Raio verde: o raro fenômeno óptico que aparece no nascer ou no pôr do sol

Você sabia que, sob condições específicas, é possível ver uma luz verde surgir no horizonte? O raio verde é um fenômeno óptico raro e fascinante que dura apenas alguns segundos durante o nascer ou o pôr do sol. 

Embora seja bem conhecido por astrônomos e navegadores, ele ainda desperta curiosidade do público em geral e inspira pesquisas científicas, relatos culturais e até obras artísticas, incluindo filmes e livros. Continue lendo para descobrir como ele funciona.

O que é o raio verde

Raio verde
Raio verde / Crédito: Brocken Inaglrory (Wikimedia/reprodução)

O raio verde ocorre quando a atmosfera refrata e dispersa a luz solar. Quando o Sol se aproxima do horizonte, sua luz atravessa uma camada mais espessa de ar e se decompõe em diferentes cores, como em um prisma. 

As cores de comprimento de onda menor, como verde e azul, se curvam mais do que o vermelho e o laranja. Nesse instante, o topo do disco solar pode revelar uma fina borda verde por um ou dois segundos. Em situações ainda mais raras, o brilho aumenta e forma um clarão esverdeado.

Como o fenômeno se forma

A atmosfera curva a luz solar de acordo com o comprimento de onda. O vermelho sofre menos refração, enquanto o verde e o azul sofrem mais. Como o azul se dispersa com maior facilidade, ele se torna menos visível. 

Relação entre a frequência da luz e o comprimento de onda
Relação entre a frequência da luz e o comprimento de onda. Com uma frequência maior (violeta) se têm um comprimento de onda menor, com uma frequência menor (vermelho) se têm um comprimento de onda maior. Fonte: LucasVB/wikimedia.org

O verde, por sua vez, permanece perceptível no momento final do pôr do sol. Quanto mais limpa e estável a atmosfera estiver, maiores são as chances de o brilho alcançar intensidade suficiente para ser visto a olho nu.

Influência das condições atmosféricas

Série de cores no horizonte da Terra. (Imagem: NASA)

Para o raio verde ocorrer, o horizonte precisa permanecer completamente desobstruído e sem neblina. Certas condições, como a inversão térmica, aumentam o índice de refração e podem criar miragens que reforçam o efeito. 

O fenômeno aparece com mais frequência no mar, onde o horizonte costuma ser claro e bem definido, mas também surge em altitudes elevadas, montanhas ou até no topo de nuvens.

Interação com miragens

Miragens podem alongar ou multiplicar imagens da borda superior do Sol, criando diferentes tipos de raios verdes. Com uma atmosfera estratificada, o efeito pode se transformar em uma série de flashes ou assumir formatos mais longos. O brilho pode se expandir para cima, formando o chamado “raio verde”. Em situações extremas, observadores podem registrar o fenômeno por vários segundos, algo incomum.

Miragem na rodovia BR-369 entre Boa Esperança e Campo Belo – fenômeno óptico causado pela refração da luz em camadas de ar com diferentes temperaturas / Crédito: Wikimedia (reprodução)

Leia mais

Onde e quando observar o raio verde

O fenômeno pode ser visto de qualquer latitude, mas as condições mais favoráveis ocorrem em locais com horizonte limpo, como o oceano. Por causa da visibilidade privilegiada, pilotos de avião observam o fenômeno com mais frequência, especialmente em voos que seguem em direção ao oeste, onde o pôr do sol parece retardado.

Em altitudes elevadas, ele também pode surgir com clareza, desde que o ar esteja estável e pouco poluído.

Tipos de raio verde

Raio verde raro em San Francisco / Crédito: Brocken Inaglory (Wikimedia, reprodução)
  • Raio verde por miragem inferior: É o tipo mais comum. Surge quando a superfície está mais quente que o ar acima, criando uma miragem inferior que achata o disco solar. O brilho verde dura de um a dois segundos e é visto próximo ao nível do mar.
  • Raio verde por miragem superior (mock-mirage): Esse tipo ocorre quando há uma camada fria próxima à superfície e uma camada quente acima. O observador precisa estar acima dessa formação. O efeito “pinça” parte do topo do Sol, criando uma lâmina verde fina.
  • Raio verde sub-duct:  Surge quando o observador se posiciona logo abaixo de um forte gradiente térmico, chamado “ducto”. Essa configuração pode prolongar o brilho por mais tempo, às vezes por até 15 segundos.
  • Raio verde propriamente dito:  É a forma mais espetacular, quando um feixe verde parece “saltar” para cima no instante final do pôr do sol. O fenômeno depende de ar ligeiramente turvo, que reflete o próprio clarão verde como se fosse uma coluna luminosa.

O raio verde na cultura

A literatura ajudou a popularizar o fenômeno. Em 1882, o escritor francês Jules Verne publicou O Raio Verde. A história acompanha Helena Campbell, uma jovem escocesa que tenta evitar um casamento arranjado com o promissor, porém pedante, cientista Aristobulus Ursiclos. Para escapar desse destino, ela decide buscar o lendário “raio verde”.

No cinema, Éric Rohmer lançou Le Rayon Vert em 1986 e reforçou o mistério e o fascínio cultural em torno do fenômeno. O filme acompanha Delphine, uma jovem parisiense solitária que procura um amor verdadeiro durante as férias de verão. Incomodada pela superficialidade das relações ao seu redor, ela se apega à lenda do “raio verde”, acreditando que o raro brilho pode trazer clareza emocional e revelar o que seu coração realmente deseja.

O post Raio verde: o raro fenômeno óptico que aparece no nascer ou no pôr do sol apareceu primeiro em Olhar Digital.



source https://olhardigital.com.br/2025/12/02/ciencia-e-espaco/raio-verde-o-raro-fenomeno-optico-que-aparece-no-nascer-ou-no-por-do-sol/

9 vilões terríveis de filmes baseados nas obras de Stephen King

Muito além das páginas, os vilões de filmes das obras de Stephen King são personagens que ultrapassam o terror comum: eles representam medos profundos, crueldades humanas e forças sobrenaturais que desafiam a sanidade. De palhaços assassinos a figuras aparentemente comuns, cada vilão carrega uma marca única que assusta e fascina gerações de leitores e espectadores.

E se você é fã do autor, prepare-se para conhecer 9 vilões cruéis que marcaram adaptações cinematográficas dos livros de Stephen King. Prepare-se para mergulhar em histórias sombrias e descobrir onde assistir cada uma dessas produções online.

Leia mais

9 vilões cruéis que aparecem nas adaptações de livros de Stephen King

1.Wilfred James – 1922 (2017)

Homem com macacão e camisa, saindo do milharal com as mãos cheias de sangue.
Cena de 1922, obra de Stephen King na Netflix/Imagem Reprodução Netflix.

Em 1922, adaptação da novela homônima de Stephen King, Wilfred James é um fazendeiro que assassina sua esposa para manter suas terras. A crueldade do personagem está em sua frieza e manipulação, já que convence o próprio filho a participar do crime. Após o ato, Wilfred passa a ser atormentado por ratos e visões da esposa morta, mergulhando em um ciclo de culpa e loucura.

Embora seja o vilão da trama, Wilfred James é retratado como um homem comum que, movido por uma motivação banal, decide cometer um crime. Contudo, sua escolha desencadeia uma espiral de arrependimento e tormento psicológico.

Onde assistir: Netflix.

2.Pennywise – It: A Coisa (2017 / 2019)

palhaço caracterizado no filme It A coisa
It A Coisa é um dos maiores sucessos de adaptações de Stephen King no cinema/Imagem Reprodução HBO Max

Sobretudo, o palhaço dançarino Pennywise é muito mais do que um simples antagonista: ele representa a própria personificação do medo coletivo. Além disso, como um dos mais icônicos entre os vilões de filmes de obras de Stephen King, é capaz de assumir formas aterrorizantes para manipular as crianças de Derry.

Deste modo, o personagem explora as maiores fragilidades e alimenta-se dos temores mais profundos de suas vítimas. Não é à toa, que sua presença constante é marcada por uma aura sobrenatural que transforma cada aparição em um verdadeiro pesadelo.

Onde assistir: HBO Max.

3. Annie Wilkes – Misery (Louca obsessão) (1990)

Mulher de cabelos curtos pretos olhando para algo seriamente
Stephen King também deu protagonismo a muitas vilãs em suas obras/Imagem Reprodução Prime Video

Entre os vilões de filmes de obras de Stephen King, Annie Wilkes ocupa um lugar especial pela intensidade de sua crueldade. Isso porque, essa vilã, uma ex-enfermeira aparentemente comum, se revela uma mulher obcecada por um escritor famoso, a quem idolatra de forma doentia.

Tanto que, ao encontrá-lo ferido após um acidente, ela decide mantê-lo em sua casa. No entanto, essa devoção rapidamente se transforma em cárcere privado e tortura. O que torna Annie ainda mais assustadora é justamente essa mistura de fanatismo e violência brutal.

Onde assistir: Prime Video.

4. Jack Torrance – O Iluminado (1980)

Uma silhueta humana em pé contém uma cena intensa dentro de si. O fundo é vermelho e preto, com pontos brancos que lembram neve. Na parte inferior, há um prédio antigo cercado por galhos secos. Linhas brancas escorrem do topo, criando um efeito surreal. A imagem transmite isolamento, mistério e tensão psicológica.
O Iluminado marcou a história do terror no cinema/Imagem Reprodução HBO Max

No clássico dirigido por Stanley Kubrick, Jack Torrance surge como um homem aparentemente comum: escritor frustrado que aceita o cargo de zelador em um hotel isolado durante o inverno. No entanto, aos poucos, o ambiente opressivo e as forças sobrenaturais do local passam a corroer sua sanidade, transformando-o em uma ameaça mortal dentro da própria família.

Deste modo, o impacto de Jack como vilão está na escalada gradual de sua loucura. Contudo, às vezes, ele é visto como um vilão secundário, já que é influenciado por forças malignas do hotel Overlook. Sendo assim, é essa fusão que fez de O Iluminado um marco do cinema e consolidou Jack Torrance como um dos vilões de filmes de obras de Stephen King mais icônicos e perturbadores da cultura pop.

Onde assistir: HBO Max.

5. Christine – Christine, O Carro Assassino (1983)

Jovem de óculos com um adesivo branco no meio, olhando assustado para algo
Christine, O Carro Assassino é uma adaptação das obras de Stephen King/Imagem Reprodução HBO MAX

Sobretudo, na lista de vilões de filmes de obras de Stephen King, Christine se destaca por ser um antagonista inusitado: um Plymouth Fury 1958, possuído por forças malignas. Mais do que um simples objeto, o carro demonstra ciúme e crueldade, eliminando qualquer pessoa que ameace sua ligação com o dono, Arnie. Essa fusão entre máquina e maldade cria uma atmosfera única de terror, mostrando que o perigo pode vir de onde menos se espera.

A força de Christine como vilão está na sua autonomia e na forma como manipula o jovem Arnie, transformando-o gradualmente em alguém sombrio e obcecado. O carro assassino não apenas aterroriza fisicamente, mas também simboliza a destruição psicológica causada pela obsessão.

Onde assistir: HBO Max.

6. Isaac Croner – Colheita Maldita (1984)

menino de olhos claros e expressão malévola, usando chapéu
Colheita maldita se consolidou como um dos clássicos de Stephen King/Imagem Reprodução Prime Video

Sobretudo, quando o assunto é vilão, Stephen King vai desde carro às crianças maldosas. Esse é o caso de Isaac Croner, líder de um culto infantil que convence crianças a assassinar os adultos e a seguir uma entidade demoníaca. Dessa forma, sua crueldade está na manipulação psicológica e no fanatismo religioso, que transformam jovens inocentes em instrumentos de violência.

Portanto, o poder de Isaac não vem da força física, mas da sua capacidade de controlar e inspirar medo. Com discursos sombrios e uma presença perturbadora, ele cria um ambiente de terror coletivo que torna Colheita Maldita uma das adaptações mais marcantes de Stephen King.

Onde assistir: Prime Video (Looke).

7. O Sequestrador – O Telefone Preto (2022)

Imagem de serial killer, personagem de O telefone Preto
O telefone Preto_Imagem Reprodução Netflix

Embora seja um filme baseado em um conto do filho de Stephen King, Joe Hill, vale indicar esse filme aqui, só pela crueldade desse vilão. Afinal, assim como o pai, Joe Hill aprendeu perfeitamente como nos surpreender com os personagens. Não é à toa que o filme O Telefone Preto apresenta um dos vilões mais perturbadores do universo expandido do autor.

Isso porque o sequestrador, interpretado por Ethan Hawke, é um serial killer que captura crianças e as mantém em um porão à prova de som. A crueldade do personagem está na forma como ele manipula suas vítimas, usando máscaras sinistras e jogos psicológicos. Um vilão macabro que dá medo do início ao fim.

Onde assistir: Prime Video.

8. Margaret White – Carrie, a Estranha (1976 / 2013)

Jovem de vestido toda cheia de sangue
Carrie em cena do filme Carrie, a estranha/Imagem Reprodução Prime Video

Fanatismo religioso e repressão materna definem Margaret White, a mãe de Carrie. Nesse contexto, sua figura autoritária e cruel não apenas sufoca a filha, mas também contribui diretamente para a explosão de violência que marca o desfecho da história.

No entanto, diferente dos outros vilões, Margaret é um exemplo de vilã que não precisa de poderes sobrenaturais para ser aterrorizante. De forma que sua violência psicológica e manipulação emocional transformam o lar em um verdadeiro inferno, tornando-a uma das personagens mais cruéis entre os personagens das obras de Stephen King.

Onde assistir: Prime Video.

9. Rose Cartola – Doutor Sono (2019)

Mulher de chapéu de mágico olhando para baixo
Rose Cartola em cena de doutor Sono/ Imagem Reprodução HBO Max

Por último, um clássico do autor, o “Doutor Sono”, que traz a vilã Rose Cartola, uma combinação de charme e crueldade. Líder do grupo conhecido como “O Verdadeiro Nó”, ela caça crianças com poderes especiais para se alimentar de sua energia psíquica, prolongando a própria vida. Sua presença é marcada por uma aura sedutora e, ao mesmo tempo, ameaçadora, tornando-a uma antagonista tão fascinante quanto aterrorizante.

O que torna Rose especialmente perturbadora é sua frieza diante do sofrimento alheio. Sobretudo, essa mistura de carisma e brutalidade faz de Doutor Sono uma continuação sombria de O Iluminado, consolidando Rose Cartola como uma vilã única entre as obras do autor.

Onde assistir: HBO Max.

O post 9 vilões terríveis de filmes baseados nas obras de Stephen King apareceu primeiro em Olhar Digital.



source https://olhardigital.com.br/2025/12/02/cinema-e-streaming/9-viloes-terriveis-de-filmes-baseados-nas-obras-de-stephen-king/

Por que algumas pessoas têm medo de médicos e dentistas?

Você já marcou uma consulta de rotina e, conforme a data se aproximava, sentiu aquele frio na barriga inexplicável? Ou talvez tenha “esquecido” de agendar aquele retorno no dentista ou check-up anual por três anos seguidos?

Calma, você não precisa ter vergonha desse medo e ele é muito mais comum do que parece. O ambiente clínico, com suas luzes brancas, cheiro de antisséptico e o som agudo de certos instrumentos, é capaz de despertar um instinto primitivo de fuga em muita gente.

Embora para alguns seja apenas um desconforto passageiro, para outros, essa ansiedade é paralisante. Esse medo não é “frescura” ou falta de maturidade, mas sim uma resposta psicológica e fisiológica real, muitas vezes enraizada em mecanismos de defesa do nosso cérebro. Mas o que exatamente transforma profissionais de saúde, cujo trabalho é cuidar de nós, em figuras enraizadas em nossos medos?

Por que eu tenho medo de ir ao médico ou dentista?

Para entender esse medo, precisamos primeiro dar nome aos bois. Quando a ansiedade em relação a médicos se torna excessiva e irracional, ela é classificada clinicamente como iatrofobia. Especialistas explicam que a iatrofobia pode causar desde náuseas até ataques de pânico, levando o paciente a adiar cuidados essenciais de saúde.

Dentista examinando boca de paciente
Dentista examinando boca de paciente (Imagem: Cedric Fauntleroy/Pexels)

Já a dentofobia, o medo de ir ao dentista, é uma condição específica que afeta uma parcela significativa da população. Diferente de um simples nervosismo, a dentofobia é um medo intenso que pode ser desencadeado por experiências traumáticas passadas, medo de agulhas ou até mesmo pela sensação de perda de controle ao estar deitado com a boca aberta.

Existem alguns gatilhos principais que a ciência identificou para explicar por que fugimos do consultório:

  • O medo do desconhecido (e das más notícias): Muitas vezes, não é o exame físico que assusta, mas o resultado dele. O receio de descobrir uma doença grave ou de ser julgado pelos hábitos de vida faz com que muitas pessoas evitem ir ao médico para não ter que lidar com “más notícias”. É a lógica do “quem procura, acha”, usada de forma prejudicial contra a própria saúde.
  • A Síndrome do Jaleco Branco: Você já mediu sua pressão em casa e estava normal, mas no consultório ela foi às alturas? Isso é real. O simples fato de estar em um ambiente médico pode elevar a pressão arterial de pacientes que, fora dali, são normotensos. Esse fenômeno, conhecido como síndrome do jaleco branco, é resultado de como o estresse do ambiente clínico afeta nosso corpo, criando um ciclo vicioso de ansiedade a cada nova consulta.
  • Dor e invasão: Procedimentos médicos e odontológicos podem ser invasivos. A antecipação da dor (muitas vezes pior que a dor em si) ativa áreas do cérebro ligadas à ameaça, fazendo com que o corpo se prepare para lutar ou fugir, mesmo que você esteja apenas indo fazer uma limpeza nos dentes.
Paciente nervoso prestes a passar em consulta médica
Paciente nervoso prestes a passar em consulta médica (Imagem: Alex Green/Pexels)

Entender que esses medos possuem fundamentos biológicos e psicológicos é o primeiro passo. O segundo é lembrar que a medicina evoluiu: hoje, o foco no conforto do paciente e no controle da dor é muito maior do que na época em que muitos desses traumas foram criados.

Leia mais:

Estratégias para vencer o medo 

Saber que a fobia existe é importante, mas ter um plano de ação é o que resolve o problema na prática. Enfrentar o consultório não precisa ser uma experiência traumática se você utilizar “hacks” mentais e comportamentais para retomar o controle da situação.

Confira as principais dicas para tornar sua próxima consulta mais tranquila:

  • Estabeleça um “sinal de pare”: Combine um gesto com o profissional (como levantar a mão) para interromper o procedimento caso se sinta desconfortável. Isso devolve a sensação de controle.
  • Hackeie seu sistema nervoso: Use a respiração 4-7-8 (inspire em 4s, segure por 7s, solte em 8s) enquanto aguarda. Isso força o corpo a sair do estado de alerta.
  • Evite a “sofrência” antecipada: Marque consultas sempre no primeiro horário da manhã. Assim, você evita passar o dia todo ruminando sobre o compromisso.
  • Bloqueie os gatilhos: Leve fones de ouvido com cancelamento de ruído. Ouvir música ou podcasts ajuda a abafar sons estressantes (como o motorzinho do dentista) e distrai a mente.
  • Jogue limpo: Avise o médico ou dentista sobre seu medo logo no início. Profissionais avisados tendem a ser mais pacientes, cuidadosos e explicativos durante o atendimento.

O post Por que algumas pessoas têm medo de médicos e dentistas? apareceu primeiro em Olhar Digital.



source https://olhardigital.com.br/2025/12/02/medicina-e-saude/por-que-algumas-pessoas-tem-medo-de-medicos-e-dentistas/

O que são First, Second e Third Party na indústria dos games?

A indústria dos games funciona a partir de diferentes modelos de produção e parceria entre estúdios e fabricantes de consoles. Esses formatos determinam como os jogos são desenvolvidos, financiados e distribuídos. 

É comum encontrar termos como first-party, second-party e third-party ao pesquisar sobre um título, mas muita gente não sabe exatamente o que eles significam. Essas classificações ajudam a identificar quem cria cada jogo, para qual plataforma ele é produzido e qual é a relação entre estúdios e publicadoras. 

Neste artigo, explicamos como cada categoria funciona e por que elas são fundamentais para o mercado global de videogames.

imagem mostra inúmeros consoles antigos de videogame
Consoles antigos de videogame (Reprodução: @robtek/Shutterstock)

O que são as Parties na indústria dos games?

As chamadas “Parties” classificam o relacionamento entre o estúdio que cria um jogo e a empresa responsável pelo console. Esse vínculo determina exclusividades, modelos de financiamento e estratégias de mercado.

First Party

the Last Of Us
Arte promocional do primeiro jogo de ‘The Last of Us’. Imagem: Naughty Dog/Divulgação

Os estúdios first-party pertencem diretamente à fabricante do console. Eles desenvolvem jogos exclusivamente para a plataforma da empresa-mãe e representam alguns dos títulos mais importantes de cada sistema. 

A criação de um estúdio first-party exige investimento alto, já que a fabricante precisa sustentar a equipe e assegurar que os jogos sejam lançados no tempo planejado. Em troca, a plataforma evita o pagamento de royalties a empresas externas e mantém controle total sobre seus produtos.

Sony, Microsoft e Nintendo são as três empresas com maior presença nesse modelo. A Sony opera os PlayStation Studios, com equipes como Naughty Dog, Santa Monica Studio e Insomniac Games. A Microsoft reúne seus estúdios sob o selo Xbox Game Studios, responsáveis por franquias como “Halo” e “Gears of War”. 

Já a Nintendo controla grupos como Nintendo EPD, responsável por séries como “Mario” e “Zelda”. Esses estúdios costumam definir a identidade de cada console e impulsionar vendas por meio de jogos exclusivos.

Exemplos

A Nintendo é extremamente famosa pelas suas franquias exclusivasm como Donkey Kong, Mario, Zelda, Kirby entre outras (Donkey Kong Tropical Freeze, Mario Wonder e Kirby Star Allies Nintendo/ diivulgação)

Nintendo

  • Nintendo EPD (“The Legend of Zelda”, “Mario” e “Splatoon”)
  • Retro Studios (“Metroid Prime”)

PlayStation / Sony Interactive Entertainment

  • Naughty Dog (“The Last of Us” e “Uncharted”)
  • Santa Monica Studio (“God of War”)
  • Insomniac Games (“Marvel’s Spider-Man” e “Ratchet & Clank”)

Xbox / Microsoft

  • 343 Industries (“Halo”)
  • The Coalition (“Gears of War”)
  • Turn 10 Studios (“Forza Motorsport”)
  • Bethesda Game Studios e id Software (desde a aquisição da ZeniMax)

Leia mais:

Second Party

homem segurando um bebe
Death Stranding (2019) / Crédito: Kojima Productions (divulgação)

Second-party é um termo informal usado para descrever estúdios independentes que firmam acordos de exclusividade com uma fabricante. Eles não pertencem à empresa, mas recebem financiamento ou suporte para desenvolver jogos exclusivos ou temporariamente exclusivos. O modelo oferece vantagens financeiras e criativas para os estúdios, que negociam melhores royalties por não poderem lançar o jogo em outras plataformas durante o período acordado.

Diversos estúdios já atuaram como second-party antes de serem adquiridos. A Insomniac Games tinha relação próxima com a Sony no período de “Ratchet & Clank”, antes de ser incorporada. A Playground Games passou por processo semelhante com a Microsoft após o sucesso de “Forza Horizon”. 

Há também casos de acordos específicos, como o Team Ninja, que desenvolveu “Ninja Gaiden II” em parceria com a Microsoft. Esses contratos variam conforme o projeto, a capacidade do estúdio e a estratégia da fabricante.

Exemplos

pokemon-arceus
A Game Freak é a desenvolvedora de Pokémon, que tem como plataforma exclusiva os consoles da Nintendo ( Legends: Arceus / Crédito: Game Freak – Nintendo (divulgação))

PlayStation

  • Housemarque (Returnal) – era second party por muitos anos antes de ser adquirida e virar first party;
  • Kojima Productions (“Death Stranding”, primeira versão exclusiva de PlayStation);
  • Quantic Dream (“Heavy Rain”, “Beyond: Two Souls” e “Detroit: Become Human” – todos desenvolvidos originalmente como exclusivos PlayStation).

Nintendo

  • Game Freak (“Pokémon”) – independente, mas produz jogos quase sempre exclusivos;
  • HAL Laboratory (“Kirby”) –  parceria histórica com a Nintendo.

Third Party

Assassin’s Creed Syndicate (2015) - Ubisoft
Assassin’s Creed Syndicate (2015) – Ubisoft

Termo usado para estúdios completamente independentes das fabricantes de console. Eles desenvolvem jogos para várias plataformas simultaneamente, buscando alcançar o maior público possível. A relação com as plataformas ocorre por meio de contratos e pagamento de taxas de licenciamento, prática que se consolidou após o surgimento da Activision em 1979 e foi amplamente reforçada pela Nintendo com o Famicom.

As third-parties incluem algumas das maiores empresas do setor, como Activision Blizzard, Electronic Arts, Ubisoft, Capcom e Square Enix. Elas produzem títulos populares que chegam a consoles, PC e dispositivos móveis. Apesar do alcance, esses estúdios enfrentam riscos elevados. 

Cancelamentos podem comprometer toda a operação, especialmente em equipes menores. Por isso, muitas empresas vendem seus estúdios a publishers maiores, o que transforma o grupo adquirido em equipe interna. Após a compra, esses estúdios seguem funcionando de forma autônoma, mas com maior segurança financeira e alinhamento de interesses com a publisher.

Exemplos

Jogos da franquia Dragon Quest / Crédito: Square Enix, (reprodução)
  • Ubisoft: “Assassin’s Creed”, “Far Cry” e “Just Dance”.
  • Electronic Arts (EA): BioWare (“Mass Effect” e “Dragon Age”), Respawn Entertainment (“Apex Legends” e “Star Wars Jedi”).
  • Capcom: “Resident Evil”, “Street Fighter” e “Monster Hunter”.
  • Square Enix: “Final Fantasy”, “Kingdom Hearts” e “Dragon Quest”.
  • Bandai Namco: “Elden Ring” (publicação), “Tekken” e “Tales of Arise”.

O papel dos Publishers

ea não anunciados
A Eletronic Arts (EA) é uma das principais Publishers da indústria / Imagem: Shutterstock

Os publishers são responsáveis por financiar, distribuir e comercializar os jogos. Eles funcionam como patrocinadores e gestores de marketing, garantindo que o produto chegue ao público. Também cuidam da fabricação de mídia física, da localização para outros idiomas, da revisão editorial e de todo o suporte logístico necessário. 

Publishers de grande porte frequentemente mantêm estúdios internos, embora sua principal função seja publicar.

activision
A Activision é uma das principais Publishers da indústria (Imagem: photo_gonzo / Shutterstock.com)

As first-parties atuam como publishers dos próprios jogos, enquanto estúdios third-party podem publicar seus títulos ou contratar empresas externas para essa tarefa. Publishers de grande porte, como EA, Ubisoft e Activision, conduzem campanhas internacionais e investem em blockbusters conhecidos como jogos AAA.

 Há também publishers focados em indies, como Devolver Digital, Annapurna Interactive e Raw Fury, que apoiam projetos menores e priorizam criatividade e originalidade. No segmento mobile, publishers especializados dominam estratégias de monetização e aquisições de usuários.

Desenvolvedores independentes

Hollow Knight: Silksong
Hollow Kinght da Team Cherry é um dos maiores sucessos indies dos últimos anos / Hollow Knight: Silksong. Imagem: Team Cherry / Divulgação

Os estúdios independentes, ou indies, trabalham sem vínculo direto com publishers ou fabricantes. Muitos se autopublicam e dependem da divulgação orgânica e das plataformas digitais para alcançar o público. 

O crescimento de lojas online como Steam e serviços de distribuição em consoles permitiu que mais indies lançassem seus jogos globalmente. Alguns atuam como fornecedores de ferramentas ou middleware, desenvolvendo softwares de integração usados em títulos maiores.

O post O que são First, Second e Third Party na indústria dos games? apareceu primeiro em Olhar Digital.



source https://olhardigital.com.br/2025/12/01/games-e-consoles/o-que-sao-first-second-e-third-party-na-industria-dos-games/

7 usos criativos do Google Gemini que você deveria testar

O Gemini, assistente de IA do Google, já deixou de ser apenas uma promessa para se tornar uma ferramenta indispensável na rotina de quem busca produtividade e criatividade. Muito além de um simples chatbot que responde perguntas, a inteligência artificial do Google evoluiu para um assistente multimodal complexo.

Se você ainda está se perguntando o que é o Google Gemini e como ele se diferencia, a resposta está na sua capacidade de entender e processar diferentes tipos de informação simultaneamente, como texto, código e imagens.

Essa capacidade multimodal abre portas para usos que vão muito além do óbvio. Por exemplo, funcionalidades recentes já permitem adicionar ou remover objetos em uma foto no Gemini com uma facilidade impressionante.

No entanto, o verdadeiro poder da IA do Google reside em como você estrutura seus comandos (prompts) para extrair resultados além do óbvio (para não dizer o clichê “fora da caixa”).

Abaixo, exploramos sete maneiras de utilizar essa tecnologia para potencializar seu trabalho e sua criatividade de formas que você talvez não tenha imaginado.

7 maneiras diferentes de utilizar a IA do Google Gemini

1. O consultor de design e estilo multimodal

Montagem dividida em duas partes: à esquerda, uma foto de uma sala de estar moderna com um círculo vermelho destacando um canto vazio; à direita, uma interface de chat do Google Gemini em um celular, mostrando sugestões de vasos e luminárias para preencher o espaço destacado na foto ao lado
O Gemini pode analisar uma foto do seu ambiente e atuar como um consultor de design, sugerindo itens de decoração específicos para espaços vazios, como eu fiz para demonstrar (Imagem: Renata Mendes via Gemini 3 Pro / Olhar Digital)

Em vez de apenas descrever o que você quer, use a capacidade visual do Gemini. Está em dúvida sobre como decorar um canto da sala ou qual roupa combina com um sapato específico? Tire uma foto do ambiente ou do objeto, faça o upload para o Gemini e peça sugestões.

Você pode ser específico: “Baseado nesta foto da minha sala, sugira três itens de decoração no estilo industrial que custem menos de R$ 200 e que combinem com este sofá cinza”. A IA analisa a imagem e o contexto para dar sugestões visuais e práticas.

2. O tutor socrático para aprendizado profundo

Passado e futuro podem andar juntos, assim como Sócrates desafiava seus alunos, o Google Gemini pode ser seu novo tutor pessoal e te fazer aprender através do questionamento ativo e não apenas da leitura passiva (Imagem: Renata Mendes via Gemini 3 Pro / Olhar Digital)

Muitas vezes usamos a IA para resumir textos, o que é útil, mas passivo. Para aprender de verdade um conceito complexo (como física quântica ou filosofia), peça ao Gemini para agir como um “Tutor Socrático”.

Imagine só esse poder, não precisa achar que a IA sempre vai pensar por você. É possível deixar as respostas prontas de lado e fazer com que ela o desafie. Ao fazer isso, você recria a experiência de uma aula com o próprio Sócrates na Grécia Antiga. O Google Gemini pode deixar de ser apenas uma fonte de dados (como uma enciclopédia) e passa a aplicar a maiêutica, a técnica filosófica de “dar à luz” ideias por meio do questionamento contínuo.

O mais interessante é que essa abordagem não se limita a decorar informações, mas sim a construir conhecimento. O chatbot se transforma em um mentor intelectual que o incentiva ativamente a raciocinar.

O comando seria: “Quero entender a Teoria da Relatividade. Não me dê a resposta pronta. Em vez disso, me faça uma série de perguntas progressivas que me levem a deduzir os princípios básicos por conta própria. Corrija-me se eu estiver errado, mas me faça pensar”. Isso transforma a Gemini IA do Google em um parceiro de estudo ativo, também chamado de Aprendizado Guiado.

3. Simulador de negociações e “roleplay” corporativo

Imagem fotorrealista com um filtro digital azulado, simulando um ambiente virtual. Dois profissionais de terno apertam as mãos sobre uma mesa de reunião corporativa. À esquerda, um gerente com expressão cética e severa; à direita, um funcionário com postura determinada. Elementos gráficos sutis de grade digital sobrepõem a cena, indicando que se trata de um treinamento com IA
Use o Gemini para criar cenários de “roleplay” corporativo, simulando negociações difíceis em um ambiente seguro antes da reunião real ((Imagem: Renata Mendes via Gemini 3 Pro / Olhar Digital)

Precisa pedir um aumento, dar um feedback difícil ou negociar um contrato como freelancer? Use o Gemini para simular o outro lado da conversa. O diferencial desta dica é a oportunidade que você terá de realizar uma negociação simulada, representando o uso da IA para treinamento de soft skills. E de quebra, praticar em cenários de alta pressão no ambiente seguro da inteligência artificial.

Defina uma “persona” para a IA: “Você é um gerente de RH cético e focado em corte de custos. Eu sou um diretor sênior pedindo um aumento de 15%. Vamos simular essa reunião. Comece questionando meus resultados recentes”. A IA do Google irá gerar contra-argumentos realistas, permitindo que você treine suas respostas e controle emocional antes da conversa real.

4. “Engenharia reversa” de culinária via imagem

Fotografia macro de um prato gourmet com vieiras e espuma. Sobreposta à imagem, uma lupa digital escaneia a comida, conectada a um box de texto futurista onde se lê a análise feita pelo Gemini, a IA do Google
A visão computacional do Gemini permite identificar ingredientes e técnicas culinárias apenas analisando uma foto do prato. Este eu criei no próprio Gemini. ((Imagem: Renata Mendes via Gemini 3 Pro / Olhar Digital)

Comeu um prato incrível em um restaurante e não faz ideia de como foi feito? A capacidade visual do Google Gemini pode ajudar a “desconstruir” o prato.

Envie uma foto de boa qualidade da refeição e pergunte: “Analise esta imagem. Quais são os prováveis ingredientes principais e quais técnicas culinárias foram usadas para chegar neste resultado (ex: sous-vide, braseado, maçarico)?”. Embora não seja uma ciência exata, a IA consegue identificar elementos visuais chave e sugerir o processo de criação com surpreendente precisão.

Nota da autora: (Chefs de cozinha, por favor, me perdoem e não me xinguem nas redes sociais! Sabemos que o talento, a intuição e o “tempero de mão” de vocês são impossíveis de serem digitalizados ou capturados por um algoritmo. O Gemini pode até acertar os ingredientes técnicos, mas a alma do prato continua sendo exclusividade humana. Encarem isso apenas como uma ajuda para nós, amadores curiosos, tentarmos entender um pouco da magia que vocês fazem.)

5. Criador de ferramentas de produtividade (mini-scripts)

Close-up fotorrealista de um monitor de computador exibindo um editor de código com tema escuro. Linhas de código Python coloridas (syntax highlighting) mostram um script de automação. Um botão verde de "Play" se destaca na barra de ferramentas superior, simbolizando a facilidade de executar a tarefa criada pela IA
Automatize tarefas repetitivas pedindo ao Gemini para escrever scripts simples em Python e execute-os com um clique, economizando horas de trabalho manual (Imagem: Renata Mendes via Gemini 3 Pro / Olhar Digital)

Você não precisa ser um programador para se beneficiar do código que o Gemini gera. Se você tem tarefas digitais repetitivas, peça à IA para criar uma pequena ferramenta para você.

Exemplo: “Tenho uma pasta com 500 arquivos PDF com nomes bagunçados. Crie um script simples em Python que eu possa rodar no meu computador para renomear todos esses arquivos adicionando a data de hoje no início do nome”. O Gemini escreverá o código e explicará como executá-lo, economizando horas de trabalho manual.

Fiz o teste real com esse pedido e a resposta foi surpreendente. O Gemini não apenas gerou o código instantaneamente, mas agiu como um verdadeiro professor de lógica para iniciantes. Ele forneceu um passo a passo detalhado, desde como instalar o Python e salvar o arquivo no Bloco de Notas até um valioso ‘alerta de segurança’, sugerindo testar o script em poucos arquivos antes de rodar no lote todo. É essa camada de explicação didática que torna a ferramenta acessível até para quem nunca escreveu uma linha de código na vida, como eu.

Leia mais:

6. O parceiro de “Worldbuilding” para escritores e gamers

 Ilustração estilo arte conceitual de RPG mostrando uma cidade futurista erguida ao redor de um oásis vibrante no meio do deserto. Estruturas tecnológicas avançadas com domos e torres de cristal se misturam à vegetação exuberante e à água azul-turquesa, com linhas holográficas sutis sugerindo a construção planejada por inteligência artificial
O Gemini pode ser seu parceiro de “worldbuilding”, ajudando a visualizar e descrever cenários complexos para suas histórias e jogos (Imagem: Renata Mendes via Gemini 3 Pro / Olhar Digital)

Para escritores, roteiristas ou mestres de RPG, o bloqueio criativo na hora de construir mundos fictícios é comum. Aí é que a IA do Google pode ajudar, você pode usar o Gemini como um parceiro de brainstorming estruturado.

Dê um “prompt semente”: “Estou criando um mundo de ficção científica onde a água é a moeda mais valiosa. Crie três facções políticas que disputam esse recurso, descreva suas motivações e sugira um conflito central para uma história”. O Gemini é excelente em gerar lore, backstories e sistemas complexos a partir de ideias simples.

7. Transformador de dados chatos em narrativas

Ilustração conceitual dividida em duas partes conectadas por um funil central. À esquerda, uma tela digital exibe uma planilha de Excel com grades verdes e números, que flutuam e são sugados para dentro de um funil tecnológico azul. À direita, o funil despeja o conteúdo transformado sobre um livro aberto, onde os dados se convertem em texto narrativo e ilustrações
Você pode tansformar relatórios em histórias com o Gemini, que processa planilhas de dados brutos e as reescreve como narrativas envolventes e fáceis de ler (Imagem: Renata Mendes via Gemini 3 Pro / Olhar Digital)

Analisar planilhas de gastos ou relatórios de desempenho pode ser entediante. Uma forma criativa de usar o Gemini é pedir para ele transformar dados brutos em uma história envolvente.

Cole os dados (anonimizados, se necessário) de sua planilha de treinos do mês e peça: “Aja como um narrador esportivo empolgado e transforme esses dados de corrida e musculação do último mês em uma crônica épica sobre a jornada de um atleta”. Isso ajuda a visualizar o progresso de uma maneira diferente e motivadora.

O post 7 usos criativos do Google Gemini que você deveria testar apareceu primeiro em Olhar Digital.



source https://olhardigital.com.br/2025/12/01/dicas-e-tutoriais/7-usos-criativos-do-google-gemini-que-voce-deveria-testar/

Por que os pinguins não congelam no frio? Entenda a fisiologia destas aves curiosas

Se você já viu qualquer animação ou documentário com pinguins, você certamente sabe que eles vivem sobre o gelo da Antártida e em outras regiões do extremo sul do planeta. São lugares extremamente frios, onde os ventos podem chegar a -60°C.

Para a maioria dos animais (inclusive seres humanos), em poucos minutos esse frio resultaria em uma hipotermia fatal. No entanto, um pinguim não apenas sobrevive a esse clima brutal, como passa confortavelmente horas sobre a mesma superfície gelada.

Mas como isso é possível? Será que eles simplesmente não sentem frio? A resposta vai muito além da resistência: é uma obra-prima da engenharia evolutiva. Estas aves escondem segredos fisiológicos fascinantes que transformam seus corpos em verdadeiras “fortalezas” térmicas.

O que é o processo de congelamento de um ser vivo?

Para entender a proeza dos pinguins, primeiro precisamos entender o que acontece quando um ser vivo congela. Em termos biológicos, o frio extremo é letal porque os seres vivos são compostos majoritariamente por água.

Colônia de pinguins na Antártida
Colônia de pinguins na Antártida (Imagem: zhrenming/Pixabay)

Quando a temperatura corporal cai drasticamente, a água dentro das nossas células começa a cristalizar. Como o gelo ocupa mais espaço que a água líquida, esses cristais se expandem e rompem as membranas celulares, causando necrose (morte do tecido), o que conhecemos como queimadura por frio.

Animais endotérmicos (de sangue quente), como nós e os pinguins, precisam manter a temperatura interna constante. Se o calor perdido para o ambiente for maior que o calor produzido pelo metabolismo, o corpo entra em colapso. O segredo dos pinguins não é gerar calor infinito, mas sim evitar, a todo custo, que esse calor escape.

Por que pinguins não congelam no frio?

A sobrevivência destas aves não depende de um único fator, mas de um sistema integrado de proteção. A natureza equipou os pinguins com um “kit de sobrevivência” triplo: isolamento de elite, impermeabilização e um sistema circulatório genial.

Leia mais:

A primeira linha de defesa dos penguins contra o frio são as penas. Ao contrário da maioria das aves, que têm penas espalhadas em trilhas, os pinguins possuem uma densidade de plumagem extraordinária. Estudos indicam que, dependendo da espécie, eles podem ter a plumagem mais densa de todas as aves.

Pinguins nadando no mar
Pinguins nadando no mar (Imagem: jodeng/Pixabay)

Essas penas curtas e rígidas se sobrepõem como telhas em um telhado, criando uma barreira contra o vento. Mais importante ainda: elas aprisionam uma camada de ar quente junto à pele. Além disso, os pinguins possuem glândulas que produzem um óleo impermeabilizante, garantindo que a água gelada nunca toque a pele deles.

A ciência descobriu recentemente que a estrutura das penas é ainda mais complexa do que se imaginava. Nanoestruturas nas penas que evitam a formação de gelo, funcionando como um material “anti-aderente” para cristais congelados.

Abaixo da pele, os pinguins possuem uma camada espessa de gordura. Em terra firme, essa gordura atua como um isolante térmico passivo, similar a um cobertor pesado. Na água, onde a perda de calor é 25 vezes mais rápida do que no ar, essa gordura é vital para manter os órgãos internos aquecidos e funcionando a cerca de 39°C.

Por que as patas dos pinguins não congelam?

Talvez a parte mais curiosa seja a pata do pinguim. Ela não tem penas e está em contato direto com o gelo. Por que ela não congela e cai? E por que o pinguim não perde todo o seu calor corporal por ali?

A resposta está em um mecanismo fisiológico sofisticado chamado troca de calor por contrafluxo.

Pequenos pinguins imperadores na neve
Pequenos pinguins imperadores na neve (Imagem: pvproductions/Freepik)

As artérias que levam o sangue quente do coração para as patas correm coladas às veias que trazem o sangue frio das patas de volta para o coração. Nesse trajeto, o calor do sangue arterial é transferido para o sangue venoso antes de chegar à extremidade.

O resultado é brilhante: o sangue que chega aos pés já está resfriado (perto de 1°C ou 2°C), o suficiente para não congelar os tecidos, mas frio o bastante para reduzir drasticamente a diferença de temperatura entre a pata e o gelo. Como explica a organização Penguins International, isso limita a perda de calor, mantendo o núcleo do corpo quente enquanto os pés operam em “modo de economia de energia”.

Se as patas fossem quentes, o pinguim derreteria o gelo abaixo dele, afundaria e congelaria. Se fossem frias demais, os tecidos morreriam. Essa adaptação permite que a temperatura na superfície do corpo seja muito baixa, enquanto o interior permanece tropical.

O post Por que os pinguins não congelam no frio? Entenda a fisiologia destas aves curiosas apareceu primeiro em Olhar Digital.



source https://olhardigital.com.br/2025/12/01/ciencia-e-espaco/por-que-os-pinguins-nao-congelam-no-frio-entenda-a-fisiologia-destas-aves-curiosas/

O que é o Dezembro Vermelho e qual sua relação com a Aids?

O mês de dezembro conta com diversas ações de conscientização em saúde, e a mais significativa delas é a campanha Dezembro Vermelho. Ela tem o objetivo de alertar a população sobre a prevenção e o tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), com foco principalmente no HIV e na Aids.

Antigamente, o termo usado era DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), mas foi substituído por ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A nomenclatura foi mudada, pois a palavra “doença” está relacionada a sinais e sintomas visíveis, enquanto a palavra “infecção” abrange condições assintomáticas.

Leia mais:

Veja abaixo mais informações sobre a campanha Dezembro Vermelho, e seu importante trabalho de conscientização para um assunto tão importante.

Imagem: fizkes/Shutterstock

O que é o Dezembro Vermelho e qual sua relação com a Aids?

O Dezembro Vermelho é uma campanha que foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.504/201, com o objetivo de promover atividades de conscientização para a prevenção do vírus HIV, a Aids e outras ISTs. Durante o período, as ações chamam atenção para a prevenção, assistência e proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.

A campanha tem início no Dia Mundial de Luta contra a Aids, que acontece em 1º de dezembro, e ocorre durante todo o mês. São ações educativas e de mobilização da sociedade, com o objetivo de diminuir o preconceito e a discriminação que ainda afeta essas doenças, além de incentivar a realização de testes e tratamento adequado.

A iniciativa também busca alertar a respeito da importância do diagnóstico precoce, pois com ele é possível começar o tratamento o quanto antes. Além disso, são reforçadas as formas de prevenção contra o HIV e a Aids.

As ações são constituídas por um conjunto de atividades e mobilizações relacionadas ao enfrentamento ao HIV e Aids, e às demais ISTs, seguindo os princípios do Sistema Único de Saúde. A campanha é integrada em toda a administração pública, com entidades da sociedade civil organizada e organismos internacionais, devendo promover:

  • iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha;
  • promoção de palestras e atividades educativas;
  • veiculação de campanhas de mídia;
  • realização de eventos.
Imagem: Shutterstock/Marc Bruxelle
HIV e Aids são a mesma coisa?

Não. HIV é a sigla em inglês para Vírus da Imunodeficiência Humana, que ataca o sistema imunológico, enquanto a AIDS é a sigla também em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, estágio mais avançado da doença causada pelo HIV.

É possível contrair HIV pelo beijo?

Não. O vírus HIV não é transmitido pela saliva, suor, lágrima, abraço ou aperto de mão. A principal forma de transmissão é por meio da relação sexual sem camisinha. Outros meios de se transmitir são: compartilhamento de seringas e agulhas, doação de sangue e aleitamento materno.

O post O que é o Dezembro Vermelho e qual sua relação com a Aids? apareceu primeiro em Olhar Digital.



source https://olhardigital.com.br/2025/12/01/medicina-e-saude/o-que-e-o-dezembro-vermelho-e-qual-sua-relacao-com-a-aids/

Inteligência artificial acelera ciberataques e pressiona defesa dos EUA

Os Estados Unidos enfrentam um desafio sem tamanho e estão vendo suas defesas enfraquecerem exatamente quando a inteligência artificial eleva a escala e a sofisticação dos ataques.

Segundo o Washington Post, autoridades, ex-agentes e empresas alertam que cortes na CISA (Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA), falta de pessoal e de liderança deixam o país mais vulnerável a hackers e espiões.

Uso crescente de IA por atacantes expõe fragilidades nas defesas dos EUA, agravadas por cortes e falta de pessoal em órgãos federais.
Uso crescente de IA por atacantes expõe fragilidades nas defesas dos EUA, agravadas por cortes e falta de pessoal em órgãos federais. Imagem: VRVIRUS / Shutterstock)

Uma combinação explosiva: IA + estruturas enfraquecidas

Como você já deve saber, a IA está sendo usada para potencializar ataques cibernéticos, automatizando a busca por vulnerabilidades e acelerando invasões em larga escala. Ao mesmo tempo, o governo federal enfrenta redução de pessoal e incerteza estratégica nas agências responsáveis pela defesa, segundo entrevistas com autoridades e especialistas externos.

O alerta partiu até de um grupo empresarial que reúne gigantes de segurança. “Uma nova liderança é necessária para proteger nossa nação das crescentes ameaças cibernéticas”, escreveu a Cybersecurity Coalition, associação comercial que reúne empresas de segurança e gigantes da tecnologia, incluindo Microsoft, Google e Cisco, em carta à Casa Branca.

Entre as preocupações estão cortes que reduziram significativamente o quadro da CISA, além do aumento do uso de IA por atacantes, combinação que pressiona por maior cooperação entre governo e setor privado.

Gigantes de tecnologia pedem nova liderança para enfrentar ameaças cibernéticas crescentes impulsionadas por IA.
Gigantes de tecnologia pedem nova liderança para enfrentar ameaças cibernéticas crescentes impulsionadas por IA. Imagem: Chayada Jeeratheepatanont/iStock

Exemplos recentes e falhas apontadas

Relatos internos e públicos descrevem casos concretos. A Anthropic afirmou que hackers apoiados por um governo externo usaram sua ferramenta para criar agentes autônomos que viabilizaram uma campanha de espionagem contra empresas de tecnologia, bancos, indústrias químicas e órgãos públicos. A empresa disse que os agentes encontraram conjuntos de dados e falhas não corrigidas com pouca supervisão humana.

Leia mais:

Além disso, um memorando interno da CISA aponta uma taxa de vacância de aproximadamente 40% em áreas-chave do órgão, enquanto demissões e saídas por frustração reduziram capacidades críticas. Ainda assim, a agência continuou a emitir alertas e orientar respostas em casos urgentes.

O número de funcionários diminuiu e a capacidade foi drasticamente reduzida. Quer queiramos ou não, não estamos tão fortes hoje quanto precisamos estar.

Chris Krebs, diretor fundador da CISA, ao Washington Post.
Fragilidade das defesas federais afeta redes críticas e expõe impactos de decisões políticas em segurança digital.
Fragilidade das defesas federais afeta redes críticas e expõe impactos de decisões políticas em segurança digital. Imagem: FlyD/Unsplash

Consequências práticas

A fragilidade das defesas federais tem repercussões reais, desde redes de telecomunicações potencialmente menos protegidas, após decisões regulatórias recentes, até atrasos na nomeação de diretores na CISA e na NSA. O balanço entre segurança e decisões políticas aparece em debates sobre proibições de equipamentos estrangeiros e medidas de aquisições federais.

Impactos imediatos a acompanhar:

  • Aumento da superfície de ataque por agentes automatizados com IA.
  • Menor capacidade de resposta federal diante de incidentes coordenados.
  • Possível transferência de risco para o setor privado e usuários finais.

Esses episódios revelam um cenário em que atacantes avançam rapidamente enquanto órgãos federais lidam com equipes reduzidas e diretrizes instáveis – uma diferença de ritmo que ajuda a explicar por que os Estados Unidos parecem mais expostos e por que cresce a cobrança por reforço institucional.

O post Inteligência artificial acelera ciberataques e pressiona defesa dos EUA apareceu primeiro em Olhar Digital.



source https://olhardigital.com.br/2025/11/30/seguranca/inteligencia-artificial-acelera-ciberataques-e-pressiona-defesa-dos-eua/