Plano de Elon Musk para conectar seu celular direto a satélites ganha força

Elon Musk voltou a chamar atenção ao afirmar que a compra da Verizonnão está fora de questão“. O comentário foi feito durante sua participação no podcast All-In e reforça a possibilidade de uma movimentação ousada no setor de telecomunicações dos Estados Unidos.

A declaração ocorre no contexto da aquisição, pela SpaceX, das licenças de espectro AWS-4 e H-block da EchoStar, em um negócio avaliado em quase US$ 17 bilhões (R$ 90,88 bilhões). Esses espectros foram alocados para comunicações via satélite e móveis e, segundo o CEO da EchoStar, Hamid Akhavan, vão “turbinar” a visão de conectividade direta ao celular defendida pela SpaceX.

Elon Musk e logo da Starlink
Starlink pode levar seu sinal para o mundo todo com uma possível aquisição da Verizon (Imagem: ssi77/Shutterstock)

Musk explicou que a compra permitirá que satélites transmitam conectividade de alta largura de banda diretamente para celulares. No entanto, os chipsets atuais não suportam as frequências adquiridas.

“Então, os telefones que são capazes de usar o espectro adquirido provavelmente começarão a ser enviados em cerca de dois anos. E, então, também precisamos construir os satélites que vão se comunicar nessas frequências. Em paralelo, estamos construindo os satélites e trabalhando com os fabricantes de celulares para adicionar essas frequências aos aparelhos”, disse Musk.

Como será o plano de Musk

  • A perspectiva é de que, com o tempo, os usuários possam realizar tarefas de alto consumo de dados em, praticamente, qualquer lugar, graças à integração entre os satélites da Starlink e smartphones adaptados às novas faixas de frequência;
  • Além disso, como a EchoStar possui ativos internacionais de espectro, a Starlink pode evoluir para um modelo de operadora global;
  • Apesar disso, Musk afirmou não enxergar a SpaceX eliminando as concorrentes. “Para ser claro, não vamos colocar as outras operadoras fora do mercado. Elas ainda vão existir porque possuem muito espectro“, declarou.
Fachada da SpaceX
SpaceX, dona da Starlink, não deve acabar com a concorrência, opinou Musk (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

Questionado no All-In sobre a possibilidade de adquirir a Verizon como forma de ampliar ainda mais o portfólio de espectro da SpaceX, Musk respondeu: “Não está fora de questão, eu suponho, se isso vier a acontecer”. Embora não tenha confirmado planos concretos, a declaração deixou aberta a possibilidade de um movimento dessa magnitude.

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E a Verizon?

Atualmente, a Verizon é uma das três maiores operadoras dos EUA e não está à venda, segundo informações disponíveis. A empresa também apresenta situação financeira sólida.

Ainda assim, a trajetória de Musk reforça a ideia de que não se trata de uma hipótese impossível. Ele já adquiriu o Twitter — posteriormente rebatizado como X —, fundou a empresa de inteligência artificial (IA) xAI após deixar a OpenAI e possui uma fortuna de bilhões de dólares. Um relatório recente chegou a apontar que Musk poderia se tornar o primeiro trilionário do mundo, caso um pacote de remuneração da Tesla seja aprovado.

Nesse cenário, caso surja a necessidade de ampliar o acesso a espectros adicionais, a possibilidade de Musk tentar comprar a Verizon não pode ser totalmente descartada.

Logo da Verizon em um prédio
Gigante das telecomunicações não está à venda e tem situação financeira sólida (Imagem: Below the Sky/Shutterstock)

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O plano bilionário de OpenAI e Nvidia que pode mudar o cenário da IA na Europa

Os CEOs de OpenAI e Nvidia, Sam Altman e Jensen Huang, respectivamente, planejam anunciar apoio a investimentos de bilhões de dólares em data centers no Reino Unido na próxima semana, segundo pessoas com conhecimento do assunto entrevistadas pela Bloomberg. A iniciativa ocorrerá durante visita ao país, que coincidirá com a do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

De acordo com as informações, as duas empresas estão se unindo à londrina Nscale no projeto. A OpenAI, criadora do ChatGPT, deve destinar bilhões de dólares ao plano. Fontes indicam ainda que companhias estadunidenses de diversos setores devem revelar dezenas de bilhões de dólares em investimentos no Reino Unido durante a visita de Trump.

Logo da OpenAI em um smartphone que está rodeado por um fone de ouvido, um mouse e um teclado
Criadora do ChatGPT, deve destinar bilhões de dólares ao plano (Imagem: JarTee/Shutterstock)

Europa clama por investimentos em IA; OpenAI e Nvidia devem topar

  • O anúncio ocorre em meio a apelos de líderes políticos e empresariais na Europa por mais investimentos em infraestrutura para sustentar a inteligência artificial generativa (IAG), diante de temores de perda de crescimento econômico e de domínio tecnológico para EUA e China;
  • Em janeiro, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, divulgou um plano para “turbinar a IA” com investimentos em data centers e semicondutores, além de propor a criação de “zonas de crescimento em IA”, que garantiriam aprovação acelerada de projetos e acesso à rede elétrica;
  • A OpenAI tem ampliado suas operações comerciais na Europa, apesar de enfrentar regras mais rígidas e ceticismo em relação às tecnologias do Vale do Silício;
  • Em maio, lançou o programa OpenAI for Countries, voltado à expansão internacional do projeto de data center Stargate;
  • Em julho, a empresa anunciou que seria cliente âncora de um novo centro de dados na Noruega, desenvolvido pela Nscale com financiamento do investidor norueguês Aker ASA.
data center
Líderes políticos e empresariais na Europa pedem por mais investimentos em infraestrutura, como data centers, para sustentar a IAG (Imagem: IR Stone/Shutterstock)

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E a Nscale?

Fundada em maio de 2024, a Nscale já havia se comprometido a investir US$ 2,5 bilhões (R$ 13,47 bilhões, na conversão direta) no setor de data centers do Reino Unido em três anos, incluindo a compra de um terreno em Loughton, Essex (Inglaterra).

Na ocasião, informou que a instalação poderia abrigar até 45 mil superchips GB200 da Nvidia, projetados para IA, mas não revelou clientes. Em abril, a empresa buscava levantar US$ 2,7 bilhões (R$ 14,55 bilhões) para construir infraestrutura de IA em parceria com a ByteDance, segundo a Bloomberg.

Os aportes planejados pela OpenAI na Europa ainda são menores do que seus projetos em outras regiões. No Oriente Médio, a companhia já anunciou um compromisso de 5 gigawatts para seu primeiro posto internacional nos Emirados Árabes. Nos EUA, o projeto Stargate prevê capacidade de 4,5 gigawatts, com investimentos de até US$ 500 bilhões (R$ 2,69 bilhões) feitos pela OpenAI e parceiros, como SoftBank e Oracle.

Logo da Nscale
Empresa londrina deve se juntar à startup e à big tech (Imagem: Divulgação/Nscale)

O que dizem as citadas

A Bloomberg entrou em contato com as citadas. A Nvidia preferiu não comentar o assunto, enquanto OpenAI, Casa Branca e Nscale não responderam de imediato aos pedidos de declaração.

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Roteador Wi‑Fi: 6 erros que encurtam a vida útil dele (e como evitar)

Se o Wi‑Fi vive caindo, o sinal oscila ou o roteador esquenta demais, a dor de cabeça e o gasto com troca de equipamento chegam rápido.

A boa notícia: com cuidados simples, dá para prolongar a vida útil do seu roteador ou sistema mesh, economizar dinheiro e manter a rede doméstica estável para trabalho, estudo, jogos e streaming. Neste guia, mostramos os fatores que mais desgastam o equipamento, e o que fazer hoje para proteger seu investimento.

O que evitar para prolongar a vida útil do roteador Wi‑Fi?

Superaquecimento e ventilação ruim no roteador

O roteador é, na prática, um pequeno computador com CPU, RAM e armazenamento. Como qualquer eletrônico, ele sofre com calor. Modelos básicos contam com resfriamento passivo (grelhas de ventilação), enquanto aparelhos mais potentes podem usar ventoinhas.

mulher colocando roteador em cima de mesa em um ambiente de sala
Posicione seu roteador em um local arejado. Imagem: Pixel-Shot/Shutterstock

Se as saídas de ar estão cobertas por poeira ou o aparelho fica espremido sem circulação de ar, a temperatura sobe, o desempenho cai (o chamado “throttling”) e a chance de falha precoce aumenta.

O que fazer?

  • Instale o roteador em local arejado, fora de armários fechados.
  • Limpe periodicamente as entradas e saídas de ar.
  • Evite empilhar equipamentos sobre o roteador.

Picos de energia e eletricidade instável

Oscilações na rede elétrica podem “queimar” o roteador em segundos. Um bom filtro de linha com proteção contra surtos é o mínimo. Melhor ainda é usar um nobreak (UPS), que protege contra picos e mantém a internet funcionando durante blecautes.

Nobreak. Foto: Intelbras/Reprodução
Nobreak protege contra picos de energia. Foto: Intelbras/Reprodução

Há baterias específicas para roteadores, inclusive com tecnologia LiFePO4, capazes de sustentar o Wi‑Fi por horas (ou dias, conforme a capacidade).

O que fazer?

  • Use protetor contra surtos e considere um UPS dedicado ao roteador.
  • Evite ligar o roteador em extensões sobrecarregadas.

Uso pesado contínuo sem pausas

Transferências constantes de grandes volumes de dados, backups noturnos e muitos dispositivos exigindo banda ao mesmo tempo aumentam a temperatura e o desgaste.

Roteadores domésticos básicos não foram projetados para tráfego intenso 24 horas por dia e 7 dias por semana. Para isso, use modelos de alto desempenho, que contam com hardware e resfriamento mais robustos.

Leia também:

O que fazer?

  • Distribua tarefas pesadas ao longo do dia e monitore a temperatura.
  • Se a casa consome muita banda, avalie um roteador mais potente ou um sistema mesh.

Posicionamento inadequado do roteador

Além de ventilação, a localização influencia a vida útil e o alcance do sinal. Locais úmidos favorecem corrosão; poeira se acumula nas grelhas; e sol direto “assando” o aparelho compromete qualquer sistema de resfriamento.

Pessoa trabalhando com o notebook no sol
Eletrônicos não devem receber luz direta do Sol. Imagem: Floral Deco / Shutterstock

O que fazer?

  • Escolha um ponto fresco, seco e sem incidência de sol direto.
  • Instale o roteador em altura média e em espaço aberto, longe de fontes de calor.

Hardware barato do roteador

Equipamentos muito baratos – incluindo os “modens/roteadores” gratuitos do provedor – costumam usar componentes menos duráveis. Eles podem quebrar antes do esperado e, no dia a dia, entregar desempenho e estabilidade inferiores.

Se o orçamento está curto, tudo bem usar um modelo simples como solução temporária, mas planeje o upgrade para um aparelho mais confiável.

O que fazer?

  • Invista em roteadores com bons componentes e atualizações de firmware frequentes.
  • Ganhos práticos: menos travamentos, melhor alcance e mais estabilidade na rede doméstica.

Mods e firmware personalizados no roteador (o famoso “faça você mesmo”)

Instalar firmware alternativo pode acrescentar recursos e dar sobrevida a um roteador antigo. Mas, ao fazer overclock ou operar fora das especificações, você pode encurtar a vida do aparelho, especialmente se o sistema de alimentação e resfriamento foi projetado no limite para a configuração original.

Pessoa atualizando sistema
Tenha cuidado ao fazer alterações do firmware do roteador por sua própria conta. Imagem: Noom_Studio / Shutterstock

O que fazer?

  • Se decidir modificar, faça backup das configurações e monitore temperatura e estabilidade.
  • Para uso crítico (trabalho remoto ou automação residencial), prefira configurações dentro das especificações do fabricante.

Na prática, pequenas mudanças trazem grandes resultados: posicionar bem o aparelho, controlar o calor, proteger a energia e adequar o hardware ao seu perfil de uso reduzem quedas, aumentam a estabilidade e evitam trocas prematuras. Com essas dicas do How-to Geek, você vai ter uma rede doméstica mais confiável amanhã, e dinheiro poupado com equipamentos que duram mais.

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Parceria em Xeque? OpenAI e Microsoft redefinem as regras do jogo em novo acordo

OpenAI e Microsoft assinaram, nesta quinta-feira (11), um memorando de entendimento não vinculativo (MOU, na sigla em inglês) para revisar os termos de sua parceria. O anúncio ocorre em meio às negociações sobre a reestruturação da OpenAI, que busca converter sua subsidiária com fins lucrativos em uma public benefit corporation (PBC).

Em comunicado conjunto, as empresas afirmaram: “Microsoft e OpenAI assinaram um memorando de entendimento não vinculativo para a próxima fase de nossa parceria. Estamos trabalhando ativamente para finalizar os termos contratuais em um acordo definitivo. Juntos, permanecemos focados em oferecer as melhores ferramentas de IA para todos, fundamentadas em nosso compromisso compartilhado com a segurança.”

Logo da OpenAI em um smartphone que está rodeado por um fone de ouvido, um mouse e um teclado
Anúncio ocorre em meio às negociações sobre a reestruturação da OpenAI (Imagem: JarTee/Shutterstock)

A mudança estrutural da OpenAI depende da aprovação de procuradores-gerais da Califórnia e de Delaware (EUA). Caso seja confirmada, permitirá à companhia captar novos investimentos e, futuramente, abrir capital.

Segundo Bret Taylor, presidente do conselho da OpenAI, a organização sem fins lucrativos seguirá existindo e manterá o controle da operação, além de deter uma participação na nova PBC avaliada em mais de US$ 100 bilhões (R$ 538,96 bilhões, na conversão direta). “Continuaremos a trabalhar com os procuradores-gerais da Califórnia e de Delaware no plano de transição”, afirmou.

Balanço da parceria entre Microsoft e OpenAI

  • Desde 2019, a Microsoft já comprometeu mais de US$ 13 bilhões (R$ 70,06 bilhões) na OpenAI e, atualmente, possui acesso preferencial à tecnologia da startup, além de ser seu principal provedor de serviços em nuvem;
  • No entanto, com o crescimento da OpenAI, avaliada em US$ 500 bilhões (R$ 2,69 trilhões), a relação entre as duas empresas se tornou mais complexa;
  • A startup tem buscado diversificar sua infraestrutura, assinando contratos, como o de US$ 300 bilhões (R$ 1,61 trilhão) com a Oracle, válido por cinco anos a partir de 2027, e parcerias com o conglomerado japonês SoftBank no projeto de data center Stargate;
  • A parceria também enfrentou atritos relacionados a cláusulas contratuais;
  • Um dos pontos sensíveis envolve o acesso da Microsoft à tecnologia da OpenAI em caso de desenvolvimento da chamada inteligência artificial geral (IAG), definida economicamente como sistemas capazes de gerar ao menos US$ 100 bilhões (R$ 538,96 bilhões) em lucro;
  • Outro episódio de tensão surgiu nas negociações sobre a startup de codificação de IA Windsurf, que a OpenAI tentou adquirir. O acordo fracassou e a equipe da empresa foi posteriormente absorvida por Google e Cognition.
Logo da Microsoft na frente de uma loja
Desde 2019, a Microsoft já comprometeu mais de US$ 13 bilhões (R$ 70,06 bilhões) na OpenAI (Imagem: Lena Chert/Shutterstock)

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E, para ajudar, ainda tem processo do Musk

A reestruturação proposta também está no centro de disputas judiciais. Elon Musk, cofundador da OpenAI e atual crítico da companhia, processou a organização alegando que a transição contraria sua missão original de atuar como entidade sem fins lucrativos dedicada ao benefício da humanidade.

O bilionário chegou a apresentar uma oferta de aquisição de US$ 97 bilhões (R$ 522,79 bilhões), rejeitada pelo conselho da OpenAI. Vale lembrar que o empresário tem sua própria empresa de IA: a xAI, desenvolvedora do controverso chatbot Grok.

Organizações, como Encode e The Midas Project, também contestam a mudança, argumentando que ela ameaça a missão da empresa. A OpenAI, por sua vez, acusa essas entidades de receberem financiamento de concorrentes, incluindo Musk e Mark Zuckerberg (CEO e cofundador da Meta), o que é negado por ambas.

Apesar das tentativas de reduzir a dependência mútua, as duas companhias permanecem profundamente interligadas. A Microsoft informou recentemente que o Azure se tornou um negócio anual de US$ 75 bilhões (R$ 404,22 bilhões), com contribuições significativas vindas dos serviços relacionados à OpenAI.

Elon Musk ao lado dos logos do Grok e da xAI
Elon Musk dono da rival xAI e cofundador da OpenAI, processou a startup (Imagem: JRdes/Shutterstock)

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Albânia anuncia ministra gerada por IA para “combater corrupção”

O gabinete do premiê da Albânia ganhou a primeira ministra gerada por inteligência artificial do mundo. Seu nome é Diella, que significa Sol em albanês. Ela já vem sendo testada desde janeiro como uma assistente que ajuda a navegar por serviços governamentais online, segundo a Reuters.

“Diella, o primeiro membro do gabinete que não está fisicamente presente, mas foi virtualmente criado pela IA”, vai ajudar a tornar a Albânia “um país onde as licitações públicas são 100% livres de corrupção”, disse o premiê Edi Rama. 

Vestindo um traje tradicional albanês no portal e-Albania, Diella será a “servidora das compras públicas”, decidindo os vencedores de licitações públicas – processo que, atualmente, é realizado por ministérios do governo. O objetivo é garantir que “todos os gastos públicos no processo de licitação sejam 100% transparentes”, disse Rama.

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Diella será a “servidora das compras públicas”, decidindo os vencedores de licitações (Imagem: Reprodução/YT)

O anúncio foi feito durante um evento que oficializou a composição de seu quarto governo consecutivo na conferência do partido socialista no poder, em Tirana. Reeleito em maio, Rama já afirmou publicamente que vê a IA como uma ferramenta anticorrupção que elimina subornos, ameaças e conflitos de interesse.

Uma nova era?

Historicamente, licitações e concursos públicos da Albânia estão no centro de escândalos de corrupção por envolvimento de gangues internacionais que buscam lavar dinheiro do tráfico de drogas e armas, segundo o The Guardian. E o alto escalão do governo não fica isento, diz o jornal.

Na avaliação da mídia albanesa, a medida representa “uma grande transformação na maneira como o governo albanês concebe e exerce o poder administrativo, introduzindo a tecnologia não apenas como uma ferramenta, mas também como um participante ativo na governança”. É também uma estratégia para viabilizar a entrada do país na União Europeia.

Já a reação popular mostra uma divisão sobre o anúncio. Alguns questionam se a IA estará, de fato, isenta de manipulação ou informações tendenciosas. E se os licitantes terão recursos para contestar decisões automatizadas, relata o site EUToday

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Críticos questionam se os licitantes terão recursos para contestar decisões automatizadas (Imagem: Reprodução/YT)

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IA a serviço do governo

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que quase 800 iniciativas de governança envolvem inteligência artificial em 69 países atualmente. Em 2024, o Reino Unido chegou a criar um Escritório de Inteligência Artificial, que, futuramente, foi integrado ao Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia.

edifício gabinete albânia
Edifício do Gabinete do Primeiro-Ministro em Tirana (Imagem: ardasavasciogullari/iStock)

Nos Estados Unidos, empresas de IA criaram modelos específicos para agências governamentais. O Google, por exemplo, lançou a versão Gemini for Government, enquanto a OpenAI liberou o ChatGPT Enterprise e a Anthropic ofereceu serviços do Claude for Enterprise e o Claude for Government

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Indústria de motos no Brasil não para de crescer e bate recorde

Fabricantes do Polo Industrial de Manaus produziram um número recorde de motos para o mês de agosto. Foram entregues 185.952 unidades, volume que representa um crescimento de 13,4% em relação ao mesmo mês no ano passado e o melhor desempenho para o mês de agosto desde 2011.

No acumulado do ano, foram produzidas 1.326.963 motocicletas, o que representa um crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período de 2024. Esse resultado configura o melhor desempenho dos últimos 14 anos e o terceiro melhor da história do setor para os oito primeiros meses do ano. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

motos brasil
Brasil é o sexto maior fabricante de motocicletas do mundo (Imagem: tupungato/iStock)

“A demanda vem aumentando em todo o país. São pessoas que utilizam a motocicleta para seus deslocamentos diários ou, ainda. profissionalmente, como instrumento de trabalho e geração de renda”, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. “A motocicleta se consolidou como um meio de transporte acessível, eficiente e alinhado às necessidades da mobilidade urbana.”

Mercado de motos aquecido

  • As vendas de motocicletas no varejo também tiveram crescimento em agosto. No mês, foram licenciadas 185.515 motocicletas, volume 13,2% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. No entanto, houve queda de 4% na comparação com julho;
  • Já para o mercado externo, foram vendidas 2.942 motocicletas, uma queda de 11,9% em relação ao mesmo mês de 2024 e alta de 9,8% na comparação com julho;
  • Entre janeiro e agosto, as fabricantes exportaram 24.232 unidades, o que indica alta avanço de 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado;
  • O balanço é feito com base nas vendas das 11 associadas da Abraciclo: Bajaj, BMW, Dafra, Ducati, Harley Davidson, Honda, JTZ, Kawasaki, Suzuki, Triumph e Yamaha.
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Em todo o país, mais de 40 milhões de pessoas estão aptas a conduzir motos (Imagem: Lucas Monteiro/iStock)

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Parceria diária

O Brasil é o sexto maior fabricante de motocicletas do mundo, com cerca de 1,8 milhão de unidades produzidas anualmente. Atualmente, o país tem 35 milhões de veículos motorizados de duas rodas circulando pelas ruas — em dez anos, a frota nacional cresceu 42%, de acordo com relatório da Abraciclo divulgado em julho.

Os estados de Alagoas, Amazonas e Bahia registraram o maior aumento no número de pessoas habilitadas para conduzir motos, com crescimento de 86,3%, 79,7% e 62,6%, respectivamente. Em todo o país, são mais de 40 milhões de pessoas nessa categoria.

“O levantamento revela que esse avanço não se limita aos maiores centros urbanos nacionais: Alagoas, Amazonas, Bahia e Piauí lideram a lista, demonstrando que o uso da motocicleta tem se expandido por diversas regiões do país, especialmente fora dos principais polos econômicos”, diz a nota.

motoqueiro
Atualmente, o país tem 35 milhões de veículos motorizados de duas rodas circulando pelas ruas (Imagem: Julio Ricco/iStock)

Ao mesmo tempo, cresceu também a taxa de acidentes envolvendo motocicletas. Os dados mais recentes apontam para 6,3 mortes por 100 mil habitantes em 2023, um aumento de 12,5% ante 2022, segundo o Atlas da Violência 2025.

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Amazon consegue primeira vitória sobre a Starlink

A Amazon anunciou resultados promissores de sua iniciativa de internet via satélite, o Project Kuiper, alcançando velocidades recordes de 1.289 Mbps em testes internos. O desempenho coloca a empresa à frente da Starlink, serviço da SpaceX liderado por Elon Musk, na corrida pela oferta de banda larga de alta velocidade a partir da órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês).

Placa escrito Amazon Project Kuiper
Com o Project Kuiper, a Amazon pode rivalizar com a Starlink, da SpaceX, no mercado da internet via satélite (Imagem: Amazon)

Os primeiros experimentos foram realizados com o terminal empresarial do Kuiper, que suporta velocidades de até 1 Gbps. Em vídeo publicado no LinkedIn, o vice-presidente de tecnologia do Project Kuiper, Rajeev Badyal, mostrou o teste de velocidade da Ookla, no qual a conexão atingiu 1.289 Mbps de download. Segundo ele, trata-se da “primeira antena comercial de matriz em fase que oferece mais de 1 Gbps a partir da órbita baixa”.

O executivo destacou ainda que, em breve, serão divulgados testes de upload. Já a antena padrão do Kuiper, voltada para clientes domésticos, deve oferecer velocidades de até 400 Mbps, patamar similar ao da Starlink atualmente.

O Project Kuiper começou a ser desenvolvido em 2018 e obteve permissão da Comissão Federal de Comunicações (FCC) em 2020 para operar a rede. A Amazon lançou seus dois primeiros protótipos em 2023 e iniciou a implantação da constelação em 2025. Atualmente, a empresa já conta com 102 satélites em órbita a 630 km de altitude e prevê o lançamento de mais 27 unidades ainda neste mês.

Ao todo, a Amazon pretende colocar em órbita 3.232 satélites, com a meta de completar metade da constelação até o próximo ano. O objetivo é iniciar o serviço comercial de banda larga até o fim de 2025, oferecendo acesso à internet rápida e acessível em regiões onde a fibra óptica não chega.

Carga de satlites Kuiper da Amazon
Ao todo, a Amazon pretende colocar em órbita 3.232 satélites (Imagem: Divulgação/Amazon)

Leia mais:

  • Apesar do avanço da Amazon, a Starlink mantém vantagem no mercado;
  • Atualmente, a rede da SpaceX conta com mais de oito mil satélites ativos e uma base de seis milhões de assinantes globais, oferecendo velocidades de “centenas de megabits por segundo”;
  • A empresa de Elon Musk planeja lançar serviços de 1 Gbps em áreas selecionadas no próximo ano, mas com preços premium;
  • Especialistas ressaltam que os resultados da Amazon ainda refletem um cenário controlado, já que o serviço não está em operação comercial. Quando milhares de usuários estiverem conectados simultaneamente, é possível que a velocidade real seja menor devido ao congestionamento da rede;
  • Além disso, os testes foram realizados com o terminal empresarial, mais robusto que os dispositivos residenciais;
  • Os preços e condições de assinatura do Kuiper ainda não foram divulgados.

Competição pela conectividade global

A entrada da Amazon no mercado deve intensificar a competição por soluções de conectividade em áreas remotas. Como destacou Panos Panay, vice-presidente sênior de dispositivos e serviços da empresa, os resultados demonstram o potencial do Kuiper e abrem caminho para uma disputa mais acirrada com a Starlink.

Com o avanço dos lançamentos, consumidores em regiões desatendidas poderão ter mais opções de internet rápida nos próximos anos, ampliando o alcance da conectividade global.

Ao fundo, antena da Starlink em um gramado; acima, pessoa segura um smartphone medindo a velocidade da internet
Starlink planeja lançar serviços de 1 Gbps em áreas selecionadas no próximo ano, mas com preços premium (Imagem: Hadrian/Shutterstock)

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Claude coloca dados em risco — e Anthropic sabe disso

A Anthropic incluiu novos recursos no Claude que podem colocar dados dos usuários em risco. O alerta foi feito pela própria empresa de inteligência artificial (IA) em um comunicado divulgado à imprensa. As novas ferramentas permitem criar e editar planilhas do Excel, documentos, slides do PowerPoint e PDFs diretamente no Claude.ai e no aplicativo para desktop.

“Este recurso dá ao Claude acesso à internet para criar e analisar arquivos, o que pode colocar seus dados em risco. Monitore as conversas de perto ao usar este recurso”, adverte a nota. Agentes maliciosos poderiam introduzir instruções em prompts usando arquivos externos ou sites e induzir o chatbot a:

  • Baixar e executar código não confiável no ambiente sandbox para fins maliciosos;
  • Ler dados confidenciais de uma fonte de conhecimento conectada ao claude.ai (por exemplo, MCP remoto, projetos) e usar o ambiente sandbox para fazer uma solicitação de rede externa para vazar os dados.
claude arquivos
Criação de arquivos já está disponível para usuários dos planos Max, Team e Enterprise (Imagem: Divulgação/Anthropic)

Em resumo, o Claude pode ser induzido a enviar informações de seu contexto (por exemplo, prompts, projetos, dados, integrações do Google) para terceiros mal-intencionados. “Para mitigar esses riscos, recomendamos que você monitore o Claude enquanto usa o recurso e o interrompa caso perceba que ele está usando ou acessando dados inesperadamente.”

Medidas de segurança

Em uma tentativa de tranquilizar usuários, a Anthropic descreveu, em uma página de suporte, os mecanismos de segurança implementados pela empresa para evitar vazamentos:

  • Você tem controle total sobre o recurso. Você pode ativá-lo ou desativá-lo a qualquer momento;
  • O Claude foi projetado para fornecer resumos intuitivos de suas ações, para que você possa ver o que ele está fazendo. Você pode interromper as ações do Claude a qualquer momento e recomendamos monitorar o trabalho dele enquanto usa o recurso;
  • Dada a você a capacidade de revisar e auditar ações tomadas por Claude dentro do ambiente Sandbox;
  • Desabilitou o compartilhamento público de conversas, que incluem artefatos de arquivo do recurso de criação de arquivos para usuários Pro e Max;
  • Limitou a duração das tarefas que podem ser concluídas pelo Claude e o período em que você pode usar um único contêiner sandbox para evitar loops de atividades maliciosas;
  • Limitou intencionalmente os recursos de rede, contêiner e armazenamento;
  • Foi implementado um classificador para detectar injeções rápidas e interromper a execução caso sejam detectadas.
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Empresa de IA recomenda “monitorar as conversas de perto ao usar este recurso” (Imagem: Divulgação/Anthropic)

Leia Mais:

Como usar os novos recursos do Claude?

A criação de arquivos já está disponível para usuários dos planos Max, Team e Enterprise. Usuários Pro terão acesso nas próximas semanas. A Anthropic diz que a novidade torna o trabalho sofisticado em várias etapas acessível por meio de conversas. “À medida que essas capacidades se expandem, a lacuna entre a ideia e a execução continuará diminuindo.”

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Usuários Pro terão acesso aos novos recursos nas próximas semanas (Imagem: Divulgação/Anthropic)

Agora, é possível transformar dados brutos em resultados refinados, com análises estatísticas, gráficos e insights escritos; criar planilhas de modelos financeiros com análise de cenários, rastreadores de projetos ou modelos de orçamento com cálculos de variação; e transformar um relatório PDF em slides no PowerPoint. Eis o passo-a-passo:

  • Habilite “Criação e análise de arquivos atualizados” em Configurações > Recursos > Experimental;
  • Carregue arquivos relevantes ou descreva o que você precisa;
  • Oriente o Claude no trabalho via chat;
  • Baixe seus arquivos concluídos ou salve-os diretamente no Google Drive;
  • Imagem do botão de alternância para ativar o recurso “criação e análise de arquivos atualizados”.

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Novos modelos de IA da Anthropic entram no radar da Microsoft

A Microsoft é uma parceira importante da OpenAI, dona do ChatGPT. Então, você pode perguntar: por que está se interessando nos modelos de inteligência artificial (IA) da Anthropic? E, apesar da exclusividade que o Azure tinha como provedor de nuvem da OpenAI ter terminado no começo do ano, a Microsoft ainda tem o “direito de preferência” em futuros acordos.

Na verdade, como destaca matéria no Neowin, a parceria entre elas passa por altos e baixos e, agora, a Microsoft parece estar buscando uma opção para reduzir sua dependência dos modelos de IA da OpenAI.

inteligência artificial
Microsoft está pensando em usar os modelos de IA da Anthropic para começar a não depender dos modelos da OpenAI (Imagem: CoreDesignKEY/iStock)

Microsoft pensa em usar modelos da Anthropic

Agora, segundo o TechCrunch, a Microsoft começará a usar modelos de IA da rival da OpenAI para potencializar os recursos de inteligência artificial de seus produtos mais conhecidos, como o Word, Excel, Outlook e PowerPoint.

A matéria no TechCrunch, que cita o The Information, explica que a big tech não pretende abandonar totalmente os modelos da OpenAI, mas “diversificar suas parcerias de IA”. Isso reflete um momento em que o relacionamento com a dona do ChatGPT está passado por um momento de atrito com o lançamento de um potencial concorrente do LinkedIn.

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Segundo o The Information, “a mudança não é uma tática de negociação” com a OpenAI. Os líderes da Microsoft acreditam que os modelos mais recentes da Anthropic – especificamente o Claude Sonnet 4 – tem um desempenho melhor do que os da OpenAI em certas funções, como criação de apresentações em PowerPoint.

chatpgt gemini claude
Líderes da Microsoft acreditam que os modelos mais recentes da Anthropic têm desempenho melhor que os da OpenAI (Imagem: Robert Way/Shutterstock)

A OpenAI continuará sendo nossa parceira em modelos de ponta e permanecemos comprometidos com nossa parceria de longo prazo.

Porta-voz da Microsoft em nota ao The Information

Microsoft busca autossuficiência em modelos de IA

A Microsoft sempre buscou diversificar suas parcerias e isso não é diferente no campo da inteligência artificial. Embora os modelos da OpenAI sejam, atualmente, o padrão, a empresa também oferece outras opções e desenvolve iniciativas internas.

Fachada de um prédio da Microsoft
A Microsoft, apesar de buscar outros modelos, não pensa em abandonar a OpenAI. Crédito: LCV/Shutterstock

Estratégia da Microsoft com modelos de IA:

  • Microsoft planeja usar modelos de IA da Anthropic em Word, Excel, Outlook e PowerPoint;
  • Objetivo: diversificar parcerias de IA e reduzir dependência da OpenAI;
  • A empresa não pretende abandonar totalmente os modelos da OpenAI;
  • Microsoft já oferece outras opções: GitHub Copilot, Grok (da xAI) e Claude;
  • Modelos internos recentes: MAI-Voice-1 e MAI-1-Preview.

A OpenAI também busca se tornar mais independente. Seu laboratório de IA desenvolve novos projetos de infraestrutura e, recentemente, firmou parceria com o Google Cloud. Com isso, a OpenAI passa a ter acesso a Tensor Processing Units (TPUs) especializadas, extremamente importantes em um momento em que o poder computacional dos modelos de IA exige cada vez mais performance.

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Por que pistas de aeroporto tem “faixa de pedestre”?

Se você já andou de avião, esteve em um aeroporto ou até mesmo observou as pistas de pouso por meio de imagens na TV ou computador, provavelmente observou que há listras paralelas pintadas de branco nas cabeceiras das pistas. Apesar de lembrar uma faixa de pedestre, sua função é totalmente distinta, e de forma alguma alguém pode atravessar a pé no local. 

A seguir, você fica sabendo detalhes importantes sobre essa sinalização utilizada em pistas de aeroportos. Continue a leitura e confira as informações. 

O que é e para que servem as listras paralelas na pista de pouso?

As listras paralelas na pista de pouso são uma espécie de sinalização para os pilotos, ajudando-os a se orientarem na hora da decolagem e do pouso do avião. Isso porque elas delimitam o início da pista. 

Aeronave
Avião decolando – Imagem: anna.kateryna/Shutterstock

Neste local, o avião fica posicionado para dar início à corrida de decolagem. É importante que os pilotos obtenham o máximo de pista para o processo de levantar voo, pois se houver alguma falha no avião, é possível pará-lo de forma segura. 

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Vale destacar que há aeroportos que contam com um prolongamento de asfalto sinalizado por setas. Neles, os aviões conseguem dar início a corrida de decolagem antes das faixas. Entretanto, o pouso só deve ocorrer depois do começo da pista.

Outro ponto importante é que o avião raramente toca o solo diretamente nessas faixas. Mais adiante existem marcações que definem o ponto ideal de toque para maior segurança ao pousar o avião.

Aeronave parada
Aeronave parada em uma pista de aeroporto – Imagem: Jaromir Chalabala/Shutterstock

Mais um detalhe interessante é que não há uma quantidade de listras paralelas padrão para todos os aeroportos, pois o tamanho delas leva em consideração a largura da pista de decolagem e pouso. Veja a seguir:

  • 4 listras: 18 metros de largura 
  • 6 listras: 23 metros de largura 
  • 8 listras: 30 metros de largura 
  • 12 listras: 45 metros de largura 
  • 16 listras: 60 metros de largura
Faixas
Faixas na cabeceira de uma pista de aeroporto – Imagem: Doug McLean/Shutterstock

Todavia, não existe necessidade de os pilotos ficarem contando a quantidade de listras, até porque essa é uma informação presente nas cartas de aproximação do aeroporto, proporcionando uma orientação extra ao profissional.

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Quais os criminosos famosos retratados na série Tremembé do Prime Video?

No dia 31 de outubro, a série “Tremembé” estreia no Prime Video. A produção nacional já vem sendo muito falada na internet e existe uma expectativa muito grande de sucesso.

Ela tem como base os livros “Suzane: assassina e manipuladora” e “Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido”, obras que foram escritas pelo jornalista Ulisses Campbell, que é o roteirista da trama junto com Juliana Rosenthal, Vera Egito, Thays Berbe e Maria Isabel Iorio. 

O título conta com cinco episódios e traz a rotina de oito criminosos famosos que ficaram presos no Complexo Penitenciário de Tremembé, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Além disso, a série retrata a relação entre o grupo e os crimes que cometeram para serem encarcerados. A narrativa traz ficção e fatos reais em uma combinação de drama e true crime.

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Conheça os personagens da série Tremembé

O elenco a seguir conta com atrizes e atores de muito renome, como Marina Ruy Barbosa, Kelner Macêdo, Felipe Simas, Carol Garcia, Letícia Rodrigues, Anselmo Vasconcelos, Lucas Oradovschi e Bianca Comparato. A seguir, veja quais são os personagens interpretados por esses artistas. 

Suzane von Richthofen (Marina Ruy Barbosa)

Atriz Marina Ruy Barbosa
Marina Ruy Barbosa no papel de Suzane von Richthofen – Imagem: Divulgação/Amazon

Suzane von Richthofen foi a autora de um dos crimes mais chocantes da história do Brasil. Em 2002, ela planejou a morte dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em São Paulo. Para isso, contou com a ajuda do cunhado Cristian Cravinhos e o namorado dela, Daniel Cravinhos. 

Ela foi condenada a 39 anos e 4 meses de prisão e cumpriu parte da pena em Tremembé. Desde 2023 ela está solta, cumprindo pena em regime aberto. Vale destacar que há a promessa de que seja retratado na série o polêmico triângulo amoroso entre Suzane, Sandrão e Elize Matsunaga.

Cristian Cravinhos (Kelner Macêdo)

Irmão de Daniel Cravinhos, Cristian foi cúmplice de Suzane no crime e recebeu a pena de 38 anos e 6 meses de prisão. Ele foi solto em março de 2025.

Daniel Cravinhos (Felipe Simas)

Namorado de Suzane no período em que o crime aconteceu, ele foi condenado por ser um dos executores dos pais de Richthofen. A sua condenação foi de 39 anos de prisão. Ele foi solto em 2018 e segue cumprindo pena em regime aberto. 

Elize Matsunaga (Carol Garcia)

Condenada por matar e esquartejar o marido Marcos Kitano Matsunaga, diretor-executivo da empresa alimentícia Yoki, em 2012, Elize Matsunaga chocou o Brasil e o mundo por conta da brutalidade do crime, que inclusive é retratado em um documentário na Netflix. 

Ela recebeu a pena de 16 anos e 3 meses de prisão por homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver. Segundo Elize, o que a motivou foi a descoberta de uma relação extraconjugal do marido. 

Em 2022, a criminosa foi solta após cumprir 10 anos de pena. Hoje em dia, exerce a profissão de motorista de aplicativo em Franca (SP).

Sandra Regina Ruiz – Sandrão (Letícia Rodrigues)

Casal romântico entre Suzane e Sandrão
Letícia Rodrigues como Sandrão ao lado de Suzane – Imagem: Divulgação/Prime Video

Muito conhecida por conta de seu relacionamento com Suzane von Richthofen, Sandra Regina Ruiz, também chamada de Sandrão, foi presa ao ser cúmplice do seu então namorado em um sequestro que resultou no assassinato de um adolescente em 2003. Ela recebeu a pena de 27 anos. 

Ela também teve um rápido relacionamento com Elize Matsunaga, mas a sua relação mais duradoura foi com Suzane. Elas, inclusive, formalizaram a união amorosa na cadeia. Entretanto, se separaram em 2016.

Roger Abdelmassih (Anselmo Vasconcelos)

Ex-médico brasileiro especializado em reprodução humana, Roger Abdelmassih cometeu um dos crimes mais hediondos do Brasil: estuprou 52 mulheres entre 1990 e 2000. Por isso, foi condenado a 278 anos de prisão. Ele abusava delas enquanto estavam sob o efeito de sedativos. 

Ele ficou preso em Tremembé no ano de 2014. Entre os anos de 2017 e 2019, chegou a cumprir pena em uma prisão domiciliar, mas depois teve essa decisão revogada e voltou para a cadeia em outras penitenciárias.

Alexandre Nardoni (Lucas Oradovschi)

Um dos crimes que mais causaram comoção nacional foi cometido por Alexandre Nardoni e sua então esposa, Anna Carolina Jatobá. Ambos foram condenados pela morte de Isabella Nardoni, de apenas 5 anos.

Em 2008, a menina foi jogada pelo pai e a madrasta do sexto andar de um edifício em São Paulo. Ele foi condenado a 31 anos de prisão, mas está em regime aberto desde maio de 2024. 

Anna Carolina Jatobá (Bianca Comparato)

Atriz Bianca Comparato
Atriz Bianca Comparato interpretando Ana Carolina Jatobá – Imagem: Divugação/Amazon

Madrasta de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá recebeu a sentença de 26 anos e 8 meses de prisão, iniciando sua pena em Tremembé no ano de 2008. Porém, está solta desde 2023, quando a Justiça concedeu a progressão para a detenta ficar em regime aberto.

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