COP30: pressão por fim dos combustíveis fósseis escancara impasse global

A COP30, realizada em Belém, termina com mais perguntas do que respostas. Embora esta sexta-feira (21) fosse o prazo oficial para o encerramento das negociações, o cenário indica que os debates devem se estender pelo fim de semana. O motivo vai além do incêndio nas instalações do evento: a polêmica exclusão do trecho que previa o fim do uso de combustíveis fósseis do rascunho do acordo final causou indignação global e reacendeu um embate histórico entre ciência, diplomacia e interesses econômicos.

Lideranças políticas e ambientais, como a União Europeia, já ameaçaram vetar o texto caso não haja mudanças. Especialistas ouvidos pelo Olhar Digital apontam que, embora a COP30 tenha sido simbólica e inovadora em diversos aspectos, ela também escancarou o maior obstáculo das últimas décadas: o poder de influência da indústria fóssil nas decisões climáticas.

Logomarca da COP30
Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) – Brasil, Amazônia. (Imagem: DOERS / Shutterstock.com)

A exclusão do “mapa dos combustíveis fósseis” — apelido dado ao plano de eliminação do petróleo, gás e carvão — não é apenas uma ausência; para os cientistas, é um sinal de que o planeta caminha para o colapso climático com os olhos bem abertos.

Combustíveis fósseis: o “elefante na sala” que finalmente apareceu

“[O elefante] ficou desaparecido de quase todas as outras 29 COPs e agora ele está explícito em cima da mesa”, afirmou ao Olhar Digital News o físico Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, coordenador do Centro de Estudos Amazônia Sustentável da USP e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Um dos principais especialistas brasileiros em mudanças climáticas, Artaxo acredita que o rascunho apresentado hoje reflete diretamente a atuação do lobby das indústrias de petróleo, que pressionam os países a evitarem qualquer acordo que ameace seus lucros.

Gasolina
A dificuldade de incluir os combustíveis fósseis nas decisões é o maior impasse da COP30 (Imagem: gualtiero boffi / Shutterstock.com)

Apesar disso, o especialista avalia que o simples fato de o tema estar no centro das discussões já representa um avanço. “É imprevisível saber quem vai ganhar no fim, mas o que eu acho é que é importante que o elefante no meio da sala tenha aparecido […] isso eu considero que já é um ponto positivo”, declarou. Ele destaca que mais de 80 países pressionam pela reinclusão de metas para o fim do uso de combustíveis fósseis no texto final.

Carlos Nobre: “Sem cortar fósseis, vamos rumo a um ecocídio”

O climatologista Carlos Nobre, também da USP e copresidente do Painel Científico para a Amazônia, foi ainda mais direto. Em entrevista ao Olhar Digital News, ele classificou como positiva a inclusão no rascunho de metas para zerar o desmatamento até 2030 e promover a regeneração das florestas tropicais. No entanto, chamou de “grande lacuna” a ausência de qualquer referência à eliminação dos combustíveis fósseis.

O nosso documento dizia, idealmente, zerar o uso de combustíveis fósseis em 2040, não mais que em 2045, para não deixar a temperatura do planeta aquecer demais, não deixar em 2050, por exemplo, chegar a dois graus, que isso vai ser um ecocídio, um suicídio ecológico.

Carlos Nobre, climatologista, Professor Titular da Cátedra de Clima e Sustentabilidade da Universidade São Paulo e copresidente do Painel Científico para a Amazônia
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Pesquisador destaca que estamos a caminho de um ecocídio se o planeta não rumar para a eliminação do uso de combustíveis fósseis (Imagem: anne-tipodees / Shutterstock.com)

Nobre relatou que, durante a COP, o recém-criado Pavilhão de Ciência Planetária apresentou estudos científicos e promoveu debates com ampla participação pública. O grupo entregou aos negociadores um documento propondo metas claras para abandonar os combustíveis fósseis até meados do século. Ele também destacou que, a partir de abril de 2026, um novo painel científico de transição energética será lançado, com base em uma reunião internacional na Colômbia.

Avanços reais: financiamento e valorização das florestas tropicais

Apesar do impasse climático, os especialistas concordam que a COP30 produziu avanços relevantes. Artaxo cita como exemplo o fundo TFFF (Florestas Tropicais para Sempre), que ganhou novo fôlego com o aporte de € 1 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões) da Alemanha, somando agora mais de US$ 6 bilhões. O fundo visa financiar países em desenvolvimento na preservação de florestas, como as nações da Bacia do Congo e do Sudeste Asiático.

Outro ponto positivo foi a consolidação de mecanismos de financiamento para a transição energética. Embora o fundo global de adaptação ainda esteja longe da meta de US$ 1,3 trilhão por ano, o reforço em relação à COP anterior indica uma tendência de crescimento, essencial para que países em desenvolvimento acelerem sua descarbonização.

Muitas vezes é muito mais barato você cortar emissões ajudando países em desenvolvimento a implementarem a sua transição energética do que alterarem complexos processos e infraestrutura em países desenvolvidos. Então, além de tudo, é um bom negócio.

Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, coordenador do Centro de Estudos Amazônia Sustentável da USP e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
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Fundo que financia países em desenvolvimento na preservação de florestas ganhou fôlego durante a COP30 com novos investimentos (Imagem: Gino Tuesta/iStock)

O Brasil será um dos países mais atingidos pela crise climática

A urgência de ações concretas é ainda mais evidente para países tropicais como o Brasil. Segundo Artaxo, os modelos climáticos indicam que, se o mundo seguir no ritmo atual de emissões, a temperatura média global pode subir 2,8 °C, mas o Brasil enfrentaria até 4,5 °C de aumento.

Vocês podem facilmente imaginar o que é um aumento de 4,5 graus em Palmas, em Teresina, em Cuiabá ou em Belém, este impacto é muito maior do que um aumento de 4 graus em Estocolmo, em Montreal ou em Moscou…

Paulo Artaxo

Esse cenário colocaria o país entre os mais vulneráveis do planeta, especialmente em áreas já fragilizadas por desmatamento, pobreza e infraestrutura precária. O discurso do presidente Lula na abertura da COP, defendendo o fim dos fósseis e a proteção das florestas, foi elogiado por especialistas, mas agora o foco está em garantir que essa posição seja refletida no documento final.

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Uma COP histórica, mas que ainda pode fracassar

A COP30 marcou a história por vários motivos: foi a primeira realizada em uma floresta tropical, contou com participação inédita da sociedade civil e abriu espaço para temas como saúde, seguros e povos indígenas. Segundo Artaxo, o evento já é considerado um sucesso em termos de mobilização e inovação temática.

“Nós tivemos 195 países formalmente participando, e nós tivemos mais de 42 mil participantes…”, afirmou Ataxo. “O presidente desta COP permanecerá nesse cargo por um ano, e o embaixador [André] Corrêa do Lago já deixou muito claro que, independente do documento final […] ele vai trabalhar ao longo de toda a sua presidência da COP em cima da questão de acabar com os combustíveis fósseis no planeta como um todo.”

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Lideres posam para a foto de familia durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (Imagem: COP30)

Mas para que a COP30 entre para a história como a mais importante de todas, o consenso é claro: o texto final precisa conter um roteiro claro para a eliminação dos combustíveis fósseis.

“Na minha opinião, o documento final tem que conter pelo menos uma proposta de rota para o fim de combustíveis fósseis,” concluiu Ataxo. “E se isso acontecer, esta COP provavelmente vai ser a mais importante das 30 COPs realizadas até agora. Porque pela primeira vez a gente colocou o dedo na ferida, porque nós só estamos enfrentando essa emergência climática por causa da indústria de combustíveis fósseis, não há outra razão.”

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Especialistas defendem preparo uso seguro da IA na medicina

A inteligência artificial na medicina já não é uma promessa distante — ela está acontecendo agora. Para especialistas, o debate atual não gira mais em torno do “se”, mas do “como” usar essa tecnologia com segurança e responsabilidade. O tema ganhou força justamente pelo impacto crescente da IA na tomada de decisões clínicas.

Mesmo entre defensores da inovação, permanece a preocupação central: garantir que os algoritmos sejam confiáveis e sustentados por boas práticas. Sem essa base, a tecnologia corre o risco de comprometer diagnósticos e condutas, como destaca reportagem do G1.

Impacto crescente da IA na tomada de decisões clínicas intensifica o debate sobre critérios, segurança e qualidade dos algoritmos.
Impacto crescente da IA na tomada de decisões clínicas intensifica o debate sobre critérios, segurança e qualidade dos algoritmos. Créditos: Phanphen Kaewwannarat / iStock

IA na saúde exige responsabilidade

Os debates mais recentes deixam evidente que a IA já está no cotidiano da medicina. Mas, como alertou o médico Charles Souleyman, diretor-executivo da Rede Total Care, usar tecnologia apenas para acelerar atendimentos pode gerar efeitos indesejados.

Ele critica modelos de telemedicina baseados em consultas rápidas e pouco aprofundadas. “O resultado é uma consulta de péssima qualidade, com um agravante: provavelmente, será solicitado um número excessivo de exames”.

O desafio, portanto, é incorporar essas ferramentas sem transformar o atendimento em algo automático ou sem critério. A IA pode ser uma aliada poderosa, mas precisa ser usada de maneira cuidadosa.

Debates mostram que incorporar IA sem avaliação rigorosa pode tornar o atendimento automático e menos preciso.
Debates mostram que incorporar IA sem avaliação rigorosa pode tornar o atendimento automático e menos preciso. Imagem: Natali _ Mis/Shutterstock

Algoritmos bem treinados fazem toda a diferença

Para que a inteligência artificial realmente contribua com decisões clínicas, ela precisa se apoiar em bases de dados sólidas. Isso torna a qualidade e a validação dos algoritmos fatores essenciais.

Os dados precisam de robustez e é fundamental saber se o algoritmo foi bem treinado, se a validação é consistente.

Carlos Sacomani, urologista e especialista em projetos de telemedicina, durante o FISweek 2025, evento dedicado a inovação e tendências em saúde.

Ele também chama atenção para um ponto importante: alguns produtos do mercado prometem resolver qualquer demanda, mas nem sempre entregam o que anunciam. Sem validação adequada, a IA pode gerar uma falsa sensação de precisão — algo perigoso em ambientes médicos.

O que torna um algoritmo confiável?

  • Uso de bases de dados amplas e representativas.
  • Validações consistentes antes da aplicação clínica.
  • Transparência sobre limitações e cenários de uso.
  • Atualizações frequentes conforme surgem novos estudos.
  • Revisão constante por profissionais especializados.
IA ajuda médicos a priorizar dúvidas, sugerir abordagens e otimizar o fluxo interno, elevando a qualidade do atendimento.
IA ajuda médicos a priorizar dúvidas, sugerir abordagens e otimizar o fluxo interno, elevando a qualidade do atendimento. Imagem: Shutterstock/Adisak Riwkratok

Profissionais precisam ser treinados para usar IA

Souleyman também destaca um problema que ainda está longe de ser resolvido: a formação dos profissionais de saúde para trabalhar com IA. Segundo ele, a capacitação ainda não faz parte das grades das faculdades de medicina, criando uma lacuna importante.

Esse preparo é indispensável. Afinal, a tecnologia exige médicos capazes de fazer as perguntas certas e interpretar sugestões com senso crítico.

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Além disso, consultas assistidas por IA podem melhorar a experiência do paciente. A ferramenta pode ajudar o médico a organizar dúvidas comuns, sugerir falas mais acolhedoras e até indicar exames complementares — sempre com supervisão humana. No dia a dia, a IA também pode agilizar fluxos internos, otimizar o tempo do especialista e tornar o atendimento mais eficiente.

As discussões do FISweek 2025 mostram que a inteligência artificial tem potencial para transformar tanto o cuidado ao paciente quanto a gestão hospitalar. Mas isso só será viável com validação rigorosa, critérios bem definidos e profissionais preparados para usá-la de maneira ética e consciente.

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As Marvels: o que mostram as cenas pós-crédito do filme da Marvel

“As Marvels”, sequência direta de “Capitã Marvel” (2019), retorna com Brie Larson no papel de Carol Danvers enfrentando um universo instável após eventos recentes do MCU.

Na tentativa de corrigir uma anomalia cósmica, a heroína acaba presa em um buraco de minhoca que entrelaça seus poderes aos de Kamala Khan, a Ms. Marvel (Iman Vellani), e de Monica Rambeau (Teyonah Parris). A partir daí, as três passam a trocar de lugar sempre que usam suas habilidades ao mesmo tempo.

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Dirigido por Nia DaCosta, o filme não teve grande adesão do público, mas alcançou aproximadamente US$ 206 milhões em bilheteria global, segundo o Box Office Mojo. Mesmo com recepção morna, as cenas pós-crédito reacenderam o entusiasmo de quem acompanha o universo da Marvel – especialmente por apontarem caminhos para futuros projetos.

A seguir, explicamos o que acontece nas duas sequências finais do longa. Atenção: contém spoilers.

Cenas pós-crédito de As Marvels: o que elas revelam

A primeira cena: Kamala inicia o recrutamento

Embora oficialmente “As Marvels” tenha apenas uma cena pós-crédito, a última sequência do filme funciona como um prólogo para o futuro do MCU. Nela, Gaviã Arqueira (Hailee Steinfeld) chega em casa e encontra Kamala Khan à sua espera, em um encontro que remete diretamente ao método de Nick Fury para reunir os Vingadores no início da franquia.

Kamala Khan
Kamala Khan em As Marvels. Imagem: Marvel Studios / Divulgação

Kamala revela ter informações sobre a arqueira e pergunta se ela estaria disposta a integrar um grupo que está formando. A jovem heroína ainda menciona a filha do Homem-Formiga, reforçando a construção de um possível núcleo juvenil. A cena tem sido interpretada pelos fãs como um prenúncio dos Jovens Vingadores, grupo já esperado há alguns anos.

A cena pós-crédito oficial: Monica e a porta para outra realidade

A sequência que gerou mais comentários aparece logo após Monica Rambeau se sacrificar ao fechar a anomalia do espaço por dentro, ficando presa em outra realidade. Quando desperta, ela se vê em uma sala iluminada ao lado de sua mãe, Maria Rambeau, aparentemente viva naquele universo.

O momento é rapidamente interrompido pela chegada de Fera, dublado por Kelsey Grammer – o mesmo ator que interpretou o personagem nos filmes antigos dos X-Men. Ele explica que Monica foi encontrada no espaço e levada para a Mansão Xavier, enquanto tentavam entender como ela cruzou dimensões.

É então que a figura que Monica acreditava ser sua mãe se revela: trata-se de Binária, versão poderosa de Carol Danvers nos quadrinhos. Antes de sair, Fera comenta que Charles pediu uma atualização, confirmando a presença do Professor Xavier naquela realidade. A cena termina com Binária perguntando: “Quem é você?”.

Em 2023, quando o filme foi lançado, essa conexão e a confirmação de que Hugh Jackman voltaria a interpretar Wolverine em “Deadpool 3”, aumentaram as expectativas de como os X-Men integrariam oficialmente o MCU. Até agora, a Marvel vem apenas preparando o terreno, com aparições pontuais e promessas de que a equipe mutante ganhará espaço nas próximas fases.

Deadpool e Wolverine em cena (Imagem: divulgação/Marvel Studios)
Deadpool e Wolverine em cena (Imagem: divulgação/Marvel Studios)

O que essas cenas indicam para o futuro do MCU

Na prática, as duas sequências deixam claro que “As Marvels” funciona como ponto de transição. De um lado, Kamala dá o primeiro passo para formar uma nova geração de heróis. De outro, Monica abre uma porta para realidades alternativas onde figuras clássicas dos “X-Men” já existem – movimento que já anunciava a próxima fase da franquia.

Para os fãs, as cenas oferecem o que muitos esperavam: sinais de reorganização do universo após um período de recepção instável e bilheterias inconsistentes. Se confirmadas nas próximas produções, essas pistas podem marcar a chegada de novos grupos e fundamentos narrativos para o futuro da Marvel no cinema.

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Empresa de táxi voador processa rival por roubo de informações

A Joby Aviation abriu um novo processo contra a rival Archer Aviation, acusando-a de usar informações confidenciais obtidas por meio de um ex-funcionário para conquistar vantagem em negociações com uma incorporadora.

A ação foi apresentada no Tribunal Superior da Califórnia, em Santa Cruz, sede da Joby. “Isso é espionagem corporativa, planejada e premeditada”, afirmou a empresa na queixa.

Segundo o processo, George Kivork — então responsável pelas políticas estaduais e locais da Joby nos EUA — teria baixado dezenas de arquivos e enviado parte do material para seu e-mail pessoal dois dias antes de pedir demissão, em julho, para assumir um cargo na Archer.

Joby leva Archer à Justiça e denuncia acesso indevido a informações “altamente confidenciais” (Imagem: Joby/Divulgação)

Em agosto, a Joby afirma ter sido informada por um parceiro de que a concorrente apresentou uma proposta “mais lucrativa”, supostamente com base em dados “altamente confidenciais”. A incorporadora posteriormente tentou rescindir o contrato, alegando quebra de confidencialidade.

Leia mais:

Concorrência acirrada no setor de eVTOL

  • A Archer considera o processo “infundado” e diz que a Joby tenta prejudicar sua maior concorrente.
  • Eric Lentell, diretor jurídico e de estratégia da Archer, afirmou que a denúncia não aponta “um único segredo comercial específico” e ressaltou que a empresa adota protocolos rígidos na integração de novos funcionários.
  • A Joby, porém, acusa Kivork de se recusar a devolver os arquivos e afirma que a Archer não esclareceu como teve acesso aos termos do acordo.
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Processo expõe acusações de espionagem e reacende disputa entre duas das maiores fabricantes do setor (Imagem: Divulgação/Archer)

Mercado em expansão e histórico de disputas

A disputa ocorre em um momento de forte movimentação no setor de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), impulsionado pelo novo programa piloto anunciado pelo presidente Donald Trump e pela corrida por certificações da FAA.

Na semana passada, a Joby concluiu o primeiro voo de teste de uma aeronave híbrida desenvolvida com a L3Harris, enquanto a Beta Technologies abriu capital na Bolsa de Nova York.

As ações da Joby dobraram no último ano; as da Archer avançaram 36%. Em 2023, a Archer já havia encerrado outra disputa sobre segredos comerciais, dessa vez com a Wisk Aero, subsidiária da Boeing.

Carro voador no céu
Ação judicial acusa Archer de usar dados internos da Joby para obter vantagem em novo acordo comercial (Imagem: Divulgação/Joby)

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Ferroviária x Palmeiras: onde assistir, horário e escalação da final da Copa do Brasil Feminina

Nesta quinta-feira (20), Ferroviária e Palmeiras se enfrentam pela final da Copa do Brasil Feminina 2025. A bola rola às 15h30 (horário de Brasília) na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, no interior de São Paulo.

  • Ferroviária x Palmeiras:
    • Competição: Copa do Brasil Feminina 2025
    • Rodada: Final
    • Data: 20/11 (quinta-feira)
    • Horário: 15h30 (horário de Brasília)
    • ​Local: Arena Fonte Luminosa, em Araraquara (SP)

CONFIRA A AGENDA DE JOGOS DOS PRÓXIMOS DIAS!

Onde assistir Ferroviária x Palmeiras na Copa do Brasil?

O duelo entre Ferroviária e Palmeiras terá transmissão pela Globo (TV aberta), pelo SporTV (canal fechado) e pelo NSports (plataforma online).

Prováveis escalações

  • Ferroviária: Luciana; Rafa Soares, Andressa Pereira, Camila Silva; Katiuscia, Nicoly, Duda Santos, Micaelly (Raquel); Fátima Dutra; Natália Vendito, Dudinha (Júlia Beatriz).
    • Técnico: Léo Mendes.
  • Palmeiras: Kate Tapia; Poliana, Fe Palermo, Pati Maldaner e Ingryd; Espinales, Brena, Raíssa Bahia e Rhay Coutinho (Andressinha); Amanda Gutierres e Tainá Maranhão.
    • Técnico: Rosana Augusto.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Ferroviária e Palmeiras na Copa do Brasil Feminina

A final acontece em jogo único e o mando de campo foi definido em sorteio.

A Ferroviária começou a Copa do Brasil nas oitavas de final e chegou à decisão após vencer o Vitória (3×0), o Internacional nas quartas (0x2) e o Bahia na semifinal (2×0). As Guerreiras Grenás disputarão a final em casa.

Do outro lado, o Palmeiras começou a competição na terceira fase, quando venceu o Avaí/Kindermann por 4×0. Em seguida, as Palestrinas superaram o América-MG nas oitavas de final (3×0), o Sport Recife nas quartas (5×0) e o São Paulo na semifinal (0x4).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

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COP31: quem vai sediar? Acordo pode ter definido; saiba mais

Um acordo costurado durante conversas nesta quinta-feira (19) na COP30 pode ter definido uma disputa sobre qual país sediará a COP31 em 2026.

Na briga, estão Austrália e Turquia, mas o acordo praticamente sacramentou que os turcos sediarão o evento, enquanto os australianos deverão ser responsáveis por liderar negociações entre os governos para a COP31, segundo três fontes internas da Bloomberg.

Bandeira da Turquia no céu
Turcos teriam ganho a disputa (Imagem: em_concepts/Shutterstock)

Leia mais:

Negociações para sediar a COP31

  • Os dois países apresentaram, em 2022, candidaturas para sediar a COP31;
  • Na disputa, caracterizada por ser longeva, nenhum dos candidatos estava disposto a ceder;
  • As fontes da Bloomberg disseram ainda que o suposto acordo daria, à Turquia, a presidência da cúpula;
  • Ainda, está previsto um evento pré-COP no Pacífico. Contudo, as negociações seguem em curso, não havendo ainda uma definição oficial.
Bandeira da Austrália
Austrália ficaria com a missão de liderar negociações entre nações para a COP31 (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)

O que disseram as fontes dos países postulantes a sediar a COP31?

O portal procurou um porta-voz da delegação australiana que está na COP30, mas ele se recusou a comentar, bem como os governos de Austrália e Turquia.

Imagem gerada por IA com os dizeres "COP31" com árvores no fundo
Disputa para sediar evento está acirrada (Imagem: Olhar Digital [gerada com IA]/Shutterstock)

COP30: como o oceano pode ajudar a reduzir emissões em 35% até 2050?

Soluções climáticas focadas nos oceanos podem ajudar a reduzir em até 35% as emissões globais até 2050. A estimativa está no chamado “Pacote Azul” (blue package, em inglês) apresentado nesta terça-feira (18) pela enviada especial da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) para Oceanos, Marinez Scherer, em Belém.

O roteiro alinha e impulsiona as “Iniciativas de Avanço Oceânico” em cinco setores de alto impacto. “Esses não são objetivos abstratos. São ações práticas, baseadas na ciência, que podem ser implementadas agora se agirmos juntos e com urgência”, defendeu a doutora em Ciências Marinhas e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O que prevê o plano?

  • Conservação marinha: investimentos de US$ 72 bilhões (R$ 383 bilhões) para garantir a integridade dos ecossistemas oceânicos, protegendo, restaurando e conservando pelo menos 30% do oceano até 2030;
  • Alimentos aquáticos: fornecimento de pelo menos US$ 4 bilhões (R$ 21 bilhões) anualmente para apoiar sistemas alimentares aquáticos resilientes que contribuam para ecossistemas saudáveis ​​e regenerativos e sustentem a segurança alimentar e nutricional de três bilhões de pessoas;
  • Energia renovável oceânica: instalar pelo menos 380 GW de capacidade offshore, estabelecendo metas e medidas facilitadoras para resultados líquidos positivos em termos de biodiversidade, e defender a mobilização de R$ 10 bilhões (R$ 53 bilhões) em financiamento concessional para economias em desenvolvimento, a fim de atingir esse objetivo;
  • Transporte marítimo: combustíveis com emissão zero devem representar pelo menos 5% do total, com o objetivo de atingir 10% do combustível para transporte marítimo internacional e 15% para transporte marítimo doméstico até 2030. 450.000 marítimos precisam de requalificação e treinamento até 2030; 30% do comércio marítimo deve passar por portos adaptados às mudanças climáticas até 2030. Reduzir o impacto do transporte marítimo internacional na biodiversidade marinha em 30% até 2030;
  • Turismo costeiro: investimento de US$ 30 bilhões (R$ 159 bilhões) anualmente para apoiar a redução pela metade das emissões do turismo costeiro; e investimentos adicionais para fortalecer a resiliência das comunidades locais, bem como para recuperar e proteger os ecossistemas, visando a gestão sustentável do turismo em destinos insulares e costeiros mais vulneráveis ​​às mudanças climáticas.

Leia a matéria completa aqui

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COP30: Alemanha vai investir R$ 6,1 bi em fundo florestal do Brasil, diz Marina Silva

Nesta quarta-feira (19), a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, anunciou que a Alemanha fará um aporte de € 1 bilhão (R$ 6,1 bilhões, na conversão direta) ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) (saiba o que é o TFFF mais abaixo).

O anúncio vem dois dias após polêmica protagonizada pelo chanceler federal alemão, Friedrich Merz, criticar e desqualificar Belém (PA), cidade onde a COP30 está sendo realizada.

Marina Silva
Ministra afirmou que ela e o teve a “alegria” de poder contar com o aporte alemão (Imagem: Focus Pix/Shutterstock)

Silva declarou, no fim da tarde desta quarta-feira (19), que “tivemos a alegria de ver a Alemanha anunciar o seu aporte”. Ela também atribuiu o aditivo “a todo o esforço que vem sendo feito e em demonstração de que, de fato, esse instrumento de financiamento global é muito bem desenhado, muito bem estruturado e começa a dar as respostas esperadas“.

“Nós estamos convencidos que o TFFF é uma excelente ideia” disse o ministro do Meio Ambiente da Alemanha e representante do país na COP30, Carsten Schneider, ao presidente Lula em Belém (PA).

Na “pré-COP30”, a chamada Cúpula dos Líderes, realizada entre os dias 6 e 7 de novembro, a Alemanha até sinalizou apoio ao fundo, mas não tinha confirmado o valor até então. Ainda assim, Merz havia declarado que o país buscava oferecer uma contribuição “considerável“. “Se a Alemanha diz que é considerável, será considerável”, completou, frisando isso três vezes em coletiva de imprensa.

Leia mais:

amazonia floresta
Fundo florestal foi proposto pelo Brasil na Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) (Imagem: JarnoVerdonk/iStock)

O que é o TFFF?

  • O fundo é uma proposta conjunta de Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo, três países que concentram as maiores florestas tropicais do planeta. A iniciativa também tem o apoio de organismos internacionais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI);
  • Segundo o Itamaraty, a meta do TFFF é garantir a preservação de pelo menos 80% das florestas tropicais até 2050;
  • O mecanismo prevê a criação de um fundo patrimonial que gere rendimentos permanentes, evitando a dependência de doações pontuais;
  • Os recursos deverão ser usados em projetos de redução do desmatamentorecuperação de áreas degradadas e promoção de atividades econômicas sustentáveis.

A proposta do TFFF foi apresentada inicialmente durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), em setembro, e vem sendo articulada desde então em reuniões multilaterais.

O governo brasileiro tem destacado que o fundo deve representar uma nova etapa na cooperação internacional para o clima, baseada em parcerias duradouras e na corresponsabilidade entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

No último dia 6, durante a Cúpula dos Líderes, o governo do Brasil anunciou que ao menos 53 países já demonstraram apoio ao fundo, além de que já garantiu 50% dos recursos de 2026.

Agora, além do aporte alemão, o TFFF possui compromissos de Brasil (US$ 1 bilhão/R$ 5,3 bilhões), Noruega (US$ 3 bilhões/R$ 15,9 bilhões), Indonésia (US$ 1 bilhão/R$ 5,3 bilhões) e França (US$ 500 milhões/R$ 2,6 bilhões).

Friedrich Merz
Chanceler alemão comparou Brasil e Alemanha e criou polêmica (Imagem: EUS-Nachrichten/Shutterstock)

E como foi a indisposição entre chanceler da Alemanha e Brasil?

Na fala desta semana que causou polêmica no governo brasileiro na COP30, Merz comparou Brasil e Alemanha, dizendo que a delegação de seu país ficou contente em deixar Belém (PA). Um porta-voz do governo local já indicou que o chanceler não vai se desculpar.

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Como funciona a urna eletrônica usada nas votações do Brasil?

As urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras são fundamentais para garantir a agilidade e a segurança do processo eleitoral. Desde a sua introdução, em 1996, essas máquinas revolucionaram a maneira como as eleições acontecem no Brasil, proporcionando rapidez na apuração dos votos e reduzindo as chances de fraudes.

O sistema é amplamente reconhecido e respeitado por sua confiabilidade, sendo um modelo referência para outros países. Vamos entender como funciona a urna eletrônica, explicando seus principais componentes, como ocorre a votação e a apuração, além de detalhar as medidas de segurança que garantem a integridade do processo.

Como funciona a urna eletrônica usada nas votações do Brasil

Cabine de votação da Urna Eletrônica Brasileira (Divulgação: Tribunal Regional Eleitoral)

A urna eletrônica utilizada no Brasil é um dispositivo de votação digital, projetado para facilitar e agilizar o processo eleitoral. Ao contrário dos métodos tradicionais, como a cédula de papel, a urna eletrônica permite que o eleitor registre seu voto de forma rápida e eficiente, sem o risco de erros humanos durante a contagem.

A primeira urna eletrônica foi utilizada nas eleições de 1996, e desde então, o Brasil tem aprimorado constantemente o sistema, tornando-o mais seguro e mais ágil a cada pleito.

Componentes principais da urna eletrônica

A urna eletrônica é composta por diversos componentes essenciais para seu funcionamento correto. Dentre os mais importantes estão:

  • Sistema Operacional: um sistema que permite o funcionamento, visualização e execução dos comandos virtuais do dispositivo;
  • Aplicativo de Urna: é o software, dentro do sistema operacional, que disponibiliza o programa a que as pessoas têm acesso durante o processo de votação;
  • Identificação biométrica: um leitor digital que permite a leitura, identificação, e catalogação da biometria de cada eleitor;
  • Dispositivos de segurança: para garantir a integridade do processo, as urnas eletrônicas possuem diversos sistemas de segurança, como criptografia de dados, lacres físicos e biometria. Essas medidas evitam que a urna seja manipulada ou adulterada durante o período de votação;
  • Dispositivo de armazenamento: todos os votos são armazenados em cartões de memória que ficam protegidos dentro da urna. Após o fechamento da votação, esses cartões são transportados para a apuração dos votos.
  • Tela e teclado: são, respectivamente, o monitor e o conjunto de teclas/botões que nos permitem visualizar informações e enviar comandos à urna.

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Processo de votação

O processo de votação nas urnas eletrônicas começa quando o eleitor se aproxima da cabine de votação, que é composta por uma tela, um teclado e um identificador biométrico. O eleitor registra seu voto tocando na tela sensível ao toque, onde aparecerão as opções de candidatos, partidos e coligações. Ele pode escolher o candidato digitando o número ou tocando na tela na área correspondente.

Urna eletrônica (Imagem: divulgação/TSE)
Urna eletrônica (Imagem: divulgação/TSE)

A urna eletrônica também oferece a possibilidade de voto nulo ou em branco, bastando para isso que o eleitor opte por essas alternativas na tela. Uma vez que o voto é registrado, a urna emite um “boletim de urna”, um comprovante com os dados da votação, que é guardado de forma sigilosa.

Apuração dos votos

Após o término da votação, a urna eletrônica envia os votos para a apuração. A contagem é realizada em tempo real, e os resultados podem ser divulgados rapidamente, sem a necessidade de apuração manual.

A urna gera automaticamente o total dos votos de cada candidato e partido, e as informações são transmitidas aos sistemas de apuração, onde os resultados finais são consolidados.

O sistema de apuração do Brasil permite que, logo após o encerramento da votação, a contagem dos votos seja feita com precisão e transparência. Além disso, o resultado final é divulgado quase instantaneamente, algo que seria impossível com os métodos tradicionais de apuração.

Segurança das urnas eletrônicas

Urna eletrônica eleitoral utilizada em 2020 (Divulgação: Agência Brasil)

A segurança das urnas eletrônicas é uma das maiores preocupações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao longo dos anos, o Brasil tem investido em diversas camadas de segurança para garantir que o sistema de votação seja inviolável. Algumas das principais medidas de segurança incluem:

  • Criptografia dos dados: todos os votos registrados nas urnas eletrônicas são criptografados, o que significa que, mesmo que alguém consiga acessar os dados, não será possível ler ou manipular os resultados;
  • Lacres de segurança: cada urna eletrônica é equipada com lacres físicos que impedem qualquer tentativa de acesso não autorizado ao seu interior;
  • Assinatura digital: as urnas eletrônicas possuem sistemas de assinatura digital que garantem que os dados enviados para a apuração sejam autênticos e não tenham sido alterados;
  • Auditoria pública: durante o processo eleitoral, o sistema permite a realização de auditorias públicas, nas quais técnicos e especialistas podem verificar a integridade das urnas e dos votos registrados;
  • Testes de integridade: antes de cada eleição, o sistema de urnas eletrônicas passa por rigorosos testes de integridade. Os testes são realizados de forma pública e podem ser acompanhados por qualquer cidadão, garantindo a transparência do processo.

Em resumo, as urnas eletrônicas são essenciais para o processo eleitoral brasileiro, garantindo agilidade, transparência e segurança. O funcionamento da urna eletrônica é baseado em tecnologia avançada que permite o registro do voto de forma rápida e precisa, com medidas de segurança para proteger a integridade do processo.

O sistema de votação no Brasil é constantemente auditado e atualizado, o que reforça a confiança da população na confiabilidade do sistema eleitoral.

A urna eletrônica é segura e eficaz, sendo um modelo de referência no mundo todo, e o Brasil continuará a aprimorar suas tecnologias para garantir eleições cada vez mais transparentes e seguras.

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Banco Master faz ChatGPT e Gemini perderem posto de apps mais baixados; entenda

A determinação do Banco Central (BC) para liquidação do Banco Master, nesta terça-feira (18), respingou até mesmo nos smartphones. Isso porque o aplicativo do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) fechou o dia como o app mais baixado no Brasil em iPhones e iPads.

A plataforma desbancou aplicações que, tradicionalmente, ficam no topo da lista, como ChatGPT, Gemini, AliExpress, Mercado Livre e Gov.br.

Fachada do Banco Master
Instituição financeira não pode mais operar, o que fez os investidores correrem para reaver seus ativos (Imagem: Divulgação)

A App Store não indica a quantidade de downloads de determinado aplicativo, mas dados obtidos pelo UOL junto ao Sensor Tower, que faz essa medição, apontam para uma arrancada histórica: até esta segunda-feira (18), o FGC sequer tinha índice suficiente para figurar no ranking. No mês passado, por exemplo, foram menos de cinco mil downloads em todo o mundo.

Mas, após a decisão do BC, o app desbancou ChatGPT — que possui o Brasil como segundo maior mercado — e Gemini. Respectivamente, as inteligências artificiais (IAs) foram baixadas 71 milhões e 26 milhões de vezes em outubro. Um dia antes, eles seguiam como os mais baixados no Brasil.

Gemini e ChatGPT não foram desbancados no Google

  • Já na Play Store, loja de aplicativos para Android, a situação é outra;
  • O FGC segue distante do topo da lista de mais baixados;
  • É que, historicamente, apps dessa categoria — finanças e que envolvem compras internas — costumam ser mais populares nos dispositivos Apple.
App Store da Apple
Apps financeiros são mais populares na loja de aplicativos da maçã (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

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Espera aí… FGC? Mas o que é isso?

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) nada mais é do que um mecanismo criado pelo BC que garante o pagamento, a investidores, de seus ativos, caso a instituição que as detém falir, for liquidada, etc.

Por isso, a atenção dada ao app do FGC se deu justamente pelo interesse de investidores do Banco Master que querem ser ressarcidos.

Com a decretação da liquidação da instituição, os ativos do banco ficaram indisponíveis. Sendo assim, pessoas que possuem ativos cobertos pelo FGC, como CDBs e LCIs, conseguem receber o valor das aplicações, contanto que esteja dentro do limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Captura de tela da página do FGC na Play Store
Exemplo de página do FGC na Play Store (Imagem: Reprodução)

Mas, para isso acontecer, é o investidor que deve ir atrás, baixando o FGC e realizando o cadastro. Uma vez que o BC decreta falência ou liquidação extrajudicial (como foi o caso) da instituição financeira, outras instituições informam o FGC sobre a lista de credores da financeira com problemas.

O pagamento é feito prioritariamente para pessoas e empresas com cadastro atualizado, mas não existe um prazo para isso. Apesar disso, a média estimada para que isso ocorra é de 30 dias a partir da decretação feita pelo BC. O crédito ocorre em até 48 horas na conta do credor.

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9 séries mais aguardadas de 2026

Se você é fã de maratonar boas histórias, pode começar a se preparar, pois separamos uma lista das 9 séries mais aguardadas de 2026, que promete ser um dos anos mais movimentados para o mundo das séries.

Plataformas como Netflix, Amazon Prime Video, Apple TV+ e Disney+ estão preparando estreias e continuações de produções que já conquistaram milhões de espectadores. Entre ficção científica, fantasia e super-heróis, o próximo ano deve marcar o retorno de títulos gigantes e a chegada de novos universos que podem redefinir o entretenimento em streaming.

Prepare-se para uma maratona de peso, com tramas que vão do Japão feudal à galáxia de Star Trek, passando por distopias futuristas e reinos medievais. Confira mais informações a seguir.

9 séries mais aguardadas de 2026

The Witcher – Temporada 5

Um homem e uma mulher, ambos loiros de cabelos compridos, com roupas medievais.
The Witcher (Imagem de Divulgação Netflix)

A quinta temporada de The Witcher marcará o encerramento da saga de Geralt de Rivia, Ciri e Yennefer na Netflix. Após altos e baixos ao longo das temporadas anteriores, a expectativa é que o estúdio encerre a história em grande estilo. Prevista para 2026, a nova fase deve adaptar os volumes finais da obra de Andrzej Sapkowski, oferecendo uma conclusão épica e emocional.

Os fãs aguardam também para ver como o novo intérprete de Geralt (Liam Hemsworth, que substitui Henry Cavill) consolidará o papel. Com efeitos de ponta e batalhas grandiosas, The Witcher 5 promete ser um dos títulos mais comentados do ano.

Shōgun – Temporada 2

Pôster da série Shōgun (Divulgação: Disney+)

Depois de conquistar o público e a crítica com sua primeira temporada, Shōgun retorna com ainda mais ambição. A série da FX, ambientada no Japão feudal, foi um dos maiores sucessos de 2024 e já iniciou os preparativos para sua continuação.

A segunda temporada de Shōgun está prevista para começar a ser gravada em 2026, com estreia possivelmente no final do mesmo ano.

O novo arco deve continuar explorando os conflitos de poder entre samurais, alianças políticas e temas de honra e sacrifício. A fotografia impecável e o roteiro de alto nível fazem dela uma das produções históricas mais esperadas do período.

Demolidor: Renascido – Temporada 2

Demolidor (Imagem: Marvel Studios)

O herói cego mais famoso da Marvel está de volta. Depois de um hiato e de uma recepção morna na primeira temporada, o Disney+ aposta em uma nova abordagem para Demolidor: Renascido, que chega em março de 2026. Com Charlie Cox reprisando o papel de Matt Murdock, a série promete um tom mais maduro e sombrio, explorando as consequências do vigilantismo em um universo pós-Vingadores.

A Marvel vê nessa continuação uma chance de reconectar o público que sente falta das séries do selo Netflix, como Jessica Jones e O Justiceiro.

Os Anéis do Poder – Temporada 3

O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder
Os Anéis do Poder (Divulgação: Amazon Studios)

A megaprodução inspirada no universo de O Senhor dos Anéis volta em 2026 com sua terceira temporada. A série da Amazon Prime Video investe pesado em efeitos visuais e narrativa épica, mostrando os eventos da Segunda Era da Terra-média, milhares de anos antes das aventuras de Frodo e Aragorn.

A nova fase deve aprofundar a ascensão de Sauron e o conflito que leva à criação dos anéis de poder. Com orçamentos milionários e locações grandiosas, Os Anéis do Poder 3 é uma das produções de fantasia mais caras e aguardadas do mundo, e certamente uma das séries mais aguardadas 2026.

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Silo – Temporada 3

Silo (2023) / Crédito: Apple TV+ (Reprodução)

A Apple TV+ confirmou a produção da terceira temporada de Silo, uma das distopias mais elogiadas dos últimos anos. Baseada na obra literária de Hugh Howey, a trama se passa em um futuro em que os últimos humanos vivem em gigantescos silos subterrâneos após a superfície da Terra se tornar inabitável.

A terceira temporada deve estrear no início de 2026 e promete responder às perguntas deixadas pelo final tenso da segunda. Visual impactante, roteiro sólido e atuações intensas fazem de Silo uma das apostas mais fortes da Apple no próximo ano.

Star Trek: Starfleet Academy

star trek starfleet academy
Star Trek: Starfleet Academy (Imagem: TrekMovie/Reprodução)

A franquia Star Trek ganha uma nova expansão com Starfleet Academy, série que estreia oficialmente em 15 de janeiro de 2026 no Paramount+. Ambientada no século 32, a trama acompanha um grupo de jovens cadetes treinando para se tornarem oficiais da Frota Estelar.

A produção promete mesclar o espírito clássico da franquia com temas contemporâneos como diversidade, ética e liderança. Com essa nova abordagem, a série busca conquistar tanto fãs veteranos quanto uma nova geração que se conecta ao universo de Star Trek pela primeira vez.

Crystal Lake

crystal lake, uma das séries mais aguardadas de 2026
Crystal Lake (Imagem: peacock/Divulgação)

Produzida pela A24 e pela Peacock, Crystal Lake é um spin-off de Sexta-Feira 13, e já nasce cercada de mistério. A proposta é explorar as origens de Jason Voorhees e dos eventos que transformaram o acampamento em um cenário de terror icônico.

Mesmo sem data exata confirmada, o lançamento é esperado para 2026. A expectativa é alta, especialmente entre fãs de horror psicológico e slasher, já que a A24 costuma apostar em narrativas visuais marcantes e tensas.

The Boys – Quinta Temporada

Homelander (The Boys)
Homelander (The Boys) via Sony Pictures Television/reprodução

A série mais irreverente da Prime Video retorna com sua quinta (e última) temporada em 2026. Após o sucesso estrondoso das temporadas anteriores, The Boys deve elevar ainda mais o nível da crítica social e da violência gráfica que a consagrou.

Com Homelander cada vez mais instável e o grupo dos “Rapazes” fragmentado, o novo arco promete consequências brutais.

A Knight of the Seven Kingdoms

Baseada nos contos de George R. R. Martin, A Knight of the Seven Kingdoms se passa um século antes dos eventos de Game of Thrones. Produzida pela HBO, a série acompanha as aventuras do cavaleiro Dunk e de seu escudeiro Egg, que mais tarde se tornará o rei Aegon V Targaryen.

Com estreia prevista para 2026, a produção promete resgatar a essência medieval e política que fez de Game of Thrones um fenômeno global. É uma das séries mais aguardadas de 2026 para os fãs de fantasia épica.

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Brasil demarca novos territórios indígenas e reforça iniciativa na COP30

O Brasil reforçou, nesta segunda-feira (17), o compromisso de garantir direitos territoriais de povos indígenas, afrodescendentes e comunidades tradicionais por meio da Florestas e Posse da Terra (Pledge 2.0) na COP30.

A iniciativa recebeu o apoio de 15 países, incluindo Alemanha, Noruega, Holanda, Reino Unido e mais 27 filantropias, com novo aporte de US$ 1,8 bilhão (R$ 9,5 bilhões, na conversão direta) em financiamento entre 2026 e 2030, segundo a Agência Brasil.

“Essas ações demonstram um momento político e financeiro crescente que apoia diretamente os verdadeiros guardiões e guardiãs da floresta. Como parte do nosso compromisso, o Brasil anuncia a regularização e proteção de 63 milhões de hectares de terras indígenas e quilombolas até 2030”, declarou a ministra dos Povos Indígenas Sônia Guajajara, acrescentando que o plano integra o Compromisso Intergovernamental sobre Posse da Terra da Parceria de Líderes para Florestas e Clima.

Desse total, quatro milhões de hectares são em territórios quilombolas e os outros 59 milhões são territórios distribuídos em dez territórios indígenas. A regularização pode reforçar o pagamento mínimo de 20% por serviços florestais previstos no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado pelo Brasil durante a conferência em Belém (PA).

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Demarcações podem evitar até 20% do desmatamento adicional e reduzir 26% das emissões de carbono até 2030 (Imagem: Ministério dos Povos Indígenas)

Além do financiamento, o Pledge 2.0 também garante que indígenas e quilombos tenham poder decisório sobre a utilização dos recursos, além do direito de consulta livre, prévia e informada sobre as decisões que impactem seus territórios, conforme estabelecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Brasil fazendo demarcação de terras

  • No mesmo dia, o governo federal anunciou a demarcação de dez terras indígenas em celebração ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 17 de novembro;
  • As portarias foram assinadas pelo ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski, em ação conjunta com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI);
  • Atualmente, as terras indígenas ocupam 117,4 milhões de hectares, cerca de 13,8% do território nacional (áreas que figuram entre os maiores contínuos de floresta tropical do planeta);
  • Estudos mostram que as demarcações podem evitar até 20% do desmatamento adicional e reduzir 26% das emissões de carbono até 2030;
  • Durante a COP30, lideranças indígenas defenderam que não há política climática robusta sem segurança territorial;
  • Em 2024, o governo reconheceu a posse permanente indígena de 11 territórios. Com essas novas portarias assinadas, 21 terras indígenas passaram a ser reconhecidas. Desde 2018, ano que marcou a transição do governo Michel Temer para a gestão Jair Bolsonaro, não havia demarcação.
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Atualmente, as terras indígenas ocupam 117,4 milhões de hectares, cerca de 13,8% do território nacional (Imagem: Ministério dos Povos Indígenas)

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Conheça os novos territórios

TUPINAMBÁ: Entre as cidades de Ilhéus, de Buerarema e de Uma, na Bahia, o território Tupinambá de Olivença é ocupado pelo povo de mesmo nome. A área demarcada conta com 47.374 hectares e é ocupada por 4.631 pessoas, de acordo com as últimas medições. A área tem sobreposição com o Projeto de Assentamento PA Ipiranga, na qual grande parte dos ocupantes é indígena.

Esse território foi prometido no ato de devolução do Manto dos Tupinambás, que passou 300 anos exposto em um Museu da Dinamarca e retornou ao Brasil no ano passado. O objeto raro e sagrado do povo Tupinambá foi levado à Europa em 1644 e permaneceu até julho de 2024, quando foi repatriado. O manto é uma peça com cerca de 1,20 metro de altura, por 80 centímetros de largura. Considerado uma entidade sagrada pelos Tupinambá, é confeccionado com penas de guarás, plumas de papagaios, araras-azuis e amarelas.

VISTA ALEGRE: No Amazonas, nos municípios de Careiro do Castanho e de Manaquiri, se encontram as terras indígenas Vista Alegre, habitada pelo povo Mura. A área reconhecida pela portaria conta com 13.206 hectares. Em 2008, a população indígena era de 160 pessoas. Há sobreposição parcial com o Projeto Agroextrativista Castanho, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O território também abriga 39 ocupações não indígenas.

COMEXATIBA: O município de Prado (BA), onde se localiza o território Comexatiba – (Cahy-Pequi), abriga o povo Pataxó. A área demarcada tem 28.077 hectares e é habitada por 732 indígenas. O território possui sobreposição com o Parque Nacional do Descobrimento (Unidade de Conservação Federal) e com o Projeto de Assentamento Cumuruxatiba, do Incra.

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Durante a COP30, lideranças indígenas defenderam que não há política climática robusta sem segurança territorial (Imagem: Ministério dos Povos Indígenas)

YPOI TRIUNFO: No município de Paranhos (MS), o território indígena Ypoi Triunfo foi demarcado com uma área de 19.756 hectares e abriga 869 indígenas, segundo dados da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) de 2009. A área também possui um Projeto de Assentamento habitado por 68 famílias.

SAWRE BA’PIM: Com 150.330 hectares, a terra indígena Sawre Ba’pim é lar do povo Munduruku, no município de Itaituba (PA). A localidade conta com 62 cadastros de ocupações, sendo um imóvel registrado e as demais ocupações identificadas como posse.

Além disso, há sobreposição em 78,59% com o Parque Nacional da Amazônia, Unidade de Conservação Federal de proteção integral, e com a Gleba Santa Cruz, certificada pelo Incra (5,68% da área total da Gleba). Em 2024, foi realizada a ocupação da terra ao lado.

PANKARÁ: Em Pernambuco, no município de Carnaubeira da Penha, está o território indígena Pankará da Serra do Arapuá, habitado pelo povo Pankará. A área tem 15.114 hectares e é ocupada por 4.716 indígenas.

SAMBAQUI: No município Pontal do Paraná (PR) está situada a terra indígena Sambaqui, habitada pelo povo Guarani-Mbya. O território demarcado possui 2.798 hectares, ocupado por 31 pessoas.

KA’AGUY HOVY: Na cidade da Iguape (SP), o povo Guarani-Mbya vive na terra indígena Ka’aguy Hovy, situada no Vale da Ribeira, que em conjunto com a zona litorânea paulista, abriga a maior extensão contínua ainda conservada da Mata Atlântica no Brasil. A área demarcada tem 1.950 hectares e é habitada por 90 indígenas.

O território é totalmente sobreposto à Área de Proteção Ambiental (APA) de Cananéia-Iguape-Peruíbe. Em 1998, o Vale do Ribeira recebeu o título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de Patrimônio Histórico e Ambiental da Humanidade.

PAKURIT: Habitado pelo povo Guarani-Mbya, o território indígena Pakurity, no município de Cananéia (SP), foi demarcado. A área possui 5.730 hectares e, segundo dados de 2016 da Funai, abriga 133 indígenas. O território é parcialmente sobreposto ao Parque Estadual da Ilha do Cardoso.

KA’AGUY MIRIM: Ainda no Estado de São Paulo, nos municípios de Miracatu e de Pedro Toledo, o povo Guarani-Mbya teve o território Ka’aguy Mirim demarcado. A área possui 1.190 hectares, é habitada por 70 indígenas, e está situada no Vale da Ribeira — que em conjunto com a zona litorânea paulista —, abriga a maior extensão contínua ainda conservada da Mata Atlântica no Brasil.

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