ausência de sinais concretos de sua presença.

Estudo sugere que expansão silenciosa seria mais eficiente para civilizações avançadas

sistema solar
(Imagem: Erivaldo H. Silva / Shutterstock.com)

O artigo apresenta o conceito denominado “Filtro da Expansão Silenciosa”. Segundo essa hipótese, uma civilização que desenvolva um sistema industrial e computacional autônomo fora de seu planeta deixaria de investir em projetos grandiosos motivados por prestígio, conquista ou demonstração de poder.

Em seu lugar, priorizaria objetivos considerados mais racionais, como preservar conhecimento, ampliar as chances de sobrevivência da espécie e garantir redundância diante de possíveis catástrofes.

Esse estágio tecnológico recebe o nome de Autonomous AI-Cosmoindustry (AICI). Conforme descreve o estudo, ele seria alcançado quando uma sociedade dispusesse de infraestrutura espacial capaz de projetar, fabricar, reparar e lançar equipamentos de forma autônoma, sem depender continuamente da intervenção biológica. O texto observa que iniciativas atuais, como centros de dados no espaço, representam apenas passos iniciais nessa direção.

A argumentação também se apoia em reflexões do astrofísico Sergey Popov. Conforme o artigo relata, o pesquisador defende que uma inteligência artificial verdadeiramente racional não compartilharia motivações humanas, como desejo de conquista, reconhecimento ou romantização da exploração espacial. Nesse cenário, espalhar infraestrutura pelo universo seria apenas uma forma de reduzir riscos.

sistema solar nasa
Sistema Solar – Crédito: NASA

Em vez de transportar grandes populações por meio de enormes naves interestelares, a proposta prevê o envio de pequenas sondas interestelares. O estudo calcula que uma cápsula de aproximadamente 10 quilos viajando a cerca de 1% da velocidade da luz exigiria uma parcela muito pequena da energia disponível para uma civilização desse nível tecnológico.

Essas sondas funcionariam como sistemas de contingência. Carregariam registros do conhecimento acumulado pela civilização e, possivelmente, material biológico suficiente para que uma inteligência artificial reconstruísse a sociedade caso um desastre destruísse seu sistema de origem. Por serem compactas e discretas, essas estruturas seriam muito mais difíceis de detectar do que megaconstruções ou grandes frotas espaciais.

O pesquisador ainda afirma que esse modelo exigiria limitações na capacidade de autorreplicação das sondas. A intenção seria evitar um cenário conhecido como “grey goo”, no qual máquinas capazes de se reproduzir consumiriam recursos de maneira descontrolada.

A hipótese também oferece uma interpretação para a ausência de tecnossinais associados a civilizações extremamente avançadas. Sob essa perspectiva, o fato de telescópios não identificarem assinaturas térmicas compatíveis com sociedades classificadas como Kardashev Tipo III não significaria que a galáxia esteja vazia. A explicação seria que civilizações bem-sucedidas permaneceriam deliberadamente discretas.

Por outro lado, o estudo aponta uma consequência menos otimista. Caso o envio dessas sondas seja realmente simples para sociedades suficientemente desenvolvidas, a ausência de evidências desse tipo nas proximidades do Sistema Solar pode indicar duas possibilidades: a humanidade está entre as primeiras civilizações a atingir esse estágio tecnológico ou existe uma etapa extremamente difícil entre o desenvolvimento industrial planetário e a consolidação de uma infraestrutura espacial autônoma.

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ChatGPT mais poderoso chega hoje; saiba o que esperar

A OpenAI vai lançar publicamente a mais recente versão do ChatGPT nesta quinta-feira (9).

O anúncio foi feito pela própria startup no X:

Estamos falando do modelo GPT 5.6, o mais poderoso da desenvolvedora. No mês passado, a apresentação da tecnologia foi adiada a pedido do governo dos Estados Unidos.

A preocupação da Casa Branca com segurança nacional e com o uso indevido de sistemas de IA avançados é algo crescente.

Agora, segundo a Axios, o governo Trump deu sinal verde para o lançamento em larga escala.

A OpenAI havia limitado o acesso a um pequeno grupo de parceiros e os dados foram compartilhados com autoridades. Três modelos serão apresentados:

  • Sol: o mais potente
  • Terra e Luna: de custo mais acessível.

Em uma prévia publicada no blog da OpenAI, a startup antecipou o seguinte:

Estamos iniciando uma prévia limitada da série GPT‑5.6: Sol, nosso modelo principal; Terra, um modelo equilibrado para o trabalho cotidiano; e Luna, um modelo rápido e acessível. O Terra tem desempenho competitivo em relação ao GPT‑5.5, sendo 2 vezes mais barato, e o Luna oferece forte capacidade pelo nosso menor custo.

O GPT‑5.6 Sol chega com nosso stack de segurança mais robusto até hoje. Reforçamos as proteções para atividades de maior risco, solicitações cibernéticas sensíveis e uso indevido repetido, e passamos várias semanas encontrando fraquezas, submetendo nosso sistema a testes de pressão e fortalecendo-o contra ataques do mundo real.

OpenAI, em post no blog da startup

A empresa ainda descreveu o GPT‑5.6 Sol como seu “modelo mais forte até agora” e destacou suas “capacidades agênticas aprimoradas em programação, biologia e cibersegurança”.

Ontem, já tivemos novidades

O ChatGPT ganhou uma nova geração de voz. A OpenAI lançou o GPT-Live, modelo que permite ao sistema ouvir e responder ao mesmo tempo, tornando os diálogos com inteligência artificial mais rápidos e naturais.

A novidade chega ao ChatGPT Voice com melhorias na compreensão de pausas, interrupções e tarefas complexas, sem quebrar o ritmo da conversa.

Saiba mais aqui.

A geopolítica das IAs

Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.

Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.

A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.

Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.

Vale lembrar

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Na semana passada, os modelos Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorre menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
  • Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.

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França x Marrocos: onde assistir, horário e escalação da Copa do Mundo

Nesta quinta-feira (09), França e Marrocos se enfrentam nas quartas de final da Copa do Mundo 2026. A bola rola às 17h (horário de Brasília) no Gillette Stadium, em Foxborough, nos Estados Unidos.

França e Marrocos:

  • Competição: Copa do Mundo 2026
  • Rodada: Quartas de final
  • Data: 09/07 (quinta-feira)
  • Horário: 17h (horário de Brasília)
  • Local: Gillette Stadium, em Foxborough, nos Estados Unidos.

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir à França e Marrocos?

O duelo entre França e Marrocos será transmitido pela CazéTV (YouTube), GeTV (YouTube), TV Globo e SporTV.

Prováveis escalações:

  • França: Maignan, Jules Koundé, Upamecano, Saliba, Lucas Digne; Manu Koné, Rabiot, Ousmane Dembélé, Olise, Barcola e Kylian Mbappé.
    • Técnico: Didier Deschamps.
  • Marrocos: Yassine Bounou, Hakimi, Issa Diop, Halhal, Mazraoui, Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui, Brahim Díaz, Ounahi, Bilal El Khannouss e Rahimi.
    • Técnico: Mohamed Ouahbi.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Facundo Tello (ARG).
    • Auxiliares: não divulgados.
    • VAR: não divulgado.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

França e Marrocos na Copa do Mundo 2026

A França, sensação da Copa do Mundo, chega à partida como uma das favoritas ao título. Com a liderança do Grupo I, a equipe avançou pela competição, eliminando Suécia e Paraguai. O destaque da seleção, Kylian Mbappé segue o artilheiro do Mundial, Lionel Messi, não apenas nesta edição. O camisa 10 francês tem 19 gols em Copas do Mundo, enquanto o argentino acumula 21 gols. Na Copa do Mundo 2026, Mbappé possui 7 gols, enquanto Messi tem 8.

O Marrocos se classificou em segundo no Grupo C, atrás da Seleção Brasileira. O time de Mohamed Ouahbi eliminou a Holanda nos pênaltis e o Canadá no tempo regulamentar. A seleção marroquina pode igualar sua melhor campanha, conquistada na Copa passada, em 2022. Na edição, a equipe chegou à semifinal e foi eliminada pela rival atual, a França.

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Flamengo x Lausanne: onde assistir, horário e escalações do amistoso

Nesta quarta-feira (08), Flamengo e Lausanne se enfrentam em amistoso de intertemporada em meio à pausa para a Copa do Mundo. A bola rola às 16h30 (horário de Brasília) no Estádio do Algarve, em Portugal.

  • Flamengo x Lausanne:
    • Competição: Amistoso internacional
    • Data: 08/07 (quarta-feira)
    • Horário: 16h30 (horário de Brasília)
    • Local: Estádio do Algarve, em Portugal

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir ao amistoso de Flamengo x Lausanne?

O duelo entre Flamengo e Lausanne terá transmissão ao vivo na TV aberta pela Band, SporTV (TV fechada) e Premiere (pay-per-view).

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Flamengo: Agustín Rossi; Emerson Royal, Vitão, João Victor e Ayrton Lucas; Erick Pulgar, Jorginho e Luiz Araújo; Everton Cebolinha, Pedro e Samuel Lino.
    • Técnico: Leonardo Jardim.
  • Lausanne: Karlo Letica; Brandon Soppy, Kevin Mouanga, Karim Sow e Morgan Poaty; Olivier Custodio, Jamie Roche e Florent Mollet; Nathan Butler-Oyedeji; Omar Janneh e Beyatt Lekweiry.
    • Técnico: Luka Elsner.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Flamengo e Lausanne no Brasileirão

O Flamengo tenta evoluir após o empate por 2 a 2 com o River Plate no primeiro amistoso disputado em Portugal. Durante a pausa para a Copa do Mundo, o técnico Leonardo Jardim aproveita o período para testar novas formações, dar oportunidades aos jovens da base e ajustar a equipe visando à sequência do Brasileirão e da Libertadores.

O Lausanne inicia a pré-temporada após uma campanha de altos e baixos na Super League da Suíça. Sob o comando interino de Markus Neumayr e Migjen Basha, a equipe aproveita os amistosos para avaliar o elenco, testar opções táticas e ganhar ritmo de jogo antes do início da temporada 2026/27.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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Anthropic vai expandir sua equipe nos EUA

A Anthropic, empresa de inteligência artificial (IA) responsável pelo chatbot Claude, anunciou que irá alugar um edifício comercial de 16 andares em Lower Manhattan, Nova York (EUA), como parte de um plano para ampliar significativamente suas operações na cidade. A companhia pretende dobrar sua força de trabalho na cidade, alcançando mil funcionários ainda este ano.

A nova sede ficará no edifício localizado na 330 Hudson Street, no bairro de Hudson Square, e a mudança deve começar durante o verão no hemisfério norte. Segundo a Anthropic, o escritório de Nova York já é o maior da empresa fora de sua sede em San Francisco (EUA). O novo espaço contará com capacidade para mais de 1,7 mil estações de trabalho.

Expansão da Anthropic acompanha crescimento da IA em Nova York

  • A decisão da Anthropic faz parte de um movimento mais amplo de expansão das empresas de IA em Nova York;
  • A administração do prefeito Zohran Mamdani elogiou o investimento, assim como a governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul;
  • Em comunicado, ela afirmou que a iniciativa ajudará a “consolidar a cidade de Nova York como um polo tecnológico de classe mundial”;
  • Nos últimos anos, empresas do setor vêm ampliando seus escritórios e intensificando contratações na cidade, mesmo diante de preocupações manifestadas por autoridades públicas sobre o impacto que a IA poderá causar no mercado de trabalho, especialmente entre profissionais de escritório.

Recentemente, o controlador das contas públicas do estado de Nova York, Thomas P. DiNapoli, afirmou estar preocupado com as mudanças provocadas pela tecnologia. Segundo ele, a IA pode “prejudicar a qualidade e a produtividade da força de trabalho de uma empresa e, de forma mais ampla, aumentar a instabilidade da economia”.

OpenAI e outras empresas também ampliaram presença

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT e apontada como uma das responsáveis pelo atual boom da IA iniciado em 2022, anunciou em 2024 sua mudança para o Puck Building, localizado a menos de dois quilômetros do novo escritório da Anthropic.

Outra empresa do setor, a Harvey, startup especializada em IA para o setor jurídico, ampliou seu escritório no edifício One Madison Avenue, em Midtown Manhattan, no início deste ano.

Segundo a reportagem, a expansão da Anthropic representa mais um sinal de que a IA está entrando em uma fase de maior maturidade, deixando de focar apenas no desenvolvimento de modelos e passando a incentivar sua adoção em diferentes setores da economia.

Nova York concentra alguns dos maiores clientes de tecnologia dos Estados Unidos, incluindo empresas dos setores financeiro, de saúde, consultoria, advocacia, mídia e cultura.

Cidade é vista como centro para aplicação da IA

Para Mark Muro, pesquisador sênior do Brookings Metro, divisão da Brookings Institution, Nova York oferece um ambiente favorável para empresas de IA. “Nova York é um ótimo lugar para uma empresa de IA trabalhar e fazer negócios”, afirmou ao The New York Times.

Muro também foi coautor de um relatório publicado pela instituição no ano passado, que apontou Nova York como uma das regiões metropolitanas líderes dos Estados Unidos em “prontidão para IA”, indicador que mede tanto a capacidade de desenvolver quanto de adotar a tecnologia.

Chris Lehane, diretor global de assuntos públicos da OpenAI, afirmou em comunicado que a empresa ocupa atualmente cerca de 8.360 m² de escritórios em Nova York e continuará expandindo suas operações.

Segundo ele, a cidade é um “centro global para IA” devido à sua “densidade de talentos em IA, espírito empreendedor inerente e liderança política de seus representantes eleitos”.

Expansão ocorre em meio a desafios políticos

A expansão acontece em momento em que o prefeito Zohran Mamdani tenta melhorar sua relação com o setor empresarial.

O político, identificado como socialista democrático, enfrentou resistência de empresários por defender aumento de impostos sobre os mais ricos e também vem sendo criticado por ainda não apresentar um plano detalhado para enfrentar o ritmo mais lento de crescimento do emprego na cidade.

Jeanny Pak, presidente interina da Economic Development Corporation de Nova York durante a administração Mamdani, afirmou que a chegada da Anthropic “criará centenas de empregos para os nova-iorquinos, fortalecendo caminhos equitativos para oportunidades econômicas e reforçando que as empresas continuam escolhendo a cidade de Nova York”.

Mão segurando smartphone com o logo do Claude exibido na tela, sobre fundo com números digitais em azul.
Claude é o modelo de IA da Anthropic – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Empresas ampliam contratações

Segundo a reportagem, Nova York conta atualmente com um número muito maior de profissionais de tecnologia do que há duas décadas.

Há cerca de 20 anos, quando um cientista da computação do Google propôs formar uma equipe de engenharia na cidade, executivos da empresa demonstraram ceticismo e autorizaram a iniciativa apenas caso fossem encontrados 15 desenvolvedores considerados aptos aos padrões da companhia. Hoje, o Google emprega milhares de engenheiros em Nova York.

Enquanto muitos jovens enfrentam dificuldades para conseguir emprego, empresas de IA seguem contratando. O site da Anthropic lista dezenas de vagas abertas na cidade, principalmente nas áreas de engenharia, vendas, marketing e jurídico.

Julie Samuels, presidente da organização Tech:NYC, reconheceu que os modelos mais avançados de IA continuam sendo desenvolvidos principalmente na região da Baía de San Francisco. “Mas quando se trata de como usar a tecnologia na prática, o que funciona e o que não funciona nos negócios, eles vêm para cá”, afirmou. “É onde estamos agora.”

Crescimento da IA também desperta preocupações

Apesar da expansão do setor, parte da população de Nova York demonstra preocupação com o avanço da IA. Alguns pais contestam o uso da tecnologia nas escolas públicas da cidade.

O tema também influenciou uma recente disputa nas eleições primárias para o Congresso em Manhattan. Além disso, parlamentares estaduais aprovaram recentemente uma moratória de um ano para novos grandes centros de dados destinados à IA, citando preocupações com consumo de energia e impactos ambientais. A governadora Kathy Hochul, no entanto, sinalizou que poderá vetar a proposta.

Anthropic prepara novos investimentos

A Anthropic, que no mês passado protocolou documentos para realizar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), também pretende construir um centro de dados no norte do estado de Nova York em parceria com a empresa Fluidstack.

O projeto faz parte de um investimento de US$ 50 bilhões (R$ 258,6 bilhões) destinado à construção de centros de dados nos Estados Unidos. Empresas de IA também vêm contratando ex-integrantes da administração pública de Nova York para atuar nas relações com o governo.

Maxwell Young, ex-assessor do prefeito Eric Adams, passou a integrar a Anthropic em novembro como chefe de comunicação de políticas públicas. Já Peter Ragone, ex-assessor do ex-prefeito Bill de Blasio e do governador da Califórnia, Gavin Newsom, trabalha atualmente para a OpenAI.

Relatório pede estratégia para a cidade

Em maio, o controlador das contas da cidade de Nova York, Mark Levine, publicou um relatório alertando para os impactos que a IA poderá causar sobre o mercado de trabalho local.

Segundo ele, o prefeito Zohran Mamdani deveria apresentar uma estratégia clara para garantir que a cidade aproveite o crescimento do setor.

“Devemos ser a capital da IA aplicada, e uma estratégia mais coordenada para que isso aconteça é absolutamente necessária”, afirmou Levine em entrevista ao Times.

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Samsung: lucro aumenta quase 20 vezes, mas…

A Samsung anunciou nesta segunda-feira (06) os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026.

Aqui está o que você precisa saber:

  • O lucro operacional aumentou 19 vezes: a estimativa está na casa dos 89,4 trilhões de won – ou US$ 58,44 bilhões, cerca de R$ 300 bilhões – superando estimativas do mercado.
  • No mesmo período do ano anterior, a empresa havia registrado um lucro de 4,7 trilhões de won (R$ 15,7 bilhões).
  • A receita deverá aumentar 129% em comparação com o mesmo período do ano passado, para 171 trilhões de won (R$ 574 bilhões).
  • A Samsung planeja anunciar resultados mais detalhados no dia 30 de julho, incluindo uma análise dos lucros de cada uma de suas divisões de negócios.

Mas as ações estão caindo…

As ações da Samsung chegaram a cair 10,1%. Os papéis da rival SK Hynix despencaram 10,6%.

Analistas ouvidos pela Reuters atribuem o movimento do mercado financeiro a expectativas elevadas e preocupações de que a expansão dos data centers de IA possa estagnar.

“Os fortes resultados da Samsung eram amplamente esperados e já estavam em grande parte precificados após a valorização das ações antes da divulgação dos resultados”, explica Albert Yong, sócio-gerente da Petra Capital Management.

“Os investidores continuam preocupados com a sustentabilidade do crescimento da IA ​​e com o risco de uma desaceleração nos gastos com infraestrutura de IA por parte das principais empresas de tecnologia dos EUA” – completou em entrevista à Reuters.

Segundo Jing Jie Yu, analista da Morningstar, a estimativa de receita da Samsung não foi tão expressiva quanto o mercado esperava:

“Acreditamos que a ligeira queda foi impulsionada principalmente por aumentos de preços de (memória) DRAM mais moderados do que o esperado, o que provavelmente assustou os investidores que estão cada vez mais considerando a força estrutural dos preços da memória”.

Samsung é líder global em chips de memória

  • Você conhece a Samsung por smartphones, mas a atuação da empresa vai muito além.
  • A Coreia do Sul domina a fabricação global de chips de memória DRAM, que alimentam diversos eletrônicos – como notebooks e smartphones.
  • A Samsung é líder mundial de memória DRAM em receita, estando à frente da concorrente sul-coreana SK Hynix e da americana Micron.
  • O valor de suas ações na bolsa de valores mais que dobrou desde o início deste ano, enquanto sua rival SK Hynix teve um aumento de mais de 200%.

Contexto: crise da memória

A corrida global pelo desenvolvimento da inteligência artificial começou a impactar diretamente o bolso do consumidor final. O avanço acelerado dessa tecnologia gerou uma alta na procura por memória RAM, um componente essencial para o funcionamento de qualquer dispositivo eletrônico, desde servidores até smartphones, tablets e notebooks. Como a produção atual não dá conta de atender todo mundo, o custo desses chips disparou.

Essa escassez ocorre porque gigantes da tecnologia, como Nvidia, AMD e Google, estão comprando grandes volumes de memória para equipar seus centros de dados focados em IA. A falta de estoque tem provocado um efeito cascata que já chega ao comércio varejista e altera as previsões do setor para os próximos anos.

O repasse de custos para o consumidor já começou a se materializar. A Apple, por exemplo, anunciou um aumento nos preços de MacBooks e iPads, classificando a crise de abastecimento como um desafio sem precedentes. De acordo com dados da consultoria Gartner, a expectativa é que os preços dos computadores pessoais subam 17% e os dos smartphones fiquem 13% mais caros em relação aos patamares de 2025.

Do lado de quem fabrica memória, há algumas incertezas

Analistas entendem que o maior risco para o crescimento do consumo de memória seria uma queda nos investimentos em infraestrutura de IA. Gigantes da tecnologia precisam contrair empréstimos altíssimos para financiar os projetos – que têm retorno incerto. O cenário pode afetar a procura por chips.

Historicamente, há ciclos de expansão e retração no mercado de memória. Mas, agora, a demanda por IA supera a capacidade da indústria. A construção de fábricas leva anos e limita a oferta. Há quem entenda que o cenário amplie a estrutura e permita um crescimento sustentado. Há quem se preocupe com uma eventual ociosidade futura.

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Confira o Olhar Digital News na íntegra (06/07/2026)

Veja os destaques do Olhar Digital News desta segunda-feira:

Cientistas testam técnica que pode ‘devolver’ o gelo do Ártico

O derretimento de gelo no Ártico é um dos principais reflexos das mudanças climáticas. As temperaturas no extremo norte sobem até quatro vezes mais rápido que no resto do planeta. Esse recuo constante da cobertura de gelo afeta a vida selvagem local e altera os padrões de chuva e seca em todo o globo… mas uma técnica simples pode ajudar a reforçar a camada de gelo nessa região da Terra.

ONU faz alerta sobre IA e pede regras globais para proteger crianças

A proteção de menores de idade no ambiente virtual foi um dos principais temas discutidos no primeiro Diálogo Global da ONU sobre Governança de IA, realizado em Genebra. O encontro, que teve início nesta segunda-feira, reúne governos e especialistas para discutir como acompanhar o avanço acelerado da inteligência artificial.

Nova geração da IA pode acabar com a energia do planeta

Os agentes de IA estão entre as apostas mais promissoras do setor. Mas, à medida que assumem tarefas mais complexas, um problema começa a chamar a atenção: o consumo de energia. 

Samsung terá lucro recorde – e não é por conta dos smartphones

O aumento da demanda por chips provocado pela expansão da IA está pressionando o mercado da tecnologia, elevando os preços de vários produtos. Mas uma grande empresa do setor pode se beneficiar bastante desse cenários.

Sonda japonesa faz voo rasante por asteroide em teste de defesa planetária

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão realizou neste domingo um teste histórico envolvendo a sonda Hayabusa2. O equipamento passou próximo ao asteroide Torifune em uma demonstração de tecnologias voltadas à defesa planetária.

O Olhar Digital News vai ao ar de segunda a sexta-feira nas nossas redes sociais!

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Disney+: lançamentos da semana (6 a 12 de julho)

Toda semana, o Olhar Digital destaca as novidades do Disney+ no Brasil. Entre os dias 6 e 12 de julho de 2026, o streaming recebe novas temporadas, coletâneas infantis e episódios inéditos de séries em andamento.

Nesta atualização, o Disney+ recebe a 24ª temporada de Family Guy e a série Bluey: Compilações. O catálogo também ganha o episódio final de Doutor à Beira do Amor, além de novos episódios de X-Men ’97 e O Marido.

Lançamentos do Disney+ de 6 a 12 de julho de 2026

Confira abaixo mais detalhes sobre os lançamentos da semana no Disney+ entre 6 e 12 de julho de 2026:

Segunda-feira – 06/07

  • Doutor à Beira do Amor — Temporada 1, episódio 11
    • Série | Original Hulu | Comédia | Romance | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • Do Jiui é um renomado cirurgião plástico que vê sua vida mudar completamente após ser enviado para a remota ilha de Pyeondongdo como médico de saúde pública. Enquanto tenta lidar com seus traumas e se adaptar ao novo ambiente, ele desenvolve uma relação cada vez mais próxima da misteriosa enfermeira Yuk Hari.

Terça-feira – 07/07

  • Doutor à Beira do Amor — Temporada 1, episódio 12 (final da temporada)
    • Série | Original Hulu | Comédia | Romance | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • Do Jiui é um renomado cirurgião plástico que vê sua vida mudar completamente após ser enviado para a remota ilha de Pyeondongdo como médico de saúde pública. Enquanto tenta lidar com seus traumas e se adaptar ao novo ambiente, ele desenvolve uma relação cada vez mais próxima da misteriosa enfermeira Yuk Hari.

Quarta-feira – 08/07

  • X-Men ’97 — Temporada 2, episódio 4
    • Série | Original Marvel Animation | Animação | Ação | Aventura | Drama | Ficção científica | Ano de Produção: 2026 (EUA e Coreia do Sul)
    • Na segunda temporada de X-Men ’97, a equipe de mutantes está dividida e espalhada por diferentes épocas enquanto tenta encontrar o caminho de volta para casa. Ao mesmo tempo, uma nova onda de intolerância contra os mutantes surge nos anos 1990, obrigando os X-Men a enfrentar novos inimigos e desafios.
  • Family Guy — Temporada 24
    • Série | Hulu | Animação | Comédia | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Family Guy acompanha as aventuras da família Griffin. O atrapalhado Peter e sua esposa, Lois, vivem em Quahog, Rhode Island, ao lado dos filhos Meg, Chris e Stewie, um bebê gênio com planos mirabolantes, além do cachorro falante Brian.
  • Bluey: Compilações — Temporada 1
    • Série | Animação | Curta-metragem | Comédia | Família | Ano de Produção: 2026 (Austrália)
    • Bluey: Compilações reúne seleções de histórias da pequena Bluey ao lado de sua família e amigos, com aventuras cheias de imaginação, brincadeiras e lições para todas as idades.

Sábado – 11/07

  • O Marido — Temporada 1, episódio 3
    • Série | Original Hulu | Romance | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • À beira do divórcio, Kang Tae Ju vê sua vida virar de cabeça para baixo quando sua esposa é sequestrada por criminosos impiedosos. Tornado o principal suspeito do crime, ele precisa fugir da polícia e dos sequestradores para tentar salvá-la antes que seja tarde demais.

Domingo – 12/07

  • O Marido — Temporada 1, episódio 4
    • Série | Original Hulu | Romance | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Coreia do Sul)
    • À beira do divórcio, Kang Tae Ju vê sua vida virar de cabeça para baixo quando sua esposa é sequestrada por criminosos impiedosos. Tornado o principal suspeito do crime, ele precisa fugir da polícia e dos sequestradores para tentar salvá-la antes que seja tarde demais.

Esportes da ESPN no Disney+

  • Copa do Mundo da FIFA 2026: a ESPN segue com a cobertura da competição, enquanto a CazéTV transmite todos os jogos pelo Disney+;
  • Campeonato Brasileiro Série B: durante o mês de julho serão disputadas as rodadas 16 a 20 da competição;
  • Copa Sul-Americana: a competição retorna em 21 de julho com a fase de playoffs antes das oitavas de final;
  • Tênis: o ATP e o WTA 500 de Washington acontecem entre 27 de julho e 2 de agosto;
  • IndyCar: o GP de Mid-Ohio acontece em 5 de julho e o GP de Nashville está marcado para 19 de julho;
  • NASCAR: o calendário inclui os GPs de Chicagoland, EchoPark (Atlanta), North Wilkesboro e Sonoma, além das etapas em Indianápolis no fim do mês;
  • MotoGP: o GP da Alemanha será disputado entre os dias 10 e 12 de julho.

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