Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?

Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.

Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.

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TSE decide manter remoção de posts que associam Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora

O plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta quarta-feira (30) para manter a remoção de publicações que relacionam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Até o momento descrito no julgamento, três ministros votaram para manter vetadas as publicações que associem Flávio Bolsonaro à suposta iniciativa. Outros dois defenderam restringir a medida a conteúdos considerados “notoriamente inverídicos”, delimitando a remoção às publicações com aparente conteúdo falso.

O julgamento ocorre no plenário virtual e tem previsão de encerramento às 23h59 desta quarta-feira.

Entre as publicações removidas estava uma postagem do humorista Antonio Tabet, que escreveu, sem citar nominalmente Flávio Bolsonaro: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.

Após a remoção, Tabet levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), em processo relatado pelo ministro Flávio Dino. O ministro havia determinado o restabelecimento da publicação e de outros conteúdos retirados pelo mesmo fundamento.

Na segunda-feira (28), porém, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu, até uma análise do plenário do STF, a determinação de André Mendonça para retirar as publicações.

Votos pela manutenção da decisão

  • André Mendonça foi o primeiro ministro a votar no julgamento do TSE. Ele havia incluído sua manifestação no sistema da Justiça Eleitoral antes mesmo do horário previsto para o início da sessão, às 10h;
  • Segundo Mendonça, suas decisões não restringem a liberdade religiosa e foram tomadas de maneira excepcional. O ministro também afirmou que elas “não constituem censura prévia”;
  • Ele votou para referendar as duas decisões tomadas anteriormente sobre o caso;
  • Mendonça afirmou que a primeira decisão ocorreu porque a Justiça identificou informações específicas que poderiam ser verificadas e que, em uma análise inicial, foram consideradas falsas;
  • Já a segunda decisão, segundo o ministro, teve como objetivo fazer cumprir a medida diante da ampla divulgação do conteúdo, com base nas regras eleitorais e em decisões anteriores do STF.

Mendonça também citou o entendimento do Supremo sobre o Marco Civil da Internet, que ampliou a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo publicado por usuários.

“A regulamentação eleitoral passou a expressamente prever o dever de os provedores promoverem a imediata remoção de conteúdos de publicações que reproduzam, no todo ou em parte, conteúdo idêntico ou substancialmente equivalente àquele objeto de fake news que já tenha sido objeto de ordem de indisponibilização pela Justiça Eleitoral, independentemente de nova ordem judicial específica”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que a decisão não impede manifestações de fé, a defesa de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, críticas a uma eventual mudança dessa condição ou debates envolvendo religião e política.

Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques acompanhou Mendonça. Para ele, a medida protege a liberdade religiosa em sua dimensão coletiva e democrática.

“A meu sentir, a tutela deferida protege a liberdade religiosa em sua dimensão coletiva e democrática, pois impede que a fé de milhões de brasileiros seja instrumentalizada, às vésperas do pleito, por meio de uma afirmação factual inexistente, destinada a despertar, artificialmente, estados emocionais no eleitorado”, afirmou.

Nunes Marques também considerou que a publicação de Tabet não precisava mencionar nominalmente Flávio Bolsonaro para atribuir o fato ao candidato.

Segundo o ministro, a premissa factual identificada no caso era a de que o candidato ou sua família teriam proposto, apoiado ou pretendido retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, sem que houvesse suporte fático mínimo para essa afirmação.

“A publicação impugnada não precisava nomear o candidato para lhe imputar o fato, pois, veiculada no auge da circulação da narrativa falsa, acompanhada da imagem da Padroeira, sua mensagem somente se completava e somente produzia o efeito pretendido, em razão do contexto informacional em que inserida”, afirmou.

O ministro Dias Toffoli também votou pela manutenção da medida. Para Toffoli, a liberdade de expressão não impede a atuação da Justiça Eleitoral quando uma manifestação deixa o campo da opinião ou da crítica política e passa a apresentar fatos objetivamente verificáveis sem suporte mínimo na realidade.

“A medida somente alcança publicações que reproduzam, de forma inequívoca, o núcleo factual especificamente delimitado pelo relator, qual seja, a ideia falsa de que o candidato propôs, apoiou, articulou ou pretende promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil”, afirmou.

Divergências sobre o alcance da remoção

Os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano Peixoto Marques Neto divergiram de Mendonça quanto ao alcance da decisão.

Cueva propôs restringir as medidas para preservar críticas, opiniões e manifestações relacionadas a uma eventual atuação futura de Flávio Bolsonaro.

Em seu voto, o ministro considerou falsas, em análise preliminar, as afirmações apresentadas como fatos já ocorridos ou em andamento de que Flávio Bolsonaro teria proposto, apoiado ou articulado concretamente a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida ou a extinção do feriado nacional.

Ele defendeu, porém, que previsões e avaliações sobre possíveis iniciativas futuras não sejam automaticamente abrangidas pela ordem de remoção.

Cueva também votou contra a retirada da publicação de Tabet. Para ele, o texto contém uma crítica política e não atribui ao candidato uma conduta concreta e verificável sobre o tema.

O ministro propôs o restabelecimento dos conteúdos removidos que não estejam dentro dos limites definidos em seu voto e a manutenção da retirada de cópias idênticas do card que afirma que Flávio Bolsonaro articula a mudança para agradar evangélicos.

Em relação às plataformas, Cueva defendeu que a remoção preventiva de novas publicações dependa de uma ordem confirmada pelo colegiado e de uma definição clara sobre o conteúdo considerado ilícito pela Justiça Eleitoral.

Em caso de dúvida sobre o alcance da determinação, a orientação proposta é preservar a postagem e permitir que a plataforma peça esclarecimentos ao tribunal.

Floriano Peixoto Marques Neto, por sua vez, votou para que sejam retiradas apenas as publicações consideradas “notoriamente inverídicas”, restringindo a medida aos conteúdos com aparente conteúdo falso.

Para o ministro, a vedação deve estar estritamente relacionada a afirmar ou insinuar que Flávio Bolsonaro atuou na proposta de mudança.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro, candidato à presidência do Brasil pelo PL – Foto oficial da candidatura registrada no TSE

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Mendonça reconsidera parte do voto

Perto das 20h30, André Mendonça acrescentou uma manifestação ao voto inicial e reconsiderou parte de sua posição.

O ministro liberou a publicação de Antonio Tabet, mas manteve a proibição de conteúdos que façam ligação entre Flávio Bolsonaro e a suposta tentativa de mudança do título de Padroeira do Brasil.

Na nova manifestação, Mendonça afirmou que a atuação da Justiça Eleitoral sobre manifestações no debate político deve seguir critérios estritos e que, diante de dúvida razoável sobre o enquadramento de uma publicação no núcleo factual considerado falso, deve prevalecer a liberdade de expressão.

“Nesse sentido, realço a convergência com a premissa central que tenho reiteradamente sustentado no sentido de que a intervenção da Justiça Eleitoral sobre manifestações veiculadas no debate político deve observar critérios estritos e que, especialmente diante de dúvida razoável acerca do enquadramento de determinada publicação no núcleo factual reconhecido como falso, deve-se privilegiar a liberdade de expressão e a manutenção do conteúdo”, afirmou.

Sobre a publicação de Tabet, Mendonça considerou recomendável aplicar com especial rigor a preservação da liberdade de expressão em situações fronteiriças.

“Não se trata, portanto, de afirmar que a compreensão adotada na decisão inicial fosse desprovida de fundamento. Tampouco se altera o reconhecimento de que são objetivamente falsas as afirmações, apresentadas como fatos já ocorridos ou em curso, segundo as quais Flávio Bolsonaro teria sido autor, apresentado, proposto, apoiado ou articulado concretamente iniciativa destinada à retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil”, acrescentou.

Disputa entre TSE e STF

A decisão do TSE ocorre em meio a uma sequência de decisões envolvendo o tribunal eleitoral e o Supremo Tribunal Federal (STF).

No domingo (27), Flávio Dino havia determinado o restabelecimento da publicação de Tabet e de outros conteúdos removidos pelo mesmo fundamento. Segundo Dino, a postagem do humorista não citava nominalmente Flávio Bolsonaro e a medida era necessária para proteger a liberdade de expressão.

Na segunda-feira (28), Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino após um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro. Com isso, restabeleceu temporariamente a determinação de Mendonça para a retirada dos conteúdos, incluindo a publicação de Tabet.

Fux defendeu que o tema fosse analisado pelo colegiado do STF, diante dos impactos sobre a Justiça Eleitoral e sobre a disputa presidencial em curso.

Após Flávio Bolsonaro recorrer da decisão de Mendonça, Dino havia enviado sua decisão para análise do plenário do STF.

O presidente do Supremo, Edson Fachin, chegou a sinalizar que poderia pautar o assunto nesta quarta-feira (30), mas isso não havia sido confirmado.

Segundo informações do blog da jornalista Camila Bomfim, no g1, Fachin aguardava o julgamento do TSE para decidir se seria necessária uma atuação do Supremo.

Uma decisão colegiada da Justiça Eleitoral se sobrepõe às liminares concedidas individualmente no STF.

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Olhar do Amanhã: a nova era da IA que age antes de você pedir

No dia 8 de setembro, a Meta lançou o Muse, um agente de IA que roda sozinho, em segundo plano, o tempo todo. Ontem, a OpenAI respondeu com o Dots, ferramenta capaz de acompanhar calendário, e-mail e dezenas de aplicativos sem que ninguém precise pedir nada.

Será que estamos diante de uma nova era da IA? Esse é o assunto da coluna Olhar do Amanhã, com o doutor Álvaro Machado Dias, professor da UNIFESP, neurocientista, futurista e colunista do Olhar Digital News. Confira!

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OpenAI acusa chinesa Moonshot de distilar suas IAs

A OpenAI afirma ter identificado e interrompido uma campanha coordenada de distilação de modelos de inteligência artificial (IA) que teria como objetivo extrair capacidades de raciocínio protegidas de seus sistemas. Segundo a empresa, uma parte central da atividade foi atribuída a indivíduos associados à chinesa Moonshot AI, desenvolvedora do chatbot Kimi.

A atividade teria começado no início de julho e atingido pico entre os dias 24 e 25 daquele mês, quando a OpenAI identificou 16 mil solicitações feitas por mais de quatro mil usuários, seguindo padrão de extração semelhante. A investigação posteriormente encontrou atividades relacionadas em conjunto de mais de 15 mil usuários. A empresa afirma que interrompeu completamente a campanha em 28 de julho.

Como funcionava a tentativa de extração

  • Segundo a OpenAI, os operadores não invadiram seus bancos de dados nem quebraram diretamente a criptografia utilizada para proteger o raciocínio dos modelos;
  • O método identificado explorava a forma como os modelos processavam informações entre diferentes conversas. Usuários copiavam dados de raciocínio criptografados de uma conversa e, em uma segunda interação, solicitavam ao modelo que descriptografasse e transcrevesse o conteúdo oculto em texto visível;
  • “Os operadores não quebraram nossa criptografia, comprometeram um banco de dados nem obtiveram acesso direto às conversas armazenadas dos usuários. Em vez disso, manipularam as interações com o modelo para que o raciocínio protegido pudesse ser reproduzido em formas visíveis ao solicitante, de maneira coordenada e em escala, violando nossos termos de serviço”, afirmou a OpenAI;
  • A empresa classificou a técnica como nova forma de ataque de distilação. De acordo com a companhia, não está claro se toda a atividade partiu de um único operador utilizando milhares de contas ou se envolveu diferentes grupos;
  • A OpenAI, contudo, afirma que um núcleo da atividade pode ser associado a pessoas ligadas à Moonshot AI. A empresa não apresentou publicamente evidências técnicas detalhadas que sustentem essa atribuição.

O que é distilação de IA?

A distilação de modelos é uma técnica legítima de treinamento na qual um sistema mais poderoso, chamado de “professor”, produz respostas que podem ser utilizadas para treinar um modelo menor, o “aluno”.

O objetivo pode ser criar sistemas mais baratos e eficientes, capazes de reproduzir determinadas capacidades do modelo maior sem exigir a mesma quantidade de processamento. A prática é utilizada normalmente no desenvolvimento de modelos de IA.

A controvérsia surge quando empresas utilizam modelos proprietários de terceiros para coletar grandes volumes de respostas sem autorização e reproduzir capacidades consideradas protegidas. Nesse contexto, empresas estadunidenses de IA passaram a chamar determinadas operações de distilação ilícita.

O raciocínio intermediário dos modelos se tornou especialmente relevante nesse processo. Em vez de utilizar apenas respostas finais, uma operação de distilação pode tentar coletar informações sobre como um sistema resolve problemas complexos, fornecendo ao modelo que está sendo treinado exemplos mais detalhados de como chegar a determinada conclusão.

Moonshot já havia sido acusada pela Anthropic

A acusação da OpenAI ocorre em meio a uma disputa mais ampla envolvendo empresas chinesas e laboratórios estadunidenses de IA.

Em fevereiro, a Anthropic afirmou ter identificado campanhas de distilação envolvendo três laboratórios chineses, incluindo a Moonshot. Na ocasião, a empresa disse ter identificado mais de 16 milhões de interações com o Claude associadas a aproximadamente 24 mil contas fraudulentas. A Moonshot teria sido responsável por mais de 3,4 milhões dessas interações, segundo a Anthropic.

Em setembro, a Anthropic voltou a acusar a Moonshot de utilizar seus modelos para treinamento. Segundo um relatório da empresa, a startup teria encaminhado silenciosamente solicitações de seus próprios clientes para o Claude, fazendo com que usuários que acreditavam estar utilizando o Kimi recebessem respostas do modelo da Anthropic.

A empresa afirma ter identificado quase 300 mil solicitações encaminhadas ao Claude durante um período de dez dias, principalmente para o modelo Opus, utilizando uma rede de 5.380 contas fraudulentas. A Anthropic também afirmou ter identificado mecanismos destinados a extrair registros de raciocínio das respostas obtidas.

Ainda segundo a Anthropic, a Moonshot teria observado mais de 23 milhões de interações relacionadas a campanhas de distilação entre maio e julho de 2026. Esses números se referem às investigações da própria Anthropic e não à campanha descrita agora pela OpenAI.

Celular com Moonshot AI aberto; ao fundo, monitor exibe ilustração de cérebro em silhueta de cabeça humana
Moonshot nega as acusações – Imagem: gguy/Shutterstock

Leia mais:

EUA já ameaçaram sanções

A discussão também chegou ao governo dos Estados Unidos. Em julho, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo poderia aplicar sanções contra modelos chineses de pesos abertos caso fossem confirmadas evidências de distilação de modelos estadunidenses.

Na ocasião, Bessent disse que autoridades estadunidenses estavam encontrando marcas associadas a grandes modelos de linguagem dos EUA em diversos modelos chineses e classificou a situação como inaceitável.

A possibilidade de sanções surgiu em meio às acusações de que empresas chinesas estariam utilizando modelos estadunidenses para acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas. A Reuters informou na época que autoridades dos EUA também avaliavam possíveis restrições contra empresas chinesas, enquanto Pequim rejeitou as acusações de apropriação indevida de tecnologia.

A Moonshot, por sua vez, já havia rejeitado anteriormente a alegação de que o desempenho de seu modelo Kimi K3 fosse resultado de distilação. Segundo a Reuters, a empresa afirmou que os ganhos de desempenho vieram de mudanças próprias na arquitetura do sistema.

OpenAI promete reforçar as defesas

A OpenAI afirma que o episódio não representa uma vulnerabilidade exclusiva de seus modelos. A empresa compartilhou informações sobre a campanha com parceiros do setor por meio do Frontier Model Forum, com o objetivo de melhorar as defesas contra tentativas semelhantes.

Além de bloquear as contas envolvidas, a companhia afirma ter reforçado os controles de criação de contas e infraestrutura, ampliado o monitoramento de redes e corrigido o mecanismo que permitia transportar dados de raciocínio criptografados de uma conversa para outra e tentar convertê-los novamente em texto legível.

A empresa espera que esse tipo de operação fique mais sofisticado à medida que os modelos de fronteira avancem.

“Esperamos que as tentativas de distilação adversarial se tornem mais sofisticadas à medida que os modelos de fronteira melhorem e os agentes busquem maneiras mais baratas de reproduzir suas capacidades. A defesa contra essa atividade exige controles em várias camadas e adaptação contínua”, afirmou a OpenAI.

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Argentina x Bolívia: onde assistir, horário e escalações do amistoso

Nesta quarta-feira (30), Argentina e Bolívia se enfrentam em amistoso. A bola rola para a partida às 21h (horário de Brasília) no Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, na Argentina.

  • Argentina x Bolívia:
    • Competição: amistoso
    • Data: 30/09 (quarta-feira)
    • Horário: 21h (horário de Brasília)
    • ​Local: Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, na Argentina.

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir ao amistoso entre Argentina e Bolívia

O jogo entre Argentina e Bolívia terá transmissão ao vivo no SporTV.

Prováveis escalações:

  • Argentina: Dibu Martínez; Giay, Romero, Lisandro Martínez e Medina; Palacios, Mac Allister, Mastantuono e Nico Páz; Julián Alvarez e Lautaro Martínez.
    • Técnico: Lionel Scaloni
  • Bolívia: Viscarra; Morales, Haquin e Arroyo; Medina, Cuellar, Melgar, Villamíl e Fernandez; Terceros e Nava.
    • Técnico: Óscar Villegas.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Argentina e Bolívia na temporada

A Argentina enfrenta a Bolívia no primeiro confronto após o vice-campeonato na Copa do Mundo de 2026, onde foi derrotada na final pela Espanha. Os compromissos marcados para esta Data FIFA iniciam uma nova era de renovação para a equipe comandada por Lionel Scaloni.

A Bolívia volta a campo tentando se reconstruir após ficar de fora do último Mundial, quando acabou eliminada pelo Iraque na repescagem intercontinental. Em seu compromisso mais recente nesta mesma Data FIFA, a seleção boliviana vem de um tropeço por 2 a 0 contra o Paraguai.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje.

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Eleições 2026: candidatos à Presidência têm planos diferentes para IA, data centers e soberania digital

O Olhar Digital publica nesta semana uma série analisando as propostas de candidatos à Presidência da República na Ciência e na Tecnologia. Nesta matéria, você vai ler sobre as propostas envolvendo inteligência artificial, data centers e soberania digital.

Tecnologia nunca esteve tão amarrada a outras esferas da vida como atualmente. Do Papa Leão XIV ao presidente dos EUA, Donald Trump, todos têm algo a dizer sobre o assunto. E a propor.

Em candidaturas à presidência da República, tecnologia aparece como um pilar estratégico. Não é mais uma pauta secundária.

O Olhar Digital analisou planos de governo de seis candidatos: Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).

A reportagem mergulhou nos documentos – todos disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – para checar o que os candidatos propõem em três temas: inteligência artificial (IA), data centers e soberania digital.

(Para quem não sabe: soberania digital é a capacidade de um país de governar e controlar sua própria tecnologia, dados e infraestrutura digital sem depender totalmente de empresas ou governos estrangeiros.)

A apuração também considerou dois mapeamentos: um feito pelo centro de pesquisas Reglab e outro feito pela consultoria Alandar.

Nas listas de destaques das propostas, Lula aparece em primeiro por ser o atual presidente da República. Em seguida, vem Flávio Bolsonaro, candidato que tem aparecido tecnicamente empatado com Lula em pesquisas recentes de intenção de voto. Os demais quatro candidatos foram listados em ordem alfabética.

Ilustração de bandeira do Brasil feita com códigos de programação
Planos de governo de candidatos à presidência da República têm propostas voltadas para tecnologia – Imagem: mr_tigga/Shutterstock

Eleições 2026: o ‘Brasil digital’ que seis candidatos propõem criar

Existe um “núcleo comum” no qual propostas de candidatos distantes no espectro político se encontram. As convergências retratam o Estado “arrumando a própria casa”. E usando tecnologia para melhorar seus serviços.

As divergências, por sua vez, aparecem quando os textos exploram regras de mercado, direitos digitais e atuação das empresas privadas.

Agora, vamos aos temas:

Inteligência artificial (IA)

Ilustração de chip de inteligência artificial sobre circuito eletrônico.
Planos de governo convergem na importância da IA e divergem nas regras para o setor – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Os planos de governo analisados consideram a IA uma ferramenta decisiva para aumentar produtividade, modernizar serviços públicos e melhorar a saúde e a segurança do país.

Ou seja: os candidatos concordam sobre a importância do tema. Mas discordam sobre como o Estado deve agir e regular a IA.

Cury e Lula, por exemplo, defendem papel ativo do Estado, com foco em soberania digital, ética, proteção de direitos autorais, transparência e mitigação de riscos sociais e psicológicos.

Já Caiado propõe um caminho intermediário, estabelecendo regras jurídicas baseadas no nível de risco e dano concreto da tecnologia, sem copiar modelos rígidos estrangeiros.

Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Renan Santos, por sua vez, priorizam a liberdade econômica e a atração de investimentos privados, opondo-se a regulações amplas ou prévias que possam travar a inovação.

Confira abaixo os destaques das propostas:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

  • Trata a IA como peça central de um plano de neoindustrialização e da execução do Plano Brasileiro de IA (PBIA);
  • Defende a regulação da IA no Brasil e no plano internacional. Propõe a remuneração de artistas e autores pelo uso de seus conteúdos no treinamento de modelos digitais, exige transparência sobre como os algoritmos tomam decisões e prevê a rastreabilidade de conteúdos gerados por IA, ancorados na criação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica;
  • Aplicações práticas:
    • Uso de IA no SUS para fazer triagem de pacientes, identificar casos graves, apoiar diagnósticos onde faltam especialistas e organizar fila única digital por risco clínico;
    • Difusão de ferramentas de IA no agronegócio, na saúde e nas pequenas empresas;
    • Criação de plataforma inteligente no Sine para cruzar vagas de trabalho e cursos;
    • Regras de transparência de algoritmos para proteger trabalhadores de aplicativos;
    • Modernização do Portal da Transparência com IA para prevenir corrupção e aprimorar a auditagem de contas públicas.

Flávio Bolsonaro (PL)

  • Adota postura voltada ao mercado. Defende que o Brasil aproveite suas vantagens em energia limpa e minerais críticos para atrair investimentos e se tornar produtor e desenvolvedor de IA, não apenas consumidor;
  • Defende legislação focada na liberdade de criar e inovar, inspirada em práticas internacionais. Rejeita a criação de regras burocráticas que limitem o setor ou estruturas estatais de controle que possam funcionar como mecanismo de censura ou rotulagem de opiniões;
  • Aplicações práticas:
    • Integração de assistentes virtuais de IA ao portal Gov.br (como a assistente ClarIA no programa “Brasil por Elas”), inclusive por comandos de voz, para que o sistema identifique os direitos de cada cidadão e os ofereça proativamente;
    • Propõe o desenvolvimento de aplicativo inteligente para suporte e segurança para idosos que moram sozinhos;
    • Criação do sistema Smart Brasil, que usaria IA, análise preditiva e reconhecimento facial integrados a mais de um milhão de câmeras novas em áreas públicas, portos e aeroportos;
    • Aplicação de IA para agilizar agendamento de consultas e exames no SUS, encaixando os pacientes nas primeiras vagas disponíveis;
    • Ensino de IA e competências digitais nas escolas públicas;
    • Criação da Estratégia Nacional de IA para levar soluções práticas a micro, pequenas e médias empresas na indústria, no agronegócio, na saúde e na logística.

Augusto Cury (Avante)

  • Considera a IA como infraestrutura estratégica de Estado e propõe uma política nacional específica. Defende colocar a tecnologia a serviço do bem-estar humano, unindo inovação com proteção da saúde mental e preparação do mercado de trabalho;
  • Defende um Marco Legal para a IA, focado em garantir ética e segurança jurídica. Demonstra preocupação com os efeitos dos algoritmos na saúde emocional de crianças e adolescentes. E defende o uso da tecnologia para formar pensadores críticos nas escolas;
  • Aplicações práticas:
    • Democratizar o acesso à IA para micro e pequenos empreendedores e pequenos agricultores, automatizando processos para que os pequenos ganhem produtividade e não fiquem desprotegidos diante da automação;
    • Uso de IA no programa SEO (Sociedade Está de Olho) e no controle dos gastos públicos para cruzar bilhões de dados, o que permitiria identificar fraudes, sobrepreços, superfaturamento e pagamentos indevidos, por exemplo;
    • Sistemas inteligentes para triagem inicial de sintomas, classificação automática de risco, redução de filas e rastreamento precoce do câncer em parceria com centros globais como Harvard;
    • Uso de IA e câmeras no programa de segurança FATO; e uso de satélites com IA no programa Floresta Viva – BR para detectar focos de incêndio florestal no início e coordenar o combate.

Renan Santos (Missão)

  • Apresenta um plano focado em política industrial agressiva. Propõe a criação do Marco Brasileiro de Inteligência Artificial (MBIA), conjunto de 14 medidas estruturadas em cinco eixos, com a meta de transformar o Brasil num grande exportador global de capacidade computacional, priorizando a região Nordeste;
  • Rejeita regulações da internet ou da mídia que imponham amarras à tecnologia ou à liberdade de expressão. Propõe reduções de impostos para empresas de tecnologia, facilitação de incentivos e expansão de capital de risco;
  • Em relação a infraestrutura e polos de pesquisa, propõe o Projeto Abaporu (laboratório nacional de IA com maioria de capital privado, governança independente e foco nas vantagens do país), ZEAIs (Zonas Econômicas de Alta Inteligência) e cluster de pesquisa (infraestrutura de dez mil GPUs dedicadas ao ensino e à pesquisa junto a universidades públicas).
  • Aplicações práticas:
    • Base Agro-Bio Nacional para reunir os dados do setor e desenvolver drones e robótica movidos por IA brasileira;
    • Criação de um sistema digital de saúde inspirado no DoctorSV (de El Salvador), que une diagnósticos por IA, histórico unificado e triagem por estratificação de risco;
    • Uso de drones autônomos com identificação facial em tempo real para prevenção de crimes.

Romeu Zema (Novo)

  • Apoia propostas sobre desregulamentação, atração de capitais privados e internacionais para data centers e fortalecimento do ambiente de negócios;
  • É contra a regulação ampla e prévia da IA. Sustenta que o Estado deve evitar regras antecipadas que criem insegurança jurídica ou travem o setor. Para Zema, o Estado deve intervir pontualmente, quando houver danos concretos e comprovados;
  • Aplicações práticas:
    • Incorporação de soluções tecnológicas já desenvolvidas pelo mercado privado para acelerar os serviços públicos;
    • No SUS, uso de IA para organizar filas de espera de forma inteligente, otimizar a distribuição de pacientes e gerenciar prontuários eletrônicos;
    • Estímulo ao investimento privado em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no campo, integração entre universidades e empresas farmacêuticas/agrícolas e modernização da Embrapa.

Ronaldo Caiado (PSD)

  • Combina agenda de incentivo industrial com proposta de regulação. Defende garantir quatro pilares básicos para o desenvolvimento da IA no Brasil: capacidade computacional, dados de qualidade, formação de talentos e energia limpa;
  • Propõe marco legal focado no uso, no dano e no risco concreto, com transparência e fiscalização feita por agências reguladoras setoriais;
  • Manifestou oposição ao Projeto de Lei 2338/2023 por avaliar que o texto copia o modelo rígido da União Europeia antes de o Brasil criar sua própria capacidade industrial;
  • Defende regras de direitos autorais e remuneração justa;
  • Propõe a organização das bases de dados públicas como ativos estratégicos e ampliação de modelos de linguagem em português;
  • Aplicações práticas:
    • Programa Nacional de Indústria 4.0 e de IA, que ofereceriam crédito, vouchers de digitalização e incentivos para que pequenas e médias empresas automatizassem seus processos;
    • Sistema Nacional de Acesso e Regulação Inteligente, que usaria IA para organizar a fila do SUS de acordo com a gravidade e risco do paciente em vez da ordem de chegada;
    • Plataforma de análise de riscos em licitações públicas com IA para detectar empresas de fachada, sobrepreços e relações suspeitas;
    • Proteção dos sistemas de IA contra “envenenamento” e manipulação de dados; e fomento a aeronaves e drones autônomos.

Data centers

Ilustração de data center gigante montado em cima do mapa do Brasil
Atração de data centers no Brasil aparece como consenso em planos de governo analisados – Imagem: Olhar Digital via ChatGPT

Um data center é um grande galpão recheado de computadores superpotentes e servidores que funcionam sem parar.

Eles são o “cérebro” da internet. É neles que ficam guardados dados de governos, empresas, pessoas.

Também são neles que ocorrem os cálculos pesados para a inteligência artificial – aquela que não roda localmente em dispositivos – funcionar.

Entre os planos de governo analisados, atração e expansão de data centers aparecem como consenso.

Os seis candidatos consideram que o Brasil tem uma enorme vantagem em comparação a outros países. Isso porque o país tem energia limpa, renovável e abundante – ideal para alimentar esses galpões de supercomputadores.

Todos querem trazer esse dinheiro para o Brasil. Mas divergem sobre as regras para esses investimentos.

Uns exigem contrapartidas ecológicas e sociais. Outros preferem cortar impostos e burocracia para atrair empresas o mais rápido possível.

Confira abaixo os destaques das propostas:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

  • Quer atrair investimentos para o ecossistema de data centers e serviços de nuvem, mas exige que a instalação de galpões no Brasil traga benefícios diretos para a pesquisa e as empresas brasileiras;
  • Define que a expansão de data centers deve obrigatoriamente cumprir regras ambientais rígidas, como o uso progressivo de energia 100% renovável, alta eficiência energética e avaliação de impactos na água local e na rede elétrica da comunidade;
  • Exige que os data centers instalados em solo brasileiro reservem parte de sua capacidade computacional para atender o mercado interno e a pesquisa científica do país, além de usar equipamentos e serviços nacionais;
  • Destaca o Nordeste como a região ideal para data centers devido ao excesso de energia solar e eólica, conectando essa infraestrutura ao desenvolvimento de supercomputadores públicos mantidos pelo Estado.

Flávio Bolsonaro (PL)

  • Propõe simplificar as contas de luz e reduzir impostos sobre energia para criar ambiente atraente para grandes empresas globais instalarem seus data centers;
  • Defende transformar o Brasil (a região Nordeste, especialmente) num polo mundial de data centers sustentáveis, que gerariam empregos (sem dependência de regras burocráticas pesadas);
  • Conecta a chegada dos data centers às reservas brasileiras de minerais estratégicos (por exemplo: lítio, nióbio e terras raras). A ideia seria usar energia limpa e minérios para processar dados e fabricar tecnologia no Brasil, em vez de exportar pedra bruta;
  • Propõe foco na liberdade econômica e na facilitação de investimentos privados, rejeitando amarras regulatórias que possam afugentar investidores.

Renan Santos (Missão)

  • Apresenta a proposta mais agressiva de política industrial para o setor por meio do Marco Brasileiro de Inteligência Artificial (MBIA);
  • Propõe incentivos fiscais para transformar a região Nordeste na “Arábia Saudita da IA” – isto é, no maior centro exportador de capacidade computacional do ocidente;
  • Propõe a criação de áreas com regimes tributários, energéticos e regulatórios próprios (as Zonas Econômicas Especiais – ZEAIs) para atrair grandes data centers sem amarras burocráticas.

Romeu Zema (Novo)

  • Defende que o Estado não deve criar regras burocráticas ou taxas que travem o setor. A estratégia é atuar com foco na desregulamentação para atrair bilhões de dólares investidos por big techs mundo afora;
  • Propõe usar a energia renovável e barata que o Brasil já produz e os recursos hídricos disponíveis para atração de investimentos internacionais em data centers;
  • Planeja oferecer ambiente de negócios previsível, segurança jurídica e formação de profissionais capacitados para trabalhar em data centers.

Ronaldo Caiado (PSD)

  • Defende a criação de regras e impostos estáveis para a compra de equipamentos de data centers. A ideia seria garantir segurança jurídica para quem investe;
  • Condiciona os benefícios fiscais ao cumprimento de metas ambientais bem definidas: uso de energia nova e renovável, sistemas de resfriamento de água em circuito fechado (para não gastar recursos hídricos) e métricas públicas de eficiência;
  • Exige que as empresas que receberem incentivos reservem parte da sua capacidade de processamento para universidades brasileiras, pesquisas públicas e pequenas empresas nacionais, além de investir na melhoria da rede elétrica local;
  • Defende que, em vez de o Brasil apenas exportar a sobra de sua energia limpa, use essa energia para atrair data centers e exportar serviços digitais de alto valor.

(O plano de governo de Augusto Cury não tem propostas detalhadas sobre data centers. A agenda do candidato voltada para tecnologia foca em saúde mental, educação e cibersegurança.)

Soberania digital

Ilustração de holograma do mapa do Brasil
Planos de governo analisados abordam soberania digital a partir de duas visões políticas – Imagem: The Hornbills Studio/Shutterstock

Os planos de governo analisados abordam a soberania digital a partir de duas visões políticas.

Uma delas é a soberania por meio da capacidade estatal e da regulação. Aqui, prioriza-se a criação de infraestruturas públicas soberanas (supercomputadores estatais, por exemplo), o controle nacional sobre dados e a imposição de regras e salvaguardas para empresas de tecnologia.

A outra é a soberania via mercado e atração de capitais. Nesta visão, entende-se autonomia do país como a capacidade de se tornar produtor e polo atrativo para investimentos privados vindos de fora. Isso por meio de eliminação de amarras burocráticas. E aproveitando a energia limpa e os minerais estratégicos presentes no Brasil para desenvolver o setor.

Dito isso, vamos aos destaques das propostas dos candidatos:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

  • A soberania digital é a espinha dorsal da sua agenda de tecnologia e inovação. O plano define o conceito como a garantia de que o país tenha liberdade de escolha, autodeterminação e capacidade de operar, regular e governar suas próprias tecnologias;
  • Propõe a criação de um órgão com participação da sociedade civil e de especialistas para planejar e acompanhar as políticas de independência tecnológica;
  • Defende o desenvolvimento de uma rede nacional de supercomputadores mantidos e operados por instituições públicas brasileiras para reduzir a dependência de servidores e nuvens estrangeiras;
  • Trata as informações dos cidadãos como ativos estratégicos nacionais. Propõe organizar a “Base de Dados do Brasil” como uma infraestrutura pública digital governada pelo Estado para personalizar serviços do Gov.br e criar políticas públicas eficientes;
  • Defende que as plataformas de tecnologia e sistemas de IA atuantes no país cumpram a legislação brasileira. Também propõe a criação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e a proteção aos direitos autorais.

Flávio Bolsonaro (PL)

  • Enxerga a soberania na capacidade de o Brasil reunir os insumos necessários (energia limpa barata, minerais críticos e talentos) para atrair o capital privado global e se tornar produtor de IA e tecnologia;
  • Propõe estratégia que une as reservas brasileiras de lítio, nióbio e terras raras à nossa energia renovável para que o refino e o processamento de dados aconteçam em solo nacional;
  • Defende que o Estado atue como comprador e indutor de inovação (via compras públicas e GovTech), mas rejeita qualquer estrutura estatal de fiscalização que possa criar trava regulatória ou funcionar como mecanismo de censura (o candidato chamou isso de “Tesouraço na Censura”);
  • Propõe o fortalecimento da ciberdefesa nacional para proteger os serviços públicos, as redes de utilidade pública e a privacidade dos dados do cidadão.

Augusto Cury (Avante)

  • Trata a soberania digital como a proteção dos dados estratégicos e da infraestrutura física da nação contra riscos e invasões estrangeiras;
  • Defende a criação de uma política nacional para atrair fábricas de chips e microeletrônica para o Brasil. Classifica os semicondutores como o “petróleo do século 21” e essenciais para a autonomia do país;
  • Propõe tratar a IA como infraestrutura pública e estratégica, sob um marco legal ético, aplicada prioritariamente na saúde (prontuário único e telessaúde) e na educação.

Renan Santos (Missão)

  • Trata a capacidade de processamento e os minerais como assuntos de segurança nacional;
  • Por meio do Marco Brasileiro de Inteligência Artificial (MBIA), pretende transformar a região Nordeste num polo exportador de capacidade de processamento computacional, o que reduziria a dependência em relação às potências globais;
  • Propõe uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para blindar a cadeia produtiva das terras raras como pauta de Estado. Também propõe criar uma Zona Econômica Especial (ZEE) abrangendo desde a mineração até a fabricação local de chips e ímãs;
  • Propõe a criação do Projeto Abaporu (laboratório nacional de IA com governança independente) e de um cluster soberano de dez mil GPUs dedicado à pesquisa em universidades públicas.

Romeu Zema (Novo)

  • Não articula uma política tradicional de “soberania estatal”. Zema entende que a autonomia tecnológica do Brasil é alcançada pela livre concorrência, desregulamentação e atração maciça de capital privado internacional;
  • Apoia-se na matriz de energia renovável do Brasil para atrair bilhões de dólares de big techs para a construção de data centers, sem impor restrições ou exigências prévias;
  • Concentra o papel do Estado na digitalização eficiente dos serviços públicos, fim do sigilo de 100 anos e abertura de dados em formatos transparentes para a sociedade.

Ronaldo Caiado (PSD)

  • Define a soberania como o compromisso de fazer com que o Brasil domine as tecnologias críticas de que necessita, tornando-se produtor e não apenas consumidor;
  • Propõe a criação de uma autoridade nacional de cibersegurança tecnicamente independente, com orçamento próprio, voltada a proteger infraestruturas críticas e sistemas de IA contra “envenenamento” e manipulação de dados;
  • Defende tratar as bases de dados públicas como patrimônio estratégico com acesso seguro e apoiar a criação de modelos de inteligência artificial desenvolvidos em língua portuguesa;
  • Estimula a instalação de data centers por meio de incentivos fiscais, mas condiciona os benefícios à reserva de capacidade de processamento para universidades brasileiras e ao uso de energia limpa;
  • Prevê ações para desenvolver gradualmente capacidades nacionais em semicondutores (chips), computação quântica, robótica e satélites de defesa e comunicação.

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Estudo aponta que duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas

Duas aves encontradas no Brasil estão entre as mais barulhentas já medidas pela ciência: a araponga-de-garganta-nua (Procnias nudicollis) e a seriema (Cariama cristata). Os cantos das duas ultrapassaram 120 decibéis (dB) de pico, volume comparável ou superior ao de equipamentos extremamente ruidosos, como motosserras e britadeiras.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Massachusetts Amherst (EUA), entre eles o brasileiro João C.T. Menezes, durante seu trabalho de pós-graduação. O estudo foi publicado na revista científica Evolution.

O objetivo dos cientistas, porém, não era simplesmente descobrir qual ave faz mais barulho. A pesquisa buscou entender quais características físicas podem determinar a intensidade dos cantos e investigar se o volume está relacionado ao ambiente em que as espécies vivem ou à sua organização social.

Para isso, os pesquisadores mediram a amplitude dos cantos de 123 espécies de aves em áreas próximas a Amherst, em Massachusetts (EUA), e em diferentes regiões do Brasil. Das espécies analisadas, 113 nunca haviam tido o volume de seus cantos catalogado.

Menezes explica que ainda há poucos dados sobre a amplitude vocal das aves. Os resultados indicam que algumas espécies brasileiras estão próximas do limite de produção de som observado nesses animais. “Podemos dizer com segurança que as arapongas da Amazônia e da Mata Atlântica e a seriema emitem os cantos mais altos já medidos”, disse ao g1.

Aves ultrapassam 120 decibéis

  • A pesquisa identificou uma diferença de 58 decibéis entre os cantos analisados;
  • Na parte mais baixa da escala estava o beija-flor, com cerca de 64 dB, aproximadamente o volume de uma conversa normal. No extremo oposto estavam a araponga-de-garganta-nua e a seriema, ambas com registros superiores a 120 dB de pico;
  • No caso da araponga-de-garganta-nua, uma das medições chegou a 122,4 dB quando o som foi padronizado a uma distância de 1 metro. O estudo também registrou um pico individual próximo de 131 dB para um exemplar da espécie, dependendo do critério utilizado para calcular a amplitude;
  • Isso coloca as duas espécies em uma faixa sonora comparável à de motosserras e britadeiras.

As descobertas também ajudam a contextualizar um recorde anterior. Em 2019, pesquisadores da mesma universidade identificaram a araponga-branca, encontrada na Amazônia, como responsável pelo canto de ave mais alto já documentado, com registros de até 125,4 dB. O feito foi posteriormente reconhecido pelo Guinness World Records.

Assim, a nova pesquisa não necessariamente estabelece uma única campeã. Dependendo da forma como os pesquisadores calculam o volume, diferentes espécies podem ocupar o topo da classificação. Para os cientistas, no entanto, essa disputa é menos importante do que entender por que algumas aves evoluíram para produzir sons tão intensos.

O que faz uma ave ser tão barulhenta?

Os pesquisadores encontraram duas características físicas que ajudam a explicar as diferenças de volume: tamanho corporal e largura da abertura do bico.

Em geral, aves maiores tendem a produzir sons mais altos. Elas também apresentam músculos mais robustos, que podem permitir uma maior compressão do ar e, consequentemente, uma emissão sonora mais intensa.

As aves com cantos mais fortes também possuem aberturas de bico particularmente largas. A comparação feita pelos pesquisadores é com instrumentos musicais: estruturas mais largas, como as campânulas de instrumentos de sopro, podem ajudar a amplificar o som.

A seriema é a maior espécie entre as aves analisadas, enquanto as arapongas apresentam aberturas de bico especialmente largas para o tamanho do corpo.

Apesar dessas descobertas, os pesquisadores ainda não conseguiram explicar completamente por que algumas espécies produzem sons tão extremos.

Por que cantar tão alto?

Antes da pesquisa, os cientistas levantaram algumas hipóteses sobre possíveis funções ecológicas e evolutivas dos cantos muito intensos.

Uma delas era que aves mais barulhentas poderiam ser voadoras mais fracas, usando o som para compensar uma mobilidade limitada. Outra possibilidade era que espécies que vivem em florestas densas precisassem de cantos mais intensos para facilitar a comunicação quando os indivíduos não conseguem se enxergar.

Os pesquisadores também imaginaram que aves mais barulhentas poderiam apresentar maior frequência de poligamia, já que chamados capazes de viajar por distâncias maiores poderiam ajudar a alcançar potenciais parceiros.

Araponga-de-garganta-nua
Aaraponga-de-garganta-nua também está na lista – Imagem: Diego Grandi/Shutterstock

Os dados, porém, não sustentaram essas hipóteses de forma ampla.

“Entre os fatores ecológicos que estudamos, nenhum explicou com clareza por que algumas espécies evoluíram cantos mais altos do que outras. Isso não quer dizer que habitat, capacidade de voo ou sistema de acasalamento nunca sejam importantes, mas sim que não parecem ser regras gerais para as aves como um todo”, pontua Menezes.

Para os pesquisadores, tamanho corporal e abertura do bico ajudam a explicar como determinadas aves conseguem produzir sons tão fortes, mas ainda não explicam completamente por que elas desenvolveram essa capacidade.

“Deve haver algo particularmente eficiente na maneira como elas produzem ou irradiam o som que tamanho corporal e largura do bico sozinhos não explicam. Descobrir esse ‘algo a mais’ é justamente uma das perguntas que surgem do estudo”, prossegue.

Leia mais:

Medir o canto de uma ave não é simples

Determinar o volume de um canto na natureza é uma tarefa complicada porque a amplitude do som depende diretamente da distância entre a ave e o equipamento de medição.

Um canto que parece ensurdecedor quando ouvido de perto pode quase não ser registrado a algumas centenas de metros. Por isso, uma possibilidade seria capturar o animal e levá-lo a um laboratório para realizar experimentos controlados.

O problema é que esse método se torna pouco prático quando a pesquisa envolve muitas espécies e diferentes regiões do mundo.

Para fazer as medições em campo, os cientistas utilizaram telêmetros a laser, capazes de determinar a distância até a ave, e medidores de som portáteis de alta resolução. A combinação dos equipamentos permitiu relacionar a intensidade registrada com a distância do animal e obter medidas comparáveis entre as espécies.

Com essa abordagem, os pesquisadores conseguiram ampliar consideravelmente a quantidade de espécies para as quais existem dados confiáveis sobre a amplitude dos cantos.

O mistério continua

O estudo respondeu parte da pergunta, mas deixou outras em aberto.

Os cientistas sabem agora que aves maiores e com aberturas de bico mais largas tendem a produzir sons mais intensos. Ainda assim, essas características não explicam completamente como algumas espécies relativamente pequenas conseguem chegar a volumes comparáveis aos de animais muito maiores.

Para Menezes, duas questões devem orientar os próximos estudos: qual é o mecanismo que permite a essas aves produzir e irradiar sons tão fortes e qual é a vantagem evolutiva dessa capacidade? “Agora queremos entender melhor o que há de especial nessas espécies que as permite produzir e irradiar sons tão intensos.”

Também permanece a dúvida sobre os custos desse comportamento. Um canto extremamente alto pode ajudar na comunicação ou na disputa por parceiros, mas também pode tornar a ave mais fácil de ser localizada por predadores.

“O interessante agora é testar diretamente quais vantagens esses cantos extremamente altos oferecem e quais custos vêm junto com eles. É bem possível que espécies diferentes tenham chegado a amplitudes extremas por caminhos evolutivos completamente diferentes”, encerra o pesquisador brasileiro.

Para os pesquisadores, portanto, descobrir quais aves fazem mais barulho é apenas o começo. A questão central agora é entender por que a evolução levou espécies diferentes a desenvolver uma capacidade vocal tão extrema.

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Starship: maior foguete do mundo chegou à órbita; e agora?

A SpaceX marcou mais um avanço histórico com o lançamento do 14º voo de teste da Starship nesta segunda-feira (28). O gigantesco foguete subiu aos céus pontualmente às 9h48, pelo horário de Brasília, iniciando com sucesso sua primeira missão orbital.

Ao atingir a órbita, a empresa de Elon Musk pode começar a próxima fase do desenvolvimento da Starship para torná-la totalmente e rapidamente reutilizável. Marcelo Zurita, astrônomo e colunista do Olhar Digital, analisa a importância do lançamento pensando nos planos futuros da SpaceX.

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Zuckerberg, Amodei e outros chefes de big techs se reúnem com Trump nesta terça-feira (29)

Os principais executivos do setor de tecnologia se reúnem nesta terça-feira (29) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, em almoço que reunirá nomes, como Mark Zuckerberg, Dario Amodei, Sundar Pichai e Jensen Huang.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, estão entre os executivos esperados no encontro, segundo pessoas familiarizadas com os planos ouvidas pela CNBC sob condição de anonimato, já que os detalhes ainda não são públicos.

A Alphabet confirmou, nesta segunda-feira (28), que seu CEO, Sundar Pichai, também participará do almoço. Jensen Huang, CEO da Nvidia, estará presente, segundo a MS Now. Greg Brockman, presidente da OpenAI, também participará, de acordo com a Reuters, que citou uma pessoa familiarizada com o assunto.

O encontro acontecerá durante evento promovido pela Casa Branca ao longo de todo o dia. Trump, o vice-presidente JD Vance e outros integrantes do governo estadunidense apresentarão novo site destinado a reunir informações e recursos federais. A programação também terá painéis sobre inteligência artificial (IA), energia, espaço e outros temas.

Anthropic no centro das discussões

Além de Amodei, Tom Brown, cofundador da Anthropic e diretor de computação da empresa, também estará no evento, segundo uma pessoa familiarizada com os planos. A participação de Amodei ganha destaque porque o executivo ficou de fora do jantar de Estado realizado na semana passada durante a visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos.

No domingo, porém, Amodei teve um jantar privado com Trump. Foi o primeiro encontro individual entre os dois, segundo uma pessoa familiarizada com a visita.

Close do rosto de Jensen Huang, que está ligeiramente sorrindo
CEO da Nvidia, Jensen Huang, também estará presente – Imagem: FotoField/Shutterstock

A reunião desta terça-feira poderá representar outra oportunidade para executivos do setor de tecnologia, especialmente Amodei, reduzirem as tensões com a Casa Branca em meio ao debate sobre segurança da IA e possíveis regulamentações para a indústria.

A discussão ganhou força depois que um ex-pesquisador da Anthropic acusou os laboratórios que desenvolvem os sistemas de IA mais avançados de estar “apostando com nossas vidas”.

Leia mais:

Divergências sobre o ritmo da IA

  • O debate também colocou diferentes líderes da indústria em lados semelhantes em relação à necessidade de desacelerar o desenvolvimento da tecnologia;
  • Executivos, como Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, concordaram com pedidos por uma desaceleração em toda a indústria. Amodei, por sua vez, publicou um ensaio defendendo que as empresas deveriam “dar ritmo à fronteira” no desenvolvimento de IA avançada;
  • Trump tem adotado posição diferente. O presidente se mostrou publicamente resistente aos pedidos de desaceleração e, nas últimas semanas, classificou os temores relacionados à IA como “farsa” e “golpe”;
  • O almoço desta terça-feira reunirá, portanto, executivos de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, justamente enquanto o governo estadunidense e a indústria discutem como lidar com o avanço da IA e os possíveis limites para seu desenvolvimento.

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Amazon Prime Video: lançamentos da semana (28 de setembro a 4 de outubro)

O Olhar Digital traz os lançamentos da semana do Amazon Prime Video. Na semana entre 28 de setembro e 4 de outubro de 2026, a Amazon terá a chegada de produções à sua plataforma de streaming.

Entre os destaques que chegam ao streaming da Amazon nesta semana, está Livestream From Hell filme que mistura terror e comédia, com comediantes e influencers americanos.

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Lançamentos da Prime Video de 28 de setembro a 4 de outubro de 2026

Confira detalhes sobre os lançamentos da semana entre 28 de setembro e 4 de outubro de 2026 no Prime Video:

Quarta-feira – 30/09

  • Livestream From Hell
    • Filme | Terror | Comédia | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Um trio de influenciadores decide organizar uma mega live direto de uma mansão luxuosa. Durante a transmissão, eles quebram sem querer um vaso artesanal valioso. E coisas estranhas começam a acontecer. Além disso, vários corpos aparecem na casa. Enquanto fingem para o público que está tudo bem, eles tentam descobrir quem é o assassino. O longa é estrelado pelo comediante Kevin Hart e pelos influencers americanos Kai Cenat e Druski.

Até a publicação desta lista, a Amazon não tinha divulgado os lançamentos do Prime Video agendados para outubro. Esta lista será atualizada.

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Netflix: lançamentos da semana (28 de setembro a 4 de outubro)

O Olhar Digital traz os lançamentos da Netflix semanalmente. Nesta semana, você confere as produções que chegam ao catálogo do streaming entre 28 de setembro e 4 de outubro de 2026.

Entre as estreias, estão a série A Leste do Éden, com Florence Pugh (Thunderbolts, Oppenheimer, Midsommar); o drama Cartas de Redenção e o terceiro filme de Mononoke. Também chegam ao catálogo do streaming três filmaços: Nosferatu (de 2024), Pecadores e A Substância.

O que chega à Netflix entre 28 de setembro e 4 de outubro de 2026

Confira abaixo a lista das produções que chegam ao catálogo da Netflix entre 28 de setembro e 4 de outubro de 2026:

Segunda-feira – 28/09

  • Outside
    • Série | Original Netflix | Reality show | Ano de Produção: 2026 (Reino Unido)
    • Indo além das quatro paredes, Outside é o novo spin-off da série de sucesso Inside, do grupo britânico Sidemen. Um novo grupo de criadores de conteúdo é levado para a floresta para disputar até 1 milhão de libras. Como cada item de conforto é descontado desse valor, eles precisarão tomar decisões brutais, enfrentar desafios imprevisíveis e lidar com muita bagunça dos Sidemen enquanto lutam para salvar a grana.

Terça-feira – 29/09

  • Mononoke: Capítulo 3 – A Maldição da Serpente
    • Filme | Original Netflix | Anime | Fantasia | Ano de Produção: 2026 (Japão)
    • A história chega ao clímax. A terceira parte da narrativa foca na mulher que ocupa o mais alto escalão do Ōoku. Após conflitos, a aparente tranquilidade do local é interrompida pela morte súbita do recém-nascido herdeiro do Imperador. A tragédia e o desespero desencadeiam uma série de mortes grotescas com o surgimento do Deus Serpente, um mononoke (espectro) alimentado por séculos de ódio acumulado. Para conseguir empunhar a Espada Sagrada e combater a ameaça, o Boticário precisará descobrir a Forma, a Verdade e a Razão da entidade. E essa busca o força a investigar conspiradores e segredos sombrios escondidos há 150 anos.
  • Sam Morril: Incorrect
    • Especial | Original Netflix | Comédia | Stand-up | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Sam Morril relembra sua pior aventura romântica, compara assassinatos famosos e detalha um extermínio de ratos nada ortodoxo.
  • Lego One Piece
    • Série | Original Netflix | Animação | Infantil | Fantasia | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Prepare-se para zarpar! Neste especial de animação Lego dividido em duas partes, Usopp, o narrador mais exagerado dos Chapéus de Palha, conta as aventuras da tripulação pelo East Blue até a Grand Line antes de Chopper se juntar ao bando. Usopp só conta histórias mirabolantes, e este especial repleto de ação não é exceção!
  • Inverno Mágico (filme)

Quarta-feira – 30/09

  • O Viúvo: Até que a Morte nos Separe
    • Filme | Original Netflix | Documentário | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Neste documentário, um jornalista e um investigador descobrem a verdade sobre um assassino cujo charme ocultava um rastro de casamentos fracassados e mortes suspeitas.
  • Medusa – Temporada 2
    • Série | Original Netflix | Novela | Ano de Produção: 2026 (Colômbia)
    • Um inimigo perigoso ataca a Medusa. Bárbara Hidalgo enfrenta novas disputas de poder na família em meio a uma luta implacável pelo controle da empresa.
  • Casamento às Cegas: Países Baixos
    • Série | Original Netflix | Reality show | Ano de Produção: 2026
    • Solteiros e solteiras buscam um amor verdadeiro e duradouro. Trinta homens e mulheres se conhecem sem nunca se verem. Eles namoram em salas separadas por uma parede fina e constroem uma conexão emocional em um curto período de tempo. Será que essa chama é forte o suficiente? E, se for, pode levar a um pedido de casamento antes mesmo de se verem? Só então os casais se encontram, e o verdadeiro teste do relacionamento começa. Eles viajam juntos, moram juntos, planejam o casamento e descobrem se o vínculo que estabeleceram resiste no mundo real. É no altar que fazem a escolha final: ou dizem “sim” e provam que o amor é realmente cego, ou optam por seguir caminhos separados.
  • A Arena
    • Série | Original Netflix | Reality show | Ano de Produção: 2026 (França)
    • Um total de 38 lutadores de MMA — 19 mulheres e 19 homens — forma o maior centro de treinamento já imaginado. Com a espetacular Arena como cenário, os atletas enfrentarão desafios físicos e mentais sob o olhar atento de três grandes nomes do MMA francês: Ciryl Gane, Cédric Doumbé e Benoît Saint Denis. O vencedor leva um prêmio de 100 mil euros e um contrato com uma liga profissional de prestígio.
  • Dinheiro Fácil (filme)

Quinta-feira – 01/10

  • A Leste do Éden
    • Minissérie | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Esta nova interpretação da obra de Steinbeck explora a saga multigeracional da família Trask, trazendo um novo foco para sua anti-heroína Cathy Ames.
  • Ricos Sem Dinheiro
    • Filme | Original Netflix | Drama | Ano de Produção: 2026 (Oriente Médio)
    • Quando os esnobes membros da família AlThahabi descobrem que não são tão ricos quanto pensavam, eles precisam fingir que ainda têm dinheiro para sobreviver.
  • O Protetor: Capítulo Final (filme)
  • A Substância (filme)

Sexta-feira – 02/10

  • Cartas de Redenção
    • Filme | Original Netflix | Drama | Romance | Ano de Produção: 2026 (Estados Unidos)
    • Uma mãe solo na luta pela sobrevivência e um criminoso regenerado encontram um no outro a possibilidade de uma segunda chance inesperada.
  • Schumacher: Nasce Uma Lenda
    • Filme | Original Netflix | Documentário | Esporte | Ano de Produção: 2026 (Alemanha)
    • O primeiro Campeonato Mundial de Michael Schumacher ganha vida com entrevistas pessoais e imagens de arquivo da temporada de 1994 na Fórmula 1.
  • #Amor
    • Série | Original Netflix | Drama | Romance | Ano de Produção: 2026 (Índia)
    • A criadora de um aplicativo de namoro e seu concorrente testam suas teorias sobre o amor num desafio de 60 dias para encontrar o par ideal.
  • Parede de Gelo – Temporada 2, episódio 1
    • Série | Original Netflix | Anime | Romance | Ano de Produção: 2026 (Japão)
    • Baseada no famoso mangá de Kocha Agasawa, Parede de Gelo acompanha Koyuki Hikawa, uma estudante do ensino médio com dificuldade para se conectar com as pessoas. Ela passa os dias quieta e sozinha, mantendo distância de todos, exceto de sua amiga de infância, Miki Azumi. Isso até o incrivelmente insistente Minato Amamiya entrar de repente em sua vida. Os episódios do anime serão lançados semanalmente.
  • Nosferatu (filme)
  • Hora do Recreio (filme)

Domingo – 04/10

  • Blue Box – Temporada 2
    • Série | Original Netflix | Anime | Romance | Ano de Produção: 2026 (Japão)
    • Em um colégio que é referência em esportes, Taiki Inomata joga no time de badminton masculino e se apaixona por Chinatsu Kano, uma estrela do time de basquete feminino que está um ano à frente e que ele encontra todos os dias nos treinos. Quando os pais de Chinatsu são transferidos para o exterior, ela passa a morar na casa dos Inomata, fazendo a relação dos dois mudar da noite para o dia: de colegas de treino, eles se tornam companheiros de casa. Em meio a muito esporte, romance e estudos, uma temporada nova e inesquecível começa para os dois.
  • Pecadores (filme)

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Jogos de hoje (27/09/26): onde assistir futebol ao vivo e horários das partidas

Confira aqui, no Olhar Digital, onde assistir, ao vivo, às partidas de hoje, 27 de setembro de 2026. Veja, a seguir, os horários dos jogos de hoje, com atenção especial para as partidas da Série B e da Nations League.

Confira, a seguir, os jogos deste domingo (27) (horário de Brasília):

Onde assistir aos jogos de hoje e horários das partidas (27/09/26)

UEFA Nations League 2026/27

  • Lituânia x Azerbaijão — 10h — sportv2
  • Dinamarca x País de Gales — 13h — ESPN e Disney+
  • Gibraltar x Andorra — 13h — Disney+
  • Áustria x Kosovo — 13h — Disney+
  • Sérvia x Holanda — 13h — sportv2 e ge tv
  • Israel x Irlanda — 15h45 — Disney+
  • Alemanha x Grécia — 15h45 — sportv2
  • Noruega x Portugal — 15h45 — ESPN e Disney+

Brasileirão Série B 2026

  • Criciúma x Avaí — 11h — ESPN e Disney+
  • CRB x Cuiabá — 16h — Xsports, SportyNet e Disney+
  • Fortaleza x Athletic — 18h30 — Xsports, ESPN, SportyNet e Disney+

Copa do Mundo Sub-20 2026

  • Espanha x Coreia do Norte — 13h — sportv4 e CazéTV

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Quem joga hoje pelo Brasileirão?

Hoje, temos partidas pela Série B:

  • Criciúma x Avaí — 11h — ESPN e Disney+
  • CRB x Cuiabá — 16h — Xsports, SportyNet e Disney+
  • Fortaleza x Athletic — 18h30 — Xsports, ESPN, SportyNet e Disney+

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Futebol ao vivo: conheça aplicativos para assistir aos jogos pelo celular

Futebol é uma paixão nacional. Por isso, nada mais natural do que ver a internet popularizando o acesso aos campeonatos nacionais e internacionais no Brasil. Com as mudanças da tecnologia, ficou bastante fácil assistir a jogos de futebol ao vivo e online no seu celular.

Filmes e séries, por exemplo, já podem ser assistidos a qualquer hora e em qualquer lugar, graças aos serviços de streaming. Mas não são apenas essas produções que podem se beneficiar das ferramentas modernas: os esportes também. Assim, já é bastante fácil assistir a jogos de futebol ao vivo e online, seja do seu celular ou do computador.

O Olhar Digital preparou um artigo especial ensinando como fazer para acompanhar os principais campeonatos de futebol — nacionais e internacionais, de clubes ou seleções — diretamente do celular ou computador via streaming ao vivo!

O post Jogos de hoje (27/09/26): onde assistir futebol ao vivo e horários das partidas apareceu primeiro em Olhar Digital.



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