Com ou sem travesseiro? Veja o que é melhor para a saúde do seu sono

Ter uma boa noite de sono é um dos pilares fundamentais da saúde e essencial para manter uma vida equilibrada e produtiva. No entanto, quase metade da população brasileira enfrenta dificuldades para dormir bem. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 72% dos brasileiros sofrem com algum tipo de distúrbio do sono.

Entre os diversos fatores que influenciam a qualidade do descanso, o travesseiro é um dos mais importantes. Esse item aparentemente simples pode afetar diretamente a postura, o alinhamento da coluna e até a respiração. Mas, afinal, é melhor dormir com ou sem travesseiro?

O papel do travesseiro na qualidade do sono

Crédito: New Africa/Shutterstock

O travesseiro tem como principal função apoiar a cabeça e manter o alinhamento natural da coluna durante o sono. Quando bem escolhido, ele ajuda a reduzir tensões no pescoço e nos ombros, prevenindo dores e desconfortos. Por outro lado, um travesseiro inadequado pode causar torcicolos, dores crônicas e até agravar distúrbios respiratórios, como o ronco e a apneia do sono.

A seguir, destacamos os principais benefícios e malefícios de usar o travesseiro da forma correta.

Benefícios de dormir com travesseiro

Mulher idosa dormindo em sua cama, vista superior
Mulher idosa dormindo em sua cama, vista superior / Crédito: Halfpoint – Shutterstock (divulgação)

Apoio cervical

Um travesseiro adequado mantém a curvatura natural da coluna cervical, reduzindo a chance de dores no pescoço e na parte superior das costas.

Prevenção de dores e desconfortos

Com a postura alinhada, a tensão sobre os músculos é minimizada. Isso reduz a probabilidade de torcicolos, enxaquecas tensionais e dores na lombar.

Respiração adequada

O travesseiro ajuda a manter a posição correta da cabeça, favorecendo a passagem de ar. Isso é essencial para evitar roncos, crises de apneia e interrupções do sono.

Malefícios de dormir sem travesseiro

Mulher jovem sentindo dor no pescoço ao acordar
Mulher jovem sentindo dor no pescoço ao acordar / Crédito: fizkes – Shutterstock (divulgação)

Tensão muscular e desalinhamento da coluna

Dormir completamente sem travesseiro pode parecer confortável para algumas pessoas, mas a prática tende a comprometer o alinhamento natural da coluna cervical. Isso gera sobrecarga nos músculos do pescoço e pode causar dores frequentes.

Impactos respiratórios

Sem o suporte adequado, a cabeça pode inclinar de forma que dificulte a passagem de ar pelas vias respiratórias, aumentando as chances de ronco. Para quem já sofre de apneia do sono, a ausência de travesseiro pode piorar o quadro.

Posições para dormir: qual travesseiro escolher?

Travesseiro de IA armazena dados de monitoramento do sono. (Imagem: Hooti/Divulgação)

Dormir de lado

É a posição mais recomendada pelos especialistas. Para manter a coluna reta, o ideal é usar um travesseiro firme e mais alto, que preencha o espaço entre o ombro e a cabeça. Também é aconselhável usar uma almofada entre os joelhos para aliviar a pressão na bacia.

Dormir de barriga para cima

Nessa posição, o indicado é um travesseiro mais baixo e macio, para evitar que a cabeça fique elevada demais. Isso ajuda a prevenir dores cervicais e melhora a respiração.

Dormir de bruços

Essa é a posição menos recomendada, pois causa pressão excessiva na coluna e nos ombros. Quando inevitável, o ideal é usar um travesseiro extremamente baixo ou até mesmo nenhum, para reduzir a inclinação da cabeça.

Homem deitado dormindo em uma cama abraçado ao travesseiro
Imagem Pexels

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Principais tipos de travesseiro e suas vantagens

Marcos Pontes estampa embalagem de travesseiro do tipo Nasa
O ex-astronautra brasileiro Marcos Pontes estampa, há anos, embalagens de travesseiros.
  • Viscoelástico (popularmente conhecido como “espuma da NASA”): esse modelo adapta-se ao formato da cabeça e do pescoço, oferecendo suporte personalizado. Pessoas que buscam conforto e desejam reduzir pontos de pressão costumam escolhê-lo.
  • Látex: mais firme e durável, esse tipo de travesseiro garante apoio consistente ao longo da noite. Quem dorme de lado e precisa de maior sustentação tende a preferi-lo.
  • Ortopédicos: esses modelos corrigem a postura e aliviam dores crônicas, ajudando quem enfrenta problemas no pescoço, na coluna ou sofre com apneia do sono.
  • Hipoalergênicos: esses travesseiros protegem quem sofre com alergias, pois impedem o acúmulo de ácaros, poeira e fungos.

Cuidados essenciais com o travesseiro

Travesseiro amarelado de suor e sujeira
Um travesseiro sujo é o lar perfeito para micróbios. (Imagem: CGN089 / Shutterstock)

Especialistas recomendam trocar o travesseiro a cada um ou dois anos, já que, com o tempo, ele perde a capacidade de sustentação e acumula ácaros, o que pode prejudicar a saúde respiratória. A higienização também é fundamental: usar capas protetoras antialérgicas e lavar regularmente as fronhas ajuda a reduzir o risco de crises alérgicas.

Além disso, é importante lembrar que colchão e travesseiro devem funcionar em conjunto, não adianta investir em um travesseiro de qualidade se o colchão não oferece o suporte adequado, pois ambos precisam trabalhar juntos para garantir uma postura correta e um sono realmente reparador.

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Nvidia vai participar de fundo de investimento bilionário da xAI

A startup de inteligência artificial (IA), xAI, de Elon Musk, está prestes a receber um investimento maior do que o esperado. O fundo destinado a isso chega a US$ 20 bilhões (R$ 107,1 bilhões, na conversão direta) e tem, como uma das principais investidoras, a Nvidia, segundo informações de pessoas familiarizadas com o assunto e repassadas à Bloomberg.

O financiamento, que inclui patrimônio e dívida, será atrelado às GPUs da Nvidia que a xAI visa instalar no Colossus 2, o gigantesco data center da empresa, localizado em Memphis (EUA).

Colossus 2: o ambicioso projeto de Elon Musk no sul dos EUA
Musk quer usar GPUs da Nvidia em seu mega data center, o Colossus 2 (Imagem: Photo Agency/Shutterstock)

Quanto a Nvidia vai liberar para a xAI?

  • A Nvidia investirá ao menos US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) na porção destinada ao patrimônio;
  • A estratégia da gigante dos chips gráficos visa acelerar os investimentos em inteligência artificial (IA) de seus clientes;
  • O fundo da xAI, inclusive, deve seguir crescendo, reporta a Bloomberg.

O investimento na xAI poderá ser dividida em cerca de US$ 7,5 bilhões (R$ 40,1 bilhões) em patrimônio e algo em torno de US$ 12,5 bilhões (R$ 66,9 bilhões) em dívidas, segundo as fontes da Bloomberg.

Uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) seria utilizada para compra de processadores Nvidia, enquanto a xAI poderia alugá-los por cinco anos. Isso permitiria que investidores de Wall Street recuperassem seus investimentos.

A estrutura única de negócio, com a dívida garantida pelas GPUs ao contrário da empresa, pode gerar uma espécie de manual para empresas do setor que visam diminuir suas dívidas.

Executivos da Nvidia já disseram que a companhia vai usar sua crescente força financeira para acelerar a implantação da IA nos EUA. Já no mês passado, a CFO da companhia, Colette Kress, declarou, em conferência da Goldman Sachs, que a empresa de Jensen Huang irá recomprar estoque e fazer aquisições estratégicas quando possível.

Contudo, a executiva alegou que a prioridade, no momento, é usar o dinheiro para ajudar outras empresas a usarem a IA mais rapidamente.

musk xAI
xAI também receberá investimentos de outras empresas (Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock)

Mais participantes

Além da Nvidia, participam do fundo de investimento, no lado da dívida, a Apolo Global Management (AGM), bem como a Diameter Capital Partners. Quem gerencia o lado da propriedade é a Valor Capital, mas a Apollo também está nesse bojo. A Bloomberg procurou representantes das três financiadoras para comentar o assunto, mas ninguém quis responder.

Indústria em franco crescimento

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Esse levantamento massivo de capital é a “última moda” na indústria de IA, onde empresas de maior porte investem dezenas de bilhões de dólares na busca para ter a melhor e mais adequada infraestrutura e modelos de IA.

Entre os exemplos, estão OpenAI, que entrou em acordo com a AMD, rival da Nvidia; a Meta fechou vários acordos multibilionários nos últimos meses, como o pacote de US$ 29 bilhões (R$ 155,2 bilhões) para data centers, enquanto a Oracle levantou US$ 38 bilhões (R$ 203,4, bilhões) para sua infraestrutura.

A capacidade dos data centers são vistas como necessidade para o desenvolvimento de modelos de IA. No entanto, alguns debatem o quanto o poder computacional pode melhorar a tecnologia. Segundo o portal, somente em mercados obrigacionistas estadunidenses, as companhias de tecnologia investiram cerca de US$ 157 bilhões (R$ 840,7 bilhões) este ano, sendo 70% a mais do que em 2024.

Montagem com fotos de celular com logotipo da AMD na tela e do CEO da OpenAI, Sam Altman, falando em evento
Enquanto AMD e OpenAI se unem, xAI e Nvidia contraatacam (Imagem: Rokas Tenys e jamesonwu1972/Shutterstock; Montagem: Olhar Digital)

A xAI está sedenta por capital. A startup já levantou cerca de US$ 10 bilhões (R$ 53,5 bilhões) de patrimônio e dívida corporativa este ano. Além disso, Musk aproveitou sua gama de empresas, incluindo a SpaceX, para investir na xAI.

Mais no fim deste ano, investidores da Tesla irão votar para decidir se a fabricante de veículos elétricos deve investir na startup de IA. Para Musk, a IA é a base de seus produtos futuros, incluindo os carros e robôs autônomos.

O que dizem as citadas

A Bloomberg procurou Nvidia e xAI, que não se pronunciaram. Já Musk postou, no X, que a empresa “não está levantando nenhum capital por enquanto“.

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É seguro deixar modem ou roteador ligado direto?

Por conta da praticidade de sempre ter internet quando precisar, muitas pessoas têm o costume de manter o modem ou roteador ligado o tempo inteiro, desligando-os ou reiniciando apenas em pequenos intervalos, como em momentos de falhas de sinal no aparelho

Porém, será que essa é uma boa prática? Esse tipo de dispositivo foi fabricado para permanecer ligado durante 24 horas? Como isso é possível? Por que não explode? A seguir, você confere diversas informações sobre se é ou não seguro manter os equipamentos sempre ligados. 

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É seguro deixar modem ou roteador ligado direto?

Permanecer com o dispositivo ligado quando se está em casa é um hábito normal, pois nesse caso as pessoas provavelmente estão precisando da internet. Além disso, não há necessidade de desligar o aparelho todos os dias. Mas, e no caso de viajar e ficar alguns dias fora de casa? Será que é importante desligar o equipamento?

mão de uma mulher reiniciando o modem apertando o botão
Mão de uma mulher reiniciando o modem apertando o botão (Imagem: Antonio Guillem/Shutterstock)

A resposta para a pergunta acima é sim, e existem alguns motivos plausíveis para você adotar a prática de desligar o modem ou roteador ao sair de casa. 

Conta de energia

A primeira preocupação é referente à conta de energia. Apesar de consumir pouca eletricidade (cerca de 12 W quando ligado 24 horas por dia), retirá-lo da tomada por um certo período em que você não estará em casa vai gerar uma pequena economia aos seus bolsos. Além disso, para muitos, essa é uma questão de consciência ambiental.

Proteção contra picos de energia

foto de um roteador em cima de uma mesa com pessoas e computadores atrás
foto de um roteador em cima de uma mesa com pessoas e computadores atrás (Imagem: dc studio/Freepik)

Com você fora de casa, será impossível tirar o equipamento da tomada quando estiver tendo alguma tempestade ou intercorrência elétrica, as quais podem até queimar o modem ou roteador. Por isso, ao desligá-lo, haverá uma coisa a menos para se preocupar.

Segurança

Como a grande maioria dos roteadores no Brasil utiliza as configurações de fábrica, eles acabam ficando vulneráveis a invasões. Então, se esse foi o caso do seu dispositivo, desligue-o durante os dias em que você não estará em casa. Isso ajuda a prevenir ataques cibernéticos. 

Roteador pegando fogo
Roteador pegando fogo – Imagem: Anelo / Shutterstock
Roteador ou modem ligado direto causa incêndio?

Não é normal que isso aconteça, mas há situações que podem acabar provocando incêndios, como no caso de dispositivos que superaquecem por estarem em locais sem ventilação adequada. Além disso, é muito importante que o seu aparelho tenha sido aprovado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), passando por um processo de certificação e homologação que garante a segurança.

Como apagar incêndio causado por pane elétrica no roteador ou modem?

Não existem protocolos padrão para incêndios em roteador ou modem. Mas, é possível usar o mesmo procedimento para incêndios em equipamentos eletrônicos. O primeiro passo é interromper o fornecimento de energia elétrica, desligando o disjuntor ou a chave geral (não tente tirar o plugue da tomada). Se isso não for suficiente para acabar com as chamas, o ideal é utilizar um extintor de incêndio da classe C (não jogue água!). Além disso, é importante entrar em contato com o Corpo de Bombeiros para evitar acidentes maiores. 

Posso desligar o roteador e modem toda noite antes de dormir?

Não é recomendável. As operadoras costumam sugerir que o usuário reinicie o roteador periodicamente (uma vez por mês, por exemplo), pois isso ajuda a corrigir pequenas falhas e até lentidão na conexão.

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Perde a noção do tempo no TikTok? Entenda mecanismo que causa isso

Um estudo conduzido pelo The Washington Post revelou detalhes sobre como o TikTok consegue manter seus usuários conectados por horas todos os dias. O jornal analisou o comportamento de 1,1 mil pessoas, com base em um banco de dados de cerca de 15 milhões de vídeos assistidos ao longo de seis meses, mostrando o quão eficaz é o algoritmo da plataforma em criar hábitos de uso.

Jon Freilich, de 51 anos, gerente de operações na Califórnia (EUA), descreveu seu relacionamento com o aplicativo como uma dependência. “Nunca fumei nem usei drogas, então, não sei como é um vício químico, mas sinto que sou viciado em TikTok”, disse.

Smartphone com logo do TikTok em cima de um livro
Especialistas dão recomendações sobre como reduzir o uso(Imagem: Tada Images/Shutterstock)

Ele afirmou que, mesmo sabendo que deveria parar de rolar a tela para dormir ou trabalhar, não consegue interromper o uso. “É difícil parar, sabendo que o próximo deslize pode trazer um vídeo realmente interessante.”

TikTok e o vício: documentos dão a “dica”

  • Segundo documentos internos da empresa, revelados em um processo judicial nos Estados Unidos, bastam cerca de 260 vídeos — o equivalente a 35 minutos de uso — para que um hábito se forme;
  • No experimento do Post, os usuários mais leves já passavam, em média, mais de meia hora diária na plataforma, tempo que aumentou 40% em apenas uma semana, chegando a 45 minutos. Já os usuários mais intensos reduziram levemente o tempo, de 4,5 para 4,1 horas diárias;
  • Meredith David, professora de marketing na Baylor University, afirmou que o uso prolongado pode afetar o convívio social. “Está substituindo o tempo que poderíamos passar com amigos, família e em atividades mais saudáveis”, disse;
  • Segundo ela, o formato curto e personalizado dos vídeos faz com que as pessoas percam a noção do tempo. “Rolamos a tela e, quando percebemos, já se passou uma hora e meia.”

Outra usuária, Samantha Margeson, de 43 anos, contou ficar surpresa com o tempo gasto no aplicativo. “Meu Deus, como fiquei aqui 30 minutos seguidos?”, questionou. “Os vídeos têm 30 segundos, um minuto, e você não percebe, porque o scroll nunca termina.”

Com o passar dos meses, o tempo médio dos usuários mais ocasionais dobrou, chegando a mais de 70 minutos diários. Os usuários mais ativos mantiveram mais de quatro horas por dia no aplicativo. Ambos passaram a abrir o TikTok com maior frequência e a deslizar os vídeos mais rapidamente.

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tiktok crianca
Segundo documentos internos da empresa, bastam cerca de 260 vídeos — o equivalente a 35 minutos de uso — para que um hábito se forme (Imagem: Photostokerai/Shutterstock)

Design e falso controle pelo usuário

O design do aplicativo também contribui para o comportamento compulsivo, explica Thomas Essmeyer, pesquisador da Universidade de Bremen (Alemanha). “Não é que o usuário controle como se envolve com o app, mas, sim, que o app o envolve”, afirmou. Segundo ele, o gesto de deslizar cria a ilusão de controle, mas reforça o ciclo de uso.

A usuária Traci Davis, de 56 anos, disse sentir que treina o algoritmo com seus movimentos. “Dou uns dez swipes até achar algo que quero ver. Sinto que meu deslizar está treinando o algoritmo.”

Para a professora Meredith David, o consumo de vídeos curtos tende a reduzir o autocontrole e aumentar comportamentos impulsivos. Em pesquisa de 2024, ela identificou que o uso do TikTok está mais relacionado ao “phubbing” — quando a pessoa ignora outras para olhar o celular — do que em outras redes.

Já o estudante Casey Lumley, de 20 anos, relatou que o aplicativo afetou sua capacidade de pensar e se expressar: “Ficou mais difícil criar opiniões próprias. Eu me sentia meio sem pensamentos, distante.”

Pesquisas apontam que o TikTok ativa o sistema de recompensa do cérebro de forma semelhante a substâncias prazerosas, como comida e dinheiro. Marc Potenza, professor de psiquiatria em Yale (EUA), explicou que os vídeos personalizados provocam maior ativação cerebral e reduzem o autocontrole, o que pode fortalecer o ciclo de uso.

Montagem com logotipo do TikTok em cima de imagem de data center
Pesquisas apontam que o TikTok ativa o sistema de recompensa do cérebro de forma semelhante a substâncias prazerosas, como comida e dinheiro (Imagem: Gorodenkoff – Shutterstock/Olhar Digital)

Tentando frear o vício em TikTok

Alguns usuários têm tentado romper o hábito, usando limites de tempo ou apagando o app. No entanto, muitos continuam a rolar mesmo após atingirem os alertas de uso. Segundo Essmeyer, “o design do aplicativo é feito para gerar prazer imediato, não felicidade duradoura”.

Entre as dicas dos especialistas para reduzir o tempo no app estão: verificar o tempo de tela, desligar notificações, usar bloqueadores de aplicativos, acessar o TikTok apenas pelo computador e preferir interações ativas, como comentar ou conversar com outras pessoas, em vez de apenas rolar a tela. “Não esteja em uma plataforma só porque todos estão lá, mas porque você quer fazer algo específico”, concluiu Essmeyer.

E o que a plataforma fala sobre isso?

O próprio TikTok afirma oferecer ferramentas para que o usuário controle o uso, como filtros, redefinição do feed e limites de tempo. Mas não respondeu diretamente às conclusões do Post.

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Excesso de gordura pode acelerar progressão do câncer de endométrio

A obesidade é há muito tempo reconhecida como um fator de risco crítico para o câncer de endométrio, com diversos estudos comprovando a correlação entre o excesso de gordura corporal e a incidência de câncer.

Agora, um novo estudo demonstra que a obesidade não apenas apresenta riscos, como também é um fator-chave que influencia a progressão e a metástase do tumor no endométrio.

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Estudo demonstra que a obesidade não apenas apresenta riscos, como também é um fator-chave que influencia a progressão e a metástase do tumor no endométrio (Imagem: Wirestock Creators/Shutterstock)

Entenda como o excesso de gordura pode aumentar a incidência do câncer

Um estudo apresentado no 38º Congresso Anual da Associação Europeia de Medicina Nuclear (EANM’25) mostrou que a atividade da gordura localizada na barriga está ligada à gravidade do câncer de endométrio, segundo o site EurekAlert!.

Os pesquisadores explicaram que a gordura do corpo não é toda igual e, por isso, é importante entender como diferentes tipos de gordura podem influenciar o crescimento do câncer. Como essa gordura envolve órgãos importantes, ela também afeta o metabolismo e processos de inflamação, potencializando seus efeitos.

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Para investigar, cientistas do Hospital Universitário Haukeland e da Universidade de Bergen (Noruega) analisaram exames de PET/CT de 274 mulheres com câncer de endométrio. Eles mediram a quantidade de glicose que a gordura visceral (aquela ao redor dos órgãos) absorvia, usando isso como um indicador de sua atividade.

O resultado mostrou que quanto mais ativa essa gordura — ou seja, quanto mais glicose ela consome — maior a chance de o câncer estar em estágio avançado e com metástases nos linfonodos.

Médica com modelo anatômico de útero e ovários e lupa. Câncer de ovário e colo do útero e distúrbios do colo do útero

Pesquisadores afirmam que mais estudos são necessários para que a análise seja aperfeiçoada e para acompanhar a progressão da doença e como o paciente responde ao tratamento (Imagem: Jo Panuwat D/Shutterstock)

A maior atividade metabólica na gordura visceral foi significativamente associada a estágios mais avançados do câncer.

Jostei Sæterstøl, médico especializado em medicina nuclear e principal autor do estudo, ao EurekAlert!

Desafios futuros:

  • O exame PET/CT para medir a atividade da gordura visceral ainda não é usado de forma comum em hospitais;
  • Um dos problemas é que o sinal da gordura é fraco e os resultados podem variar;
  • No futuro, técnicas mais avançadas, imagens padronizadas e inteligência artificial (IA) podem tornar o exame mais preciso.

Agressividade da doença não está relacionado à quantidade de gordura

Sæterstøl explica que a inflamação na gordura visceral pode liberar substâncias que ajudam o tumor a crescer e a escapar do sistema imunológico. Isso também pode causar resistência à insulina, outro fator que favorece a evolução da doença.

imagem mostra células cancerígenas se reproduzindo
Inflamação na gordura visceral pode liberar substâncias que ajudam o tumor a crescer (Imagem: Jezperklauzen/iStock)

Além disso, segundo ele, sinais químicos da gordura e a interação entre essa gordura e as células cancerígenas podem ajudar a doença a se espalhar, especialmente para os linfonodos.

Pesquisas futuras vão se concentrar em aperfeiçoar os métodos de análise, usar inteligência artificial para identificar regiões específicas, estudar sinais biológicos e o perfil genético do tumor, e acompanhar como a doença progride e como os pacientes respondem ao tratamento.

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“Lobo” das Ilhas Malvinas era raposa domesticada na América do Sul

Um novo estudo publicado no Biological Journal of the Linnean Society revelou que o chamado lobo” das Ilhas Malvinas – considerado o único mamífero nativo do arquipélagonão era um lobo, mas, sim, a última população sobrevivente de uma espécie de raposa domesticada na América do Sul.

Por muito tempo, acreditava-se que o animal, conhecido cientificamente como Dusicyon australis, fosse uma espécie própria, que teria se separado das raposas sul-americanas há cerca de 16 mil anos. No entanto, novas análises genéticas e arqueológicas indicam que ele era descendente direto do Dusicyon avus, uma espécie domesticada por caçadores-coletores sul-americanos antes mesmo da domesticação dos cães.

Ilhas Malvinas
Espécie desembarcou nas Ilhas Malvinas há anos (Imagem: Juergen Brand/Shutterstock)

Raposa sul-americana? Qual é a história dela, então?

  • Essas raposas foram encontradas em tumbas humanas, sugerindo que viviam como animais de estimação;
  • Quando parte dessa população se estabeleceu nas Ilhas Malvinas, manteve o comportamento domesticado e a ausência de medo dos humanos – o que acabou se tornando fatal com a chegada dos colonizadores europeus no século XVII;
  • Charles Darwin foi um dos poucos humanos a observar o chamado lobo-das-Malvinas em vida;
  • Ele acreditava que o isolamento do animal o havia tornado destemido diante de pessoas e previu que essa característica levaria à sua extinção, o que, de fato, ocorreu;
  • O que Darwin não sabia é que a docilidade do animal não era fruto do isolamento, mas de um passado de convivência com os humanos.

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“Quando colonos europeus chegaram às praias das Malvinas, encontraram uma criatura de pelagem castanha, semelhante a um lobo, do tamanho de um pequeno labrador”, afirmou o professor Samuel Turvey, pesquisador do Instituto de Zoologia da ZSL e autor principal do estudo, ao IFLScience.

Desenho do lobo das Ilhas Malvinas por JG Keulemans, publicado em 1890 em “Dogs, jackals, wolves, and foxes”, monografia dos canídeos (Imagem: Bilblioteca ZSL)

“Assim como o famoso dodô, acreditava-se que milênios de evolução sem predadores haviam gerado um animal completamente destemido diante das pessoas, mas a realidade era mais complexa – e mais trágica.”

Segundo Turvey, “a simpatia que tornou esse canídeo um alvo fácil para caçadores não se devia à falta de contato com humanos, mas ao fato de que ele um dia viveu ao nosso lado”.

O pesquisador destacou ainda que essa descoberta “não é apenas um desfecho comovente para uma história trágica”, mas, também, “muda fundamentalmente nossa compreensão sobre o que levou essa espécie à extinção e tem implicações mais amplas para o estudo de extinções causadas por humanos hoje”.

Renomear a espécie?

Com a nova descoberta, os cientistas recomendam que a espécie D. avus passe a ser oficialmente chamada de D. australis, reconhecendo que se trata do mesmo animal. O entendimento revisado de sua história evolutiva pode ajudar a refinar estratégias de conservação de espécies atuais.

Reconstrução artística de um Dusicyon avus
Reconstrução artística de um Dusicyon avus (Imagem: Juandertal/CC BY-SA 4.0)

“Não podemos trazer o lobo das Malvinas de volta, mas sua história nos ajuda a proteger a vida selvagem que ainda temos hoje”, disse Turvey. “Ao aprimorar nossa base de conhecimento sobre a vulnerabilidade das espécies, podemos prever melhor como elas respondem à pressão humana e planejar ações de conservação de forma mais eficaz.”

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Fomepizol: o que é e como funciona o antídoto do metanol

Nos últimos dias, diversos casos de intoxicação por metanol viralizaram na mídia após ser constatado que bebidas destiladas de bares e casas noturnas foram adulteradas. No estado de São Paulo, por exemplo, já houve casos de morte, internação grave e perda de visão após o consumo de drinks com whisky e gin acrescidos de metanol.

A repercussão dos casos influenciou o Governo Federal a buscar a importação do medicamento Fomepizol, utilizado como antídoto nesses envenenamentos. O remédio não está disponível para venda no mercado nacional. Então, por conta da urgência em obtê-lo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entrou em contato com autoridades internacionais para trazê-lo ao país. A seguir, saiba tudo sobre o Fomepizol. 

O que é o Fomepizol?

Medicamento
Seringa com medicamento para ser aplicado – Imagem: Billion Photos/Shutterstock

O Fomepizol é um medicamento eficaz para casos de intoxicação por metanol e etilenoglicol, constando na lista de remédios essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, é aprovado pela FDA (Food and Drug Administration, um tipo de Anvisa nos Estados Unidos) desde 1997. Entretanto, não é registrado no Brasil. 

O medicamento não está disponível na maioria dos países, sendo considerado uma “droga órfã”, ou seja, tem fabricação limitada e é difícil de ser acessada. Apesar disso, a Anvisa já recebeu a resposta de dois produtores no Japão, os quais afirmaram ter o remédio e poder fazer a entrega rápida. 

Como o medicamento funciona no corpo humano?

O Fomepizol é um medicamento que tem como ação inibir a enzima ADH (álcool desidrogenase), a qual realiza a metabolização do metanol no fígado e no estômago. 

Laboratório – Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

O problema dessa metabolização é que, a partir do momento em que o metanol é quebrado no corpo, ele se transforma em formaldeído e depois em ácido fórmico, substâncias muito tóxicas para os humanos e que podem prejudicar o funcionamento das células, gerando vômito, náuseas e podendo levar até a cegueira e morte. 

O fomepizol evita justamente que essa quebra aconteça, pois bloqueia a ação da enzima, não permitindo que ela aja no corpo humano. Um ponto importante a ser destacado é que o metanol possui uma meia-vida de até 71 horas. Porém, caso o antídoto impeça a ação da enzima, a substância é descartada completamente pelo corpo sem que ocorram prejuízos às células do organismo.

A administração do remédio é feita em um hospital por meio de injeção na veia. Porém, nem todo mundo pode tomar, já que ele não é indicado para lactantes, grávidas ou pessoas com doença renal. O FDA ainda diz não ter informações suficientes para recomendar a utilização para crianças, idosos e pacientes que tenham insuficiência hepática, ou seja, mau funcionamento do fígado.

Outro dado importante é que, ao tomar o medicamento, cerca de entre 11% e 14% das pessoas sentem dores de cabeça, tontura e náusea. 

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É possível utilizar etanol para combater casos de intoxicação por metanol?

Frasco com etanol
Frasco com etanol – Imagem: sulit.photos/Shutterstock

Apesar do fomepizol ser mais indicado, o etanol é utilizado em situações de emergência e também atua inibindo a enzima que transforma metanol em ácido fórmico. Porém, ele tem um efeito mais demorado e no nível utilizado, faz com que a pessoa apresente sinais de intoxicação alcoólica durante o tratamento.

O etanol utilizado no tratamento é aquele chamado de absoluto ou puro e não é disponibilizado normalmente em redes de emergência.

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Xbox Game Pass x PS Plus: qual é o melhor serviço?

Xbox Game Pass é um serviço de assinatura da Microsoft com jogos disponíveis na nuvem, permitindo que o usuário escolha o título que deseja e jogue no Xbox Series X|S, Xbox One ou PC, algo parecido com o PS Plus, a assinatura da Sony para os consoles PlayStation

Recentemente, a plataforma do Xbox teve um aumento nos preços. Com isso, muitas pessoas começaram a pensar em cancelar a assinatura e até mesmo mudar para a do PlayStation. Mas afinal, qual é o melhor serviço? Veja o comparativo a seguir. 

Veja o comparativo entre o Xbox Game Pass x PS Plus

Abaixo, você confere a disponibilidade de planos, preços, quantidade de jogos, a possibilidade de jogar em nuvem e outros detalhes relevantes. 

Xbox Game Pass pode chegar oficialmente ao Android TV em breve
Controle ao lado de um celular com o Xbox Game Pass iniciando
Imagem: Miguel Lagoa / Shutterstock.com

Planos

Os dois serviços contam com três planos para assinatura. O Xbox Game Pass tem os novos níveis: Essencial, Premium e Ultimate. Por outro lado, o PS Plus disponibiliza as opções: Essencial, Extra e Deluxe. Cada um deles possui vantagens específicas e claro, quanto mais caro, mais benefícios. 

Veja o comparativo dos planos de nível básico, intermediário e avançado de cada um dos serviços e saiba qual é o ideal para você:

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Jogos Xbox
Ilustração com alguns dos títulos disponíveis no Xbox Game Pass – Imagem: Divulgação/Microsoft

Independentemente do plano escolhido no Xbox Game Pass, o jogador possui acesso a um catálogo com uma ampla quantidade de jogos. Já o PS Plus, no plano mais acessível, oferece apenas entre 3 e 4 games mensais, o que dificulta a construção de uma coleção ampla. 

No plano Essential, do Xbox Game Pass, por exemplo, o usuário tem acesso a títulos como Psychonauts 2, Stardew Valley e Grounded. Além disso, diversas opções contam com várias horas de gameplay.

Já no comparativo entre o plano Extra, do PS Plus, e o Premium, do Xbox Game Pass, o serviço da Sony leva vantagem, pois oferece uma quantidade significativamente maior de opções.

Já na assinatura mais cara, o Xbox Game Pass tem mais de 400 jogos no catálogo, enquanto o PS Plus possui cerca de 400, mas se destaca pela oferta de 150 games retrô. 

Possibilidade de jogar na nuvem

xbox cloud gaming
Xbox Cloud Gaming – Imagem: shutterstock/Diego Thomazini

Xbox Game Pass entrega como grande diferencial a possibilidade de jogar jogos na nuvem. Dessa forma, os usuários não têm a necessidade de comprar um console de última geração, pois o serviço possibilita aproveitar os títulos do Xbox Series X e Xbox Series S em seu PC, celular e até no Xbox One no caso de jogos compatíveis.

PlayStation também oferece a possibilidade de jogar na nuvem, mas apenas no plano Premium, que está disponível nos Estados Unidos. No Brasil, esse recurso ainda não pode ser assinado.

Qual é o melhor serviço?

A resposta para essa pergunta é: depende. Isso porque se você é uma pessoa que deseja pagar o valor mínimo para ter acesso a jogos, terá que escolher entre os níveis Essential (básico) do Xbox Game Pass e a PS Plus. Nesse caso, o Xbox Game Pass leva vantagem, pois oferece uma quantidade maior de jogos.

Já se você pode fazer um investimento maior, o plano Extra do PS Plus é a opção mais interessante, pois oferece mais jogos do que o Premium do Xbox Game Pass, com um preço acessível. Caso queira ir além, o plano Deluxe do PlayStation tem como vantagem os jogos retrôs. 

Já a assinatura Ultimate do serviço da Microsoft ficou muito mais cara e não parece ser uma boa opção, pois o grande atrativo dela era o preço de R$ 59,99 com a possibilidade de jogar games que eram lançados por R$ 349, por exemplo. Agora, custando R$ 119,90, a assinatura já não apresenta um bom custo-benefício.

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Coleiras inteligentes ajudam a monitorar saúde de vacas

Os dispositivos vestíveis estão cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas, ajudando a monitorar a saúde e oferecendo recursos voltados à produtividade. Mas será que eles também podem ser úteis no campo?

Para a Merck, gigante do setor farmacêutico, a resposta é sim. Coleiras com sensores ajudam a monitorar a saúde de vacas-leiteiras e otimizar a produção de leite.

Coleiras monitoram a mastigação e a digestão das vacas nos quatro compartimentos estomacais (Imagem: True Pixel Art/Shutterstock)

Análise de dados para aumentar produção e bem-estar das vacas

Segundo reportagem do The New York Times, esses dispositivos permitem uma abordagem baseada em dados, permitindo que os criadores identifiquem problemas de saúde e intervenham antes que eles afetem a produção.

Sensores nas coleiras ou em brincos coletam informações que são analisadas por inteligência artificial (IA), emitindo alertas para ajustes na alimentação ou aplicação de medicamentos.

É o mais perto que podemos chegar de falar com as vacas.

Tony Louters, criador de vacas-leiteiras, em entrevista ao The New York Times
Tecnologia voltada para a agricultura de precisão está movimentando um mercado de mais de US$ 5 bilhões (R$ 26,7 bilhões) nos Estados Unidos (Imagem: Standret/Freepik)

Agricultura de precisão movimenta bilhões de dólares

Relatório da Grand View Research aponta que, em 2024, o setor de monitoramento pecuário nos EUA movimentou mais de US$ 5 bilhões (R$ 26,7 bilhões). A tecnologia aplicada no campo não é novidade: desde os anos 1990, agricultores utilizam imagens de satélite, drones e sensores para monitorar plantações e animais, permitindo gerenciar grandes propriedades sem precisar estar presente fisicamente.

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Além das coleiras inteligentes, o uso de tratores autônomos, ferramentas de colheita com IA e mapas GPS também cresce, contribuindo para otimizar custos e reduzir a necessidade de mão de obra.

“O acesso à tecnologia está ficando mais rápido a cada ano. Antigamente, tínhamos novas tecnologias a cada poucos anos, agora, é a cada seis meses”, explica Deepak Joshi, professor de agricultura de precisão na Universidade Estadual do Kansas (EUA).

Acesso aos dados de monitoramento e alertas podem ser feitos de qualquer lugar e por meio de dispositivos móveis (Imagem: Parilov/Shutterstock)

Tecnologia mais acessível e simples

Apesar de alguns equipamentos ainda serem caros, a queda nos preços de sensores e câmeras e os avanços em inteligência artificial têm impulsionado a agricultura de precisão. As coleiras da Merck custam US$ 3 (R$ 16) por vaca, com atualizações de software incluídas. Brincos inteligentes também alertam visualmente quando o animal precisa de atenção.

O gado é tratado como se fosse atleta profissional, com equipes de trabalhadores e cientistas monitorando todos os dados.

Brandt Kreuscher, gerente de desenvolvimento de negócios de laticínios da Merck, ao The New York Times

As coleiras monitoram a mastigação e a digestão das vacas nos quatro compartimentos estomacais. Se o padrão se altera, o sistema envia um alerta ao proprietário em poucas horas.

Benefícios e usos das coleiras inteligentes

• Permitem monitorar a saúde das vacas em tempo real;
• Alertam sobre problemas digestivos ou mudanças de comportamento;
• Ajudam a aumentar a produção de leite e o bem-estar dos animais;
Reduzem custos e a necessidade de trabalhadores na fazenda;
• Facilitam na tomada de decisões rápidas sobre alimentação ou medicamentos.

Com essas tecnologias, o monitoramento e a gestão da produção podem ser feitos à distância, em uma sala na sede da fazenda ou em uma central de controle, garantindo mais segurança e eficiência no dia a dia do produtor.

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Vasco x Vitória: onde assistir, horário e escalação do Brasileirão

Neste domingo (5), Vasco e Vitória se enfrentam pela 27ª rodada do Brasileirão 2025. A bola rola às 16h (horário de Brasília) no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

  • Vasco x Vitória:
    • Competição: Brasileirão
    • Rodada: 27ª
    • Data: 05/10 (domingo)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • ​Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Vasco x Vitória no Brasileirão?

O duelo entre Vasco e Vitória terá transmissão pela TV Globo e pelo canal pay-per-view Premiere.

Prováveis escalações

  • Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Hugo Moura (Lucas Oliveira), Robert Renan e Puma Rodríguez; Cauan Barros, Tchê Tchê e Philippe Coutinho; Nuno Moreira, Rayan e Vegetti.
    • Técnico: Fernando Diniz.
  • Vitória: Lucas Arcanjo; Camutanga, Lucas Halter, Zé Marcos e Cáceres; Baralhas, Ronald, Aitor e Jesus; Erick e Renato Kayzer.
    • Técnico: Jair Ventura.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

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Vasco e Vitória no Brasileirão

O Vasco estava há sete partidas sem perder no Brasileirão, mas foi derrotado por 3×0 pelo Palmeiras na última rodada. Atualmente, o Gigante da Colina está na 12ª posição da tabela, com 30 pontos. O Cruzmaltino também joga a Copa do Brasil e vai enfrentar o Fluminense na semifinal.

Do outro lado, o Vitória encerrou três rodadas de derrotas com uma vitória contra o Ceará. No entanto, o Leão ainda está no Z4: na 17ª posição (a 1ª da zona de rebaixamento), com 25 pontos (três a menos que o Santos, na posição acima).

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Capacete com Bluetooth dá multa? O que diz a lei de trânsito

Com o avanço da tecnologia, muitos motociclistas têm aderido ao uso de capacetes com sistemas de comunicação integrados. Mas uma dúvida recorrente é: capacete com Bluetooth dá multa? A resposta não é tão simples quanto parece.

Embora esses dispositivos ofereçam praticidade e segurança em alguns contextos, seu uso pode ser considerado infração de trânsito, mesmo que a proibição ainda não seja tão específica.  Por isso, é essencial entender o que diz a legislação brasileira sobre o tema.

Neste artigo, vamos esclarecer como funciona o capacete com Bluetooth, quais são os tipos disponíveis, quem costuma utilizá-los e, principalmente, se o uso pode gerar penalidades. Também abordaremos os riscos associados e como a fiscalização identifica esses equipamentos. Continue lendo para pilotar com segurança e dentro da lei.

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O que é e como funciona o capacete com Bluetooth?

Motocicilista colocando capacete de moto
O Bluetooth no capacete pode facilitar a navegação, mas seu uso deve respeitar a legislação de trânsito/ (Imagem: Krakenimages.com / Shutterstock)

O capacete com Bluetooth é um equipamento moderno que possui tecnologia sem fio integrada, permitindo ao motociclista se comunicar com outros pilotos, ouvir instruções de GPS e, além disso, escutar música durante o trajeto. Esse sistema pode vir embutido de fábrica ou, alternativamente, ser instalado posteriormente por meio de intercomunicadores compatíveis.

Normalmente, os alto-falantes ficam posicionados no forro interno do capacete, próximos às orelhas, o que garante que a audição do ambiente externo não seja completamente obstruída.

Desde o início dos anos 2010, esses capacetes começaram a se popularizar, especialmente entre motociclistas que realizam viagens longas ou atuam no setor de entregas. Atualmente, existem diferentes modelos disponíveis no mercado: alguns já vêm com Bluetooth integrado, enquanto outros são preparados para receber dispositivos externos.

A principal vantagem, portanto, é permitir a comunicação sem que o piloto precise tirar as mãos do guidão, o que contribui significativamente para a segurança, desde que o uso não comprometa a atenção no trânsito.

Usar capacete com Bluetooth dá multa?

Modelo de capacete Bluetooth com imagem de motociclista ao fundo
Capacetes com Bluetooth permitem comunicação entre pilotos, acesso a GPS e reprodução de áudio/(Imagem: Pedro Spadoni/Olhar Digital)

A resposta é sim! O uso de capacete com Bluetooth pode gerar multa, independentemente da forma como o sistema é utilizado. De acordo com o artigo 252, inciso VI do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é proibido conduzir veículo “utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular”. Isso significa que fones encaixados diretamente nos ouvidos, mesmo que via Bluetooth, são considerados infração média, com penalidade de R$ 130,16 e 4 pontos na carteira.

Por outro lado, a lei não deixa claro se essa aplicação pode ser interpretada ao uso dos capacetes com Bluetooth e intercomunicador, que por sua natureza são diferentes dos fones de ouvido.  

Afinal, capacetes com alto-falantes embutidos no forro não bloqueiam totalmente a audição, e por conta disso, algumas pessoas entendem que deveriam ser permitidos, desde que não comprometam a percepção sonora do ambiente.

No entanto, como ainda não há uma regulamentação específica e uma proibição clara, há sim o risco de um agente de trânsito te multar, se você for flagrado usando esse equipamento. Outros órgãos importantes, como Cetran-SP (Conselho Estadual de Trânsito de São Paulo), também reforça que o uso de comunicadores ou alto-falantes no capacete são proibidos. 

Imagem mostra homem motociclista com capacete de moto fazendo gesto de positivo
O Código de Trânsito Brasileiro proíbe o uso de fones conectados a aparelhos sonoros durante a condução/(Imagem: Basilico Studio Stock / Shutterstock)

De acordo com Frederico Pierotti Arantes, presidente do Cetran-SP, em entrevista concedida ao UOL em 2024, a reprodução de áudio por meio de aplicativos de navegação ou música só é permitida em motocicletas que possuem sistema de som integrado ao próprio veículo, como é o caso da Honda GL 1800 Gold Wing e de alguns modelos premium da Harley-Davidson.

No entanto, essa autorização se restringe ao uso dos alto-falantes da moto, sendo proibida a emissão de som diretamente pelos alto-falantes instalados no capacete.

Sobretudo, mesmo com a proibição, muitos motociclistas se arriscam a utilizar os equipamentos, principalmente, os que usam o capacete com Bluetooth e intercomunicador para trabalhar.

Por conta disso, a fiscalização enfrenta grandes desafios. Afinal, muitos modelos modernos têm sistemas integrados invisíveis do lado de fora, o que dificulta a identificação visual. Nesses casos, a abordagem do agente e a verificação do equipamento podem ser necessárias para confirmar a infração.

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