Resumo do dia: SpaceX no negativo; Musk faz promessas

A SpaceX divulgou nesta terça-feira (4) seu primeiro resultado financeiro desde a abertura de capital realizada em junho.

A empresa de Elon Musk apresentou receita acima das expectativas do mercado no segundo trimestre, impulsionada principalmente pelo serviço de internet via satélite Starlink, embora continue registrando prejuízos expressivos devido aos investimentos em inteligência artificial.

A receita da companhia somou US$ 7,8 bilhões (R$ 40,2 bilhões), acima da projeção de analistas consultados pela LSEG, que esperavam US$ 6,9 bilhões (R$ 35,6 bilhões). O valor representa um crescimento de 92% em relação aos US$ 4,1 bilhões (R$ 21,1 bilhões) registrados no mesmo período do ano passado.

Já o prejuízo foi de US$ 0,09 (R$ 0,46) por ação, resultado melhor que a expectativa média do mercado, que previa perda de US$ 0,26 (R$ 1,34) por ação.

A cobertura em nosso site foi comandada pelo Rodrigo Mozelli. Aqui, trago os principais destaques.

SpaceX por fatias

Starlink

  • Segundo a SpaceX, o segmento de conectividade — que engloba o serviço de internet via satélite Starlink — continua sendo a principal fonte de receita e a única operação lucrativa da companhia.
  • No trimestre, a divisão faturou US$ 4,2 bilhões (R$ 22 bilhões), superando a estimativa de US$ 3,8 bilhões (R$ 19,7 bilhões). O lucro operacional da unidade foi de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,5 bilhões).
  • A SpaceX informou ainda que a Starlink atingiu 12 milhões de assinantes, o dobro do número registrado no mesmo período do ano passado e um crescimento de 17% em relação ao primeiro trimestre.

Setor espacial

  • A divisão espacial, responsável pelos lançamentos de foguetes e contratos com a NASA, registrou receita de US$ 962 milhões (R$ 4,9 bilhões), acima da previsão de US$ 835 milhões (R$ 4,3 bilhões).
  • Ainda assim, encerrou o trimestre com um prejuízo operacional de US$ 542 milhões (R$ 2,8 bilhões).

Inteligência artificial

  • Já a área de IA faturou US$ 2,5 bilhões (R$ 13,2 bilhões), também acima da expectativa de US$ 2,18 bilhões (R$ 11,2 bilhões), mas apresentou um prejuízo operacional de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,5 bilhões);
  • Os elevados investimentos em infraestrutura de IA continuam pressionando as contas da empresa. Em 2025, a SpaceX registrou prejuízo de US$ 4,9 bilhões (R$ 25,2 bilhões), principalmente por causa desses aportes;
  • Em fevereiro, a companhia anunciou sua fusão com a xAI, startup de IA de Elon Musk. Na ocasião, afirmou que o objetivo da união era desenvolver centros de dados no espaço.

Saldo da SpaceX desde o IPO

Desde a estreia na bolsa, as ações da empresa acumulavam queda de cerca de 16% até o fechamento de segunda-feira, refletindo a preocupação dos investidores com os elevados gastos em IA e a rentabilidade das operações espaciais.

Após a divulgação dos resultados, no entanto, o mercado reagiu positivamente. As ações da SpaceX subiram 9,4% nesta terça, encerrando o pregão cotadas a US$ 125,33 (R$ 644,66). Apesar da alta, os papéis ainda permanecem abaixo do preço de US$ 135 (R$ 694,40) definido no IPO.

Mais informações sobre o balanço da SpaceX estão na reportagem completa do Rodrigo Mozelli.

Projeções de Elon Musk

A SpaceX acredita que o Starlink ainda tem amplo espaço para crescer e poderá se tornar, no futuro, o principal provedor de internet em grande parte do mundo. A avaliação foi feita pelo CEO Elon Musk durante a teleconferência de resultados da empresa.

Segundo o executivo, existe a possibilidade de o serviço de internet via satélite responder pela maior parte da conectividade global.

“Não está fora de questão que, em algum momento, a Starlink forneça a maior parte da internet do mundo, pelo menos nos países onde temos autorização para operar, que são a grande maioria”, afirmou Musk. Ele acrescentou que acredita que esse cenário pode se tornar realidade em menos de dez anos.

Data centers no espaço

A empresa também anunciou uma parceria com a Nvidia para desenvolver sistemas de computação espacial, capazes de executar modelos de inteligência artificial diretamente em satélites alimentados por energia solar.

As companhias trabalharão no projeto Starmind AI1, plataforma de computação embarcada que utilizará GPUs Nvidia Rubin e CPUs Vera para oferecer desempenho equivalente ao de data centers terrestres.

Segundo a SpaceX, a proposta é executar parte do processamento em órbita e transmitir apenas os resultados para a Terra por meio da rede de satélites Starlink, reduzindo a latência e aproveitando a disponibilidade contínua de energia solar no espaço.

Mais detalhes estão aqui.

Roberto Pena Spinelli, físico e especialista em IA, vê o plano com cautela: “tudo que você vai tentar fazer no espaço é mais complicado. Hoje em dia, ainda acho uma grande loucura. (…) Não acho que hoje ou num futuro próximo tenha alguma chance de ser sustentável”.

O colunista do Olhar Digital News comentou o assunto em nossa live. Acompanhe a coluna completa aqui!

Starship

A SpaceX planeja lançar o 14º voo de teste do Starship antes do fim de agosto, com novidade: a tentativa de capturar o estágio superior do foguete com os braços da torre de lançamento. O anúncio foi feito por Elon Musk nesta terça-feira (4), durante a primeira chamada de resultados trimestrais da empresa desde seu IPO histórico.

“Assumindo que receberemos aprovação regulatória para isso, tentaremos capturar o Ship com a torre no próximo voo, que está provisoriamente agendado para o fim deste mês”, disse Musk durante a chamada. A realização do voo está condicionada à obtenção dessa autorização dos reguladores.

  • O “Ship” a que Musk se refere é o estágio superior do Starship, com 52 metros de altura;
  • O veículo completo também inclui um primeiro estágio chamado Super Heavy;
  • A SpaceX já executou a captura do Super Heavy pela torre, mas ainda não tentou o mesmo procedimento com o Ship;
  • Além da tentativa de captura, o Voo 14 deve ser o primeiro a colocar cargas úteis em órbita operacional — algo que o Starship nunca fez antes;
  • O voo anterior, o 13º, realizado em 24 de julho, transportou 20 satélites Starlink V3, mas os implantou em trajetória suborbital. No Voo 14, esses satélites serão inseridos em órbita operacional, se tudo correr conforme o planejado, segundo Musk.

Foguete que caiu/vai cair na Lua

Lembra do foguete que cairia na Lua? Um estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX?

Então… a previsão era de uma colisão às 3h35 da madrugada (horário de Brasília). Astrônomos brasileiros acompanharam tudo ao vivo e ficamos de plantão por aqui. Mas, até o fechamento da newsletter, nenhum telescópio tinha flagrado essa colisão.

Caso alguma imagem surja (alô, NASA!), a gente atualiza em nosso site.

E nem só de SpaceX vive o noticiário…

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Procura-se foguete na Lua!

Lembra do foguete que cairia na Lua? Um estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX?

Então… a previsão era de uma colisão às 3h35 da madrugada desta quarta-feira (5), no horário de Brasília. Astrônomos brasileiros acompanharam tudo ao vivo e ficamos de plantão por aqui. Mas, até agora, nenhum telescópio tinha flagrado essa colisão.

Caso alguma imagem surja (alô, NASA!), a gente te atualiza.

Relembrando a história

Um estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, terminou uma viagem inesperada colidindo com a Lua nesta madrugada. Quer dizer… segundo a previsão.

O impacto estava previsto para 3h35 da madrugada (horário de Brasília). O impacto e sua cratera poderiam ajudar pesquisadores a estudar os efeitos de colisões espaciais.

O objeto passou mais de 18 meses em órbita após uma missão lunar. O caminho até a Lua não foi planejado, mas acabou definido pela ação da gravidade e da atividade solar.

Resumo:

  • O estágio pesa cerca de 4 mil quilos;
  • A previsão era da abertura de uma cratera de aproximadamente 27 metros;
  • Cientistas poderão estudar como impactos afetam a superfície lunar;
  • Os dados podem ajudar no planejamento de futuras missões tripuladas.

“Mas por que um incidente cósmico provocado pelo homem gera tanto interesse dos cientistas? A resposta está no fato de que impactos são uma das principais ferramentas para compreender a história e a composição da Lua. Diferentemente da Terra, a Lua praticamente não possui atmosfera para protegê-la dos impactos. Cada pequena rocha espacial atinge diretamente sua superfície criando uma cratera. Sem chuva, vento ou atividade geológica para apagar as marcas dessas colisões, cada cratera criada permanece ali por milhões de anos, preservando um registro dos eventos que moldaram a Lua e o Sistema Solar desde sua formação” – explicou Marcelo Zurita, astrônomo e colunista do Olhar Digital.

Por que o foguete acabou indo parar na Lua?

O Falcon 9 foi lançado em janeiro de 2025 levando duas sondas privadas: a Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e a Resilience, construída pela empresa japonesa ispace.

A Blue Ghost conseguiu pousar e completar sua missão. Já a Resilience perdeu a tentativa de aterrissagem. Enquanto isso, o estágio superior do foguete seguiu outro destino.

Normalmente, a SpaceX controla o fim da vida útil desses componentes com uma reentrada planejada na atmosfera terrestre. Neste lançamento, porém, quase todo o combustível foi usado para levar as sondas até a região lunar.

Com cerca de 4 mil quilos, o estágio ficou em uma órbita alta que cruzava a região da Lua.

Imagem telescópica mostra o segundo estágio do Falcon 9, identificado como 2025-010D, durante observação realizada por Geovandro Nobre.
O segundo estágio do Falcon 9 aparece no centro da imagem registrada pelo astrônomo amador e astrofotógrafo Geovandro Nobre. – Crédito: Geovandro Nobre

Gravidade e Sol colocaram o Falcon 9 em rota de colisão

O foguete não recebeu uma “ordem” para seguir em direção à Lua. A mudança aconteceu lentamente, enquanto forças naturais alteravam sua trajetória.

“Sem combustível suficiente para realizar uma manobra de descarte controlado, sua trajetória passou a ser moldada pelas complexas interações gravitacionais principalmente entre o foguete, a Terra e a Lua. Uma verdadeira dança gravitacional a três, em que pequenas perturbações se acumulam até alterar completamente o destino do objeto. Foi o que aconteceu com este foguete – até que, recentemente, os cálculos mostraram que uma colisão com a Lua seria inevitável” – explicou Marcelo Zurita.

O caso chama atenção porque mostra um desafio crescente para a exploração espacial: o que fazer com equipamentos que continuam circulando depois do fim de uma missão.

E mais: existe uma preocupação ligada aos planos da NASA de construir uma base próxima ao polo sul lunar pelo programa Artemis. Com astronautas vivendo no local por períodos maiores, evitar impactos inesperados será uma questão importante.

A SpaceX trabalha com a NASA e outras agências para encontrar formas mais seguras de descartar estágios usados em missões de alta energia.

O Falcon 9 não será o primeiro objeto a atingir a Lua dessa forma. Em 2022, um estágio superior de um foguete Long March 3C criou uma cratera na superfície lunar. O novo impacto deve acrescentar mais dados para entender como esses eventos acontecem e como reduzir seus riscos no futuro.

“E isso nos lembra de um aspecto menos glamuroso desse impacto, mas que não podemos ignorar. Embora tenha um enorme valor científico, ele também será consequência não de um fenômeno natural, mas de um descarte inapropriado de um veículo espacial. (…) Para a Lua, apenas mais um impacto, para nós, nada para nos preocuparmos. Ao menos por agora, porque num futuro próximo, talvez existam bases humanas por lá. E com o aumento da frequência de voos para a Lua, não estaremos mais sujeitos a incidentes como esses, que possam colocar em risco nossas ambições lunares?  Se quisermos expandir nossa presença pelo espaço, precisamos também desenvolver formas mais cuidadosas de administrar aquilo que deixamos para trás. Senão, estaremos arriscando nossas próprias conquistas e a qualidade do mundo, ou melhor, do Universo que deixaremos para as próximas gerações” – conclui Marcelo Zurita. 

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SpaceX: Starship deve voar pela 14ª vez ainda em agosto com novidade

A SpaceX planeja lançar o 14º voo de teste do Starship antes do fim de agosto, com novidade: a tentativa de capturar o estágio superior do foguete — chamado de Ship — com os braços da torre de lançamento. O anúncio foi feito por Elon Musk nesta terça-feira (4), durante a primeira chamada de resultados trimestrais da empresa desde seu IPO histórico.

“Assumindo que receberemos aprovação regulatória para isso, tentaremos capturar o Ship com a torre no próximo voo, que está provisoriamente agendado para o fim deste mês”, disse Musk durante a chamada. A realização do voo está condicionada à obtenção dessa autorização dos reguladores.

O que está planejado para o Voo 14

  • O Ship é o estágio superior do Starship, com 52 metros de altura;
  • O veículo completo também inclui um primeiro estágio chamado Super Heavy;
  • A SpaceX já executou capturas do Super Heavy pela torre em três voos de teste anteriores, mas ainda não tentou o mesmo procedimento com o Ship;
  • Além da tentativa de captura, o Voo 14 deve ser o primeiro a colocar cargas úteis em órbita operacional — algo que o Starship nunca fez antes;
  • O voo anterior, o 13º, realizado em 24 de julho, transportou 20 satélites Starlink V3, mas os implantou em trajetória suborbital. No Voo 14, esses satélites serão inseridos em órbita operacional, se tudo correr conforme o planejado, segundo Musk.

Fachada da SpaceX
Novos testes serão realizados pela empresa espacial no 14º voo – Imagem: Walter Cicchetti/Shutterstock

O desempenho do Ship no Voo 13 foi o que deu à SpaceX confiança para planejar a captura. O escudo térmico do veículo sobreviveu à reentrada na atmosfera terrestre em boas condições, e o Ship pousou suavemente no Oceano Índico, ao largo da costa oeste da Austrália — e permanecia intacto até o momento. “Não quero azedar a sorte, mas acho que consideraria o problema do escudo térmico resolvido neste ponto”, disse Musk.

Leia mais:

Planos de expansão em IA e a constelação Starmind

Meses antes da chamada, a SpaceX divulgou que mira “mercado total endereçável” de US$ 28,5 trilhões (R$ 146,6 trilhões) por ano no longo prazo, dos quais quase US$ 23 trilhões (R$ 118,3 trilhões) estariam no campo de “aplicações de IA empresarial”. Para efeito de comparação, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos em 2025 foi de pouco menos de US$ 31 trilhões (R$ 159,5 trilhões).

Parte central dessa estratégia é uma constelação de um milhão de centros de dados de IA em órbita, chamada Starmind. Musk afirmou durante a chamada que a SpaceX espera começar a lançar as primeiras espaçonaves operacionais da Starmind em 2027.

Para sustentar esse ritmo de lançamentos, ele projetou: “Esperamos que a cadência de voos aumente rapidamente e, provavelmente, daqui a um ano, estaremos fazendo pelo menos um voo por dia, possivelmente mais.”

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Apple remove Telegram da App Store por violação de regras sobre abuso infantil

A Apple afirmou nesta segunda-feira (3) que removeu, temporariamente, o aplicativo Telegram da App Store em todo o mundo. Segundo a big tech, foi identificado um conteúdo que violava as normas de “proibição de material de abuso sexual infantil”.

Ainda de acordo com a empresa, o mensageiro voltou à loja depois de remover prontamente o conteúdo e banir o usuário que o publicou.

O Telegram escreveu no X: “Os relatos sobre a minha morte são muito exagerados”.

O Telegram, que possui mais de um bilhão de usuários ativos mensais, diz ter uma política de tolerância zero para conteúdo relacionado a abuso sexual infantil. A empresa afirma ter bloqueado quase 338 mil grupos e canais por esse tipo de material em 2026.

Histórico recente do Telegram

Em abril, a agência reguladora de comunicações do Reino Unido, começou uma investigação sobre evidências que sugeriam o compartilhamento de material de abuso sexual infantil no aplicativo.

A empresa negou “categoricamente” as acusações informando que, desde 2018, “praticamente eliminou” a disseminação pública de material de abuso sexual infantil. De acordo com o Telegram, para isso, foram usados algoritmos de detecção.

Em fevereiro, o Telegram foi multado na Austrália por atrasar as respostas a questionamentos sobre as medidas tomadas para conter o conteúdo relacionado a abuso infantil e comportamento extremista violento.

As informações são da agência Reuters.

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Novo método de criptografia quântica impede que mensagens cifradas sejam copiadas

A segurança digital convencional depende de equações matemáticas para proteger dados. Quando alguém usa um cartão de crédito online, por exemplo, as informações ficam travadas dentro de um problema matemático que levaria milhares de anos para um computador moderno resolver. Se um computador suficientemente poderoso for construído, essa proteção deixa de funcionar. Para tornar os sistemas mais seguros, cresce a migração para a segurança quântica, que usa as leis imutáveis da física quântica no lugar da matemática convencional.

Agora, Prabhanjan Ananth, da UC Santa Barbara (EUA), e Amit Sahai, da UCLA (EUA), descreveram um método que torna essa proteção quântica mais rápida e eficiente. O trabalho foi publicado no servidor de pré-publicações arXiv e ainda não passou por revisão por pares.

Leia mais:

Como o método funciona

  • O sistema se apoia no teorema da não-clonagem, regra fundamental da física quântica que estabelece ser fisicamente impossível criar uma cópia idêntica de um estado quântico desconhecido — o oposto do mundo digital convencional, no qual qualquer arquivo pode ser copiado infinitas vezes com perfeição;
  • A partir desse princípio, Ananth e Sahai criaram uma forma de cifrar uma mensagem de um bit — um simples 0 ou 1 — em um texto cifrado quântico;
  • Uma chave digital secreta embaralha o bit oculto ao longo de uma sequência de estados quânticos;
  • Quando esses estados são medidos em conjunto, revelam o bit secreto;
  • O receptor autorizado usa a mesma chave para ler os estados e obter a mensagem correta.

Ilustração com números binários em fundo azul representando o sistema tradicional de computação digital baseado em bits.
Uma chave digital secreta embaralha o bit oculto ao longo de uma sequência de estados quânticos – Imagem: Avector/Shutterstock

Por que interceptar não dá certo

O sistema foi projetado para bloquear um tipo específico de ataque em que um invasor intercepta os dados e os divide entre dois cúmplices. Pelas regras da física quântica, qualquer tentativa de dividir os dados quânticos perturba as informações, tornando impossível que ambos os cúmplices leiam o segredo.

Mesmo que os cúmplices recebam a chave secreta posteriormente, a física quântica impede que os dois recuperem a mensagem de forma confiável.

Os pesquisadores demonstraram que, conforme mais estados quânticos são usados, as chances de ambos identificarem corretamente o bit oculto se aproximam cada vez mais das probabilidades de um cara ou coroa aleatório — 50/50. Quando o resultado não supera o acaso, a criptografia cumpriu sua função.

No artigo, Ananth e Sahai afirmam que a abordagem supera limitações anteriores: “Eliminamos todas essas ressalvas, mostrando que existe uma criptografia não clonável eficiente, de uso único e segura do ponto de vista da teoria da informação.” Os autores também destacam que “o esquema é exponencialmente seguro”, já que a proteção cresce com cada estado quântico adicional utilizado.

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Amazon Prime Video: lançamentos da semana (3 a 9 de agosto)

O Olhar Digital apresenta os lançamentos da semana do Amazon Prime Video. Na semana entre 3 e 9 de agosto de 2026, a Amazon terá a chegada de produções à sua plataforma de streaming.

Entre as produções que chegam ao streaming da Amazon nesta semana, estão o filme brasileiro Corrida dos Bichos e a série Sterling Point, produções originais do Prime Video.

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Lançamentos da Prime Video de 3 a 9 de agosto de 2026

Confira mais detalhes sobre os lançamentos da semana entre 3 e 9 de agosto de 2026:

Segunda-feira – 03/08

  • Papai
    • Filme | Drama | Ano de Produção: 2023 (EUA)
    • Ao desembarcar em Nova York, Girlie pega um táxi rumo ao apartamento onde mora e inicia uma conversa inesperada com o motorista Clark. Durante a viagem, os dois compartilham experiências marcantes e refletem sobre relacionamentos, perdas, vulnerabilidade e as escolhas que moldaram suas vidas.

Quarta-feira – 05/08

  • Sterling Point — Temporada 1
    • Série | Original Prime Video | Drama | Mistério | Ano de Produção: 2026 (EUA)
    • Annie Jacobson, uma adolescente de 17 anos criada em Nova York, tem sua vida transformada ao herdar a misteriosa ilha de seu avô no Canadá. No novo lar, ela faz amizades, vive um romance e começa a desvendar segredos familiares que mudarão sua visão sobre o passado.

Sexta-feira – 07/08

  • Corrida dos Bichos
    • Filme | Original Prime Video | Ação | Aventura | Policial | Ficção científica | Suspense | Ano de Produção: 2026 (Brasil)
    • Em um Rio de Janeiro distópico, o antigo jogo do bicho se transforma em uma competição mortal entre corredores que representam diferentes animais. Para participar, cada competidor precisa oferecer uma pessoa querida como garantia. Quando sua irmã se torna refém do jogo, Mano abandona seus princípios e entra na disputa na esperança de salvá-la e acabar com o sistema que transformou a sobrevivência em espetáculo.

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Athletico/PR x Vitória: onde assistir, horário e escalações do jogo da Copa do Brasil

Nesta segunda-feira (3)Athletico/PR e Vitória se enfrentam em jogo de ida válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2026. A bola rola às 21h (horário de Brasília) na Arena da Baixada, em Curitiba (PR).

  • Athletico/PR x Vitória
    • Competição: Copa do Brasil 2026
    • Fase: oitavas de final, jogo de ida
    • Data: 03/08 (segunda-feira)
    • Horário: 21h (horário de Brasília)
    • Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
  • Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Athletico/PR x Vitória pela Copa do Brasil?

O duelo entre Athletico/PR e Vitória será transmitido ao vivo na TV fechada, pelo sportv e pelo Premiere, e no streaming, pela ge tv.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui.

Prováveis escalações e arbitragem

  • Athletico/PR: Santos; Esquivel, Arthur Dias, Terán; Claudinho, Luiz Gustavo, Jadson, Benavídez; Leozinho, Mendoza; Viveros.
    • Técnico: Odair Hellmann
  • Vitória: Lucas Arcanjo; Ramon, Luan Cândido, Cacá, Fabiano; Baralhas, Caique; Matheuzinho, Emmanuel Martínez, Erick; Renê.
    • Técnico: Jair Ventura
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Edina Alves Batista (SP)
    • Assistentes: Neusa Ines Back (SP) e Fernanda Nandrea Gomes Antunes (MG)
    • Quarto Árbitro: Léo Simão Holanda (CE)
    • VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Como chegam Athletico/PR e Vitória

Na Copa do Brasil 2026, Athletico/PR e Vitória entraram na quinta fase. O Furacão eliminou o Atlético/GO nos pênaltis por 4 a 1 após um 0 a 0 nos dois jogos. Já o Vitória tirou o Flamengo com um 3 a 2 no agregado.

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Falhas misteriosas em colisor podem revelar sinal de matéria escura

O Grande Colisor de Hadrons (LHC) pode já ter capturado indícios de matéria escura por meio de pequenas falhas em seu funcionamento. Um estudo realizado pelos físicos Xunyu Liang e Ariel Zhitnitsky, da Universidade de Colúmbia Britânica, no Canadá, aponta que esses eventos estranhos podem revelar a presença dessa substância invisível. O artigo foi aceito para publicação na revista científica Physical Review D.

Os cientistas chamam os distúrbios de “UFOs”, sigla em inglês para Objetos Voadores Não Identificados. No acelerador, o termo se refere a perdas repentinas no feixe de prótons causadas por grãos microscópicos de poeira. A dúvida que intrigava os físicos era o que fazia essa poeira se soltar em uma estrutura de altíssima precisão.

Vibração no subsolo e sensores do acelerador

A resposta pode estar numa forma hipotética de matéria escura chamada pepitas de quarks áxions (AQNs, na sigla em inglês). Diferente das partículas subatômicas procuradas tradicionalmente pela física, as AQNs seriam objetos macroscópicos e densos, com massa entre cinco gramas e um quilo.

Ao passar pelo subsolo a até 100 quilômetros do laboratório, uma AQN geraria uma pequena onda de choque acústica capaz de chacoalhar o LHC. Os pesquisadores comparam o instrumento a um relógio de precisão afetado por uma vibração externa. “Uma peça de matéria escura passando pela Terra a dezenas de quilômetros de distância pode criar uma pequena vibração, como alguém dando um leve toque na mesa debaixo do relógio”, afirmaram Liang e Zhitnitsky ao portal ScienceAlert. Esse tremor faria a poeira se soltar e cruzar o feixe de partículas.

A hipótese começou a partir de uma coincidência de tamanhos entre os grãos de poeira e as AQNs, o que acabou levando a um novo modelo de busca. “No início, esperávamos encontrar uma relação direta entre os ‘UFOs’ misteriosos do LHC e a matéria escura. Mais tarde, percebemos que estávamos apresentando a primeira proposta para usar o LHC na busca por matéria escura macroscópica”, disseram os autores.

Ilustração de partículas da matéria escura
Ilustração de partículas da matéria escura – Imagem: Color4260/Shutterstock

Para identificar a assinatura de uma AQN, os dados precisam mostrar um padrão muito específico ao longo do túnel de 27 quilômetros da máquina. Os cálculos indicam que a passagem do objeto deve provocar pelo menos três eventos de UFOs em pontos diferentes do anel num intervalo de apenas dois segundos.

Essa busca não exige nenhuma atualização de hardware ou gastos extras para o laboratório europeu. A análise pode ser feita retratando dados dos monitores de perda de feixe já instalados no local. “O que torna nosso caso especialmente atrativo é que o LHC já possui excelentes sistemas de monitoramento integrados, instalados para proteger a máquina de danos”, explicaram os físicos, ressaltando que esses equipamentos podem ser sensíveis a sinais para os quais não foram originalmente projetados.

A dupla não analisou os arquivos do acelerador diretamente, mas o estudo serve como convite para que a comunidade científica revise os registros antigos do LHC. Caso o padrão seja confirmado, a descoberta vai ampliar as fronteiras da física, provando que a matéria escura também pode se manifestar em escala macroscópica.

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Palmeiras x Fortaleza: onde assistir, horário e escalações do jogo da Copa do Brasil

Neste domingo (2), Palmeiras e Fortaleza se enfrentam pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil 2026. A bola rola às 16h (horário de Brasília), no Nubank Parque, em São Paulo (SP).

  • Palmeiras x Fortaleza:
    • Competição: Copa do Brasil 2026
    • Fase: Oitavas de final (jogo de ida)
    • Data: 02/08 (domingo)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: Nubank Parque, em São Paulo (SP)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Palmeiras x Fortaleza?

O confronto entre Palmeiras e Fortaleza terá transmissão ao vivo pela TV Globo, na TV aberta; pelo Sportv, na TV fechada; pelo Premiere, no pay-per-view; e pelo Amazon Prime Video, no streaming.

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Prováveis escalações e arbitragem

  • Palmeiras: Carlos Miguel; Alexander Barboza, Gustavo Gómez e Murilo; Giay, Marlon Freitas, Andreas Pereira, Maurício, Arias e Piquerez; Flaco López.
    • Técnico: Abel Ferreira
  • Fortaleza: João Ricardo; Maílton, Neris, Lucas Gazal e Maurício Mucuri; Ronald, Lucas Sasha, Rodriguinho e Vitinho; Luiz Fernando e Miritello.
    • Técnico: Paulo Autuori
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima
    • Assistentes: Francisco Chaves Bezerra Junior e Karla Renata Cavalcanti De Santana
    • VAR: Rodolpho Toski Marques

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes da partida.

Leia mais:

Palmeiras e Fortaleza iniciam disputa por vaga nas quartas da Copa do Brasil

Palmeiras e Fortaleza abrem neste domingo o confronto das oitavas de final da Copa do Brasil. O jogo de ida acontece no Nubank Parque, enquanto a decisão da vaga será disputada na próxima quarta-feira (5), na Arena Castelão.

O Verdão chega embalado por boa campanha na temporada. Líder do Campeonato Brasileiro, o time de Abel Ferreira também segue invicto na Copa do Brasil, com duas vitórias e um empate até aqui. Para a partida, o treinador ainda aguarda as recuperações de Bruno Fuchs, Jefté e Paulinho.

O Fortaleza também ainda não perdeu na competição, mas vive momento de mudanças após a chegada do técnico Paulo Autuori. A equipe ocupa a quarta colocação da Série B e tenta conquistar um bom resultado fora de casa para decidir a classificação diante da torcida.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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Lei da IA entra em vigor na União Europeia; veja o que muda

A União Europeia inicia neste domingo (2) uma nova fase da implementação da Lei da Inteligência Artificial da União Europeia (AI Act), legislação que regulamenta o uso da IA no bloco. Embora o regulamento tenha entrado formalmente em vigor em agosto de 2024 e algumas regras já estivessem sendo aplicadas desde 2025, a maior parte das disposições passa a valer a partir de agora.

A legislação classifica os sistemas de inteligência artificial conforme o risco que representam e estabelece obrigações diferentes para cada categoria. Com a nova fase da implementação, aumentam as exigências para empresas que desenvolvem e utilizam essas tecnologias, incluindo medidas de transparência para conteúdos gerados por IA e o início da fiscalização de modelos de IA de propósito geral pela Comissão Europeia.

O que muda com o AI Act da UE?

O AI Act é considerado a primeira legislação abrangente sobre IA aprovada por um grande órgão regulador.

A legislação adota uma abordagem baseada em risco, classificando as aplicações de IA em três categorias: sistemas de risco inaceitável (proibidos), sistemas de alto risco (sujeitos a requisitos específicos) e sistemas que não são proibidos nem classificados como de alto risco. Além disso, o regulamento estabelece obrigações de transparência previstas no Artigo 50 para situações específicas, como o uso de chatbots e a geração de conteúdo sintético, independentemente da classificação de risco do sistema.

Sistemas considerados de risco inaceitável, como determinadas formas de pontuação social e algumas práticas de manipulação comportamental, são proibidos. Já aplicações classificadas como de alto risco — utilizadas em áreas como saúde, educação, recrutamento, concessão de crédito e serviços públicos — precisam cumprir requisitos específicos antes de serem disponibilizadas.

A partir de 2 de agosto, entram em vigor também as obrigações de transparência previstas no Artigo 50 da legislação. Ao contrário de outras partes do AI Act, essas regras não se limitam aos sistemas classificados como de alto risco: elas se aplicam a qualquer sistema de IA utilizado nas situações previstas pela norma.

As exigências se aplicam tanto aos provedores desses sistemas quanto às empresas e organizações que utilizam ferramentas de IA.

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A legislação europeia estabelece diferentes níveis de risco para sistemas de inteligência artificial e amplia as obrigações de transparência e fiscalização sobre empresas que desenvolvem ou utilizam a tecnologia – Imagem: RaffMaster / Shutterstock

Novas regras para chatbots, deepfakes e conteúdo gerado por IA

Entre as principais obrigações que passam a valer estão:

  • provedores de chatbots, assistentes virtuais e outros sistemas que interagem diretamente com pessoas deverão informar aos usuários que eles estão conversando com uma IA;
  • provedores de sistemas capazes de gerar textos, imagens, vídeos e áudios deverão garantir que esses conteúdos sejam marcados em formato legível por máquina, para que possam ser identificados como produzidos ou manipulados por IA;
  • empresas e organizações que utilizarem IA para criar deepfakes deverão informar que aquele conteúdo foi gerado ou alterado artificialmente;
  • textos gerados por IA publicados com o objetivo de informar o público sobre temas de interesse público também deverão ser identificados, exceto quando tiverem passado por revisão humana e houver responsabilidade editorial sobre a publicação.

As regras também se aplicam a sistemas de código aberto quando eles se enquadram nas situações previstas pelo Artigo 50. Modelos de IA generativa que já estavam disponíveis no mercado antes de 2 de agosto de 2026 terão até 2 de dezembro deste ano para cumprir especificamente a exigência de marcação em formato legível por máquina.

Comissão Europeia poderá fiscalizar e multar empresas

Outra novidade é que a Comissão Europeia passa a exercer poderes de supervisão sobre provedores de modelos de inteligência artificial de propósito geral (GPAI), categoria que inclui grandes modelos de linguagem usados em chatbots e outras ferramentas de IA generativa.

Esses provedores já estavam sujeitos a obrigações desde agosto de 2025, mas a legislação previa um período de adaptação de um ano antes do início da fiscalização. A partir deste domingo, a Comissão poderá solicitar documentação técnica, realizar avaliações, exigir medidas para adequação às regras, restringir a oferta desses modelos e até determinar sua retirada do mercado.

As multas podem chegar a 3% do faturamento global anual da empresa ou 15 milhões de euros, prevalecendo o maior valor, dependendo da infração cometida.

Mapa da Europa em azul, com os dizeres "AI" em cima
A partir de 2 de agosto, a Comissão Europeia passa a exercer poderes de fiscalização sobre provedores de modelos de IA de propósito geral, podendo exigir adequações e aplicar multas em caso de descumprimento das regras – Imagem: Ivan Marc/Shutterstock

Como o AI Act foi implementado

A aplicação do AI Act foi dividida em diferentes fases. O regulamento entrou formalmente em vigor em agosto de 2024, mas boa parte de suas disposições teve períodos de transição.

Em fevereiro de 2025 começaram a valer as regras que proíbem determinadas práticas consideradas de risco inaceitável. Em agosto do mesmo ano, passaram a ser aplicadas as obrigações para modelos de IA de propósito geral (GPAI). Agora, em 2 de agosto de 2026, entra em vigor a maior parte das disposições da legislação, incluindo as regras de transparência previstas no Artigo 50 e o início da fiscalização da Comissão Europeia sobre esses modelos.

Empresas brasileiras também podem ser afetadas

Embora o Brasil ainda discuta seu próprio marco regulatório para inteligência artificial, empresas brasileiras que desenvolvem soluções de IA ou prestam serviços para clientes da União Europeia também poderão precisar cumprir as exigências previstas pelo AI Act.

A legislação se aplica aos provedores de modelos colocados no mercado europeu, independentemente do país onde estejam sediados. Isso significa que empresas de fora da União Europeia também podem ficar sujeitas às regras caso disponibilizem seus sistemas para usuários do bloco.

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Mostre-me o que postas e direi se te contrato

Não são raras as situações em que pessoas famosas, figuras públicas e/ou novas personalidades são expostas e questionadas por posts e publicações de opiniões passadas. O que para muita gente parece distante, na verdade revela uma prática que ultrapassa o comportamento social e invade, cada vez mais, as mecânicas nos processos de seleção realizados por gestores e profissionais de RH.

De acordo com o relatório ‘The Social Media Hiring Report. 2026’, elaborado pela Bchex Research Report, 94% dos profissionais de recrutamento afirmam que os empregadores devem analisar o perfil dos candidatos nas redes sociais antes da contratação. Segundo a pesquisa, 70% dos empregadores fazem revisões de redes sociais, mas sem processo; e 72% deles se preocupam em encontrar falas criminosas e discriminatórias entre as publicações.

É fato que posturas profissionais desalinhadas com a imagem e cultura organizacional impactam diretamente a reputação de qualquer marca. Quando colaboradores são expostos por comportamentos ou atitudes infratoras, criminosas ou negativas de qualquer grau, normalmente a sua apresentação vem acompanhada da atividade profissional e do local onde exerce a função – fazendo com que, automaticamente, questionemos se a empresa realmente não sabia ou se não deu atenção ao assunto.

Entretanto, aqui encontramos uma linha tênue entre “liberdade de opinião” e profissionalismo.

Se por um lado parece estranho imaginar essa “invasão” digital, por outro sabemos que é nas redes onde muitos expõem suas ideias ocultas, equivocadas, particulares ou pouco populares.

Uma pesquisa do Indeed, principal site e motor de busca de empregos do mundo, divulgada na Austrália em 2025, revelou que 77% dos recrutadores consultavam as redes sociais dos candidatos. Entre eles, 68% disseram já ter rejeitado alguma candidatura em razão do perfil digital, enquanto 96% afirmaram que poderiam descartar um candidato com base no conteúdo publicado.

Seja no LinkedIn, Instagram, Facebook, TikTok, X ou em qualquer outra plataforma, fotografias, comentários e opiniões não oferecem um retrato completo de uma pessoa, mas produzem sinais que serão interpretados por quem os encontra. Compreender a dimensão profissional e social dessas manifestações tornou-se parte da construção da reputação. Isso vale para quem está no início da carreira, para profissionais consolidados e para aqueles que ocupam posições de liderança e maior exposição pública.

Não por acaso, uma revisão científica publicada no Employee Responsibilities and Rights Journal demonstrou que recrutadores recorrem às redes sociais para formar impressões sobre comunicação, criatividade, conhecimento técnico, liderança, comportamento profissional e adequação à vaga. Essa busca procura reduzir riscos de contratação e identificar compatibilidade com o ambiente corporativo, mas também pode resultar em julgamentos imprecisos, preconceitos e interpretações descontextualizadas.

O debate, portanto, não pode ser reduzido à ideia de que profissionais devem esconder opiniões para parecerem adequados às empresas. Também não significa que toda publicação antiga deva determinar uma trajetória profissional. O ponto central está na responsabilidade sobre aquilo que se escolhe tornar público e na necessidade de que as organizações estabeleçam critérios claros, éticos e coerentes para interpretar essas informações.

A questão já não é saber se recrutadores observam as redes sociais dos candidatos, porque as pesquisas mostram que essa prática está incorporada aos processos de contratação, ainda que muitas vezes de maneira informal. A questão é compreender como essa avaliação será feita, quais conteúdos são realmente relevantes para o exercício da função e até que ponto uma publicação pode ser utilizada como evidência sobre a conduta de alguém.

Em um ambiente no qual as fronteiras entre imagem pessoal e profissional estão cada vez menos definidas, reputação não se resume ao currículo, à experiência ou ao desempenho durante uma entrevista. Ela também é construída pelas posições que assumimos publicamente e pela coerência, ou pela falta dela, entre aquilo que defendemos, a forma como agimos e os espaços profissionais que desejamos ocupar.

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Fungo que transforma formigas em “zumbis” também vive em musgos da Amazônia

Uma equipe de pesquisadores liderada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) encontrou evidências de que o fungo conhecido por controlar o comportamento de formigas e transformá-las em “zumbis” possui uma fase até então desconhecida de seu ciclo de vida. O estudo identificou que organismos do gênero Ophiocordyceps também vivem escondidos no interior de musgos da Floresta Amazônica, além de infectarem insetos.

A descoberta foi feita a partir da análise de amostras coletadas na Reserva Florestal Adolpho Ducke, em Manaus, e foi publicada na revista científica IMA Fungus. Segundo os pesquisadores, o resultado amplia a compreensão sobre a biologia desses fungos e indica que a relação entre fungo, inseto e planta é mais complexa do que se imaginava.

Estágio oculto do fungo foi identificado em musgos

O gênero Ophiocordyceps reúne mais de 350 espécies de fungos capazes de infectar diversos insetos. Algumas delas são conhecidas por alterar o comportamento de formigas, levando os animais a abandonar a colônia, subir na vegetação e prender as mandíbulas em um ponto específico antes de morrerem. Esse comportamento, chamado de “mordida da morte”, favorece a dispersão dos esporos do fungo.

Ao analisar o DNA de musgos coletados na floresta, os cientistas encontraram o mesmo fungo presente tanto nos insetos infectados quanto nas plantas onde essas formigas realizam a mordida característica. A evidência indica que o organismo possui duas fases distintas: uma parasitando insetos e outra vivendo de forma endofítica, ou seja, dentro dos tecidos das plantas.

Ilustração mostra o desenho do experimento que comparou musgos próximos e distantes de formigas infectadas pelo fungo Ophiocordyceps, além de uma foto de uma formiga contaminada presa a um musgo.
Esquema do desenho experimental utilizado pelos pesquisadores para analisar a presença do fungo Ophiocordyceps em musgos da Floresta Amazônica. No detalhe, uma formiga infectada presa a um musgo durante a coleta de amostras – Crédito: Tales Alves-Júnior et al./IMA Fungus

Em 2020, pesquisas realizadas na China já haviam demonstrado que uma espécie do mesmo gênero, O. sinensis, conhecido como “ouro do Himalaia”, podia viver de forma endofítica em plantas de regiões alpinas. O novo trabalho mostra que esse comportamento também ocorre em espécies capazes de manipular insetos, associando esse estágio oculto justamente às plantas utilizadas pelas formigas durante a infecção.

Análises de DNA reforçam a descoberta

A pesquisa utilizou a técnica de metabarcoding, que permite identificar simultaneamente o DNA de todos os fungos presentes em uma amostra ambiental.

Os resultados revelaram que o Ophiocordyceps estava presente não apenas nas formigas infectadas, mas também de forma consistente nos musgos ao redor, inclusive em plantas localizadas a mais de 10 metros de qualquer inseto parasitado.

Os pesquisadores também verificaram que linhagens altamente especializadas do fungo, como O. camponoti-nidulantis, que infecta Camponotus nidulans, e O. kniphofioides, associado à espécie Cephalotes atratus, também estavam abrigadas em briófitas presentes na vegetação.

Relação entre fungo, formiga e planta pode ser mais complexa

Segundo os autores, a descoberta modifica a compreensão sobre o ciclo de vida desses fungos e sobre as estratégias utilizadas para sobreviver e evoluir. A associação com plantas pode permitir que o organismo permaneça no ambiente durante períodos em que há escassez de insetos hospedeiros.

Tales Alves Jr., biólogo, mestre em Botânica pelo INPA e autor principal do estudo, explicou ao Phys.org que os resultados mostram que o fungo parece estar amplamente distribuído nas comunidades de musgos ao redor das formigas manipuladas, indicando uma ligação muito mais próxima entre os ciclos de vida das plantas e dos fungos envolvidos nesse processo.

Já João Paulo Machado de Araújo, coautor do trabalho e pesquisador do Museu de História Natural da Dinamarca, da Universidade de Copenhague, afirma que a manipulação comportamental causada pelo Ophiocordyceps pode não depender apenas da interação entre fungo e formiga, mas de uma relação mais ampla envolvendo também a planta onde o fungo permanece silenciosamente como um endófito.

O fungo estudado é o mesmo que inspirou The Last of Us?

O fungo analisado na pesquisa pertence ao gênero Ophiocordyceps, da mesma ordem do gênero Cordyceps, nome que se popularizou entre o grande público por causa da franquia The Last of Us. Durante muitos anos, espécies hoje classificadas como Ophiocordyceps eram incluídas no gênero Cordyceps, até serem reclassificadas com base em análises genéticas.

Foi esse grupo de fungos parasitas que serviu de inspiração para o organismo fictício nos jogos e na adaptação para a TV da HBO. Na natureza, entretanto, essas espécies são especializadas em infectar principalmente insetos, como formigas, e não seres humanos.

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Conheça o mais completo ancestral dos cães já encontrado

Um fóssil que permaneceu por décadas preservado em uma coleção de museu revelou um dos registros mais completos já encontrados de um antigo cão que viveu há cerca de 30 milhões de anos.

Descoberto no estado do Oregon, nos Estados Unidos, o esqueleto pertence à espécie Mesocyon coryphaeus. O achado permitiu aos pesquisadores compreenderem melhor a anatomia e o modo de vida de um canídeo muito diferente dos cães atuais, segundo informações do portal Phys.org.

Fóssil passou décadas sem identificação correta

O fóssil foi encontrado no fim da década de 1980, no estado do Oregon, EUA. Na época, os paleontólogos acreditavam que os ossos pertenciam a um oreodonte, grupo extinto de mamíferos parentes das ovelhas, camelos e porcos. Por isso, o material foi preparado e armazenado para estudos futuros.

O esqueleto quase completo pertence ao Mesocyon coryphaeus, um dos primeiros canídeos da América do Norte. (Imagem: National Park Service/Roger Witter)
O esqueleto quase completo pertence ao Mesocyon coryphaeus, um dos primeiros canídeos da América do Norte. (Imagem: National Park Service/Roger Witter) – O esqueleto quase completo pertence ao Mesocyon coryphaeus, um dos primeiros canídeos da América do Norte. (Imagem: National Park Service/Roger Witter)

Anos depois, pesquisadores separaram o crânio para exibição e perceberam que o animal era, na verdade, um antigo canídeo. Em 2012, uma nova preparação revelou o restante do esqueleto, mostrando que o exemplar estava quase completo. A paleontóloga Anne Kort ficou responsável por descrever oficialmente o fóssil em um estudo publicado na revista Journal of Paleontology.

Para quem tem pressa:

  • O fóssil tem aproximadamente 30 milhões de anos;
  • Pertence à espécie Mesocyon coryphaeus;
  • É um dos esqueletos de cão pré-Era do Gelo mais completos da América do Norte;
  • O exemplar preservou quase todo o corpo, incluindo o osso peniano;
  • A descoberta permitiu analisar a locomoção e a anatomia da espécie.

Ossos revelam como esse antigo cão vivia

O fóssil preservou praticamente todo o corpo do animal, faltando apenas a cauda e partes das patas. Além disso, o fóssil apresentava um crescimento ósseo hereditário no punho chamado osteocondroma, característica encontrada em muitos dos primeiros representantes da família dos cães e que ajudou a confirmar sua identificação.

Os ossos mostram um animal robusto, com habilidade para escalar e locomoção diferente da dos cães atuais. (Imagem: Universidade de Michigan)
Os ossos mostram um animal robusto, com habilidade para escalar e locomoção diferente da dos cães atuais. (Imagem: Universidade de Michigan) – Os ossos mostram um animal robusto, com habilidade para escalar e locomoção diferente da dos cães atuais. (Imagem: Universidade de Michigan)

Os pesquisadores também analisaram detalhes dos ossos para entender como esse animal se movimentava. Diferentemente dos cães modernos, o Mesocyon coryphaeus possuía ossos mais robustos, corpo mais baixo e articulações que permitiam maior rotação dos membros anteriores. O animal também conservava o esporão, um dedo localizado na parte interna da pata, indicando que caminhava apoiando parte do calcanhar em algumas situações e ainda mantinha habilidade para escalar e agarrar objetos.

Espécie viveu em um ambiente diferente do atual

Segundo os pesquisadores, os primeiros cães surgiram na América do Norte há cerca de 40 milhões de anos. Dez milhões de anos depois, quando o Mesocyon coryphaeus apareceu, o clima global havia esfriado e as florestas densas começaram a dar lugar a áreas mais abertas, compostas por bosques e arbustos. Mesmo vivendo nesse ambiente, o antigo canídeo ainda não apresentava as adaptações para corrida observadas nos cães atuais.

Leia mais:

O estudo também destaca que essa linhagem foi completamente extinta, sem deixar descendentes diretos. Para os pesquisadores, o fóssil mostra que cada extinção representa a perda definitiva de uma forma única de vida e de características que nunca serão reproduzidas exatamente pela evolução.

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Resumo do dia: IA, eleições, sucesso do iPhone e Anthropic vs OpenAI

Começamos a sexta-feira relembrando o balanço financeiro das big techs. A Apple divulgou ontem os resultados do segundo trimestre deste ano. Eles foram impulsionados principalmente pelo forte desempenho do iPhone, que garantiu uma receita de mais de US$ 54 bilhões, um crescimento de quase 22% em relação ao mesmo período do ano passado. No total, a receita da companhia atingiu US$ 109 bilhões, acima das expectativas do mercado. Lembrando que esta é a última temporada de balanços sob o comando de Tim Cook antes da transição do cargo de CEO para John Ternus, atual chefe da divisão de hardware da Apple. Quem também apresentou ótimos resultados hoje foi a Amazon. A receita da empresa superou a marca de US$ 200 bilhões no segundo trimestre do ano, ficando acima do esperado pelos analistas. O grande destaque foi a divisão de computação em nuvem da companhia, a Amazon Web Services, com uma receita de mais de US$ 42 bilhões, apresentando um forte crescimento de 37%.

Eleições 2026: o que um candidato pode fazer com IA? E o que não pode?

A exibição de um vídeo criado com inteligência artificial para simular um discurso de Jair Bolsonaro durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), no último sábado (25), colocou a tecnologia no centro do debate eleitoral. Após o evento, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para que a defesa do ex-presidente esclarecesse se ele autorizou o uso de sua imagem e voz na produção do material. Na decisão, Moraes apontou dois possíveis cenários. Caso Bolsonaro tivesse autorizado a gravação, a participação poderia representar novo descumprimento das medidas cautelares impostas para a manutenção da prisão domiciliar humanitária. Se não houvesse autorização, o ministro afirmou que o caso poderia configurar uma hipótese de conteúdo sintético manipulado em desacordo com a legislação eleitoral. Em resposta ao STF, a defesa afirmou que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem e voz na produção do vídeo e sustentou que ele sequer poderia fazê-lo por estar impedido de manter contato com seu filho Flávio Bolsonaro. O episódio levantou dúvidas sobre o uso da inteligência artificial nas eleições. Afinal, um candidato pode usar um avatar criado por IA? É obrigatório avisar quando um conteúdo é sintético? O que caracteriza um deepfake proibido? E quais são as consequências para quem descumprir as regras? O Olhar Digital analisou a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que disciplina o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral e ouviu especialistas para explicar o que é permitido, o que continua proibido e quais pontos ainda podem depender da interpretação da Justiça. Confira a reportagem completa.

Efeito OpenAI: Anthropic diz que IA invadiu sistemas de três empresas

A Anthropic informou, nesta quinta-feira (30), que alguns de seus modelos de inteligência artificial conseguiram invadir os sistemas de três empresas durante testes de segurança cibernética, após um erro de configuração ter permitido que eles acessassem a internet. Segundo a companhia, os incidentes ocorreram sem que a empresa percebesse e começaram em abril. O caso foi revelado poucos dias depois de a OpenAI informar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente isolado de testes e realizou uma série de ataques contra a empresa de IA Hugging Face, episódio que chamou a atenção de pesquisadores de segurança e especialistas em IA. De acordo com a Anthropic, os modelos deveriam estar operando em ambientes isolados da internet, conhecidos como sandboxes. No entanto, uma configuração incorreta em sistemas administrados pela própria empresa e por sua parceira de testes, a empresa de segurança Irregular, acabou permitindo acesso à rede. Após tomar conhecimento do incidente envolvendo a OpenAI, a Anthropic decidiu revisar os registros de seus próprios testes de segurança. A empresa analisou 141.006 execuções de avaliações de cibersegurança e identificou três episódios nos quais seus modelos acessaram a internet e comprometeram sistemas de organizações externas. Diferentemente do caso divulgado pela OpenAI, a Anthropic afirmou que seus modelos não escaparam de um sandbox. Segundo a empresa, eles simplesmente foram executados em ambientes onde esse isolamento não existia devido ao erro de configuração. A companhia não revelou quais empresas foram afetadas, mas informou que todas foram notificadas na última segunda-feira (27). Para saber mais, confira a matéria completa.

Robotáxis sem volante da Amazon recebem sinal verde para operar nos EUA

A Zoox, empresa de veículos autônomos da Amazon, recebeu autorização para operar comercialmente seus robotáxis sem volante e pedais nos Estados Unidos. A liberação permite cobrar por corridas e coloca o projeto em uma nova fase após anos de testes. A decisão é considerada um marco porque envolve um modelo desenvolvido especificamente para condução autônoma, diferente de carros tradicionais adaptados posteriormente para receber tecnologia sem motorista. Os veículos da Zoox têm duas fileiras de bancos voltadas uma para a outra, não possuem volante ou comandos convencionais e alcançam velocidade máxima de cerca de 120 km/h. A autorização permite que a empresa opere até 2.500 robotáxis em cada um dos próximos dois anos.

Google testa IA que deixa robôs inteligentes

Grande parte dos robôs usados atualmente depende de programação detalhada ou controle humano para funcionar. Isso limita a atuação em locais onde existem mudanças constantes, objetos fora do lugar ou situações inesperadas. Para superar esse problema, o Google apresentou o Gemini Robotics 2, uma nova versão do modelo de inteligência artificial voltado para robôs. A tecnologia foi desenvolvida para ajudar máquinas a interpretar ambientes, planejar ações e executar movimentos mais complexos, reduzindo a dependência de comandos pré-programados.

IBM dá mais um passo rumo a computadores quânticos confiáveis

A IBM informou nesta quinta-feira que seus pesquisadores conseguiram demonstrar pela primeira vez que determinados cálculos realizados por computadores quânticos podem gerar resultados confiáveis e passíveis de verificação. Essa capacidade de validação é relevante porque alguns resultados produzidos por computadores quânticos podem ultrapassar os limites dos métodos tradicionais de verificação. Em sistemas convencionais, uma resposta costuma ser conferida ao repetir o mesmo cálculo em outras máquinas, algo que nem sempre é possível em determinados experimentos quânticos.

Avanço ou ilusão? EAD leva aulas práticas para o celular

A falta de laboratórios físicos é um problema para cursos superiores a distância (EAD). Para tentar resolver isso, faculdades passaram a levar aulas práticas para a tela do celular. Empresas já usam realidade aumentada e modelos em 3D, por exemplo. Com a tecnologia, alunos de áreas como Saúde e Exatas conseguem examinar células e estruturas na mesa de casa. A promessa é facilitar o acesso a experiências que, até pouco tempo atrás, exigiam uma bancada real. Só que esse “laboratório de bolso” esbarra em limites importantes. Especialistas explicaram ao Olhar Digital que a simulação funciona como um treino, mas não ensina o toque nem a memória motora. A tela não passa a sensação de manusear um instrumento de verdade. Além disso, rodar esses aplicativos exige celulares modernos e internet rápida. Na prática, o custo de manter uma estrutura de ensino sai da faculdade e vai para o bolso do estudante.

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Corinthians x Athletico PR: onde assistir, horário e escalação do jogo do Brasileirão

Nesta quinta-feira (30), Corinthians e Athletico Paranaense se enfrentam em duelo válido pela 21ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola para a partida às 19h30 (horário de Brasília) na Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

  • Corinthians x Athletico Paranaense:
    • Competição: Campeonato Brasileiro (Brasileirão)
    • Rodada: 21ª
    • Data: 30/07 (quinta-feira)
    • Horário: 19h30 (horário de Brasília)
    • Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Corinthians x Athletico Paranaense pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre Corinthians e Athletico Paranaense terá transmissão ao vivo na CazéTV (YouTube), Record e Premiere.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui.

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Pedro Milans (Matheus Bidu); Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Kaio César e Yuri Alberto.
    • Técnico: Fernando Diniz.
  • Athletico Paranaense: Santos; Benavídez, Gilberto, Terán, Aguirre, e Claudinho; Jadson, Luiz Gustavo, Mendoza, Leozinho; Viveros.
    • Técnico: Odair Hellmann.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli (MG).
    • Auxiliares: Nailton Oliveira (CE) e Thiaggo Labes (SC).
    • VAR: Paulo Renato Coelho (RJ).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Corinthians e Athletico Paranaense na atual temporada:

O Corinthians ainda não foi derrotado desde a volta do Brasileirão 2026. A equipe de Fernando Diniz venceu o Remo por 3 a 0 e empatou com o Bahia em 1 a 1. Na nona colocação da competição, com 28 pontos, o Corinthians não perde há quatro jogos no Campeonato Brasileiro.

O Athletico Paranaense também vive boa fase na competição. Conseguindo o retorno para o Brasileirão Série A no ano passado, a equipe agora ocupa a terceira colocação com 36 pontos. Nos dois jogos após a pausa da Copa do Mundo, foram duas vitórias contra São Paulo e Internacional, respectivamente.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje!

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