Como funciona a urna eletrônica usada nas votações do Brasil?

As urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras são fundamentais para garantir a agilidade e a segurança do processo eleitoral. Desde a sua introdução, em 1996, essas máquinas revolucionaram a maneira como as eleições acontecem no Brasil, proporcionando rapidez na apuração dos votos e reduzindo as chances de fraudes.

O sistema é amplamente reconhecido e respeitado por sua confiabilidade, sendo um modelo referência para outros países. Vamos entender como funciona a urna eletrônica, explicando seus principais componentes, como ocorre a votação e a apuração, além de detalhar as medidas de segurança que garantem a integridade do processo.

Como funciona a urna eletrônica usada nas votações do Brasil

Cabine de votação da Urna Eletrônica Brasileira (Divulgação: Tribunal Regional Eleitoral)

A urna eletrônica utilizada no Brasil é um dispositivo de votação digital, projetado para facilitar e agilizar o processo eleitoral. Ao contrário dos métodos tradicionais, como a cédula de papel, a urna eletrônica permite que o eleitor registre seu voto de forma rápida e eficiente, sem o risco de erros humanos durante a contagem.

A primeira urna eletrônica foi utilizada nas eleições de 1996, e desde então, o Brasil tem aprimorado constantemente o sistema, tornando-o mais seguro e mais ágil a cada pleito.

Componentes principais da urna eletrônica

A urna eletrônica é composta por diversos componentes essenciais para seu funcionamento correto. Dentre os mais importantes estão:

  • Sistema Operacional: um sistema que permite o funcionamento, visualização e execução dos comandos virtuais do dispositivo;
  • Aplicativo de Urna: é o software, dentro do sistema operacional, que disponibiliza o programa a que as pessoas têm acesso durante o processo de votação;
  • Identificação biométrica: um leitor digital que permite a leitura, identificação, e catalogação da biometria de cada eleitor;
  • Dispositivos de segurança: para garantir a integridade do processo, as urnas eletrônicas possuem diversos sistemas de segurança, como criptografia de dados, lacres físicos e biometria. Essas medidas evitam que a urna seja manipulada ou adulterada durante o período de votação;
  • Dispositivo de armazenamento: todos os votos são armazenados em cartões de memória que ficam protegidos dentro da urna. Após o fechamento da votação, esses cartões são transportados para a apuração dos votos.
  • Tela e teclado: são, respectivamente, o monitor e o conjunto de teclas/botões que nos permitem visualizar informações e enviar comandos à urna.

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Processo de votação

O processo de votação nas urnas eletrônicas começa quando o eleitor se aproxima da cabine de votação, que é composta por uma tela, um teclado e um identificador biométrico. O eleitor registra seu voto tocando na tela sensível ao toque, onde aparecerão as opções de candidatos, partidos e coligações. Ele pode escolher o candidato digitando o número ou tocando na tela na área correspondente.

Urna eletrônica (Imagem: divulgação/TSE)
Urna eletrônica (Imagem: divulgação/TSE)

A urna eletrônica também oferece a possibilidade de voto nulo ou em branco, bastando para isso que o eleitor opte por essas alternativas na tela. Uma vez que o voto é registrado, a urna emite um “boletim de urna”, um comprovante com os dados da votação, que é guardado de forma sigilosa.

Apuração dos votos

Após o término da votação, a urna eletrônica envia os votos para a apuração. A contagem é realizada em tempo real, e os resultados podem ser divulgados rapidamente, sem a necessidade de apuração manual.

A urna gera automaticamente o total dos votos de cada candidato e partido, e as informações são transmitidas aos sistemas de apuração, onde os resultados finais são consolidados.

O sistema de apuração do Brasil permite que, logo após o encerramento da votação, a contagem dos votos seja feita com precisão e transparência. Além disso, o resultado final é divulgado quase instantaneamente, algo que seria impossível com os métodos tradicionais de apuração.

Segurança das urnas eletrônicas

Urna eletrônica eleitoral utilizada em 2020 (Divulgação: Agência Brasil)

A segurança das urnas eletrônicas é uma das maiores preocupações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao longo dos anos, o Brasil tem investido em diversas camadas de segurança para garantir que o sistema de votação seja inviolável. Algumas das principais medidas de segurança incluem:

  • Criptografia dos dados: todos os votos registrados nas urnas eletrônicas são criptografados, o que significa que, mesmo que alguém consiga acessar os dados, não será possível ler ou manipular os resultados;
  • Lacres de segurança: cada urna eletrônica é equipada com lacres físicos que impedem qualquer tentativa de acesso não autorizado ao seu interior;
  • Assinatura digital: as urnas eletrônicas possuem sistemas de assinatura digital que garantem que os dados enviados para a apuração sejam autênticos e não tenham sido alterados;
  • Auditoria pública: durante o processo eleitoral, o sistema permite a realização de auditorias públicas, nas quais técnicos e especialistas podem verificar a integridade das urnas e dos votos registrados;
  • Testes de integridade: antes de cada eleição, o sistema de urnas eletrônicas passa por rigorosos testes de integridade. Os testes são realizados de forma pública e podem ser acompanhados por qualquer cidadão, garantindo a transparência do processo.

Em resumo, as urnas eletrônicas são essenciais para o processo eleitoral brasileiro, garantindo agilidade, transparência e segurança. O funcionamento da urna eletrônica é baseado em tecnologia avançada que permite o registro do voto de forma rápida e precisa, com medidas de segurança para proteger a integridade do processo.

O sistema de votação no Brasil é constantemente auditado e atualizado, o que reforça a confiança da população na confiabilidade do sistema eleitoral.

A urna eletrônica é segura e eficaz, sendo um modelo de referência no mundo todo, e o Brasil continuará a aprimorar suas tecnologias para garantir eleições cada vez mais transparentes e seguras.

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Banco Master faz ChatGPT e Gemini perderem posto de apps mais baixados; entenda

A determinação do Banco Central (BC) para liquidação do Banco Master, nesta terça-feira (18), respingou até mesmo nos smartphones. Isso porque o aplicativo do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) fechou o dia como o app mais baixado no Brasil em iPhones e iPads.

A plataforma desbancou aplicações que, tradicionalmente, ficam no topo da lista, como ChatGPT, Gemini, AliExpress, Mercado Livre e Gov.br.

Fachada do Banco Master
Instituição financeira não pode mais operar, o que fez os investidores correrem para reaver seus ativos (Imagem: Divulgação)

A App Store não indica a quantidade de downloads de determinado aplicativo, mas dados obtidos pelo UOL junto ao Sensor Tower, que faz essa medição, apontam para uma arrancada histórica: até esta segunda-feira (18), o FGC sequer tinha índice suficiente para figurar no ranking. No mês passado, por exemplo, foram menos de cinco mil downloads em todo o mundo.

Mas, após a decisão do BC, o app desbancou ChatGPT — que possui o Brasil como segundo maior mercado — e Gemini. Respectivamente, as inteligências artificiais (IAs) foram baixadas 71 milhões e 26 milhões de vezes em outubro. Um dia antes, eles seguiam como os mais baixados no Brasil.

Gemini e ChatGPT não foram desbancados no Google

  • Já na Play Store, loja de aplicativos para Android, a situação é outra;
  • O FGC segue distante do topo da lista de mais baixados;
  • É que, historicamente, apps dessa categoria — finanças e que envolvem compras internas — costumam ser mais populares nos dispositivos Apple.
App Store da Apple
Apps financeiros são mais populares na loja de aplicativos da maçã (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

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Espera aí… FGC? Mas o que é isso?

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) nada mais é do que um mecanismo criado pelo BC que garante o pagamento, a investidores, de seus ativos, caso a instituição que as detém falir, for liquidada, etc.

Por isso, a atenção dada ao app do FGC se deu justamente pelo interesse de investidores do Banco Master que querem ser ressarcidos.

Com a decretação da liquidação da instituição, os ativos do banco ficaram indisponíveis. Sendo assim, pessoas que possuem ativos cobertos pelo FGC, como CDBs e LCIs, conseguem receber o valor das aplicações, contanto que esteja dentro do limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Captura de tela da página do FGC na Play Store
Exemplo de página do FGC na Play Store (Imagem: Reprodução)

Mas, para isso acontecer, é o investidor que deve ir atrás, baixando o FGC e realizando o cadastro. Uma vez que o BC decreta falência ou liquidação extrajudicial (como foi o caso) da instituição financeira, outras instituições informam o FGC sobre a lista de credores da financeira com problemas.

O pagamento é feito prioritariamente para pessoas e empresas com cadastro atualizado, mas não existe um prazo para isso. Apesar disso, a média estimada para que isso ocorra é de 30 dias a partir da decretação feita pelo BC. O crédito ocorre em até 48 horas na conta do credor.

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9 séries mais aguardadas de 2026

Se você é fã de maratonar boas histórias, pode começar a se preparar, pois separamos uma lista das 9 séries mais aguardadas de 2026, que promete ser um dos anos mais movimentados para o mundo das séries.

Plataformas como Netflix, Amazon Prime Video, Apple TV+ e Disney+ estão preparando estreias e continuações de produções que já conquistaram milhões de espectadores. Entre ficção científica, fantasia e super-heróis, o próximo ano deve marcar o retorno de títulos gigantes e a chegada de novos universos que podem redefinir o entretenimento em streaming.

Prepare-se para uma maratona de peso, com tramas que vão do Japão feudal à galáxia de Star Trek, passando por distopias futuristas e reinos medievais. Confira mais informações a seguir.

9 séries mais aguardadas de 2026

The Witcher – Temporada 5

Um homem e uma mulher, ambos loiros de cabelos compridos, com roupas medievais.
The Witcher (Imagem de Divulgação Netflix)

A quinta temporada de The Witcher marcará o encerramento da saga de Geralt de Rivia, Ciri e Yennefer na Netflix. Após altos e baixos ao longo das temporadas anteriores, a expectativa é que o estúdio encerre a história em grande estilo. Prevista para 2026, a nova fase deve adaptar os volumes finais da obra de Andrzej Sapkowski, oferecendo uma conclusão épica e emocional.

Os fãs aguardam também para ver como o novo intérprete de Geralt (Liam Hemsworth, que substitui Henry Cavill) consolidará o papel. Com efeitos de ponta e batalhas grandiosas, The Witcher 5 promete ser um dos títulos mais comentados do ano.

Shōgun – Temporada 2

Pôster da série Shōgun (Divulgação: Disney+)

Depois de conquistar o público e a crítica com sua primeira temporada, Shōgun retorna com ainda mais ambição. A série da FX, ambientada no Japão feudal, foi um dos maiores sucessos de 2024 e já iniciou os preparativos para sua continuação.

A segunda temporada de Shōgun está prevista para começar a ser gravada em 2026, com estreia possivelmente no final do mesmo ano.

O novo arco deve continuar explorando os conflitos de poder entre samurais, alianças políticas e temas de honra e sacrifício. A fotografia impecável e o roteiro de alto nível fazem dela uma das produções históricas mais esperadas do período.

Demolidor: Renascido – Temporada 2

Demolidor (Imagem: Marvel Studios)

O herói cego mais famoso da Marvel está de volta. Depois de um hiato e de uma recepção morna na primeira temporada, o Disney+ aposta em uma nova abordagem para Demolidor: Renascido, que chega em março de 2026. Com Charlie Cox reprisando o papel de Matt Murdock, a série promete um tom mais maduro e sombrio, explorando as consequências do vigilantismo em um universo pós-Vingadores.

A Marvel vê nessa continuação uma chance de reconectar o público que sente falta das séries do selo Netflix, como Jessica Jones e O Justiceiro.

Os Anéis do Poder – Temporada 3

O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder
Os Anéis do Poder (Divulgação: Amazon Studios)

A megaprodução inspirada no universo de O Senhor dos Anéis volta em 2026 com sua terceira temporada. A série da Amazon Prime Video investe pesado em efeitos visuais e narrativa épica, mostrando os eventos da Segunda Era da Terra-média, milhares de anos antes das aventuras de Frodo e Aragorn.

A nova fase deve aprofundar a ascensão de Sauron e o conflito que leva à criação dos anéis de poder. Com orçamentos milionários e locações grandiosas, Os Anéis do Poder 3 é uma das produções de fantasia mais caras e aguardadas do mundo, e certamente uma das séries mais aguardadas 2026.

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Silo – Temporada 3

Silo (2023) / Crédito: Apple TV+ (Reprodução)

A Apple TV+ confirmou a produção da terceira temporada de Silo, uma das distopias mais elogiadas dos últimos anos. Baseada na obra literária de Hugh Howey, a trama se passa em um futuro em que os últimos humanos vivem em gigantescos silos subterrâneos após a superfície da Terra se tornar inabitável.

A terceira temporada deve estrear no início de 2026 e promete responder às perguntas deixadas pelo final tenso da segunda. Visual impactante, roteiro sólido e atuações intensas fazem de Silo uma das apostas mais fortes da Apple no próximo ano.

Star Trek: Starfleet Academy

star trek starfleet academy
Star Trek: Starfleet Academy (Imagem: TrekMovie/Reprodução)

A franquia Star Trek ganha uma nova expansão com Starfleet Academy, série que estreia oficialmente em 15 de janeiro de 2026 no Paramount+. Ambientada no século 32, a trama acompanha um grupo de jovens cadetes treinando para se tornarem oficiais da Frota Estelar.

A produção promete mesclar o espírito clássico da franquia com temas contemporâneos como diversidade, ética e liderança. Com essa nova abordagem, a série busca conquistar tanto fãs veteranos quanto uma nova geração que se conecta ao universo de Star Trek pela primeira vez.

Crystal Lake

crystal lake, uma das séries mais aguardadas de 2026
Crystal Lake (Imagem: peacock/Divulgação)

Produzida pela A24 e pela Peacock, Crystal Lake é um spin-off de Sexta-Feira 13, e já nasce cercada de mistério. A proposta é explorar as origens de Jason Voorhees e dos eventos que transformaram o acampamento em um cenário de terror icônico.

Mesmo sem data exata confirmada, o lançamento é esperado para 2026. A expectativa é alta, especialmente entre fãs de horror psicológico e slasher, já que a A24 costuma apostar em narrativas visuais marcantes e tensas.

The Boys – Quinta Temporada

Homelander (The Boys)
Homelander (The Boys) via Sony Pictures Television/reprodução

A série mais irreverente da Prime Video retorna com sua quinta (e última) temporada em 2026. Após o sucesso estrondoso das temporadas anteriores, The Boys deve elevar ainda mais o nível da crítica social e da violência gráfica que a consagrou.

Com Homelander cada vez mais instável e o grupo dos “Rapazes” fragmentado, o novo arco promete consequências brutais.

A Knight of the Seven Kingdoms

Baseada nos contos de George R. R. Martin, A Knight of the Seven Kingdoms se passa um século antes dos eventos de Game of Thrones. Produzida pela HBO, a série acompanha as aventuras do cavaleiro Dunk e de seu escudeiro Egg, que mais tarde se tornará o rei Aegon V Targaryen.

Com estreia prevista para 2026, a produção promete resgatar a essência medieval e política que fez de Game of Thrones um fenômeno global. É uma das séries mais aguardadas de 2026 para os fãs de fantasia épica.

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Brasil demarca novos territórios indígenas e reforça iniciativa na COP30

O Brasil reforçou, nesta segunda-feira (17), o compromisso de garantir direitos territoriais de povos indígenas, afrodescendentes e comunidades tradicionais por meio da Florestas e Posse da Terra (Pledge 2.0) na COP30.

A iniciativa recebeu o apoio de 15 países, incluindo Alemanha, Noruega, Holanda, Reino Unido e mais 27 filantropias, com novo aporte de US$ 1,8 bilhão (R$ 9,5 bilhões, na conversão direta) em financiamento entre 2026 e 2030, segundo a Agência Brasil.

“Essas ações demonstram um momento político e financeiro crescente que apoia diretamente os verdadeiros guardiões e guardiãs da floresta. Como parte do nosso compromisso, o Brasil anuncia a regularização e proteção de 63 milhões de hectares de terras indígenas e quilombolas até 2030”, declarou a ministra dos Povos Indígenas Sônia Guajajara, acrescentando que o plano integra o Compromisso Intergovernamental sobre Posse da Terra da Parceria de Líderes para Florestas e Clima.

Desse total, quatro milhões de hectares são em territórios quilombolas e os outros 59 milhões são territórios distribuídos em dez territórios indígenas. A regularização pode reforçar o pagamento mínimo de 20% por serviços florestais previstos no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado pelo Brasil durante a conferência em Belém (PA).

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Demarcações podem evitar até 20% do desmatamento adicional e reduzir 26% das emissões de carbono até 2030 (Imagem: Ministério dos Povos Indígenas)

Além do financiamento, o Pledge 2.0 também garante que indígenas e quilombos tenham poder decisório sobre a utilização dos recursos, além do direito de consulta livre, prévia e informada sobre as decisões que impactem seus territórios, conforme estabelecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Brasil fazendo demarcação de terras

  • No mesmo dia, o governo federal anunciou a demarcação de dez terras indígenas em celebração ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 17 de novembro;
  • As portarias foram assinadas pelo ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski, em ação conjunta com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI);
  • Atualmente, as terras indígenas ocupam 117,4 milhões de hectares, cerca de 13,8% do território nacional (áreas que figuram entre os maiores contínuos de floresta tropical do planeta);
  • Estudos mostram que as demarcações podem evitar até 20% do desmatamento adicional e reduzir 26% das emissões de carbono até 2030;
  • Durante a COP30, lideranças indígenas defenderam que não há política climática robusta sem segurança territorial;
  • Em 2024, o governo reconheceu a posse permanente indígena de 11 territórios. Com essas novas portarias assinadas, 21 terras indígenas passaram a ser reconhecidas. Desde 2018, ano que marcou a transição do governo Michel Temer para a gestão Jair Bolsonaro, não havia demarcação.
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Atualmente, as terras indígenas ocupam 117,4 milhões de hectares, cerca de 13,8% do território nacional (Imagem: Ministério dos Povos Indígenas)

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Conheça os novos territórios

TUPINAMBÁ: Entre as cidades de Ilhéus, de Buerarema e de Uma, na Bahia, o território Tupinambá de Olivença é ocupado pelo povo de mesmo nome. A área demarcada conta com 47.374 hectares e é ocupada por 4.631 pessoas, de acordo com as últimas medições. A área tem sobreposição com o Projeto de Assentamento PA Ipiranga, na qual grande parte dos ocupantes é indígena.

Esse território foi prometido no ato de devolução do Manto dos Tupinambás, que passou 300 anos exposto em um Museu da Dinamarca e retornou ao Brasil no ano passado. O objeto raro e sagrado do povo Tupinambá foi levado à Europa em 1644 e permaneceu até julho de 2024, quando foi repatriado. O manto é uma peça com cerca de 1,20 metro de altura, por 80 centímetros de largura. Considerado uma entidade sagrada pelos Tupinambá, é confeccionado com penas de guarás, plumas de papagaios, araras-azuis e amarelas.

VISTA ALEGRE: No Amazonas, nos municípios de Careiro do Castanho e de Manaquiri, se encontram as terras indígenas Vista Alegre, habitada pelo povo Mura. A área reconhecida pela portaria conta com 13.206 hectares. Em 2008, a população indígena era de 160 pessoas. Há sobreposição parcial com o Projeto Agroextrativista Castanho, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O território também abriga 39 ocupações não indígenas.

COMEXATIBA: O município de Prado (BA), onde se localiza o território Comexatiba – (Cahy-Pequi), abriga o povo Pataxó. A área demarcada tem 28.077 hectares e é habitada por 732 indígenas. O território possui sobreposição com o Parque Nacional do Descobrimento (Unidade de Conservação Federal) e com o Projeto de Assentamento Cumuruxatiba, do Incra.

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Durante a COP30, lideranças indígenas defenderam que não há política climática robusta sem segurança territorial (Imagem: Ministério dos Povos Indígenas)

YPOI TRIUNFO: No município de Paranhos (MS), o território indígena Ypoi Triunfo foi demarcado com uma área de 19.756 hectares e abriga 869 indígenas, segundo dados da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) de 2009. A área também possui um Projeto de Assentamento habitado por 68 famílias.

SAWRE BA’PIM: Com 150.330 hectares, a terra indígena Sawre Ba’pim é lar do povo Munduruku, no município de Itaituba (PA). A localidade conta com 62 cadastros de ocupações, sendo um imóvel registrado e as demais ocupações identificadas como posse.

Além disso, há sobreposição em 78,59% com o Parque Nacional da Amazônia, Unidade de Conservação Federal de proteção integral, e com a Gleba Santa Cruz, certificada pelo Incra (5,68% da área total da Gleba). Em 2024, foi realizada a ocupação da terra ao lado.

PANKARÁ: Em Pernambuco, no município de Carnaubeira da Penha, está o território indígena Pankará da Serra do Arapuá, habitado pelo povo Pankará. A área tem 15.114 hectares e é ocupada por 4.716 indígenas.

SAMBAQUI: No município Pontal do Paraná (PR) está situada a terra indígena Sambaqui, habitada pelo povo Guarani-Mbya. O território demarcado possui 2.798 hectares, ocupado por 31 pessoas.

KA’AGUY HOVY: Na cidade da Iguape (SP), o povo Guarani-Mbya vive na terra indígena Ka’aguy Hovy, situada no Vale da Ribeira, que em conjunto com a zona litorânea paulista, abriga a maior extensão contínua ainda conservada da Mata Atlântica no Brasil. A área demarcada tem 1.950 hectares e é habitada por 90 indígenas.

O território é totalmente sobreposto à Área de Proteção Ambiental (APA) de Cananéia-Iguape-Peruíbe. Em 1998, o Vale do Ribeira recebeu o título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de Patrimônio Histórico e Ambiental da Humanidade.

PAKURIT: Habitado pelo povo Guarani-Mbya, o território indígena Pakurity, no município de Cananéia (SP), foi demarcado. A área possui 5.730 hectares e, segundo dados de 2016 da Funai, abriga 133 indígenas. O território é parcialmente sobreposto ao Parque Estadual da Ilha do Cardoso.

KA’AGUY MIRIM: Ainda no Estado de São Paulo, nos municípios de Miracatu e de Pedro Toledo, o povo Guarani-Mbya teve o território Ka’aguy Mirim demarcado. A área possui 1.190 hectares, é habitada por 70 indígenas, e está situada no Vale da Ribeira — que em conjunto com a zona litorânea paulista —, abriga a maior extensão contínua ainda conservada da Mata Atlântica no Brasil.

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Ratos gostam mesmo de queijo? O que a ciência diz sobre o mito

Você já viu aquela cena clássica: um ratinho faminto correndo até um pedaço de queijo amarelo com furinhos? Pois é, essa imagem está no imaginário popular há séculos, reforçada por desenhos animados, filmes e até embalagens de veneno. Mas, afinal: os ratos realmente gostam de queijo ou isso é só mito?

A ciência e a história trazem uma resposta surpreendente e bem mais complexa. Vamos entender o que os ratos realmente comem, de onde surgiu a associação com o queijo e quais alimentos eles realmente preferem.

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Por que associamos ratos ao queijo?

A ligação entre ratos e queijo tem mais a ver com contexto histórico do que com preferências alimentares reais desses animais.

Durante a Idade Média, quando faltavam métodos modernos de conservação, alimentos como grãos eram guardados em potes selados, enquanto queijos ficavam expostos em prateleiras ou adegas. Isso tornava o queijo um alvo fácil para ratos e camundongos, que se alimentavam do que estivesse disponível. Não porque amavam queijo, mas porque era o mais acessível na época.

Nesta ilustração medieval atribuída a Hildebert (século XII), vemos um rato faminto roubando a comida do escriba – supostamente um pedaço de queijo. Imagem: Reprodução

Essa cena cotidiana acabou se cristalizando na cultura. Um queijo triangular com buracos é visualmente icônico, fácil de representar e lembrar. Daí nasceu o estereótipo do rato comendo queijo, reforçado por desenho animado após desenho animado. Mas a ciência prova: a preferência dos ratos é bem diferente.

Fontes como a LiveScience e o HowStuffWorks confirmam que a associação é essencialmente cultural e não comportamental. Testes mostraram que alimentos como manteiga de amendoim, cereais ou frutas são muito mais atrativos para ratos do que queijo.

O que a ciência diz sobre ratos e laticínios?

Outro ponto pouco conhecido: ratos adultos tendem a ser intolerantes à lactose. Estudos publicados no British Journal of Nutrition indicam que a atividade da enzima lactase (responsável pela digestão da lactose) cai drasticamente após o desmame nos ratos. Ou seja, ratos adultos são considerados lactase-deficientes, o que compromete a digestão do leite e seus derivados.

Isso não significa necessariamente que um rato vá “passar mal” ao comer queijo, já que queijos maturados têm menos lactose. Mas evidencia que o queijo não é o alimento ideal para eles, muito menos o favorito.

Cena de Ratatouille, animação da Pixar em que um rato é apaixonado por comida, especialmente queijo
Cena de Ratatouille, animação da Pixar em que um rato é apaixonado por comida, especialmente queijo. Imagem: Pixar / Divulgação

Então por que o mito persiste? Porque ele é visualmente forte, fácil de entender e se perpetuou na mídia. Em um mundo de símbolos, poucas imagens são tão eficazes quanto um ratinho com um queijo.

Ou seja, ratos podem comer queijo, mas não o preferem. Eles são oportunistas, comem o que estiver disponível e gostam mais de alimentos ricos em carboidratos e açúcares. A ligação com o queijo é, basicamente, um legado histórico e cultural, mas sem base científica sólida.

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10 filmes independentes para assistir online no streaming

Muito além das produções convencionais, as obras independentes são uma verdadeira fonte de universos criativos. Isso porque os cineastas ganham maior autonomia na telinha, e conseguem, dessa forma, dar asas à imaginação de fato. Sobretudo, a partir dessa liberdade já foram produzidos grandes sucessos, e sabe o que é melhor? Alguns desses filmes independentes estão disponíveis para assistir no streaming.

Nessa lista, reunimos as melhores opções para você se surpreender com histórias que você nunca viu antes. Então, prepare-se para se emocionar, sorrir e vibrar com 10 filmes incríveis do cinema sem sair de casa. Confira!

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Filmes independentes: 10 opções para você maratonar online

1- Maudie: Sua Vida e Sua Arte (2016)

Uma mulher de cabelos curtos usa pincel em uma das mãos para pintar algo sobre a mesa.
Maudie: Sua Vida e Sua Arte/Imagem de divulgação Mongrel Media

Sem sombra de dúvidas esse é o filme independente mais encantador dos últimos tempos. “Maudie: Sua Vida e Sua Arte” foi produzido pela Mongrel Media e dirigido por Aisling Walsh, que transforma a vida da artista canadense Maud Lewis em uma obra delicada e inspiradora.

Com atuações marcantes de Sally Hawkins como Maud e Ethan Hawke como Everett, o longa narra a jornada de uma mulher com artrite reumatoide que, apesar das limitações físicas e emocionais, encontra na pintura uma forma de expressão e liberdade, conquistando reconhecimento com suas paisagens coloridas e ingênuas. Com certeza essa joia cinematográfica vale cada minuto da sua atenção.

  • Onde assistir: Prime Video e YouTube (comprar ou alugar).

2- Que Horas Ela Volta? (2015)

Mulher sorrindo com jovem deitado em seu colo, ela faz carícias no cabelo dele.
Que Horas Ela Volta? é um filme independente com a atriz Regina Casé/Imagem de divulgação Pandora Filmes

O brasileiríssimo “Que Horas Ela Volta?” retrata com sensibilidade e crítica social a história de Val (Regina Casé), uma empregada doméstica que trabalha há anos para uma família de classe média alta em São Paulo, enquanto tenta reconstruir o vínculo com sua filha Jéssica, que chega à cidade para prestar vestibular.

A chegada da jovem desafia as regras silenciosas da casa e expõe as tensões entre afeto, hierarquia e desigualdade. Produzido por Gullane Filmes e África Filmes, o longa foi dirigido por Anna Muylaert e conquistou reconhecimento internacional, sendo pré-indicado para representar o Brasil no Oscar.

  • Onde assistir: Netflix, Prime Video e Globoplay.

3- Close (2022)

Dois adolescentes correm sorridentes em meio a uma plantação com flores rosas ao fundo.
Close é um filme independente de grande sucesso/Imagem de divulgação Netflix

“Close” é um drama belga emocionante, dirigido por Lukas Dhont, que com sua delicadeza e profundidade tocou em temas que permeiam um alerta sobre a saúde emocional a juventude.

O filme conta a intensa amizade entre dois adolescentes, Léo e Rémi, que se vê abalada pela pressão social e pela descoberta da identidade. Com atuações sensíveis de Eden Dambrine, Gustav De Waele, Émilie Dequenne e Léa Drucker, a obra mergulha nas nuances da masculinidade, do luto e da desconstrução emocional.

Estreou no Festival de Cannes em 2022, onde venceu o Grand Prix, e foi produzido por Menuet Producties, Diaphana Films, Topkapi Films e Versus Production, sem o envolvimento de grandes estúdios. Sua estética contemplativa e narrativa íntima são marcas da produção autoral, que conquistou indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro.

  • Onde assistir: Netflix e Prime Video.

4- Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016)

Silhueta de menino negro em meio a um tom escuro de imagem, no fundo paisagem de praia.
Moonlight venceu o Oscar de Melhor Filme/Imagem divulgação Prime Video

Dirigido por Barry Jenkins, “Moonlight: Sob a Luz do Luar” é um drama independente produzido pela A24, que acompanha três fases da vida de Chiron, um jovem negro em busca de identidade, afeto e pertencimento em meio à violência e à marginalização.

Com atuações marcantes de Trevante Rhodes, Ashton Sanders, Alex R. Hibbert, Mahershala Ali e Naomie Harris, o filme se destaca pela narrativa sensível e estética poética. Por ter sido realizado com orçamento modesto, fora dos grandes estúdios, e priorizar temas sociais e intimistas, “Moonlight” é considerado um filme independente, e ainda assim venceu o Oscar de Melhor Filme.

  • Onde assistir: Prime Video e Apple TV.

5- A garota ideal (2007)

Homem com sorriso de boca fechada, com flores rosas de cor amarela em fundo cor de rosa.
A garota ideal foi estrelada por Ryan Gosling/Imagem divulgação Apple TV

Imagine ser apaixonado por uma boneca, e ainda apresentar ela pra sua família. Esse é o enredo dramático e um pouco engraçado desse filme independente. Dirigido por Craig Gillespie, “A Garota Ideal” (original: “Lars and the Real Girl”) é uma comédia dramática estrelada por Ryan Gosling, Emily Mortimer, Paul Schneider e Patricia Clarkson, que conta a história de Lars, um jovem tímido e solitário que surpreende sua comunidade ao apresentar Bianca, uma boneca realista que ele trata como sua namorada.

No entanto, com ternura e respeito, os moradores decidem embarcar na fantasia de Lars, revelando uma trama sobre empatia, saúde mental e os laços que sustentam uma comunidade. Produzido pela Sidney Kimmel Entertainment, o filme está disponível para assistir online.

  • Onde assistir: Prime Video e Apple TV.

6- Quem quer ser um milionário (2008)

Menino participando de programa de Tv de perguntas e respostas, esta sentado na frente do apresentador
O filme Quem quer ser um milionário ganhou 8 Oscars/Imagem Reprodução Simone Cordeiro (Olhar Digital) Globoplay

Se você quer vibrar com uma história de tirar o fôlego, essa dica de filme independente para assistir no streaming é pra você. Isso porque “Quem Quer Ser um Milionário?” (original: “Slumdog Millionaire“) é um drama vibrante que acompanha Jamal Malik, um jovem órfão de Mumbai que surpreende a todos ao chegar à pergunta final do famoso programa de TV.

Com atuações de Dev Patel, Freida Pinto, Anil Kapoor e Irrfan Khan, o filme mistura romance, crítica social e suspense, revelando como cada etapa da vida de Jamal o preparou para aquele momento. Dirigido por Danny Boyle, com a produção do Celador Films e Film4 Productions, o longa conquistou o mundo com sua narrativa envolvente e trilha sonora marcante, vencendo 8 Oscars, incluindo Melhor Filme.

  • Onde assistir: Prime Video.

7- Saudade Fez Morada Aqui Dentro (2022)

Dois meninos de bermuda e sem camisa, sentados em cima de um muro de uma casa no nordeste
Saudade Fez Morada Aqui Dentro é um filme brasileiro/Imagem Divulgação Plano 3 filmes

Agora se você quer ver uma história tocante e com a beleza que é enxergar na escuridão o brilho de uma nova vida, essa dica vai te conquistar.  Isso porque o filme “Saudade Fez Morada Aqui Dentro” é um drama brasileiro que acompanha Bruno, um adolescente de 15 anos do sertão baiano que enfrenta o diagnóstico de uma doença degenerativa que o deixará cego.

Com elenco formado por atores não profissionais como Bruno Jeferson, Ronnaldy Gomes, Terena França e Wilma Macêdo, o filme transforma a dor em poesia ao retratar a adolescência, a descoberta e a força da comunidade. Produzido pelo coletivo baiano Plano 3 Filmes e dirigido por Haroldo Borges, o longa foi premiado em festivais como Mar del Plata, Festival do Rio e Mostra de Cinema de Gostoso.

  • Onde assistir: Netflix.

8- Casamento Grego (2002)

Um casal sorrindo dentro de um carro após o casamento
O casamento Grego fez tanto sucesso que já produziu mais dois filmes com a continuidade da hsitória/Imagem de divulgação

Com uma mistura deliciosa de comédia romântica e choque cultural, “Casamento Grego” (original: “My Big Fat Greek Wedding“) é um filme que conquistou o mundo com seu charme e autenticidade. Lançado em 2002, o longa é estrelado por Nia Vardalos, que também assina o roteiro, ao lado de John Corbett, Michael Constantine, Lainie Kazan e Andrea Martin.

A trama gira em torno de Toula Portokalos, uma mulher grega-americana que desafia as expectativas da família ao se apaixonar por um homem não grego, desencadeando uma série de situações hilárias e emocionantes. Produzido por Gold Circle Films e dirigido por Joel Zwick, o filme se tornou um fenômeno de bilheteria e um clássico do cinema independente.

  • Onde assistir: Prime vídeo e YouTube.

9- A Bruxa (2015)

menina loira com pinta na teste em meio a uma luz que reflete em seu rosto no escuro
A Bruxa é um filme da produtora A24/Imagem divulgação A24

Agora se é uma opção de filme de terror independente que você quer, esse com toda certeza vai te surpreender. Com atmosfera sombria e tensão crescente, “A Bruxa” (original: “The Witch”) é um terror psicológico, dirigido por Robert Eggers e produzido por Parts & Labor, RT Features e A24.

Ambientado na Nova Inglaterra do século XVII, o filme acompanha uma família puritana que, após ser banida da colônia onde vivia, se instala à beira de uma floresta misteriosa, onde forças obscuras começam a agir.

Estrelado por Anya Taylor-Joy, em sua estreia no cinema, ao lado de Ralph Ineson, Kate Dickie e Harvey Scrimshaw, o longa se destaca pela linguagem arcaica, fotografia naturalista e uma narrativa inquietante que explora fé, paranoia e repressão.

  • Onde assistir: Prime Video e Apple TV.

10- O som ao redor (2013)

uma mulher e um homem estão conversando em frente a uma piscina vazia
O som ao redor é um filme de CinemaScópio Produções/Imagem de divulgação

O filme brasileiro “O som ao redor” é um drama que observa a vida de moradores de um bairro de classe média no Recife, onde a chegada de uma empresa de segurança privada altera silenciosamente as relações de poder, medo e memória.

Com elenco formado por Irma Brown, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings, W.J. Solha e Yuri Rosales, o filme constrói tensão a partir dos sons do cotidiano, desde portões, passos e até conversas, revelando camadas sociais e históricas que permeiam o espaço urbano. Produzido por CinemaScópio Produções e dirigido por Kleber Mendonça Filho, a obra foi aclamada internacionalmente.

  • Onde assistir: Globoplay (Telecine) e Prime Video.

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8 filmes com crossover de personagens famosos e onde assisti-los online

Para quem não sabe, crossover é um conceito narrativo em que personagens, cenários ou elementos de diferentes obras se encontram dentro de uma mesma história. Um exemplo é o filme de animação de 1987 que promove o encontro de “Os Jetsons” e “Os Flintstones“.

Esse recurso permite que universos distintos, que normalmente não interagiriam, se encontrem, criando situações inéditas, inusitadas e atraentes para os fãs.

No cinema, há alguns filmes interessantes que apresentaram crossovers de personagens super conhecidos. A seguir, listamos 8 filmes com crossovers disponíveis para assistir nos serviços de streaming.

O Chamado vs. O Grito (2016)

Sadako vs. Kayako
Sadako vs. Kayako (2016) / Crédito: PKDN Films (divulgação)

Este filme japonês reúne duas franquias de terror do país que fizeram sucesso internacional: “O Chamado” e “O Grito”.

O título original é “Sadako vs. Kayako”, referindo-se às duas entidades símbolo de cada franquia.

Na trama, após assistirem a uma fita amaldiçoada, duas jovens passam a ser perseguidas por Sadako (conhecida no Brasil como Samara) e buscam ajuda para quebrar a maldição. O plano acaba envolvendo a casa de Kayako, onde as duas entidades se enfrentam.

  • Onde assistir:
    • Mercado Play (grátis);
    • NetMovies (grátis);
    • Pluto TV (grátis);
    • Looke.

Pânico no Lago: Projeto Anaconda (2015)

panico no lago anaconda
Lake Placid vs. Anaconda (2015) / Crédito: Destination Films, UFO International (divulgação)

Este filme de terror une as franquias “Anaconda” e “Pânico no Lago”, mostrando crocodilos e cobras gigantes matando humanos e se enfrentando.

Na trama, após cientistas cruzarem o sangue de um crocodilo gigante com o de uma anaconda para criar um soro, as criaturas escapam e passam a atacar a todos.

  • Onde assistir: Telecine.

Freddy vs. Jason (2003)

freddy jason
Freddy vs. Jason (2013) / Crédito: New Line Cinema (divulgação)

Um crossover entre as duas franquias de slasher mais conhecidas do cinema, “Freddy vs. Jason” reúne os icônicos antagonistas de “A Hora do Pesadelo” e “Sexta-Feira 13” em um embate épico.

Na trama, os moradores de Springwood tentam impedir os pesadelos com Freddy Krueger ao suprimir os sonhos. Enfraquecido, Freddy decide ressuscitar Jason Voorhees para espalhar medo e recuperar seus poderes. 

Porém, o plano sai do controle quando Jason percebe que está sendo usado. O elenco conta com Monica Keena, Kelly Rowland e Robert Englund.

  • Onde assistir: HBO Max.

Alien vs. Predador (2004)

Alien vs. Predator
Alien vs. Predator (2004) / Crédito: 20th Century Fox (divulgação)

O crossover entre os personagens Alien e Predador surgiu em uma revista em quadrinhos de 1989. Depois disso, também foram lançados alguns jogos de videogame a partir dos anos 90 que uniam as duas franquias de filmes.

Contudo, uma reunião dos dois em um filme aconteceu pela primeira vez em 2004, sob a direção de Paul W. S. Anderson. Na trama, os Yautja (Predador) têm uma antiga tradição de caçar os Xenomorphs (Alien). No entanto, cientistas humanos acabam envolvidos na disputa ao explorarem uma pirâmide na Antártida. O longa ganhou uma sequência em 2007.

  • Onde assistir: Disney+.

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Godzilla vs. Kong (2021)

Godzilla vs. Kong
Godzilla vs. Kong (2021) / Crédito: Warner Bros. Pictures, Toho-Towa (divulgação)

Este é o quarto filme da franquia MonsterVerse, que construiu o encontro entre esses dois titãs após filmes solo de cada um.

Na trama, Kong é retirado da Ilha da Caveira por uma organização para encontrar uma fonte de energia na misteriosa Terra Oca. No entanto, a sua jornada desperta a fúria de Godzilla.

O elenco traz nomes como Alexander Skarsgård, Millie Bobby Brown e Rebecca Hall. A direção é de Adam Wingard.

  • Onde assistir:
    • Netflix;
    • HBO Max.

Uma Cilada para Roger Rabbit (1988)

roger rabbit
Who Framed Roger Rabbit (1988) / Crédito: Buena Vista Pictures Distribution (divulgação)

Além de impressionar com sua mistura de animação e live-action, “Uma Cilada para Roger Rabbit” apresenta crossovers com vários dos personagens mais famosos dos desenhos animados.

Entre alguns deles estão Pernalonga e os Looney Tunes, Mickey Mouse e seus amigos, Pica-Pau e Droopy.

Dirigido por Robert Zemeckis, o filme é ambientado em um mundo onde desenhos e humanos coexistem. Na trama, um detetive particular (Bob Hoskins), que odeia os desenhos animados, deve ajudar o coelho Roger, acusado de assassinato.

  • Onde assistir: Disney+.

Batman vs As Tartarugas Ninjas (2019)

Batman vs. Teenage Mutant Ninja Turtles
Batman vs. Teenage Mutant Ninja Turtles (2019) / Crédito: Warner Bros. Home Entertainment (divulgação)

Como o título indica, este filme animado reúne o Homem-Morcego com Michelangelo, Rafael, Donatello e Leonardo.

Na trama, Batman se une às Tartarugas Ninja para enfrentar Destruidor e Ra’s al Ghul, que planejam espalhar um mutagênico sobre Gotham e transformar seus habitantes em monstros.

  • Onde assistir: HBO Max.

Diretamente de Lugar Nenhum: Scooby-Doo! Encontra Coragem o Cão Covarde (2021)

scooby doo e coragem cão covarde
Straight Outta Nowhere: Scooby-Doo! Meets Courage the Cowardly Dog (2021) / Crédito: Warner Bros. Home Entertainment (divulgação)

Os dois cachorros mais icônicos dos desenhos animados se encontram em “Diretamente de Lugar Nenhum: Scooby-Doo! Encontra Coragem, o Cão Covarde”.

Na trama, Scooby-Doo e sua turma chegam à cidade de Lugar Nenhum e se unem a Coragem para investigar ataques de cigarras gigantes.

  • Onde assistir: HBO Max.

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Compacto, elétrico e conectado: conheça o NIUMM da Niu Tech

A Niu Tech apresentou seu microcarro elétrico NIUMM, projetado para dois ocupantes, com foco em praticidade e mobilidade urbana. O veículo compacto oferece autonomia de até 70 km com duas baterias, podendo ser expandida para viagens mais longas com até quatro unidades.

O modelo foi exibido no EICMA 2025, em Milão, na Itália, destacando recursos como ar-condicionado opcional, teto solar, porta-malas dianteiro e painel digital, mostrando que conforto e eficiência podem andar juntos em pequenos EVs.

O NIUMM, microcarro elétrico da Niu Tech, transporta duas pessoas com até 70 km de autonomia, expansível para viagens mais longas.
O NIUMM, microcarro elétrico da Niu Tech, transporta duas pessoas com até 70 km de autonomia, expansível para viagens mais longas. Imagem: Divulgação/NIU

Compacto, seguro e eficiente

O NIUMM é classificado como quadriciclo L6e, com motor de 10 kW e velocidade máxima de 45 km/h, ideal para deslocamentos curtos. O veículo possui quatro rodas de 12 polegadas, capô curto e faróis de LED em faixa, garantindo boa visibilidade mesmo em dias de chuva.

O modelo compartilha motor e baterias das scooters da série NQi da NIU, facilitando a adaptação para quem já possui uma scooter. Para trajetos mais longos, o NIUMM permite a instalação de duas baterias adicionais, aumentando quase o dobro da autonomia padrão.

Entre os destaques:

  • Capacidade para duas a quatro baterias removíveis;
  • Porta-malas dianteiro de 26 litros;
  • Painel digital colorido de 5 polegadas mostrando velocidade, modo de condução e carga restante;
  • Conectividade via aplicativo para GPS em tempo real, alertas antifurto e controle remoto;
  • Recursos opcionais como ar-condicionado e teto solar;
  • Preço estimado: €8 .000 / US$ 9.250 / R$ 50.000.
Painel digital colorido de 5 polegadas mostrando velocidade, modo de condução e carga restante;
Painel digital colorido de 5 polegadas mostrando velocidade, modo de condução e carga restante. Imagem: Divulgação/NIU

Nicho urbano e praticidade

Os veículos L6e são ideais para cidades densas, comenta a Electrek. Pesam até 425 kg (sem baterias) e podem ser conduzidos com carteira de ciclomotor em muitos países. Modelos como Citroën Ami, Renault Twizy, Microlino e Eli Zero já demonstraram que há demanda real por soluções ultracompactas, seguras e práticas para trajetos curtos.

O NIUMM promete ser acessível, fácil de estacionar e uma alternativa prática aos carros convencionais, especialmente para jovens, idosos e moradores de grandes centros. Segundo Sieghart Michielsen, diretor internacional da NIU, o NIUMM está finalizando testes de homologação, etapa final antes do lançamento comercial.

Conectividade via aplicativo para GPS em tempo real, alertas antifurto e controle remoto
Conectividade via aplicativo para GPS em tempo real, alertas antifurto e controle remoto. Imagem: Divulgação/NIU

Conectividade, conforto e sustentabilidade

Além da praticidade, o NIUMM foi pensado para todas as condições climáticas, com desembaçador de vidros e limpador único, mantendo a visibilidade perfeita. O aplicativo permite monitoramento remoto, GPS em tempo real e alertas antifurto.

Leia mais:

Com isso, a Niu Tech alia eficiência, segurança e sustentabilidade em um microcarro urbano. O NIUMM reforça a tendência de veículos elétricos compactos, conectados e econômicos, que podem transformar a mobilidade urbana e reduzir custos e impactos ambientais.

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