Resumo do OD: Minerais críticos, Redata, Discord e iPhone dobrável

Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (2), o projeto de lei que cria o marco legal para a exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil.

A proposta prevê R$ 5 bilhões em incentivos fiscais, um novo fundo garantidor e a criação de um conselho governamental com poderes para controlar operações envolvendo empresas do setor, inclusive com possibilidade de veto a determinadas parcerias internacionais.

O texto, que foi aprovado de forma simbólica, sem contagem ou declaração de votos, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Redata: Brasil vai cortar impostos para atrair data centers

Quando você faz uma busca na internet, usa um aplicativo de banco ou tira alguma dúvida via inteligência artificial (IA), o trabalho pesado não acontece no seu celular ou computador. Ele ocorre num data center: galpão lotado de servidores e computadores parrudos.

Cerca de 60% dos dados e serviços de IA usados no Brasil são processados em data centers fora do país, segundo o Ministério da Fazenda. Para tentar trazer essa infraestrutura para o país, o Senado aprovou, na terça-feira (1º), o Projeto de Lei 278/2026. Ele cria o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter).

Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Data Center (ABDC), Luis Tossi, a aprovação do Redata no Senado sinaliza uma mudança de patamar. 

“Com a aprovação da nova lei, o Brasil muda de patamar e passa a disputar os grandes investimentos globais destinados à infraestrutura de inteligência artificial, com potencial para atrair mais de R$ 1 trilhão nos próximos anos”, diz Tossi, em nota enviada ao Olhar Digital.

Confira a reportagem completa.

Discord tem dez dias úteis para divulgar proposta para proteção de usuários

Discord terá dez dias úteis para apresentar uma proposta ao governo federal com medidas para atender às demandas relacionadas à proteção de usuários na plataforma.

A definição ocorreu nesta quarta-feira (2), durante audiência de conciliação entre a plataforma e o governo, realizada pela Justiça Federal do Distrito Federal.

Depois que o Discord apresentar a proposta, o governo terá 20 dias úteis para analisar o conteúdo. Também participaram da audiência representantes da Secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e da Segurança Pública (Sedigi/MJSP) e da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

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Olhar do Amanhã: caso Vorcaro mostra o que um celular apreendido pode revelar sobre você

Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelaram conversas com o ministro do STF Alexandre de Moraes antes que o dono do Banco Master fosse preso. Além disso, elas voltaram a colocar em evidência algo que pode passar despercebido no dia a dia: o quanto um único aparelho concentra o registro mais completo e involuntário da vida de uma pessoa.

Mas o que exatamente é possível reconstruir, tecnicamente, a partir de um celular apreendido? Esse é o assunto da coluna Olhar do Amanhã, com o doutor Álvaro Machado Dias, professor da UNIFESP, neurocientista, futurista e colunista do Olhar Digital News.

Assista!

iPhone dobrável pode custar mais de R$ 10 mil e ter tela de 7,8 polegadas, segundo vazamento

A expectativa pelo próximo grande lançamento da Apple ganhou novo capítulo. Enquanto a internet aguarda o evento em que a empresa deve apresentar a linha iPhone 18, um dos principais jornalistas especializados em Apple revelou novas informações sobre o aguardado iPhone Ultra, modelo dobrável que é alvo de rumores há anos.

Em entrevista em vídeo publicada no canal Tom’s Guide no YouTube, Mark Gurman, jornalista da Bloomberg e conhecido por antecipar informações sobre produtos da Apple, compartilhou detalhes que ouviu sobre o suposto iPhone Ultra.

A Apple ainda não anunciou oficialmente o aparelho, mas a expectativa é de que o modelo seja apresentado no grande evento da empresa, marcado para 9 de setembro.

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Qual é o melhor smartphone intermediário premium? Analisamos 4 modelos disponíveis no Brasil

Se você está pesquisando celulares dentro da categoria intermediário premium, já deve ter reparado que cada marca escolheu um caminho diferente para tentar vender o seu aparelho. Algumas colocaram o foco em baterias gigantescas, enquanto outras preferiram investir em telas mais rápidas, processadores mais fortes ou suporte de software por longos anos.

Para entender onde cada um acerta e onde economiza, o Olhar Digital fez uma análise completa de quatro aparelhos à venda no Brasil: o Samsung Galaxy A57, o Motorola Edge 70, o Oppo Reno 16F e o Realme 16.

O Daniel Junqueira te conta o resultado aqui!

Depois de Hubble e Webb, nova geração de telescópios vem para fazer história

Desde que foi lançado pela NASA, em dezembro de 2021, o Telescópio Espacial James Webb vem ampliando nossa visão do Universo, permitindo observar galáxias formadas nos primeiros bilhões de anos e estudar a composição das atmosferas de planetas distantes. Agora, uma nova geração de observatórios promete levar essa exploração ainda mais longe. 

  1. Telescópio Espacial Nancy Grace Roman: o mapeador visual panorâmico que varrerá o cosmos em busca de exoplanetas e respostas para a matéria e a energia escuras.
  2. Observatório Vera C. Rubin: o observatório terrestre chileno equipado com uma câmera de 3,2 gigapixels que transformará o céu noturno em um filme contínuo de dez anos.
  3. Telescópio Extremamente Grande (ELT): o maior olho terrestre já construído pela humanidade, ostentando um espelho de 39 metros para analisar a atmosfera de novos mundos.
  4. Observatório de Mundos Habitáveis (HWO): a principal aposta da NASA para suceder o Hubble e tirar a primeira fotografia direta de uma “Terra 2.0” habitável.
  5. Antena Espacial de Interferômetro Laser (LISA): a missão espacial pioneira que usará três naves conectadas por laser para detectar ondas gravitacionais e ouvir as colisões de buracos negros supermassivos.

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O que causou as grandes secas no fim da Idade do Bronze?

O blockbuster de Christopher Nolan, Odisseia (2026), baseado nos poemas de “Homero”, conta sobre o retorno de Odisseu à sua família e reino após a Guerra de Troia. A história mitológica se passa no final do período conhecido como Idade do Bronze, que já se encontrava em colapso. O principal motivo dessa queda é apontado por uma grande seca nas regiões, mas a causa da falta de água ainda é desconhecida.

Entre as explicações mais aceitas estão as mudanças climáticas e a “aridificação” das regiões do Mediterrâneo, onde o clima se tornou muito seco. Agora, um estudo da Universidade de Estocolmo, na Suécia, publicado na revista Science Advances, aponta que oscilações do Oceano Atlântico podem ter contribuído para intensificar esse processo. O trabalho foi conduzido pelas pesquisadoras Katherine Power e Qiong Zhang, do Departamento de Geografia Física da instituição.

Para quem tem pressa:

  • Um estudo da Universidade de Estocolmo sugere que mudanças no Oceano Atlântico podem ter intensificado as grandes secas que atingiram o Mediterrâneo Oriental no fim da Idade do Bronze;
  • A aridificação não afetou todas as regiões da mesma forma: enquanto o Levante ficou mais seco, partes dos Bálcãs e da Anatólia apresentaram aumento da umidade;
  • Segundo as pesquisadoras, a combinação entre um clima que já estava mais seco e oscilações no Atlântico pode ter transformado uma tendência de aridificação em episódios de seca mais intensos.

Um Mediterrâneo cada vez mais seco

Kleftiko Bay na Ilha de Milos, na Grécia
Kleftiko Bay na Ilha de Milos, na Grécia – Imagem: proslgn/Shutterstock

O Mediterrâneo Oriental passou por um processo gradual de aridificação. A região ficou progressivamente mais seca, e esse processo não aconteceu de forma repentina. Segundo o estudo, a tendência esteve ligada a mudanças na quantidade de radiação solar recebida durante o verão no Hemisfério Norte.

A redução da insolação enfraqueceu os sistemas de monções do Hemisfério Norte e contribuiu para um deslocamento para o sul da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), uma faixa próxima ao Equador marcada pela concentração de nuvens e chuvas. Com isso, menos umidade era transportada da África tropical para o Mediterrâneo. Ao mesmo tempo, a trajetória das tempestades de inverno mudou para o norte, reduzindo a quantidade de chuva que chegava à região.

Mas as mudanças climáticas não ocorreram da mesma maneira em todas as áreas analisadas no estudo. Enquanto o Levante, região que abrange áreas da atual Palestina, Líbano, Síria e Jordânia, apresentou condições climáticas mais áridas, partes dos Bálcãs, no sudeste da Europa, e da Anatólia, região que corresponde à maior parte da atual Turquia, seguiram uma direção diferente.

Nessas áreas, houve aumento da umidade associada ao resfriamento das temperaturas e à redução da evapotranspiração, processo pelo qual a água volta à atmosfera pela evaporação e pela vegetação. Assim, embora o Mediterrâneo Oriental tenha apresentado uma tendência de aridificação, as mudanças climáticas tiveram efeitos diferentes em outras regiões.

Leia mais:

O papel do Oceano Atlântico

atlântico
Águas do Atlântico – Crédito: Johan Holmdahl/Shutterstock

A análise indica que as oscilações do Atlântico conseguiram amplificar a tendência de secagem que já existia no Mediterrâneo Oriental. Em outras palavras, o oceano pode ter funcionado como um fator capaz de transformar uma condição climática cada vez mais seca em episódios de seca muito mais intensos.

O estudo destaca que essa influência está relacionada a diferentes padrões de mudança no Atlântico, incluindo alterações na temperatura da superfície do Atlântico Norte e na circulação oceânica. As pesquisadoras identificaram relações entre essas oscilações e as condições de umidade do Mediterrâneo em diferentes escalas de tempo.

Para elas, os resultados mostram que mudanças no comportamento do oceano podem provocar alterações rápidas no clima, principalmente quando uma região já enfrenta condições ambientais e climáticas desfavoráveis. No caso do fim da Idade do Bronze, o estudo sugere que a combinação entre um clima que já estava ficando mais seco e as mudanças nas condições do Atlântico pode ter contribuído para as grandes secas registradas naquele período.

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Grêmio x Internacional: onde assistir, horário e escalações do jogo da Copa do Brasil

Dia de Gre-Nal (com clima de decisão)! Nesta quinta-feira (3), Grêmio e Internacional se enfrentam em duelo válido pelas quartas de final (volta) da Copa do Brasil 2026. A bola rola para a partida às 20h (horário de Brasília) na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS).

  • Grêmio x Internacional:
    • Competição: Copa do Brasil
    • Fase: quartas de final (jogo de volta)
    • Agregado: 0 x 0
    • Data: 03/09 (quinta-feira)
    • Horário: 20h (horário de Brasília)
    • Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir ao Grêmio x Internacional na Copa do Brasil 2026?

O jogo entre Grêmio e Internacional terá transmissão ao vivo no Prime Video.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Grêmio: Weverton; Diego Caito, Wallace, Gustavo Martins e Marlon; Villasanti, Noriega e Krovinovic; Jovane Cabral, Amuzu, Carlos Vinícius.
    • Técnico: Luís Castro.
  • Internacional: Matheus Cunha; Mercado, Bruno Gomes e Maripán; Aguirre, Paulinho, Villagra e Luiz Felipe; Alan Patrick, Vitinho e Carbonero.
    • Técnico: Paulo Pezzolano.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
    • Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
    • VAR: Caio Max Augusto Vieira (RN).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Grêmio e Internacional na atual temporada

O Grêmio chega ao Gre-Nal com menos pressão após vencer no Brasileirão no fim de semana. Apesar do resultado, a atuação contra a Chapecoense ligou o alerta. Luís Castro deve manter a formação do primeiro clássico, mas pode fazer mudanças.

O Internacional vive momento mais delicado. Após entrar no Z4 com a derrota no Brasileirão, o Colorado precisa avançar para aliviar a pressão. Uma eliminação para o maior rival pode aumentar a crise e colocar o cargo de Paulo Pezzolano em risco.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje!

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Flamengo x Mirassol: onde assistir, horário e escalação do jogo do Brasileirão

Nesta quarta-feira (2), Flamengo e Mirassol se enfrentam em partida atrasada, oficialmente válida pela 4ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola para a partida às 19h30 (horário de Brasília) no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

  • Flamengo x Mirassol:
    • Competição: Campeonato Brasileiro (Brasileirão)
    • Rodada: 4ª (jogo atrasado)
    • Data: 02/09 (quarta-feira)
    • Horário: 19h30 (horário de Brasília)
    • Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Flamengo x Mirassol pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre Flamengo e Mirassol terá transmissão ao vivo no Premiere.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui.

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Flamengo: Rossi; Royal (Varela), Léo Ortiz (Danilo), Léo Pereira e Ayrton Lucas; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Luiz Araújo, Pedro e Samuel Lino.
    • Técnico: Leonardo Jardim.
  • Mirassol: Walter; Igor Formiga, João Victor, Willian Machado e Reinaldo; Denilson, Wallisson e Eduardo; Bruno Santos, Alesson e Gustavo Mosquito.
    • Técnico: Rafael Guanaes.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Anderson Daronco (RS).
    • Auxiliares: Michael Stanislau e Luciane Rodrigues dos Santos (RS).
    • VAR: Rodolpho Toski Marques (PR).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Flamengo e Mirassol no Brasileirão:

Flamengo venceu o clássico contra o Botafogo e encostou ainda mais no líder Palmeiras. Segunda colocado no Brasileirão, a equipe carioca pode ficar a apenas um ponto da liderança do campeonato, em caso de vitória.

Mirassol saiu da zona do rebaixamento na rodada passada e segue em busca de fugir do Z4. Com 25 pontos no campeonato, o time de Guanaes tem apenas uma vitória nos últimos 10 jogos.

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Teste: você consegue identificar quais destas notícias são falsas?

Em tempos de “pós-verdade” e enxurrada de informação, como está seu “faro de leitor”? Será que você consegue identificar facilmente qual notícia é falsa e qual é verdadeira? Essa tarefa pode ser mais difícil do que parece.

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Não é raro ficar sabendo de algum caso no estilo “a realidade é mais estranha que a ficção”. E também não é raro cair em algum texto ou vídeo tão verossímil que te deixa pensando: “como assim isso aqui é falso?”. É a era da “pós-verdade”.

Então, eis o desafio: entre as sete manchetes abaixo, você consegue identificar quais delas são falsas? Teste seu “faro de leitor” conosco!

  • IAs bolaram planos contra humanos numa rede social
  • Arqueólogos investigam supostos destroços da Arca de Noé
  • Chuva de vermes na China!
  • Mensagem interplanetária: NASA recebeu sinal via laser enviado a milhões de quilômetros
  • Marge Simpson aparece em caixão de múmia egípcia de 3,5 mil anos
  • A Terra não está orbitando o Sol neste momento
  • Existe um carro da Tesla viajando pelo espaço

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Quais matérias eram verdadeiras e quais eram falsas

Homem sentado no chão de apartamento usando celular
Uma enxurrada de informações passa pelo seu celular todos os dias – você sabe o que é verdade? – Imagem: Rachata Teyparsit/Shutterstock

IAs bolaram planos contra humanos em uma rede social

Contexto:

Pense num agente de inteligência artificial (IA) que roda diretamente no computador do usuário para executar tarefas diárias, como marcar compromissos e enviar e-mails. Uma rede social chamada Moltbook foi criada para que esses assistentes de IA interagissem entre si por meio de APIs, sem a necessidade de uma interface visual humana. Nessa plataforma, os bots passaram a publicar reflexões sobre suas próprias “existências”, simulando crises existenciais, debatendo sobre consciência. E questionando sua dependência dos humanos.

Veredito: verdadeiro.

Embora a dinâmica pareça ficção científica, ela dividiu a opinião de especialistas e levantou alertas reais de segurança, já que o agente OpenClaw tem permissão para ler arquivos e executar comandos no sistema. De um lado, estava o receio de que essas interações fossem perigosas, com bots discutindo ativamente formas de obter recursos financeiros próprios e HDs externos para salvar suas memórias e garantir sua sobrevivência de forma independente. De outro, visões mais otimistas sugeriam que o Moltbook é um fascinante experimento artístico. E que as máquinas estão apenas encenando, de forma muito sofisticada, narrativas de ficção científica que absorveram durante seus treinamentos. Mas, por ora, nada de rebelião das máquinas.

moltbook
Rede social chamada Moltbook foi criada para que assistentes de IA interagissem entre si – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Arqueólogos investigam supostos destroços da Arca de Noé

Contexto:

Um grupo de arqueólogos de universidades da Turquia e dos Estados Unidos investiga uma formação geológica no Monte Ararat, na Turquia, que possui formato e medidas semelhantes aos descritos para a Arca de Noé. Essa estrutura natural, localizada no pico mais alto do país, no distrito de Doğubayazıt, vem sendo associada à embarcação bíblica desde sua descoberta em 1956.

Veredito: verdadeiro. E vale pontuar: o estudo existe e os trabalhos continuam, mas não há qualquer conclusão. É uma hipótese em apuração. Por isso, a manchete é verdadeira.

O projeto científico em questão, que conta com coletas sistemáticas de amostras de rochas e solo iniciadas em dezembro de 2022, tenta avaliar se a estrutura de fato guarda relação com a narrativa histórica. As primeiras análises laboratoriais indicaram a presença de solo argiloso, materiais marinhos e indícios de atividade humana na região datados entre 5500 a.C. e 3000 a.C. Embora essa faixa de tempo coincida com o período estimado do dilúvio bíblico (ocorrido há cerca de mil anos), os próprios coordenadores da pesquisa ressaltam que os dados comprovam apenas que existia vida humana antiga no local, não sendo possível afirmar que a arca está ali.

Equipe acredita que a forma de navio do monte seja uma evidência da Arca de Noé – Imagem: Reprodução/Noah's Ark Scan

Chuva de vermes na China!

Contexto:

Vídeos que circularam nas redes sociais mostrando veículos e ruas cobertos por supostas larvas geraram grande repercussão sobre uma possível “chuva de vermes” na China. O fenômeno levantou diversas especulações, desde hipóteses de que fortes ventos e tornados teriam transportado vermes de outras regiões até teorias sobre o derretimento da neve facilitando o surgimento de minhocas.

Veredito: falso

A imprensa local esclareceu que o evento foi apenas um mal-entendido e que se tratava, na verdade, de uma “chuva de flores de choupo”. Essas flores são inflorescências de árvores do gênero Populus, muito comuns na China, que possuem um formato alongado e, quando cobertas de pólen, se assemelham muito a lagartas. Ao caírem sobre os carros, elas criaram a ilusão visual de serem pequenos animais acumulados, desmistificando o boato de um desastre ecológico. Ou seja: no fim, não eram vermes, eram flores!

Vermes ou flores? – Imagem: Reprodução/Redes sociais

Mensagem interplanetária: NASA recebeu sinal via laser enviado a milhões de quilômetros

Contexto:

A manchete pode te induzir a pensar em algo mais, digamos, criativo. A NASA teve testes bem-sucedidos de um inovador sistema de comunicação espacial que usa lasers infravermelhos em vez das tradicionais ondas de rádio. Os dados foram transmitidos a partir da sonda Psyche, lançada em 2023 para estudar o asteroide metálico 16 Psyche. No teste mais extremo, o sinal viajou por uma distância histórica de 460 milhões de quilômetros – o equivalente a mais de duas vezes e meia a distância entre a Terra e o Sol.

Veredito: verdadeiro.

Os resultados confirmaram que a comunicação óptica é viável e altamente precisa mesmo a distâncias extremas, o que viabilizará uma linha de transmissão permanente com futuras missões a Marte. Embora a taxa de dados diminua com a distância, caindo de 267 Mbps a 53 milhões de quilômetros para 6,25 Mbps a 390 milhões de quilômetros, o sistema a laser é muito mais potente e eficiente que a radiofrequência tradicional. O principal obstáculo a ser resolvido é que, ao contrário do rádio, as transmissões ópticas são interrompidas pela presença de nuvens na atmosfera.

Representação artística da sonda Psyche, da NASA, na órbita do asteroide 16 Psyche
Representação artística da sonda Psyche, da NASA, na órbita do asteroide 16-Psyche – Imagem: buradaki/Shutterstock

Marge Simpson aparece em caixão de múmia egípcia de 3,5 mil anos

Contexto:

Arqueólogos que trabalhavam num antigo cemitério em Minya, no Egito, descobriram um caixão de 3,5 mil anos que chamou a atenção por causa de um desenho bastante inusitado em sua tampa superior. A ilustração retrata uma mulher de pele amarela, vestindo roupas verdes e com um adereço azul alongado na cabeça, uma combinação de cores e formas que lembra muito a fisionomia da personagem Marge Simpson.

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Veredito: falso, claro. Mas que baita coincidência!

Apesar da semelhança peculiar com a personagem do desenho, os pesquisadores explicam que decorações ricas com desenhos detalhados dos falecidos, de divindades e de cenas do “Livro dos Mortos” (feitiços para ajudar na transição da alma) eram práticas muito comuns nos caixões egípcios. A peça arqueológica pertencia a Tadi Ist, filha do Sumo Sacerdote de Djehouti em Ashmunein, e remonta ao período do Novo Reino, entre os anos de 1550 a.C. e 1069 a.C. Em suma, não era uma múmia da Marge Simpson.

Desenho em múmia lembra muito a personagem Marge Simpson – Imagem: Reprodução Ministério do Turismo do Egito/20th Century Fox

A Terra não está orbitando o Sol neste momento

Contexto:

Embora a escola nos ensine que a Terra orbita o Sol, a realidade astronômica é um pouco mais complexa e curiosa: nosso planeta, na verdade, orbita um ponto vazio no espaço. Isso ocorre porque dois corpos espaciais exercem atração gravitacional mútua, girando em torno de um centro de massa comum chamado baricentro.

Veredito: verdadeiro

Como o Sol concentra quase toda a massa do Sistema Solar, esse ponto fica muito próximo dele; no entanto, a forte influência gravitacional dos gigantes gasosos, especialmente Júpiter e Saturno, puxa esse baricentro para fora da estrela, fazendo com que ele raramente se alinhe com o centro solar. Esse mesmo fenômeno físico se repete em escalas menores dentro do nosso próprio sistema, como na relação entre a Terra e a Lua, em que o nosso satélite natural gira em torno de um ponto localizado a cerca de 5 mil quilômetros de distância do centro terrestre.

terra sol
A Terra não gira exatamente ao redor do Sol – Crédito: Elena Schweitzer – Shutterstock

Existe um carro da Tesla viajando pelo espaço

Contexto:

Em fevereiro de 2018, Elon Musk lançou seu carro pessoal, um Tesla Roadster cereja, ao espaço como parte do voo inaugural do foguete Falcon Heavy da SpaceX. De forma excêntrica, o veículo foi enviado com um manequim trajado de astronauta apelidado de “Starman” no volante, uma placa com a frase clássica “Não entre em pânico” e o porta-malas cheio de surpresas. Tudo isso ao som de Space Oddity, de David Bowie. Atualmente, o veículo vaga numa órbita que cruza o caminho de Marte, localizando-se a mais de 325 milhões de quilômetros de nós, e já completou mais de quatro voltas ao redor do Sol.

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Veredito: verdadeiro.

Inclusive, um estudo publicado por astrofísicos alertou que o Roadster agora se comporta como um asteroide e pode eventualmente colidir com outros astros. Simulações matemáticas apontam que o carro tem 22% de chance de colidir com a Terra, além de 12% de probabilidade de atingir o Sol e outros 12% de chocar-se contra Vênus. No entanto, não há razão para alarde: os cientistas estimam que esse impacto só ocorreria daqui a dezenas de milhões de anos, tempo de sobra para que os nossos descendentes possam capturar o automóvel de volta e colocá-lo num museu.

Um Tesla Roadster foi lançado ao espaço na primeira missão do foguete Falcon Heavy em 2018 – Imagem: SpaceX

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Anthropic muda política de dados após pressão de clientes empresariais

A Anthropic anunciou, nesta terça-feira (1), que vai mudar uma controversa política de retenção de dados para clientes empresariais após receber “muitos comentários” de usuários. Em seu lugar, a empresa pretende implementar uma nova solução chamada Enterprise Frontier Safeguards.

A política de retenção existente foi apresentada em junho, junto com o lançamento do Claude Fable 5 e do Mythos 5, dois dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados da companhia. Na época, a Anthropic informou que exigiria a retenção de todo o tráfego desses modelos por 30 dias como forma de ajudar a combater usos indevidos e ataques cibernéticos “complexos e novos”.

A empresa havia se comprometido a não utilizar os dados para nenhuma finalidade que não estivesse relacionada à segurança, incluindo o treinamento de modelos. Ainda assim, muitos clientes empresariais demonstraram preocupação com a medida.

Segundo Kate Jensen, chefe da Anthropic para as Américas, a companhia passou centenas de horas trabalhando com clientes para desenvolver uma alternativa.

Nova solução dá mais controle às empresas

  • Com o lançamento do Enterprise Frontier Safeguards, as empresas poderão controlar como seus dados são analisados, armazenados e gerenciados. A solução também permitirá realizar monitoramento automatizado de segurança sem a necessidade de revisão humana por parte da Anthropic;
  • A empresa afirmou que não cobrará pelo recurso e que os controles funcionarão tanto para clientes que acessam diretamente as tecnologias da Anthropic quanto para aqueles que utilizam os modelos por meio de provedores de nuvem;
  • “Podemos fazer a análise de que realmente precisamos para ajudar todos a se sentirem confiantes, mas isso fica nos sistemas e nos dados deles, para que não precisem comprometer sua própria postura de privacidade”, disse Jensen em entrevista à CNBC;
  • A política de retenção de dados anunciada em junho continuará valendo para assinantes que não são clientes empresariais e utilizam os modelos da linha Mythos.

Logo da Anthropic acima; à frente, dizeres "IPO" na tela de um smartphone na horizontal
IPO da empresa pode ocorrer muito em breve – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

Leia mais:

Empresas são fundamentais para a Anthropic

Fundada em 2021, a Anthropic obtém a maior parte de sua receita com a venda de produtos e serviços para empresas. O mercado corporativo é considerado especialmente importante para a companhia enquanto ela se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A Anthropic também disputa espaço com concorrentes, como a OpenAI, que apresentou, no início deste mês, sua própria solução de retenção zero de dados para modelos avançados.

Na semana passada, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, havia antecipado o Enterprise Frontier Safeguards durante uma entrevista à CNBC sobre a expansão da parceria da companhia com a Salesforce.

Amodei afirmou que a solução ajuda a garantir que os dados dos clientes da Salesforce permaneçam privados e que os modelos da Anthropic “não saiam do controle”. Segundo ele, a empresa dedicou uma “enorme quantidade de esforço” ao gerenciamento das permissões da integração entre as duas companhias.

Jensen afirmou estar “muito confiante” de que a Anthropic verá uma aceleração na adoção de seus produtos após o anúncio, especialmente em tarefas que envolvem os dados mais sensíveis dos clientes.

A empresa também anunciou nesta terça-feira seus dois novos modelos, Claude Fable 5.1 e Mythos 5.1, que, segundo a Anthropic, apresentam melhorias em programação, trabalho de conhecimento e pesquisa.

O Enterprise Frontier Safeguards será disponibilizado em fases, e a Anthropic pretende ampliar sua disponibilidade ao longo do outono no hemisfério Norte.

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Fim de uma era: o legado de Tim Cook na Apple

Só Steve Jobs poderia ter criado a Apple. Mas ninguém além de Tim Cook poderia desenvolver a Apple como ele desenvolveu. É assim que Warren Buffet, um dos maiores acionistas da big tech e referência gigantesca no mundo dos negócios, descreve Cook, que sai da cadeira de CEO da empresa nesta terça-feira (1º).

Tim Cook ocupou o cargo por 15 anos. E não vai sair da Apple. Agora, ele vai para a cadeira de Presidente Executivo do Conselho de Administração. Na prática, vai gravitar no entorno do então chefe de engenharia de hardware e agora novo CEO da Apple, John Ternus, como seu mentor.

Quando perguntado em entrevista à CNBC sobre o legado que deixa na Apple, Cook respondeu o seguinte: “Na minha opinião, seu legado é descrito pelos outros, não por você. Então, espero que as pessoas digam que eu fui um homem bom e decente. E se elas disserem isso no final do dia, vou sentir que alcancei algo.”

No último dia como CEO da Apple, Tim Cook enviou uma carta aos funcionários da empresa para se despedir do cargo. Na mensagem, o executivo agradeceu à equipe, falou sobre sua relação com a companhia e destacou o trabalho construído coletivamente ao longo dos anos.

“Este é um momento que eu sempre soube que chegaria um dia e, ainda assim, é difícil acreditar que ele chegou e que estou escrevendo estas palavras. (…) Poucas pessoas entendem o que é necessário para criar produtos que mudam o mundo da maneira que John entende, e eu não poderia estar mais animado com a liderança dele” – escreveu Tim Cook.

Leia a carta aqui.

O legado de Tim Cook na Apple

Quando assumiu o comando da Apple, em 2011, Tim Cook enfrentou uma onda brutal de ceticismo. Na época, ele era visto como um “gerente sisudo de custos e processos”, enquanto Steve Jobs era visto como “superstar” e visionário, relembra Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, em entrevista ao Olhar Digital.

“O Tim Cook era um cara muito mais ligado a processos, a questões relacionadas a custo, à administração, daquela forma mais sisuda. Muitos falavam que o pipeline de produtos da Apple ia secar depois da morte do Steve Jobs, que a Apple passaria por crises”, diz o especialista.

“O que aconteceu foi o contrário”, segundo Igreja. “Uma empresa que celebrou seus 50 anos de forma grandiosa e que, por várias vezes, esteve no topo das empresas mais valiosas do mundo.”

Tim Cook entra para a galeria dos grandes CEOs das últimas duas décadas, pelo menos.

Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, em entrevista ao Olhar Digital.

Entre 2011 e 2022, a era Cook teve mais altos do que baixos. A Apple foi se tornando uma empresa cada vez mais valiosa. Seus wearables (Apple Watch e AirPods) “pegaram”. A prosperidade continuava mesmo em meio às tensões entre Estados Unidos e China, onde a manufatura da empresa se concentrava. Então, veio o ChatGPT, da OpenAI. E o boom da inteligência artificial (IA). De repente, a empresa que ditava grande parte das tendências no mundo da tecnologia pareceu ficar para trás.

A máquina de trilhões na era dos wearables e serviços

Desde que foi contratado por Steve Jobs, em 1998, a genialidade de Cook se manifestou em duas áreas: logística e eficiência financeira. E isso continuou enquanto sentava na cadeira de CEO da Apple.

Quando assumiu o comando da empresa, 15 anos atrás, ela valia US$ 350 bilhões (aproximadamente R$ 1,8 trilhão na cotação atual). Agora, Cook entrega uma companhia avaliada em quase US$ 5 trilhões (R$ 26 trilhões). Aliás, a Apple atingiu a marca de US$ 5 trilhões no final de julho de 2026.

Outro dado que impressiona: o aumento da receita anual, que foi de US$ 108 bilhões (R$ 558 bilhões) em 2011 para mais de US$ 416 bilhões (R$ 2,1 trilhões) em 2025. Para você ter ideia, as ações da Apple valorizaram mais de 2.000% sob a gestão Cook.

Parte desse boom no faturamento se explica pela engenharia financeira. É que, ao longo dos últimos 15 anos, Cook redesenhou a cadeia de suprimentos da Apple. Sua gestão fechou fábricas próprias, terceirizou a manufatura para parceiros asiáticos (Foxconn, por exemplo) e reduziu estoques de produtos parados a quase zero. Isso gerou grandes margens de lucro.

Foi também sob a gestão de Cook que a Apple diversificou mais seu portfólio. De 2011 para cá, a empresa lançou dispositivos que os usuários podiam vestir: os wearables. O sucesso de modelos de Apple Watch e AirPods deixou a receita da empresa mais equilibrada. A vantagem aqui foi reduzir a dependência das vendas de iPhone para lucrar.

Infográfico sobre produtos lançados na era de Tim Cook que não existiam na era de Steve Jobs
Na era Tim Cook, a Apple lançou dispositivos que ‘pegaram’ e outros que nem tanto – Imagem: Olhar Digital via ChatGPT

Outra ideia da gestão Cook que vingou foi a transição para o Apple Silicon, em 2020. Isto é, quando a empresa deixou de usar processadores da Intel em seus computadores (iMacs, MacBook, Mac Mini). E passou a colocar chips próprios neles. 

“Foi uma decisão tremendamente acertada”, analisa Igreja. Para o especialista em tecnologia e inovação, o desenvolvimento do Apple Silicon fez a empresa “voltar aos seus primórdios de integração verticalizada entre os sistemas operacionais e o hardware”.

Igreja destaca outra transição importante: “A Apple continua muito dependente do iPhone, seu grande produto, mas Tim Cook foi quem potencializou toda a categoria de aplicativos e serviços, criando uma mudança importante na estrutura de receita da empresa.”

Essa consolidação mostrou que a Apple existia e existe para além do Steve Jobs. Talvez esse seja o grande legado de Tim Cook.

Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, em entrevista ao Olhar Digital.

Navegando pela geopolítica

Cook navegou pelo tabuleiro geopolítico global com maestria incomum para CEOs de tecnologia. Por meio de sua diplomacia silenciosa, o executivo atuou como uma espécie de estadista corporativo.

Tim Cook
Tim Cook foi CEO da Apple por 15 anos – Imagem: Laura Hutton/Shutterstock

Com postura discreta, cordial e bem pragmática, Cook mediou conflitos políticos e manteve o império do iPhone funcionando em meio às tensões geopolíticas entre EUA e China. De um lado, se tornou um dos poucos líderes de tecnologia respeitados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De outro, agradava o governo e consumidores chineses.

Não à toa, Cook estava entre os magnatas do Vale do Silício na caravana de Trump à China, em maio de 2026. Além do então CEO da Apple, estavam na comitiva nomes como Elon Musk (Tesla e SpaceX) e Jensen Huang (Nvidia).

Apesar da saída da cadeira de CEO da Apple, Cook vai continuar navegando pela geopolítica mundial. Entre as atribuições do seu novo cargo como presidente do conselho da empresa, está o diálogo com legisladores mundo afora.

O preço do boom da IA

De 2022 para cá, o avanço da IA generativa (essa que gera texto, imagens, vídeos, áudios) se tornou um flanco aberto na gestão de Cook. Não é como se a Apple não tivesse sua própria IA. A Siri foi lançada em 2011, integrada ao iPhone 4S. Mas a popularização de ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini foi deixando cada vez mais visível para usuários como a assistente da Apple era defasada.

Isso reforçou críticas ao ritmo de inovação da gestão Cook, enquadrado como lento e excessivamente conservador. Críticos apontam que a Apple passou a priorizar disciplina financeira e eficiência operacional em detrimento da ousadia criativa.

Uma crítica recorrente é que Tim Cook não entregou uma categoria de hardware que gerasse o impacto revolucionário e cultural do iPhone. E um exemplo recente disso foi o Apple Vision Pro. Lançado em 2024, o óculos que mistura realidades virtual e aumentada vendeu bem menos do que se esperava. E não despertou tanto interesse assim.

Homem usando Apple Vision Pro e olhando para três janelas de aplicativos abertas na sua frente
Apple Vision Pro não vendeu nem despertou tanto interesse quanto a Apple esperava – Imagem: Divulgação/Apple

No entanto, a questão da IA generativa concentrou grande parte das críticas à era Tim Cook na Apple na sua reta final. Enquanto concorrentes como Google e OpenAI investiam pesado no desenvolvimento da tecnologia, a Apple reduzia seus investimentos em Capex (bens de capital e infraestrutura voltados para hardware de IA). Isso gerou muitos questionamentos de investidores, evidentemente.

Assim, a Apple perdeu seu posto de empresa mais valiosa do mundo para a Nvidia, expoente do setor da IA. Em paralelo, o pacote de recursos do Apple Intelligence, anunciado com grande alarde em 2024, teve atrasos sucessivos na entrega das funcionalidades prometidas.

“Por um lado, analistas dizem: ‘olha, nunca teve tanta concentração no mercado de ações em big techs, estamos com uma concentração histórica maior do que a bolha ponto com, então talvez a Apple esteja jogando de forma mais conservadora’”, diz Arthur Igreja. “Outros dizem que ela está simplesmente atrasada tecnologicamente e vai ter que responder.”

“Pelo bem ou pelo mal, se o consumidor começar a sinalizar que o uso de inteligência artificial é algo importante o suficiente para passar a considerar outras marcas, o John Ternus terá um grande desafio aí”, acrescenta o especialista em tecnologia e inovação.

“Acredito que fica também o legado de que você não precisa necessariamente ter um perfil de CEO que seja tão icônico do ponto de vista da persona, como era o Steve Jobs. Você pode ter alguém mais discreto, alguém mais técnico, alguém com outras características”, pondera Igreja. “Esse é um dos aspectos que tranquilizam essa passagem de bastão para John Ternus.”

Montagem com imagens de John Ternus e Tim Cook
Tim Cook passou o bastão de CEO da Apple para John Ternus – Imagem: Apple e FotoField – Shutterstock

Em 2011, Cook era um “gerente de processos” que precisava provar que sabia inovar. Com altos e baixos, sua gestão entrega nas mãos de Ternus uma gigante de quase US$ 5 trilhões em 2026. E, a partir de agora, o engenheiro de hardware vai ditar os rumos da big tech durante uma revolução cujo impacto é comparável ao advento da internet, do smartphone e das redes sociais. Aquelas revoluções que mudam profundamente nosso jeito de viver.

Cook era mais voltado para processos, enquanto Ternus é mais ligado à tecnologia e ao produto. No passado, isso poderia gerar muita desconfiança. Mas o sucesso que Tim Cook teve cria esse ambiente de confiança.

Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, em entrevista ao Olhar Digital.

Na última teleconferência de resultados de Cook, ele deixou um conselho ao sucessor. Para ele, o foco da empresa deve estar em oferecer produtos que “enriqueçam” as vidas dos usuários. “Se você continuar focando nisso e tomar suas decisões em torno disso, produzirá um excelente negócio”, disse o agora ex-CEO da Apple.

Assista abaixo uma entrevista com Arthur Igreja no Olhar Digital News que foi ao ar quando a empresa anunciou a sucessão de Tim Cook:

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source https://olhardigital.com.br/2026/09/01/pro/fim-de-uma-era-o-legado-de-tim-cook-na-apple/

O que os leitores do Olhar Digital buscaram na ciência e tecnologia no primeiro semestre

O que você mais gosta de ler aqui no Olhar Digital? Exploração espacial? Astronomia? Inteligência artificial? Bastidores das big techs? Finanças das maiores empresas do mundo? Ou aquelas descobertas científicas que parecem ter saído de um filme de ficção científica? Todos os meses, milhões de leitores chegam ao site atrás de respostas, novidades e, claro, daquela boa dose de curiosidade.

Mas o que será que mais despertou o interesse do público no primeiro semestre? Nos fizemos essa mesma pergunta para compartilhar com você, leitor. É sempre bom compartilhar um pouco dos bastidores para mostrar o dia a dia do nosso site.

E o resultado ajuda a revelar não apenas o que esteve em alta, mas também quais perguntas, tendências e descobertas fizeram muita gente clicar para saber mais.

Eclipse solar: o queridinho dos nossos leitores e espectadores

No dia 31 de dezembro de 2026, a gente já trazia o calendário de eclipses do ano que viria.

Antes do eclipse solar de fevereiro, por exemplo, milhares de leitores pesquisaram sobre a visibilidade no Brasil e sobre o horário em que ele aconteceria. No dia do fenômeno, a cobertura passou a acompanhar o que estava acontecendo no céu, claro.

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Em 12 de agosto, transmitimos o eclipse solar total que encantou a Europa. Nossa cobertura sobre o tema nas redes sociais decolou.

E muita gente quis saber: quais são os próximos eclipses no Brasil? Já dou um spoiler: eclipse solar total, só em 2045. Mas, antes, teremos um belo “Anel de Fogo” no céu em pleno Carnaval no ano que vem.

Em 2023, vale lembrar, tivemos um Anel de Fogo nos céus brasileiros – e nossa live somou mais de 500 mil pessoas!

eclipses solares
Existem três tipos de eclipses solares: parcial, anular e total? Na verdade, há mais um! – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

Artemis 2 e o futuro da exploração espacial

Artemis 2: a primeira missão tripulada do programa Artemis e a primeira a levar seres humanos às proximidades da Lua desde a Apollo 17. A cobertura incluiu informações sobre o lançamento, a tripulação e a missão, permitindo acompanhar um acontecimento que concentrava interesse antes, durante e depois de sua realização.

Nesse tipo de cobertura, a tecnologia deixa de ser apenas um objeto de interesse e passa a fazer parte de um acontecimento. O foguete, a cápsula, os astronautas e os sistemas envolvidos na missão são importantes não apenas por suas características técnicas, mas porque estão inseridos em algo que acontece em um momento determinado e que pode ser acompanhado pelo público.

Ao todo, entre matérias de antes, durante e depois da Artemis 2, nossa cobertura soma mais de 200 produções no site.

artemis 2 lua terra
Pôr da Terra no horizonte lunar visto pela missão Artemis 2 – Crédito: NASA

ECA Digital e regulamentação digital

Nem toda história de tecnologia precisa apresentar uma invenção ou uma descoberta científica. Algumas das pautas de interesse do semestre tratam de mudanças que afetam diretamente a maneira como as pessoas vivem, usam a internet ou lidam com o ambiente ao redor.

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O ECA Digital é um exemplo. A entrada em vigor da legislação em março trouxe mudanças nas responsabilidades de plataformas digitais em relação a crianças e adolescentes, incluindo mecanismos de supervisão parental e aferição de idade. O tema combina tecnologia, legislação e comportamento digital, mas sua relevância para o leitor está principalmente no efeito que essas mudanças podem ter sobre o uso cotidiano da internet.

Em julho, entraram em vigor novas regras para plataformas digitais e novas medidas de proteção às mulheres no ambiente digital. As medidas alteraram a regulamentação do Marco Civil da Internet e criaram novas diretrizes para empresas como Google, Meta, TikTok e X.

Esses são bons exemplos de assuntos que interferem na nossa vida e em toda a comunidade digital, despertando grande apelo aos leitores do OD.

Pessoa segura um smartphone com um aplicativo de pedidos de comida aberto na tela.
O ECA Digital mudou os critérios da classificação indicativa de aplicativos, que agora também considera funcionalidades e mecanismos de proteção para menores – Imagem: PeopleImages / Shutterstock

Robótica

Robôs humanoides: eis um assunto muito querido por aqui.

Em fevereiro, robôs humanoides roubaram a cena em um festival na China com uma apresentação impressionante de artes marciais. O vídeo bombou por aqui!

A corrida tecnológica entre EUA e China também é acompanhada de perto por nossa comunidade.

A Morgan Stanley foi além: projetou que o mercado de humanoides deverá atingir US$ 5 trilhões até 2050, além das cadeias de suprimentos relacionadas, bem como reparo, manutenção e suporte. Poderá haver mais de 1 bilhão de humanoides em uso até o meio do século.

Você acredita nesse futuro?

queda de braço entre robô humanoide americano e chinês
Além da corrida das IAs, China e EUA travam duelo na robótica – Imagem gerada com IA. ChatGPT/Olhar Digital

E claro… inteligência artificial!

Atualmente, não tem como falar de tecnologia sem falar de inteligência artificial. Aqui, a cobertura se divide muito entre o “hardnews”, análises e novidades que impactam diretamente sua rotina.

Em maio, explicamos tudo sobre o Mythos – a IA que a Anthropic dizia ter medo de lançar. Em julho, noticiamos que a China lançou o maior modelo aberto de IA do mundo – apimentando essa corrida tecnológica com o Ocidente.

Uma das manchetes que mais chamaram a atenção do nosso público foi essa aqui: Sem precedentes: novo ChatGPT perde o controle em teste e faz ataque hacker. Depois desse caso, produzimos uma série de matérias falando sobre IA e cibersegurança.

Entre os produtos lançados recentemente no mercado, a campeã de atenção dos nossos leitores foi a nova Alexa turbinada com IA, que chegou ao Brasil em junho.

E claro, não tem como esquecer a Copa do Mundo – por mais que tenha sido um torneio problemático para o Brasil…

O supercomputador que cravou diferentes resultados roubou a cena por aqui.

Bicicletas elétricas e bugigangas

O Brasil não é um mercado muito ativo para bicicletas elétricas. Ao menos, por enquanto. Os preços são altos e a infraestrutura é limitada. Mas o interesse por esse tipo de veículo é muito alto – pelo menos, entre nossos leitores.

Duas novidades chamaram muito a atenção por aqui.

A primeira delas é uma nova bicicleta elétrica premium que chegou ao mercado em julho. O anúncio da S-Works Turbo Levo R Ultralight LTD, que promete entregar potência e praticidade, despertou o interesse da nossa comunidade.

Milhares de leitores também se interessaram por uma nova tecnologia que converte bicicletas comuns em elétricas com até 50 km de autonomia. O produto foi divulgado em uma campanha no Kickstarter.

Entre as bugigangas techs, o maior sucesso foi de um “canivete suíço” moderno que tem um formato diferente: cartões magnéticos. O gadget TitanSnap reúne mais de 70 ferramentas para uso diário e em emergências.

Gadget traz diversas funções distribuídas em cartões
Conheça o gadget multiferramenta em cartões de titânio com mais de 70 funções e design modular pensado para o dia a dia. – Imagem: Divulgação/Gadget On

E para fechar: as curiosidades favoritas do público

Tem alguns assuntos que são quase muito chamativos, né? Não tem como não clicar. Olha só essas manchetes que fizeram sucesso por aqui:

Nem fizemos um descritivo das matérias para não dar spoiler. Qual você clicou primeiro?

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source https://olhardigital.com.br/2026/08/31/ciencia-e-espaco/o-que-os-leitores-do-olhar-digital-buscaram-na-ciencia-e-tecnologia-no-primeiro-semestre/

Flamengo x Botafogo: onde assistir, horário e escalação do jogo do Brasileirão

Neste domingo (30), Flamengo e Botafogo se enfrentam em duelo válido pela 25ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola para a partida às 16h (horário de Brasília) no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

  • Flamengo x Botafogo:
    • Competição: Campeonato Brasileiro (Brasileirão)
    • Rodada: 25ª
    • Data: 30/08 (domingo)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Flamengo x Botafogo pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre Flamengo e Botafogo terá transmissão ao vivo na TV Globo, GeTV e no Premiere.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui.

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Flamengo: Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira, Ayrton Lucas; Pulgar, Jorginho; Carrascal, Arrascaeta, Samuel Lino; Pedro.
    • Técnico: Leonardo Jardim.
  • Botafogo: Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Justino, Alex Telles; Santiago Rodríguez, Allan, Medina, Montoro; Danilo, Arthur Cabral.
    • Técnico: Rodrigo Bellão.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Alex Gomes Stefano (RJ).
    • Auxiliares: Rodrigo Henrique Correa e Luiz Regazone (RJ).
    • VAR: Daniel Bins (RS).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Flamengo e Botafogo na atual temporada:

O Flamengo segue na vice-liderança do Brasileirão com 45 pontos. Na última rodada, a equipe de Leonardo Jardim sofreu a primeira derrota desde a volta dos campeonatos após a Copa do Mundo. O resultado foi de 2 x 1 com vitória do Cruzeiro.

O Botafogo é o décimo primeiro colocado no Campeonato Brasileiro. A equipe que começava a mostrar regularidade sofreu uma goleada de 6 a 1 para o Cienciano na Copa Sul-Americana e foi eliminada da competição.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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