BC desiste de regular Pix Parcelado após sucessivos adiamentos

Após meses de expectativa e sucessivos adiamentos, a diretoria do Banco Central (BC) decidiu abandonar a criação de regras específicas para o Pix Parcelado. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (4), em Brasília (DF), durante reunião do Fórum Pix, comitê que reúne cerca de 300 representantes do sistema financeiro e da sociedade civil.

QR Code com os dizeres "pague com Pix" acima; ao lado, uma pessoa posiciona um smartphone para ler o código
Sistema de pagamentos conta com trilhões de reais em transações mensais (Imagem: Marciobnws/Shutterstock)

Além de desistir da regulamentação, o BC proibiu as instituições financeiras de utilizarem o nome Pix Parcelado. Termos similares — como Pix no crédito ou Parcele no Pix —, porém, continuam permitidos.

A obrigatoriedade de adoção da modalidade e a padronização das normas tinham previsão inicial para setembro. Depois, foram adiadas para o fim de outubro e, posteriormente, para novembro. A modalidade, que funciona como uma linha de crédito com juros oferecida pelos bancos, já existe no mercado e seria regulamentada para ampliar a transparência ao usuário.

Pix parcelado sofre com falta de padronização

  • O Pix parcelado permite que o consumidor parcele um pagamento instantâneo, enquanto o recebedor obtém o valor total imediatamente;
  • O cliente assume o pagamento de juros desde o primeiro dia. Cada banco define taxas, prazos, formas de cobrança e a apresentação do produto;
  • A ausência de regras uniformes, segundo especialistas, aumenta o risco de endividamento;
  • As taxas têm girado em torno de 5% ao mês, enquanto o Custo Efetivo Total (CET) pode chegar a aproximadamente 8% mensais;
  • Muitas vezes, a contratação exibe os custos somente na etapa final e as regras de atraso não são claras;
  • Em diversos casos, o pagamento das parcelas aparece na fatura do cartão, apesar de não se tratar de um parcelamento tradicional.
Banco Central alerta para golpes
Autoridade monetária desistiu da ideia após sucessivos cancelamentos (Imagem: Blossom Stock Studio/Shutterstock)

Críticas

Em nota, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) classificou como “inaceitável” a decisão do BC de não estabelecer padrões para operações de crédito associadas ao Pix. Para a entidade, a ausência de regras cria um ambiente de “desordem regulatória”, favorece abusos e amplia o risco de superendividamento.

Segundo o Idec, mesmo com a proibição do nome Pix Parcelado, a alteração é apenas cosmética. “O consumidor continuará exposto a produtos de crédito heterogêneos, sem transparência mínima, sem salvaguardas obrigatórias e sem previsibilidade sobre juros ou procedimentos de cobrança”, afirma o texto.

A entidade avalia que o Banco Central “optou por não enfrentar um problema que já está em curso”, delegando ao mercado a responsabilidade de autorregulação. O instituto alerta que a falta de padronização tende a deixar famílias ainda mais vulneráveis e destaca que, por carregar a marca do Pix — considerada a mais confiável do sistema financeiro —, a modalidade pode estimular decisões impulsivas.

O Brasil vive um cenário preocupante de superendividamento e o Idec aponta que a modalidade pode agravar esse quadro ao misturar pagamento e crédito sem esclarecer riscos. “O Pix nasceu para democratizar pagamentos. Transformá-lo em porta de entrada para crédito desregulado coloca essa conquista em risco”, afirma a entidade, que promete seguir pressionando por regras que assegurem padronização, segurança e transparência.

Homem segurando um cartão de crédito com a mão direita e teclando em um notebook com a esquerda
Especialistas alertam para novidade, que oferece maior facilidade de crédito (e possibilidade de maior endividamento) dos brasileiros (Imagem: Daniel Hoz/Shutterstock)

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Fiscalização do Pix parcelado é incerta

Embora tenha proibido o uso das marcas Pix Parcelado e Pix Crédito, o BC não detalhou como pretende fiscalizar o cumprimento da diretriz. Durante o Fórum Pix, representantes da autarquia informaram que acompanharão o desenvolvimento das soluções oferecidas pelos bancos, mas sem impor requisitos específicos.

Para entidades de proteção ao consumidor, essa postura abre espaço para que produtos semelhantes funcionem de formas totalmente distintas entre instituições, o que dificulta a comparação e eleva o risco de contratações inadequadas.

A volta dos que não foram

Ao longo dos últimos meses, havia expectativa de que o BC publicasse regras para harmonizar a oferta da modalidade, exigindo informações obrigatórias — como juros, IOF e critérios de cobrança — e estabelecendo padrões mínimos de transparência. Os sucessivos adiamentos refletiam um impasse entre o BC e os bancos, que pediam mudanças no texto proposto pela área técnica.

Segundo a Agência Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou ser favorável à existência de regras, mas negou ter pressionado o BC pela suspensão da regulamentação. A entidade reconheceu, no entanto, ter solicitado ajustes na proposta em discussão e argumentou que não havia urgência na implementação das normas.

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8 filmes com muito tiro para assistir na Netflix

Afim de assistir filmes com muita ação e tiroteio pra todo lado? A Netflix traz em seu catálogo algumas opções de filmes frenéticos que agradam quem gosta de adrenalina do começo ao fim.

Pensando nisso, a seguir listamos 8 filmes de ação com muito tiro para você curtir na Netflix.

Caos e Destruição (2025)

Havoc
Havoc (2025) / Crédito: Netflix (divulgação)

Com um grande elenco, “Caos e Destruição” é um filme de suspense e ação frenético. No elenco estão nomes como Tom Hardy, Jessie Mei Li, Luis Guzmán, Timothy Olyphant e Forest Whitaker.

Na trama, um detetive corrupto é forçado a encontrar o filho de um magnata depois que um carregamento de drogas roubado desencadeia uma série de traições dentro da polícia e da Tríade. A direção é de Gareth Evans (“Operação Invasão”).

13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi (2016)

13 Hours
13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi (2016) / Crédito: Paramount Pictures (divulgação)

Com muito tiro e explosão, “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi” é um filme de ação e guerra dirigido pelo especialista do gênero, Michael Bay.

Baseado em fatos reais, a trama segue um grupo reduzido de militares privados que tenta proteger o complexo diplomático dos EUA em Benghazi durante ataques de militantes após a queda de Gaddafi. O elenco conta com James Badge Dale e John Krasinski.

O Justiceiro: Em Zona de Guerra (2008)

justiceiro
Punisher: War Zone (2008) / Crédito: Sony Pictures Releasing International (divulgação)

Esta terceira adaptação em longa-metragem do personagem da Marvel Comics, Justiceiro, é cheia de tiro, ação e violência.

Na trama, após perder sua família para a máfia, o ex-marine Frank Castle (Ray Stevenson) assume o papel do vigilante Punisher, enfrentando o criminoso Jigsaw (Dominic West) e sua gangue para proteger inocentes e buscar justiça.

Equilibrium (2002)

equilibrium
Equilibrium (2002) / Crédito: Miramax Films (divulgação)

Classificado como um exemplar do estilo Gun-Fu (mistura de armas de fogo com kung-fu), “Equilibrium” é um cultuado filme de ação e ficção científica.

O filme é ambientado em um futuro distópico totalitário, onde a sociedade é forçada a usar uma substância para suprimir emoções. Christian Bale estrela como um membro da elite da polícia estatal que começa a questionar o governo após não tomar uma das doses da substância.

Chamas da Vingança (2004)

Man on Fire
Man on Fire (2004) / Crédito: 20th Century Fox (divulgação)

Sob a direção de Tony Scott, o filme de ação “Chamas da Vingança” se baseia no romance homônimo de A. J. Quinnell.

Denzel Washington estrela como um ex-agente da CIA alcoólatra e assombrado pelo passado. Ele é contratado para proteger a filha (Dakota Fanning) de um ricaço e cria um forte vínculo com ela.

Porém, quando a menina é sequestrada, o guarda-costas embarca em uma violenta missão de vingança contra os responsáveis.

Resgate (2020)

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Extraction (2020) / Crédito: Netflix (divulgação)

Baseado na graphic novel “Ciudad”, de Ande Parks, “Resgate” é um filme de ação original Netflix estrelado por Chris Hemsworth, o Thor dos filmes do Universo Cinematográfico Marvel.

Na trama, o filho de um poderoso traficante indiano é sequestrado em Dhaka por um rival. O mercenário Tyler Rake (Hemsworth) é contratado para resgatá-lo.

Agente Stone (2023)

Heart of Stone
Heart of Stone (2023) / Crédito: Netflix (divulgação)

No original da Netflix “Agente Stone”, Gal Gadot estrela como uma agente especial altamente habilidosa. 

Na trama, ela recebe a missão de proteger uma IA avançada chamada “The Heart” de cair em mãos erradas.

A Profissional (2021)

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The Protégé (2021) / Crédito: Lionsgate (divulgação)

O filme de suspense e ação “A Profissional” conta com a direção de Martin Campbell, de filmes como “007 Contra GoldenEye” e “A Máscara do Zorro”, então a tensão está garantida!

Na trama, Anna (Maggie Q), uma assassina treinada pelo lendário Moody (Samuel L. Jackson), busca vingança após a morte brutal de seu mentor. O elenco ainda conta com Michael Keaton.

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Se tubarões são tão antigos, por que evoluíram tão pouco?

Imagine se você pudesse viajar no tempo para uma época antes dos dinossauros, antes dos insetos voadores e até mesmo antes de as árvores dominarem a paisagem terrestre. Se você mergulhasse nos oceanos do nosso mundo há 450 milhões de anos, provavelmente encontraria algo surpreendentemente familiar: um tubarão.

Mas, em um planeta onde a mudança e evolução sempre foram algo constante, como é possível que esses predadores tenham mudado tão pouco em tanto tempo? A resposta não está na preguiça evolutiva, mas em um design biológico que beira a perfeição.

Se tubarões são tão antigos, por que evoluíram tão pouco?

A premissa da pergunta carrega uma “pegadinha”. Na verdade, dizer que os tubarões não evoluíram é um mito. O que ocorreu é que eles encontraram um modelo de sucesso muito cedo e se mantiveram fiéis a ele.

Diferente de outras espécies que precisaram se reinventar drasticamente para sobreviver a cataclismos globais, os tubarões apostam na diversificação sutil. Biólogos explicam que eles não pararam no tempo; eles apenas evoluíram de uma forma diferente, focando em refinar os detalhes em vez de alterar a estrutura básica. É como se a natureza tivesse criado o “chassi” perfeito e, ao longo das eras, apenas trocasse os acessórios.

Tubarões nadando ao redor de peixes
Tubarões nadando ao redor de peixes (Imagem: Mile Ribeiro/Pexels)

Tubarões são exemplos de estabilidade morfológica

Os tubarões são um exemplo clássico de estabilidade morfológica. Eles sobreviveram a cinco grandes extinções em massa que varreram a maior parte da vida na Terra. Como eles conseguiram? A resposta está na adaptabilidade e em um corpo robusto.

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Segundo especialistas do Museu de História Natural de Londres (NHM), registros fósseis mostra que os tubarões já nadavam nos oceanos muito antes dos dinossauros aparecerem e continuam aqui muito depois deles terem partido. Essa resistência se deve a características que surgiram cedo e se mantiveram ao longo de muitos anos, como:

  • Esqueleto de cartilagem: Mais leve e flexível que o osso, permitindo economia de energia.
  • Mandíbulas versáteis: Que permitiram a exploração de dietas variadas.
  • Sentidos aguçados: Como a capacidade de detectar campos elétricos de presas.

Ao longo de 450 milhões de anos, a evolução dos tubarões não foi estática, mas sim um processo de “ajuste fino”. Enquanto alguns animais precisaram desenvolver pernas ou asas para não desaparecer, os tubarões apenas aprimoraram o que já funcionava.

Evolução lenta ou eficiente?

Outro ponto importante é a taxa de evolução. Estudos indicam que, geneticamente, os tubarões podem ter uma taxa de mutação mais lenta do que outros vertebrados. Isso significa que o seu DNA muda pouco ao longo do tempo, o que contribui para a manutenção de suas características físicas.

Essa estabilidade ecológica sugere que eles ocupam nichos no oceano que mudaram muito pouco. Se o seu ambiente e a sua forma de caçar continuam eficientes por milhões de anos, a pressão evolutiva para mudar radicalmente é quase inexistente. Essa capacidade de se adaptar a diferentes temperaturas e níveis de água foi crucial para que atravessassem crises climáticas que dizimaram outras espécies.

Portanto, os tubarões não evoluíram “pouco” por falta de capacidade, mas por excesso de competência. Eles são a prova viva de que, na corrida evolutiva, nem sempre vence quem muda mais rápido, mas quem encontra o equilíbrio mais duradouro.

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O que é a bronquiolite? Veja sintomas e tratamento

A bronquiolite é uma infecção respiratória que costuma preocupar pais e profissionais de saúde, principalmente durante os períodos de maior circulação de vírus. A doença é mais comum em bebês e crianças pequenas, e muita gente ainda tem dúvidas sobre como ela surge, quais são os sinais de alerta e quando procurar atendimento. O tema voltou ao debate por causa do aumento de casos e da atenção reforçada do Ministério da Saúde.

A doença atinge as vias aéreas mais finas, chamadas bronquíolos, e pode causar dificuldade para respirar, chiado no peito e muito desconforto. Como os sintomas lembram outras condições respiratórias, identificar a bronquiolite logo no início pode evitar complicações e acelerar o tratamento. Por isso, entender suas causas e formas de prevenção é essencial.

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Com novas vacinas disponíveis e mais estudos voltados para o vírus sincicial respiratório (VSR), que é o principal responsável pela condição, a discussão ganhou ainda mais destaque. A seguir, você confere como a bronquiolite começa, quem corre mais risco, quais são os sintomas e como tratá-la de forma segura e eficaz.

A bronquiolite é uma infecção respiratória que costuma preocupar pais e profissionais de saúde, principalmente durante os períodos de maior circulação de vírus. (Imagem: brgfx/Freepik)

O que é a bronquiolite?

A bronquiolite é a inflamação e obstrução dos bronquíolos causada quase sempre por infecção viral. O processo típico começa com uma infecção das vias aéreas superiores, coriza e tosse, progredindo em alguns pacientes para pequena inflamação e produção de muco nas vias aéreas inferiores. Quando os bronquíolos inflamam, acumulam secreções e o diâmetro interno diminui; em lactentes, esse estreitamento tem impacto grande porque suas vias aéreas já são estreitas por natureza, causando sibilos, esforço respiratório e risco de falência ventilatória em casos graves.

O agente mais frequentemente implicado é o vírus sincicial respiratório (VSR). Estudos epidemiológicos indicam que o VSR responde por cerca de 50% a 80% dos casos de bronquiolite, dependendo da região e da temporada, e é a principal causa de internações por bronquiolite. Outros vírus também podem causar o quadro, mas o VSR é o grande protagonista por sua capacidade de afetar recém-nascidos com maior severidade. Essas informações constam em revisões clínicas e em páginas técnicas de autoridades como CDC, ECDC e sociedades pediátricas.

O risco de evolução para bronquiolite sintomática e grave está ligado à via de exposição (gotículas, contato), carga viral e vulnerabilidades do hospedeiro. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias, como mãos contaminadas, gotículas e superfícies; o período de incubação costuma variar entre 2 e 8 dias.

Ambientes com grande circulação de crianças e contato próximo, como maternidades, creches e hospitais, favorecem surtos. As orientações de controle de infecção enfatizam higiene das mãos, mascaramento na época de surtos e isolamento de casos sintomáticos como medidas básicas de prevenção comunitária.

Transmissão e grupos de risco

A bronquiolite é muito comum e potencialmente grave em bebês menores de seis meses, prematuros e crianças com doenças cardíacas congênitas ou imuno-comprometimento. Lactentes têm vias aéreas pequenas, resposta imune imatura e maior chance de desidratação, fatores que explicam por que internamentos e necessidade de suporte (oxigênio, hidratação venosa) são mais frequentes nessa faixa etária.

Dados de vigilância no Brasil mostraram, em 2025, alta carga de Síndrome Respiratória Aguda Grave por VSR em crianças menores de dois anos, o que motivou a incorporação de estratégias vacinais no SUS. A literatura pediátrica, incluindo documentos do AAP e da AAFP, descreve essas populações como prioritárias para profilaxia e vigilância.

Profissionais que tratam a doença enfatizam que o risco aumenta ainda mais se a criança nasceu prematura (principalmente menos que 29–32 semanas), se tem cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa ou doenças pulmonares crônicas, como displasia broncopulmonar. Nesses grupos, a bronquiolite pode evoluir com insuficiência respiratória mais rapidamente e demandar internação em UTI pediátrica. Por isso, protocolos clínicos e documentos de sociedades médicas recomendam vigilância contínua e, quando elegíveis, medidas de proteção específicas para reduzir a chance de hospitalização.

Além dos pacientes de alto risco, praticamente todas as crianças vão apresentar pelo menos uma infecção por VSR nos primeiros dois anos de vida; a diferença está na gravidade. Assim, as políticas públicas recentes que incluem vacinação de gestantes ou oferta de anticorpos monoclonais para recém-nascidos visam proteger a janela de maior vulnerabilidade, quando a enfermidade tem maior chance de causar complicações.

As orientações de controle de infecção enfatizam higiene das mãos, mascaramento na época de surtos e isolamento de casos sintomáticos como medidas básicas de prevenção comunitária. (Imagem: jcomp/Freepik)

Tipos, sintomas típicos e sinais de gravidade

Clinicamente, a bronquiolite costuma começar como um resfriado comum, com coriza, irritabilidade, perda de apetite e febre baixa. Após alguns dias, pode evoluir para tosse persistente, chiado, respiração acelerada, batimentos de asa nasal, gemência ao inspirar e dificuldade para alimentar-se.

Profissionais de emergência pediátrica usam critérios objetivos, como frequência respiratória por idade, uso de musculatura acessória e saturação de oxigênio, para decidir internação. Guias como os do CDC e da Mayo Clinic destacam que alimentação reduzida e sinais de desidratação também são motivos para avaliação urgente.

Sinais de gravidade que exigem busca imediata por atendimento médico incluem saturação de oxigênio persistentemente baixa, taquidispneia marcada, apneia, cianose (lábios ou pele arroxeados) e sonolência extrema ou irritabilidade que não melhora. Em unidades hospitalares, monitorização com oximetria, suporte de oxigênio, posicionamento e hidratação são as primeiras medidas; em casos mais graves pode ser necessário suporte ventilatório não invasivo ou ventilação mecânica. Essas recomendações aparecem em protocolos hospitalares e revisões clínicas que pautam a prática pediátrica.

O diagnóstico costuma ser clínico, apoiado por exame físico; testes virológicos (como PCR para VSR) podem ser úteis em contextos epidemiológicos ou para manejo em unidades de saúde, mas nem sempre são exigidos para decidir tratamento. Radiografia de tórax não é rotineira e geralmente reservada a casos que sugerem complicação ou diagnóstico alternativo. Essas nuances de diagnóstico e manejo constam em documentos técnicos de hospitais de referência e em guidelines internacionais.

Qual o tratamento e prevenção?

O tratamento da bronquiolite é, em grande parte, suporte. A maioria das crianças se recupera com medidas como manter a via aérea pérvia, hidratação adequada, controle da febre e monitorização da oxigenação. A American Academy of Pediatrics e revisões como a da AAFP enfatizam que broncodilatadores (como albuterol) não têm efeito consistente na melhora clínica e não são recomendados com frequência; o uso de corticosteróides e antibióticos também não é indicado exceto em situações específicas.

Para crianças de alto risco, há opções de profilaxia passiva já bem estabelecidas: o anticorpo monoclonal palivizumabe (Synagis) reduziu hospitalizações em grupos selecionados, em prematuros e cardiopatas, e é recomendado por sociedades pediátricas para indicações específicas. Mais recentemente, anticorpos monoclonais de ação prolongada e vacinas direcionadas ao VSR mostraram eficácia em reduzir casos graves e internações em estudos clínicos. A incorporação dessas intervenções em programas públicos exige análise de custo-efetividade e decisão regulatória.

A bronquiolite não costuma deixar sequelas respiratórias permanentes na maior parte das crianças, e a maioria dos casos tem resolução completa com suporte. Contudo, episódios graves na infância, ainda mais em bebês que necessitaram de ventilação mecânica ou internação prolongada, podem estar associados a maior risco de sibilância recorrente e, em alguns estudos, a aumento do risco de asma na infância posterior.

(Imagem: wirestock/Freepik)
Bronquiolite pode matar?

Sim, a bronquiolite pode ser fatal, principalmente em bebês com menos de dois anos, prematuros ou que já tenham outras condições de saúde.

Bronquiolite tem cura?

Sim, mas a bronquiolite geralmente não tem cura medicamentosa específica, pois é causada por infecções virais que o corpo combate naturalmente.

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O que é escarlatina? Veja sintomas e tratamento

O nome “escarlatina” pode até remeter aos livros de história, mas essa infecção está longe de ser coisa do passado. Ainda frequente nos consultórios pediátricos, essa doença costuma assustar os pais pelos sintomas visíveis na pele, mas o cenário atual é muito mais tranquilizador do que antigamente. 

Hoje, o tratamento é acessível, simples e altamente eficaz. Para que você não tenha dúvidas na hora do diagnóstico, preparamos um guia completo de informações sobre como identificar, tratar e prevenir essa condição. Mas, como sempre, vale lembrar que todo e qualquer diagnóstico deve ser feito por um profissional médico e não é recomendado tratamentos caseiros e automedicação.

Tudo o que você precisa saber sobre escarlatina

A escarlatina é uma doença infecciosa e contagiosa aguda, causada pela bactéria Estreptococo beta-hemolítico do grupo A (Streptococcus pyogenes). É a mesma bactéria responsável por aquelas amigdalites fortes que exigem antibiótico. A diferença aqui é que, na escarlatina, a bactéria libera toxinas que provocam uma reação cutânea característica, deixando a pele avermelhada (daí o nome “escarlate”).

Sintomas de escarlatina: o corpo fala (e muda de cor)

O quadro geralmente começa de forma repentina. Os sintomas clássicos incluem febre alta, calafrios e uma dor de garganta intensa. Contudo, o sinal mais distintivo aparece na pele e na boca.

Sintomas da língua com escarlatina
Sintomas da língua com escarlatina (Imagem: brgfx/Freepik)

Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde (BVSMS), a doença se manifesta com manchas vermelhas na pele de textura áspera, semelhante a uma lixa, além da famosa “língua de framboesa” (ou morango), onde a língua fica inchada, vermelha e com bolinhas salientes. As manchas costumam começar no pescoço e no tronco, espalhando-se para o resto do corpo, mas poupando a região ao redor da boca, que pode ficar pálida.

Quem é mais afetado pela escarlatina?

Embora qualquer pessoa possa contrair a doença, a escarlatina tem um “público preferencial”: crianças em idade escolar e pré-escolar (geralmente entre 5 e 15 anos). Isso não ocorre por uma predisposição genética, mas sim pela rotina. Ambientes fechados e com aglomeração, como escolas e creches, facilitam a transmissão.

A transmissão ocorre pelo contato direto com a saliva ou secreções nasais de uma pessoa infectada — seja através de tosse, espirro ou até mesmo compartilhamento de copos e talheres.

Diagnóstico e tratamento

Se você notar os sintomas descritos, o diagnóstico deve ser feito por um médico (pediatra ou clínico geral). Geralmente, o exame clínico é suficiente, mas o profissional pode solicitar um teste rápido ou cultura de secreção da garganta para confirmar a presença do estreptococo.

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O tratamento é, na verdade, uma boa notícia: a escarlatina responde muito bem aos antibióticos. Conforme aponta o Manual MSD (referência global para médicos e farmacêuticos), a penicilina é o fármaco de escolha para infecções estreptocócicas faríngeas do grupo A. Caso o paciente seja alérgico, o médico prescreverá alternativas eficazes, como a eritromicina.

Escarlatina
Escarlatina (Imagem: shutterstock/anastasiya parfenyuk)

Atenção: É crucial completar o ciclo do antibiótico, mesmo que a criança melhore em 24 ou 48 horas. A interrupção precoce pode não eliminar a bactéria totalmente, abrindo portas para complicações sérias, como a febre reumática ou problemas renais.

É possível evitar a escarlatina?

Infelizmente, ainda não existe uma vacina específica para a escarlatina. A melhor forma de prevenção é a boa e velha higiene:

  • Lavar as mãos frequentemente;
  • Não compartilhar talheres ou copos;
  • Cobrir a boca ao tossir ou espirrar.

A perspectiva de cura é excelente quando o tratamento é iniciado precocemente. Após 24 horas de antibiótico, o paciente geralmente já não transmite mais a bactéria, permitindo, em breve, o retorno à rotina escolar e às brincadeiras.

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8 animais que enganam outros seres vivos para sobreviver

A natureza apresenta uma variedade impressionante de estratégias de sobrevivência. Entre elas, o engano é uma das mais engenhosas. Diversas espécies evoluíram para manipular a visão, o olfato e até o comportamento de predadores e presas. 

Elas usam táticas que incluem mimetismo, sons falsos e truques de camuflagem capazes de confundir até os observadores mais atentos. 

Este artigo reúne alguns dos exemplos mais fascinantes de animais que recorrem à ilusão para garantir alimentação, proteção e vantagem evolutiva.

Lagarta-cobra

Lagarta-cobra
Lagarta-cobra / Crédito: Agência Paulista (reprodução)

A lagarta-cobra usa um disfarce impressionante para enganar predadores. Quando se sente ameaçada, ela infla a parte frontal do corpo e cria a aparência de uma cabeça de serpente, com manchas que lembram olhos grandes. 

Esse comportamento afasta aves e pequenos mamíferos que evitam cobras, aumentando suas chances de sobrevivência até completar o ciclo de vida.  Além do inchaço, elas se contorcem para simular um bote. A espécie é totalmente inofensiva para humanos.

Borboleta-coruja

Essa espécie exibe nas asas padrões que lembram olhos de coruja, um mecanismo de defesa que intimida predadores ao criar a ilusão de um animal maior e mais ameaçador. O interior das asas destaca “olhos” grandes, capazes de afastar especialmente aves.

Também conhecida como corujão, apresenta no lado externo um azul intenso com detalhes em preto, uma coloração que permanece mesmo após sua morte.

Gambá

Foto de um Gambá-de-orelha-branca Opossum (Didelphis albiventris) em uma árvore
Além de comer escorpiões, o gambá devora baratas, cortando a fonte de alimento principal da praga (Imagem: Celso Margraf / Shutterstock)

O gambá utiliza uma estratégia de defesa impressionante: a tanatose, ou seja, fingir-se de morto. Quando se sente ameaçado, ele entra em um estado de imobilidade involuntária que pode durar até 30 minutos. 

Durante esse período, o corpo fica rígido e o animal exala um odor forte que lembra o de um cadáver em decomposição, o que afasta predadores que evitam carcaças por risco de contaminação. 

Antes de recorrer a essa técnica extrema, o gambá costuma rosnar e mostrar os dentes. Após o perigo passar, ele retoma seus movimentos normalmente.

Camaleão

Camaleão verde
Camaleão com colaração verde para camuflagem no meio. (Imagem: Nick Greaves/Shutterstock)

O camaleão é um dos símbolos do mimetismo. Ele muda de cor para se adaptar ao ambiente, o que dificulta sua detecção por predadores. 

Essa camuflagem rápida reduz a chance de ataques e permite que o animal permaneça imóvel sem ser percebido. A mudança ocorre graças a nanocristais presentes na pele, que ajustam a forma como a luz é refletida.

Quando bem camuflado, o camaleão praticamente desaparece no ambiente, aumentando suas chances de sobrevivência.

Drongo-de-cauda-forquilha

Drongo-de-cauda-forquilha /
Drongo-de-cauda-forquilha / Crédito: Wikimedia (reprodução)

O drongo-de-cauda-forquilha é famoso por seu comportamento enganoso. Ele observa outras espécies se alimentando e imita chamados de alarme que indicam a presença de predadores.

Ao ouvir o alerta falso, os animais fogem, deixando a comida para trás, que o drongo aproveita imediatamente,  um exemplo clássico de cleptoparasitismo. Para manter a eficácia do truque, ele alterna alarmes verdadeiros e falsos, preservando sua credibilidade. 

Além disso, esse pássaro mostra grande coragem ao defender o ninho, chegando a enfrentar animais muito maiores, inclusive aves de rapina.

Cuco-canoro

Cuco-canoro
Cuco-canoro / Crédito: Wikimedia (reprodução)

O cuco-canoro usa um dos mecanismos de engano mais conhecidos do reino animal: o parasitismo de ninho. A fêmea não constrói ninho próprio, em vez disso, ela deposita seus ovos em ninhos de outras aves, geralmente pequenos insetívoros. 

Para não ser descoberta, ela escolhe hospedeiros cujos ovos se parecem com os seus e, quando o ninho está desprotegido, retira um ovo original e o substitui pelo seu. As aves hospedeiras cuidam do filhote do cuco como se fosse delas. 

Muitas vezes, o jovem cuco empurra os ovos legítimos para fora do ninho, garantindo alimento e atenção exclusivos até se tornar independente.

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Louva-a-deus-orquídea

louva-a-deus-orqudea
Fêmea do louva-a-deus-orquídea exibindo lobos nas pernas que imitam pétalas / Crédito: Flickr – Frupus (Creative Commons, reprodução)

O louva-a-deus-orquídea utiliza um mimetismo floral altamente eficiente para capturar presas.  Seu corpo reproduz a aparência de pétalas de orquídeas, permitindo que ele se misture perfeitamente às flores tropicais.

Dessa forma, insetos polinizadores se aproximam atraídos pela semelhança, e o louva-a-deus ataca com grande velocidade. Além da camuflagem visual, ele realiza movimentos suaves, como se fosse levado pela brisa, reforçando a ilusão. 

Essa combinação de disfarce e rapidez transforma o inseto em um predador eficaz, capaz de permanecer exposto sem despertar qualquer suspeita.

Peixe-pedra

Synanceia verrucosa
Peixe-pedra (Synanceia verrucosa). Imagem: Denis Kabanov / Shutterstock

O peixe-pedra está entre os mestres do disfarce nos mares. Ele se assemelha a uma rocha coberta de algas. O visual irregular e as cores acinzentadas confundem tanto predadores quanto presas. 

Além do disfarce, o peixe carrega espinhos venenosos capazes de causar dor intensa. A combinação de camuflagem e defesa química o torna um dos peixes mais perigosos dos oceanos.

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IA redefine eficiência, segurança e sustentabilidade no offshore brasileiro

A transformação digital no setor offshore de petróleo e gás avança em ritmo acelerado, impulsionada pela adoção de inteligência artificial (IA) em operações cada vez mais complexas.

Projeções da Credence Research apontam que o mercado global de soluções para campos digitais deve crescer de US$ 879,3 milhões (R$ 4,6 bilhões, na conversão direta) em 2024 para US$ 1,48 bilhão (R$ 7,8 bilhões) em 2032, movimento estimulado pela automação inteligente e pela análise preditiva.

Dois homens com aparatos de segurança; o da esquerda está segurando um rádio comunicador próximo à boca; o da direita segura um notebook
IA se tornou um pilar estrutural da transformação digital no offshore (Imagem: Lungkhaek/Shutterstock)

E no Brasil?

  • No Brasil, a tecnologia já otimiza a produção em reservatórios desafiadores, reforça a segurança operacional e contribui para a mitigação de riscos ambientais, com sistemas que cruzam dados meteorológicos, oceanográficos e operacionais em tempo real;
  • Segundo a Fortune Business Insights, o mercado brasileiro de tecnologia de separação de óleo e gás deve atingir US$ 747,7 milhões (R$ 3,9 bilhões) até 2032, indicando que a digitalização se estende ao desenvolvimento de sistemas autônomos e energeticamente eficientes;
  • Para Melissa Fernandez, gerente de Tecnologia e Inovação do IBP, “a IA já é um divisor de águas no setor, permitindo decisões mais rápidas, operações mais seguras e ganhos expressivos de produtividade, essenciais para o futuro da indústria offshore brasileira”.

Fernandez explica que a IA se tornou um pilar estrutural da transformação digital no offshore, sobretudo em operações em águas profundas e ultraprofundas, áreas nas quais o Brasil é referência global.

Ela destaca que plataformas e Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSOs, na sigla em inglês) já operam como fábricas inteligentes, com milhares de dados de sensores IoT, sistemas SCADA, perfuração e inspeção submarina.

Esse volume massivo de informações, segundo afirma, é convertido pela IA em diagnósticos preditivos e decisões assistidas, elevando a confiabilidade dos ativos e reduzindo falhas.

“A IA […] viabiliza monitoramento contínuo da integridade de equipamentos críticos, análise preditiva de falhas em bombas, turbomáquinas, válvulas e risers, otimização de malhas de controle, melhor uso de recursos energéticos e suporte ao operador em situações de risco”, disse.

Com o avanço do edge computing e de redes privadas 5G, o processamento em plataformas se aproxima do tempo real, reduzindo latência e permitindo respostas quase instantâneas a anomalias.

Dedo humano encostando em um holograma com os dizeres "Machine Learning"
Machine Learning e edge computing têm sido essenciais no processo (Imagem: Wright Studio/Shutterstock)

Avanços em manutenção, gêmeos digitais e inspeção autônoma

Entre as principais frentes tecnológicas adotadas no Brasil estão a manutenção preditiva baseada em sensores e aprendizado de máquina (Machine Learning, em inglês), os gêmeos digitais capazes de simular cenários operacionais e a inspeção autônoma com drones e ROVs inteligentes.

Equipamentos embarcados com visão computacional já identificam corrosão, trincas e incrustações antes que evoluam para falhas críticas. Ao mesmo tempo, soluções de IA embarcadas ajustam automaticamente parâmetros de bombeamento e injeção química, prevenindo bloqueios e reduzindo custos.

No subsuperfície, modelos de deep learning aceleram a interpretação sísmica, melhorando a identificação de estruturas geológicas. A IA também vem aprimorando sistemas de elevação artificial, com ganhos no desempenho de BCS/ESP e operações de gas-lift.

Segundo Fernandez, as vantagens da IA abrangem toda a cadeia de valor. Modelos de Machine Learning fortalecem a integridade de ativos ao detectar padrões anômalos, evitando paradas não programadas.

A tecnologia ainda contribui para reduzir o consumo de combustível, otimizar a geração a bordo e minimizar a queima de gás. Na manutenção, a integração entre IA e gêmeos digitais permite prever cenários e orientar intervenções mais assertivas.

A logística também é beneficiada, com análises avançadas que otimizam embarques, reduzem custos e diminuem emissões. Em geofísica, redes neurais aceleram interpretações, sustentando a competitividade em campos complexos.

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Cabeça de um homem com o desenho de um cérebro, no qual se lê "IA"
Em geofísica, redes neurais aceleram interpretações, sustentando a competitividade em campos complexos (Imagem: ImageFlow/Shutterstock)

IA e meio ambiente: monitoramento e transparência

A questão ambiental, tema sensível no setor, vem sendo diretamente impactada pela digitalização. A IA fortalece o monitoramento ambiental ao permitir detecção automática de vazamentos de óleo e metano por sensores e câmeras ópticas e infravermelhas.

Sistemas inteligentes modelam, em tempo real, a dispersão de contaminantes e monitoram biodiversidade, ajustando operações para mitigar impactos. A tecnologia também gera relatórios ambientais mais rápidos e auditáveis, além de otimizar rotas logísticas e processos industriais para reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Próximos passos: IA generativa, integração multimodal e autonomia

Fernandez avalia que o avanço será exponencial nos próximos anos, com três frentes principais: IA generativa aplicada à engenharia e operações, integração multimodal de dados (sísmica, inspeção, séries temporais, imagens submarinas e dados meteorológicos) e robôs com autonomia supervisionada. Essas tecnologias devem acelerar ganhos em disponibilidade, segurança, eficiência energética e descarbonização.

Para que a IA alcance seu potencial máximo, três pilares são essenciais: governança e confiabilidade dos modelos, cibersegurança robusta e capacitação das equipes.

Segundo Fernandez, o papel do IBP — por meio do iUP e de programas, como o NAVE — tem sido conectar indústria, academia, reguladores e startups para fortalecer o ecossistema de inovação. Iniciativas, como SENAI CIMATEC, COPPE/UFRJ e projetos da Petrobras impulsionam soluções para detecção de metano, inspeção inteligente e automação.

Com esse avanço contínuo, o Brasil se consolida como um dos principais polos globais de inovação aplicada ao offshore, integrando tecnologia, eficiência e sustentabilidade.

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source https://olhardigital.com.br/2025/12/02/pro/ia-redefine-eficiencia-seguranca-e-sustentabilidade-no-offshore-brasileiro/

5 jogos de comédia para você rir enquanto joga em PC e consoles

A comédia também tem espaço nos videogames! Embora não seja tão comum, esse gênero marca presença em jogos que combinam interatividade com situações engraçadas, prometendo fazer você rir enquanto joga.

A seguir, listamos 5 jogos cheios de humor para você jogar em PCs e consoles.

High on Life

High on Life
High on Life / Crédito: Squanch Games (divulgação)
  • Plataformas: PC, Xbox One, Xbox Series X/S, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.

Para quem gosta da animação “Rick e Morty”, com certeza vai curtir High on Life. O jogo mistura tiro em primeira pessoa com uma comédia absurda

Na trama, um cartel alienígena invade a Terra para usar humanos como drogas. O protagonista é teleportado para outro planeta e se torna caçador de recompensas.

Contudo, a grande fonte de humor são as armas falantes que você utiliza durante a caçada. Além disso, o dublador original dos personagens Rick e Morty, Justin Roiland, faz a voz da arma falante Kenny. O jogo ainda apresenta leves elementos de Metroidvania e puzzles.

South Park: The Stick of Truth

South Park: The Stick of Truth
South Park: The Stick of Truth / Crédito: Obsidian Entertainment, Ubisoft (divulgação)
  • Plataformas: PC, PlayStation 3, Xbox 360, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

Este título, baseado na longeva série animada ácida South Park, preserva o humor e o leva para os videogames. O jogo é um RPG com visual próximo ao do desenho animado, em perspectiva 2,5D.

O jogador controla um novo garoto que se muda para a cidade de South Park e se envolve em uma guerra de RPG com Cartman, Kyle, Stan, Kenny, Butters e outros personagens do show.

O jogador deve escolher uma das quatro classes em um RPG com combates por turnos. Se você curtir este, há a sequência South Park: The Fractured but Whole.

Dispatch

Dispatch
Dispatch / Crédito: AdHoc Studio (divulgação)
  • Plataformas: PC e PlayStation 5.

Com um humor digno de uma sitcom, Dispatch é um jogo de aventura, gênero que foca em narrativa, exploração e resolução de problemas. O game também é episódico, dividido em capítulos.

Além disso, o jogo é uma comédia de escritório no estilo de The Office, mas com super-heróis. O jogador controla um herói aposentado que passa a trabalhar como coordenador de operações em uma empresa de super-herois.

Na gameplay, você toma decisões que afetam a história, conversa com personagens por meio de diálogos ramificados e gerencia quais heróis enviar para missões, considerando suas habilidades.

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Conker: Live & Reloaded

Conker: Live & Reloaded
Conker: Live & Reloaded / Crédito: Rare, Microsoft Game Studios (divulgação)
  • Plataformas: Xbox, Xbox One e Xbox Series X|S.

O hilário Conker: Live & Reloaded é o remake do clássico do Nintendo 64, Conker’s Bad Fur Day. Contudo, esta versão suaviza um pouco as piadas sexuais explícitas, palavrões e ultraviolência. Porém, Live & Reloaded trouxe melhorias gráficas e de controle.

O protagonista é Conker, um esquilo bêbado e sarcástico, que enfrenta situações absurdas enquanto tenta voltar para casa depois de uma noitada.

A jogabilidade mistura plataforma, exploração, combate com armas de fogo e puzzles simples.

Jazzpunk 

Jazzpunk
Jazzpunk / Crédito: Necrophone Games, Adult Swim Games (divulgação)
  • Plataformas: PC e PlayStation 4.

Se você gosta de desenhos da Adult Swim (bloco de programação noturna do Cartoon Network voltado para o público adulto, com séries como Rick and Morty e Aqua Teen Hunger Force), Jazzpunk pode ser o jogo que você procura.

Jazzpunk é um jogo de aventura em primeira pessoa, com foco em explorar cenários, interagir com objetos e personagens e cumprir missões. O jogo acompanha um agente secreto em tarefas bizarras e surreais, em uma versão alternativa dos anos 1950.

O estilo é surreal e retrofuturista, com visual colorido e caricatural. O humor é absurdo e nonsense, cheio de piadas visuais e referências culturais.

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Raio verde: o raro fenômeno óptico que aparece no nascer ou no pôr do sol

Você sabia que, sob condições específicas, é possível ver uma luz verde surgir no horizonte? O raio verde é um fenômeno óptico raro e fascinante que dura apenas alguns segundos durante o nascer ou o pôr do sol. 

Embora seja bem conhecido por astrônomos e navegadores, ele ainda desperta curiosidade do público em geral e inspira pesquisas científicas, relatos culturais e até obras artísticas, incluindo filmes e livros. Continue lendo para descobrir como ele funciona.

O que é o raio verde

Raio verde
Raio verde / Crédito: Brocken Inaglrory (Wikimedia/reprodução)

O raio verde ocorre quando a atmosfera refrata e dispersa a luz solar. Quando o Sol se aproxima do horizonte, sua luz atravessa uma camada mais espessa de ar e se decompõe em diferentes cores, como em um prisma. 

As cores de comprimento de onda menor, como verde e azul, se curvam mais do que o vermelho e o laranja. Nesse instante, o topo do disco solar pode revelar uma fina borda verde por um ou dois segundos. Em situações ainda mais raras, o brilho aumenta e forma um clarão esverdeado.

Como o fenômeno se forma

A atmosfera curva a luz solar de acordo com o comprimento de onda. O vermelho sofre menos refração, enquanto o verde e o azul sofrem mais. Como o azul se dispersa com maior facilidade, ele se torna menos visível. 

Relação entre a frequência da luz e o comprimento de onda
Relação entre a frequência da luz e o comprimento de onda. Com uma frequência maior (violeta) se têm um comprimento de onda menor, com uma frequência menor (vermelho) se têm um comprimento de onda maior. Fonte: LucasVB/wikimedia.org

O verde, por sua vez, permanece perceptível no momento final do pôr do sol. Quanto mais limpa e estável a atmosfera estiver, maiores são as chances de o brilho alcançar intensidade suficiente para ser visto a olho nu.

Influência das condições atmosféricas

Série de cores no horizonte da Terra. (Imagem: NASA)

Para o raio verde ocorrer, o horizonte precisa permanecer completamente desobstruído e sem neblina. Certas condições, como a inversão térmica, aumentam o índice de refração e podem criar miragens que reforçam o efeito. 

O fenômeno aparece com mais frequência no mar, onde o horizonte costuma ser claro e bem definido, mas também surge em altitudes elevadas, montanhas ou até no topo de nuvens.

Interação com miragens

Miragens podem alongar ou multiplicar imagens da borda superior do Sol, criando diferentes tipos de raios verdes. Com uma atmosfera estratificada, o efeito pode se transformar em uma série de flashes ou assumir formatos mais longos. O brilho pode se expandir para cima, formando o chamado “raio verde”. Em situações extremas, observadores podem registrar o fenômeno por vários segundos, algo incomum.

Miragem na rodovia BR-369 entre Boa Esperança e Campo Belo – fenômeno óptico causado pela refração da luz em camadas de ar com diferentes temperaturas / Crédito: Wikimedia (reprodução)

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Onde e quando observar o raio verde

O fenômeno pode ser visto de qualquer latitude, mas as condições mais favoráveis ocorrem em locais com horizonte limpo, como o oceano. Por causa da visibilidade privilegiada, pilotos de avião observam o fenômeno com mais frequência, especialmente em voos que seguem em direção ao oeste, onde o pôr do sol parece retardado.

Em altitudes elevadas, ele também pode surgir com clareza, desde que o ar esteja estável e pouco poluído.

Tipos de raio verde

Raio verde raro em San Francisco / Crédito: Brocken Inaglory (Wikimedia, reprodução)
  • Raio verde por miragem inferior: É o tipo mais comum. Surge quando a superfície está mais quente que o ar acima, criando uma miragem inferior que achata o disco solar. O brilho verde dura de um a dois segundos e é visto próximo ao nível do mar.
  • Raio verde por miragem superior (mock-mirage): Esse tipo ocorre quando há uma camada fria próxima à superfície e uma camada quente acima. O observador precisa estar acima dessa formação. O efeito “pinça” parte do topo do Sol, criando uma lâmina verde fina.
  • Raio verde sub-duct:  Surge quando o observador se posiciona logo abaixo de um forte gradiente térmico, chamado “ducto”. Essa configuração pode prolongar o brilho por mais tempo, às vezes por até 15 segundos.
  • Raio verde propriamente dito:  É a forma mais espetacular, quando um feixe verde parece “saltar” para cima no instante final do pôr do sol. O fenômeno depende de ar ligeiramente turvo, que reflete o próprio clarão verde como se fosse uma coluna luminosa.

O raio verde na cultura

A literatura ajudou a popularizar o fenômeno. Em 1882, o escritor francês Jules Verne publicou O Raio Verde. A história acompanha Helena Campbell, uma jovem escocesa que tenta evitar um casamento arranjado com o promissor, porém pedante, cientista Aristobulus Ursiclos. Para escapar desse destino, ela decide buscar o lendário “raio verde”.

No cinema, Éric Rohmer lançou Le Rayon Vert em 1986 e reforçou o mistério e o fascínio cultural em torno do fenômeno. O filme acompanha Delphine, uma jovem parisiense solitária que procura um amor verdadeiro durante as férias de verão. Incomodada pela superficialidade das relações ao seu redor, ela se apega à lenda do “raio verde”, acreditando que o raro brilho pode trazer clareza emocional e revelar o que seu coração realmente deseja.

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