Cientistas mapeiam onde começam as alterações cerebrais na esquizofrenia

Pesquisadores da Universidade de Sevilha (Espanha) identificaram as regiões que podem atuar como pontos de partida para danos estruturais em pessoas com transtornos do espectro da esquizofrenia (TEE).

Esses locais são os que mais apresentam alterações morfológicas nos estágios iniciais da condição, quando comparados a indivíduos neurotípicos da mesma idade e sexo.

O estudo também encontrou reduções marcantes na similaridade estrutural entre áreas dos lobos temporais, cingulado e insular — regiões essenciais para funções cognitivas e emocionais. Os resultados foram publicados na revista Nature Communications.

Pesquisa identifica regiões que sofrem as primeiras alterações morfológicas e explica como elas se espalham por redes cerebrais essenciais (Imagem: Elif Bayraktar/Shutterstock)

Esquizofrenia: como o cérebro se reorganiza nos TEE

  • Pesquisas recentes sugerem que muitos transtornos psiquiátricos surgem primeiro como alterações localizadas no cérebro e, depois, se expandem para outras áreas por meio de redes de conectividade.
  • Nos TEE, esse processo envolve redução do volume e da espessura do córtex, além de mudanças na área de superfície, refletindo uma maturação cerebral atípica.
  • Para medir essa reorganização, os cientistas utilizaram redes baseadas na chamada Divergência Inversa Morfométrica (MIND, na sigla em inglês), que avaliam o grau de similaridade morfológica entre diferentes regiões a partir de imagens de ressonância magnética. Valores menores de MIND indicam maior desconexão estrutural.

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Primeiras alterações cerebrais na esquizofrenia são explicadas em novo estudo (Imagem: PeopleImages.com – Yuri A/Shutterstock)

Principais achados e implicações

A equipe analisou redes MIND de 195 indivíduos neurotípicos e 352 pessoas com TEE. O grupo com a condição apresentou as maiores quedas na similaridade estrutural justamente em áreas associativas de ordem superior — que amadurecem mais tarde e são cruciais para funções cognitivas complexas. As reduções foram mais fortes em pacientes com pior quadro clínico.

Os pesquisadores também relacionaram 46 características neurobiológicas às regiões afetadas, incluindo maior presença de astrócitos e alterações em neurotransmissores, como dopamina e serotonina.

Segundo os autores, esses resultados abrem caminho para futuros biomarcadores estruturais e estratégias de tratamento personalizadas.

Cérebro no início da esquizofrenia revela “epicentros” de dano estrutural, aponta estudo (Imagem: Corona Borealis Studio/Shutterstock)

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Câmara dos EUA exige explicações da Anthropic após ciberataque com IA

O Comitê de Segurança Interna da Câmara dos EUA pediu que o CEO da Anthropic, Dario Amodei, deponha em 17 de dezembro sobre um ataque cibernético atribuído a agentes ligados à China que teriam usado a inteligência artificial (IA) da startup. As informações são da Axios.

Também foram convocados o CEO do Google Cloud, Thomas Kurian, e o CEO da Quantum Xchange, Eddy Zervigon. Caso Amodei participe, será a primeira vez que um executivo da Anthropic comparece ao Congresso.

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Anthropic sob pressão: deputados investigam uso do Claude em ciberataque global (Imagem: JRdes/Shutterstock)

Ataque sofisticado com uso de IA — e a Anthropic detectou

  • Em um relatório de 13 de novembro, a Anthropic afirmou ter identificado, em setembro, uma “campanha de espionagem altamente sofisticada”.
  • A empresa disse que o grupo, supostamente apoiado pelo Estado chinês, explorou o recurso Claude Code para automatizar invasões contra cerca de 30 alvos, incluindo empresas de tecnologia, instituições financeiras, indústrias químicas e órgãos governamentais.
  • Para a companhia, trata-se do primeiro ataque em larga escala conduzido com mínima intervenção humana.

O episódio foi classificado como um avanço no chamado “hacking vibe”, fenômeno em que usuários sem formação técnica utilizam IAs generativas para desenvolver e executar códigos — uma tendência que vem crescendo.

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Convocação de CEO ocorre após relatório apontar que invasões foram conduzidas quase sem intervenção humana (Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock)

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Debate sobre riscos e defesas

A Anthropic argumenta que as mesmas capacidades que podem ser usadas para ataques também tornam Claude essencial para a defesa cibernética, auxiliando na detecção e análise de incidentes complexos. A equipe interna de inteligência usou amplamente o modelo durante a investigação.

Para o presidente do comitê, Andrew Garbarino, o caso representa um alerta: adversários estrangeiros já conseguem utilizar sistemas comerciais de IA para operações quase autônomas. Procurada pela Axios, a Anthropic não comentou a audiência.

Logo do Claude em um smartphone
Comitê de Segurança Interna diz que operação conduzida com a ajuda do Claude marca nova fase do cibercrime automatizado (Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock)

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PCD pode comprar motos com isenção de impostos?

A liberdade de ir e vir é um direito fundamental, e para muitos brasileiros ela tem duas rodas. Quando falamos em isenção de impostos para Pessoas com Deficiência (PCD), o foco quase sempre cai sobre os automóveis. Mas e quem prefere a agilidade, a economia ou a paixão pelas motocicletas? Será que a legislação também abraça os motociclistas?

A resposta não é tão simples quanto “sim” ou “não”, pois envolve uma mistura de leis federais em tramitação, regras estaduais e muita burocracia. No entanto, o cenário tem mudado para incluir cada vez mais condutores nesse benefício, garantindo que a mobilidade acessível não se restrinja apenas aos carros.

PCD pode comprar motos com isenção de impostos?

A resposta curta é: sim, é possível, mas o caminho é mais sinuoso do que para a compra de carros. Diferente dos automóveis, onde a legislação é vasta e consolidada há anos, a isenção para motos ainda enfrenta batalhas legislativas para se tornar um direito automático e federal em todas as esferas.

Mulher idosa pilotando motocicleta
Mulher idosa pilotando motocicleta (Imagem: Reprodução/Freepik)

O principal ponto de atenção é o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Embora a Lei 8.989/95 foque originalmente em automóveis, houve isenção de IPI nas motos para mototaxistas e pessoas com deficiência aprovada na CAS (Comissão de Assuntos Sociais do Senado). Esse movimento legislativo foi um passo crucial para reconhecer que a motocicleta não é apenas lazer, mas uma ferramenta essencial de transporte e trabalho para muitos.

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Além da questão federal do IPI, existe o IPVA, que é um imposto estadual. Em muitos estados, como São Paulo, a isenção do IPVA para motos é viável se o veículo for devidamente adaptado às necessidades do condutor ou se a deficiência se enquadrar nas regras da Secretaria da Fazenda local.

Confira os documentos necessários

Para quem busca esse direito, a regra de ouro é a informação. Não basta apenas ter a CNH especial, é preciso também um laudo médico atualizado e seguir um rito burocrático específico. Se você quer entender detalhadamente o passo a passo e os documentos necessários, vale a pena entrar em contato com o Detran do seu estado para entender quais os requisitos conforme a legislação estadual.

O protagonista é o laudo médico, que precisa ser emitido por prestadores de serviço público de saúde (SUS) ou clínicas credenciadas ao Detran, contendo a descrição detalhada da deficiência e o respectivo código CID. Em paralelo, é indispensável apresentar a CNH Especial, onde constam as observações sobre a obrigatoriedade de adaptações na moto ou restrições do condutor. 

Documentos (Imagem: Freepik)

Para completar a lista, prepare-se para emitir as Certidões Negativas de Débitos (que comprovam a ausência de pendências financeiras com a Receita Federal e com o estado) e preencher os formulários específicos de requerimento no sistema Sisen e na Secretaria da Fazenda local.

Portanto, se você é PCD e sonha com uma moto zero quilômetro na garagem pagando menos, a recomendação é consultar um despachante especializado ou o Detran do seu estado. O direito existe, mas exige paciência para ser conquistado.

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8 animais com comportamentos surpreendentes na caça

A natureza reúne estratégias de caça tão variadas quanto surpreendentes. Muitos animais desenvolveram comportamentos altamente especializados para capturar presas com eficiência, precisão e economia de energia. 

A seguir, veja alguns dos métodos de caça mais impressionantes observados no mundo animal.

Garça-preta

Garça-preta
Imagem: Gerrit_de_Vries / Shutterstock

A garça-preta utiliza uma técnica visualmente marcante durante a pesca. A ave abre as asas sobre a cabeça e sobre a água, criando uma sombra que funciona como um guarda-chuva.

Essa cobertura reduz os reflexos da superfície e permite que a garça enxergue com clareza os peixes e pequenos invertebrados que se aproximam. Com a visão aprimorada, ela desfere ataques precisos.

A adaptação demonstra como algumas aves manipulam o ambiente com o próprio corpo para aumentar o sucesso na caça.

Aranha-estilingue

Aranha-estilingue
Aranha-estilingue Wendilgarda sp. (fêmea) / Crédito: Wikimedia (reprodução)

As aranhas da família Theridiosomatidae (frequentemente chamadas de aranhas-raia ou aranhas-estilingue) adotam um método de captura pouco comum entre os aracnídeos. Em vez de esperar que insetos fiquem presos em uma teia estática, elas transformam a própria seda em um estilingue ativo.

O método envolve a construção de uma teia cônica ou triangular que é tensionada. A aranha segura um fio central com suas patas, esticando a estrutura e permanecendo pronta para soltar a armadilha assim que detecta a aproximação de uma presa. Quando o fio é liberado, a teia inteira avança em alta velocidade e envolve o inseto instantaneamente.

Essa estratégia exige precisão e controle, o que comprova a inteligência e criatividade predatória desse grupo de aranhas.

Ariranhas

Ariranha
Imagem: Zaruba Ondrej / Shutterstock

As ariranhas se destacam pela agressividade e pela eficiência durante a caça. Depois de capturar um peixe, elas mutilam as nadadeiras para reduzir a mobilidade da presa. 

Com isso, o animal perde capacidade de fuga e se torna mais fácil de dominar. Esse comportamento é especialmente útil para lidar com peixes grandes ou rápidos. 

A prática também beneficia o grupo, já que as ariranhas vivem em famílias e compartilham o alimento.

Golfinhos

Imagem: TungCheung/Shutterstock

Os golfinhos-nariz-de-garrafa desenvolveram uma das estratégias de caça cooperativa mais complexas entre os mamíferos marinhos. A técnica conhecida como anel de lama ocorre principalmente em áreas costeiras da Flórida. 

Um dos golfinhos inicia a ação ao nadar em círculo e bater a cauda no fundo, levantando uma parede de sedimentos. A nuvem circular desorienta os peixes e impede que se dispersem. 

Muitos tentam escapar saltando para fora da água e, nesse momento, outros golfinhos posicionados do lado de fora capturam os animais no ar. 

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Formiga-leão

Formiga-leão
Formiga-leão / Crédito: Wikimedia (reprodução)

A formiga-leão é conhecida por construir armadilhas em forma de funil em áreas arenosas. A larva cava depressões profundas e inclinadas onde pequenos insetos escorregam com facilidade. 

Quando a presa tenta subir pelas paredes, a formiga-leão lança jatos de areia que provocam deslizamentos e fazem o inseto cair novamente no centro. Enterrada no fundo do funil, a larva aguarda o momento ideal para capturar e consumir a vítima. 

A técnica se destaca pela precisão e pela eficiência energética.

Morcego-pescador

Algumas espécies de morcego especializaram-se na captura de peixes. Esses animais ajustam a ecolocalização para detectar pequenas ondulações formadas quando os peixes emergem para respirar ou se alimentar. 

Ao captar o retorno do som, o morcego identifica a posição exata da presa e mergulha as garras na água com precisão. A técnica exige um sistema auditivo extremamente sensível e reflexos rápidos, já que as ondulações desaparecem em instantes.

Orcas

Imagem: Tory Kallman/Shutterstock

As orcas se tornaram referência quando o assunto é estratégia de caça. Elas atuam em grupos organizados e ajustam o método conforme o tipo de presa. 

Para derrubar focas de blocos de gelo, produzem ondas coordenadas que desequilibram os animais. Ao perseguir cardumes, criam cortinas de bolhas que comprimem os peixes e impedem a dispersão. 

Cada membro do grupo desempenha uma função específica e algumas populações mantêm essas técnicas por gerações, o que indica a presença de cultura animal. O alto nível de cooperação reforça a inteligência dessas predadoras.

Polvo-mímico

polvo mimico
Polvo-mímico / Crédito: Wikimedia (reprodução)

O polvo-mímico apresenta um dos comportamentos mais versáteis entre os invertebrados. Além de se camuflar de forma impressionante, ele imita animais perigosos como peixes-leão e cobras-do-mar. 

Essa imitação protege o polvo de predadores que evitam o confronto e confunde presas que não percebem o risco até ser tarde demais. A espécie manipula a forma do corpo, a textura da pele e os padrões de cor para criar performances adaptadas a cada situação.

A habilidade demonstra como inteligência e plasticidade comportamental podem servir tanto para defesa quanto para a caça.

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Fim do processo: Warner se junta à Suno para licenciar músicas com IA

A Warner Music anunciou uma parceria com a Suno, líder em inteligência artificial (IA) para música, para encerrar um processo envolvendo violação de direitos autorais pela startup. O acordo abre “novas fronteiras na criação, interação e descoberta musical, ao mesmo tempo que compensa e protege artistas, compositores e a comunidade criativa em geral”, segundo um comunicado divulgado à imprensa.

“A IA se torna pró-artista quando adere aos nossos princípios: compromisso com modelos licenciados, valorização da música dentro e fora da plataforma e oferta aos artistas e compositores da opção de usar seus nomes, imagens, vozes e composições em novas músicas criadas por IA”, disse Robert Kyncl, CEO da Warner Music Group.

Artistas e compositores terão controle total sobre se e como seus nomes, imagens, semelhanças, vozes e composições serão usados ​​em novas músicas geradas por IA, garante o acordo. Grandes nomes, como Lady Gaga, Coldplay, The Weeknd e Sabrina Carpenter estão entre os músicos contratados pela Warner.

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Artistas e compositores terão controle total sobre as produções de IA (Imagem: T. Schneider/Shutterstock)

Expandindo as operações

A Suno também anunciou a aquisição da Songkick, plataforma de descoberta de shows e música ao vivo, da Warner Music Group. Segundo a empresa, a combinação criará um novo potencial para aprofundar a conexão entre artistas e fãs. Por enquanto, a Suno não pretende alterar a maneira como a plataforma é gerida.

“Juntos, podemos aprimorar a forma como a música é criada, consumida, vivenciada e compartilhada. Isso significa que lançaremos novos recursos mais robustos para criação, oportunidades de colaboração e interação com alguns dos músicos mais talentosos do mundo, tudo isso enquanto continuamos a construir o maior ecossistema musical possível”, afirmou Mikey Shulman, CEO da Suno.

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Modelos atuais de licenciamento da Suno serão desativados a partir de 2026 (Imagem: miss.cabul/Shutterstock)

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Mudanças por vir

  • Como parte do acordo, em 2026, a Suno fará diversas mudanças na plataforma, incluindo o lançamento de novos modelos mais avançados e licenciados. Assim, os modelos atuais serão desativados. Daqui para frente, o download de áudio exigirá uma conta paga;
  • Além disso, a Suno introduzirá restrições de download em determinados cenários: especificamente, no futuro, as músicas criadas no plano gratuito não poderão ser baixadas, mas, sim, reproduzidas e compartilhadas;
  • Os usuários do plano pago terão limites mensais de download, com a possibilidade de pagar por downloads adicionais.

Na avaliação da startup, o acordo permite que artistas e compositores se beneficiem de novas fontes de receita e adiciona recursos interativos que oferecem oportunidades para um maior engajamento dos fãs. Atualmente, a plataforma conta com 100 milhões de pessoas cadastradas.

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Daqui para frente, o download de áudio exigirá uma conta paga (Imagem: Fanta Media/Shutterstock)

Warner e Suno fazendo as pazes

O processo de violação de direitos autorais teve início no ano passado e envolveu também a Universal Music Group e a Sony Music Entertainment — ambas as empresas, aliás, estariam prestes a fechar acordos com a Suno para também encerrar disputas na Justiça e licenciar suas obras para a startup de IA.

Na semana passada, a Warner também anunciou que resolveu o impasse sobre o mesmo problema envolvendo a startup de música com IA, Udio. Um serviço de criação musical com IA licenciado pelo grupo está previsto para ser lançado em 2026. Universal e Sony também negociam um acordo com a Udio.

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Apenas 47% das estradas brasileiras têm 4G; Anatel quer ampliar cobertura

A conectividade nas estradas brasileiras ainda está longe de atender às necessidades de motoristas, transportadoras e empresas que dependem de comunicação contínua.

Dados atualizados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que apenas 47% dos 445 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais possuem cobertura 4G de ao menos uma operadora. No caso do 5G, a situação é ainda mais limitada: menos de 12% das vias contam com o serviço. As informações são do jornal O Globo.

Enquanto países, como Estados Unidos e México, já têm 90% de suas rodovias conectadas, e a China atinge 80%, o Brasil segue avançando em ritmo lento. Na Europa, há planos para atingir 100% de cobertura nos próximos anos, como é o caso da França.

Novas regras e metas em discussão

Para tentar reduzir essa defasagem, a Anatel e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estão revisando modelos regulatórios e preparando novas exigências.

A agência estuda incluir no próximo leilão de frequências móveis a obrigatoriedade de cobertura em trechos prioritários das rodovias federais. Se o plano avançar, operadoras vencedoras terão até três anos para garantir 100% de cobertura 4G em vias estratégicas, como a BR-101, que ainda possui cerca de mil quilômetros sem sinal.

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Se o plano avançar, operadoras vencedoras terão até três anos para garantir 100% de cobertura 4G em vias estratégicas (Imagem: Marcos Assis/iStock)

A proposta marca uma segunda tentativa de impor metas de cobertura nas estradas, após a devolução de uma licença por inviabilidade operacional em 2021. Segundo a Anatel, operadoras regionais já demonstraram interesse em participar do novo modelo.

Outra frente em análise é a implementação do roaming obrigatório entre operadoras nas rodovias. Isso permitiria que o motorista permaneça conectado mesmo fora da área de cobertura de seu plano, utilizando automaticamente a rede de outra empresa — medida que deve entrar em vigor até meados do próximo ano.

Concessões impulsionam expansão da rede

Desde 2018, a conectividade passou a ser uma obrigação contratual nas novas concessões de rodovias, substituindo antigas cabines de emergência. A ANTT estima ter 31 contratos ativos que somam 16,1 mil quilômetros de vias concedidas e prevê alcançar 25 mil quilômetros até 2030.

As concessionárias, por sua vez, têm buscado parcerias com operadoras para levar conexão às rodovias. A EcoRodovias, por exemplo, já investiu R$ 130 milhões em 4G e deve destinar mais R$ 50 milhões. Via Dutra e Rio-Santos são alguns dos trechos que já contam com cobertura total.

Concessionárias têm buscado parcerias com operadoras para levar conexão às rodovias (Imagem: The Bastos/Shutterstock)

A TIM, que atualmente possui a maior rede móvel em estradas, planeja ampliar sua infraestrutura de 7,6 mil para dez mil quilômetros ainda este ano. Já a Vivo investe em projetos, como o da BR-163, no Mato Grosso, levando cobertura a 850 quilômetros de uma rota estratégica para o agronegócio. A Claro também está expandindo sua presença, com mais de 500 intervenções previstas principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

A conectividade abre espaço para novos serviços nas rodovias, como monitoramento por câmeras, sistemas de iluminação inteligente e aplicativos de emergência com envio automático de localização.

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Desafios e perspectivas para o futuro

Especialistas apontam que ainda não há uma previsão realista para que o Brasil alcance 100% de cobertura móvel nas estradas, mas reforçam que mudanças regulatórias e investimento contínuo serão essenciais para avançar. Entre os principais desafios, estão:

  • Altos custos de infraestrutura em regiões remotas;
  • Contratos antigos que não obrigam conectividade;
  • Baixa atratividade financeira para operadoras;
  • Dificuldade técnica de manter redes estáveis ao longo de longas distâncias.
Engarrafamento com uma fileira de carros em uma rodovia
Especialistas afirmam que ainda não existe uma estimativa concreta de quando o Brasil terá cobertura móvel total em todas as estradas (Imagem: CC7/Shutterstock)

Apesar disso, o avanço das concessões e os novos planos da Anatel indicam que a expansão da cobertura móvel deve acelerar nos próximos anos, aproximando o país de padrões internacionais de conectividade rodoviária.

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6 novas funções para testar no Google Fotos

O Google Fotos e seus recursos de IA estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia, trazendo funções que simplificam edições e tornam a experiência de guardar memórias muito mais interativa.

Com a integração de modelos avançados, como o Nano Banana, agora é possível pedir para o app ajustar detalhes em imagens, criar estilos artísticos e até responder perguntas sobre suas próprias fotos. Essa evolução mostra como a inteligência artificial está transformando não apenas a forma de editar, mas também de interagir com nossas recordações digitais.

E para você que gosta de explorar novidades tecnológicas, o Google divulgou recentemente seis funções inéditas que já estão sendo liberadas aos usuários.

Entre elas, estão opções como remover óculos escuros de uma foto, reimaginar imagens com estilos criativos, usar templates prontos para edições rápidas, além de contar com o recurso Ask Photos expandido para mais países e idiomas. Continue a leitura e descubra como cada uma dessas ferramentas pode facilitar sua vida e deixar suas fotos ainda mais incríveis.

6 novidades que chegaram ao Google Fotos para você testar

1-Remover óculos escuros e corrigir sorrisos

Página do Google Ftos na App Store em um iPhone
App fica mais inteligente com seis novas funções (Imagem: XanderSt/Shutterstock)

Essa é, com certeza, uma das melhores novidades já criada pelo Google Fotos, usando recursos de IA.

Isso porque agora você pode pedir ao app para ajustar detalhes como abrir olhos fechados ou remover óculos escuros. Basta usar o comando “Help me edit” e descrever o que deseja. Isso é possível porque a IA presente no Google Fotos reconhece rostos e aplica correções personalizadas de forma rápida e natural.

2-Edição por comandos de voz ou texto no iOS

Esqueça os controles manuais complicados: no iOS, já é possível editar fotos apenas descrevendo o que você quer por texto ou voz. A função entende comandos simples e aplica ajustes automáticos, tornando a edição mais acessível e prática.

3-Restyle com Nano Banana

Nano Banana
Nano Banana é o principal motor do sucesso recente do Gemini (Imagem: Danilo Oliveira/Olhar Digital)

Agora se você ama aquelas edições que transformam as fotos com IA, você vai adorar essa novidade. A tecnologia Nano Banana chegou ao editor do Google Fotos para transformar suas imagens em estilos artísticos.

Dessa forma, você pode pedir para virar um retrato renascentista, um mosaico colorido ou até uma página de livro infantil. É criatividade ao alcance de um clique! Uma vez que enviar os comandos desejados, a IA faz toda a alteração artística para você, deixando a foto muito mais aesthetic.

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4-Templates prontos com IA

Outra inovação do Google Fotos com os recursos de IA são os próprios templates disponíveis agora. Afinal, se você não quer pensar em prompts, os novos AI templates ajudam a criar imagens instantaneamente.

É possível gerar um headshot profissional, uma foto em estilo fashion ou até um cartão de Natal. Em breve, haverá também templates personalizados baseados nos seus hobbies.

5-Ask Photos em mais países e idiomas

O recurso de busca inteligente, além de estar mais acessível, agora está disponível em mais de 100 países e 17 novos idiomas.

Dessa forma, você pode simplesmente perguntar “mostre minhas fotos na praia” e, em poucos segundos, o app encontra os registros certos sem esforço. Com isso, a experiência de localizar lembranças se torna muito mais prática e intuitiva, permitindo que você aproveite melhor o poder da inteligência artificial no seu dia a dia.

6-Novo botão “Ask” dentro das fotos

Google confirma bloqueio do Ask Photos em alguns estados dos EUA
O Ask Photos do Google permite que você faça perguntas diretas sobre suas imagens e receba respostas inteligentes (Imagem: Vladimka production / Shutterstock)

Além de buscar na galeria, o novo botão “Ask” permite interagir diretamente com uma imagem. Você pode pedir informações sobre o conteúdo, encontrar momentos relacionados ou até solicitar edições rápidas sem sair da tela. Por exemplo, é possível pedir informações da foto, tais como identificar objetos ou locais, ou ainda encontrar momentos relacionados que estejam armazenados em sua biblioteca.

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Quanto tempo para terminar The Witcher 3?

The Witcher 3 é aquele tipo de jogo que você começa empolgado, achando que vai só “dar uma olhada”, e quando percebe já está completamente envolvido em política, monstros, romances complicados e escolhas que ficam sua cabeça por dias.

Lançado pela CD Projekt Red, o título virou referência mundial de RPG de mundo aberto por entregar uma história gigantesca, cheia de ramificações e com um nível de detalhamento que poucos jogos alcançaram até hoje. É um universo vivo, pulsante, onde cada vilarejo tem sua história, cada contrato de monstro esconde um drama humano e cada decisão muda o rumo de alguma coisa.

Mas com tanta coisa acontecendo e um mapa absurdo de grande, surge a dúvida mais comum entre veteranos e novatos: quanto tempo leva para terminar The Witcher 3? A resposta muda bastante dependendo do seu estilo de jogo. Se você só quer fechar a campanha, o tempo é um. Se pretende ver tudo, prepare-se para uma jornada bem longa.

Quanto tempo leva para terminar The Witcher 3?

Assim como outros RPGs massivos, o tempo de campanha de The Witcher 3 varia de acordo com o comportamento de cada jogador. A CD Projekt Red montou um mundo de forma densa, lotada de missões, pontos de interesse, contratos e histórias paralelas que facilmente dobram, ou triplicam, a duração padrão da aventura.

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Cena do jogo The Witcher 3 (Divulgação/CD Projekt Red)

A seguir, o panorama foi dividido em três perfis: quem vai só na história, quem mistura missões secundárias e quem quer completar tudo.

Completando apenas a história principal

Se o objetivo for seguir somente a narrativa principal, ignorando boa parte das atividades paralelas, o tempo médio gira em torno de 52 horas.

Essa previsão considera um jogador que avança de forma direta, passando rapidamente por áreas secundárias e evitando investigações longas que normalmente surgem no caminho.

Vale lembrar que fatores como dificuldade escolhida, prática em combates e familiaridade com o sistema de habilidades podem diminuir ou aumentar esse total. Jogadores experientes conseguem baixar algumas horas, enquanto quem gosta de explorar minimamente costuma passar fácil das 55 horas mesmo sem querer.

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Incluindo missões secundárias e exploração

A experiência de The Witcher 3 realmente brilha quando você inclui as missões secundárias, já que muitas delas são tão bem escritas quanto a própria campanha. Se você pretende aproveitar esse lado, explorar vilas, fazer contratos de monstro e ir atrás de equipamentos lendários, espere algo em torno de 103 horas.

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Cena do jogo The Witcher 3 (Divulgação/CD Projekt Red)

Isso acontece porque as quests extras não são simples “tarefas repetitivas”, mas histórias completas, com personagens, conflitos, plot twists e decisões que mexem com o mundo. Além disso, o sistema de contratos de bruxo por si só já adiciona várias horas de investigação, rastreamento e preparação de combate.

O mapa também é enorme e cheio de pontos que, inevitavelmente, chamam sua atenção. Só navegar entre as regiões já consome uma boa parte da jornada.

Alcançando 100% de progresso no jogo

Agora, se você é fã da abordagem “vou ver absolutamente tudo que esse jogo oferece”, a contabilidade muda completamente. Para chegar aos 100% em The Witcher 3, incluindo todas as missões, contratos, colecionáveis, cartas de Gwent, melhorias de equipamentos, explorações navais e conquistas, prepare-se para mais de 175 horas.

Essa rota exige paciência, atenção e muita disposição para revisitar regiões, resolver pontas soltas e explorar cavernas e ruínas escondidas que normalmente passam despercebidas. O jogo foi projetado para recompensar esse nível de dedicação, mas é uma jornada para quem curte realmente mergulhar fundo.

Vale a pena jogar as expansões?

Mesmo não fazendo parte do “tempo base”, é impossível ignorar Hearts of Stone e Blood and Wine, que adicionam não só dezenas de horas extras, mas histórias incríveis. Se você incluir as duas expansões na conta, a duração total pode ultrapassar 200 horas facilmente.

Vale lembrar que essas estimativas de tempo são baseadas em dados compilados de jogadores e fontes como o How Long to Beat, conhecido por registrar o tempo necessário para completar diferentes jogos.

No fim das contas, The Witcher 3 é aquele RPG que entrega exatamente o que você quiser: uma campanha direta, uma aventura cheia de ramificações ou uma imersão completa que dura meses. O importante é entrar sabendo que o jogo não tem pressa, e você também não deveria ter.

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Já ouviu falar de depressão pós-sexo? Ela existe e você deveria saber como identificá-la

A relação sexual costuma ser sinônimo de prazer, mas nem todas as pessoas experimentam sentimentos positivos após a prática sexual. A depressão pós-sexo pode trazer emoções como tristeza, raiva, ansiedade e sensação de vazio, mesmo que a relação tenha sido prazerosa e consensual.

Também conhecida como disforia pós-coito (DPC), esse transtorno acomete homens e mulheres e parte considerável das pessoas já passaram por ela pelo menos uma vez na vida. 

Uma das causas mais comuns se deve à liberação de hormônios como dopamina e ocitocina que acontecem durante o orgasmo. Embora esses hormônios tragam sensações positivas, há uma queda após a relação sexual, o que pode ocasionar esse efeito rebote. No entanto, existem outros motivos que podem desencadear a depressão pós-sexo.

O que é a depressão pós-sexo?

imagem mostra uma mulher sentada na cama, triste, com o rosto afundado em um travesseiro
Mulheres costumam relatar mais crises de choro do que homens numa situação de depressão pós sexo. (Reprodução: Solving Healthcare/Unsplash)

Entendendo a disforia pós-coito

A depressão pós-sexo pode acontecer tanto com homens, quanto com mulheres. Por questões sociais e culturais de tabu em relação ao sexo e prazer feminino, mulheres costumam se sentir menos à vontade para falar como se sentem durante os sintomas causados pela disforia.

Estresse, baixa autoestima, traumas de infância ou relacionados ao sexo, transtornos psicológicos e emoções reprimidas estão entre as principais causas da disforia, que é uma condição de saúde multifatorial.

Como o nome sugere, a disforia é o oposto de euforia — um estado de ânimo e plenitude fora do habitual — e se caracteriza como uma sensação de vazio e de desencaixe. Além das reações já citadas, algumas pessoas também podem experimentar crises de choro, sentir vergonha ou culpa por ter praticado a relação sexual.

Em busca de desvendar outros sintomas que surgem após esse momento íntimo, pesquisadores da Universidade de Surrey, na Inglaterra, realizaram um estudo para investigar justamente a abrangência de sentimentos inexplicáveis que ocorrem após a atividade sexual. O estudo foi publicado no The Journal Of Sexual Medicine.

Dados do estudo

Neste estudo foram entrevistadas 223 mulheres e 76 homens que responderam a um questionário online contendo uma lista de 21 sintomas e um conjunto de perguntas adicionais. Os números surpreendem. Ou nos faz crer que a depressão pós-sexo é algo mais comum do que imaginamos.

Homem sentado na cama com as mãos na cabeça enquanto mulher está deitada ao fundo
Homens costumam relatar infelicidade e falta de energia em uma situação de depressão pós-sexo, independente se o orgasmo se deu por masturbação ou relação sexual. (Imagem: Oakland Images/Shutterstock)

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De todos os participantes, 91,9% relataram algum sintoma pós-sexo no último mês e 94,3% desde o início da atividade sexual. Os sintomas mais comuns em mulheres foram alterações de humor e tristeza, enquanto em homens foram infelicidade e baixa energia. 

Homens e mulheres diferiram na frequência dos sintomas pós-coito experimentados desde o início da atividade sexual, com as mulheres relatando mais tristeza, alterações de humor, frustração e sentimentos de inutilidade”, relata o estudo. 

A depressão pós-sexo também pode se manifestar em diferentes momentos e situações. Para 73,5% dos entrevistados, os sintomas pós-sexo estavam presentes após relação sexual consensual, para 41,9% após atividade sexual em geral e para 46,6% também após a masturbação. 

Uma parcela dos participantes sentiu algum desconforto emocional apenas quando conseguiam chegar ao ápice. Quase 34% disseram que experimentaram os sintomas apenas após o orgasmo.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, também investigou o tema. Para isso, entrevistaram 202 pessoas sexualmente ativas — 149 mulheres e 53 homens — com idades entre 18 e 75 anos. E destacou um sintoma prevalente entre as mulheres. 

Os resultados mostraram que 48,3% do grupo feminino afirmou ter chorado pelo menos uma vez após a relação sexual, enquanto apenas 5,7% do grupo masculino relatou o mesmo. 

Outro estudo, desta vez realizado por pesquisadores da Escola de Psicologia da Universidade de Queensland, na Austrália, focou no sexo masculino, entrevistando 1.208 homens por meio de um questionário online anônimo.

Conversar com o parceiro é um das alternativas pra mitigar as sensações negativas numa situação de depressão pós-sexo. (Imagem: Shutterstock/Prostock-studio)

Do total da amostra, 41% dos homens relataram ter experimentado a depressão pós-sexo em algum momento da vida. Já 20,2% disseram ter sentido a disforia no último mês, enquanto que 4% relataram ter sensações e sentimentos negativos após a prática sexual regularmente. 

Homens em situação de transtorno mental, como depressão e ansiedade, estão mais propensos a experimentar sentimentos negativos após uma relação sexual, bem como traumas passados, segundo os psicólogos que realizaram a pesquisa. “A DPC foi associada a sofrimento psicológico atual, abuso sexual na infância e diversas disfunções sexuais”, alerta o estudo. 

Como podemos observar, a depressão pós-sexo é mais do comum do que se imagina e pode acometer homens e mulheres em diversas fases da vida. Em alguns casos, são episódios pontuais que carecem apenas de cuidados imediatos para mitigar as sensações desagradáveis. 

O que você pode fazer

É possível conversar com o parceiro ou alguém de confiança sobre os sentimentos que vieram após a relação sexual, ou, se preferível, recorrer à escrita terapêutica. Isso porque escrever sobre as sensações sentidas é uma forma de dar vazão aos sentimentos, desafogar a mente, reconhecer padrões e ter outra perspectiva sobre o tema. 

No entanto, caso a depressão pós-sexo seja recorrente, é essencial buscar ajuda de um profissional de saúde, como um psicólogo, por exemplo, para investigar as causas da disforia. A prática sexual deve ser um momento de prazer e bem-estar, trazendo efeitos positivos tanto para saúde física quanto mental; quando o oposto acontecer, o quadro precisa ser investigado.

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10 personagens de anime mais malvados que Sukuna de Jujutsu Kaisen

Sukuna, conhecido como o “Rei das Maldições” em Jujutsu Kaisen, é um dos vilões mais temidos do anime graças à sua crueldade, poder e indiferença pela vida humana. No universo criado por Gege Akutami, Sukuna representa o auge da maldade entre as maldições, manipulando, torturando e destruindo tudo o que está ao seu redor sem remorso. Sua presença é tão dominadora que até os personagens mais experientes da série tratam sua existência como um desastre natural.

Apesar disso, quando analisamos o mundo dos animes, percebemos que existem vilões com históricos ainda mais sombrios e ações mais cruéis. Alguns antagonistas buscam não só poder, mas também propagam dor, destruição e sofrimento em níveis que ultrapassam a maldade vista em Jujutsu Kaisen. São personagens que, por suas ações conscientes e repetidas, conseguiram entrar para a lista dos mais perversos.

No texto abaixo, reunimos 10 personagens que conseguem ser ainda mais malvados do que Sukuna, seja pela escala de destruição, pela motivação distorcida ou pela frieza com que lidam com suas vítimas. Veja a seguir!

10 personagens de anime mais malvados que Sukuna de Jujutsu Kaisen

Freeza (Dragon Ball Z)

Freeza (Dragon Ball Z) (Imagem: Divulgação/Toei Animation)

Freeza é um dos vilões mais icônicos dos animes, conhecido por sua crueldade e desejo ilimitado de dominação. Ele não hesita em destruir planetas inteiros apenas para demonstrar poder e aterrorizar civilizações, algo que ele faz com um sorriso no rosto e total prazer pelo sofrimento alheio. Sua capacidade de eliminar populações inteiras sem remorso o coloca em um patamar elevado de maldade.

Ao contrário de Sukuna, que age como uma força caótica e destrutiva, Frieza premedita suas ações e as executa friamente, sem qualquer motivação além de impor medo e conquistar territórios. Sua destruição do Planeta Vegeta, motivada por puro ego, mostra o quanto Frieza ultrapassa limites morais sem hesitar. Esse nível de frieza calculada o torna um vilão ainda mais cruel.

Doflamingo (One Piece)

Doflamingo (One Piece) (Imagem: Divulgação/Toei Animation)

    Donquixote Doflamingo é um manipulador nato, conhecido por transformar vidas inteiras em tragédias apenas para satisfazer sua própria diversão. Como ex-Shichibukai, ele exerce poder através da crueldade psicológica e física, comandando o submundo e manipulando pessoas como se fossem marionetes. O caos que ele trouxe para Dressrosa mostra o alcance real da sua maldade.

    Além de controlar indivíduos através de seu poder, Doflamingo destrói famílias, arruína reinos e manipula o destino de milhares apenas para manter sua influência. Sua maldade não é impulsiva, mas planejada e constante, tornando-o um vilão que exerce ódio e tirania em larga escala, algo que supera facilmente o comportamento destrutivo de Sukuna.

    Esdeath (Akame ga Kill!)

    Esdeath (Akame ga Kill!) (Imagem: Divulgação/White Fox)

      Esdeath é uma general implacável conhecida por sua paixão pela guerra, pela dor e pela submissão absoluta. Para ela, o sofrimento inimigo é uma forma de beleza, e seu lema é simplesmente “os fortes sobrevivem”. Esse pensamento distorcido se reflete em suas ações brutais, muitas vezes envolvendo tortura, genocídio e massacres completos contra populações indefesas.

      Sua frieza emocional e sua alegria em destruir tornam Esdeath uma das vilãs mais cruéis dos animes. Diferente de Sukuna, que demonstra maldade instintiva, Esdeath planeja torturas e batalhas como se fossem obras de arte, buscando extrair prazer pessoal da dor alheia. Essa consciência cruel a coloca em um patamar elevado de perversidade.

      Shou Tucker (Fullmetal Alchemist: Brotherhood)

      Shou Tucker (Fullmetal Alchemist: Brotherhood) (Imagem: Divulgação/Studio Bones)

        Shou Tucker é lembrado como o responsável por um dos atos mais chocantes e cruéis do mundo dos animes. Em busca de manter seu título e reconhecimento como alquimista federal, ele sacrifica sua própria filha e o cachorro da família para criar uma quimera falante, ignorando completamente os sentimentos e a vida dos seres envolvidos. Sua motivação egoísta cria uma das cenas mais traumáticas do anime.

        Se Sukuna age como uma força destrutiva, Tucker representa a maldade humana no seu nível mais puro e perturbador. Ele não foi movido por pressão sobrenatural, mas pela própria ambição e ausência total de moralidade. Esse aspecto torna suas ações ainda mais cruéis, mostrando que sua frieza vem de uma decisão consciente.

        Griffith (Berserk)

        Griffith (Berserk) (Imagem: Divulgação/Studio OLM)

          Griffith é um dos antagonistas mais complexos e perversos dos animes. Após sacrificar todo o Bando do Falcão durante o Eclipse para ascender à condição de demônio, ele demonstra sua completa ausência de empatia e humanidade. Esse ato destruiu vidas, sonhos e laços construídos ao longo do tempo, mostrando que nada impediria Griffith de alcançar seus objetivos.

          Ao contrário da maldade destrutiva e impulsiva de Sukuna, Griffith é movido por ambição calculada. Sua transformação em Femto amplifica ainda mais sua frieza, permitindo que ele cometa atos horríveis com total consciência. Sua traição e os crimes resultantes o colocam entre os vilões mais cruéis já criados.

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          Father (Fullmetal Alchemist: Brotherhood)

          Father (Fullmetal Alchemist: Brotherhood) (Imagem: Divulgação/Studio Bones)

            Father é um vilão que pensa em escala nacional, disposto a sacrificar centenas de milhares de pessoas para alcançar seus objetivos de divindade e poder absoluto. Ele manipula governos, controla eventos históricos e utiliza humanos como peças descartáveis em seu grande plano de unificação e transcendência. Sua visão distorcida de perfeição o torna extremamente perigoso.

            Sua frieza e ausência de humanidade o diferenciam de vilões como Sukuna, pois suas ações envolvem planejamento macabro e sacrifícios em massa. Enquanto Sukuna destrói por desejo ou diversão, Father destrói por ambição divina, vendo a vida humana como irrelevante. Essa perspectiva o coloca em um nível superior de maldade.

            Yhwach (Bleach)

            Yhwach (Bleach) (Imagem: Divulgação/Studio Pierrot)

              Yhwach é o rei dos Quincies e um dos seres mais poderosos e temidos de Bleach. Ele acredita estar destinado a remodelar o mundo de acordo com sua própria visão, o que justifica, para ele, ações brutais como massacres, manipulação de soldados e destruição de mundos espirituais inteiros. Seu poder está totalmente ligado à absorção de vida.

              Além da força absurda, Yhwach demonstra frieza ao eliminar até mesmo seus próprios subordinados quando os considera inúteis. Seu senso distorcido de justiça e missão divina torna sua maldade muito mais calculada do que a caótica destruição de Sukuna. Ele representa a tirania em nível cósmico.

              Makima (Chainsaw Man)

              Makima (Chainsaw Man) (Imagem: Divulgação/Mappa)

                Makima é uma manipuladora silenciosa, cruel e estrategista, que usa sua autoridade e aparência gentil para esconder intenções devastadoras. Ela controla pessoas emocionalmente vulneráveis e utiliza seus poderes para eliminar indivíduos à distância, sacrificando vidas sem hesitação para alcançar seus objetivos dentro da Public Safety.

                O que torna Makima mais malvada que Sukuna é sua manipulação psicológica profunda. Ela destrói mentalmente quem está à sua volta, sem precisar recorrer apenas à violência física. Seu abuso emocional e uso calculado de relações pessoais tornam sua crueldade ainda mais impactante e assustadora.

                Madara Uchiha (Naruto Shippuden)

                Madara Uchiha (Naruto Shippuden) (Imagem: Divulgação/Studio Pierrot)

                  Madara é um antagonista motivado por uma visão distorcida de paz, que envolve colocar toda a humanidade em uma ilusão eterna através do Tsukuyomi Infinito. Para alcançar esse mundo “ideal”, ele está disposto a eliminar quem for necessário e destruir tudo em seu caminho. Seu poder e influência abalam o mundo ninja completamente.

                  Sua maldade surge da destruição e da crença de que sua visão justifica qualquer sacrifício. Esse senso de superioridade e manipulação global o coloca em um nível de ameaça muito maior do que a simples carnificina de Sukuna, tornando-o um dos vilões mais sombrios dos animes.

                  Muzan Kibutsuji (Demon Slayer)

                  Muzan Kibutsuji (Demon Slayer) (Imagem: Divulgação/Ufotable)

                    Muzan Kibutsuji é a origem de todos os Onis existentes no universo da série, e sua maldade se manifesta de forma calculada, fria e sem remorso. O vilão opera como uma entidade meticulosa, manipulando pessoas e destruindo famílias inteiras ao longo de séculos apenas para garantir sua própria sobrevivência.

                    Sua frieza ao transformar humanos em monstros sem lhes oferecer escolha revela um nível de crueldade onde vidas são reduzidas a ferramentas descartáveis. Além disso, Muzan demonstra desprezo pela humanidade e pelos próprios demônios que cria, eliminando-os sem hesitação caso falhem ou se tornem inconvenientes para seus planos.

                    Enquanto Sukuna destrói por prazer e poder, Muzan destrói por conveniência, enxergando a dor alheia como algo irrelevante. Além disso, sua tentativa constante de alcançar a imortalidade absoluta, custe o que custar, o coloca como um dos vilões mais implacáveis, cuja maldade pode ser considerada até mais devastadora que a fúria de Sukuna.

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