10 detalhes para entender a série Tremembé, do Prime Video

A série “Tremembé”, lançada pelo Prime Video adentra em um dos ambientes mais controversos e midiáticos do sistema prisional brasileiro: a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo. A produção mistura drama, crime e jornalismo investigativo para revisitar os bastidores de crimes que chocaram o país.

Mais do que recontar casos conhecidos, “Tremembé” propõe uma reflexão sobre o encarceramento, a mídia e a linha tênue entre realidade e ficção. 

A seguir, confira 10 detalhes que ajudam a entender a série e seus bastidores.

A prisão de Tremembé é real, e famosa por abrigar criminosos “de destaque”

Penitenciária II de Tremembé
Penitenciária II de Tremembé / Crédito: Wikimedia

A Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, conhecida como Tremembé II, existe de fato. Construída em 1948, a unidade passou a receber “presos especiais” em 2002, após uma rebelião. Lá estão (ou já estiveram) nomes como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, Roger Abdelmassih e Alexandre Nardoni, todos retratados na série. 

O local é conhecido por não abrigar membros de facções criminosas, mas sim detentos envolvidos em casos de grande repercussão nacional.

A série é inspirada em livros-reportagem de Ulisses Campbell

Livros publicados por Ulisses Campbell / Crédito: Editora Matrix (reprodução)

O jornalista Ulisses Campbell, autor dos livros “Suzane: Assassina e Manipuladora” e “Elize: A Mulher que Esquartejou o Marido”, também assina o roteiro da produção. A narrativa de Tremembé se baseia em suas investigações, que incluem autos processuais, entrevistas e documentos inéditos. 

A direção é de Vera Egito, conhecida por “Amores Urbanos” e “As Boas Maneiras”. Ela também atua como showrunner da série.

A abordagem de Tremembé

Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

Em entrevista à CNN, o roteirista Ulisses Campbell explicou que Tremembé apresenta uma abordagem diferenciada do gênero true crime

Ao contrário de outras produções, a série foca menos nos crimes em si e mais em suas consequências e desdobramentos, explorando o que acontece com os condenados após a sentença.

Tremembé mostra o funcionamento da prisão

Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

A série retrata de forma detalhada o cotidiano da penitenciária: celas que comportam até oito presos, oficinas de trabalho, aulas de teatro e atividades usadas para remição de pena. 

Também mostra como os presos famosos convivem sob regras específicas e vigilância constante, longe da superlotação típica de outros presídios.

Elenco recria figuras reais, com Marina Ruy Barbosa no papel de Suzane von Richthofen

Personagens da série
Personagens da série Tremembé – Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video

A escolha de Marina Ruy Barbosa para interpretar Suzane von Richthofen foi uma das mais comentadas da produção, e marcou seu primeiro papel após o fim do contrato de 20 anos com a Globo. A atriz enfrentou comparações inevitáveis com Carla Diaz, que viveu a personagem na trilogia “A Menina que Matou os Pais”.

Além de Marina, “Tremembé” traz um elenco que recria com realismo figuras conhecidas de casos criminais: Bianca Comparato interpreta Anna Carolina Jatobá, Lucas Oradovschi vive Alexandre Nardoni, Felipe Simas e Kelner Macêdo dão vida aos irmãos Cravinhos, e Anselmo Vasconcelos interpreta Roger Abdelmassih.

Elize Matsunaga e “Sandrão” ganham destaque

Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

Carol Garcia interpreta Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido. Sua performance chamou atenção pela complexidade e pelas cenas intensas ao lado de Letícia Rodrigues, que vive Sandra Regina, a “Sandrão”. 

A personagem é inspirada em relatos sobre uma detenta que teria se envolvido em um triângulo amoroso com Elize e Suzane, um dos pontos mais comentados e polêmicos da série.

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A série recria a entrevista de Suzane com Gugu Liberato

Entrevista do Gugu e a sua reprodução na série/ Crédito: Record e Tremembé (Amazon Prime Video)/ (reprodução/divulgação)

Um dos momentos mais impactantes é a reconstituição da famosa entrevista de Suzane ao Domingo Espetacular, conduzida por Gugu Liberato. O ator Paulo Vilhena interpreta o apresentador.

O episódio marca o momento em que Suzane tenta se redimir diante das câmeras, enquanto o público questiona suas intenções.

Bastidores e polêmicas com os envolvidos reais

Tremembé / Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

Após o lançamento, o ex-detento Cristian Cravinhos, um dos condenados pelo caso Richthofen, criticou a série nas redes sociais, afirmando que havia “muita mentira”. Em resposta, o roteirista Ulisses Campbell divulgou documentos e objetos que comprovariam a veracidade de certos episódios, como cartas trocadas na prisão e provas de relacionamentos entre presos. 

O embate entre ficção e realidade reacendeu o debate sobre até onde o entretenimento pode ir ao retratar crimes reais.

Criminosos receberam dinheiro pela série?

mariana ruy barbosa
Tremembé / Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

Em geral, criminosos não recebem dinheiro por produções baseadas em seus crimes. A lei brasileira proíbe o enriquecimento com o proveito do crime, e qualquer pagamento pode ser confiscado e revertido ao Estado ou às vítimas.

A liberdade de expressão artística permite esse tipo de obra, mas impede que o criminoso lucre com sua própria história criminal.

Famosos que não aparecem na série

Robinho em Tremembé
Robinho em Tremembé / Crédito: Conselho Comunidade de Taubate (reprodução)

A série concentra-se em casos icônicos como os de Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, mas vários outros “famosos” que passaram pelo presídio ficaram de fora da produção.

Entre os notáveis ausentes estão:

  • Robinho – ex-jogador condenado por estupro;
  • Ronnie Lessa – acusado do assassinato de Marielle Franco;
  • Maníaco do Parque – condenado por uma série de assassinatos;
  • Thiago Brennand – empresário condenado por estupro;
  • Edinho, filho de Pelé – condenado por lavagem de dinheiro.

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Canetas emagrecedoras vão ficar mais baratas nos EUA

As farmacêuticas Eli Lilly e Novo Nordisk fecharam um acordo com o governo estadunidense nesta quinta-feira (6) para reduzir o preço de canetas emagrecedoras nos EUA. A medida impacta os medicamentos Zepbound e o Wegovy. No Brasil, apenas o Wegovy tem liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas não se sabe se o acordo impactará os preços também por aqui.

Isso porque a negociação foca nos beneficiários do Medicare e Medicaid em tratamento para obesidade, uma decisão inédita no país. A cobertura inclui uma nova versão dos chamados medicamentos GLP-1, disponíveis a partir de 2026. As doses também serão vendidas em um site que o governo Donald Trump lançará em janeiro, chamado TrumpRx.gov

A nova linha custará US$ 149 (R$ 797) por mês para todos que os receberem pelo Medicare, Medicaid ou TrumpRx, segundo a CNBC. Certos pacientes do Medicare pagarão uma coparticipação de US$ 50 por mês para ter acesso aos remédios. As injeções já existentes custarão US$ 350 (R$ 1,8 mil) por mês no TrumpRX, mas “diminuirão gradualmente” para US$ 245 (R$ 1,3 mil) por mês ao longo de um período de dois anos.

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Cobertura inclui uma nova versão dos chamados medicamentos GLP-1 (Imagem: Carolina Rudah/iStock)

Tanto o Medicare quanto o Medicaid são programas de saúde, mas com públicos distintos. O Medicare atende pessoas com 65 anos ou mais, além de adultos com deficiências e doenças específicas, mediante co-pagamentos e franquias. Já o Medicaid é financiado pelo governo federal em conjunto com os estados para atender famílias de baixa renda, com serviços a valores baixos.

Canetas emagrecedoras: público-alvo

Nas próximas semanas, o governo estadunidense vai criar um programa-piloto para distribuir as canetas aos cerca de 10% dos beneficiários elegíveis para receber GLP-1. Os pacientes serão divididos em três grupos

  • Aqueles com sobrepeso, com índice de massa corporal superior a 27 ou com pré-diabetes ou doença cardiovascular estabelecida;
  • Pessoas com obesidade – com IMC superior a 30 – e hipertensão não controlada, doença renal ou insuficiência cardíaca;
  • Pacientes com obesidade grave, ou seja, qualquer pessoa com IMC superior a 35.
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Governo estadunidense vai criar um programa piloto para distribuir os medicamentos (Imagem: grinvalds/iStock)

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Ganha-ganha

Recentemente, o governo Trump também anunciou acordos com a Pfizer, AstraZeneca e a EMD Serono para vender determinados remédios com descontos em troca de isenções de tarifas farmacêuticas. Eli Lilly e Novo Nordisk também se comprometeram a garantir preços mais baixos para o mercado interno em todos os novos produtos das empresas.

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Tanto o Medicare quanto o Medicaid são programas de saúde, mas com públicos distintos (Imagem: Jacob Wackerhausen/iStock)

Essa não é a primeira vez que a Casa Branca conduz um programa de tratamento de obesidade e diabetes pelo Medicare. O ex-presidente Joe Biden propôs uma regra no final de seu mandato que poderia atender 3,4 milhões de beneficiários, mas a proposta não avançou após o Congresso indicar que a cobertura custar US$ 35 bilhões (R$ 187 bilhões) ao longo de nove anos aos contribuintes.

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Como sobrevivem micróbios em ambientes extremos? Estudo responde

O fundo do oceano guarda diversas formas de vida mesmo sob condições extremas, como alta pressão e salinidade, além de valores extremos de pH e disponibilidade limitada de nutrientes — o que tem intrigado a comunidade científica há anos. E um novo estudo da Universidade de Bremen (Alemanha) pode ajudar a compreender um pouco mais a dinâmica dos limites da vida nas profundezas do mar.

Uma equipe do Departamento de Geociências da instituição realizou análises de biomarcadores lipídicos para decifrar as estratégias de sobrevivência microbiana em dois vulcões de lama recém-descobertos com valores de pH muito elevados. O artigo foi publicado na revista científica Communications Earth & Environment.

O alto valor de pH de 12 é especialmente desafiador para a vida em águas profundas; este é um dos índices mais altos já conhecidos em ecossistemas. Para detectar qualquer sinal de vida, os pesquisadores tiveram que recorrer a métodos especiais de análise de traços. Nessa situação, a detecção de DNA pode ser ineficaz quando há um número reduzido de células vivas.

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Lama serpentinítica azul proveniente de um vulcão de lama (Imagem: Divulgação/MARUM)

“Mas conseguimos detectar gorduras“, afirma o primeiro autor Palash Kumawat, atualmente doutorando no Departamento de Geociências. “Com a ajuda desses biomarcadores, pudemos obter informações sobre as estratégias de sobrevivência de micróbios que metabolizam metano e sulfato nesse ambiente extremo.”

A descoberta

  • Comunidades microbianas metabolizam carbono nas profundezas do oceano, contribuindo assim para o ciclo global do carbono;
  • No entanto, as comunidades descritas pela equipe na publicação obtêm sua energia de minerais presentes nas rochas e de gases, como dióxido de carbono e hidrogênio, para produzir metano, por exemplo, um importante gás de efeito estufa. Inicialmente, esses processos ocorrem independentemente do oceano acima;
  • Os lipídios também fornecem pistas sobre a idade dos microrganismos. Se as biomoléculas celulares estiverem intactas, representam uma comunidade viva ou recentemente extinta. Se não estiverem intactas, são geomoléculas, o que significa que são comunidades fósseis do passado;
  • A combinação de isótopos e biomarcadores lipídicos indica que múltiplas comunidades microbianas vivem atualmente nesse habitat inóspito e já viveram ali no passado;
  • Essa distinção é particularmente útil para trabalhos em áreas com biomassa extremamente baixa e deficiência de nutrientes.
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Fundo do oceano está a uma profundidade média de 3.,7 mil metros (Imagem: Johan Holmdahl/iStock)

“O que é fascinante nessas descobertas é que a vida sob essas condições extremas, como pH elevado e baixas concentrações de carbono orgânico, é possível. Até agora, a presença de microrganismos produtores de metano nesse sistema era presumida, mas não podia ser confirmada diretamente”, disse a Dra. Florence Schubotz, coautora do estudo.

“Além disso, é simplesmente empolgante obter informações sobre um habitat microbiano como esse, porque suspeitamos que a vida primordial possa ter se originado justamente em locais assim”, acrescentou a geoquímica do Centro de Ciências Ambientais Marinhas da Universidade de Bremen (MARUM).

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Mistério em ambientes extremos

O fundo do oceano, que constitui 71% da superfície sólida da Terra, está a uma profundidade média de 3,7 mil metros abaixo da superfície do mar. Até o momento, apenas uma pequena fração do fundo do oceano foi investigada cientificamente. As amostras para este estudo foram coletadas durante uma expedição realizada em 2022 em vulcões de lama até então desconhecidos do antearco das Marianas, no Oceano Pacífico.

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Expedição foi realizada na região do ponto mais profundo dos oceanos (Imagem: La Terase/Shutterstock)

Essas formações geológicas liberam lama, gases (principalmente dióxido de carbono e metano) e, em algumas situações, água quente — e não lava e cinzas. O formato é semelhante a um vulcão comum, de cone e cratera, mas o material expelido não envolve magma.

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8 curiosidades sobre o WALL-E, filme de animação da Pixar

Desde seu lançamento em 2008, “WALL-E” se tornou um dos filmes mais emblemáticos da Pixar, conquistando público e crítica com sua história que mistura romance, aventura e reflexão ambiental. A animação se destaca por quase não usar diálogos humanos, confiando em gestos, expressões e sons mecânicos dos robôs para contar a história.

Além disso, “WALL-E” apresenta uma forte mensagem ecológica, mostrando um futuro em que a Terra foi abandonada pela humanidade devido à poluição e ao consumo desenfreado.

Cada detalhe da paisagem destruída, do lixo acumulado e da vegetação escassa foi planejado, criando um alerta sutil, mas impactante, sobre a importância de cuidarmos do planeta. Assim, o filme consegue equilibrar entretenimento, romance e crítica social.

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Se você é fã da Pixar ou quer descobrir mais sobre os bastidores desta obra-prima, confira abaixo 8 curiosidades sobre “WALL-E” que reunimos, para que você saiba de detalhes que tornam o filme ainda mais especial!

A imagem mostra o robô Wall-E, conhecido do filme da Pixar, com olhos grandes e redondos, que lembram binóculos. Ele tem uma aparência desgastada e está olhando para cima. O fundo é um céu estrelado, criando um clima de curiosidade e aventura. O robô é querido por sua missão de limpar a Terra e explorar o mundo ao seu redor.
Desde seu lançamento em 2008, WALL-E se tornou um dos filmes mais emblemáticos da Pixar, conquistando público e crítica com sua história que mistura romance, aventura e reflexão ambiental. (Imagem: Reprodução/Disney e Pixar)

É fã da Pixar? Veja 8 curiosidades sobre WALL-E, um das animações mais marcantes do estúdio

Quase sem diálogos humanos

Uma das escolhas mais ousadas de “WALL-E” é a escassez quase total de falas humanas, algo raro em filmes da Pixar. A história é conduzida principalmente pelos sons dos robôs e pelas expressões faciais, especialmente de WALL-E e EVE, o que exige que o público interprete emoções sem auxílio verbal.

Essa abordagem permite uma conexão mais direta com os personagens e torna cada gesto, olhar ou movimento muito importantes para a narrativa. Os animadores estudaram cuidadosamente como transmitir sentimentos complexos com movimentos mínimos, criando uma experiência emocional intensa que impressiona adultos e crianças.

Inspiração ambiental real

O cenário apocalíptico de “WALL-E” foi inspirado em problemas ambientais reais, como o aumento de resíduos urbanos, poluição e consumo excessivo. Cada montanha de lixo e cada detalhe da cidade abandonada foram desenhados para mostrar o impacto da ação humana no planeta.

Além de ser visualmente impressionante, essa ambientação funciona como uma reflexão sobre o futuro caso os hábitos atuais não mudem, tornando a animação relevante também para discussões ecológicas. Os criadores combinaram realismo com fantasia, mostrando que é possível ensinar, divertir e alertar simultaneamente.

Referências a filmes clássicos

Andrew Stanton, diretor do filme, incluiu diversas referências sutis a clássicos do cinema, como “2001: Uma Odisseia no Espaço” e “Metrópolis”. Essas homenagens aparecem em cenas que lembram as viagens espaciais, o design de naves e a ambientação futurista, adicionando camadas de significado para os espectadores mais atentos.

Essas conexões também refletem o respeito dos cineastas pela história do cinema e a vontade de dialogar com produções que inspiraram o gênero. Para fãs da sétima arte, cada detalhe visual pode ser interpretado como uma homenagem ao passado e uma forma de enriquecer a experiência narrativa.

Personagens robóticos com grande expressividade

Mesmo sendo máquinas, WALL-E e EVE demonstram uma expressividade emocional impressionante. Os animadores estudaram o comportamento humano e animal para conseguir transmitir sentimentos complexos, como alegria, medo, curiosidade e amor, apenas por meio de olhos, movimentos de corpo e sons.

Essa abordagem fez com que o público criasse empatia imediata pelos personagens, tornando-os inesquecíveis. A capacidade de um robô silencioso expressar emoção tão plenamente reforça o talento da equipe de animação e a força da narrativa, mostrando que a tecnologia também pode transmitir humanidade.

Wall-e
Uma das escolhas mais ousadas de WALL-E é a escassez quase total de falas humanas, algo raro em filmes da Pixar. (Imagem: Reprodução/Disney e Pixar)

Trilha sonora cuidadosamente planejada

A trilha sonora de Thomas Newman desempenha papel central na narrativa, transmitindo emoções e ritmo sem depender de diálogos. Cada nota e cada efeito sonoro foi pensado para reforçar a solidão de WALL-E, a ternura entre ele e EVE e a tensão das cenas de ação na nave espacial.

A música cria uma atmosfera imersiva, permitindo que o espectador sinta na pele a jornada emocional dos personagens. Essa atenção aos detalhes sonoros é um dos motivos pelos quais WALL-E continua sendo considerado uma animação inovadora e marcante até hoje.

Detalhes escondidos para fãs atentos

“WALL-E” está cheio de easter eggs e pequenas referências a outras produções da Pixar, como aparições sutis de personagens de filmes anteriores do estúdio. Esses detalhes são recompensas para fãs atentos e demonstram o cuidado da equipe em criar um universo compartilhado entre as animações.

Além disso, há pequenas mensagens escondidas nas placas, nos objetos descartados e nas telas da nave espacial, tornando cada nova visualização uma experiência de descoberta. Essa riqueza de detalhes aumenta a vontade dos espectadores de assistirem ao filme novamente, e fortalece a conexão do público com o mundo criado.

Design do robô baseado em objetos reais

O visual de WALL-E foi inspirado em carrinhos de lixo industriais e pequenas máquinas de construção, garantindo que seus movimentos fossem realistas e plausíveis. Cada articulação foi estudada para que o robô pudesse se mover como uma máquina funcional, mesmo com traços humanizados.

Esse realismo técnico, aliado à expressividade emocional, torna WALL-E crível e adorável ao mesmo tempo. Os animadores também testaram diferentes texturas e materiais para que o desgaste do robô refletisse o tempo de abandono, criando uma história visual completa em cada frame.

Premiações e reconhecimento

Além de sucesso de público, “WALL-E” recebeu reconhecimento da crítica e foi indicado ao Oscar em diversas categorias, competindo com produções live-action.

A animação ganhou o prêmio de Melhor Filme de Animação e recebeu elogios por sua inovação narrativa, design e mensagens ambientais. O sucesso consolidou “WALL-E” como um dos grandes clássicos modernos da Pixar, provando que animações podem emocionar, ensinar e entreter ao mesmo tempo. Hoje, continua sendo referência para cineastas e fãs de animação em todo o mundo.

os personagens Wall-E e Eva do filme de animação Wall-E
O visual de WALL-E foi inspirado em carrinhos de lixo industriais e pequenas máquinas de construção, garantindo que seus movimentos fossem realistas e plausíveis. (Imagem: Divulgação/ Disney Pixar)

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6 dicas para escolher o power bank perfeito para você

Ficar sem bateria no meio do dia é um problema que quase todo mundo já enfrentou. Seja durante uma viagem, no trabalho ou em um passeio, não há nada pior do que ver o celular desligando quando você mais precisa dele.

É por isso que os power banks, também conhecidos como carregadores portáteis, se tornaram itens indispensáveis no dia a dia de quem quer garantir energia em qualquer lugar, a qualquer hora.

Esses dispositivos evoluíram bastante nos últimos anos e hoje vão muito além de simples baterias extras. Há modelos com suporte a carregamento rápido, múltiplas saídas, design ultrafino e até resistência à água e poeira. Eles atendem desde quem quer apenas uma carga emergencial até usuários que precisam manter vários dispositivos funcionando ao mesmo tempo.

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Para ajudar você a encontrar o modelo ideal, reunimos dicas práticas que fazem toda a diferença na hora de comprar um power bank. A ideia é entender o que realmente importa, os fatores que podem determinar se o investimento vale a pena. Confira abaixo!

O powerbank funciona como uma espécie de “reserva de energia” portátil, ideal para momentos em que você não tem acesso a uma tomada. (Imagem: VADZIM SHUBICH/Shutterstock)

6 dicas para escolher o power bank perfeito para você

Um power bank é, em resumo, uma bateria externa recarregável que armazena energia e a transfere para outros dispositivos eletrônicos, como smartphones, tablets, fones de ouvido sem fio e até notebooks. Ele funciona como uma espécie de “reserva de energia” portátil, ideal para momentos em que você não tem acesso a uma tomada, como em viagens, eventos ao ar livre ou longos dias fora de casa.

Nos últimos anos, os carregadores portáteis se tornaram cada vez mais tecnológicos, com versões que oferecem recursos extras como carregamento rápido, displays digitais para mostrar o nível de bateria e compatibilidade com carregamento sem fio.

Eles também variam em tamanho e capacidade, atendendo desde usuários casuais até os que precisam de energia suficiente para manter vários aparelhos carregados durante o dia.

Autonomia de bateria

A capacidade do power bank é um dos fatores mais importantes e costuma ser medida em mAh (miliampère-hora). Em termos práticos, quanto maior esse número, mais vezes o dispositivo conseguirá recarregar seu celular.

Um modelo de 5.000 mAh, por exemplo, fornece cerca de uma carga completa para um smartphone comum, enquanto os de 10.000 ou 20.000 mAh são ideais para quem possui aparelhos com bateria maior ou quer carregar mais de um dispositivo.

Porém, parte da energia é perdida durante o processo de transferência, então um carregador de 10.000 mAh não entrega necessariamente 10.000 mAh ao celular.

Além disso, modelos de maior capacidade tendem a ser mais pesados, exigindo equilíbrio entre portabilidade e autonomia. Se você costuma passar o dia fora, vale apostar em um modelo intermediário que garanta pelo menos duas recargas completas.

celular sendo carregado power bank
Quanto maior a capacidade de mAh, mais vezes o dispositivo conseguirá recarregar o celular. (Imagem: pvproductions/Freepik)

Quantidade e variedade de entradas para carregamento

Um bom carregador portátil deve oferecer diferentes portas de entrada e saída, para garantir compatibilidade com vários tipos de cabos e dispositivos. Modelos com múltiplas saídas USB e USB-C permitem carregar mais de um aparelho simultaneamente, algo essencial para quem viaja em grupo ou possui smartphone, tablet e fones Bluetooth, por exemplo.

Outro ponto interessante é a presença de portas bidirecionais USB-C, que funcionam tanto para carregar o power bank quanto para transferir energia a outros aparelhos. Essa função reduz o número de cabos necessários e torna o uso mais prático. Além disso, vale verificar se o produto acompanha cabos inclusos, pois alguns modelos já vêm com conectores integrados, o que facilita ainda mais a rotina.

Velocidade de carregamento

A velocidade de carregamento é um fator que faz diferença no dia a dia. Hoje, muitos power banks oferecem suporte a tecnologias como Quick Charge ou Power Delivery (PD), capazes de carregar um smartphone até três vezes mais rápido que os modelos comuns. Isso é bastante útil para quem precisa repor a bateria rapidamente entre um compromisso e outro.

Entretanto, é importante lembrar que a velocidade final depende não apenas do carregador portátil, mas também do cabo e do próprio aparelho que está sendo carregado. Portanto, é fundamental conferir se o seu celular é compatível com carregamento rápido e se o cabo suporta a mesma tecnologia. Um bom conjunto garante desempenho otimizado e maior aproveitamento da carga.

imagem mostra um carregador portátil em cima de pedras sob o sol
Outro ponto interessante é a presença de portas bidirecionais USB-C, que funcionam tanto para carregar o power bank quanto para transferir energia a outros aparelhos. (Imagem: Elecom/Divulgação)

Peso e dimensões

Mesmo que seja tentador escolher o modelo com maior capacidade, o tamanho e o peso também precisam ser considerados. Carregadores acima de 20.000 mAh costumam ser mais robustos e pesados, o que pode ser inconveniente para carregar na mochila ou no bolso.

Por outro lado, modelos menores, com cerca de 5.000 mAh, são ideais para o uso cotidiano em ambientes urbanos, onde há tomadas disponíveis.

O ideal é encontrar o equilíbrio entre potência e portabilidade. Se você costuma ficar fora de casa o dia todo, um modelo de 10.000 a 15.000 mAh costuma oferecer uma boa média entre autonomia e conforto. Além disso, escolha designs ergonômicos e materiais mais leves, como alumínio ou plástico resistente, que facilitam o transporte e garantem mais durabilidade.

Se já possui fios conectados

Uma das novidades mais práticas entre os power banks modernos é a presença de fios embutidos. Modelos com cabos integrados, geralmente USB-C, Lightning ou Micro-USB, são perfeitos para quem quer evitar o incômodo de carregar vários cabos na bolsa. Além disso, alguns contam com adaptadores que aumentam a compatibilidade com diferentes tipos de dispositivos.

Por outro lado, os modelos tradicionais, com portas abertas para conexão, ainda são os mais versáteis, já que permitem usar cabos de diferentes tamanhos e tipos. Isso é vantajoso se você tem aparelhos de marcas variadas ou se precisa de um cabo mais longo em determinadas situações. O importante é escolher o formato que mais combina com o seu estilo de uso e rotina.

Resistência a quedas

A durabilidade também deve ser um critério essencial na hora da escolha. Power banks com carcaça de alumínio, silicone ou plástico reforçado costumam oferecer melhor resistência contra quedas e impactos. Essa característica é importante para quem leva o aparelho em mochilas, trilhas ou viagens, onde há maior risco de danos acidentais.

Alguns modelos mais avançados contam com certificação IP, que garante proteção contra poeira e respingos d’água. Ainda que isso possa deixar o produto mais caro, é um investimento válido para quem procura por segurança e longevidade. Afinal, um carregador portátil resistente não apenas protege sua bateria, mas também garante que você nunca fique na mão em momentos importantes.

notebook sendo carregado em um power bank com fones de ouvido do lado
(Imagem: freepik/Freepik)

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Viver perto de antenas de celular faz mal à saúde?

Uma denúncia sobre a relação de 20 casos de câncer supostamente ligados a antenas de telefonia de um edifício, investigada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) em 2020, trouxe a cena mais uma vez dúvidas sobre a radiação desses equipamentos. Afinal, será que viver próximo às antenas de celular faz mal à saúde?

Entenda o que dizem estudos e especialistas sobre o assunto, quais são as normas implementadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e descubra quais foram os resultados da investigação sobre esse caso do prédio de João Pessoa.

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O que diz a ciência sobre a radiação das antenas de celulares, será que faz mal à saúde?

imagem mostra grandes antenas de telecomunicação e um pôr-do-sol ao fundo
Torres de telecomunicação possibilitam o sinal de telefonia, TV aberta, e suporte à internet residencial e móvel (Reprodução: Mario Caruso/Unsplash)

Ao longo de muitos anos, vários cientistas estudam sobre o impacto da exposição eletromagnética, mas será que já foi comprovado que as antenas de celular fazem mal à saúde?

Embora, os celulares e suas antenas gerem campos eletromagnéticos associados à radiação não ionizante assim como a radiação utilizada no funcionamento de rádios, fornos micro-ondas e outros dispositivos, o fato é que não há evidências científicas que tais torres de telefonia sejam perigosas.

De acordo com Edson Watanabe, professor de engenharia elétrica da UFRJ ao Metrópoles, as alturas em que as antenas estão instaladas atualmente já são suficientes para garantir sua segurança. Afinal, essas estações-base costumam ter entre 15 e 60 metros de altura, o que contribui para minimizar potenciais riscos.

Além disso, em janeiro de 2024, a Anatel passou a adotar novas diretrizes para reforçar a segurança em torno das antenas de telecomunicação. As medidas garantem que essas estruturas estejam instaladas em áreas restritas ou cercadas, dificultando o acesso direto da população e, com isso, minimizando ainda mais a exposição aos campos eletromagnéticos gerados.

Em 2023, o Comitê Científico Assessor em Radiofrequências e Saúde da Espanha publicou um relatório que não identificou evidências de riscos à saúde decorrentes da exposição a antenas de telecomunicação. O estudo aponta que manifestações como insônia ou cefaleia podem ter origem em fatores emocionais, especialmente no receio de estar próximo a essas estruturas, fenômeno conhecido como efeito nocebo.

Necessidade de estudos e monitoramento

Antenas de torre de telecomunicações
Antenas irradiam sinais eletromagnéticos e despertam debates sobre seus efeitos na saúde. (Imagem: sarayut_sy / Shutterstock)

Apesar de mais de três décadas de pesquisas apontarem riscos mínimos à saúde humana, a comunidade científica ainda recomenda o acompanhamento contínuo dos possíveis efeitos a longo prazo. Por isso, entidades como a American Cancer Society (ACS) adotam uma postura cautelosa e evitam declarar de forma conclusiva que não exista qualquer risco.

Entre outras coisas, a entidade destaca que o uso intenso de radiofrequência é algo recente na história humana, e possíveis efeitos à saúde podem levar tempo para se manifestar.

Embora não existam evidências sólidas de danos causados por torres de celular, a ACS defende a continuidade de estudos de longo prazo, já que os níveis de exposição no solo são, em geral, milhares de vezes inferiores aos limites considerados seguros.

Qual foi a conclusão do caso do prédio em João Pessoa?

Antenas da empresa Telesat, do Canadá, rival da Starlink, de Elon Musk
Antenas emitem ondas eletromagnéticas que seguem sendo estudadas quanto aos seus efeitos na saúde.(Imagem: sockagphoto/Shutterstock)

Para relembrar, esse caso foi aquele cuja denúncia foi enviada ao Ministério Público da Paraíba, que investigou a relação sobre 20 casos de câncer em um prédio de João Pessoa, suspeitando de possível relação com antenas de telefonia instaladas no local. Na época, a investigação foi motivada por uma tese acadêmica que sugeria associação entre campos eletromagnéticos e mortes por câncer.

Para esclarecer a situação, foi realizado um estudo técnico que mediu os níveis de radiação eletromagnética no condomínio. Contudo, as medições mostraram que os valores estavam dentro dos limites seguros estabelecidos pelas normas brasileiras.

Dessa forma, com base nesses resultados, o inquérito foi arquivado. As autoridades concluíram que não havia evidências de que a exposição às antenas representasse risco à saúde dos moradores.

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Veja primeira imagem do cometa interestelar 3I/ATLAS após encontro com o Sol

Na sexta-feira (31), as lentes de um poderoso telescópio instalado no alto de uma montanha nos EUA flagraram um retorno muito esperado pela comunidade astronômica e pelo público em geral. O cometa interestelar 3I/ATLAS deu novamente as caras em plena noite de Halloween, após semanas mergulhado no brilho do Sol e invisível para a Terra.

O registro foi feito por Qicheng Zhang, astrônomo do Observatório Lowell, que opera o Telescópio Discovery, instalado a mais de 2.300 metros de altitude, na cadeia montanhosa de Happy Jack, no norte do Arizona. Tudo indica que esta imagem representa o primeiro retrato óptico do cometa após sua passagem pelo ponto mais próximo do Sol – o chamado periélio.

O 3I/ATLAS é o ponto branco brilhante no centro da imagem, enquanto o ponto acima dele é uma estrela que aparece distorcida devido ao movimento do cometa. Crédito: Qicheng Zhang/Observatório Lowell

Telescópios pequenos podem observar o 3I/ATLAS

Zhang notou depois que o cometa também podia ser visto com equipamentos bem menores. Em seu blog Cometary, ele publicou uma foto feita com um pequeno telescópio e informou que astrônomos amadores do Hemisfério Norte já poderiam tentar observá-lo. 

“Tudo o que é preciso é um céu limpo e um horizonte leste baixo”, explicou o pesquisador ao site Live Science. Segundo ele, o cometa aparecerá como uma pequena mancha no céu, mas deve ficar mais visível a cada dia.

Descoberto em julho, o 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto interestelar já detectado passando pelo Sistema Solar – ou seja, que veio de fora dele. Os cálculos mostram que o cometa viaja a mais de 210 mil km/h em uma trajetória praticamente retilínea. Isso indica que ele está apenas “de passagem” e não ficará preso pela gravidade do Sol, como os cometas comuns.

Imagem do cometa 3I/ATLAS em 1° de novembro de 2025, obtida com um telescópio de 152 mm. O cometa é o ponto predominantemente desfocado no centro, visível contra o fundo ruidoso do céu. Crédito: Qicheng Zhang/Observatório Lowell

Visitante interestelar mudou de cor

Ao longo das últimas semanas de outubro, o objeto ficou invisível para a Terra ao passar atrás do Sol. Ele atingiu o periélio dia 29, quando chegou a cerca de 210 milhões de quilômetros de distância da estrela. Nesse período, sondas solares continuaram monitorando sua trajetória para que os cientistas não perdessem informações sobre o raro visitante.

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, Zhang e um colega coletaram dados momentos antes do periélio em um estudo relatado em um artigo disponível para revisão de pares no servidor arXiv apontando que o cometa havia ficado mais brilhante e apresentava uma coloração azulada incomum. 

Essa tonalidade indica a liberação de gases à medida que o gelo do cometa evapora com o calor solar. O pesquisador acredita que o aumento de brilho pode continuar, mas mais observações serão necessárias para confirmar.

As imagens mostram o cometa 3I/ATLAS observado por diferentes instrumentos espaciais. À esquerda, ele é comparado a uma estrela próxima; à direita, aparece sob vários filtros. Todas as imagens estão alinhadas com o norte para cima, e as setas indicam sua velocidade e direção em relação ao Sol. Crédito: Zhang, Q. & Battams, K.

Zhang destacou que o Telescópio Discovery é um dos poucos grandes instrumentos capazes de observar tão perto do horizonte. Segundo ele, essa condição foi essencial para capturar o cometa logo após o periélio. O astrônomo conseguiu fazer a foto quando o 3I/ATLAS estava a apenas 16 graus do Sol, pouco acima do horizonte, aproveitando o momento exato em que o céu ainda estava escuro o suficiente.

Para se preparar, Zhang costuma usar um telescópio menor – com lente de 15 cm – para testar as condições do céu e ajustar o tempo de exposição antes das observações oficiais. Segundo ele, embora possam existir outros registros feitos por radiotelescópios ou por instrumentos menores, a imagem capturada parece ser a primeira foto óptica do cometa após o periélio.

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Cometa atinge posição mais favorável semana que vem, diz especialista

Os próximos meses serão decisivos para entender melhor a composição e o comportamento do 3I/ATLAS. À medida que o cometa se afasta do Sol, o calor diminui e sua atividade começa a mudar. Isso permitirá aos cientistas observar o quanto de gás e poeira ele ainda libera, e assim obter pistas sobre sua origem e idade.

Apesar de algumas teorias mais fantasiosas sugerirem que o objeto poderia ser uma espaçonave alienígena, os cientistas são praticamente unânimes em reforçar que não há qualquer evidência disso e que o 3I/ATLAS é um cometa natural, vindo de um sistema estelar desconhecido da Via Láctea.

Estudos  apontam que o “forasteiro” pode ser até três bilhões de anos mais velho que o Sistema Solar. A longa exposição à radiação cósmica teria formado uma crosta espessa e escurecida em sua superfície, dificultando a análise de seus materiais originais. Mesmo assim, cada nova observação deve ajudar a desvendar mais sobre a história desse mensageiro interestelar.

“O cometa está se afastando rapidamente do Sol”, explicou Zhang. “Em cerca de uma semana, ele estará em uma posição melhor, a 25 ou 30 graus do Sol, e mais telescópios ao redor do mundo poderão observá-lo.”

Com o 3I/ATLAS visível novamente, astrônomos ao redor do mundo se preparam para observações que devem revelar mais sobre a composição e o comportamento do cometa interestelar.

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Vacina do Butantan contra a dengue será aprovada este ano, diz ministro

A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan será liberada pela Anvisa até o final deste ano, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (3). Mais de 40 milhões de doses deverão ser produzidas no ano que vem em parceria com a empresa WuXi Biologics, da China

Atualmente, a vacina disponível contra a dengue prioriza crianças e adolescentes de dez a 14 anos em 2.752 municípios com maior risco para a doença. Entre o ano passado e outubro deste ano, mais de 10,3 milhões de doses foram enviadas aos estados, enquanto outras nove milhões estão previstas para 2026.

Os dados da fase 3 do ensaio clínico do Butantan mostraram 79,6% de eficácia geral da vacina, 89,2% de eficácia naqueles que já tinham contraído dengue e 73,5% de eficácia em quem nunca teve contato com o vírus. Das mais de dez mil pessoas que receberam o imunizante, apenas três (menos de 0,1%) apresentaram eventos adversos graves, com todos se recuperando totalmente.

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Dia D de combate à dengue será realizado no sábado (8) com foco na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti (Imagem: Ministério da Saúde)

Números da dengue em queda

O Brasil registrou uma queda de 75% nos casos de dengue em 2025, em comparação com 2024, segundo o Ministério da Saúde.

Em relação aos óbitos, que, este ano, somam 1,6 mil, também houve redução de 72% em comparação ao mesmo período do ano passado. São Paulo concentra a maior parte das mortes (64,5%), seguido por Paraná (8,3%), Goiás (5,5%), Rio Grande do Sul (3%) e Minas Gerais (8%).

Atualmente, o país registra 1,6 milhão de casos prováveis de dengue. A maior concentração de casos é observada em São Paulo (55%), seguido de Minas Gerais (9,8%), Paraná (6,6%), Goiás (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%).

“Mesmo com essa melhora, não podemos baixar a guarda. A dengue continua sendo a principal endemia do país e o impacto das mudanças climáticas amplia o risco de transmissão em regiões onde, antes, o mosquito não existia”, afirmou o ministro da Saúde.

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Governo quer construir 150 centros de hidratação em cidades com alta incidência de casos (Imagem: Focus Pix/Shutterstock)

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Em alerta

Em todo o país, três em cada dez municípios estão em situação de alerta para dengue, chikungunya e Zika, segundo o 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em 3.223 municípios entre agosto e outubro deste ano. Os estados que preveem maior incidência estão nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, especialmente em Mato Grosso do Sul, Ceará e Tocantins.

O Ministério da Saúde confirmou o Dia D da Dengue para o próximo sábado (8) com foco na eliminação de criadouros como parte da campanha nacional “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya”, voltada à prevenção das arboviroses.

Além disso, o governo liberou R$ 183,5 milhões para ampliar o método Wolbachia para mais 70 cidades, incluindo 13 delas ainda em 2025.

Atualmente, a técnica que combate a proliferação do Aedes aegypti por meio da bactéria Wolbachia está presente em 12 municípios. Em Niterói (RJ), primeira cidade brasileira a receber o projeto, os casos de dengue caíram 89%, enquanto os de chikungunya tiveram redução de 60%.

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Tecnologia Wolbachia reduz a transmissão da dengue em mais de 75% (Imagem: Divulgação/Oxitec)

Outras estratégias de combate incluem a ampliação do uso das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDL), a técnica do inseto estéril e a borrifação residual intradomiciliar, com aplicação de inseticida de longa duração dentro das residências. Por parte dos cidadãos, é fundamental adotar medidas, como:

  • Uso de telas em janelas e repelentes em áreas de transmissão reconhecida;
  • Remoção de recipientes que possam se tornar criadouros;
  • Vedação de reservatórios e caixas d’água;
  • Limpeza de calhas, lajes e ralos;
  • Adesão e apoio às ações de prevenção e controle realizadas pels profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Sora 2 é acusada de violar direitos de obras de estúdios japoneses

O treinamento do Sora 2 estaria violando direitos autorais de conteúdos produzidos por estúdios japoneses. O alerta foi feito pela Content Overseas Distribution Association (CODA), entidade antipirataria que representa o Studio Ghibli, a Toei Animation e a Bandai Namco, em uma carta enviada à OpenAI, proprietária do modelo de inteligência artificial (IA).

“Grande parte do conteúdo produzido pela Sora 2 se assemelha muito a conteúdo ou imagens japonesas”, diz o comunicado da CODA, acrescentando que isso é resultado do uso de conteúdo japonês como dados de aprendizado de máquina — o ato de replicação pode constituir violação de direitos autorais, segundo a entidade. Na carta, a CODA fez dois pedidos à OpenAI:

  • No âmbito do projeto Sora 2, a CODA solicita que o conteúdo de seus membros não seja utilizado para aprendizado de máquina sem a devida autorização;
  • A OpenAI deve responder com seriedade às reclamações e consultas das empresas membros da CODA referentes à violação de direitos autorais relacionada aos resultados do Sora 2.
openai sora 2
CODA contesta o sistema de exclusão automática do modelo Sora (Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock)

Sora com sistema falho

Além disso, a entidade contesta o sistema de exclusão automática com base em solicitações de detentores de direitos autorais adotado pelo Sora 2. Nesse modelo, os proprietários devem notificar a OpenAI previamente sobre a proteção de suas obras, solicitando que não sejam incluídas no treinamento de modelos de IA.

No entanto, de acordo com o sistema de direitos autorais do Japão, a permissão prévia é geralmente necessária para o uso de obras protegidas por direitos autorais e não há um sistema que permita evitar a responsabilidade por violação por meio de objeções posteriores, explica a CODA.

“A CODA, em cooperação com suas empresas associadas, solicita que a OpenAI responda sinceramente, de forma a garantir tanto o desenvolvimento saudável da tecnologia de IA quanto a proteção dos direitos dos detentores de direitos autorais e dos criadores”, finaliza a carta.

sora anime
Frame de vídeo produzido pelo Sora com base em estilo de um anime do Studio Ghibli (Imagem: OpenAI)

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Promessas

Há um mês, o CEO Sam Altman informou que a OpenAI daria aos detentores de direitos autorais “um controle mais preciso sobre a geração de personagens”.

A ideia é criar um sistema em que os proprietários possam especificar como seus personagens podem ser usados (ou de não serem usados de forma alguma). “Pode haver alguns casos extremos de gerações que não deveriam ser geradas, e fazer com que nossa estrutura funcione bem exigirá algumas iterações”, disse ele.

No mesmo comunicado, Altman chegou a destacar a produção criativa do Japão no Sora. “Ficamos impressionados com a profundidade da conexão entre os usuários e o conteúdo japonês”, afirmou o CEO, acrescentando que a empresa está aberta a feedbacks para tentar corrigir erros rapidamente.

Sam Altman sorrindo em frente letreiro onde está escrito OpenAI
Sam Altman prometeu “controle mais preciso” de detentores de direitos autorais (Imagem: Photo Agency/Shutterstock)

Lançado em 30 de setembro, o Sora 2 se tornou um fenômeno instantâneo, com mais de um milhão de downloads em menos de uma semana de estreia. O modelo de vídeo mistura fantasia, realismo extremo e humor em cenas improváveis, mas também hiper-realistas. Em outubro, a OpenAI foi alertada pela Motion Picture Association (MPA) sobre o uso indevido de produções de Hollywood sem autorização dos estúdios.

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7 mitos sobre a bateria de celular que você ainda acredita

bateria do celular é um componente de extrema importância e, muitas vezes, um fator determinante para a pessoa comprar ou não o aparelho. Sendo assim, ela também carrega uma série de mitos em relação à sua durabilidade e funcionamento

Pensando nisso, o Olhar Digital elaborou uma lista com 7 mitos nos quais muitas pessoas ainda acreditam — e que já está na hora de desmentir.

7 mitos sobre a bateria de celular que você ainda acredita

Ao longo dos anos, é normal que tenham surgido diversos mitos relacionados à bateria do celular. Afinal, todo mundo deseja saber como aumentar a durabilidade deste componente. A seguir, confira 7 crenças que você ainda acredita.

1. Carregar a noite inteira estraga a bateria

Bateria do celular
Pessoa conectando o carregador no celular – Imagem: Nicoleta Ionescu/Shutterstock

Essa era uma afirmativa coerente há alguns anos. Porém, atualmente não faz mais sentido, pois dispositivos modernos possuem uma tecnologia que, a partir do momento que o aparelho chega aos 100% de bateria, ele corta o carregamento.

No entanto, vale destacar que a prática de carregar o celular durante a noite inteira não é algo indicado, pois há riscos de acidentes em casos de panes elétricas, podendo gerar incêndios, mesmo em instalações elétricas que reduzem essas probabilidades.

2. É preciso esperar a bateria descarregar totalmente antes de carregar de novo

Celular com pouca bateria carregando
Celular com pouca bateria carregando / Crédito: Tada Images (shutterstock/reprodução)

Não. Na verdade, o recomendável é carregar o celular sempre que ele atingir 20% de bateria, pois isso ajuda a prolongar a vida útil do aparelho e aproveitar os ciclos de carga. Além disso, o ideal é interromper o carregamento quando estiver em 80%.

Existem muitos dispositivos que atualmente já contam com a função automática para interromper o carregamento, mas caso o seu não tenha, vale a pena ficar atento e tirá-lo da tomada assim que atingir os 80%.

3. Usar o celular enquanto carrega danifica a bateria

imagem mostra um celular na mão de uma pessoa enquanto aparelho está carregando
Celular carregando por cabo (Reprodução: Onur Binay/Unsplash)

Não danifica a bateria do aparelho. Todavia, realizar essa ação não é recomendável. O ideal é esperar o aparelho carregar para você tirá-lo da tomada e utilizá-lo. Isso porque há o risco de ocorrer uma descarga elétrica ou de um raio afetar a corrente de energia que está sendo transmitida ao dispositivo, podendo atingir a pessoa que o estiver utilizando.

Há, também, outros pontos a serem considerados. Enquanto um celular carrega, ele esquenta bastante, então, se você decidir utilizá-lo durante o carregamento, isso vai aumentar ainda mais a temperatura; e este excesso pode acarretar travamentos no aparelho.

4. Carregadores genéricos sempre prejudicam o celular

Carregador de iPhone (Reprodução: Rebecca Aldama/Unsplash)

Na verdade, nem todos os equipamentos genéricos causam danos ao seu dispositivo. O que você precisa prestar atenção é se o carregador é certificado pela Anatel e tem as especificações adequadas de amperagem e voltagem para o seu celular. Evite itens que sejam falsificados ou de procedência duvidosa. 

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5. Modo economia de energia aumenta a vida útil da bateria

Ative o modo de economia de energia (Imagem: Reprodução/Olhar Digital)
Modo de economia de energia (Imagem: Reprodução/Olhar Digital)

Não. O modo economia de energia tem como objetivo aumentar a duração da carga da bateria por um curto prazo. Para isso, ele também desativa funções e processos em segundo plano no aparelho. Porém, não contribui para elevar a vida útil do componente.

6. Carregar no computador é ruim para a bateria

Pessoa com o celular e o cabo do carregador para conectar no computador – Imagem: Wachiwit/Shutterstock

O único ponto negativo de carregar o seu celular no computador por meio de um cabo USB é que o dispositivo vai receber uma baixa potência, tornando um pouco mais lento o processo de recarga. Contudo, a prática não danifica o dispositivo.

7. O celular esquenta porque a bateria está ruim

Aparelho superaquecido
Foto ilustrativa de um celular em chamas – Imagem: nasidastudio/Shutterstock

Nem sempre o aquecimento do seu celular tem a ver com a bateria. Pode ser que você esteja realizando algumas tarefas pesadas no aparelho, como jogar games que exigem bastante do smartphone, ou até mesmo esteja fazendo uso dele sob uma forte incidência de luz solar, por exemplo. 

Entretanto, vale a pena monitorar o possível superaquecimento do aparelho e levá-lo a uma assistência técnica, caso queira uma avaliação de um especialista para identificar o motivo do problema.

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