Golpes e apostas ilegais: o que você precisa saber sobre o Universe Browser

O surgimento de um navegador associado a operações de jogos de azar e atividades fraudulentas na Ásia tem preocupado especialistas em segurança cibernética.

Pesquisadores da Infoblox e da United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) analisaram o Universe Browser e alertam para o avanço da sofisticação de criminosos na região.

Navegador Universe Browser tem ligação a cassinos online baseados na Ásia, permitindo que jogadores consigam acessar jogos de azar em países em que isso é proibido (Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock)

Como funciona o Universe Browser

O navegador foi identificado no início de 2025 durante a análise de sistemas digitais ligados a um cassino online baseado no Camboja, que já havia sido alvo de operações policiais. Segundo a Wired, a Infoblox detectou um padrão de DNS único que permitiu rastrear sites e infraestrutura vinculados ao grupo Vault Viper.

Maël Le Touz, pesquisador da Infoblox, explica: “Não vimos o Universe Browser sendo divulgado fora dos domínios controlados pelo Vault Viper. O navegador teria sido desenvolvido para permitir que usuários na Ásia contornassem restrições impostas em países onde o jogo é ilegal. Todos os sites de cassino operados pelo grupo trazem links ou anúncios do navegador.”

O navegador está disponível para download nos sites de cassino e oferece versões para Windows e para iOS na App Store. Apesar de não estar na Play Store, arquivos APK permitem instalação em dispositivos Android.

malware celular
Segundo os pesquisadores, o navegador age de forma semelhante a um malware, instalando extensões e desabilitando recursos de segurança (Imagem: undefined undefined/iStock)

Navegador funciona como um malware

Análises indicam que o navegador contém funcionalidades semelhantes a malware, como checagem da localização do usuário, idioma, presença de máquinas virtuais e instalação automática de extensões que podem capturar screenshots e enviar dados a servidores controlados pelo navegador. Além disso, o Universe Browser desabilita recursos de segurança padrão de navegadores, aumentando o risco para quem o utiliza.

Estes grupos criminosos, particularmente organizações chinesas, estão cada vez mais diversificando e evoluindo para fraudes cibernéticas, personificação e golpes online. O risco está se tornando mais sério e preocupante.

John Wojcik, pesquisador sênior da Infoblox, à Wired
Pessoa mascarada com um celular no ouvido e mexendo em um notebook
Relatório aponta que o navegador está ligado a operações com conexões com grupos criminosos asiáticos (Imagem: sirikuan07/Shutterstock)

BBIN e o contexto de crime online

A BBIN, também conhecida como Baoying Group, tem base nas Filipinas e atua como fornecedora de software para cassinos online. Relatórios da UNODC apontam que a companhia está ligada a operações de jogos de azar e fraudes digitais na região, com conexões documentadas com grupos criminosos, incluindo Triads, como Bamboo Union, Four Seas e Tian Dao.

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A BBIN é descrita como “um conglomerado internacional de bilhões de dólares, com ligações profundas a crimes, oferecendo suporte a cassinos, golpes e atores de cibercrimes”, comenta Jeremy Douglas, chefe de gabinete da UNODC.

Por isso, especialistas alertam que o crescimento do jogo online está ligado a fraudes, com milhares de pessoas enganadas por golpes no Sudeste Asiático.

A metodologia usada para atrair pessoas para abrir contas em cassinos online é a mesma aplicada em golpes pig-butchering.

Jason Tower, da Global Initiative Against Transnational Organized Crime, à Wired

Recentes ações de fiscalização nos EUA levaram à apreensão de US$ 15 bilhões (R$ 81 bilhões) em Bitcoin, envolvendo grupos associados à tecnologia BBIN. Nos últimos anos, autoridades da China e de Taiwan relataram que a tecnologia BBIN tem sido utilizada em operações ilegais de jogos de azar.

“À medida que essas operações continuam a crescer e se diversificar, elas são marcadas por crescente expertise técnica, profissionalização, resiliência operacional e capacidade de operar discretamente, com escrutínio e supervisão muito limitados”, explica relatório da Infoblox.

Riscos do Universe Browser

  • Rastreia localização, idioma e detecta máquinas virtuais;
  • Instala extensões que podem capturar suas telas;
  • Desativa recursos de segurança padrão e remove criptografia antiga;
  • Bloqueia acesso a configurações e ferramentas do navegador;
  • Facilita ataques de criminosos cibernéticos.
  • É usado em cassinos online ilegais e sites de apostas proibidos, aumentando exposição a fraudes e malware.

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Oracle: bancos se preparam para financiar data centers de R$ 204,6 bi

Um grupo de grandes bancos internacionais se prepara para lançar uma emissão de dívida de US$ 38 bilhões (R$ 204,6 bilhões, na conversão direta) destinada a financiar data centers ligados à Oracle, no que deve ser o maior negócio já registrado voltado à infraestrutura de inteligência artificial (IA), segundo pessoas com conhecimento do assunto citadas pela Bloomberg.

O pacote será dividido em dois financiamentos distintos garantidos por ativos. Um valor de US$ 23,25 bilhões (R$ 125,1 bilhões) financiará um data center no Texas (EUA), enquanto outros US$ 14,75 bilhões (R$ 79,4 bilhões) serão destinados a um projeto em Wisconsin (EUA).

Exemplo de data center
Pacote vai ajudar a financiar dois data centers da empresa nos EUA (Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock)

Ambos os empreendimentos estão sendo desenvolvidos pela Vantage Data Centers e serão utilizados pela Oracle para dar suporte à OpenAI, de acordo com as informações.

Oracle entrando forte na era da IA

  • Os projetos fazem parte do esforço mais amplo da Oracle de investir US$ 500 bilhões (R$ 2,6 bilhões) em infraestrutura de IA, em parceria com a OpenAI, numa iniciativa conhecida como Stargate;
  • A operação está sendo liderada por JPMorgan e Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG), com participação de outros grandes bancos;
  • Wells Fargo, BNP Paribas, Goldman Sachs, Sumitomo Mitsui (SMBC) e Société Générale receberam partes do pacote de financiamento após a primeira rodada de seleção de coordenadores;
  • Representantes de JPMorgan, MUFG, SMBC e OpenAI se recusaram a comentar. Oracle, Vantage e os demais bancos não responderam imediatamente a pedidos de comentário feitos pela Bloomberg.

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Fachada da JPMorgan
JPMorgan é um dos bancos envolvidos no financiamento (Imagem: Thanasis F/Shutterstock)

Corrida no setor faz interesse crescer

O interesse dos investidores por ativos ligados à IA tem sido intenso nos últimos meses, com bancos e firmas de crédito privado competindo para liderar os volumosos pacotes de dívida necessários para sustentar a expansão do setor.

Recentemente, a Meta escolheu a Pacific Investment (Pimco) e a Blue Owl para comandar uma operação de US$ 29 bilhões (R$ 156,1 bilhões) em dívida e ações destinada à ampliação de seu parque de data centers na zona rural da Louisiana (EUA).

Os títulos dessa operação da Meta começaram a ser negociados no mercado secundário há cerca de uma semana, com alta de até dez centavos por dólar, o que rendeu à Pimco cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) em lucros não realizados, segundo a Bloomberg.

No caso da Vantage, os dois financiamentos deverão ter vencimento em quatro anos, com a opção de duas prorrogações anuais, e serão precificados em torno de 2,5 pontos percentuais acima da taxa de referência, segundo fontes.

Logo da Meta em um smartphone
Meta, por sua vez, escolheu Pimco e Blue Owl para financiar sua infrestrutura (Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock)

Assim como em financiamentos de projetos e imóveis comerciais, os empréstimos serão estruturados como juros apenas durante a fase de construção, passando a amortizar após o início das operações.

A segunda rodada de subscrição foi concluída no início desta semana, quando a dívida foi alocada para outros bancos e investidores institucionais, disseram as fontes.

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Acordo bilionário: Anthropic expande uso do Google Cloud para IA

A Anthropic anunciou, nesta quinta-feira (23), que vai expandir o uso das tecnologias do Google Cloud para impulsionar sua linha de produtos com inteligência artificial (IA). O acordo vale dezenas de bilhões de dólares, segundo a empresa, mas as cifras não foram divulgadas. A parceria inclui acesso de até um milhão de TPUs, o que pode colocar mais de um gigawatt de capacidade de computação de IA online em 2026.

Do inglês Tensor Processing Unit (“Unidade de Processamento de Tensor” em português), TPUs são aceleradores de IA desenvolvidos pelo Google para otimizar o desempenho e a eficiência de custos do treinamento e da inferência de modelos de machine learning (“aprendizado de máquina”, em português) e grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês). O Google, aliás, utiliza a tecnologia para impulsionar seus próprios produtos, como Gemini, Pesquisa, Fotos, Maps, etc.

“A decisão da Anthropic de expandir significativamente o uso de TPUs reflete a excelente relação custo-benefício e a eficiência que suas equipes têm observado com TPUs há vários anos”, disse Thomas Kurian, CEO do Google Cloud.

“Continuamos inovando e impulsionando ainda mais a eficiência e o aumento da capacidade de nossas TPUs, com base em nosso já maduro portfólio de aceleradores de IA, incluindo nossa TPU de sétima geração, a Ironwood.”

google cloud
TPUs são aceleradores de IA desenvolvidos pelo Google para otimizar o desempenho e a eficiência de treinamento de LLMs (Imagem: Mijansk786/Shutterstock)

A Anthropic e o Google anunciaram, inicialmente, uma parceria estratégica em 2023, com a Anthropic usando a infraestrutura de IA do Cloud para treinar seus modelos e disponibilizá-los às empresas por meio da plataforma Vertex AI do Google Cloud e do Google Cloud Marketplace. Hoje, milhares de empresas utilizam os modelos Claude da Anthropic no Google Cloud, incluindo Figma, Palo Alto Networks, Cursor e outras.

Plataforma da Anthropic diversificada

  • O anúncio faz parte da estratégia da Anthropic de diversificar a computação com três plataformas de chips: TPUs do Google, Trainium da Amazon e chips gráficos (GPUs) da Nvidia;
  • Essa abordagem multiplataforma garante recursos aprimorados do Claude, segundo a empresa;
  • A expansão com o Google vai permitir testes mais completos, pesquisas de alinhamento e implantação responsável em escala;
  • “Nossos clientes — desde empresas da Fortune 500 até startups nativas de IA — dependem do Claude para seus trabalhos mais importantes e esta capacidade expandida garante que possamos atender à nossa demanda exponencialmente crescente, mantendo nossos modelos na vanguarda do setor”, disse Krishna Rao, CFO da Anthropic;
  • Atualmente, a empresa atende mais de 300 mil clientes empresariais, que representam mais de US$ 100 mil (R$ 538,3 mil) em receita operacional cada;
  • O número de “grandes contas” cresceu quase sete vezes no último ano, diz a Anthropic;
  • A receita anual da empresa está se aproximando de US$ 7 bilhões (R$ 37,6 bilhões).
Plataforma Claude permite acelerar tarefas científicas, da revisão de literatura à submissão regulatória.
Receita anual da empresa está se aproximando de US$ 7 bilhões (Imagem: gguy/Shutterstock)

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Como fica a Amazon?

O acordo com o Google não deve diminuir a parceria da Anthropic com a Amazon com serviços da Amazon Web Services (AWS), que sofreu uma pane mundial no início desta semana. No comunicado, a dona do Claude enfatizou que a varejista continua sendo a sua “principal parceira de treinamento e provedora de nuvem”.

Os investimentos da Amazon na Anthropic chegam a US$ 8 bilhões (R$ 43 bilhões) até o momento, mais do que o dobro dos US$ 3 bilhões (R$ 16,1 bilhões) em capital confirmados pelo Google, segundo a CNBC.

AWS
AWS ainda é a principal provedora de nuvem da Anthropic (Imagem: Photo For Everything/Shutterstock)

A Anthropic também confirmou que vai manter o Projeto Rainier, um enorme cluster de computação com centenas de milhares de chips de IA em vários data centers nos EUA desenvolvido em parceria com a Amazon.

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Petrobras quer perfurar mais poços na bacia da Foz do Amazonas

A Petrobras quer expandir as operações na bacia marítima da Foz do Amazonas perfurando três novos poços que não estão contemplados na licença emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na segunda-feira (20). A petroleira enviou um pedido de extensão ao órgão ambiental um dia depois de obter a autorização, segundo reportagem da DW.

A empresa argumenta que “os três poços contingentes estavam previstos desde o início do processo de licenciamento ambiental” e sugere alterações no texto da licença, que passaria a incluir áreas das proximidades do poço FZA-M-59.

Fontes anônimas do Ibama relataram à DW que o processo autorizado considerou apenas impactos do FZA-M-59, sem análise técnica das demais perfurações solicitadas. A Petrobras e o Ibama ainda não se pronunciaram sobre o pedido de extensão da licença.

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Sonda de perfuração NS-42 fará pesquisas exploratórias pelos próximos cinco meses (Imagem: Divulgação/Petrobras)

Ambientalistas reagem

Nesta semana, oito organizações e redes dos movimentos ambientalista, indígena, quilombola e de pescadores artesanais entraram com uma ação na Justiça Federal do Pará contra o Ibama, a Petrobras e a União, pedindo a anulação do licenciamento. O grupo também pede uma liminar suspendendo imediatamente as atividades de perfuração, sob risco de danos irreversíveis ao meio ambiente.

“Às vésperas da COP30, é lamentável que o governo brasileiro tenha autorizado a abertura de nova fronteira de exploração de petróleo na região Amazônica. O licenciamento do Bloco FZA-M-59 atropelou requisitos fundamentais previstos na legislação ambiental brasileira e em tratados internacionais dos quais o país é signatário”, afirma Angela Barbarulo, gerente jurídica do Greenpeace Brasil.

“A anulação da licença de operação é urgente, uma vez que ela foi concedida sem estudos que identifiquem e mitiguem adequadamente os riscos e impactos socioambientais”, prossegue.

Ao emitir a licença, o Ibama informou que a autorização seguiu um “rigoroso processo de licenciamento ambiental”, com a realização de Estudo de Impacto Ambiental (EIA), audiências públicas, reuniões técnicas setoriais e avaliações em campo envolvendo mais de 400 pessoas. Já a Petrobras garantiu que vai operar na Margem Equatorial com “segurança, responsabilidade e qualidade técnica”.

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Petrobras pede alteração do texto da licença emitida pelo Ibama (Imagem: Donatas Dabravolskas/Shutterstock)

No entanto, ambientalistas avaliam que o Ibama concedeu a licença após quatro anos de pressão da Petrobras e do Ministério de Minas e Energia, contrariando pareceres técnicos do próprio instituto e recomendações do Ministério Público Federal. Na ação, o grupo lista o que chamou de “vícios fundamentais na licença de operação”:

  • Ausência do Estudo de Componente Indígena e do Estudo de Componente Quilombola, sem consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais que já são afetados pelo empreendimento desde a oferta do Bloco FZA-M-59;
  • Falhas na modelagem do licenciamento, que apresenta falhas no estudo em caso de vazamento de óleo, bem como no plano de emergência para conter o acidente, baseados em dados desatualizados de 2013. As ONGs destacam que 20% do óleo derramado num “blowout” afundaria, potencialmente atingindo o Grande Sistema Recifal Amazônico;
  • Licenciamento ignora impactos climáticos ao abrir a Amazônia para uma expansão maciça da produção de petróleo, o principal causador da crise do clima, colocando em risco o Acordo de Paris (de limitar o aquecimento global a 1,5 °C).

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Petrobras de olho no futuro

O bloco FZA-M-59, que abriga o poço de Morpho, é apenas o primeiro de uma série na bacia da Foz do Amazonas. Há outros oito blocos em licenciamento e 19 arrematados no leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em junho. Destes, dez ficaram com a ExxonMobil em parceria com a Petrobras e nove com a Chevron, com participação minoritária da estatal chinesa CNPC. ONGs avaliam que a participação estrangeira no leilão foi possível graças à flexibilização do Projeto de Lei (PL) do Licenciamento Ambiental.

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Brasil pode ficar entre os quatro maiores produtores globais de petróleo (Imagem: PhonlamaiPhoto/iStock)

Caso a exploração na bacia da Foz do Amazonas avance, o Brasil pode ficar entre os quatro maiores produtores globais de petróleo na próxima década, ultrapassando a marca de cinco milhões de barris diários de produção a partir de 2030, segundo o jornal O Globo. O país ficaria atrás apenas de Estados Unidos, Arábia Saudita e Rússia.

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É possível estar desidratado e não sentir sede?

A sede é o principal sinal de que o corpo precisa de água, mas nem sempre ela aparece quando o organismo está desidratado. Em algumas situações, especialmente durante episódios depressivos ou em condições que afetam o controle da hidratação, é possível que a desidratação ocorra sem que a pessoa perceba.

Neste artigo, vamos entender esse fenômeno e explicar como a falta de hidratação pode afetar tanto a saúde física quanto a mental.

A importância da sede no equilíbrio do corpo

Mulher bebendo água
Imagem: Yaroslav Olieinikov / iStock

A sede é uma sensação interna provocada por estímulos fisiológicos que indicam a necessidade de repor água e sais minerais. Esse mecanismo é regulado por áreas específicas do cérebro, principalmente o hipotálamo, que detectam mudanças na concentração de sais no sangue e na quantidade de líquidos corporais.

Quando há uma perda de cerca de 0,5% do peso corporal em água, o corpo aciona o “limiar da sede”, levando à vontade de beber líquidos. Essa necessidade pode ser:

  • Sede verdadeira: persiste até que o corpo seja reidratado.
  • Sede falsa: desaparece apenas com o ato de umedecer a boca, sem que haja real necessidade fisiológica.

Entretanto, em alguns casos, o organismo não emite sinais claros, e a pessoa pode não sentir sede mesmo diante de um quadro de desidratação leve ou moderada.

Como o cérebro controla a sede

Mulher segurando um copo com água
Imagem: Fizkes/Shutterstock

Diversas regiões cerebrais trabalham juntas para regular o impulso de beber água. O hipotálamo, o órgão subfornical e o núcleo pré-óptico mediano são os principais responsáveis por monitorar o equilíbrio hídrico.

Quando há redução do volume sanguíneo ou aumento da concentração de sais, essas áreas enviam sinais para liberar vasopressina, um hormônio que ajuda a conservar água nos rins.

Esse sistema é altamente eficiente, mas pode ser alterado por distúrbios neurológicos, metabólicos ou psicológicos, como ocorre em pessoas com depressão ou apatia.

Desidratação e depressão: uma relação silenciosa

tipos de depressão
Transtorno Depressivo Persistente duram pelo menos 2 anos em adultos (Reprodução: Freepik/Freepik)

Sim, é possível estar desidratado e não sentir sede. Pessoas que atravessam episódios depressivos frequentemente apresentam baixa motivação para atividades básicas, como comer e beber água.

Com o tempo, isso pode levar à desidratação e subnutrição, mesmo sem a percepção de sede. O corpo deixa de enviar sinais claros, e a falta de ingestão hídrica agrava o quadro emocional.

Estudos mostram que a desidratação interfere diretamente na produção de neurotransmissores como a serotonina, essencial para o controle do humor. Assim, o problema pode se tornar um ciclo: a depressão causa desidratação, e a desidratação intensifica sintomas depressivos como fadiga, irritabilidade e lentidão cognitiva.

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A conexão entre hidratação e saúde mental

Homem servindo água em um copo na cozinha, close-up
Homem servindo água em um copo na cozinha, close-up / Crédito: New Africa (Shutterstock)

A água é vital para o funcionamento do corpo e do cérebro. Além de regular a temperatura e transportar nutrientes, ela influencia diretamente a função cognitiva e emocional. A hidratação também está relacionada a condições como ansiedade, déficit de atenção, memória e depressão.

Um estudo com mais de 3.000 adultos iranianos observou que pessoas que bebiam menos de dois copos de água por dia tinham risco significativamente maior de desenvolver sintomas depressivos do que aquelas que consumiam cinco copos ou mais.

Até mesmo pequenos níveis de desidratação podem causar queda de energia, dificuldade de foco e alterações de humor, sintomas frequentemente confundidos com cansaço ou estresse.

Benefícios da hidratação adequada para o cérebro

Mulher jovem saudável segurando um copo de água
Mulher jovem saudável segurando um copo de água / Crédito: Alina Kruk (Shutterstock)

A hidratação correta promove equilíbrio eletrolítico, melhora a circulação cerebral e auxilia na transmissão de impulsos nervosos. Quando o corpo está bem hidratado, há melhor oxigenação do cérebro, o que se reflete em:

  • Maior clareza mental e atenção.
  • Melhora no humor e redução da ansiedade.
  • Aumento da memória de curto prazo e do tempo de reação.
  • Redução da sensação de fadiga e apatia.

Em contrapartida, a falta de água pode levar a confusão mental, cefaleias (dores de cabeça) e até sintomas físicos como tontura e palpitações.

Dicas para manter-se hidratado

Mulher abrindo a tampa de uma garrafa de água para beber — conceito de saúde e bem-estar
Mulher abrindo a tampa de uma garrafa de água para beber — conceito de saúde e bem-estar / Crédito: Oporty786 (Shutterstock)

Mesmo que a sede não seja perceptível, é importante criar hábitos que garantam uma ingestão constante de líquidos. Segundo nutricionistas, o ideal é beber pequenas quantidades de água ao longo do dia, sem esperar sentir sede.

Algumas estratégias simples de hidratação incluem:

  • Combine as refeições com água em vez de refrigerantes ou sucos industrializados.
  • Tenha sempre uma garrafa de água por perto e reabasteça com frequência.
  • Consuma frutas e vegetais ricos em água, como melancia, pepino, laranja, abobrinha e alface.

Vale lembrar que metade da água ingerida diariamente pode vir dos alimentos, especialmente dos in natura ou minimamente processados. Pratos tradicionais como feijão com arroz têm cerca de dois terços de seu peso em água, contribuindo para a hidratação.

As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.

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Dirigir sem olhar: GM promete nova direção autônoma para 2028

A General Motors (GM) anunciou uma série de novos recursos para a sua próxima geração de veículos inteligentes. O grande destaque é a tecnologia de direção autônomahands off, eyes off” no Cadillac Escalade IQ, previsto para 2028. Teoricamente, os motoristas poderão assistir a um filme enquanto o veículo transita pelas rodovias.

“Nosso objetivo é trazer ao mercado a tecnologia de direção sem olhares mais confiável e escalável no caminho para a autonomia pessoal”, diz a montadora estadunidense. “Carros que não apenas movem você, mas, também, entendem você, se adaptam às suas necessidades e melhoram com o tempo.”

sensor GM
Luz turquesa indica que o veículo está operando sem intervenção (Imagem: Divulgação/GM)

GM Combinando tecnologias

  • Ao contrário dos sistemas de visão exclusiva, a abordagem da GM se baseia na fusão de sensores:
    • O LiDAR, o radar e as câmeras constroem a camada de percepção;
    • Dados de condução do mundo real direcionam o modelo de tomada de decisão;
    • E a simulação de alta fidelidade valida o desempenho em cenários raros ou perigosos. No papel, isso cria um sistema autônomo seguro, confiável e altamente capaz, sem a necessidade de olhar;
  • O novo mecanismo está sendo desenvolvido a partir de experiências com o Super Cruise, lançado em 2017 como a primeira tecnologia no mundo de assistência ao motorista sem as mãos;
  • O sistema está presente em 23 modelos de veículos, permitindo mais de 1.127 milhões de quilômetros rodados com o sistema viva-voz, sem nenhum acidente relatado atribuído ao sistema, segundo a GM;
  • O conjunto de tecnologias da Cruise — incluindo sistemas de percepção multimodal, modelos de inteligência artificial (IA) treinados em mais de oito milhões de quilômetros de condução autônoma e uma estrutura de simulação que executa cenários de teste virtuais — alimenta diretamente os programas de assistência ao motorista e autonomia de última geração da GM.
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Conjunto de tecnologias da Cruise alimenta autonomia de última geração da GM (Imagem: Divulgação/GM)

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IA também presente

A GM também anunciou que os veículos da montadora contarão com IA conversacional com o Google Gemini, para conversas mais naturais a partir do ano que vem. “Os motoristas podem redigir e enviar mensagens e planejar rotas com contexto, como encontrar um ponto de recarga perto de sua cafeteria favorita ou até mesmo se preparar para uma reunião em qualquer lugar”, diz a empresa.

No futuro, a GM pretende apresentar sua própria IA personalizada, ajustada à inteligência e às preferências pessoais do veículo. Conectada ao OnStar, essa IA utilizará diretamente a inteligência de bordo para exibir informações relevantes e específicas do carro, como necessidades de manutenção futuras ou o tempo ideal para a rota.

GM
Ao contrário dos sistemas de visão exclusiva, a abordagem da GM se baseia na fusão de sensores (Imagem: Divulgação/GM)

Com a permissão do motorista, ele poderá ajudar de diversas maneiras, seja explicando recursos, como dirigir com um pedal, detectando um problema de manutenção antecipadamente, pré-condicionando o veículo antes do trajeto matinal ou recomendando um local para jantar com base nas preferências e rotas anteriores.

A arquitetura da plataforma de computação centralizada de próxima geração da GM une propulsão, direção, frenagem, infoentretenimento e segurança por meio de uma rede Ethernet de alta velocidade, que oferece até 35 vezes mais desempenho de IA e mil vezes mais largura de banda do que os sistemas anteriores da GM.

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Sabia que as placas Mercosul tem diferentes cores? Veja o que cada uma significa

Desde 2020, o Brasil adotou oficialmente o padrão de placas Mercosul, uma proposta de integração entre os países do bloco econômico, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, que vai muito além da estética. A ideia é simples, mas ambiciosa, padronizar a identificação dos veículos, facilitar o trânsito entre fronteiras e reforçar o combate a fraudes e clonagens.

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Quais são e para quê servem as cores das placas padrão Mercosul?

close da placa mercosul carro brasileiro
Placa padrão Mercosul
(Imagem: Joa Souza / Shutterstock)

O novo modelo de placa do Mercosul substituiu a antiga placa cinza e trouxe um visual mais limpo e moderno, fundo branco, borda azul, bandeira e nome do país no topo, além de um QR Code e um padrão alfanumérico inédito, que amplia as combinações disponíveis.

A mudança, aliás, também veio acompanhada de melhorias técnicas, como maior legibilidade, segurança digital e durabilidade, graças ao material refletivo de alta resistência.

Mas não é só o visual que mudou. O que muita gente ainda não sabe é que a cor dos caracteres das placas Mercosul tem um papel fundamental, afinal ela revela a finalidade do veículo.

No entanto, é aí que entra um detalhe que passa despercebido por muitos motoristas. As letras e números coloridos carregam um código silencioso, um sistema de cores que diz muito sobre quem está ao volante e como o veículo é usado.

Descubra agora o que significa cada uma das placas do padrão Mercosul e, também, quem deve usá-las.

Placa com fundo branco e letras pretas: uso particular

Placas Mercosul com fundo branco e caracteres pretos.
Placas brancas com letras pretas identificam veículos particulares
(Imagem: Divulgação/Detran)

A placa com fundo branco e caracteres pretos é a mais comum no Brasil. Ela identifica veículos de uso particular, ou seja, aqueles que não exercem atividade comercial. Assim, carros de passeio, motos e automóveis usados apenas para fins pessoais fazem parte dessa categoria.

Placa vermelha: uso comercial

Placas Mercosul com borda e caracteres vermelhos sobre fundo branco
Placas vermelhas indicam veículos de uso comercial, como táxis e vans escolares
(Imagem: Divulgação/Detran)

As letras e números em vermelho indicam que o veículo é utilizado para fins comerciais ou de aprendizagem. Dessa forma, aqui entram aqui táxis, ônibus, vans escolares, moto-táxis e carros de autoescola. Apesar do caráter comercial, motoristas de aplicativos como Uber e 99 não são obrigados a usar esse tipo de placa.

Placa azul: veículos oficiais

Placas Mercosul com borda e caracteres azuis sobre fundo branco
Placas azuis são usadas por veículos oficiais do poder público
(Imagem: Divulgação/Detran)

Com fundo branco e caracteres azuis, essa placa é exclusiva de veículos oficiais do poder público, sejam municipais, estaduais ou federais. Ela aparece em carros de prefeituras, viaturas policiais, ambulâncias públicas e outros automóveis vinculados à administração pública. Aliás, a faixa superior azul exibe o nome e a bandeira do país, reforçando o padrão visual do Mercosul.

Placa verde: testes e experimentação

Placas Mercosul com borda e caracteres verdes sobre fundo branco
Placas verdes indicam veículos em teste ou fase experimental
(Imagem: Divulgação/Detran)

A placa com caracteres verdes é reservada a veículos em fase de testes ou experimentação. Em suma, montadoras e engenheiros automotivos utilizam esse modelo em protótipos, carros de avaliação e veículos em processo de homologação, que ainda não estão liberados para circulação comercial.

Placa dourada: representação diplomática

Placas Mercosul com borda e caracteres dourados sobre fundo branco
Placas douradas são reservadas a veículos diplomáticos e de representações estrangeiras
(Imagem: Divulgação/Detran)

Mais rara de ser vista nas ruas, a placa com letras douradas sobre fundo branco identifica veículos diplomáticos. Assim, ela é utilizada por embaixadas, consulados e organismos internacionais, garantindo isenções e imunidades previstas em tratados. Dessa forma, este é um símbolo de representação internacional no trânsito brasileiro.

Placa com fundo preto e letras cinza ou brancas: veículos de coleção

Placas Mercosul com fundo preto e caracteres brancos
Placas pretas identificam veículos de coleção com mais de 30 anos
(Imagem: Divulgação/Detran)

Os veículos de coleção têm um tratamento especial. Após a Resolução Contran 911/2022, esse tipo de automóvel voltou a ter placa com fundo preto e caracteres cinza-prata ou brancos, resgatando assim, o visual clássico das décadas passadas. O modelo é reservado a carros com mais de 30 anos e que mantenham ao menos 80% de originalidade, conforme as regras do Contran.

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Nova temporada de série da Apple TV mostra preguiça-gigante na Era do Gelo

Durante o final do Pleistoceno, um gigante da Era do Gelo vagava pela América do Norte: o Megalonyx jeffersonii, uma espécie de preguiça terrestre de tamanho comparável ao de um urso e adaptada para sobreviver em condições congelantes.

Reconstrução da preguiça-gigante
Animais se adaptaram para viver nas condições de gelo extremo (Imagem: Reprodução/Apple TV)

Conhecida como a preguiça de Jefferson, a criatura recebeu esse nome em homenagem a Thomas Jefferson, que apresentou seus restos fossilizados em 1797 – embora na época ainda não se soubesse exatamente do que se tratava.

Agora, esses antigos animais voltam a ganhar vida na terceira temporada da série “Planeta Pré-Histórico: Era do Gelo“, que estreia em 26 de novembro na Apple TV.

A produção mostrará o planeta Terra milhões de anos após a extinção dos dinossauros, em um período dominado pelo gelo. Um novo clipe divulgado pela plataforma mostra um lado brincalhão do Megalonyx, com um trio se aventurando na neve.

Preguiça da Era do Gelo

  • O Megalonyx era muito maior que as preguiças modernas, medindo entre 2,4 e 3 metros de comprimento e pesando cerca de uma tonelada;
  • Por ser uma preguiça terrestre, não precisava se mover pelas copas das árvores, mas, apesar de seu porte impressionante, os fósseis da espécie ainda são raros. Um crânio foi descoberto no início deste ano, ampliando o conhecimento sobre o animal;
  • Esses gigantes permanecem entre as megafaunas menos conhecidas da Era do Gelo, mas ganharão destaque na nova série ao lado de outras criaturas emblemáticas, como mamutes-lanosos, tigres-dente-de-sabre, parentes anãos de elefantes e cangurus carniceiros;
  • Cada episódio explorará como a vida no planeta se adaptou para sobreviver quando a Terra entrou em um período de intenso resfriamento.
Duas preguiças deitadas no gelo
Por ser uma preguiça terrestre, não precisava se mover pelas copas das árvores (Imagem: Reprodução/Apple TV)

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Terceira temporada da série da Apple TV

Planeta Pré-Histórico: Era do Gelo tem produção executiva de Jon Favreau e Mike Gunton e foi realizada pela BBC Studios Natural History Unit.

A narração fica por conta de Tom Hiddleston — famoso por interpretar Loki nas franquias de filmes da Marvel, “Thor” e “Os Vingadores” —, que assume o papel antes ocupado por David Attenborough.

Preguiças vistas de cima
Animal viveu na Era do Gelo, eras após a extinção dos dinossauros (Imagem: Reprodução/Apple TV)

A trilha sonora original é assinada por Hans Zimmer, Anže Rozman e Kara Talve, do Bleeding Fingers Music – equipe conhecida por criar instrumentos inovadores para proporcionar uma experiência sonora imersiva e pré-histórica.

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The Sims Mobile será encerrado em 2026; EA foca em novo jogo

A EA confirmou que The Sims Mobile será oficialmente encerrado no dia 20 de janeiro de 2026, marcando o fim de uma era para a versão portátil da popular franquia do jogo. O anúncio chega em um momento de transição para a série, com o misterioso Project Rene — o próximo grande título de The Sims — em desenvolvimento para PC e dispositivos móveis.

Lançado em 2018, The Sims Mobile recebeu mais de 50 atualizações ao longo dos anos, mas a EA informou que a atualização publicada nesta segunda-feira (20) será a última. Também desde segunda-feira (20), jogadores não podem mais gastar dinheiro real no jogo e o aplicativo será removido das lojas iOS e Android nesta terça-feira (21). Após a data de desligamento dos servidores, o título ficará completamente inacessível.

A descontinuação de The Sims Mobile sinaliza uma mudança de foco para o futuro da franquia
Descontinuação de The Sims Mobile sinaliza mudança de foco para o futuro da franquia (Imagem: Divulgação/EA)

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Transição da franquia e o futuro de The Sims

A descontinuação de The Sims Mobile sinaliza uma mudança de foco para o futuro da franquia. Enquanto The Sims 4 continua ativo e recebendo novos conteúdos, a EA parece direcionar esforços para o desenvolvimento do Project Rene, projeto que promete reformular a experiência da série.

Poucos detalhes foram revelados até o momento, mas, segundo o The Verge, a expectativa é que o novo título combine modos single-player e multiplayer, com suporte tanto para PC quanto para dispositivos móveis — algo que pode tornar versões separadas, como The Sims Mobile, desnecessárias no futuro.

Após seis anos de atualizações, The Sims Mobile chega ao fim
Após seis anos de atualizações, versão mobile do popular game chega ao fim (Imagem: Divulgação/EA)

O que se sabe até agora sobre o Project Rene

  • Deve ser o próximo grande jogo da franquia The Sims;
  • Estará disponível para PC e mobile;
  • Promete integração entre experiências solo e online;
  • Ainda está em fase inicial de desenvolvimento;
  • Pode ter sua trajetória afetada pelo processo de venda da EA, avaliado em cerca de US$ 55 bilhões (R$ 295,5 bilhões, na conversão direta).

Enquanto os fãs se despedem do título móvel, o foco da comunidade se volta ao que vem pela frente. O encerramento de The Sims Mobile reforça a ideia de que a EA está preparando nova fase para uma das séries mais duradouras e populares do mundo dos games.

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Anvisa retira do mercado marcas de azeite, sal e chá por irregularidades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas medidas de restrição contra três produtos comercializados no Brasil: o azeite extra virgem Ouro Negro, o sal do Himalaia da marca Kinino e o “Chá do Milagre”.

As proibições foram divulgadas nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União (DOU) e incluem a suspensão imediata da fabricação, venda, distribuição, divulgação e consumo dos itens.

As ações fazem parte de uma série de fiscalizações realizadas pela agência para garantir a segurança dos consumidores e a regularidade de produtos alimentícios no país. Segundo comunicado da agência, as irregularidades envolvem origem desconhecida, teor inadequado de minerais e alegações terapêuticas não permitidas.

Azeite Ouro Negro é retirado do mercado pela Anvisa

O azeite extra virgem Ouro Negro foi proibido em todo o território nacional após denúncia sobre a origem do produto. De acordo com a Anvisa, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desclassificou o azeite por não haver comprovação de procedência.

azeite de oliva
Azeite extra virgem Ouro Negro está proibido no Brasil (Imagem: DUSAN ZIDAR/Shutterstock)

O rótulo indicava que o item era importado pela Intralogística Distribuidora Concept Ltda., empresa que atualmente possui CNPJ suspenso na Receita Federal. Por esse motivo, o órgão determinou o recolhimento e a proibição total da comercialização, fabricação, importação, divulgação e consumo.

A Anvisa reforçou que consumidores que tenham adquirido o azeite devem interromper o uso e comunicar as autoridades sanitárias locais em caso de suspeita de irregularidades.

Sal do Himalaia da Kinino também foi suspenso pela agência

A segunda medida envolve o Sal do Himalaia Moído 500g, da marca Kinino, que teve 13 lotes suspensos após a própria fabricante — a H.L. do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. — identificar inconsistências no teor de iodo presente no produto.

Sal rosa do Himalaia
Sal do Himalaia Moído 500g, da marca Kinino, teve 13 lotes suspensos (Imagem: Wikimedia – Domínio público)

Os testes realizados pelo Instituto Adolfo Lutz constataram níveis abaixo do exigido pela legislação brasileira. A deficiência de iodo pode causar problemas, como bócio, e impactar no desenvolvimento do feto durante a gestação, além de afetar funções metabólicas.

Leia mais:

Abaixo, os lotes afetados, todos com validade até março de 2027:

  • MAR 257 1;
  • MAR 257 2;
  • MAR 257 3;
  • MAR 257 4;
  • MAR 257 5;
  • MAR 257 6;
  • MAR 257 7;
  • MAR 257 8;
  • MAR 257 9;
  • MAR 257 10;
  • MAR 257 11;
  • MAR 257 12;
  • MAR 257 13.

Com isso, o produto teve comercialização, distribuição, divulgação e consumo suspensos.

“Chá do Milagre” é banido pela Anvisa por alegações terapêuticas ilegais

O chamado “Chá do Milagre” (também vendido como Pó do Milagre ou Pozinho do Milagre) foi igualmente proibido pela Anvisa. Segundo a agência, o item tem composição e fabricante desconhecidos, o que impede sua classificação como alimento ou produto fitoterápico regularizado.

Chamado “Chá do Milagre” está proibido pela Anvisa (Imagem: New Africa/Shutterstock)

Além disso, a Anvisa identificou a divulgação irregular nas redes sociais, com promessas de emagrecimento, tratamento de ansiedade, insônia, prevenção de câncer e aumento da libido — alegações proibidas para produtos alimentícios.

Com a decisão, o chá não pode mais ser fabricado, comercializado, divulgado, distribuído ou consumido.

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