OpenAI afirma: modelos de IA já fazem várias tarefas humanas no mesmo nível

Nesta quinta-feira (25), a OpenAI liberou novo benchmark que testa o desempenho dos modelos de inteligência artificial (IA) da desenvolvedora do ChatGPT em comparação a trabalhadores humanos. O teste foi realizado em uma ampla gama de setores e indústrias.

O teste, chamado de GDPval, trata-se de uma tentativa inicial de compreender o quão perto seus sistemas estão de superar os humanos em trabalhos economicamente valorizados, algo peça-chave para a missão da empresa de Sam Altman para chegar na tão sonhada inteligência artificial geral (IAG).

Segundo a startup, o GPT-5 e o Claude Opus 4.1, da Anthropic, “estão chegando perto da qualidade laboral executada pelos especialistas da indústria”.

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Poder computacional do GPT-5 foi medido contra a eficiência humana (Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock)

Contudo, como frisa o TechCrunch, isso não quer dizer que os modelos de IA da Open AI nos substituirão em nossos postos de trabalho logo de cara.

Apesar de previsões de CEOs do setor de que a IA vai tomar os trabalhos das pessoas em poucos anos, a dona do ChatGPT admite que o GDPval, atualmente, cobre limitada quantidade de tarefas laborais realizadas por nós no dia a dia. Mas esta é uma das mais recentes formas pelas quais a OpenAI está medindo o progresso de sua IA rumo a este marco.

Como é balizado o teste de benchmark da OpenAI

  • O GDPval é baseado em nove setores da indústria que mais contribuem com o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos;
  • Isso inclui áreas, como saúde, financeiro, manufatureiro e governo;
  • O teste analisa o desempenho de uma IA em 44 ocupações selecionadas entre os setores citados, indo desde engenheiros de software a enfermeiras e jornalistas;
  • Na primeira versão do teste, batizada de GDPval-v0, a OpenAI pediu que profissionais experientes comparassem relatórios feitos por IA com os produzidos por humanos e, depois, que escolhessem os melhores;
  • Um exemplo: um dos prompts solicitou que banqueiros de investimentos criassem um cenário competitivo para a mobilidade de último quilômetro (campo fundamental da cadeia de suprimentos) e os comparassem com os da IA;
  • Entao, a startup calculou a média da “taxa de vitória” de uma IA em comparação com os relatórios de humanos em todas 44 funções testadas.
Gráfico de barras com a comparação realizada pela OpenAI
Gráfico compara vários modelos de IA com trabalhadores humanos; Claude foi o que se saiu melhor (Imagem: Reprodução/OpenAI)

No teste do GPT-5-high — versão aprimorada do GPT-5 com mais poder computacional —, a OpenAI afirma que o modelo foi classificado como igual ou melhor que especialistas dos setores avaliados em 40,6% do tempo.

Já o Claude Opus 4.1, da Anthropic, foi classificado com melhor ou igual aos especialistas humanos em 49% das vezes, sendo, portanto, superior ao de sua concorrente. Contudo, a OpenAI opina que a porcentagem do Claude foi superior por conta de o modelo da Anthropic preferir criar gráficos mais agradáveis do que focar no puro desempenho.

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Celular com logotipo do Claude na tela na frente de tela maior exibindo letreiro no qual está escrito Anthropic
Claude Opus 4.1, da rival Anthropi, também foi avaliado pela OpenAI (Imagem: gguy/Shutterstock)

Futuro dessas avaliações

Mas o TechCrunch lembra, contudo, que muitos profissionais humanos fazem muito além do que apenas enviar relatórios para a chefia — que é o que o GDPval-v0 foi criado para testar. Sendo assim, a OpenAI reconhece essa situação e diz estar planejando criar testes mais robustos e que possam avaliar mais setores da indústria e fluxos de trabalho.

Ainda assim, expõe o portal, a indústria enxerga o progresso do GDPval como notável. Isso pode ser visto em entrevista do site com o economista-chefe da OpenAI, Dr. Aaron Chatterji, que afirmou que os resultados do teste sugerem que as pessoas nas funções analisadas podem, agora, usar os modelos de IA nessas tarefas, otimizando seu tempo e utilizando-o em tarefas mais importantes.

“[Por conta de] o modelo estar ficando bom em algumas dessas tarefas, as pessoas que atuam nessas funções podem, agora, usar o modelo, incrementando conforme sua capacidade melhora, de modo a diminuir a carga de trabalho e, potencialmente, mexer com coisas de maior valor”, disse.

Já a chefe das avaliações, Tejal Patwardhan, disse ao TechCrunch que ela foi encorajada pelo nível de progresso do GDPval. O modelo GPT-4, também da OpenAI, marcou apenas 13,7% (vence e empata quando enfrenta humanos) — ele foi lançado há cerca de 15 meses. Já o GPT-5 marca quase o triplo disso, marca que Patwardhan espera permanecer.

Outros benchmarks que estudam IA vs. humanos

A indústria do Vale do Silício possui várias opções de benchmarks que podem medir o progresso de suas IAs e avaliar se um dado modelo é o estado da arte (revisão sistemática e crítica da produção científica sobre um determinado tema, que visa identificar o nível mais alto de conhecimento alcançado em uma área até um dado momento). Entre os principais, estão o AIME 2025 (que testa problemas matemáticos competitivos) e o GPQA Diamond (que avalia questões científicas ao nível PhD).

Todavia, várias IAs estão próximas da saturação nesses benchmarks, e muitos pesquisadores do ramo citaram a necessidade de se criar melhores testes que possam medir a proficiência dos modelos em tarefas realizadas no mundo real.

Benchmarks como o GDPval têm o potencial de serem cada vez mais importantes nesse debate, enquanto a OpenAI apoia a ideia de que seus modelos de IA têm valor para uma grande quantidade de setores.

Dedo robótico tocando um dedo humano
Desenvolvedora do ChatGPT defende que seus modelos de IA são suficientemente valiosos para vários setores da sociedade (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)

Só que, talvez, a startup — que visa deixar de ser uma organização sem fins lucrativos, algo que vem sendo tema de polêmica com outros grandes players da indústria — precise criar um teste que ateste, sem sombra de dúvidas, que suas IAs conseguem nos superar.

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8 novos animes sobre magia, bruxas e feiticeiros para assistir online no streaming

Quando se fala em animes com magia e bruxas, é comum que a mente vá direto para produções consagradas. Obras como “O Serviço de Entregas da Kiki”, “Sakura Card Captors“, “Puella Magi Madoka Magica” e até o recente sucesso “Frieren” são os primeiros títulos que vêm à mente de muitas pessoas. 

Neste artigo, a proposta é olhar para outro lado: dar destaque a animes do gênero mais recentes ou menos lembrados pelo público, muitos deles disponíveis em serviços de streaming.

A seguir, apresentamos oito títulos que merecem um lugar na sua lista de próximos animes.

Witch Watch

Witch Watch
Witch Watch / Crédito: Shueisha (divulgação)

Misturando fantasia e comédia romântica, “Witch Watch” acompanha Nico Wakatsuki, uma jovem bruxa que se muda para a casa de seu amigo de infância, Morihito Otogi, para aprimorar suas habilidades mágicas. 

Por tradição de suas famílias, Morihito deve se tornar seu familiar e protetor, embora não compartilhe os sentimentos românticos de Nico. 

Juntos, eles enfrentam seres sobrenaturais e lidam com os imprevistos causados pela magia, enquanto descobrem a diversão e os desafios da convivência diária.

  • Onde assistir: Netflix.

Mary e a Flor da Feiticeira

Mary e a Flor da Feiticeira
Mary e a Flor da Feiticeira / Crédito: Studio Ponoc (divulgação)

Baseado no livro “The Little Broomstick”, o filme acompanha Mary, uma garota que, sem grandes aventuras ou amigos à vista, segue um gato misterioso até uma floresta. 

Lá, ela descobre uma vassoura mágica e uma rara flor que floresce apenas a cada sete anos, concedendo poderes temporários a quem a possui. 

Com uma belíssima animação e visualmente deslumbrante, o longa apresenta um universo rico em criaturas e escolas mágicas, oferecendo uma aventura encantadora para todas as idades.

  • Onde assistir: HBO Max.

Little Witch Academia

Little Witch Academia
Little Witch Academia / Crédito: Netflix (divulgação)

Um dos títulos mais populares entre os animes recentes de fantasia, “Little Witch Academia” é uma produção do renomado estúdio Trigger (conhecido por “Kill la Kill” e “Cyberpunk: Edgerunners”).

A trama acompanha Atsuko “Akko” Kagari, uma garota que sonha em se tornar bruxa, mesmo sem possuir talento natural para a magia. Inspirada pela famosa bruxa Shiny Chariot, Akko se matricula na prestigiada Academia Mágica Luna Nova.

Entretanto, ela enfrenta desafios por sua origem não mágica das suas colegas de turma. Até que tudo muda quando ela descobre o Shiny Rod, uma poderosa relíquia deixada por Chariot. 

  • Onde assistir: Netflix.

Burn the Witch

Burn the Witch
Burn the Witch / Crédito: Crunchyroll (divulgação)

Do mesmo autor do grande sucesso “Bleach”, “Burn the Witch” apresenta uma Londres dividida em dois mundos. A comum e a chamada Londres Reversa, onde apenas alguns podem ver dragões, responsáveis por grande parte das mortes na cidade. 

Nesse cenário, acompanhamos Noel Niihashi e Ninny Spangcole, duas jovens bruxas que atuam como agentes da Wing Bind, organização responsável por controlar e proteger a população contra essas criaturas. 

  • Onde assistir: Crunchyroll.

Witch Craft Works

Witch Craft Works
Witch Craft Works / Crédito: Crunchyroll (divulgação)

Honoka Takamiya é um estudante aparentemente comum que leva uma vida tranquila, até se ver alvo de ataques misteriosos. Para sua surpresa, quem surge para salvá-lo é Ayaka Kagari, a bela e popular “princesa” da escola, que na verdade é uma poderosa bruxa. 

A partir daí, Ayaka revela que sua missão é protegê-lo de qualquer ameaça, mudando por completo a rotina de Honoka. O anime se destaca pela dinâmica entre os protagonistas e pelos combates mágicos grandiosos que conduzem a trama.

Onde assistir: Crunchyroll.

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Wandering Witch: The Journey of Elaina

Wandering Witch: The Journey of Elaina
Wandering Witch: The Journey of Elaina / Crédito: Crunchyroll (divulgação)

O anime acompanha Elaina, fascinada pelas histórias de Niké, uma bruxa lendária que viajou pelo mundo. Determinada, ela se torna a mais jovem a passar no exame de magia e recebe o título de “Ashen Witch” após treinar com a misteriosa Fran, a “Stardust Witch”.

Livre para seguir seu caminho, Elaina embarca em uma jornada onde explora o mundo, conhece culturas diferentes e enfrenta dilemas morais em histórias que transitam entre a leveza e a melancolia. Uma obra contemplativa e delicada, que lembra o estilo de “Frieren”.

Yamada-kun and the Seven Witches

Yamada-kun and the Seven Witches
Yamada-kun and the Seven Witches / Crédito: Crunchyroll (divulgação)

Ryu Yamada é um estudante do segundo ano conhecido por suas notas baixas e pela falta de interesse na escola, até que um dia, inesperadamente, troca de corpo com Urara Shiraishi, a aluna mais brilhante do colégio.

Logo, Yamada descobre que possui a habilidade de trocar de corpo com qualquer pessoa ao beijá-la, o que o leva a encontrar outras seis garotas com poderes sobrenaturais.

O anime é uma mistura do típico romance escolar, com muita comédia e toques de mistério, trazendo um fundo mágico e de fantasia. Uma boa opção para quem procura um título leve e divertido.

  • Onde assistir: Crunchyroll.

Flying Witch

Flying Witch
Flying Witch / Crédito: Crunchyroll (divulgação)

A história acompanha Makoto Kowata, uma jovem bruxa em treinamento que deixa Yokohama e se muda para Hirosaki, no interior do Japão, para morar com parentes e continuar seu aprendizado. 

Diferente de produções cheias de ação, o anime aposta em cenas cotidianas leves e contemplativas. Neste anime acompanhamos como a magia se manifesta na vida diária e nas relações que Makoto constrói com familiares e novos amigos.

  • Onde assistir: Crunchyroll.

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Por que ainda não encontramos alienígenas? Resposta pode estar na nossa atmosfera

A existência de civilizações extraterrestres tecnologicamente avançadas pode ser muito mais rara do que se imaginava, segundo um estudo apresentado por Manuel Scherf e Helmut Lammer, da Academia Austríaca de Ciências, durante o Europlanet Science Congress e a reunião da Division for Planetary Science (EPSC-DPS), realizada neste mês em Helsinque (Finlândia).

De acordo com os pesquisadores, a evolução de vida complexa capaz de desenvolver tecnologia avançada depende de uma série de condições específicas que nem todos os planetas conseguem atender. Entre os fatores essenciais estão a presença de placas tectônicas, níveis equilibrados de dióxido de carbono e oxigênio e uma biosfera capaz de se manter estável por bilhões de anos.

Impressão artística do exoplaneta rochoso Kepler-168b
Impressão artística do exoplaneta rochoso Kepler-168b, localizado na zona habitável (Imagem: NASA Ames/NASA/JPL–Caltech/Tim Pyle [Caltech])

Os cientistas explicam que o dióxido de carbono é necessário para sustentar a fotossíntese e evitar a fuga da atmosfera. No entanto, em excesso, pode tornar o ar tóxico ou aprisionar calor em excesso.

As placas tectônicas exercem um papel central nesse equilíbrio, já que regula os níveis de CO₂ por meio do ciclo carbono-silicato. Ainda assim, esse mecanismo não é eterno. “Em algum momento, dióxido de carbono suficiente será retirado da atmosfera de forma que a fotossíntese deixará de funcionar. Para a Terra, isso deve ocorrer em cerca de 200 milhões a aproximadamente um bilhão de anos”, afirmou Scherf em comunicado.

Outro requisito seria uma atmosfera dominada por nitrogênio e oxigênio. O oxigênio, em particular, é fundamental não apenas para a vida biológica, mas também para o avanço tecnológico. Segundo os autores, concentrações inferiores a 18% poderiam impedir o uso do fogo, elemento decisivo no desenvolvimento da metalurgia e, consequentemente, de ferramentas avançadas.

Broto verde de um galho jovem de avelã iluminado pelo sol, com espectro de luz visível. Conceito de fotossíntese vegetal
Cientistas explicam que o dióxido de carbono é necessário para sustentar a fotossíntese e evitar a fuga da atmosfera; no entanto, em excesso, pode tornar o ar tóxico ou aprisionar calor em excesso (Imagem: Ostariyanov/Shutterstock)

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Estrutura da pesquisa relacionando atmosfera e alienígenas

  • Os pesquisadores criaram modelos comparando a duração de biosferas com diferentes composições atmosféricas e o tempo estimado necessário para a evolução de civilizações avançadas;
  • Os cálculos indicam que, caso exista uma sociedade tecnológica na Via Láctea, a mais próxima estaria a cerca de 33 mil anos-luz da Terra;
  • Além disso, para que houvesse qualquer chance de coexistência com a humanidade, essa civilização teria de sobreviver por ao menos 280 mil anosou muito mais.

Na prática, a probabilidade de duas civilizações inteligentes coincidirem no tempo e no espaço dentro da galáxia é extremamente baixa. Ainda assim, os cientistas defendem a continuidade das buscas, especialmente por meio do Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI).

Via Láctea
Cálculos indicam que, caso exista uma sociedade tecnológica na Via Láctea, a mais próxima estaria a cerca de 33 mil anos-luz da Terra (Imagem: Allexxandar/Shutterstock)

“Embora ETIs [inteligências extraterrestres] possam ser raras, há apenas uma maneira de realmente descobrir, e isso é procurando por elas”, afirmou Scherf. “Se essas buscas não encontrarem nada, nossa teoria se torna mais provável; mas, se o SETI encontrar algo, será um dos maiores avanços científicos já alcançados, pois saberemos que não estamos sozinhos no Universo.”

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Terra está próximo do colapso? Cientistas revelam que ultrapassamos novo limite crítico

Pela primeira vez, o limite de acidificação dos oceanos foi ultrapassado, de acordo com o novo relatório do Laboratório de Ciências de Fronteiras Planetárias do Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam (PIK, na sigla em inglês), revelando que sete dos nove limites críticos do sistema da Terra foram violados, um a mais que no ano passado.

São eles: Mudanças Climáticas, Integridade da Biosfera, Mudanças no Sistema Terrestre, Uso de Água Doce, Fluxos Biogeoquímicos, Novas Entidades e, agora, a Acidificação dos Oceanos. Todas as categorias apresentam tendências de agravamento, deixando apenas a camada de ozônio e a carga de aerossóis (poluição do ar) dentro de limites seguros.

“Mais de três quartos dos sistemas de suporte da Terra não estão na zona de segurança. A humanidade está ultrapassando os limites de um espaço operacional seguro, aumentando o risco de desestabilização do planeta”, afirma Johan Rockström, diretor do PIK, uma organização sem fins lucrativos sediada na Alemanha.

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Apenas a camada de ozônio e a carga de aerossóis (poluição do ar) dentro de limites seguros
(Imagem: Divulgação/PIK)

Oceanos em risco

  • A acidificação dos oceanos foi impulsionada principalmente pela queima de combustíveis fósseis e agravada pelo desmatamento e mudanças no uso da terra, diz o relatório;
  • E as consequências já são visíveis, colocando corais de águas frias, recifes de corais tropicais e a vida marinha do Ártico em risco;
  • “O oceano está se tornando mais ácido, os níveis de oxigênio estão caindo e as ondas de calor marinhas estão aumentando. Isso está aumentando a pressão sobre um sistema vital para estabilizar as condições no planeta Terra. Essa acidificação afeta tudo, desde a pesca costeira até o oceano aberto”, explicou Levke Caesar, um dos principais autores do relatório;
  • Desde o início da era industrial, a acidez do oceano aumentou entre 30% e 40%;
  • Pequenos caracóis marinhos, conhecidos como pterópodes, já apresentam sinais de danos em suas conchas — e isso é um marcador importante, pois se trata de uma fonte de alimento para muitas espécies. Seu declínio pode afetar cadeias alimentares inteiras.
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Desde o início da era industrial, a acidez do oceano aumentou entre 30% e 40%
(Imagem: Mohammad Turk/iStock)

“Por bilhões de anos, o oceano tem sido o grande estabilizador da Terra: gerando oxigênio, moldando o clima e sustentando a diversidade da vida. Hoje, a acidificação é uma luz vermelha de alerta no painel de instrumentos da estabilidade da Terra. Ignore-a e corremos o risco de colapsar os próprios alicerces do nosso mundo vivo. Proteja o oceano e nós nos protegeremos”, alertou a oceanógrafa Dra. Sylvia Earle.

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Guardiões do planeta Terra

Juntos, os novos limites formam o sistema operacional da Terra que devem permanecer dentro de níveis seguros para manter a humanidade segura e o mundo natural resiliente. São pontos-chave monitorados por cientistas em todo o mundo (também conhecidos como guardiões planetários) para avaliar a saúde da Terra.

“Estamos testemunhando um declínio generalizado na saúde do nosso planeta. Mas isso não é um resultado inevitável. A redução da poluição por aerossóis e a recuperação da camada de ozônio demonstram que é possível mudar a direção do desenvolvimento global. Mesmo que o diagnóstico seja terrível, a janela da cura ainda está aberta. O fracasso não é inevitável; o fracasso é uma escolha. Uma escolha que deve e pode ser evitada”, disse  Rockström.

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Tratados internacionais mostram que é possível reduzir impacto das ações humanas
(Imagem: zxvisual/iStock)

A fala dele faz referência a políticas públicas que, na avaliação do PIK, mostraram como é possível reverter a situação: o Protocolo de Montreal, um tratado internacional que visa reduzir progressivamente a emissão de substâncias que destroem a camada de ozônio; e a regulamentação do transporte marítimo pela Organização Marítima Internacional, que busca a total descarbonização do setor.

“Os povos indígenas protegeram as florestas, a água e a biodiversidade vivendo dentro dos limites da natureza, guiados pelo conhecimento transmitido por nossos ancestrais. Hoje, a ciência dos Limites Planetários confirma o que os povos indígenas sempre souberam: quando ultrapassamos esses limites, colocamos toda a vida em risco. Para curar nosso planeta, precisamos unir a ciência e o conhecimento tradicional, respeitando a sabedoria daqueles que vivem mais próximos da terra e das águas”, disse Hindou Oumarou Ibrahim, presidente dos Guardiões Planetários.

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6 coisas que você deveria saber sobre a saúde da bateria do celular Android

Com o uso regular de qualquer aparelho eletrônico, todas as baterias perdem capacidade ao longo do tempo – e os smartphones Android não são exceção dessa regra. Sendo assim, é importante verificar a condição da bateria do seu aparelho Android com certa frequência, pois essas informações podem indicar quando é o momento de trocar a bateria ou adquirir um novo dispositivo. 

Felizmente, é simples acessar os dados mais relevantes sobre a bateria dos celulares Android. Desde o diagnóstico de eventuais problemas até a adoção de práticas recomendadas, veja alguns aspectos relevantes sobre a saúde da bateria do seu dispositivo Android.

Celular Android: 6 coisas indispensáveis para saber a respeito da bateria do smartphone

android
Celular Android (Imagem: Pe3k/Shutterstock)

Nos dias de hoje, os smartphones cumprem um papel de fiéis companheiros, mantendo os usuários conectados, entretidos e organizados no decorrer da rotina. Mas, para manter um celular funcionando bem, a saúde da bateria é essencial. Confira abaixo informações indispensáveis para monitorar e manter a bateria do seu Android. 

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1. O que significa “saúde da bateria”?

Close-up de smartphone carregando com o percentual de bateria visível
Close-up de smartphone carregando com o percentual de bateria visível. / Crédito: Jevanto Productions (Shutterstock/reprodução)

Embora os termos “saúde da bateria” e “vida útil da bateria” sejam frequentemente usados como sinônimos, eles possuem significados distintos. A vida útil da bateria refere-se ao período que um telefone dura entre recargas (geralmente um ou dois dias), enquanto a saúde da bateria indica sua capacidade de manter a carga ao longo do tempo. 

Em outras palavras, a saúde da bateria reflete a quantidade de carga que ela pode armazenar em comparação com sua capacidade quando era nova. Quando sai da fábrica, um smartphone possui uma bateria com 100% de saúde. Após alguns anos de uso, a bateria pode passar a apresentar uma integridade de 90%, preservando somente essa porcentagem de sua capacidade original. 

Por exemplo, um celular com bateria de 4.000 mAh e 100% de integridade pode apresentar apenas 3.600 mAh e 90% de integridade depois de alguns anos de uso. Essa diminuição resulta em menos tempo de tela e carregamento mais regular.

2. Qual a porcentagem ideal de saúde da bateria?

pessoa segura celular descarregado diante do painel do carro,com cabo para recarregar
Celular sem bateria (Imagem: @rawpixel.com/Freepik)

A resposta breve é que quanto mais próxima a bateria estiver de 100% de saúde, melhor. Apesar dos números variarem de fabricante para fabricante, em geral, uma bateria de lítio chega ao fim de sua vida útil quando a saúde está em aproximadamente 70 a 80% de sua capacidade. 

Ainda assim, um smartphone com 70% de saúde da bateria ainda pode ser perfeitamente utilizável. Embora dure menos entre recargas, ele não deixará de funcionar completamente nesse momento. A deterioração da bateria é um processo progressivo que pode levar muitos anos até se tornar um problema, mas é nesse ponto que você deve começar a considerar trocá-la. 

3. O que são ciclos de carga da bateria?

Logo do Android e o robozinho
(Imagem: Primakov / Shutterstock.com)

Certos modelos de smartphones Android incluem contadores de ciclos de carga da bateria em suas ferramentas de saúde da bateria. Esses ciclos representam outra forma de avaliar a saúde da bateria. A maioria dos fabricantes indica que a quantidade de ciclos de carga esperada para suas baterias costuma ser de 500 a 1.000.

Um ciclo de bateria é definido quando a carga da bateria vai de 100% a 0% e, em seguida, retorna a 100%. A confusão neste assunto se dá porque isso não precisa ocorrer tudo de uma vez. Ou seja, se você descarregar uma bateria cheia até 50%, carregá-la até 100%, descarregá-la até 50% e depois carregá-la totalmente mais uma vez, isso conta como apenas um ciclo, mesmo que você tenha conectado o carregador duas vezes.

4. Existem ferramentas ou apps para melhorar a saúde da bateria?

Pessoa segurando um celular que está com o modo 'economia de bateria' ativado
Pessoa segurando um celular com o modo ‘economia de bateria’ ativado – Imagem: Proxima Studio/Shutterstock

As ferramentas nativas de dispositivos Adroid para verificar a integridade da bateria, ou aplicativos para o mesmo fim, não são capazes de melhorar a saúde da bateria.

Mesmo aqueles com o melhor e mais moderno smartphone Android, terão de trocar a bateria em algum momento. As ferramentas para acompanhar a saúde da bateria nos dispositivos Android apenas podem atrasar o processo de envelhecimento.

No entanto, caso você queira melhorar a duração da bateria do seu celular, existem algumas dicas para te ajudar:

  • Mantenha o nível de sua bateria entre 20% e 80% para uma saúde ideal;
  • Desative recursos como Wi-Fi, Bluetooth e GPS quando não estiverem em uso;
  • Reduza o brilho da tela, bem como o tempo de bloqueio automático;
  • Ative o modo de economia de bateria;
  • Feche aplicativos em segundo plano;
  • Evite deixar o smartphone carregando durante toda a noite.

5. Quando usar o limite de 80% de carga? 

Dois modelos do celular Moto G15 da Motorola, um em cima do outro, com destaque na tela para bateria
(Imagem: Divulgação/Motorola)

Alguns celulares Android disponibilizam a opção de restringir o carregamento da bateria a 80%, sendo essa uma alternativa mais eficiente para manter a saúde da bateria. Contudo, isso apresenta a desvantagem de perder 20% da capacidade da bateria, o que pode ser um tanto inconveniente.

Ainda assim, existem situações em que faz sentido limitar a bateria a 80%, especialmente se o seu telefone ficar no carregador por muito tempo. Por exemplo, se você é um motorista de aplicativo que utiliza o GPS durante todo o dia, ou caso tenha o costume de jogar com o celular plugado na tomada.

6. E se meu Android não tiver indicadores de saúde de bateria?

Lupa sobre logotipo da Play Store do Google em celular
Google Play Store (Imagem: PixieMe/Shutterstock)

Nem todos os celulares Android vêm com um conjunto completo de ferramentas para verificar a integridade da bateria. Se o seu Android não fornece nativamente as informações de que você precisa, é possível utilizar aplicativos disponíveis no Google Play. A maioria desses aplicativos é gratuita para baixar e usar, mas alguns oferecem versões pagas e livres de anúncios.

Muito semelhantes às opções disponíveis nas configurações de um smartphone Android, esses aplicativos fornecem informações detalhadas sobre a saúde da sua bateria, incluindo capacidade, voltagem, temperatura e ciclos de carga.

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Canadá: TikTok usou dados de crianças para impulsionar anúncios

O TikTok coletou dados sensíveis de menores de 13 anos para impulsionar anúncios e recomendar conteúdos no Canadá. Essa é a conclusão de uma investigação conduzida por agências de privacidade e informação do país que tinha, como objetivo, examinar se a plataforma estava em conformidade com as leis federais sobre o assunto.

“Práticas de marketing online e segmentação de conteúdo podem ter impactos significativos no bem-estar das crianças. Os jovens podem estar menos cientes dos riscos à privacidade e suscetíveis às técnicas usadas para capturar sua atenção, induzi-los a divulgar certas informações ou adotar certos comportamentos de compra”, disse o comissário de privacidade do Canadá, Philippe Dufresne.

Além disso, a investigação concluiu que as ferramentas implementadas pelo TikTok para manter crianças longe da plataforma eram amplamente ineficazes, especialmente entre usuários passivos, que assistem a vídeos sem postar conteúdo em vídeo ou texto. A rede social não é liberada para menores de 13 anos (no Quebec, 14). Por ano, o TikTok remove cerca de 500 mil usuários menores de idade da plataforma.

Fachada do TikTok
TikTok discordou da maioria das conclusões da investigação, mas se comprometeu a adotar recomendações feitas pelo governo (Imagem: Ringo Chiu/Shutterstock)

“Crianças no TikTok são mais propensas a ver conteúdo em vídeo impróprio para sua idade. São mais propensas a receber anúncios direcionados que normalizam jogos de azar, aumentam o roubo de identidade, dificultam o desenvolvimento saudável, fomentam imagens corporais negativas ou a sexualização precoce, ou reforçam estereótipos de gênero. É por isso que os próximos passos são tão importantes”, disse Diane McLeod, Comissária de Informação e Privacidade de Alberta (Canadá).

Práticas ilegais do TikTok, diz investigação

A investigação mostrou que há mecanismos robustos para impedir que usuários menores de 18 anos usem a função de transmissão ao vivo do TikTok, incluindo análise facial. Assim como ferramentas analíticas sofisticadas para estimar a idade dos usuários para fins comerciais. No entanto, a rede social “não utilizou essas mesmas ferramentas ou semelhantes para manter usuários menores de idade fora de sua plataforma”.

“As visões de mundo dessas crianças são moldadas pelas mídias sociais. Essas visões de mundo em desenvolvimento foram moldadas de maneiras que elas – e os adultos que se importam com elas – não conseguem entender, muito menos controlar”, disse Michael Harvey, Comissário de Informação e Privacidade da Colúmbia Britânica. “Precisamos quebrar o ciclo de busca por soluções para violações de privacidade após o ocorrido.”

Logos de TikTok e ByteDance divididos por uma sobra de uma mão segurando um smartphone
Rede social usa visão computacional e análise de áudio para inferir informações sobre os usuários (Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock)

O TikTok explicou que toma medidas para impedir que anunciantes usem certos dados para segmentar usuários, como saúde, opiniões políticas, identidade de gênero e orientação sexual. No entanto, segundo o governo canadense, o portal de publicidade da própria plataforma permite a segmentação com base no status transgênero de usuários. “O TikTok alegou que isso não deveria ser possível, mas não conseguiu explicar como ou por que essa opção estava disponível”, diz o comunicado.

A apuração também apontou que o TikTok usa seu site e aplicativo juntamente com tecnologias associadas, como visão computacional e análise de áudio, para coletar e inferir informações sobre os usuários — incluindo seus dados demográficos, interesses e localização — sem ter informado, adequadamente, a pessoa em questão sobre o uso de tais tecnologias antes do início da coleta de informações.

Leia mais:

Pessoa assistindo vídeo de influencer do TikTok no celular
Apuração buscava examinar se a empresa estava em conformidade com leis federais de privacidade (Imagem: Kaspars Grinvalds/Shutterstock)

E agora?

O governo do Canadá fez uma série de recomendações ao TikTok com o objetivo de colocar a empresa em conformidade com os requisitos de consentimento, transparência e finalidades apropriadas previstos nas leis. Em geral, o TikTok discorda das conclusões da investigação, mas se comprometeu a:

  • Implementar três novos mecanismos aprimorados de garantia de idade que sejam comprovadamente eficazes em manter usuários menores de idade fora da plataforma;
  • Aprimorar sua política de privacidade para explicar melhor suas práticas relacionadas à publicidade direcionada e personalização de conteúdo, além de tornar comunicações de privacidade relevantes adicionais mais acessíveis, inclusive por meio de links;
  • Parar de permitir que anunciantes segmentem usuários menores de 18 anos, exceto por meio de categorias genéricas, como idioma e localização aproximada;
  • Publicar um novo resumo em linguagem simples de sua política de privacidade para adolescentes e desenvolver e distribuir um vídeo para usuários adolescentes para destacar algumas das principais práticas de privacidade do TikTok, incluindo sua coleta e uso de informações pessoais para direcionar anúncios e personalizar conteúdo;
  • Melhorar as comunicações de privacidade, inclusive por meio de avisos iniciais de destaque, sobre a coleta e o uso de informações biométricas e o potencial de processamento de dados na China;
  • Implementar e informar os usuários sobre um novo mecanismo de “Verificação das configurações de privacidade” para todos os usuários canadenses, que centralizaria as configurações de privacidade “mais importantes e tangíveis” do TikTok e permitiria que os usuários revisassem, ajustassem e confirmassem essas escolhas de configuração com mais facilidade.

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Por que o intestino é considerado o segundo cérebro?

É muito comum que algumas pessoas que, ao passarem por situações de nervosismo ou estresse, sintam um desconforto abdominal e uma vontade quase incontrolável de ir ao banheiro. Isto acontece porque o intestino é considerado pela ciência como nosso segundo cérebro, e tem uma interferência maior nas nossas emoções do que imaginamos.

O sistema digestivo humano não trabalha apenas para digerir os alimentos que comemos, mas é uma complexa rede com cerca de meio bilhão de neurônios e mais de 30 neurotransmissores. Além disso, o intestino também é responsável por 50% da dopamina e 90% da serotonina produzida em todo o organismo. 

Além disso, cerca de 70% das células do nosso sistema imunológico vivem no intestino. Então, se uma pessoa tem problemas intestinais com alguma recorrência, ela tem maior probabilidade de ter algumas doenças, como a gripe, por exemplo. 

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Por que o intestino é considerado o segundo cérebro?

Mulher com as duas mãos sobre a barriga na região do útero e do intestino
O intestino é chamado de segundo cérebro porque possui um um sistema nervoso próprio e autônomo. (Imagem: A. Basler/Shutterstock)

A grande chave dessa resposta está no Sistema Nervoso Entérico (SNE) que possui uma rede de neurônios digestivos e existe em todos os animais vertebrados. Nos humanos, chega a alcançar grande parte do abdômen. 

São de 6 a 9 metros de comprimento, iniciando no esôfago, passando pelo estômago e intestino, até chegar ao reto. Os neurônios estão instalados numa camada anterior às mucosas que processam os alimentos. É verdade que todos nascemos com um SNE, mas ele aprende e evolui com o passar dos anos.

E, diferente de outros órgãos, o nosso intestino pode funcionar sozinho. Ele tem autonomia para manter o seu funcionamento sem a necessidade de o cérebro dizer o que tem que ser feito. Isto acontece graças ao SNE – que é uma espécie de “filial” do sistema nervoso autônomo – responsável por controlar o sistema digestivo.  

Outro ponto-chave são as bactérias. Tidas muitas vezes como causadoras de problemas, elas também podem ser a solução. Para se ter uma ideia do seu protagonismo, no organismo de um adulto de 1,70 com 70 quilos existem cerca de 30 trilhões de células humanas e 39 trilhões de bactérias. Isto é, o corpo humano tem mais células não humanas do que humanas. E essas bactérias têm um papel que vai muito além da digestão.

Um estudo liderado pelo professor John Cryan, da Universidade de Cork, na Irlanda, descobriu que as bactérias da espécie Lactobacillus rhamnosus, encontradas em iogurtes, eram capazes de alterar a disposição e o comportamento. 

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores selecionaram alguns camundongos e eles foram divididos em dois grupos, um deles tomou o iogurte contendo a bactéria, e o outro não. Os animais que tomaram o iogurte turbinado tiveram 50% a mais de disposição para atravessar labirintos e nadar, contra o grupo que tomou o iogurte sem adição. 

intestino
O Sistema Nervoso Entérico (SNE) possui uma rede de neurônios capaz de funcionar independente dos comandos do cérebro. (Imagem: mi_viri/Shutterstock)

Outro efeito é que eles ficaram muito mais relaxados. Um exame de sangue apontou que eles tinham 50% menos corticosterona no organismo – uma substância ligada ao estresse – e também melhor distribuição do neurotransmissor ácido gama-aminobutírico (GABA) que ajuda no controle da ansiedade. 

Outro estudo, realizado pela Universidade da Califórnia, obteve resultados semelhantes numa pesquisa em humanos. Para isso, recrutaram 36 mulheres que foram divididas em três grupos num experimento com duração de um mês.

O primeiro grupo tomou o iogurte com bifidobacterium, streptococcus, lactococcus e lactobacillus, o segundo tomou um iogurte sem as bactérias, o terceiro não tomou nada, mantendo a dieta habitual. Depois, exames de ressonância magnética foram realizados nas voluntárias para avaliar os resultados. 

As bactérias foram capazes de alterar emoções e funções cognitivas. Regiões como a ínsula, responsável por processar estímulos como a fome, foi afetada. Também houve alterações no córtex somatossensorial, que processa os sentidos e também aumentaram as conexões na região que ajuda no controle da dor e no córtex pré-frontal, conhecido como a área racional do cérebro. 

Ou seja, os dois estudos chegaram à conclusão de que as bactérias do intestino influenciaram diretamente no funcionamento do cérebro. 

Além disso, diversas pesquisas também apontam a relação direta entre intestino e cérebro quando o assunto são doenças mentais como a depressão e ansiedade, apontando deficiência de lactobacillus em pacientes com depressão. Quando há menos presença dessa bactéria, é comum que surjam pequenas inflamações nas paredes do intestino – que são encontradas em cerca de 35% das pessoas deprimidas.

Estudiosos sobre o tema também são unânimes em afirmar que a relação entre os dois órgãos é uma via de mão dupla: tanto o humor pode influenciar o sistema digestivo, como o sistema digestivo também pode influenciar no comportamento.

Como melhorar a saúde digestiva?

Mesa com frutas, legumes e temperos ricos em potássio
Uma dieta rica em alimentos sem processados é uma das vias para ter um intestino, e por consequência um cérebro mais saudável. (Imagem: Yulia Gust/Shutterstock)

No nosso sistema digestivo vivem trilhões de bactérias que são essenciais para digestão e também na absorção dos nutrientes dos alimentos, então eles são “bichinhos” que devem ser cuidados.

Apostar na diversificação de alimentos, variar o consumo de proteínas, frutas e legumes auxilia na diversificação do microbioma intestinal, tornando-o mais forte e com mais fontes diferenciadas de nutrientes.

Outro cuidado a ser levado em conta é dar menos estímulos à mente. Meditar ou praticar yoga por pelo menos 20 minutos por dia pode ajudar consideravelmente na redução do estresse e ansiedade e com certeza vai deixar o seu intestino mais tranquilo.

Dormir bem também é essencial, noites de sono mais curtas também podem prejudicar o seu intestino. Você quer dormir melhor? Elimine estes 8 hábitos noturnos que atrapalham o sono.

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Governo Lula rebate Trump: “paracetamol não causa autismo”

O Ministério da Saúde divulgou, nesta terça-feira (23), um comunicado alertando que as informações que relacionam autismo ao uso de paracetamol são “infundadas”. O aviso ocorre um dia depois da fala do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o consumo do remédio durante a gravidez “pode ​​estar associado a um risco muito maior de autismo”.

“O anúncio de que autismo é causado pelo uso de paracetamol na gestação pode causar pânico e prejuízo para a saúde de mães e filhos, inclusive, com a recusa de tratamento em casos de febre e dor, além do desrespeito às pessoas que vivem com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias”, diz a nota.

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Informações que relacionam autismo ao uso de paracetamol são “infundadas”, diz governo brasileiro (Imagem: george martin studio/Shutterstock)

O governo Lula reforçou que o paracetamol foi amplamente estudado, com evidências robustas de sua segurança e eficácia. E destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acolhimento das famílias e linha de cuidado para pessoas com TEA, com foco no diagnóstico e intervenção precoce, seguindo evidências científicas.

“O Brasil busca reverter os prejuízos causados pelo negacionismo, que impactou na adesão da população às vacinas em um país que já foi referência mundial neste tema. O combate à desinformação é uma batalha cultural e política e um pilar fundamental na construção de um novo SUS capaz de responder aos desafios da atualidade”, diz a nota.

Brasil não está sozinho

  • No mesmo dia da declaração de Trump, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG, na sigla em inglês) emitiu um comunicado afirmando que as falas não são apenas preocupantes para os médicos, mas, também, “irresponsáveis” ​​quando se considera a mensagem prejudicial e confusa que transmitem às pacientes grávidas;
  • “O anúncio não é respaldado por evidências científicas e simplifica, perigosamente, as muitas e complexas causas dos problemas neurológicos em crianças. É altamente preocupante que nossas agências federais de saúde estejam dispostas a fazer um anúncio que afetará a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas sem o respaldo de dados confiáveis”, disse Steven J. Fleischman, presidente da ACOG;
  • A entidade explicou que o paracetamol é uma das poucas opções disponíveis para pacientes grávidas no tratamento da dor e febre, que podem ser prejudiciais à gestante quando não tratadas;
  • As condições que as pessoas usam para tratar o paracetamol durante a gravidez são muito mais perigosas do que quaisquer riscos teóricos e podem gerar morbidade grave e mortalidade para a gestante e o feto”, diz a nota.
paracetamol gravida
Paracetamol é uma das poucas opções disponíveis para pacientes grávidas no tratamento da dor e febre (Imagem: Prostock-Studio/iStock)

No Reino Unido, a Sociedade Nacional do Autismo classificou a fala de Trump como alarmista. “Isso é perigoso, é anticientífico e irresponsável. O presidente Donald Trump está propagando os piores mitos das últimas décadas. Essa pseudociência perigosa está colocando mulheres grávidas e crianças em risco e desvalorizando pessoas autistas”, disse Mel Merritt, Chefe de Políticas e Campanhas da entidade.

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Em busca do diagnóstico precoce do autismo

No Brasil, a estimativa é que 1% da população viva com Transtorno do Espectro Autista, sendo que 71% apresenta também outras deficiências. Com o objetivo de promover autonomia e interação social futura, o Ministério da Saúde atualizou as diretrizes para cuidados dessas pessoas.

O documento orienta que os profissionais da atenção primária façam o teste de sinais de autismo em todas as crianças entre 16 e 30 meses de idade como parte da rotina de avaliação do seu desenvolvimento. A expectativa é que as intervenções e estímulos a esses pacientes ocorram antes mesmo do diagnóstico fechado.

autismo crianca
No SUS, questionário é usado para identificar sinais precoces do autismo (Imagem: vejaa/iStock)

A triagem é feita através do M-Chat, um questionário já está disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico E-SUS. O SUS também oferece o Projeto Terapêutico Singular (PTS), que garante um plano de tratamento individualizado construído entre equipes multiprofissionais e famílias.

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