Flamengo x Vitória: onde assistir, horário e escalação do jogo do Brasileirão

Neste domingo (9), Flamengo e Vitória se enfrentam em duelo válido pela 22ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola para a partida às 19h30 (horário de Brasília) no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

  •  Flamengo x Vitória:
    • Competição: Campeonato Brasileiro (Brasileirão)
    • Rodada: 22ª
    • Data: 09/08 (domingo)
    • Horário: 19h30 (horário de Brasília)
    • Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Flamengo x Vitória pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre Flamengo e Vitória terá transmissão ao vivo no Premiere e no sportv.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui.

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Flamengo: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Vitão, Alex Sandro; Pulgar, Jorginho; Carrascal, Arrascaeta, Samuel Lino; Pedro.
    • Técnico: Leonardo Jardim.
  • Vitória: Lucas Arcanjo; Fabiano Souza, Edenílson, Brítez, Ramon; Gabriel Baralhas, Caique; Erick, Emmanuel Martinez, Matheuzinho; Renê.
    • Técnico: Jair Ventura.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO).
    • Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Leone Carvalho Rocha (GO).
    • VAR: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Flamengo e Vitória na atual temporada

Após dois tropeços seguidos no Brasileirão, o Flamengo recebe o Vitória em busca de recuperação. O Rubro-Negro carioca está oito pontos atrás do líder Palmeiras e reencontra o adversário que o eliminou de forma surpreendente da Copa do Brasil, ainda na fase de 32 avos de final.

O Vitória surpreendeu ao eliminar o Athletico-PR no meio de semana pela Copa do Brasil e agora busca manter o embalo no Brasileirão. A apenas quatro pontos acima do Z4, o Leão precisa somar pontos para evitar uma aproximação perigosa da zona de rebaixamento.

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Palmeiras x Internacional: onde assistir, horário e escalações do jogo do Brasileirão

Neste domingo (9), Palmeiras e Internacional se enfrentam pela 22ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola às 16h (horário de Brasília), no Nubank Parque, em São Paulo (SP).

  • Palmeiras x Internacional:
    • Competição: Brasileirão 2026
    • Rodada: 22ª
    • Data: 09/08 (domingo)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: Nubank Parque, em São Paulo (SP)

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Onde assistir Palmeiras x Internacional?

O confronto entre Palmeiras e Internacional terá transmissão ao vivo pela TV Globo, na TV aberta; pelo sportv, na TV fechada; pelo Premiere, no pay-per-view; e pelo Amazon Prime Video, no streaming.

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Prováveis escalações e arbitragem

  • Palmeiras: Carlos Miguel; Giay, Murilo e Benedetti; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Allan, Piquerez, Mauricio e Arias; Vitor Roque.
    • Técnico: Abel Ferreira.
  • Internacional: Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado e Maripán; Bruno Henrique, Paulinho Paula, Vitinho, Matheus Bahia, Carbonero e Bernabei; Alan Patrick.
    • Técnico: Paulo Pezzolano.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Davi De Oliveira Lacerda.
    • Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira e Douglas Pagung.
    • VAR: Paulo Roberto Alves Junior.

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes da partida.

Leia mais:

Palmeiras e Internacional no Brasileirão

Líder do Brasileirão com 47 pontos, o Palmeiras vive grande fase. Após golear o Vitória por 4 a 0, o Verdão chegou a nove gols nos últimos três jogos. Com o empate do Flamengo, abriu vantagem na ponta, embora tenha uma partida a mais que o rival.

O Internacional ocupa a 16ª posição, com 22 pontos, e busca a vitória para se afastar da zona de rebaixamento. Motivado pela classificação às quartas da Copa do Brasil após eliminar o Corinthians, o Colorado pode ter mudanças na escalação devido ao desgaste da sequência de jogos.

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Bahia x Vasco: onde assistir, horário e escalação do jogo do Brasileirão

Neste domingo (9), Bahia e Vasco se enfrentam em duelo válido pela 22ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola para a partida às 16h (horário de Brasília) na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

  • Bahia x Vasco:
    • Competição: Campeonato Brasileiro (Brasileirão)
    • Rodada: 22ª
    • Data: 09/08 (domingo)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir Bahia x Vasco pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre Bahia e Vasco terá transmissão ao vivo na GeTV, TV Globo e Premiere.

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Prováveis escalações e arbitragem:

  • Bahia: Ronaldo; Román Gómez, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Jean Lucas, Rodrigo Nestor e Acevedo; Michel Araújo, Ademir e Alejo Véliz.
    • Técnico: Rogério Ceni.
  • Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta, Robert Renan e Cuiabano; Tchê Tchê, Jair, Adson, Andrés Gómez e Thiago Mendes; Brenner.
    • Técnico: Pedro Emanuel.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE).
    • Auxiliares: Francisco Chaves Bezerra Junior (PE) e Karla Renata Cavalcanti De Santana (PE).
    • VAR: Gustavo Ervino Bauermann (SC).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Bahia e Vasco na atual temporada:

Em momentos distintos no Brasileirão, Bahia e Vasco se enfrentam neste domingo (9), pela 22ª rodada. O Esquadrão de Aço está invicto há cinco partidas, mas acumula três empates seguidos e segue a dois pontos do Fluminense, último time do G4.

O Vasco vive momento delicado no Brasileirão. Sem vencer há cinco partidas, o Cruzmaltino precisa voltar a triunfar para se afastar da zona de rebaixamento. O técnico Pedro Emanuel não tem desfalques e poderá escalar força máxima diante do Bahia.

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Por que eclipses totais são tão raros em um mesmo lugar?

Presenciar um eclipse solar total é um evento único na vida da maioria das pessoas. Embora a marca de 375 a 400 anos seja amplamente divulgada em registros da NASA como o intervalo de espera para uma mesma localidade, esse número representa apenas uma média global do planeta, e não uma regra fixa.

A raridade geográfica do fenômeno acontece porque a sombra mais escura da Lua (a umbra) é extremamente estreita, medindo geralmente entre 100 e 200 km de largura. Conforme a Terra gira e a Lua orbita o planeta, essa ponta de sombra “risca” a superfície como uma linha fina e rápida, criando o chamado corredor de totalidade. Como a imensa maioria do planeta fica fora dessa faixa, ver a escuridão total no quintal de casa exige uma combinação monumental de coordenadas.

eclipse solar total 2020
Composta por 55 exposições, esta imagem do eclipse solar total de 14 de dezembro de 2020 revela a tênue superfície da Lua, a coroa solar em detalhes, proeminências gigantes e até um pequeno cometa no canto inferior esquerdo. – Crédito: Miloslav Druckmüller e Andreas Möller/Universidade Tecnológica de Brno, via APOD/NASA.

Além disso, os eclipses ocorrem em uma espécie de “família” que se repete a cada 18 anos, 11 dias e oito horas (o chamado Ciclo de Saros). Pense na Terra girando: nessas oito horas extras de rotação, o planeta continua girando e empurra a região do eclipse anterior para longe, fazendo o próximo evento da mesma família riscar uma parte completamente diferente do mapa. 

Por causa dessa movimentação, as rotas dos eclipses acabam espalhadas pelo globo de forma desigual. Pura sorte faz poucas regiões entrarem na rota de dois eventos em prazos curtíssimos: a cidade de Carbondale, em Illinois, nos Estados Unidos, viu a sombra em 2017 e novamente em 2024 (apenas sete anos depois), enquanto Angola registrou dois eclipses totais em um intervalo de 18 meses, entre 2001 e 2002.

Em contrapartida, para equilibrar esses casos de sorte e manter a média planetária perto de quatro séculos, outras localidades enfrentam secas milenares. A cidade de Londres, na Inglaterra, viveu um jejum de 837 anos entre um eclipse total e outro, ficando sem ver o fenômeno desde o ano 878 até maio de 1715.

O eclipse solar total da próxima quarta-feira (12) vai contemplar o território continental da Espanha pela primeira vez desde 1905, encerrando um intervalo de 120 anos e 348 dias, segundo o jornal El País.

Leia mais:

Eclipse solar: quantos tipos existem e quais as diferenças entre eles

Eclipses são eventos astronômicos caracterizados pelo escurecimento total ou parcial de um astro por meio da interposição de outro corpo celeste frente à fonte de luz. Em 2026, já tivemos um lunar total – a “Lua de Sangue” – e um solar anular – que formou um “Anel de Fogo” no céu da Antártida (relembre aqui).

Esquema comparativo mostrando a situação em que ocorrem os diferentes tipos de eclipse: total, anular e parcial. – Crédito: FSogumo – Wikipedia Creative Commons

E o ano ainda reserva mais dois, ambos em agosto, com o primeiro deles sendo um eclipse solar total, aguardado para semana que vem, conforme mencionado anteriormente. A temporada se encerra com um eclipse lunar parcial na noite entre 27 e 28 (que poderá ser visto no Brasil inteiro).

A principal diferença entre esses dois fenômenos está na posição dos três astros. No eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua, fazendo com que sua sombra escureça o satélite. Já no eclipse solar, é a Lua que se coloca entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra sobre uma região do planeta e ocultando total ou parcialmente o Sol. Conheça os quatro tipos de eclipse solar clicando aqui.

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Remo x Atlético Mineiro: onde assistir, horário e escalação do jogo do Brasileirão

Neste sábado (8), Remo e Atlético Mineiro se enfrentam em duelo válido pela 22ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola para a partida às 18h30 (horário de Brasília) no Mangueirão, em Belém (PA).

  • Remo x Atlético Mineiro:
    • Competição: Campeonato Brasileiro (Brasileirão)
    • Rodada: 22ª
    • Data: 08/08 (sábado)
    • Horário: 18h30 (horário de Brasília)
    • Local: Mangueirão, em Belém (PA).

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Onde assistir a Remo x Atlético Mineiro pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre Remo e Atlético Mineiro terá transmissão ao vivo no Premiere.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui.

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Matheus Felipe, Marllon e Mayk; Patrick, Leonel Picco e Zé Ricardo; Jajá, Yago Pikachu e Alef Manga.
    • Técnico: Léo Conde.
  • Atlético Mineiro: Everson, Natanael, Ruan Tressoldi, Lyanco e Kauã Pascini; Alan Franco, Cissé e Victor Hugo; Cuello, Cassierra e Bernard.
    • Técnico: Eduardo Domínguez.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC).
    • Auxiliares: Thiago Labbes e Alexandre Lodetti (SC).
    • VAR: Carlos Eduardo Braga (RJ).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Remo e Atlético Mineiro na atual temporada:

O Remo passa por fase conturbada no Brasileirão 2026. Atualmente na vice-lanterna do campeonato, a equipe paraense não vence há três jogos e foi eliminada da Copa do Brasil em duelo contra o Santos.

O Atlético Mineiro vive momento regular na temporada. Na 10ª colocação, o time mineiro tem 28 pontos e avançou para as quartas de final da Copa do Brasil.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje!

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Grêmio x São Paulo: onde assistir, horário e escalação do jogo do Brasileirão

Neste sábado (8), Grêmio e São Paulo se enfrentam em duelo válido pela 22ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola para a partida às 16h (horário de Brasília) na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS).

  • Grêmio x São Paulo:
    • Competição: Campeonato Brasileiro (Brasileirão)
    • Rodada: 22ª
    • Data: 08/08 (sábado)
    • Horário: 16h (horário de Brasília)
    • Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS).

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Grêmio x São Paulo pelo Brasileirão 2026?

O jogo entre Grêmio e São Paulo terá transmissão ao vivo no Premiere.

Para assinar o Premiere com sete dias grátis pelo Prime, clique aqui.

Prováveis escalações e arbitragem:

  • Grêmio: Weverton; Diego Caito, Gustavo Martins, Wallace e Marlon; Noriega, Nardoni e Villasanti; Amuzu, Carlos Vinícius e Pavón (Jeovane Cabral).
    • Técnico: Luis Castro.
  • São Paulo: Rafael; Lucas Ramon, Arboleda, Osório (Sabino) e Wendell; Pablo Maia, Danielzinho e Marcos Antônio; Artur, Calleri e Luciano.
    • Técnico: Dorival Jr.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: André Luiz Bento (MG).
    • Auxiliares: Bruno Pires (GO) e Guilherme Camilo (MG).
    • VAR: Heber Roberto Lopes (SC).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Grêmio e São Paulo na atual temporada:

O Grêmio chega pressionado no Brasileirão. Apesar da classificação na Copa do Brasil contra o Mirassol, a equipe gaúcha é a 17ª colocada, com 20 pontos e está na zona de rebaixamento.

O São Paulo também enfrenta irregularidade na temporada. A equipe de Dorival Jr. não vence há cinco partidas, tendo três derrotas e dois empates. Na tabela, está na 12ª colocação, com os mesmos 20 pontos da equipe gremista.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje!

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Verme-do-diabo revela como a vida sobrevive nas regiões mais profundas da Terra

Um pequeno verme encontrado nas profundezas de uma mina de ouro na África do Sul alterou a visão dos cientistas sobre os limites da vida no planeta. O animal, identificado em 2011 como Halicephalobus mephisto, tornou-se o primeiro nematoide conhecido a habitar regiões tão profundas da crosta terrestre.

A descoberta ocorreu após pesquisadores filtrarem milhares de litros de água subterrânea retirada de rochas localizadas a cerca de 1,3 km abaixo da superfície, em 2008. O estudo revelou que ambientes escuros, quentes e com pouco contato com a superfície podem abrigar ecossistemas complexos.

A investigação sobre o chamado verme-do-diabo mostrou que algumas formas de vida conseguem sobreviver sem depender diretamente da luz solar ou de uma atmosfera rica em oxigênio. Os resultados abriram novas perspectivas sobre a adaptação dos organismos e sobre as condições em que a vida pode existir.

O animal que ampliou a fronteira da biosfera terrestre

Ilustração digital do Halicephalobus mephisto, vulgo Verme-do-Diabo
Ilustração digital do Halicephalobus mephisto, vulgo Verme-do-Diabo – (Reprodução: Gaetan Borgonie et al, Nature, 2011)

Durante décadas, muitos pesquisadores acreditavam que a vida animal dificilmente poderia existir em grandes profundidades. Até a década de 1980, a hipótese predominante entre biólogos era que poucos centímetros abaixo do solo já representavam um limite para organismos vivos mais complexos.

Esse cenário começou a mudar nos anos 1990, quando surgiram evidências de microrganismos vivendo quilômetros abaixo da superfície. A partir dos anos 2000, o biólogo especializado em nematoides Gaetan Borgonie passou a investigar se vermes também poderiam ocupar esses ambientes extremos.

A busca levou Borgonie e outros especialistas à mina Beatrix, na África do Sul, onde foram analisadas águas que circulavam dentro de fissuras das rochas subterrâneas. A equipe instalou filtros capazes de capturar organismos microscópicos e, após examinar mais de 6 mil litros de água, encontrou um verme até então desconhecido pela ciência.

A pesquisa foi ampliada para outras minas do país. Em uma delas, os cientistas filtraram mais de 12 milhões de litros de água e encontraram diferentes espécies de nematoides, além de fungos, invertebrados e outros microrganismos.

O exemplar que recebeu o nome de Halicephalobus mephisto apresentava uma característica decisiva para sua preservação científica: era uma fêmea capaz de gerar descendentes sem reprodução sexual. Antes de morrer, o animal produziu oito ovos viáveis, permitindo que pesquisadores continuassem os estudos em laboratório.

Os descendentes foram enviados para análises conduzidas pelo pesquisador genômico John Bracht, da Universidade Americana, em Washington, nos Estados Unidos. Em ambiente controlado, os cientistas observaram que o verme apresentava preferências muito diferentes das de outros nematoides conhecidos.

Enquanto espécies como Caenorhabditis elegans vivem associadas à matéria orgânica em decomposição e podem ser estudadas em temperaturas mais baixas, o verme-do-diabo apresenta melhor desempenho próximo de 37 °C, condição semelhante ao ambiente subterrâneo onde foi encontrado.

A espécie também possui uma capacidade particular de locomoção. Em vez de nadar, ela utiliza estruturas corporais para se prender às superfícies, característica que pode favorecer sua permanência em espaços estreitos entre rochas.

Alterações genéticas ajudam o verme a suportar condições extremas

Enzima bacteriana que destrói o DNA indiscriminadamente
Fitas de DNA – Imagem: KTSDesign/Science Photo Library

A análise do DNA do Halicephalobus mephisto trouxe pistas sobre os mecanismos que permitem sua sobrevivência. Em 2019, a equipe liderada por John Bracht identificou uma quantidade elevada de genes relacionados à produção de proteínas de choque térmico.

Essas moléculas funcionam como proteção para outras proteínas do organismo, reduzindo danos provocados por temperaturas elevadas. O achado indicou uma adaptação específica para a vida em ambientes quentes e subterrâneos.

Em pesquisas posteriores, realizadas em 2024, os cientistas analisaram a citocromo c oxidase, uma molécula ligada ao uso de oxigênio para geração de energia. Os experimentos indicaram que essa estrutura funciona melhor em temperaturas elevadas e reduz sua atividade em condições mais frias.

De acordo com John Bracht, pesquisador genômico da Universidade Americana, essa característica pode representar uma estratégia evolutiva do animal. “Eles estão garantindo que irão se reproduzir mais no ambiente melhor, mais quente”, afirmou o cientista ao explicar o comportamento metabólico do verme-do-diabo.

A capacidade de reprodução sem parceiros também é estudada como uma possível vantagem em um ambiente onde encontros entre indivíduos da mesma espécie podem ser raros. Bracht avalia que essa estratégia permitiria a continuidade da espécie mesmo em locais isolados.

O pesquisador também considera a possibilidade de existirem machos da espécie ainda não encontrados, o que permitiria a reprodução sexuada em determinadas situações. A ausência de diversidade genética causada pela reprodução assexuada costuma ser apontada como uma possível desvantagem evolutiva.

Um ecossistema escondido sob a superfície do planeta

A origem dos organismos que vivem nas profundezas ainda é uma questão em aberto. Pesquisas conduzidas por Gaetan Borgonie e pela geobióloga Cara Magnabosco indicam que alguns nematoides podem ter alcançado essas regiões por meio da movimentação da água subterrânea, possivelmente influenciada por atividades sísmicas.

Estudos sobre a chamada biosfera profunda apontam que os microrganismos presentes abaixo da superfície representam uma parcela significativa da vida microscópica do planeta. Estimativas citadas pelos pesquisadores indicam que eles podem corresponder a uma fração entre 12% e 20% da biomassa total de micróbios da Terra.

Outro caso investigado envolve a bactéria Desulforudis audaxviator, encontrada em regiões profundas de três continentes. Pesquisadores apontaram que essa espécie apresenta grande semelhança genética entre populações distantes e pode permanecer nesses ambientes desde a fragmentação do supercontinente Pangeia, iniciada há cerca de 165 milhões de anos.

O estudo desses organismos subterrâneos também pode ajudar a compreender os primeiros capítulos da história da vida no planeta. Cientistas avaliam que ambientes profundos podem oferecer pistas sobre condições capazes de sustentar organismos antes do surgimento dos ecossistemas atuais.

A pesquisa sobre o verme-do-diabo ainda reforça uma conclusão mais ampla: a vida pode ocupar espaços considerados improváveis e permanecer ativa mesmo em condições muito diferentes daquelas encontradas na superfície.

Como seres humanos, achamos que governamos o mundo, mas não é verdade”, declarou Esta van Heerden, cientista ambiental da empresa sul-africana de biorremediação iWater, em entrevista à equipe responsável pela descoberta do verme. A pesquisadora afirmou que o estudo revelou uma perspectiva de humildade diante de organismos que existem há milhões, e possivelmente bilhões, de anos.

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Entre o código e o conselho: Eduardo Endo é o novo colunista do OD

O Olhar Digital passa a contar com uma nova voz em seu time de colunistas. Eduardo Endo é pesquisador, professor e especialista em inteligência artificial – e estreia no portal trazendo uma proposta que vai além das novidades tecnológicas: discutir como a tecnologia impacta pessoas, carreiras, empresas e decisões do dia a dia.

Com uma trajetória construída entre o universo acadêmico e o mercado, Endo promete abordar temas como IA, inovação, educação, liderança e transformação digital a partir de experiências práticas, sem perder de vista o olhar crítico sobre as tendências que movimentam o setor.

Ele assinará a coluna Entre o código e o conselho“.

“Vivemos cercados por tendências, promessas e discursos sobre o futuro. Mas a tecnologia de verdade acontece quando o hype termina e alguém precisa entregar resultado. Esta coluna é um olhar sobre os bastidores, os conflitos e as decisões que moldam a transformação no mundo real”, afirma o novo colunista.

Na estreia, Endo publicará “Think outside the bot”, texto que questiona um dos maiores paradoxos da atual revolução da inteligência artificial: enquanto ferramentas generativas se tornam cada vez mais capazes de responder a praticamente qualquer pergunta, cresce também o risco de substituir o pensamento crítico pela confiança cega nas respostas produzidas pelas máquinas.

Ao longo do artigo, o autor defende que a IA amplia competências que já existem, mas não substitui conhecimento, experiência nem capacidade de julgamento — características que, segundo ele, se tornam ainda mais valiosas na era da inteligência artificial.

“A IA deixou de ser uma promessa e virou pressão. Empresas correm para adotar, profissionais correm para aprender e o mercado corre para acompanhar. Minha proposta é olhar além da corrida e discutir o que realmente faz diferença quando a tecnologia encontra a vida real” – completa.

Profissional de tecnologia, pesquisador e professor, Eduardo Endo iniciou seus estudos em Inteligência Artificial quando o tema ainda parecia distante da realidade. Ao longo de sua carreira, estudou em instituições como Harvard, Babson, Kellogg, Nova School of Business and Economics e Fundação Getulio Vargas (FGV), além de palestrar em eventos nacionais e internacionais, incluindo o SXSW.

Sua coluna no Olhar Digital nasce com o objetivo de aproximar tecnologia e vida real, explorando não apenas as inovações que chamam a atenção, mas também os desafios, dilemas e aprendizados que surgem quando essas tecnologias precisam funcionar fora das apresentações e demonstrações.

A primeira coluna, “Think outside the bot”, estreia por aqui neste sábado (08), às 7h da manhã (horário de Brasília).

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AMD compra startup canadense para acelerar estratégia em chips de IA

A AMD anunciou, nesta quinta-feira (6), a aquisição da startup canadense Taalas, especializada em chips para inferência de inteligência artificial (IA).

Embora o valor da operação não tenha sido divulgado, o movimento reforça a estratégia da empresa de ampliar seu portfólio de hardware para IA e disputar mercado que vem ganhando importância à medida que os modelos de inteligência artificial se tornam mais especializados.

Fundada em 2023 e sediada em Toronto (Canadá), a Taalas desenvolve aceleradores de IA projetados para executar um modelo específico, em vez de funcionar como processadores de uso geral. Segundo a empresa, essa abordagem reduz gargalos de processamento e memória e pode oferecer desempenho significativamente superior ao de unidades de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês) tradicionais em determinadas aplicações.

AMD aposta em mercado além das GPUs

  • As GPUs continuam sendo a principal aposta da AMD para impulsionar o crescimento de seu negócio de data centers. No entanto, a empresa reconhece que elas não são a solução ideal para todos os tipos de carga de trabalho em inteligência artificial;
  • A inferência — etapa em que um modelo de IA já treinado gera respostas para usuários — é hoje um dos segmentos de crescimento mais rápido do mercado;
  • Diferentemente do treinamento de modelos, essa fase exige respostas rápidas e alta eficiência energética, o que abre espaço para arquiteturas especializadas;
  • Os chips da Taalas são desenvolvidos especificamente para um único modelo de IA. Em troca da menor flexibilidade, a empresa afirma que seus aceleradores podem executar determinadas tarefas milhares de vezes mais rápido do que GPUs convencionais, além de reduzir custos.

Tecnologia será integrada à plataforma de IA da AMD

A AMD informou que pretende incorporar a tecnologia da Taalas ao seu roteiro de aceleradores de IA e utilizá-la em soluções que combinem diferentes componentes da empresa.

A integração envolverá produtos, como os aceleradores AMD Instinct, os processadores EPYC, o software ROCm e os sistemas Helios, plataforma de servidores em escala de rack lançada recentemente para competir com as soluções integradas da Nvidia.

Segundo Vamsi Boppana, vice-presidente sênior do Grupo de Inteligência Artificial da AMD, a aquisição fortalece a estratégia da empresa de oferecer diferentes opções de computação para cada tipo de aplicação de IA.

“A AMD está construindo plataforma completa de inteligência artificial que oferece aos clientes flexibilidade para implantar a solução computacional adequada para cada carga de trabalho. A tecnologia e a equipe de engenharia da Taalas fortalecem nosso portfólio ao oferecer desempenho e eficiência diferenciados para inferência”, afirmou.

Ljubisa Bajic, cofundador e CEO da Taalas, disse que a união com a AMD permitirá acelerar o desenvolvimento da tecnologia. “Fundamos a Taalas para repensar a inferência de IA desde o início, construindo o hardware em torno do modelo. Fazer parte da AMD nos dará escala, recursos de engenharia e alcance global para acelerar nossa inovação”, declarou.

Ao fundo, gráfico financeiro; à frente, logo da AMD em um smartphone
Rival da Nvidia tenta recuperar terreno no mercado de IA – Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock

Leia mais:

Startup promete transformar modelos de IA em chips personalizados

A proposta da Taalas é converter modelos de IA diretamente em circuitos dedicados. Segundo Bajic, a plataforma desenvolvida pela startup consegue transformar um modelo de IA em um chip personalizado em cerca de dois meses.

Atualmente, o principal acelerador da empresa executa uma versão reduzida do modelo Llama 3.1, da Meta. A companhia também trabalha em versões voltadas para modelos maiores e mais complexos.

Os chips são fabricados com um processo mais antigo da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) e utilizam memória SRAM integrada ao próprio chip para reduzir a latência.

Inferência ganha importância na corrida da IA

Especialistas apontam que aceleradores especializados, como os desenvolvidos pela Taalas e pela Groq, tendem a ganhar espaço em aplicações que exigem respostas quase instantâneas, conhecidas como sistemas de baixa latência.

Ainda assim, a CEO da AMD, Lisa Su, afirmou recentemente que acredita que as GPUs continuarão representando a maior parte do mercado de chips para inteligência artificial, justamente por serem capazes de executar uma ampla variedade de modelos sem necessidade de adaptações específicas.

Aquisição amplia ofensiva da AMD contra a Nvidia

A compra da Taalas faz parte de uma sequência de aquisições realizadas pela AMD para fortalecer sua divisão de IA e reduzir a vantagem da Nvidia no setor.

No ano passado, a empresa adquiriu a Silo AI por US$ 665 milhões (R$ 3,4 bilhões), incorporando expertise em desenvolvimento de modelos de IA. Também comprou a ZT Systems por US$ 4,9 bilhões (R$ 25,1 bilhões), negócio que deu suporte ao desenvolvimento da plataforma Helios, seus servidores integrados para data centers. Além disso, adquiriu empresas menores, como a MK1, especializada em software para inferência.

A estratégia acompanha uma tendência do mercado, em que fabricantes de chips passaram a oferecer soluções completas para data centers, integrando processadores, aceleradores, redes e servidores em vez de vender apenas componentes isolados.

Nos últimos meses, a AMD também anunciou uma parceria com a Cerebras para integrar seus chips de IA aos sistemas Helios.

A movimentação ocorre em um momento de forte concorrência no setor. Há pouco mais de sete meses, a Nvidia desembolsou US$ 20 bilhões (R$ 102,5 bilhões) para adquirir ativos da Groq, empresa especializada em chips de alto desempenho para IA, naquela que se tornou a maior aquisição da história da companhia.

Com a incorporação da Taalas, a AMD busca ampliar sua presença justamente em segmento considerado estratégico para a próxima fase da IA: a execução rápida e eficiente de modelos já treinados em aplicações do mundo real.

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Nem todas as luas ficam para trás quando um planeta é expulso do sistema

Planetas errantes — corpos celestes que vagam pelo espaço sem orbitar uma estrela — já são conhecidos pela astronomia. No entanto, uma dúvida permanecia: o que acontece com as luas desses planetas quando eles são expulsos de seus sistemas? Um novo estudo buscou responder a essa questão por meio de milhares de simulações de encontros estelares.

Pesquisadores do Observatório de Leiden, na Holanda, analisaram cerca de 34 mil cenários em que uma estrela passa próxima de um sistema planetário e altera sua dinâmica gravitacional. Os resultados, publicados no servidor de pré-impressões arXiv, indicam que a sobrevivência de uma lua depende principalmente da distância em que ela orbita seu planeta. Além disso, as características dessas órbitas podem ajudar os astrônomos a reconstruir como ocorreu a expulsão desses sistemas.

A distância da lua determina seu destino

O trabalho, conduzido por Yannick Badoux e Simon Portegies Zwart, acompanhou o destino de planetas e de suas luas durante encontros próximos com outras estrelas.

Segundo as simulações, o fator decisivo é o chamado raio de Hill, região ao redor de um planeta onde sua gravidade supera a influência gravitacional da estrela hospedeira. É dentro desse limite que uma lua consegue permanecer em órbita.

Os pesquisadores verificaram que luas localizadas até aproximadamente 40% do raio de Hill tendem a continuar acompanhando o planeta mesmo após sua expulsão do sistema. Já aquelas posicionadas além desse limite perdem rapidamente o vínculo gravitacional. A partir de cerca de 50% do raio de Hill, a separação entre planeta e lua praticamente se torna inevitável.

Segundo os pesquisadores, esse comportamento também pode ajudar a diferenciar planetas errantes expulsos após a passagem de outra estrela daqueles ejetados por interações gravitacionais com outros planetas, já que cada mecanismo tende a deixar marcas diferentes nas órbitas das luas sobreviventes.

O que aconteceria com as luas de Júpiter?

As conclusões também foram aplicadas a um exemplo conhecido do Sistema Solar.

De acordo com o estudo, se Júpiter fosse removido do Sistema Solar por uma estrela que passasse próxima, Io, Europa, Ganimedes e Calisto permaneceriam orbitando o gigante gasoso. Isso ocorre porque essas quatro luas estão muito próximas do planeta, ocupando menos de 1% do raio de Hill de Júpiter.

Ilustração de Júpiter com quatro de suas principais luas em órbita no espaço.
As quatro maiores luas de Júpiter permaneceriam orbitando o planeta caso ele fosse expulso de seu sistema, segundo as simulações do estudo – Imagem: SN VFX / Shutterstock

Os autores destacam ainda que o encontro gravitacional deixa marcas diferentes nas luas sobreviventes. As que permanecem em órbitas mais próximas tendem a conservar trajetórias quase circulares, enquanto aquelas que escapam por pouco apresentam órbitas mais alongadas e inclinadas.

Além disso, as simulações indicam que, em cerca de 87% das ejeções, a distância entre planeta e lua muda menos de 10%. Segundo os pesquisadores, essa característica pode permitir que astrônomos reconstruam a história desses sistemas apenas observando as órbitas das luas.

Um candidato observado pode confirmar o modelo

A equipe também aplicou o modelo a um objeto já identificado por meio da técnica de microlente gravitacional.

Catalogado como MOA-2011-BLG-262L, ele pode ser um planeta errante acompanhado por uma lua com massa inferior à da Terra, embora os dados disponíveis ainda permitam outras interpretações.

Caso essa hipótese seja confirmada, as simulações indicam que o sistema provavelmente se formou entre 1,3 e 5,9 unidades astronômicas de sua estrela, com uma leve preferência por cerca de 5,2 unidades astronômicas, distância semelhante à que separa Júpiter do Sol.

Luas podem continuar aquecidas mesmo no espaço interestelar

O estudo também destaca uma consequência interessante da permanência dessas luas ao lado de seus planetas.

Algumas luas podem gerar calor interno devido às forças gravitacionais exercidas pelo planeta que orbitam, sem depender da luz de uma estrela. Europa, por exemplo, possui um oceano subterrâneo cuja existência é atribuída a esse aquecimento.

Assim, caso um planeta seja expulso levando suas luas consigo, esse mecanismo pode continuar funcionando mesmo no espaço interestelar, mantendo esses satélites aquecidos mesmo sem a presença de uma estrela.

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Mamutes ainda poderiam existir? Estudo analisa teoria sobre a extinção da espécie

Por muito tempo, a genética foi considerada a principal responsável pela extinção dos últimos mamutes-lanosos. No entanto, pesquisadores do Centro de Paleogenética, ligado ao Museu Sueco de História Natural e à Universidade de Estocolmo, apontaram em um estudo publicado na revista Cell, que a espécie pode ter sido vítima de um evento externo e inesperado.

A pesquisa analisou o DNA de mamutes que viveram na Ilha de Wrangel, no Oceano Ártico, onde a espécie ficou isolada por cerca de 6 mil anos após desaparecer do restante do planeta. Os resultados mostram que, embora a população apresentasse baixa diversidade genética, esse fator não foi suficiente para causar sua extinção.

Na avaliação dos pesquisadores, os últimos mamutes formavam uma população relativamente estável e provavelmente só desapareceram após enfrentar algum evento repentino, como uma mudança ambiental brusca, uma doença ou outro fenômeno capaz de dizimar um grupo já pequeno e isolado. Isso significa que o destino da espécie pode não ter sido inevitável, como se imaginava até então.

Para quem tem pressa:

  • Os últimos mamutes-lanosos sobreviveram por cerca de 6 mil anos isolados na Ilha de Wrangel, no Oceano Ártico;
  • Um estudo concluiu que a baixa diversidade genética não explica, sozinha, a extinção da espécie;
  • Segundo os pesquisadores, um evento externo e imprevisível, como doenças ou mudanças climáticas repentinas, pode ter sido o fator decisivo para o desaparecimento dos animais.

Os últimos mamutes formavam uma população estável

Imagem: Daniel Eskridge/Shutterstock

Os mamutes-lanosos desapareceram da maior parte do planeta há cerca de 10 mil anos. No entanto, uma pequena população ficou isolada na Ilha de Wrangel após a elevação do nível do mar separar a ilha do continente.

Segundo o estudo, esse grupo pode ter surgido a partir de apenas oito indivíduos reprodutores. Ainda assim, os animais conseguiram se recuperar e chegaram a uma população estimada entre 200 e 300 mamutes, permanecendo relativamente estáveis por aproximadamente 6 mil anos.

A análise genética mostrou que a seleção natural continuou atuando nesse período, eliminando muitas das mutações prejudiciais. Embora a diversidade genética tenha diminuído com o passar do tempo, ela não atingiu um nível capaz de explicar o desaparecimento da população.

Os pesquisadores também identificaram perda de diversidade em genes relacionados ao sistema imunológico, o que pode ter reduzido a capacidade dos mamutes de responder a novos desafios ambientais ou doenças. Ainda assim, esse fator genético, sozinho, não seria suficiente para levar a espécie à extinção.

Leia mais:

O que realmente extinguiu os mamutes?

Mesmo que seja possível apontar o que não aconteceu, a justificativa concreta da extinção ainda não é conhecida. A hipótese mais provável é que um evento externo e imprevisível tenha atingido a população da Ilha de Wrangel. Entre esses eventos, são citadas possíveis mudanças ambientais rápidas, surtos de doenças e/ou outros acontecimentos capazes de eliminar um grupo reduzido de animais em pouco tempo.

Segundo o IFLScience, essa interpretação também ajuda a explicar por que os mamutes sobreviveram por milhares de anos mesmo com baixa diversidade genética. Em vez de um processo lento e inevitável de deterioração, a espécie pode ter sido surpreendida por um evento isolado que acelerou seu desaparecimento.

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Vitória x Athletico: onde assistir, horário e escalação da Copa do Brasil

Nesta quinta-feira (06), Vitória e Athletico se enfrentam no jogo de volta da oitava rodada da Copa do Brasil. A bola rola às 20h (horário de Brasília) no Barradão, em Salvador (BA).

  • Vitória x Athletico:
    • Competição: Copa do Brasil 2026
    • Rodada: Oitavas (volta)
    • Data: 06/08 (quinta-feira)
    • Horário: 20h (horário de Brasília)
    • Local: Barradão, em Salvador (BA)

Confira aqui a tabela com todos os jogos de hoje!

Onde assistir a Vitória x Athletico na Copa do Brasil?

O duelo entre Vitória e Athletico será transmitido pelo canal fechado SporTV (TV fechada), pela GE TV (YouTube) e pelo Premiere (Pay-per-view).

Prováveis escalações e arbitragem

  • Vitória: Lucas Arcanjo, Fabiano Souza, Brítez, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Caíque, Gabriel Baralhas e Zé Vítor; Matheuzinho (Erick) e Renê.
    • Técnico: Jair Ventura.
  • Athletico: Santos, Benavídez, Aguirre, Arthur Dias e Gilberto; Jadson, Luiz Gustavo e João Cruz; Mendoza, Viveros e Leozinho.
    • Técnico: Odair Helmann.
  • Arbitragem:
    • Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC).
    • Assistentes: Gizeli Casaril (SC) e Alex dos Santos (SC).
    • VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG).

As escalações confirmadas são divulgadas cerca de uma hora antes do jogo.

Leia mais:

Vitória e Athletico na Copa do Brasil

Após vencer o jogo de ida por 2 a 0, em Curitiba, o Athletico-PR chega com vantagem e pode perder por um gol de diferença para avançar às quartas de final. Já o Vitória precisa vencer por três gols para se classificar no tempo normal. Se devolver a diferença de dois gols, a decisão da vaga será nos pênaltis.

No Campeonato Brasileiro, os times vivem momentos distintos. O Athletico-PR atravessa boa fase, está invicto há seis partidas e ocupa a terceira colocação, com 37 pontos. Já o Vitória vem de duas derrotas consecutivas, para Remo e Palmeiras, e aparece em 13º lugar, com 26 pontos.

Não quer perder nenhuma partida do seu esporte preferido? Confira os jogos de hoje

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Resumo do dia: SpaceX no negativo; Musk faz promessas

A SpaceX divulgou nesta terça-feira (4) seu primeiro resultado financeiro desde a abertura de capital realizada em junho.

A empresa de Elon Musk apresentou receita acima das expectativas do mercado no segundo trimestre, impulsionada principalmente pelo serviço de internet via satélite Starlink, embora continue registrando prejuízos expressivos devido aos investimentos em inteligência artificial.

A receita da companhia somou US$ 7,8 bilhões (R$ 40,2 bilhões), acima da projeção de analistas consultados pela LSEG, que esperavam US$ 6,9 bilhões (R$ 35,6 bilhões). O valor representa um crescimento de 92% em relação aos US$ 4,1 bilhões (R$ 21,1 bilhões) registrados no mesmo período do ano passado.

Já o prejuízo foi de US$ 0,09 (R$ 0,46) por ação, resultado melhor que a expectativa média do mercado, que previa perda de US$ 0,26 (R$ 1,34) por ação.

A cobertura em nosso site foi comandada pelo Rodrigo Mozelli. Aqui, trago os principais destaques.

SpaceX por fatias

Starlink

  • Segundo a SpaceX, o segmento de conectividade — que engloba o serviço de internet via satélite Starlink — continua sendo a principal fonte de receita e a única operação lucrativa da companhia.
  • No trimestre, a divisão faturou US$ 4,2 bilhões (R$ 22 bilhões), superando a estimativa de US$ 3,8 bilhões (R$ 19,7 bilhões). O lucro operacional da unidade foi de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,5 bilhões).
  • A SpaceX informou ainda que a Starlink atingiu 12 milhões de assinantes, o dobro do número registrado no mesmo período do ano passado e um crescimento de 17% em relação ao primeiro trimestre.

Setor espacial

  • A divisão espacial, responsável pelos lançamentos de foguetes e contratos com a NASA, registrou receita de US$ 962 milhões (R$ 4,9 bilhões), acima da previsão de US$ 835 milhões (R$ 4,3 bilhões).
  • Ainda assim, encerrou o trimestre com um prejuízo operacional de US$ 542 milhões (R$ 2,8 bilhões).

Inteligência artificial

  • Já a área de IA faturou US$ 2,5 bilhões (R$ 13,2 bilhões), também acima da expectativa de US$ 2,18 bilhões (R$ 11,2 bilhões), mas apresentou um prejuízo operacional de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,5 bilhões);
  • Os elevados investimentos em infraestrutura de IA continuam pressionando as contas da empresa. Em 2025, a SpaceX registrou prejuízo de US$ 4,9 bilhões (R$ 25,2 bilhões), principalmente por causa desses aportes;
  • Em fevereiro, a companhia anunciou sua fusão com a xAI, startup de IA de Elon Musk. Na ocasião, afirmou que o objetivo da união era desenvolver centros de dados no espaço.

Saldo da SpaceX desde o IPO

Desde a estreia na bolsa, as ações da empresa acumulavam queda de cerca de 16% até o fechamento de segunda-feira, refletindo a preocupação dos investidores com os elevados gastos em IA e a rentabilidade das operações espaciais.

Após a divulgação dos resultados, no entanto, o mercado reagiu positivamente. As ações da SpaceX subiram 9,4% nesta terça, encerrando o pregão cotadas a US$ 125,33 (R$ 644,66). Apesar da alta, os papéis ainda permanecem abaixo do preço de US$ 135 (R$ 694,40) definido no IPO.

Mais informações sobre o balanço da SpaceX estão na reportagem completa do Rodrigo Mozelli.

Projeções de Elon Musk

A SpaceX acredita que o Starlink ainda tem amplo espaço para crescer e poderá se tornar, no futuro, o principal provedor de internet em grande parte do mundo. A avaliação foi feita pelo CEO Elon Musk durante a teleconferência de resultados da empresa.

Segundo o executivo, existe a possibilidade de o serviço de internet via satélite responder pela maior parte da conectividade global.

“Não está fora de questão que, em algum momento, a Starlink forneça a maior parte da internet do mundo, pelo menos nos países onde temos autorização para operar, que são a grande maioria”, afirmou Musk. Ele acrescentou que acredita que esse cenário pode se tornar realidade em menos de dez anos.

Data centers no espaço

A empresa também anunciou uma parceria com a Nvidia para desenvolver sistemas de computação espacial, capazes de executar modelos de inteligência artificial diretamente em satélites alimentados por energia solar.

As companhias trabalharão no projeto Starmind AI1, plataforma de computação embarcada que utilizará GPUs Nvidia Rubin e CPUs Vera para oferecer desempenho equivalente ao de data centers terrestres.

Segundo a SpaceX, a proposta é executar parte do processamento em órbita e transmitir apenas os resultados para a Terra por meio da rede de satélites Starlink, reduzindo a latência e aproveitando a disponibilidade contínua de energia solar no espaço.

Mais detalhes estão aqui.

Roberto Pena Spinelli, físico e especialista em IA, vê o plano com cautela: “tudo que você vai tentar fazer no espaço é mais complicado. Hoje em dia, ainda acho uma grande loucura. (…) Não acho que hoje ou num futuro próximo tenha alguma chance de ser sustentável”.

O colunista do Olhar Digital News comentou o assunto em nossa live. Acompanhe a coluna completa aqui!

Starship

A SpaceX planeja lançar o 14º voo de teste do Starship antes do fim de agosto, com novidade: a tentativa de capturar o estágio superior do foguete com os braços da torre de lançamento. O anúncio foi feito por Elon Musk nesta terça-feira (4), durante a primeira chamada de resultados trimestrais da empresa desde seu IPO histórico.

“Assumindo que receberemos aprovação regulatória para isso, tentaremos capturar o Ship com a torre no próximo voo, que está provisoriamente agendado para o fim deste mês”, disse Musk durante a chamada. A realização do voo está condicionada à obtenção dessa autorização dos reguladores.

  • O “Ship” a que Musk se refere é o estágio superior do Starship, com 52 metros de altura;
  • O veículo completo também inclui um primeiro estágio chamado Super Heavy;
  • A SpaceX já executou a captura do Super Heavy pela torre, mas ainda não tentou o mesmo procedimento com o Ship;
  • Além da tentativa de captura, o Voo 14 deve ser o primeiro a colocar cargas úteis em órbita operacional — algo que o Starship nunca fez antes;
  • O voo anterior, o 13º, realizado em 24 de julho, transportou 20 satélites Starlink V3, mas os implantou em trajetória suborbital. No Voo 14, esses satélites serão inseridos em órbita operacional, se tudo correr conforme o planejado, segundo Musk.

Foguete que caiu/vai cair na Lua

Lembra do foguete que cairia na Lua? Um estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX?

Então… a previsão era de uma colisão às 3h35 da madrugada (horário de Brasília). Astrônomos brasileiros acompanharam tudo ao vivo e ficamos de plantão por aqui. Mas, até o fechamento da newsletter, nenhum telescópio tinha flagrado essa colisão.

Caso alguma imagem surja (alô, NASA!), a gente atualiza em nosso site.

E nem só de SpaceX vive o noticiário…

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Procura-se foguete na Lua!

Lembra do foguete que cairia na Lua? Um estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX?

Então… a previsão era de uma colisão às 3h35 da madrugada desta quarta-feira (5), no horário de Brasília. Astrônomos brasileiros acompanharam tudo ao vivo e ficamos de plantão por aqui. Mas, até agora, nenhum telescópio tinha flagrado essa colisão.

Caso alguma imagem surja (alô, NASA!), a gente te atualiza.

Relembrando a história

Um estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, terminou uma viagem inesperada colidindo com a Lua nesta madrugada. Quer dizer… segundo a previsão.

O impacto estava previsto para 3h35 da madrugada (horário de Brasília). O impacto e sua cratera poderiam ajudar pesquisadores a estudar os efeitos de colisões espaciais.

O objeto passou mais de 18 meses em órbita após uma missão lunar. O caminho até a Lua não foi planejado, mas acabou definido pela ação da gravidade e da atividade solar.

Resumo:

  • O estágio pesa cerca de 4 mil quilos;
  • A previsão era da abertura de uma cratera de aproximadamente 27 metros;
  • Cientistas poderão estudar como impactos afetam a superfície lunar;
  • Os dados podem ajudar no planejamento de futuras missões tripuladas.

“Mas por que um incidente cósmico provocado pelo homem gera tanto interesse dos cientistas? A resposta está no fato de que impactos são uma das principais ferramentas para compreender a história e a composição da Lua. Diferentemente da Terra, a Lua praticamente não possui atmosfera para protegê-la dos impactos. Cada pequena rocha espacial atinge diretamente sua superfície criando uma cratera. Sem chuva, vento ou atividade geológica para apagar as marcas dessas colisões, cada cratera criada permanece ali por milhões de anos, preservando um registro dos eventos que moldaram a Lua e o Sistema Solar desde sua formação” – explicou Marcelo Zurita, astrônomo e colunista do Olhar Digital.

Por que o foguete acabou indo parar na Lua?

O Falcon 9 foi lançado em janeiro de 2025 levando duas sondas privadas: a Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e a Resilience, construída pela empresa japonesa ispace.

A Blue Ghost conseguiu pousar e completar sua missão. Já a Resilience perdeu a tentativa de aterrissagem. Enquanto isso, o estágio superior do foguete seguiu outro destino.

Normalmente, a SpaceX controla o fim da vida útil desses componentes com uma reentrada planejada na atmosfera terrestre. Neste lançamento, porém, quase todo o combustível foi usado para levar as sondas até a região lunar.

Com cerca de 4 mil quilos, o estágio ficou em uma órbita alta que cruzava a região da Lua.

Imagem telescópica mostra o segundo estágio do Falcon 9, identificado como 2025-010D, durante observação realizada por Geovandro Nobre.
O segundo estágio do Falcon 9 aparece no centro da imagem registrada pelo astrônomo amador e astrofotógrafo Geovandro Nobre. – Crédito: Geovandro Nobre

Gravidade e Sol colocaram o Falcon 9 em rota de colisão

O foguete não recebeu uma “ordem” para seguir em direção à Lua. A mudança aconteceu lentamente, enquanto forças naturais alteravam sua trajetória.

“Sem combustível suficiente para realizar uma manobra de descarte controlado, sua trajetória passou a ser moldada pelas complexas interações gravitacionais principalmente entre o foguete, a Terra e a Lua. Uma verdadeira dança gravitacional a três, em que pequenas perturbações se acumulam até alterar completamente o destino do objeto. Foi o que aconteceu com este foguete – até que, recentemente, os cálculos mostraram que uma colisão com a Lua seria inevitável” – explicou Marcelo Zurita.

O caso chama atenção porque mostra um desafio crescente para a exploração espacial: o que fazer com equipamentos que continuam circulando depois do fim de uma missão.

E mais: existe uma preocupação ligada aos planos da NASA de construir uma base próxima ao polo sul lunar pelo programa Artemis. Com astronautas vivendo no local por períodos maiores, evitar impactos inesperados será uma questão importante.

A SpaceX trabalha com a NASA e outras agências para encontrar formas mais seguras de descartar estágios usados em missões de alta energia.

O Falcon 9 não será o primeiro objeto a atingir a Lua dessa forma. Em 2022, um estágio superior de um foguete Long March 3C criou uma cratera na superfície lunar. O novo impacto deve acrescentar mais dados para entender como esses eventos acontecem e como reduzir seus riscos no futuro.

“E isso nos lembra de um aspecto menos glamuroso desse impacto, mas que não podemos ignorar. Embora tenha um enorme valor científico, ele também será consequência não de um fenômeno natural, mas de um descarte inapropriado de um veículo espacial. (…) Para a Lua, apenas mais um impacto, para nós, nada para nos preocuparmos. Ao menos por agora, porque num futuro próximo, talvez existam bases humanas por lá. E com o aumento da frequência de voos para a Lua, não estaremos mais sujeitos a incidentes como esses, que possam colocar em risco nossas ambições lunares?  Se quisermos expandir nossa presença pelo espaço, precisamos também desenvolver formas mais cuidadosas de administrar aquilo que deixamos para trás. Senão, estaremos arriscando nossas próprias conquistas e a qualidade do mundo, ou melhor, do Universo que deixaremos para as próximas gerações” – conclui Marcelo Zurita. 

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SpaceX: Starship deve voar pela 14ª vez ainda em agosto com novidade

A SpaceX planeja lançar o 14º voo de teste do Starship antes do fim de agosto, com novidade: a tentativa de capturar o estágio superior do foguete — chamado de Ship — com os braços da torre de lançamento. O anúncio foi feito por Elon Musk nesta terça-feira (4), durante a primeira chamada de resultados trimestrais da empresa desde seu IPO histórico.

“Assumindo que receberemos aprovação regulatória para isso, tentaremos capturar o Ship com a torre no próximo voo, que está provisoriamente agendado para o fim deste mês”, disse Musk durante a chamada. A realização do voo está condicionada à obtenção dessa autorização dos reguladores.

O que está planejado para o Voo 14

  • O Ship é o estágio superior do Starship, com 52 metros de altura;
  • O veículo completo também inclui um primeiro estágio chamado Super Heavy;
  • A SpaceX já executou capturas do Super Heavy pela torre em três voos de teste anteriores, mas ainda não tentou o mesmo procedimento com o Ship;
  • Além da tentativa de captura, o Voo 14 deve ser o primeiro a colocar cargas úteis em órbita operacional — algo que o Starship nunca fez antes;
  • O voo anterior, o 13º, realizado em 24 de julho, transportou 20 satélites Starlink V3, mas os implantou em trajetória suborbital. No Voo 14, esses satélites serão inseridos em órbita operacional, se tudo correr conforme o planejado, segundo Musk.

Fachada da SpaceX
Novos testes serão realizados pela empresa espacial no 14º voo – Imagem: Walter Cicchetti/Shutterstock

O desempenho do Ship no Voo 13 foi o que deu à SpaceX confiança para planejar a captura. O escudo térmico do veículo sobreviveu à reentrada na atmosfera terrestre em boas condições, e o Ship pousou suavemente no Oceano Índico, ao largo da costa oeste da Austrália — e permanecia intacto até o momento. “Não quero azedar a sorte, mas acho que consideraria o problema do escudo térmico resolvido neste ponto”, disse Musk.

Leia mais:

Planos de expansão em IA e a constelação Starmind

Meses antes da chamada, a SpaceX divulgou que mira “mercado total endereçável” de US$ 28,5 trilhões (R$ 146,6 trilhões) por ano no longo prazo, dos quais quase US$ 23 trilhões (R$ 118,3 trilhões) estariam no campo de “aplicações de IA empresarial”. Para efeito de comparação, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos em 2025 foi de pouco menos de US$ 31 trilhões (R$ 159,5 trilhões).

Parte central dessa estratégia é uma constelação de um milhão de centros de dados de IA em órbita, chamada Starmind. Musk afirmou durante a chamada que a SpaceX espera começar a lançar as primeiras espaçonaves operacionais da Starmind em 2027.

Para sustentar esse ritmo de lançamentos, ele projetou: “Esperamos que a cadência de voos aumente rapidamente e, provavelmente, daqui a um ano, estaremos fazendo pelo menos um voo por dia, possivelmente mais.”

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