Santo millennial: imagem de Carlo Acutis é pendurada no Vaticano

A Basílica de São Pedro, no Vaticano, ganhou um adorno temporário para a primeira missa de canonização conduzida pelo papa Leão XIV, no próximo domingo (7). A imagem de Carlo Acutis foi pendurada na fachada do edifício em preparação ao evento que vai tornar o beato ítalo-britânico no primeiro “santo millennial”.

O Vaticano também vai lançar selos, carimbos e pastas para celebrar a canonização. Os produtos vão estampar uma foto do jovem sorrindo com uma mochila nas costas enquanto estava em uma excursão ao Monte Subasio, na Itália. Os itens estarão disponíveis nos correios da praça de São Pedro e em agências dos Correios do Vaticano.

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Canonização será eternizada em selo com imagem de Acutis sorrindo (Imagem: Vatican News)

Além de Acutis, o jovem italiano Pier Giorgio Frassati também será canonizado por Leão XIV. O ativista católico ajudou diversas famílias necessitadas, com doação de alimentos, roupas, lenha, carvão, móveis, gastando todo o dinheiro que sua família lhe dava. Ele morreu de meningite fulminante, aos 24 anos, em 1925.

“Que setembro seja um mês de oração pelas crianças e jovens que voltam às aulas e por aqueles que cuidam da sua educação. Peçam por eles, pela intercessão dos Beatos, e em breve Santos, Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis, o dom de uma fé profunda em seu caminho de amadurecimento”, disse o papa Leão XIV na última missa dominical.

Padroeiro da internet a ser canonizado no Vaticano

  • Acutis ganhou o apelido de “padroeiro da internet” após criar um site para documentar e divulgar milagres eucarísticos;
  • Aos 11 anos, ele pediu aos pais que o acompanhassem em viagens pelo mundo para coletar o material que seria consolidado ao longo de quatro anos antes do lançamento de seu site;
  • Ele morreu aos 15 anos por complicações de leucemia, em 2006;
  • “Carlo era uma criança comum, como as outras, brincava, tinha amigos e ia à escola. Mas sua qualidade extraordinária foi o fato de que abriu a porta do coração para Jesus. Ele usou essa habilidade para espalhar a boa notícia, o Evangelho. Ele queria ajudar as pessoas a terem mais fé, a entender que existe uma vida após esta, que somos peregrinos neste mundo”, disse mãe de Acutis, Antonia Salzano, à Reuters.
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Milagre que possibilitou a canonização foi reconhecido em 2024 (Imagem: Vaticano News)

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Os milagres de Acutis

A canonização de Acutis será possível graças a um milagre atribuído a ele pela sobrevivência da jovem Valéria Valverde, da Costa Rica, após um acidente de bicicleta. Ela teria sido curada dias após sua mãe rezar na tumba de Acutis em Assis (Itália).

Já a beatificação ocorreu após um milagre realizado em solo brasileiro, a cura do menino Matheus Vianna, em Campo Grande (MS), em 2013. A chamada Capela do Milagre tem realizado uma série de eventos em homenagem à canonização nesta semana, incluindo um quiz sobre a vida do jovem.

O famoso pulôver azul de Acutis, considerado uma relíquia, foi conduzido pelo Corpo de Bombeiros até a Paróquia São Sebastião na noite da última segunda-feira (1), marcando a abertura oficial da programação. Mais de mil pessoas participaram da celebração.

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Pulôver foi enviado pela própria mãe do Beato, direto de Assis (Imagem: Vatican News)

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7 ISTs perigosas, mas com sintomas silenciosos

A lista de infecções sexualmente transmissíveis é extensa. No entanto, algumas apresentam consequências ainda mais graves à saúde e, o pior, é que a maioria das ISTs carregam sintomas silenciosos, o que dificulta o diagnóstico precoce e retarda a busca pelo tratamento.

No Brasil, os casos de infecções sexualmente transmissíveis têm crescido nos últimos anos. Segundo levantamento do IBGE e do Ministério da Saúde, cerca de 1 milhão de pessoas foram infectadas só em 2019. Causadas por vírus, bactérias e outros microrganismos, algumas ISTs evoluem de forma silenciosa, conheça sete delas.

ISTs silenciosas: conheça sete infecções que avançam sem dar muitos sinais

1-Clamídia

Amostra de sangue para teste de clamídia (ICT), doença sexualmente transmissível comum causada pela bactéria Chlamydia trachomatis
Clamídia é uma das ISTs mais comuns e muitas vezes sem sintomas/Shutterstock Babul Hosen

Entre as ISTs perigosas com sintomas silenciosos está a clamídia, uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Em muitos casos, a pessoa infectada não apresenta sintomas visíveis, o que dificulta o diagnóstico e favorece a transmissão inadvertida a outros parceiros.

Além disso, quando os sinais surgem, muitas vezes são confundidos com outras condições. Afinal, os sintomas podem incluir corrimento amarelado, dor ao urinar, sangramento fora do período menstrual ou durante relações sexuais, e dor pélvica.

A partir disso, essa característica “invisível” ou sintomas que são confundidos com outros diagnósticos, podem levar a complicações graves, como doença inflamatória pélvica, infertilidade, gravidez ectópica e, em casos extremos, risco de morte materna ou fetal. Por isso, exames regulares e o uso de preservativos são essenciais para prevenção e detecção precoce.

2-Gonorreia

Outra infecção sexualmente transmissível que tem a capacidade de se espalhar silenciosamente é a gonorreia, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae.

Embora possa provocar sintomas como dor ao urinar, corrimento amarelado ou esverdeado, dor pélvica e sangramento fora do ciclo menstrual, muitas pessoas, especialmente mulheres, não percebem sinais evidentes, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Dessa forma, a ausência de sintomas pode levar à progressão da infecção para órgãos internos, causando complicações como infertilidade, doença inflamatória pélvica e até infecções sistêmicas. Além disso, a gonorreia pode ser transmitida durante o parto, colocando recém-nascidos em risco de conjuntivite grave e até cegueira.

3-HPV (Papilomavírus Humano)

DST (doenças sexualmente transmissíveis). Homem segurando nota pegajosa com rosto triste desenhado em fundo amarelo, close-up
ISTs silenciosas em homens podem afetar a fertilidade e a saúde íntima/Shutterstock New Africa

O Papilomavírus Humano (HPV) é uma das ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) mais frequentes no mundo, e uma das mais traiçoeiras. Isso porque, na maioria dos casos, ele se instala no corpo sem provocar qualquer sintoma imediato.

Com isso, a falta de sinais visíveis dificulta a detecção precoce e contribui para que o vírus continue sendo transmitido sem que a pessoa infectada sequer perceba.

Sobretudo, o perigo se intensifica com os chamados tipos de alto risco, especialmente os subtipos 16 e 18, que estão diretamente ligados ao desenvolvimento de cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Além disso, o HPV pode estar envolvido em tumores que afetam outras áreas como vagina, vulva, pênis, ânus, cavidade oral e garganta.

Mesmo quando não há sintomas externos, o vírus pode causar alterações microscópicas e inflamações internas que evoluem ao longo do tempo. Quando se manifestam, os sinais podem incluir verrugas na região genital, feridas ou manchas incomuns, sensação de ardência, coceira persistente e lesões na boca ou garganta.

4-HIV

Entre as infecções sexualmente transmissíveis que podem se desenvolver de forma discreta, o HIV se destaca como uma das mais preocupantes.

O vírus da imunodeficiência humana pode permanecer no organismo por anos sem apresentar sinais evidentes, o que favorece sua disseminação e dificulta o diagnóstico precoce.

Não é à toa que essa “epidemia invisível” tem sido motivo de alerta no Brasil, especialmente após estudos apontarem que a taxa de prevalência do HIV ultrapassou os limites considerados seguros pela Organização Mundial da Saúde.

O HIV é caracterizado por comprometer o sistema imunológico ao atacar as células responsáveis pela defesa do organismo.

Com o tempo, sem o devido acompanhamento médico, o vírus pode avançar para o estágio conhecido como aids. A aids, por sua vez, é uma condição que deixa o corpo vulnerável a infecções e doenças que normalmente seriam combatidas com facilidade. Apesar disso, hoje é plenamente possível conviver com o HIV de maneira saudável e segura.

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5-Sífilis

A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum que pode se desenvolver de forma silenciosa por longos períodos, o que a torna extremamente perigosa. Em seus estágios iniciais, é comum o aparecimento de feridas indolores na região genital, boca ou ânus, que desaparecem espontaneamente. Como resultado, muitas pessoas acabam ignorando o problema.

Com o passar do tempo, no entanto, a doença pode evoluir para fases mais graves e atingir órgãos vitais como o coração, o cérebro e os ossos, trazendo riscos sérios à saúde.

Além disso, mesmo sem sintomas aparentes, a sífilis permanece ativa e transmissível. Portanto, é fundamental estar atento aos sinais de alerta, como manchas avermelhadas na pele, especialmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, ínguas espalhadas pelo corpo, febre baixa, dor de cabeça, fadiga e queda de cabelo.

6-Herpes Genital

Casal em consulta com especialista em IST na clínica
ISTs podem existir mesmo em relações estáveis/Shutterstock New Africa

A Herpes Genital é uma das ISTs com sintomas silenciosos que mais desafiam o diagnóstico precoce. Causada pelo vírus Herpes simplex tipo 2 (HSV-2), essa infecção pode permanecer latente no organismo por longos períodos, sem apresentar sinais visíveis.

Mesmo sem lesões aparentes, o vírus continua ativo e transmissível, o que torna a doença perigosa e favorece sua disseminação. Além disso, cerca de 70% das transmissões ocorrem justamente na fase assintomática.

Apesar de muitas pessoas não identificarem imediatamente a presença da Herpes Genital, os sinais podem se manifestar como lesões pequenas e sensíveis na área íntima, geralmente acompanhadas de ardência, coceira intensa e desconforto ao urinar.

Além desses sintomas, é possível que surjam manifestações sistêmicas como febre leve, inchaço dos gânglios na virilha e dores musculares.

7-Tricomoníase

A tricomoníase é uma infecção provocada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, que muitas vezes se apresenta de forma discreta, dificultando seu reconhecimento imediato. Na maioria dos casos, especialmente entre os homens, o quadro é assintomático, o que contribui para a disseminação silenciosa da doença.

Já em mulheres, os sinais tendem a ser mais perceptíveis, como corrimento vaginal com odor forte, frequentemente comparado ao cheiro de peixe, além de coceira intensa, sensação de ardência e dor ao urinar. Durante o ciclo menstrual, esses sintomas podem se intensificar devido às alterações no pH vaginal.

Mesmo sendo uma infecção curável, a tricomoníase pode trazer sérias consequências à saúde quando não tratada de forma adequada. Entre os riscos, está a maior vulnerabilidade à contaminação por outros agentes infecciosos, como o HIV. No caso de gestantes, a doença está relacionada a complicações como parto prematuro.

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SpaceX planeja produzir combustível próprio para Starships

A SpaceXanunciou que pretende lançar Starships até 25 vezes por ano a partir do sul do Texas (EUA). E acabou de receber mais uma autorização que pode permitir até 120 voos na plataforma da Costa Espacial da Flórida (EUA). A viabilidade do plano ambicioso de Elon Musk, CEO e fundador da empresa espacial, tem um porém: a logística do combustível usado no lançamento de uma nave espacial.

No caso da Starship, são necessários mais de 200 caminhões-tanque vindos de refinarias distantes para entregar metano, oxigênio líquido e nitrogênio líquido. E a solução da SpaceX parece ser óbvia: construir suas próprias usinas para gerar fluidos criogênicos, segundo o site Ars Technica.

Fachada da entrada da SpaceX em Starbase
Starbase conta com cerca de 500 moradores, entre funcionários e seus familiares (Imagem: Findaview/Shutterstock)

A empresa já iniciou as obras de uma usina de separação de ar no Texas, ao norte das plataformas de lançamento da Starbase. O local será usado para aspirar, condensar e separar oxigênio e nitrogênio, que serão transportados para tanques de armazenamento por tubos instalados ao longo de 300 metros.

Isso resolveria parte da situação para a SpaceX…

  • O lançamento da Starship também requer metano para impulsionar os propulsores Super Heavy do foguete;
  • E a ideia mais plausível para atender essa demanda é a construção de uma usina de geração de metano ao lado das plataformas de lançamento da Starbase;
  • O Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA divulgou um aviso público para coletar opiniões da sociedade civil sobre as propostas da empresa de Musk;
  • A expansão cobre uma área de aproximadamente 8,5 hectares, sendo 7,3 hectares de pântanos, a cerca de 400 metros da praia;
  • E inclui mais do que somente as usinas: seriam criadas novas áreas de armazenamento para propelente e equipamento de solo, plataformas de preparação, estradas internas e um novo muro de segurança ao redor do local de lançamento.
Duas unidades do Starship preparados na base de lançamento
Lançamento da Starship também requer metano para impulsionar os propulsores Super Heavy (Imagem: luckyluke007/Shutterstock)

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Como fica a Flórida?

A SpaceX estaria planejando produzir seu próprio propelente também na Flórida, mas a instalação de futuras plataformas ainda depende de uma série de análises. O método, no entanto, seria outro, já que o edital não prevê a construção de uma usina de separação de ar ou de liquefação de metano.

A ideia é utilizar um sistema de pré-tratamento para remover impurezas do gás natural entregue por caminhões. A partir daí, será produzido um fluxo de metano gasoso de alta pureza, que, ao ser resfriado, poderá ser bombeado até o foguete, diz um rascunho da declaração de impacto ambiental publicado pela Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês).

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Expansão da SpaceX no Texas cobre quase 8 hectares (Imagem: Reprodução/SpaceX)

“O gás natural excedente seria usado para trabalhos de processamento, geração de energia ou evaporaria como uma saída de gás natural”, escreveram as autoridades. Já os gases residuais de nitrogênio, oxigênio e argônio serão liberados de volta para a atmosfera.

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Por que o gás do riso nos faz rir? Entenda a ação no corpo humano

O óxido nitroso (N₂O), também conhecido como “gás do riso”, é um composto químico com propriedades curiosas. Além de seu uso como anestésico e analgésico em procedimentos médicos e odontológicos, ele também provoca um efeito de euforia em quem o inala, o que causa as crises de riso involuntárias. 

Mas afinal, por que isso acontece? E quais são os riscos desse uso? Neste artigo, explicamos como o gás age no organismo. Acompanhe!

O que é o óxido nitroso?

O “gás do riso” é utilizado na medicina como uma ferramenta para aliviar dores, reduzir a ansiedade e auxiliar em procedimentos rápidos.
Modelo esférico e bastão do óxido nitroso (N₂O), com distâncias interatômicas indicadas / Crédito: Ben Mills (Wikimedia)

O químico Joseph Priestley descobriu o N₂O em 1772. O gás é incolor, levemente adocicado, pouco solúvel no sangue e atua rapidamente. Ele começa a fazer efeito em cerca de 30 segundos e perde sua ação aproximadamente 60 segundos após a interrupção da inalação, sendo eliminado pelos pulmões sem deixar resíduos metabólicos.

Além do campo médico, o óxido nitroso também aplica-se de formas curiosas. Na indústria de alimentos, funciona como propelente em latas de chantilly. No automobilismo e em foguetes, aumenta a potência dos motores.

Uso como entretenimento e na odontologia

Em 1844, em Nova York, o ex-estudante de medicina Gardner Colton apresentou uma paródia de Shakespeare no teatro, onde o destaque foi a inalação de óxido nitroso, fazendo o público rir com voz distorcida.

Em alguns países, como o Brasil, o óxido nitroso é permitido apenas para fins medicinais, servindo como ansiolítico, analgésico e anestésico. Imagem: Nourinet – Shutterstock

Essa foi parte das populares “exposições de gás hilariante” que se espalharam nos EUA no século XIX. Anos depois, Colton seria assistente do dentista Horace Wells, e participou da primeira demonstração do gás como anestésico.

Entretanto, décadas antes, o químico Humphrey Davy, em seus estudos sobre o óxido nitroso no Reino Unido, registrou a capacidade da substância de provocar euforia, risos, tontura e dormência.

Posteriormente, ele percebeu que o gás também tinha potencial para aliviar a dor. Antes de ter um uso clínico, o gás divertiu a alta sociedade britânica em festas.

Somente em 1863, Colton passou a aplicar o gás em procedimentos dentários, permitindo que os pacientes experimentassem conforto real e consolidando o óxido nitroso como anestésico.

O efeito no corpo humano

Por que ele causa riso?

Riso exagerado, risada
Homem segurando a barriga de tanto rir (Imagem: Khosro/Shutterstock)

Apesar de ser conhecido como “gás hilariante”, o mecanismo exato ainda não é totalmente compreendido. O que se sabe é que o N₂O interfere na liberação de neurotransmissores, como dopamina e endorfina, afetando áreas do cérebro ligadas às emoções e à autocensura.

Essa pequena interferência no sistema nervoso gera relaxamento, sensação de leveza e, em alguns casos, risadas espontâneas e involuntárias. É como se o cérebro desligasse temporariamente seus freios emocionais.

Além de causar euforia, o óxido nitroso também possui propriedades médicas relevantes. Ele age como um analgésico comparável a 15 mg de morfina, mostra-se eficaz em situações de emergência, como traumas e infartos, e ainda ajuda a reduzir a ansiedade em pacientes pediátricos.

Ele age rapidamente no sistema nervoso, gerando calma, euforia leve e redução da ansiedade, mas sem causar sono profundo. Os efeitos aparecem em 3 a 5 minutos e incluem relaxamento, sensação de leveza, tontura e formigamento.

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Riscos e contraindicações

Gás do riso (Imagem: BeataGFX – Shutterstock)

O óxido nitroso é seguro para a maioria das pessoas, inclusive crianças, mas não deve ser utilizado em menores de 2 anos, em pacientes com problemas respiratórios, congestão nasal, deficiência de vitamina B12 ou em portadores de condições psiquiátricas graves. 

O procedimento é relativamente simples: o paciente inala o gás por uma máscara, em dosagem ajustada pelo médico ou dentista, geralmente em combinação com anestesia local. Os efeitos desaparecem em poucos minutos após a interrupção da inalação, permitindo que o paciente retorne rapidamente ao estado normal.

Situações médicas de risco

(Imagem: New Africa/Shutterstock)

Por ser mais solúvel que o oxigênio e o nitrogênio, o óxido nitroso pode se acumular em cavidades de ar do corpo. Isso torna seu uso contraindicado em casos de pneumotórax, obstrução intestinal ou após mergulhos, devido ao risco de embolia. 

Além disso, a substância pode alterar a frequência respiratória e elevar a pressão intracraniana. Isso reforça a necessidade de supervisão médica criteriosa durante sua aplicação.

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OpenAI busca acadêmicos para construir IA científica

A OpenAI for Science é a nova iniciativa da dona do ChatGPT para criar uma plataforma alimentada por inteligência artificial (IA) que acelera a descoberta científica. O anúncio foi feito no X pelo diretor de produtos da empresa, Kevin Weil, que vai liderar o projeto.

Segundo ele, a OpenAI está em busca de acadêmicos que sejam “de classe mundial em suas áreas, totalmente equipados com IA e excelentes comunicadores científicos”. Os profissionais vão trabalhar em conjunto com outros pesquisadores já contratados pela empresa.

“Queremos provar que os modelos de IA estão prontos para acelerar a ciência fundamental. A descoberta científica melhora tudo, desde a qualidade de nossas vidas diárias até a segurança nacional e o PIB [Produto Interno Bruto] global. A inovação é a razão pela qual os EUA lideram o mundo. Poucas áreas prometem tanto melhorar vidas quanto a ciência”, disse.

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GPT-5 representa “novo patamar” das capacidades da IA para ciência, segundo Weil (Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock)

OpenAI automatizando a ciência

  • A nova plataforma ainda carece de detalhes, mas Weil deu alguns pitacos sobre o que podemos esperar do projeto. Ele sugere que o GPT-5, o modelo mais recente da OpenAI, “representa claramente um novo patamar” na capacidade da IA ​​de contribuir para a ciência;
  • Weil cita como exemplo o trabalho recente da Retro Biosciences, startup de biotecnologia apoiada por Sam Altman, CEO e cofundador da OpenAI, que usou um modelo personalizado para projetar variantes melhoradas de proteínas vencedoras do prêmio Nobel relacionadas às células-tronco;
  • Em outro exemplo, o modelo foi usado em um artigo de física teórica para sugerir ideias para provas, indicando que a OpenAI for Science pode ajudar, futuramente, na formulação de hipóteses e métodos de pesquisa — encurtando etapas fundamentais de pesquisas científicas;
  • Lançado em 7 de agosto, o GPT-5 apresentou avanços notáveis em tarefas, como codificação e pesquisa de tópicos complexos, mas alguns especialistas consideraram os progressos pequenos em relação às versões anteriores, como informou o Olhar Digital.
Logo da OpenAI em um smartphone que está em cima do teclado de um notebook
Modelos da OpenAI já resolve problemas matemáticos de nível internacional (Imagem: Ascannio/Shutterstock)

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Pelo progresso

Modelos de inteligência artificial já se mostraram de grande ajuda em pesquisas reconhecidas pela comunidade internacional. No ano passado, por exemplo, o CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, e o diretor John Jumper receberam o Prêmio Nobel de Química pelo trabalho no AlphaFold2, que usa IA para prever as estruturas complexas das proteínas.

Em julho, a OpenAI relatou que seu modelo resolveu problemas matemáticos de nível internacional — no mesmo nível dos melhores competidores humanos. A tecnologia teve um desempenho de medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática de 2025 com um mestrado em raciocínio lógico de uso geral.

A OpenAI vai compartilhar mais informações sobre o novo projeto nos próximos meses. Enquanto isso, se você é um pesquisador acadêmico ou de IA, pode enviar uma mensagem a Kevin Weil para tentar uma vaga no projeto.

Logo da OpenAI em um smartphone e ao fundo
Nova IA poderá ajudar na formulação de hipóteses e métodos de pesquisa (Imagem: Photo Agency/Shutterstock)

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Como o Universo realmente começou? Nova teoria oferece resposta surpreendente

Uma nova teoria radical sobre a origem do Universo sugere que ondas gravitacionais — pequenas ondulações no espaço-tempo previstas por Albert Einstein em 1915 — podem ter dado origem à matéria cósmica, desencadeando a formação de galáxias, estrelas e planetas.

O modelo, apresentado na revista Physical Review Research, busca eliminar uma série de parâmetros especulativos e ajustáveis presentes na teoria padrão do Big Bang. A flexibilidade desses parâmetros, segundo os pesquisadores, torna difícil determinar se os modelos realmente explicam o Universo atual ou se apenas foram adaptados para se ajustar às observações.

Albert Einstein
Nova teoria se baseia em previsão de 1915 feita por Albert Einstein (Imagem: Parent/Pixabay)

“Por décadas, os cosmólogos têm trabalhado em um modelo, o ‘paradigma inflacionário’, que sugere que o Universo se expandiu em uma taxa incrível, explicando tudo o que observamos hoje”, disse Raúl Jiménez, da Universidade de Barcelona, ao Space.com.

“O novo modelo sugere que oscilações quânticas naturais do próprio espaço-tempo, as ondas gravitacionais, foram suficientes para disparar as pequenas diferenças de densidade que, em última instância, deram origem às galáxias, estrelas e planetas.”

Modelo do paradigma inflacionário moldou ou não o Universo?

Daniele Bertacca, da Universidade de Pádua (Itália), explicou que o paradigma inflacionário consegue descrever por que o Universo é homogêneo e isotrópico, além de como flutuações quânticas primordiais deram origem às estruturas cósmicas atuais.

No entanto, destacou um problema central: “Essa teoria inclui muitos parâmetros ‘livres’ ou ‘ajustáveis’, que podem ser manipulados à vontade. Flexibilidade excessiva na ciência pode ser problemática, pois dificulta saber se o modelo realmente prevê algo ou se apenas se adapta, a posteriori, aos dados observados.”

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Homem apontando para planetas rodeados por equações matemáticas
Ondas gravitacionais podem ter dado origem à matéria cósmica (Imagem: Aree_S/Shutterstock)

Como é o novo modelo?

  • O novo modelo começa com uma inflação cósmica inicial, descrita por um estado em expansão chamado “espaço de De Sitter”, que os cientistas explicam como uma condensação de grávitons — partículas hipotéticas que carregariam a força da gravidade, assim como os fótons transmitem a força eletromagnética. Esse espaço teria decaído quando os efeitos quânticos ficaram tão fortes que transformaram o Universo em um sistema quântico caótico;
  • A teoria depende de uma única escala de energia para explicar toda a evolução cósmica, dispensando campos e partículas hipotéticas, como o “inflaton” — um campo teórico de alta energia que teria impulsionado a rápida inflação do Universo em alguns modelos do Big Bang;
  • Nesse novo cenário, as ondas gravitacionais seriam suficientes para gerar as flutuações de densidade responsáveis pela formação das estruturas cósmicas.

“Isso foi quase ‘mágico’, já que o único parâmetro livre da escala de De Sitter é sua escala de energia, e, devido à sua complexidade e não linearidade, isso se conecta ao nível observado de flutuações”, afirmou Bertacca.

“É precisamente a elegância e a simplicidade do modelo, e a ausência de parâmetros livres, que são fundamentais.” Ele acrescentou que o modelo pode explicar, de forma natural, a escala de energia e o curso temporal da inflação, elementos necessários para resolver os problemas do horizonte cosmológico e da planicidade do Universo.

Ainda assim, os cientistas destacam que a teoria precisa ser testada por observações astronômicas. Entre os dados que podem confirmar ou refutar o modelo estão as medições da radiação cósmica de fundo em micro-ondas (CMB, na sigla em inglês), uma espécie de “fóssil” do Universo primordial, bem como observações da estrutura em larga escala do cosmos e a detecção de ondas gravitacionais primordiais.

“Como todos os modelos teóricos, o nosso precisa ser confirmado por medições e observações que pesquisadores possam analisar, avaliar e comparar com dados de experimentos terrestres e espaciais, hoje e no futuro próximo”, disse Bertacca. “Essas ondulações gravitacionais interagem e constroem complexidade ao longo do tempo, levando a previsões testáveis que, agora, podem ser comparadas com dados reais.”

Representação de ondas gravitacionais
Teoria das ondas gravitacionais pode ser explicação para origem do Universo (Imagem: aimy27feb /Shutterstock)

Jiménez ressaltou que o trabalho fornece “um arcabouço minimalista, mas poderoso, elegante e potencialmente falseável. Esta é a ciência em seu melhor: previsões claras que futuras observações podem confirmar ou refutar”.

Ele concluiu: “Esses novos resultados demonstram que, talvez, não precisemos de ingredientes especulativos para explicar o cosmos, mas apenas de uma compreensão profunda da gravidade e da física quântica. Se o modelo se confirmar, pode marcar um novo capítulo na forma como pensamos sobre o nascimento do Universo.”

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O que é um roteador quad-band?

O roteador quad-band é uma evolução das redes domésticas, que oferece mais opções de conexão e melhor desempenho. Esse tipo de roteador é ideal para casas com muitos dispositivos modernos e altas velocidades contratadas, possibilitando reduzir congestionamentos e aproveitar melhor cada canal disponível.

O quad-band é uma inovação recente, surgida com o padrão Wi-Fi 6E e evoluindo para o Wi-Fi 7. Ele incorpora a banda de 6 GHz, que oferece mais espaço sem interferência e menor latência, tornando possível apoiar mais dispositivos com maior velocidade real, mantendo a rede estável. A integração dessas quatro bandas significa uso otimizado do espectro disponível e melhor experiência de navegação.

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Na matéria a seguir, explicamos tudo sobre o roteador quad-band, como para que serve, como instalá-lo, posicioná-lo corretamente e aproveitar ao máximo seu alcance. Confira!

Novo roteador RBKE960 Wi-Fi 6 quad-band cria uma rede mesh Wi-Fi 6E de até 10,8 Gbps
Roteador RBKE960 Wi-Fi 6 quad-band (Imagem: Divulgação/Netgear)

O que é um roteador quad-band?

Um roteador quad-band é um dispositivo de rede que opera em quatro faixas de frequência separadas. Essas bandas incluem 2,4 GHz, 5 GHz, 5 GHz adicional (backhaul dedicado) e 6 GHz, oferecendo múltiplos canais para conectar dispositivos. A configuração permite distribuir melhor o tráfego sem superlotar nenhuma das faixas, o que é especialmente vantajoso em sistemas mesh, pois mantém um fluxo constante entre os nós. Com isso, o desempenho geral da rede se mantém estável mesmo com uso intenso.

Qual a função do roteador quad-band e como fazer a instalação?

A principal função é evitar a sobrecarga de uma única banda, o que reduz a interferência e melhora a velocidade real para cada dispositivo. A faixa de 6 GHz é novidade e traz canais livres de interferência antiga, proporcionando alta largura de banda e baixa latência.

Enquanto isso, a faixa de backhaul em 5 GHz permite que os pontos mesh se comuniquem entre si sem tirar performance das bandas de acesso. Esse modelo traz o melhor dos dois mundos: mais velocidade e menos congestionamento.

Para instalar um roteador quad-band, comece conectando o modem à porta WAN do roteador principal. Depois, siga as instruções do app ou da interface web para configurar as redes das quatro bandas, definindo SSIDs e senhas distintas ou unificadas conforme sua preferência.

Os pontos mesh adicionais devem ser posicionados estrategicamente, ainda que muitos roteadores quad-band oferecem configuração simples por aplicativo. Após configurado, o sistema gerencia automaticamente em qual banda cada dispositivo conecta para otimizar desempenho.

O posicionamento do roteador central impacta diretamente a cobertura e eficiência das quatro bandas. O ideal é deixá-lo em área central da casa, elevado e livre de obstruções como paredes grossas. Isso garante que tanto a banda de 2,4 GHz (de menor frequência, mas de maior alcance) quanto a de 6 GHz (de alta frequência e maior velocidade) atinjam os dispositivos com qualidade. Para sistemas mesh, distribua os nós equidistantemente e evite bloqueios físicos entre eles e o central. Com isso, cada faixa alcançará seu potencial.

TP-Link AXE300, um roteador de banda quádrupla
TP-Link AXE300, um roteador de banda quádrupla (Imagem: Divulgação/TP-Link)

Qual é o alcance do roteador quad-band?

Em termos de alcance, cada banda tem características próprias. A 2,4 GHz cobre bem em distâncias maiores e penetra obstáculos com facilidade; a 5 GHz tem alcance moderado, ideal para ambientes com poucos obstáculos; e a de 6 GHz atinge distâncias menores, porém com velocidade muito superior e menos interferência. Em média, a 6 GHz alcança de 10 a 20 metros com boa performance, dependendo das paredes e móveis no caminho.

Além das quatro faixas, muitos roteadores quad-band de última geração oferecem recursos adicionais, como portas de alta velocidade (10 Gbps ou 2,5 Gbps), processamento avançado e suporte a MLO (Multi-Link Operation), especialmente em Wi-Fi 7. Isso permite enviar e receber dados simultaneamente por múltiplas faixas, aumentando rendimento e confiabilidade da conexão.

Por que escolher o roteador quad-band?

Um benefício importante é a distribuição inteligente dos dispositivos entre as bandas conforme suas necessidades. Por exemplo, aparelhos que exigem alta velocidade, como TVs 4K ou consoles, podem operar na 6 GHz, enquanto dispositivos simples ficam em 2,4 GHz. A faixa de backhaul em 5 GHz mantém os nós mesh sincronizados sem afetar os dispositivos finais. Essa orquestração melhora o rendimento total da rede e reduz interferências.

Para quem tem muitos dispositivos conectados, planos de internet rápidos e quer o máximo de performance, esse tipo de roteador é uma boa opção, e se paga com o tempo. Ele oferece estabilidade, alcance equilibrado e compatibilidade com as tecnologias mais recentes, garantindo navegação fluida para todos os usuários.

Roteador
Para quem tem muitos dispositivos conectados, planos de internet rápidos e quer o máximo de performance, esse tipo de roteador é uma boa opção. (Imagem: Proxima Studio/Shutterstock)

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Estalar os dedos faz mal à saúde? Veja o que diz a medicina

Estalar os dedos é um hábito bastante comum para várias pessoas. Embora para alguns o som seja irritante, para muitas outras esse hábito pode ser uma forma de amenizar o tédio, ou mesmo uma maneira de buscar alívio e relaxamento. Mas será que estalar os dedos pode fazer mal à saúde?

Há um senso comum, geralmente passado em família, que diz que fazer estalar os dedos repetidamente pode fazer mal, sendo uma das causas da artrite e pode até mesmo engrossar as articulações. 

Pessoa com mãos sobre notebook
Estalar os dedos serve para alguma pessoas como uma forma de relaxamento e também para aliviar o tédio. (Imagem: Farknot Architect/Shutterstock)

É importante esclarecer que em todas as articulações do corpo humano existe a presença do líquido sinovial – que é responsável por lubrificar as partes do corpo que fazem conexões umas com as outras, evitar o atrito entre ossos e preservar as cartilagens.

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O barulho que surge ao estalar os dedos acontece porque há a formação de bolhas de ar ou vácuo dentro do líquido sinovial que estouram ao serem pressionadas.

A razão pela qual você não pode estalar o mesmo dedo duas vezes seguidas é porque leva algum tempo para que as bolhas se acumulem novamente na articulação.

Estalar os dedos faz mal à saúde? 

Exames radiográficos mostram que estalar os dedos não prejudica a saúde das mãos. (Imagem: Pinto Art/Shutterstock)

O estalar de dedos vem sendo estudado na medicina há anos. Um estudo curioso sobre o tema foi realizado pelo médico americano Donald Unger com um único paciente: ele mesmo. 

Na infância, o menino ouvia muito de sua mãe que, se continuasse a estalar os dedos, num futuro próximo teria artrite. Como não tinha idade para realizar um estudo científico formal, nem um laboratório, muito menos um grupo de participantes para o seu experimento, usou as próprias mãos. 

O menino, que mais tarde tornou-se médico alergista, passou 50 anos estralando duas vezes ao dia os dedos da mão esquerda, enquanto a direita permaneceu intacta para servir como grupo de controle. 

Após exames de radiografia, a conclusão foi que, depois de meio século, ele não desenvolveu artrite em nenhuma das mãos, assim como não havia nenhuma diferença substancial entre elas. E o estudo acabou sendo divulgado em 1998 pela publicação científica Arthritis & Rheumatism (que atualmente se chama Arthritis & Rheumatology). 

Outro estudo realizado por Robert L. Swezey e Stuart E. Swezey com 28 idosos e 28 crianças com idade média de 11 anos também não conseguiu demonstrar correlação entre o estalo dos dedos e alterações degenerativas nas articulações. 

Em suma, não há comprovação científica de que estalar os dedos cause mal à saúde. Mesmo que seja feito repetidamente, não há nenhum risco de comprometimento ósseo, nem mesmo para as articulações.

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Qual a origem do @? E não, não é da internet

Muito conhecido atualmente por conta de seu uso no meio digital, estando presente principalmente em e-mails e nos perfis de redes sociais, o arroba, representado pelo símbolo @, tem uma origem muito mais antiga do que você imagina. Nas próximas linhas, confira a história e descubra de onde surgiu o item. 

Qual a origem do arroba (@)?

A origem do @ é um tanto incerta, pois há hipóteses de que ele surgiu por meio de escritores franceses que o utilizavam como uma forma de abreviação ao ‘à’. Por outro lado, há relatos de associação do símbolo com monges copistas da Idade Média. Visando facilitar a escrita, eles tinham o costume de substituir palavras, letras ou até mesmo nomes próprios por símbolos e abreviaturas.

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No caso do @ ele teria sido utilizado para ocupar o lugar da preposição latina “ad“, que significa “para”. Porém, com o passar do tempo, o símbolo foi sendo utilizado para outras coisas. Ele ficou nos livros de contabilidade sendo um sinal ligado ao comércio, utilizado para se referir à quantidade e aos preços de mercadorias. No Brasil, por exemplo, uma arroba vale 14,7 kg. 

@
Símbolo do arroba em madeira – Imagem: BENEJAM/Shutterstock

Segundo informações da revista Smithsonian, o primeiro uso documentado do @ data de 1536, pois ele aparece em uma carta de Francesco Lapi, um mercador italiano que usava o @ para contar unidades de vinho enviadas em potes de barro. 

Entretanto, o jornal espanhol Heraldo, por meio de uma descoberta feita pelo jornalista e historiador Jorge Romance em 2016, que revelou o uso do símbolo em um documento aragonês de 1448: a Taula de Ariza. Ele também aparece ligado a mercadorias. 

Modernização do @

Arroba
Arroba vinculado ao e-mail – Imagem: Tiko Aramyan/Shutterstock

No meio digital, o símbolo arroba apareceu pela primeira vez em 1971 por meio de Ray Tomlinson, que tinha como missão enviar uma mensagem criada por uma pessoa a outra em um computador diferente por meio da ARPANet, a primeira rede operacional de computadores.

Para conseguir tal feito, ele precisava usar o nome do usuário, o do computador e um símbolo que os separasse. Então, ele utilizou o @ e conseguiu enviar um e-mail. 

Assim, ele se tornou um padrão para todos os tipos de e-mail, estando presente até hoje nessa forma de comunicação digital. Ele ainda foi expandido para as redes sociais, como Instagram, X e TikTok, para identificar usuários.

Por que “arroba”?

O nome “arroba” é uma coincidência histórica, pois a palavra é derivada do árabe e indica uma fração de medida utilizada no comércio. Como o @ já vinha sendo utilizado nesse contexto, o termo “arroba” acabou sendo designado para nomear o símbolo. 

Arroba
Símbolo do arroba no teclado – Imagem: cla78/Shutterstock

Todavia, vale destacar que o arroba possui nomes distintos em diversos lugares do mundo. Na língua inglesa, ele é chamado de “at sign”, na Holanda, o termo é “monkey tail”, que significa “rabo de macaco”, por conta de seu formato.

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Anvisa proíbe alimentos infantis, molho de pimenta e creme corporal por irregularidades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), uma nova determinação que impacta alimentos e cosméticos vendidos no Brasil, segundo informações de O Globo.

Entre os produtos suspensos estão alimentos infantis da linha “PF da Nina”, um lote de molho de pimenta da marca Ubon e o creme corporal multifuncional Adeus. A medida foi tomada após inspeções que constataram riscos à saúde e descumprimento das regras de produção e rotulagem.

molho de pimenta
Molho de pimenta da marca Ubon é suspendido pela Anvisa (Imagem: YelenaYemchuk/iStock)

Produtos suspensos pela Anvisa

A decisão da Anvisa envolve três tipos de produtos diferentes:

  • Molho de pimenta extra forte Ubon (lote 4512823): suspensão da comercialização devido à presença de dióxido de enxofre não declarado no rótulo. Esse composto pode causar reações alérgicas em pessoas sensíveis;
  • Alimentos infantis “PF da Nina”: fabricados sem licença sanitária e sem cumprir Boas Práticas de Fabricação, obrigatórias para produtos destinados a crianças. A venda está proibida e os itens devem ser retirados das prateleiras;
  • Creme corporal multifuncional Adeus: suspenso porque, apesar de registrado como cosmético, o produto faz alegações farmacológicas de tratamento e cura, o que não é permitido pela legislação.

A Anvisa reforça que a comercialização, fabricação e uso desses itens estão proibidos até que as irregularidades sejam sanadas. Produtos que ainda estejam em circulação poderão ser apreendidos.

creme corporal
Creme corporal multifuncional Adeus é suspenso pela Anvisa (Imagem: Elena Katkova/iStock)

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Riscos e justificativas do órgão

Segundo a agência, a decisão tem como objetivo principal proteger os consumidores, já que cada caso representa uma ameaça diferente à saúde pública.

No caso do molho de pimenta, a ausência de informação sobre o dióxido de enxofre é grave, porque impede que pessoas alérgicas saibam do risco. Já os alimentos infantis da “PF da Nina” representam uma preocupação ainda maior, porque atingem um público extremamente sensível: bebês e crianças de primeira infância.

Outro ponto é o creme Adeus, que promete efeitos terapêuticos incompatíveis com sua classificação de cosmético. De acordo com a Anvisa, esse tipo de prática pode induzir o consumidor ao erro e levá-lo a acreditar em propriedades medicinais que não foram testadas ou autorizadas.

Essas medidas refletem a atuação da Anvisa em fiscalizar, constantemente, o mercado, e garantir que apenas produtos seguros estejam disponíveis para a população. A agência reforça que denúncias de irregularidades podem ser feitas pelos canais oficiais para acelerar a retirada de itens que não estejam em conformidade com a legislação sanitária.

Fachada do prédio da Anvisa
Medida foi tomada pela agência após inspeções que constataram riscos à saúde e descumprimento das regras de produção e rotulagem (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Telescópio retangular pode ser a chave para achar outra Terra

Encontrar um planeta semelhante à Terra pode se tornar uma tarefa mais viável com um novo conceito de telescópio, segundo artigo publicado na revista Frontiers in Astronomy and Space Sciences. A proposta envolve substituir o tradicional espelho circular por um retangular, com dimensões de um metro por 20 metros.

A busca por vida fora da Terra parte do princípio de que planetas com água líquida são os mais promissores. No entanto, identificar esses corpos é um enorme desafio. Mesmo nas condições ideais, a estrela hospedeira é cerca de um milhão de vezes mais brilhante que o planeta, tornando difícil observá-lo separadamente.

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Exemplo de super-Terra (Imagem: ESO/M. Kornmesser)

Um telescópio retangular? Como assim?

  • A teoria óptica aponta que a resolução de um telescópio depende tanto de seu tamanho quanto do comprimento de onda observado;
  • Para enxergar planetas com água líquida, o ideal seria captar luz em torno de dez micrômetros;
  • Nessa faixa, seria necessário um telescópio de 20 metros de diâmetro para distinguir uma Terra a 30 anos-luz de distância;
  • O problema é que construir e lançar um equipamento desse porte é considerado inviável com a tecnologia atual — basta lembrar a complexidade do James Webb, de 6,5 metros.

Várias alternativas já foram cogitadas. Uma delas é o uso de múltiplos telescópios menores que funcionem de forma sincronizada como um único aparelho, mas isso exigiria precisão na escala de uma molécula, algo ainda fora do alcance.

Outra ideia é recorrer à luz visível, mas, nessa faixa, o brilho da estrela supera em mais de dez bilhões de vezes o do planeta, tornando impossível bloquear a luminosidade estelar com a tecnologia existente.

Também foi estudado o uso de uma “starshade” — uma espécie de barreira voadora para bloquear a luz da estrela —, mas a necessidade de mover a estrutura por milhares de quilômetros entre diferentes observações consumiria combustível em excesso.

A alternativa apresentada pelos pesquisadores propõe um espelho retangular, com a mesma área coletora do James Webb, mas estendido em um dos eixos. Assim, seria possível separar o brilho da estrela do planeta no sentido em que o espelho tem 20 metros de comprimento. Para observar exoplanetas em diferentes posições orbitais, bastaria girar o telescópio, alinhando o eixo maior conforme necessário.

Telescópio James Webb
Alternativa apresentada pelos pesquisadores propõe um espelho retangular, com a mesma área coletora do James Webb (imagem), mas estendido em um dos eixos (Imagem: NRAO/AUI/NSF/NASA)

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Potencial para encontrar novas Terras

Segundo os cientistas, o modelo tem potencial para identificar metade de todos os planetas semelhantes à Terra em estrelas do tipo solar localizadas a até 30 anos-luz, em menos de três anos de observações. Isso poderia resultar na descoberta de cerca de 30 mundos promissores, caso a média seja de um planeta habitável por estrela.

O passo seguinte seria analisar a atmosfera desses planetas em busca de sinais de vida, como oxigênio resultante da fotossíntese. Para os candidatos mais promissores, os pesquisadores sugerem, até mesmo, o envio de sondas capazes de retornar imagens diretas da superfície.

De acordo com os autores do estudo, o conceito do telescópio retangular oferece uma via mais simples e viável para a identificação de um planeta-irmão da Terra — o que chamam de “Terra 2.0“.

Esquema do telescópio retangular
Diagrama esquemático de telescópio espacial retangular com espelho convencional (sem escala); o espelho primário de 20 m é mostrado de lado; o espelho secundário tem 1 m. × 2,3 m e implantado a cerca de 23 m de distância; a luz é focalizada em um coronógrafo AIC (Imagem: Leaf Swordy/Instituto Politécnico Rensselaer)

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