Vendaval em SP: rede elétrica subterrânea é a solução?

O vendaval, cujos ventos atingiram 96 km/h no Estado de São Paulo na quarta-feira (10), deixou muios rastros de destruição e prejuízos. Entre eles, está o problema da ausência de energia elétrica, principalmente na Capital.

Segundo boletim divulgado pela Enel Distribuição, distribuidora de eletricidade do Estado, às 19h29 (horário de Brasília) desta quinta-feira (11), mais de 1,3 milhão de imóveis (15% do total atendido) da Grande São Paulo seguem sem luz.

Segundo a Enel, “cerca de 300 mil novos casos ingressaram hoje [quinta-feira] com solicitação de atendimento, em decorrência da continuidade dos ventos”. Não há prazo para restabelecimento total da rede.

Mulher com ferramenta na mão consertando uma peça de um poste elétrico
Fiação externa não possui isolamento entre cabos (Imagem: Enel Brasil)

Essa falta de energia afeta serviços essenciais, como:

  • Hospitais e escolas;
  • Semáforos;
  • Abastecimento de água;
  • Transporte;
  • Entre outros, atrapalhando a vida e a rotina do cidadão paulista.

Em nota enviada ao g1, a Enel explicou ainda que, “em algumas localidades, o restabelecimento é mais complexo, porque envolvem a reconstrução completa da rede, com substituição de postes, transformadores e, por vezes, recondução de quilômetros de cabos”.

Rede elétrica subterrânea pode mudar as coisas?

Em um cenário no qual as intempéries derrubam as conexões de energia elétrica tradicionais, uma alternativa surge: o aterramento dos fios e cabos. Hoje, vemos a tecnologia em centros históricos e grandes áreas urbanas — o Centro de São Paulo (SP), por exemplo, possui esse tipo de abastecimento de energia.

Como esse sistema funciona?

Nesse sistema, os cabos elétricos passam por dutos ou galerias subterrâneas. Esses cabos são revestidos com materiais isolantes e resistentes à umidade e abrasão.

A rede elétrica subterrânea funciona basicamente da seguinte maneira:

  • A energia é gerada nas usinas e transmitidas pelas linhas de alta tensão (aquelas que ficam em grandes torres afastadas do meio urbano);
  • Chega às subestações (os espaços com múltiplos transformadores, cabos e outros dispositivos e que vemos no ambiente urbano), sendo transformada em média ou baixa tensão;
  • Partindo das subestações, a energia percorre o caminho de cabos subterrâneos e chegam aos pontos de consumo.

Durante esse caminho, o sistema conta com equipamentos de proteção, transformadores, câmaras de inspeção e sistemas de monitoramento remoto.

Mas, assim como o sistema tradicional, acima do solo, a solução subterrânea também tem suas dificuldades, sendo de manutenção difícil e demorada, exigindo mais longas e desafiadoras intervenções por parte dos eletricistas, além dos potenciais danos e interrupções.

Além disso, como aponta Edval Delbone, professor de Engenharia Elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia, o custo para implantação do sistema é dez vezes maior que a rede aérea.

“Além do alto investimento, é muito demorado fazer, porque precisam interditar as ruas, precisa cavar um buraco, precisa de maquinários. Então, não é algo assim a curto prazo, é algo a longo prazo e bem-planejado”, diz o especialista.

Ele esclarece que, apesar das dificuldades para enterrar os cabos elétricos, os problemas que isso resolve são muitos, além de não termos que nos preocupar com vendavais, chuvas, árvores, poluição visual, entre outros, aumentando a confiabilidade.

Pessoa olhando para cima próximo a uma escada no subterrâneo
Rede elétrica subterrânea pode resolver problemas de falta de luz causados pelo clima, como o vendaval em São Paulo (Imagem: Enel Brasil)

Já Marjorie Gonçalves, técnica do sistema elétrico das galerias subterrâneas do centro de São Paulo, pontua que “o ambiente subterrâneo apresenta muitos riscos, [por isso] temos que estar muito bem preparados“.

Entre esses riscos, estão altas temperaturas e animais peçonhentos que podem estar no subterrâneo. “É fundamental identificar os riscos com calma e adotar as medidas devidas para atuar ali”, observa.

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Exemplos que São Paulo pode seguir

Delbone cita, como exemplos de cidades com fiação subterrânea, Nova York e Paris. “Em São Paulo, poderia também seguir o mesmo caminho. Mesmo que demore muito, mas começar e, todo ano, enterrar alguns quilômetros. Se todo ano tiver um planejamento para enterrar vários quilômetros por ano, a longo prazo, nós teremos a rede subterrânea“, pontua.

O professor de Engenharia Elétrica também aborda o que podemos fazer a curto prazo. Afinal, com o aquecimento global e a crise climática, as chuvas fora de época aumentaram significativamente, acompanhadas de fortes ventos — tudo o que pode danificar a rede elétrica. Portanto, qual seria uma solução mais imediata? Redes compactas.

Hoje, a rede convencional que vemos nas ruas e avenidas é formada por três cabos que correm sobre cruzetas instaladas no topo dos postes. Eles não têm nenhum isolamento, o que, em casos de forte ventania ou presença de galhos de árvores soltos, pode ocasionar um curto-circuito e desligamento causado quando os fios encostam uns nos outros. Ou seja: a fiação externa é frágil, afirma Delbone.

Já as redes compactas, somadas à automação da rede, podem prevenir muitos problemas. Nesse sistema, os cabos ficam mais próximos uns dos outros, deixando a rede mais segura.

A automação da rede, por sua vez, trata-se de um religador automático. Por exemplo: se a rede elétrica for afetada por ventos e galhos e houver um curto, esse religador desliga o sistema e o religa automaticamente, caso o curto não esteja mais acontecendo, sem necessidade de intervenção humana.

“Se for só um ventinho, ele vai só dar uma piscadinha na luz, porque ele encosta, o vento vai embora e volta para a posição original. Então, essas chaves automáticas, que chamam religadores, também são importantes porque, além de automatizar a rede, eles também podem fazer algumas manobras automáticas que deixam o sistema mais confiável e disponível“, explica o especialista.

Pessoa descendo por um buraco
Apesar das vantagens, ainda há desafios no sistema elétrico subterrâneo (Imagem: Enel Brasil)

“Por exemplo, vamos supor que caia uma árvore em um quarteirão, e até tirar essa árvore e restabelecer esse pedaço do circuito, aquela outra parte onde não caiu a árvore, mas que pertence ao mesmo circuito, pode ser redirecionada para outro circuito. Tudo automaticamente, por meio de chaves e automações”, conclui.

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Pebble lança anel inteligente para gravar pensamentos rapidamente

A Pebble, conhecida internacionalmente por seus smartwatches acessíveis, lançou um gadget inovador: o Index 01, um anel que captura suas ideias enquanto você fala. Ele funciona como uma memória externa discreta, permitindo registrar pensamentos sem depender de telefone ou computador.

Segundo o New Atlas, o dispositivo usa inteligência artificial (IA) para transcrever e organizar o áudio em notas, lembretes ou timers, tornando a rotina mais prática e preservando a privacidade. O design minimalista e a bateria de longa duração já chamam atenção no beta.

Index 01: o anel da Pebble que registra ideias e organiza notas sem precisar do celular, com IA e design discreto.
Index 01: o anel da Pebble que registra ideias e organiza notas sem precisar do celular, com IA e design discreto (Imagem: Divulgação/Core Devices)

Como o Index 01 transforma suas ideias em ações

O Index 01 é usado no dedo indicador e possui apenas um botão. Para registrar um pensamento, basta pressioná-lo e falar. O áudio é enviado ao celular, onde o modelo de linguagem integrado converte em texto e pode salvar como nota, transformar em lembrete ou criar um cronômetro.

[O anel] é discreto e foi pensado para se integrar à rotina, permitindo que você esteja mais presente no seu dia a dia.

Eric Migicovsky, fundador da Core Devices

O dispositivo não precisa de internet nem de conexão constante com o celular. Sua memória interna armazena os registros temporariamente e sincroniza quando o aparelho estiver próximo, garantindo autonomia e mobilidade superiores a outros gravadores portáteis.

Pré-venda do Index 01 sai por US$ 75 (R$ 380); lançamento oficial em março de 2026 com três cores e oito tamanhos.
Pré-venda do Index 01 sai por US$ 75 (R$ 380); lançamento oficial em março de 2026 com três cores e oito tamanhos (Imagem: Divulgação/Core Devices)

Diferenciais que o tornam único

Além do design compacto, o anel possui bateria descartável de óxido de prata, suficiente para 12 a 15 horas de gravação — o que equivale a dois anos de uso médio diário. Migicovsky afirma que isso permite um produto menor, mais barato e sem a preocupação com carregadores perdidos.

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O Index 01 também é resistente à água e pode ser operado com apenas uma mão. Ele não oferece funções extras, como monitoramento de saúde ou contagem de passos, concentrando-se exclusivamente em registrar ideias de forma rápida e confiável.

“Criamos uma memória externa de US$ 75 para o seu cérebro!”, explica Migicovsky, reforçando a simplicidade e o foco no essencial.

Use o anel Index 01 para lembretes rápidos e notas curtas, em reuniões ou passeios, com praticidade total.
Use o anel Index 01 para lembretes rápidos e notas curtas, em reuniões ou passeios, com praticidade total (Imagem: Divulgação/Core Devices)

Dicas para aproveitar o gadget ao máximo

Para quem já grava muitas notas de voz, o Index 01 oferece praticidade e organização:

  • Use o anel para pensamentos curtos ou lembretes rápidos;
  • Combine com aplicativos de notas no celular para sincronizar e organizar ideias;
  • Aproveite a bateria de longa duração para registrar várias vezes ao dia;
  • Substitua ou recicle o anel quando a bateria chegar ao fim;
  • Use o dispositivo em situações cotidianas, como reuniões ou passeios, sem precisar do celular à mão.

O Index 01 será vendido por US$ 99 (cerca de R$ 545) e pode ser encomendado antecipadamente por US$ 75 (aprox. R$ 380). O lançamento oficial está previsto para março de 2026, com três cores e oito tamanhos. A empresa garante notificações antes do fim da bateria e a possibilidade de reciclagem do dispositivo.

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Cadê os insetos que estavam aqui? Sumiço gera alerta global

Já é realidade que as populações de insetos estão desaparecendo mundo afora. Um exemplo são os vaga-lumes, símbolos do que os cientistas chamam de “apocalipse dos insetos”.

Essa situação ocorre em todo o planeta, mesmo em áreas mais isoladas, por conta da chegada dos europeus séculos atrás.

Vaga-lumes, por exemplo, estão sumindo também (Imagem: Fer Gregory/Shutterstock)

Para ilustrar o cenário, pesquisadores construíram uma linha do tempo para entender a despopularização de insetos nas ilhas de Fiji, arquipélago isolado da Oceania. Os resultados foram alarmantes: 80% das espécies endêmicas podem desaparecer.

O professor titular de Ecologia do Instituto de Biologia da Unicamp Paulo S. Oliveira explica, ao Jornal da Unicamp, como e por que esse processo está acontecendo na região.

“Isso começou há séculos, com a chegada dos europeus, que passaram a explorar a região e trouxeram, nas embarcações, insetos que não eram naturais das ilhas de Fiji. Pequenos invasores que se adaptaram rápido ao ambiente. Resultado? Uma disputa por alimento e espaço com espécies locais”, diz.

Vista aérea do oceano e da ilha de Fiji
Problema se dá mesmo em regiões isoladas, como nas ilhas de Fiji (Imagem: Taras Vyshnya/Shutterstock)

Desaparecimento de famílias de insetos é situação urgente

  • A pesquisa é um alerta para o mundo todo, pois, se em áreas bem protegidas, como as ilhas de Fiji, imagine como a situação está nas regiões já degradadas, como a Amazônia;
  • “Em estudo feito pela Unicamp, vimos que, na Mata Atlântica, o comportamento de espécies nativas também muda com a presença de invasoras, que se adaptam a qualquer ambiente. E isso coloca essas espécies em risco”, pontua o professor;
  • O pesquisador aponta ser possível criar um ranqueamento das pressões que mais afetam os insetos e colaboram para sua exterminação:
    • Uso excessivo de pesticidas;
    • Destruição de habitats;
    • Mudanças climáticas.
  • “Somadas, essas ameaças aceleram o desequilíbrio dos ecossistemas”, conjectura.

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formigas
Formigas são vitais ppara o ecossistema do planeta (Imagem: Almacron / iStock)

Por que essa classe de animal é importante para nós e o planeta?

Muito se engana quem pensa que os insetos têm pouca ou nenhuma importância, ou que são irritantes e sem serventia. É só olharmos as formigas, que mantém o solo vivo, auxiliam na decomposição de matéria orgânica e algumas ainda permitem importantes processos naturais, como a polinização.

“Sem as formigas, o maior impacto seria em relação ao preparo dessa terra, que ficaria muito dura e compacta, afetando o desenvolvimento da flora e, consequentemente, da fauna que depende dela”, completa Oliveira.

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Conheça o reator brasileiro sustentável que produz hidrogênio verde

Um sistema capaz de gerar hidrogênio sem emissão de carbono, utilizando apenas luz solar, água e matéria-prima amplamente disponível no Brasil, foi desenvolvido por pesquisadores do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE).

O protótipo, um fotoeletrolisador, teve desempenho bem-sucedido em testes realizados em laboratório e ao ar livre, conforme descrito em artigo publicado no periódico ACS Energy Letters.

Apesar de ainda não existir comercialmente, o fotoeletrolisador surge como uma possibilidade promissora para a produção de hidrogênio verde por ser autossuficiente em energia — ele não precisa estar conectado a uma fonte externa, graças à presença de um fotoânodo.

Ao fundo, armazenagem de hidrogênio; à frente, medidor de hidrogênio
Produção de hidrogênio verde é viável, pois os materiais necessários estão disponíveis no Brasil (Imagem: Scharfsinn/Shutterstock)

O fotoânodo, um dos dois eletrodos do dispositivo, absorve luz solar e utiliza essa energia para promover reações eletroquímicas que resultam no desprendimento do hidrogênio da molécula de água. A produção de fotoânodos estáveis, eficientes e com materiais de baixo custo é um desafio de décadas na comunidade científica.

“Neste trabalho, apresentamos um avanço essencial nesse caminho ao superar um dos principais gargalos da área: a obtenção de um fotoânodo de hematita eficiente, estável e escalonável”, afirma Flavio Leandro de Souza, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), pesquisador do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do CNPEM e membro do CINE, que liderou o estudo, à Agência FAPESP.

A hematita, um óxido de ferro abundante na natureza e resistente ao contato com água, é considerada promissora para a fotoeletrólise. Na pesquisa, sua eficiência foi ampliada por meio da adição de pequenas quantidades de óxidos de alumínio e zircônio — ambos materiais disponíveis no Brasil — sem comprometer a estabilidade do material.

Com foco na escalabilidade, os pesquisadores desenvolveram um método de produção de fotoânodos adaptável à indústria. Foram fabricadas 100 unidades idênticas, usadas para montar um sistema modular: cada conjunto de dez fotoânodos forma um fotoeletrolisador, e dez desses equipamentos podem compor um módulo de 1 m².

Exemplo de hematita
Hematita é matéria-promissora para a fotoeletrólise (Imagem: JosefePhotography/Shutterstock)

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Testes do reator que gera hidrogênio verde

  • Em laboratório, o sistema funcionou de forma estável por 120 horas sob um simulador de luz solar;
  • Um protótipo formado por dois fotoeletrolisadores também foi testado ao ar livre, mantendo a mesma eficiência observada nos testes internos e demonstrando robustez;
  • O desenvolvimento e os testes ocorreram no CNPEM, em trabalho conduzido por seis pesquisadores e com colaboração do professor Renato Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), que construiu o simulador de luz solar de grande área usado nos experimentos;
  • Atualmente, a equipe trabalha no desenvolvimento do segundo eletrodo do fotoeletrolisador, o cátodo, com o objetivo de que também opere apenas com luz solar;
  • “O próximo passo, já em andamento, é um módulo operando 100% com irradiação solar, com cada fotorreator composto por fotoânodo e fotocátodo”, explica Souza.

Segundo o pesquisador, o sistema pode ser vantajoso para indústrias que necessitam de hidrogênio verde em pontos específicos do processo, permitindo injetar o gás diretamente na operação. A modularidade facilitaria a adaptação do tamanho e da capacidade do equipamento às necessidades de cada aplicação.

Próximos passos

Expandir a escala de produção dos dispositivos está nos planos da equipe, mas exige investimentos significativos em infraestrutura e segurança para a realização dos testes necessários. “É uma etapa crucial, e a colaboração com empresas interessadas é essencial”, destaca Souza.

A pesquisa também recebeu financiamento da FAPESP por meio do Centro de Pesquisa em Engenharia Molecular para Materiais Avançados (CEMol).

painel solar
Reator verde usa luz solar (Imagem: Andree_Nery/iStock)

Sobre o CINE

O CINE, criado em 2018 pela FAPESP e pela Shell como um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA), reúne pesquisadores da Unicamp, USP, UFSCar e outras oito instituições brasileiras.

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Senado: marco legal do Sistema de Pagamentos Brasileiro vai dar mais segurança ao Pix

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o PL 2926/23, que estabelece um novo marco legal para o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

A proposta busca modernizar o ambiente de transferências financeiras no país, reforçar a segurança das operações — incluindo meios já consolidados, como o Pix — e aprimorar a capacidade de supervisão das autoridades. O texto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). As informações são da Agência Brasil.

Modernização das regras e foco na segurança

O projeto reorganiza funções e responsabilidades dos agentes reguladores, oferecendo definições mais claras sobre sua atuação no setor. A iniciativa coloca o gerenciamento de riscos no centro das mudanças, com medidas voltadas a diminuir o risco de liquidação — quando uma instituição não cumpre as obrigações assumidas em transações.

Congresso
Proposta aprovada no Senado busca modernizar o ambiente de transferências financeiras no país (Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

De acordo com o relator Rogério Carvalho (PT-SE), a popularização do Pix demonstra o papel essencial das infraestruturas do mercado financeiro (IMFs) no cotidiano da população e na dinâmica da economia. O parlamentar destaca que o novo marco legal melhora os mecanismos de mitigação de riscos, considerados essenciais para o funcionamento saudável dos mercados.

Regras para instituições consideradas sistêmicas

O texto prevê nova prerrogativa ao Banco Central (BC), que poderá definir quais operadoras de IMF serão consideradas sistemicamente importantes, especialmente aquelas com grande volume de operações. Essas instituições terão exigências adicionais de proteção, como:

  • Presença obrigatória de uma contraparte central;
  • Possibilidade de atuação de um garantidor para assegurar a liquidação das obrigações.
Logo do Pix em um smartphone
Popularização do Pix demonstra o papel essencial das infraestruturas do mercado financeiro (Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock)

A contraparte central se coloca entre as partes da transação, assumindo o risco de crédito de ambas. Já o garantidor passa a ser responsável por honrar compromissos caso algum participante não cumpra o acordado.

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O projeto também estabelece que o Banco Central e bancos públicos não poderão exercer esses papéis — contrapartes centrais ou garantidores — salvo em situações excepcionais previstas em lei.

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As 5 melhores animações de 2025

2025 está sendo um prato cheio para quem curte animação. Depois de alguns anos dominados por continuações previsíveis e produções que tentavam surfar no hype das franquias, o ano finalmente trouxe algo mais ousado. Histórias melhor construídas, visuais mais ambiciosos, tramas que não subestimam o público. Por isso, separamos 5 das melhores animações que surgiram em 2025!

Entre longas para cinema, adaptações de mangás e projetos originais, várias produções disputaram espaço, mas só algumas realmente levantaram conversa, explodiram buscas e conquistaram o público global. E é isso que você vai encontrar aqui: uma lista enxuta, focada no que realmente encantou.

Melhores animações de 2025

Nos Seus Sonhos

Crianças animadas sobre uma cama azul, aparentemente voando, com um brinquedo de girafa no ar atrás delas
Divulgação/Netflix

Nos Seus Sonhos se tornou uma das grandes surpresas de 2025. A animação original conquistou o público ao misturar fantasia, humor leve e uma pegada emocional que acertou em cheio. A proposta gira em torno da ideia de que nossos sonhos têm vida própria, não como metáforas, mas como mundos completos que coexistem com o nosso. Quando uma falha nesse “sistema onírico” ameaça apagar as fronteiras entre sonho e realidade, uma garota comum é forçada a assumir o papel de guardiã do imaginário coletivo.

Visualmente, o filme impressiona pela mistura de técnicas: 3D estilizado com texturas de aquarela, cenários que parecem pulsar e transições que imitam lapsos de consciência. A trilha sonora segue a mesma lógica, mudando conforme o fluxo emocional da protagonista.

O grande diferencial é o equilíbrio entre profundidade e acessibilidade. A narrativa discute ansiedade, perda e amadurecimento, mas sempre com leveza. Não é um filme infantil; é um filme universal.

Chainsaw Man – O Filme: Arco da Reze

personagem com cabeça de motoserra ao centro lutando contra outro monstro com outros personagens no fundo da imagem, em tons vermelhos
Chainsaw Man – O Filme / Crédito: Estúdio MAPPA (divulgação/reprodução)

O Arco da Reze era, desde o início, um dos pontos mais aguardados pelos fãs de Chainsaw Man. A adaptação para cinema não só entregou tudo o que prometia, ela superou expectativas. O filme mergulha na relação entre Denji e Reze, mantendo o caos, a violência estilizada e o humor ácido que definem a obra original, mas agora com um refinamento visual que coloca o longa entre as melhores animações 2025.

A produção investe pesado em coreografias de ação fluidas, iluminação forte e cenas que misturam animação tradicional com técnicas digitais mais agressivas. O resultado é absurdo: batalhas que parecem dançar na tela, explosões que têm peso real e uma atmosfera que alterna entre o romântico e o brutal sem nunca perder ritmo.

O ponto mais comentado foi a fidelidade emocional. O filme entende que o arco da Reze não é só ação; é sobre vulnerabilidade, manipulação e descoberta. Para quem acompanha o mangá, foi uma experiência catártica. Para quem chegou agora, foi porta de entrada perfeita.

Guerreiras do K-Pop

Guerreiras do K-Pop
Guerreiras do K-Pop (2025) / Crédito: Netflix (divulgação)

Entre as produções originais deste ano, Guerreiras do K-Pop assumiu o posto de fenômeno inesperado. A ideia parece simples: um grupo de idols descobre que seu sucesso não é coincidência, cada integrante possui um poder ancestral ligado a uma lenda coreana, despertado por meio da música. O que começa como uma comédia musical logo se transforma em uma aventura energética e visualmente vibrante.

A animação acerta em cheio no ritmo. As coreografias foram desenvolvidas com consultoria de dançarinos reais, e isso aparece na tela. Os movimentos são precisos, rápidos, quase impossíveis de replicar no mundo real. A trilha sonora foi direto para o top das plataformas, ajudando a transformar o filme em febre entre adolescentes e jovens adultos.

Além da estética brilhante e colorida, a história surpreende ao trazer discussões sobre competitividade, pressão da indústria musical e construção de identidade. Não é só brilho e glitter; existe substância ali. O filme conseguiu entrar para listas de melhores animações 2025 justamente por essa combinação rara de carisma, crítica e espetáculo.

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Zootopia 2

Montagem com cenas do trailer de Zootopia 2
(Imagem: Disney/YouTube)

A continuação de Zootopia carregava o peso de um clássico moderno. E, surpreendentemente, conseguiu estar à altura. A sequência amplia o mundo da cidade dos animais antropomorfizados, introduz novos bairros, espécies e conflitos sociais. Judy Hopps e Nick Wilde voltam mais maduros, só que agora enfrentando um caso que envolve política, tecnologia e manipulação de narrativas.

A Disney apostou em um visual ainda mais detalhado, com texturas que beiram o hiper-realismo sem perder o charme estilizado da franquia. As cenas de ação são mais ambiciosas, especialmente em ambientes verticais, como arranha-céus e zonas aéreas.

O que coloca Zootopia 2 entre as melhores animações de 2025 é a coragem de tocar em temas espinhosos: fake news, tribalismo digital, polarização e como narrativas distorcidas podem remodelar uma sociedade inteira. Ainda assim, o longa mantém humor afiado e momentos de pura fofura, o equilíbrio que fez o primeiro filme explodir em popularidade continua lá, intacto.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito

imagem com alguns demonios luas superiores e o personagem Muzan, de Demon Slayer
Muzan e algumas das luas Inferiores e Superiores (Imagem: Divulgação/Ufotable)

O clímax da saga Demon Slayer finalmente chegou ao cinema com Castelo Infinito e não dá para negar: é um espetáculo visual pensado para a tela grande. O longa cobre um dos arcos mais intensos do mangá, transformando batalhas decisivas em sequências que parecem pinturas em movimento.

O estúdio Ufotable não economizou: efeitos de luz, partículas, sombras, cenários que se distorcem, movimentos rápidos demais para o olho humano. A experiência inteira é construída para ser hipnotizante. Mas o que realmente faz o filme brilhar é que, em meio à avalanche visual, ele nunca perde o foco emocional. O peso das perdas, a exaustão física dos personagens, a pressão psicológica, tudo é trazido com muito mais profundidade.

O ritmo é mais maduro e sombrio que em outros arcos, e isso agrada tanto fãs antigos quanto quem busca uma história com densidade. Entre os títulos de 2025, poucos foram tão grandiosos quanto este.

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Como configurar sua loja no iFood Parceiro? Veja o guia para colocar seu restaurante no ar

Configurar a loja no iFood Parceiro é um dos passos que mais influenciam na performance de um restaurante dentro da plataforma. A forma como você organiza a identidade visual, define as informações essenciais e ajusta as opções de pagamento e entrega determina não só a experiência do cliente, mas também o alcance da sua marca e a frequência de pedidos.

Com a reformulação do painel do parceiro, o iFood tornou algumas etapas mais intuitivas, adicionou automações e expandiu as formas de personalização. Por isso, se você está começando agora – ou pretende revisar o perfil da sua loja – é importante entender o que mudou e como configurar tudo da forma mais eficiente.

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Como configurar sua loja no iFood Parceiro

Depois de acessar o painel do parceiro pelo navegador ou pelo app, o primeiro passo é abrir a área Minha Loja, que centraliza todas as informações públicas do seu estabelecimento. Esse espaço funciona como a “vitrine digital” do restaurante e reúne capa, logo, descrição, categoria e dados de contato.

A foto de capa, diferente de anos anteriores, não tem mais proporções rígidas. O sistema faz o recorte automaticamente para exibir a imagem no aplicativo e na versão web, o que dá maior liberdade de criação. O recomendado, porém, é que seja uma imagem horizontal, em alta resolução (a partir de 1200 pixels), com contraste suficiente para destacar seu negócio no feed.

A logo segue o mesmo princípio: não existe mais a exigência de 85×85 pixels. O iFood agora recomenda imagens quadradas com pelo menos 300×300 pixels, preferencialmente em PNG com fundo transparente, já que isso garante maior nitidez no app.

Após enviar a capa e a logo, basta completar o telefone, escolher a categoria principal e escrever uma descrição clara sobre o tipo de culinária e os diferenciais da casa. Esses três elementos ajudam o algoritmo a recomendar sua loja para o público certo.

Formas de pagamento

Hoje, o Pix é o método de pagamento preferido e mais incentivado pela plataforma. A loja ainda pode ativar cartão de crédito, débito, dinheiro (dependendo do plano de logística) e benefícios como vale-refeição e vale-alimentação. Tudo é configurado na aba Pagamentos, onde você escolhe exatamente quais métodos deseja disponibilizar.

Imagem: iFood / Reprodução

Área de entrega: raio tradicional e zonas inteligentes

A área de entrega também evoluiu. O raio fixo de distâncias – como 1 km, 3 km ou 5 km – continua disponível, mas deixou de ser a única opção. O iFood agora trabalha com zonas inteligentes de entrega, que são áreas pré-configuradas com base em dados de demanda, trânsito e histórico de pedidos.

Essas zonas costumam trazer resultados melhores porque reduzem atrasos e cancelamentos, principalmente para restaurantes com grande volume de pedidos.

Dentro dessa seção, também é possível ajustar a taxa de entrega e o tempo estimado para cada faixa atendida, o que ajuda a controlar a operação e evitar promessas que seu restaurante não consegue cumprir.

Imagem: iFood / Reprodução

Horário de funcionamento: manual ou baseado em recomendação

Outra função que ganhou refinamento é o horário de funcionamento. A plataforma cruza informações de consumo da região e sugere janelas de maior engajamento, que podem ser adotadas com um clique.

Ainda assim, quem prefere controle total pode definir manualmente os horários de abertura e fechamento de cada dia da semana. Essa flexibilidade é útil para estabelecimentos que operam em formatos diferentes, como almoço durante a semana, jantar no fim de semana, por exemplo.

O horário de funcionamento pode ser definido com as sugestões da plataforma ou manualmente. (Imagem: Ifood)

Cardápio: edição manual, envio para equipe e automação por IA

O cardápio continua sendo uma das partes mais importantes da loja, e também uma das que mais receberam melhorias. Além das opções já existentes (enviar o cardápio para o iFood configurar ou fazer toda a edição manualmente), o painel ganhou funções inteligentes que ajudam a acelerar o processo.

Hoje, o sistema sugere nomes, descrições, combinações de itens, preços aproximados e até horários específicos para cada produto.

Também é possível marcar itens como indisponíveis quando o estoque acaba, criar variações (como tamanhos e adicionais) e montar combos com preço promocional, tudo dentro da aba Cardápio.

Se você está iniciando agora, vale dedicar alguns minutos para ajustar capa, logo, pagamentos, entregas e cardápio com cuidado – esses detalhes podem fazer toda a diferença no desempenho da sua loja.

Motoboy com mochila do iFood andando em avenida de São Paulo
(Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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Fiat garante novo hatch popular brasileiro para 2026

A Fiat confirmou que lançará, em 2026, um novo hatch compacto de apelo popular produzido na fábrica de Betim (MG). O anúncio foi feito pelo presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, e marca o primeiro integrante de uma inédita família de veículos que incluirá, ainda, um SUV, um cupê e uma picape.

A apresentação do conceito Dolce Camper no Salão do Automóvel de São Paulo 2025 havia criado expectativa sobre os próximos passos da marca. Agora, começam a ser revelados os detalhes dessa nova gama.

Logo da Fiat em uma concessionária
Anúncio marca o surgimento do primeiro integrante de uma inédita família de veículos que incluirá, ainda, um SUV, um cupê e uma picape (Imagem: JuliusKielaitis/Shutterstock)

Embora o nome do hatch não tenha sido revelado, o Autoesporte adianta que ele será a aguardada versão nacional do Grande Panda europeu. Apontado como sucessor do Argo, o modelo manterá o estilo de “carinha de SUV“, mas deve adotar outra nomenclatura no mercado brasileiro e sofrer ajustes estéticos — entre eles, a ausência do nome do produto estampado nas portas, como ocorre na Europa.

Quando chegar às concessionárias, o novo compacto terá a tarefa de manter a forte tradição da Fiat no segmento e competir diretamente com Volkswagen Polo, Hyundai HB20, Chevrolet Onix e outros rivais.

Mecânica do novo hatch da Fiat

  • O modelo será equipado, em versões de entrada, com o motor 1.0 Firefly de 75 cv e 10,7 kgfm de torque;
  • Haverá também opções mais caras utilizando o mesmo sistema híbrido leve de 12 volts já presente no Pulse e no Fastback, combinando-o ao motor 1.0 T200 de 130 cv;
  • A produção ficará concentrada em Betim (MG), que receberá cerca de R$ 14 bilhões em investimentos;
  • Parte desse valor será direcionada à introdução da plataforma modular global STLA Small, uma evolução — ao menos na nomenclatura — da base CMP usada pelo Peugeot 208 (Argentina) e pelos Citroën C3, Aircross e Basalt produzidos em Porto Real (RJ).
Fiat Argo com pessoas ao redor
Argo será aposentado e novo hatch assumirá o lugar (Imagem: Deni Williams/Shutterstock)

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Nova família vem aí

Além do hatch sucessor do Argo, a Fiat prepara uma série de lançamentos derivados do investimento bilionário destinado a Betim (MG).

O próximo será um SUV inédito de sete lugares, identificado pelo codinome F2U e programado para 2027. Ele terá como base o Citroën Aircross e ficará posicionado acima do Pulse, com dimensões semelhantes às do modelo francês: cerca de 4,40 m de comprimento, 1,75 m de largura, 1,66 m de altura e 2,68 m de entre-eixos.

Em 2028, será a vez da segunda geração do Fastback (projeto F2X). O cupê-SUV migrará para a plataforma Smart Car da Stellantis, abandonando a arquitetura MLA usada atualmente. Entre as evoluções previstas, o modelo ficará mais espaçoso e terá distância entre-eixos próxima de 2,60 m, superior aos 2,53 m atuais.

SUV Citroën C3 Aircross
Base do inédito SUV será a do Citroën C3 Aircross (Imagem: Divulgação/Citroën)

Por fim, em 2029, Betim (MG) iniciará a produção da terceira geração da Strada. A picape adotará a mesma plataforma comum à nova família e contará com o sistema híbrido leve de 12V, acompanhando a eletrificação dos demais modelos. A evolução será significativa em relação à geração atual, e a Strada renovada passará a ser vendida também em mercados europeus.

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Os 8 traumas que marcaram a vida de Batman e explicam sua luta contra o crime

Uma coisa é certa: poucos heróis carregam tantos fardos emocionais quanto Bruce Wayne. Muito além de um vigilante mascarado de Gotham, o Batman é um homem marcado por traumas, que moldaram sua jornada e o transformaram em um símbolo de dor, resiliência e justiça. Desde a infância até sua vida adulta, cada perda e cada cicatriz psicológica reforçam o peso de sua missão.

Não é à toa, que ao longo das décadas nos quadrinhos, animações e filmes, vimos o herói enfrentar tragédias que ultrapassam as batalhas físicas contra vilões como Coringa, Duas-Caras ou Bane. São momentos que abalaram sua alma e redefiniram sua forma de enxergar o mundo. Neste artigo, vamos explorar oito das maiores tragédias que marcaram a vida do Batman, confira!

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8 das maiores tragédias da vida de Batman

1. O assassinato dos pais

Inicialmente, vamos falar da origem de Bruce Wayne, que é o período em que ele vive algo que marcaria para sempre sua vida. Afinal, foi ainda na infância que o Batman viveu uma grande tragédia: o assassinato de Thomas e Martha Wayne, seus pais, em um beco de Gotham.

Dessa forma, esse evento não apenas tirou sua família, mas também plantou a semente da obsessão por justiça. O trauma de ver seus pais mortos diante de seus olhos é o motor que o impulsiona durante toda sua trajetória.

2. A perda da infância

Cena do Batman em filme. Aparece apenas a parte da cabeça, o personagem está vestido de Batman olhando para alguém.
O Batman colecionou traumas em sua infância e na vida adulta / Crédito: Warner Bros. (divulgação)

Consequentemente, a perda dos pais, já deixaria um trauma na infância do Batman. No entanto, outros aspectos também contribuíram para que nosso Bruce não tivesse uma infância normal.

Isso porque, enquanto outras crianças brincavam, ele mergulhava em treinamentos físicos e intelectuais para se preparar contra o crime. Dessa forma, essa perda precoce da inocência o transformou em alguém incapaz de se desligar da dor, tornando-se um adulto marcado pela seriedade e pelo isolamento.

3. A morte de Jason Todd (Robin II)

Agora se a infância do nosso herói de Gotham já foi marcada por tragédias, na vida adulta as coisas não foram muito melhores. Sobretudo, no que diz respeito ao ciclo de pessoas próximas, ele sofreu bastante. Um desses traumas aconteceu quando Jason Todd, o segundo Robin, foi brutalmente assassinado pelo Coringa em uma das histórias mais impactantes da DC Comics.

Dessa forma, a morte do jovem parceiro deixou Bruce devastado, reforçando sua culpa por colocar adolescentes em sua guerra contra o crime. Esse trauma ainda ecoa em sua relação com outros Robins.

4. A paralisia de Barbara Gordon

Diversas versões do Batman
Em todas as fases do Batman ele viveu alguma tragédia com alguém próximo/ Crédito: Warner Bros (reprodução)

Sobretudo, a ferida aberta marcada pela tragédia com Jason Todd se conecta diretamente a outro momento devastador na vida do Cavaleiro das Trevas: quando Barbara Gordon, a Batgirl, foi vítima de um ataque cruel do Coringa em A Piada Mortal.

Embora o tiro não tenha dado fim à Barbara, ela ficou paraplégica. E isso não apenas mudou sua vida, mas também abalou profundamente Batman, que se viu impotente diante da violência contra alguém tão próximo.

5. A morte de Alfred Pennyworth

Esse momento aqui abalou não só o Batman, mas também todos os fãs do nosso herói. Afinal, Alfred não era apenas o mordomo da Mansão Wayne, mas a figura paterna que Bruce perdeu ainda criança. Mais do que servir a família Wayne, ele foi mentor, conselheiro e a voz da razão em meio ao caos que o Cavaleiro das Trevas enfrentava diariamente. Sua presença constante oferecia equilíbrio emocional e humanidade ao herói, lembrando-o de que, por trás da máscara, ainda existia um homem.

Por isso, sua morte em algumas linhas narrativas foi um golpe devastador. Bruce não perdeu apenas um aliado, mas também o último elo com sua infância e com a memória de seus pais. Dessa forma, sem Alfred, o herói se viu ainda mais isolado, sem o apoio emocional que o ajudava a suportar o peso de seus traumas.

6. O distanciamento de Damian Wayne

Batman em cena de filme segurando o Coringa pelo colarinho de seu terno.
Os maiores traumas do Batman sempre foram causados pelos seus inimigos/Crédito: Warner Bros. (divulgação)

Agora, imagine o Batman ter um filho e ele não ser próximo, esse com certeza foi um grande trauma. Isso porque Damian, filho biológico de Bruce com Talia al Ghul, teve um relacionamento conturbado com o pai. Marcado por desconfiança e diferenças ideológicas, gerou momentos de dor e afastamento que reforçam o lado humano do Cavaleiro das Trevas.

Além disso, Damian foi criado pela Liga dos Assassinos e cresceu em um ambiente de violência e disciplina extrema, herdando tanto a inteligência quanto a brutalidade de sua mãe. Ao ser inserido na vida de Bruce, o jovem carregava consigo uma visão distorcida de justiça, muitas vezes mais próxima da vingança do que da proteção.

7. A perda de todos os relacionamentos amorosos

Uma coisa é certa, a vida dupla como Batman e Bruce Wayne cobra um preço alto, e quase todas as suas conexões afetivas terminaram em tragédia, morte ou afastamento. Seja com Selina Kyle (Mulher-Gato), Talia al Ghul ou até mesmo Vicki Vale, Bruce sempre viu seus relacionamentos ruírem.

Vale lembrar que até no cinema, o nosso herói ficou frustrado com o amor. Quem não lembra do romance dramático entre Bruce e Rachel Dawes? Em O Cavaleiro das Trevas (2008), Bruce acreditava que poderia, um dia, abandonar o manto do Batman e viver uma vida normal ao lado dela. Rachel era sua esperança de equilíbrio. No entanto, o destino foi cruel. Rachel acabou morta em um atentado arquitetado pelo Coringa, deixando Bruce devastado e sem qualquer chance de concretizar esse sonho.

8. Torturas

Batman vs. Teenage Mutant Ninja Turtles
Batman vs. Teenage Mutant Ninja Turtles (2019) / Crédito: Warner Bros. Home Entertainment (divulgação)

Em toda a sua trajetória, o Batman já foi capturado e torturado por diversos inimigos, incluindo o Coringa e a Corte das Corujas. Esses momentos não apenas testaram sua resistência física, mas também sua sanidade. Dessa forma, cada sessão de dor reforça o peso psicológico que ele carrega, tornando seus traumas ainda mais profundos.

Entre os episódios mais marcantes, estão as vezes em que o Coringa o submeteu a jogos mentais cruéis, tentando quebrar não apenas seu corpo, mas principalmente sua moral. Isso porque, o “palhaço do crime” sempre buscou provar que até o Cavaleiro das Trevas poderia enlouquecer diante da pressão psicológica.

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É verdade que a maioria das girafas machos tem comportamento homossexual? Entenda

As girafas estão no centro de um debate delicado e polêmico: até que ponto os comportamentos homossexuais observados entre indivíduos da espécie podem ser interpretados como “gay”, no sentido humano do termo? A questão desperta curiosidade porque envolve comportamentos complexos, que podem parecer semelhantes aos humanos, mas pertencem a um contexto biológico e comportamental totalmente diferente.

As girafas vivem em savanas e planícies africanas, em zonas que vão do Sahel até regiões mais ao sul do continente, e formam agregados sociais flexíveis, sem vínculos permanentes entre todos os membros. Animais machos e fêmeas vivem juntos ou separados dependendo da época, das condições ambientais e da disponibilidade de comida, água e segurança. A sobrevivência da espécie depende de que as fêmeas gestem filhotes e, por isso, observações de comportamento sexual e social em girafas têm relevância para entender a dinâmica de reprodução, convivência e hierarquia dentro dos grupos.

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Quando o comportamento inclui “necking” (contato de pescoço), monta entre machos e outras interações que podem lembrar demonstrações de afeto ou atração sexual, surge a dúvida: será que estamos diante de orientação sexual canalizada pelos animais? Ou é uma questão de instinto, domínio social, estímulo sexual sem compromisso ou outra motivação biológica? Veja mais na matéria abaixo!

As girafas vivem em savanas e planícies africanas, em zonas que vão do Sahel até regiões mais ao sul do continente, e formam agregados sociais flexíveis. (Imagem: Olha Solodenko/Shutterstock)

É verdade que a maioria das girafas machos são homossexuais?

As girafas são os mamíferos terrestres mais altos do planeta, com seus longos pescoços e elegantes manchas. Elas habitam principalmente savanas africanas e regiões de vegetação rala, onde podem se alimentar de brotos e folhas inacessíveis para muitos herbívoros. A dieta é baseada em plantas, folhas, galhos e ocasionalmente frutos.

Socialmente, as girafas formam grupos abertos, e as composições mudam com frequência, onde machos, fêmeas e jovens podem se reunir de modo instável. Os machos costumam circular entre grupos em busca de fêmeas prontas para acasalar, sem formar casais fixos ou vínculos duradouros; após o acasalamento, o macho geralmente segue seu caminho. Já as fêmeas podem cuidar dos filhotes em grupos soltos ou mesmo sozinhas, e não há monogamia ou “estrutura familiar” parecida com humanos.

O que dizem os estudos?

Há evidências de que machos de girafa interagem com outros machos que incluem comportamentos sexualizados como “necking” (roçar pescoço/corpo), toques, monta e, em algumas observações, estimulação genital. Segundo estudos de campo, em muitas dessas interações, os parceiros são do mesmo sexo, dando origem à afirmação de que “a maior parte” dos atos sexuais observados entre girafas é entre machos.

Um estudo realizado na Tanzânia, com mais de 3.200 horas de observação, registrou 17 eventos de monta entre machos e apenas 1 evento entre macho e fêmea, o que representa cerca de 94% de incidências entre machos. No entanto, esses dados não permitem afirmar que 94% das girafas sejam “homossexuais” como humanos, pois se trata apenas de observações pontuais de fenômenos sexuais entre machos sob determinadas circunstâncias.

Há evidências de que machos de girafa interagem com outros machos que incluem comportamentos sexualizados. (Imagem: AA Frames/Shutterstock)

Por que dizer que a maioria é gay é enganoso?

O debate começou quando uma política britânica usou a alegação de que “90% das girafas são gays” para reforçar argumentos sobre educação inclusiva. A frase rapidamente circulou nas redes, mídia internacional e brasileiros, sendo muitas vezes repetida como fato científico. Isso reacendeu uma polêmica sobre como interpretar comportamento animal e até que ponto a ciência pode ser usada como argumento em debates sociais.

Essa ideia é considerada enganosa por pesquisadores que estudam comportamento animal. Isso porque os dados referem-se a montas observadas, não à identidade ou preferência sexual permanente dos animais. Além disso, girafas macho continuam ocasionalmente a acasalar com fêmeas, e a orientação sexual como entendemos em humanos não se aplica da mesma forma a animais selvagens.

Pesquisadores explicam que, embora machos realizem atos homoafetivos ou homossexuais com frequência, isso não significa que tenham “orientação sexual” fixa ou exclusiva. A mistura de comportamentos homo e heterossexuais, a ausência de vínculos de casal ou lar, e a dinâmica social da espécie apontam para um padrão de comportamento mais fluido e multifuncional.

Possíveis motivações evolutivas e sociais

Para algumas análises, a montagem entre machos e o “necking” teriam função social, como alívio de tensão, estabelecimento de hierarquia ou coesão de grupo, e não necessariamente reprodução. Em contextos onde há competição por fêmeas ou dominância, esses comportamentos poderiam servir como forma de resolver conflitos sem luta direta, diminuir agressividade ou fortalecer laços temporários dentro de manadas.

Há também a hipótese de que a sexualidade entre animais obedeça a diferentes gatilhos, não apenas reprodutivos, mas sociais ou de conforto, e que nem sempre a monta entre dois machos signifique atração de longo prazo, afetividade ou laços duradouros.

Especialistas reagiram afirmando que a declaração era imprecisa e simplista demais. Eles explicaram que os dados disponíveis não confirmam que a espécie seja homossexual em sua maioria, que a sexualidade animal não replica a humana e que muitos comportamentos têm motivações distintas da atração sexual permanente.

Girafas
(Imagem: Volodymyr Burdiak/Shutterstock)

A conclusão dos estudos

Até hoje, a comunidade científica se recusa a classificar girafas como “gays” no sentido humano da palavra. O consenso é de que as girafas exibem comportamentos homoafetivos com frequência, mas também atividades heterossexuais, e não formam pares fixos, relacionamentos duradouros ou vínculos afetivos complexos. A orientação sexual, como vivida por humanos, envolve mais do que ato sexual, incluindo desejo, identidade, afeto e escolha, que são aspectos que não podem ser observados da mesma forma em animais selvagens.

Portanto, o mais correto, até o momento, é dizer que há comportamentos homoafetivos ou homossexuais entre girafas macho, e que esses comportamentos são relativamente comuns. Mas não há evidência de que a maioria das girafas seja “gay” ou que esse comportamento represente uma orientação sexual permanente ou exclusiva.

Por que estudar isso ainda importa

Entender esses comportamentos em girafas ajuda a ampliar nosso entendimento sobre a diversidade sexual na natureza, e questiona noções humanas de normalidade, sexo e reprodução. Ao observar que espécies diferentes de nós podem exibir sexualidade além da reprodução, aprendemos que a natureza não segue apenas os nossos padrões morais ou culturais. Esse tipo de estudo amplia a visão sobre comportamento animal, conservação, ecologia social e como espécies se adaptam às demandas sociais e ambientais.

Além disso, evita-se a armadilha de interpretar a vida e comportamento dos animais a partir de conceitos antropocêntricos. Aceitar que a sexualidade animal pode ser complexa e diversa, mas diferente da humana, ajuda a promover respeito e entendimento científico, sem distorções polêmicas.

(Imagem: wirestock/Shutterstock)

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